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  • Série

    As Melhores Séries de 2021

    30 de dezembro de 2021 /

    2021 foi o ano do streaming, graças à chegada de várias plataformas ao Brasil, mas também devido à pandemia e popularização das Smart TVs, que fizeram a audiência dos canais tradicionais migrar para a programação digital. Esta mudança ajuda a entender como uma série sul-coreana se tornou a mais falada em todo o mundo. Devido ao alcance internacional da nova era da televisão, “Round 6” se tornou um fenômeno mundial. E não foi o único fenômeno. Em 2021, o Marvel Studios avançou seu universo cinematográfico em direção às séries, e com isso ajudou a novata Disney+ a se tornar uma das maiores forças do mercado. Os tempos modernos também explicam a estranha transformação da HBO em apêndice da HBO Max, incorporada como um detalhe no acervo que mais superou expectativas, entre os lançamentos deste ano. Somando ainda opções da Amazon Prime Video, Apple TV+, Paramount+, Globoplay, Starzplay e Star+, fica claro pelas listas de melhores do ano que as séries viraram sinônimo de streaming. Confira abaixo a relação com as 10 melhores séries internacionais, nacionais e minisséries de 2021, além de uma seleção com as principais atrações de cada gênero.     Top 10 séries internacionais SUCCESSION | HBO Max   TED LASSO | Apple TV+   RESERVATION DOGS | Star+   THE WHITE LOTUS | HBO Max   HACKS | HBO Max   ONLY MURDERS IN THE BUILDING | Star+   POSE | Star+   ROUND 6 | Netflix   THE GREAT | Starzplay   YELLOWJACKETS | Paramount+       Top 10 minisséries De Beatles a super-heróis da Marvel, a lista de minisséries é bastante eclética. Há história dramáticas, baseadas em fatos reais, que oferecem importantes denúncias sociais, mas também fantasias épicas, com cenários de apocalipse e terror. Tramas originais e adaptações de best-sellers. Todas excelentes. Confira abaixo as melhores minisséries do ano. THE BEATLES: GET BACK | Disney+   IT’S A SIN | HBO Max   KATLA | Netflix   MAID | Netflix   MARE OF EASTTOWN | HBO Max   DOPESICK | Star+   STATION ELEVEN | HBO Max   THE NORTH WATER (ÁGUAS DO NORTE) | Globoplay   THE UNDERGROUND RAILROAD | Amazon Prime Video   WANDAVISION | Disney+       Top 10 séries brasileiras Netflix, Amazon e Star+ mostraram que a Globo ganhou concorrência à altura no mercado nacional. Após décadas considerada padrão de qualidade de conteúdo, a emissora carioca ainda é responsável pelo maior volume de produção, mas a comparação com as rivais evidencia seus pontos fracos, como os vícios de novela que nivelam suas tramas a melodramas, diante das abordagens mais variadas dos concorrentes. Ainda assim, produções como “Aruanas”, “Segunda Chamada” e “Sob Pressão” registram uma realidade brasileira que as séries de ação e fantasia dos streamings americanos ainda demonstram dificuldades em retratar – com as exceções de “Manhãs de Setembro” e “Sintonia”. Talvez porque deem maior importância ao mercado internacional que ao desafio de refletir o Brasil. Confira a lista das melhores produções nacionais. ARUANAS | Globoplay   CIDADE INVISÍVEL | Netflix   COLÔNIA | Globoplay   DOM | Amazon Prime Video   IMPUROS | Star+   INSÂNIA | Star+   MANHÃS DE SETEMBRO | Amazon Prime Video   SEGUNDA CHAMADA | Globoplay   SINTONIA | Netflix   SOB PRESSÃO | Globoplay       Melhores por Gênero Muitas séries que se destacaram em seus gêneros acabaram não entrando nas listas anteriores. Outras apareceram duplamente. Veja abaixo a relação dos títulos que foram melhores que suas concorrentes em seus respectivos nichos. Melhor Aventura/Fantasia THE WITCHER | Netflix     Melhor Adaptação de Quadrinhos WANDAVISION | Disney+     Melhor Sci-Fi FOR ALL MANKIND | Apple TV+     Melhor Terror PROFECIA DO INFERNO | Netflix     Melhor Terrir WHAT WE DO IN THE SHADOWS | Star+     Melhor Comédia TED LASSO | Apple TV+     Melhor Drama SUCCESSION | HBO Max     Melhor Crime MARE OF EASTTOWN | HBO Max     Melhor Suspense YELLOWJACKETS | Paramount+     Melhor Romance STARSTRUCK | HBO Max     Melhor Teen SEX EDUCATION | Netflix     Melhor Queer & Mais Estilosa POSE | Star+     Melhor Animação ARCANE | Netflix     MELHOR DOCUMENTÁRIO THE BEATLES: GET BACK | Disney+  

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  • Série

    Cidade Invisível é renovada para 2ª temporada

    2 de março de 2021 /

    A Netflix anunciou a renovação da série brasileira “Cidade Invisível” para a 2ª temporada. O anúncio veio acompanhado por um vídeo com Marco Pigossi, protagonista da atração, revelando pedidos dos assinantes para a trama continuar. Criada pelo diretor Carlos Saldanha, que estreia no comando de uma obra em live-action após dirigir as animações das franquias “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, “Cidade Invisível” traz Pigossi no papel do detetive Eric, da Delegacia de Polícia Ambiental. Após encontrar um estranho animal morto em uma praia carioca, o policial descobre um mundo habitado por entidades míticas normalmente invisíveis aos seres humanos. A trama explora figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini, e ficou na lista de conteúdos mais vistos em cerca de 40 países. Mas foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-os de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Ao mesmo tempo em que comemorou o sucesso internacional da atração, Carlos Saldanha disse, em comunicado, que está levando todas as críticas em consideração para a 2ª temporada. “É uma alegria enorme ver um produto nosso, do Brasil, chegar a tantas partes do mundo e agradar a tantas pessoas. Recebi muitos comentários, li bastante sobre o que as pessoas desejam para a continuação, e estou levando tudo em consideração para trazer ao público uma sequência bacana”, ele afirmou. A 2ª temporada vai explorar outra região do Brasil, possivelmente a Amazônia, e contará com novos personagens, após uma temporada no Rio de Janeiro. O elenco ainda não estaria confirmado para os novos episódios. Segundo Haná Vaisman, gerente de conteúdo de Séries Originais Brasileiras da Netflix, a representatividade será uma das preocupações para a próxima etapa da produção. A data de estreia dos novos episódios ainda não foi agendada. Talvez vocês fiquem hipnotizados pelos olhos de @marcopigossi e não consigam entender muito bem o que ele tá falando, então vou reforçar aqui: a segunda temporada de Cidade Invisível está CONFIRMADA ❤️ pic.twitter.com/BID0h2mYSR — netflixbrasil (@NetflixBrasil) March 2, 2021

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  • Série

    Cidade Invisível é acusada de apropriação cultural

    20 de fevereiro de 2021 /

    Elogiado pela crítica internacional e alvo de tuítes apaixonados em várias línguas, a série brasileira “Cidade Invisível” alterna seu sucesso atual com a acusação de cometer apropriação cultural. “Cidade Invisível” rendeu controvérsia pela falta de representatividade indígena em sua produção, na frente e atrás das câmeras. Como os personagens do folclore brasileiro apresentados na atração se baseiam em lendas e crenças nativas, chamou atenção a quantidade de intérpretes, produtores e roteiristas brancos envolvidos no projeto, entre eles o cineasta Carlos Saldanha (diretor das animações “Rio” e “O Touro Ferdinando”) em contraste com a completa ausência de representantes da cultura retratada. Até o Boto-Cor-de-Rosa, chamado de Manaus, é interpretado por um ator branco, enquanto Iara, a sereia de nome tupi, emerge quase Iemanjá com a pele negra em streaming. Entre vários outros, Fabrício Titiah, ativista da tribo Pataxó HãHãHãe, exaltou a qualidade da produção da Netflix, mas isso só teria tornado maior a oportunidade perdida. “É uma grande produção nacional, uma pena que erraram. Faltou estudar mais e ser respeitoso. Eu e outros parentes podemos contar a história que realmente representa as tradições originárias, a representatividade já começa aí”. “Há uma diferença muito grande entre exaltar uma produção nacional e colaborar para a venda da imagem de um Brasil onde a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica. Reforçando pensamentos equivocados que os gringos tem sobre nossa cultura”, ele continuou, no Twitter. “Para nós que já vimos e sentimos a Mãe D’água e a Dona da Mata (Kaapora), ver como a série retratou nossos protetores foi agoniante. E ainda sem nenhum protagonismo indígena”, completou. A comunicadora Alice Pataxó também reclamou no Twitter que “é uma grande problemática tratar de ‘folclore’ Br, crenças e culturas indígenas sem protagonismo Indígena”. E exemplificou porque os equívocos são inevitáveis sem a participação nativa na construção de histórias de sua própria cultura. Porque os roteiristas brancos ao fazer “a apresentação dessas divindades, falam de seres e culturas que desconhecem, ou como em outras obras, se baseiam na Wikipedia”. “Até quando se trata de nós, somos os últimos a sermos lembrados e procurados, essa poderia ter sido uma oportunidade incrível de indígenas nas telinhas, mas a apropriação virou primeira opção”, ela refletiu. Apesar de manifestações mais radicais — como protestos por o Saci refletir o garoto negro eternizado pela literatura de Monteiro Lobato e não o mito indígena — , as reclamações apontam um problema recorrente nas produções brasileiras, que precisa ser escancarado e enfrentado, e nesse sentido é mais que válida, necessária mesmo, a pressão das redes sociais. Basta lembrar que a falta de representatividade chegou ao ponto de, no ano passado, uma roteirista branca ter ficado à frente de um especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Infelizmente, produtores e executivos de canais e plataformas não parecem dar importância para estes “detalhes” no país em que muitos dizem não existir racismo e sim militância de esquerda. Mas oportunidade, representatividade e correção cultural não são apenas slogans. São emprego, visibilidade e educação. Há uma diferença muito grande entre exaltar uma produção nacional e colaborar para a venda da imagem de um Brasil onde a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica. Reforçando pensamentos equivocados que os gringos tem sobre nossa cultura. — Fabrício HãHãHãi VACINADO (@fabriciotitiah) February 15, 2021 #CidadeInvisivel Primeiro, não são fantasias, são nossos Encantados, nosso sagrado, nossos protetores. Para nós que já vimos e sentimos a Mãe D'água e a Dona da Mata (Kaapora), ver como a série retratou nossos protetores foi agoniante. E ainda sem nenhum protagonismo indígena. — Fabrício HãHãHãi VACINADO (@fabriciotitiah) February 14, 2021 Até quando se trata de nós, somos os últimos a sermos lembrados e procurados, essa poderia ter sido uma oportunidade incrível de indígenas nas telinhas, mas a apropriação virou primeira opção. — Alice Pataxó🏹 (@alice_pataxo) February 15, 2021 É importante entender que cobrar representatividade e posicionamento antirracista não é apenas quando esse movimento está em alta, todos os dias nossas culturas são usurpadas e incorporadas ao status brasileiro, enquanto nós somos excluídos. — Alice Pataxó🏹 (@alice_pataxo) February 15, 2021

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