Elton John diz que jamais permitiria um filme sobre sua vida sem sexo e drogas
No último domingo (26/5), o cantor Elton John escreveu um artigo para o jornal britânico The Guardian em que revelou detalhes sobre a produção de “Rocketman”, cinebiografia sobre sua vida e carreira que chega aos cinemas na quinta-feira (30/5). Ele confirmou que houve realmente uma tentativa de alguns produtores para fazer um filme mais leve e de classificação etária mais baixa, com o objetivo de levar um público mais amplo aos cinemas. Mas deixou claro que não permitiu. E isto não aconteceu. “Eu não queria um filme cheio de drogas e sexo, mas ao mesmo tempo, todo mundo sabe que eu aproveitei bastante essas duas coisas durante os anos 1970 e 1980, então não faria sentido um filme que me mostrasse indo quietinho para o quarto do hotel depois de um show, apenas com um copo de leite quente e uma bíblia”, ele explicou. Sóbrio há quase 30 anos, Elton John disse que não teve problemas com as cenas que retratam sua queda ao fundo do poço. “É estranho, mas não achei doloroso ver essas partes do filme”, contou. “Elas são verídicas e, diferentemente da minha infância, foram minha culpa. Ninguém me obrigou a usar drogas e beber”. Antes de chegar à Paramout, “Rocketman” passou pela Focus Features e até pela Walt Disney Studios, que não aceitaram as condições do cantor para realizar o filme. Além de querer cortar as cenas mais fortes, os estúdios queriam produzir uma cinebiografia comum, sem os elementos fantásticos que permeiam a história. Mas, para Elton, fazer isso seria deixar para trás o que mais lhe interessava na produção. Os motivos para querer um filme com fantasia são explicados ao longo do texto. “Eu vivia na minha cabeça quando era criança. E quando minha carreira decolou, decolou de tal maneira que quase não parecia real para mim”, ele explicou. “Há um momento em ‘Rocketman’, quando estou tocando no palco do clube Troubadour em Los Angeles e tudo na sala começa a levitar, inclusive eu, e, honestamente, era assim que eu me sentia”. O detalhe é que, ao listar os papéis que viveu no cinema, o cantor revelou que só gostou de um: o Pimball Wizard (mago do fliperama) de “Tommy”. E o filme de Ken Russell para a ópera rock da banda The Who era um delírio completo! “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos o filme “Bohemian Rhapsody”, e traz o ator Taron Egerton (“Kingsman: Serviço Secreto”) no papel de Elton John. O filme teve uma première aplaudidíssima no Festival de Cannes e atingiu 88% de aprovação no Rotten Tomatoes – bem mais que os 61% de “Bohemian Rhapsody”, vencedor de quatro Oscars.
Ayrton Senna vai ganhar cinebiografia em 2020
A vida de Ayrton Senna vai virar filme. Após inspirar um documentário bastante premiado, Senna ganhará uma cinebiografia com atores em 2020, quando comemoraria 60 anos de seu nascimento. O projeto foi anunciado durante o Festival de Cannes e será comandado pelo diretor e roteirista Luiz Bolognesi, de “Ex-Pajé” e “Uma História de Amor e Fúria”. O longa será uma parceria entre os produtores paulistas Caio e Fabiano Gullane e o Instituto Ayrton Senna, mas ainda não foram divulgados outros detalhes, como eventuais atores sondados para o papel do ídolo da Fórmula 1, morto em 1994. O projeto é antigo. Bianca Senna, diretora de Branding do Instituto Ayrton Senna e sobrinha do tricampeão da F1, mencionou a produção há três anos. Na época, estaria em fase de roteiro. Antes disso, a Warner também tentou desenvolver uma cinebiografia, que seria uma produção internacional e contaria com o espanhol Antonio Banderas no papel principal. A família de Senna vetou. O filme atual tem apoio dos familiares do piloto e já integra o calendário de futuros lançamentos da produtora Gullane. A produtora brasileira está em Cannes neste ano participando da competição da Palma de Ouro em Cannes. Seu filme é “O Traidor”, uma coprodução com países europeus dirigida pelo veterano cineasta italiano Marco Bellocchio, que relembra a trajetória de Tommaso Buscetta, ex-mafioso que se refugiou no Brasil após delatar seus antigos comparsas.
Elton John conhece namorado – e empresário – em cena legendada de Rocketman
A Paramount divulgou uma cena legendada de “Rocketman”, a cinebiografia de Elton John, que ganhou o subtítulo de “Uma Incrível Jornada” no Brasil. O vídeo mostra o primeiro encontro entre Elton (vivido por Taron Egerton, o mais recente “Robin Hood”) e John Reid (Richard Madden, o Robb Stark de “Game of Thrones”), seu primeiro amor e empresário. O elenco da produção também inclui Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como Bernie Taupin, fiel parceiro de composição do astro pop, e Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) como a mãe de Elton John. O roteiro é de Lee Hall (“Billy Elliot”) e um detalhe curioso é que “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia blockbuster do Queen. A estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Brian May revela que Queen ainda não recebeu “nem um centavo” por Bohemian Rhapsody
O guitarrista Brian May revelou que os integrantes da banda Queen ainda não receberam “nem um centavo” por “Bohemian Rhapsody”, cinebiografia da banda que venceu quatro Oscars e fez mais de US$ 900 milhões de bilheteria mundial. “Estava rindo outro dia, porque li em um jornal que estávamos ganhando muito dinheiro por causa do filme. Ah, se eles soubessem. Estávamos reunidos com um contador há uns dias e ainda não recebemos nem um centavo pelo filme. Não é curioso? Quanto sucesso um filme tem que fazer para começar a dar lucro?”, questionou o guitarrista em entrevista à BBC Radio 2. Apesar de ainda não ter visto a cor do dinheiro, o músico garantiu que ficou muito satisfeito com o longa-metragem, sucesso de público e crítica. “Foi um trabalho carregado de amor, foram 12 anos em desenvolvimento. Imaginávamos que ia ter uma boa bilheteria, mas não tão boa assim”, avaliou.
Renee Zellweger é Judy Garland em trailer de cinebiografia
A Roadside Attractions divulgou o pôster, novas fotos e o primeiro trailer de “Judy”, cinebiografia da lendária atriz Judy Garland. A prévia mostra diversas cenas da vida da estrela, com ênfase em seus últimos anos, quando é encarnada por Renee Zellweger. E a interpretação é tão convincente que os letreiros chegam a afirmar que “Renee Zellweger é Judy Garland”. Situado em 1968, o filme mostrará a chegada da atriz em Londres para uma série de apresentações. 30 anos depois de dar a vida a Dorothy, em “O Mágico de Oz”, ela enfrenta problemas de uma grande estrela: brigas com empresários, relacionamentos com músicos, fãs e amigos, além do romance com seu quinto marido, Mickey Dean. Judy Garland faleceu poucos meses depois, ainda em Londres, de overdose aos 47 anos de idade. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) como Lisa Minnelli e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Taron Egerton canta Rocketman em clipe da cinebiografia de Elton John
A Paramount divulgou um clipe de “Rocketman”, que traz o ator Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”) cantando a música do título. Ele aparece no estúdio de gravação, para deixar claro que não está dublando e sim cantando de verdade, e em cenas do filme, em que vive o músico Elton John. Ao contrário do que aconteceu em “Bohemian Rhapsody”, Egerton não está dublando os hits do cantor. Mas se essa opção confere maior credibilidade ao trabalho do ator, corre o risco de transformar a trilha num karaokê de famosos. A inflexão do ator é completamente diferente da gravação clássica de 1972. Um outro fato curioso da produção é que “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia blockbuster do Queen. O roteiro é de Lee Hall (“Billy Elliot”) e o elenco da produção também inclui Jamie Bell (o “Billy Elliot”) no papel de Bernie Taupin, fiel parceiro de composição do astro pop, Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) como a mãe do cantor e Richard Madden (“Game of Thrones”) na pele do empresário John Reid. A estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Família de Tolkien renega filme sobre o criador de O Senhor dos Anéis
O filme “Tolkien”, cinebiografia do criador de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, foi renegado pela família do escritor. O Tolkien Estate, grupo que administra o legado e os direitos autorais de J.R.R. Tolkien, divulgou um comunicado na terça (23/4), informando à imprensa que não participou da elaboração do filme e não aprova a produção. “A família de J.R.R. Tolkien e o Tolkien Estate estão cientes do longa-metragem da Fox Searchlight intitulado ‘Tolkien’, que será lançado em maio de 2019, e querem deixar claro que não aprovam, autorizam ou tiveram participação na realização desse filme”, diz a nota, reforçando que o grupo “não endossa a obra ou seu conteúdo de nenhuma forma”. Apesar disso, um representante da família informou ao jornal britânico The Guardian que não há planos para processar o estúdio. O filme se concentra na juventude de J.R.R. Tolkien, em particular seus dias de escola e a participação no conflito da 1ª Guerra Mundial, evocando seu universo de fantasia em momentos como a “irmandade” formada com os colegas de classe e a jornada pela devastação da guerra. O roteiro é de David Gleeson (“Caubóis e Anjos”) e Stephen Beresford (“Orgulho e Esperança”) e se concentra nos anos de formação de Tolkien, quando o jovem órfão forma um grupo de amigos com outros aspirantes a artistas, inspirando-se a virar escritor, ao mesmo tempo em que se apaixona por sua futura esposa Edith e ingressa no exército britânico para lutar na guerra. O papel do escritor é vivido por Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) e a direção ficou a cargo de Dome Karukoski (“Tom of Finland”), um dos diretores mais premiados do cinema finlandês “Tolkien” tem lançamento previsto para o dia 23 de maio no Brasil.
Rocketman: Filme sobre Elton John ganha vídeo de bastidores legendado
A Paramount divulgou um novo vídeo legendado de “Rocketman”, filme em que o ator Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”) vive o músico Elton John. A prévia traz cenas da cinebiografia acompanhada por comentários da equipe, do elenco e do próprio cantor, e revela que, embora tenha uma premissa realista, irá recriar determinados momentos de forma poética – como a cena em que a música faz o público voar durante um show. Ao contrário do que aconteceu em “Bohemian Rhapsody”, Egerton não está dublando os hits do cantor. Ele usa sua própria voz para cantar as músicas destacadas na trilha, o que foi incentivado por Elton John para dar mais credibilidade à interpretação. Um outro fato curioso é que “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia blockbuster do Queen. O roteiro é de Lee Hall (“Billy Elliot”) e o elenco da produção também inclui Jamie Bell (o “Billy Elliot”) no papel de Bernie Taupin, fiel parceiro de composição do astro pop, Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) como a mãe do cantor e Richard Madden (“Game of Thrones”) na pele do empresário John Reid. A estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer de Nada a Perder 2 continua história de Edir Macedo
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia tem cenas de protestos, polícia, documentos queimados, o infame chute na santa e viagem a Israel, além de mostrar o crescimento do negócio religioso. Acusado de ser exibida para salas vazias de cinema – enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores – , o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.
Bohemian Rhapsody supera US$ 900 milhões de bilheteria mundial
Embora já tenha saído dos cinemas na maioria dos países, “Bohemian Rhapsody” só estreou há poucas semanas na China, o que manteve a arrecadação da cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury. E, graças ao sucesso chinês, o filme ultrapassou neste domingo (14/4) a marca dos US$ 900 milhões em sua bilheteria mundial. O filme foi lançado em versão censurada na China, com cortes nas cenas que retratam o cantor do Queen como homossexual e fazendo uso de drogas. Apesar disso, teve grande procura, em parte pela popularidade da banda Queen, mas também pelo reconhecimento do Oscar. “Bohemian Rhapsody” venceu quatro prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, inclusive o Oscar de Melhor Ator, conquistado por Rami Malek por seu desempenho como o cantor Freddy Mercury. Antes mesmo de atingir sua nova marca impressionante, a produção já tinha se consolidado como o maior lançamento da Fox em seu último ano como estúdio independente, superando os US$ 742,6 milhões de “Deadpool 2” para liderar as arrecadações do estúdio em 2018. Na apresentação da plataforma Disney+ (Disney Plus) na quinta-feira (11/4), uma foto de “Bohemian Rhapsody” representou o acervo da Fox que será disponibilizado no serviço de streaming.
Filme da banda Mötley Crüe imita, mas não é Bohemian Rhapsody
Depois do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, a fórmula ficou clara. E “The Dirt: Confissões do Mötley Crüe” segue à risca, até nas passagens importantes da “timeline” da banda, picotadas e aceleradas com tratamentos dramáticos superficiais para reduzir a reclamação dos fãs no caso de algum fato ficar de fora (nem que seja um trechinho de uma música). A sensação é de ver na tela a materialização de um verbete da Wikipedia. A principal diferença em relação à cinebiografia do Queen é que o filme do Mötley Crüe não tanta obrigação em incluir “hits”. Afinal, a banda de metal farofa ficou mais famosa pela zona que fez por onde passou do que pelo legado de sua música. E o filme deixa a setlist no backstage para privilegiar o caos que seus quatro integrantes liberaram no mundo, com um toque especial de mau gosto por cortesia de Jeff Tremaine, um dos criadores de “Jackass” e diretor dos filmes da série. Basta dizer que o “cineasta” abre o filme “jorrando” o orgasmo de uma mulher numa cena criada para o público masculino rir. Depois disso, conhecemos os integrantes da banda, que se dividem no voice over executado de forma pobre, do ponto de vista narrativo – o recurso não faz a menor diferença. E, sem maior explicação, a história passa a mostrar apenas o baixista Nikki Sixx (Douglas Booth) em sua infância, até encontrar o baterista Tommy Lee (Machine Gun Kelly), o guitarrista Mick Mars (Iwan Rheon) e o vocalista Vince Neil (Daniel Webber). Será que só para justificar sua entrega às drogas e uma vida de excessos? Bom, Vince e Tommy também cometem seus exageros. Tudo é reducionista nesta versão da história feita para a Netflix. A ponto de bastar o quarteto tocar junto somente uma vez para sair do anonimato. E tudo também é gratuito, como o fato de Tommy Lee socar a cara de uma namorada e depois se casar com Heather Locklear como se fosse um prêmio. O pior é que há uma moral nesta história. Ao final, tudo que aprontaram teria servido para a formação de uma família entre os músicos. É assim que Jeff Tremaine ousa terminar o seu, digamos, streaming. É questionável, mas o importante é ver o Mötley Crüe zoando por aí na primeira metade e rir disso. Desde que, claro, você admita que está se divertindo com um filme ruim, que tenta inclusive uma quebra de quarta parede para driblar suas deficiências e explicar o que o filme deixa de contar. A graça, claro, esvai-se quando o diretor tenta alguma dramaticidade na segunda metade da história, com resultado arrastado, enfadonho, que escancara o quanto os atores são fracos e estavam disfarçados (com perucas) de engraçadinhos até então. Tirando Iwan Rheon, que esteve em “Game of Thrones”, nenhum dos demais dá conta de interpretar algo além da caricatura. A verdade é que, mesmo com produção dos integrantes verdadeiros da banda, um filme sobre o Mötley Crüe só poderia dar mesmo nisso. A surpresa seria um filme bom. Claro que, para isso, precisaria-se de um diretor um pouquinho apaixonado pela música da banda. Já que é difícil, pelo menos que fosse alguém com algo mais na carreira além da tombos e escatologia barata.
Tom Hanks negocia viver empresário de Elvis Presley em cinebiografia
O ator Tom Hanks está em negociações para estrelar uma cinebiografia de Elvis Presley, ainda sem título, que será dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) para a Warner Bros. Caso o acordo seja fechado, ele viverá o Coronel Tom Parker, o lendário empresário que controlava todos os aspectos da vida de Elvis. Lurhmann está produzindo o longa com a esposa Catherine Martin. Os dois estão desenvolvendo o projeto desde que o diretor finalizou seu último filme em 2013. O filme vai se focar na ascensão e no auge de Presley, destacando seu relacionamento com Parker. Tom Parker era um trapaceiro nascido na Holanda que nunca se naturalizou americano e ganhou seu posto de “coronel” como título honorário. Ele estava tendo dificuldades para iniciar sua carreira como empresário musical quando se deparou com Elvis em meados dos anos 1950 e ficou impressionado com o talento do jovem (que ainda não tinha 18 anos na época). Ao longo de dois anos, ele adquiriu todos os contratos e pagou todas as demais figuras que cuidavam da carreira do cantor para se tornar seu representante exclusivo. E com sua direção, Elvis se tornou o Rei do Rock – e algo que a América nunca tinha visto antes. Luhrmann escreveu o roteiro com Craig Pearce, com quem também escreveu “O Grande Gatsby” e “Moulin Rouge”. Segundo o site The Hollywood Reporter, a expectativa é que as filmagens comecem no outono norte-americano (entre setembro e novembro), mas os produtores ainda não começaram a procurar um intérprete para Elvis. Hanks pode ter uma abertura em sua agenda para o papel, porque seu próximo filme após a sci-fi “Bios”, atualmente em pré-produção, seria “News of the World”, do diretor Paul Greengrass, que pode não sair do papel. É que a Disney fechou o estúdio responsável pelo projeto, a Fox 2000.
Censura chinesa à Bohemian Rhapsody irrita fãs do Queen e gays do país
A censura sofrida por “Bohemian Rhapsody” nos cinemas da China foi lamentada por fãs do Queen e gays do país. Os censores locais decidiram cortar uma série de cenas relacionadas à sexualidade de Freddie Mercury (Rami Malek), as referências à Aids e os momentos em que a banda consome drogas. “As cenas deletadas afetam a história. O filme é sobre como Freddie encontrou sua identidade, e sua sexualidade é parte disso”, disse Peng Yanzi, ativista de direitos LGBTQIA+ na China e fã de longa data do Queen, em entrevista à revista americana Billboard, que realizou reportagem sobre a polêmica. Outra ativista, Hua Zile, fez questão de comparar a versão chinesa de “Bohemian Rhapsody” com a exibida no território semiautônomo de Hong Kong, que não sofreu censura. “É uma pena o que eles fizeram com o filme”, comentou. “Isso enfraquece a identidade gay do personagem. É desrespeitoso à experiência real de Mercury, e deixa o personagem superficial. Não o vemos crescendo”. Entre as cenas cortadas pelos censores chineses, estão o momento em que Mercury diz para Mary Austin, então sua mulher, que pode não ser heterossexual. O momento em que o vocalista conta aos companheiros de banda que tem AIDS ficou sem o áudio. Su Lei, que trabalha como contadora, disse à Billboard que leu a biografia de Mercury antes de assistir ao filme. “Os cortes foram desnecessários. É uma nova era na China, influenciada por produtos do Ocidente. Todo mundo seria capaz de entender e aceitar [a sexualidade do personagem]”, disse. A lei chinesa não proíbe a exibição da homossexualidade nos cinemas, mas veta expressamente os temas LGBTQIA+ na TV e nos serviços de streaming disponíveis no país. Apesar disso, os censores chineses costumam não autorizar a exibição de filmes com personagens LGBTQIA+. Filmes americanos premiados como “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Moonlight” não estrearam no país, e até a versão para menores de “Deadpool 2” (que inclui um casal lésbico de super-heroínas) precisou fazer cortes para entrar na China.











