Robert Pattinson entra no novo filme de Christopher Nolan
O novo filme misterioso do diretor Christopher Nolan começa a tomar forma. Segundo o site Deadline, o ator Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e a atriz Elizabeth Debicki (“As Viúvas”) entraram no elenco da produção. Eles se juntam ao primeiro ator anunciado: John David Washington, filho de Denzel Washington que estrelou “Infiltrado na Klan”. Não há nenhum informação sobre a produção além da data de estreia, marcada para 17 de julho de 2020 nos Estados Unidos. Nada mais foi divulgado a respeito do longa, nem mesmo seu título. Por conta disso, rumores sobre a possível trama são superficiais. Já houve quem descrevesse o filme como uma aventura inspirada por “Intriga Internacional”, clássico de 1959 de Alfred Hitchcock. E fontes da Variety acrescetam que se trata de “um grande épico de ação que será exibido em IMAX”. As filmagens devem começar nos próximos meses. Nolan também escreveu o roteiro e vai produzir o projeto, ao lado de sua parceira profissional de longa data, Emma Thomas.
Ator de Infiltrado na Klan vai estrelar novo filme de Christopher Nolan
O novo filme misterioso do diretor Christopher Nolan definiu seu protagonista. Segundo a revista Variety, o ator John David Washington, filho de Denzel Washington que estrelou “Infiltrado na Klan”, foi escolhido para o papel principal. Não há nenhum informação sobre a produção além da data de estreia, marcada para 17 de julho de 2020 nos Estados Unidos. Nada mais foi divulgado a respeito do longa, nem mesmo seu título. Por conta disso, rumores sobre a possível trama são superficiais. Já houve quem descrevesse o filme como uma aventura inspirada por “Intriga Internacional”, clássico de 1959 de Alfred Hitchcock. E fontes da Variety acrescentam que se trata de “um grande épico de ação que será exibido em IMAX”. As filmagens devem começar nos próximos meses. Nolan também escreveu o roteiro e vai produzir o projeto, ao lado de sua parceira profissional de longa data, Emma Thomas. John David Washington começou a carreira como figurante de um filme estrelado pelo pai, “Malcolm X”, em 1992. Curiosamente, era um longa dirigido por Spike Lee, que 26 anos depois o escalou como protagonista de “Infiltrado na Klan”, papel que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Apesar disso, o ator de 34 anos só começou a levar a sério a carreira em 2015, quando entrou na série “Ballers”, da HBO.
Academia volta atrás e todas as categorias serão premiadas ao vivo no Oscar 2019
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos voltou atrás na sua decisão de tirar a premiação de quatro categorias da transmissão ao vivo do Oscar 2019. A pressão de diversos astros e cineastas contra a iniciativa, que jogaria para os intervalos comerciais a entrega de troféus aos vencedores das categorias de Direção de Fotografia, Edição, Curta-Metragem e Maquiagem e Cabelo, fez com que a iniciativa fosse revista. Em breve comunicado, a Academia disse que “ouviu as opiniões de seus membros sobre a apresentação do Oscar” e que “todos os prêmios serão apresentados ao vivo, sem edições, em nosso formato tradicional”. A polêmica foi consequência de um acordo entre a Academia e a rede americana ABC, que detém os direitos de exibição do Oscar nos Estados Unidos. Com o objetivo de diminuir a longa duração do evento para três horas, a Academia se comprometeu a realizar algumas mudanças na premiação. Assim, no começo desta semana, foi anunciado que quatro categorias seriam excluídas da transmissão ao vivo, passando a receber seus prêmios durante os intervalos comerciais. A reação do Sindicato dos Diretores de Fotografia (ASC) foi de repúdio imediato à iniciativa, o que deu início a protestos entre cineastas nas redes sociais e culminou numa carta aberta endereçada ao presidente da Academia, John Bailey – que ironicamente é diretor de fotografia. Vários astros, cineastas e profissionais de destaque da indústria cinematográfica assinaram o documento, que continuava a ganhar adesões nas últimas horas. Entre os signatários do protesto, estavam vários candidatos ao Oscar 2019. Ao todo, 200 cinematógrafos, 75 diretores, incluindo Martin Scorsese, Alfonso Cuarón, Quentin Tarantino, Guillermo del Toro e Spike Lee, 80 atores, entre eles Bradley Copper, Glenn Close, Brad Pitt, George Clooney, Robert De Niro, Sandra Bullock e Emma Stone, bem como dezenas de produtores, editores, figurinistas, supervisores de VFX, etc, uniram-se contra a forma como a cerimônia estava sendo produzida. Alfonso Cuarón, que é favorito a vencer o Oscar de Melhor Direção de Fotografia por seu trabalho em “Roma”, escreveu nas redes sociais: “Na história do CINEMA, obras-primas existiram sem som, sem cor, sem roteiro, sem atores e sem música. Mas nunca nenhum filme existiu sem CINEMAtografia e sem edição”. Guillermo del Toro complementou a observação do conterrâneo. “Direção de Fotografia e Edição são o coração de nosso ofício. Eles não foram herdados de uma tradição teatral ou de uma tradição literária: eles são o próprio cinema”, tuitou o cineasta. No ano passado, a transmissão do Oscar durou mais de 3 horas e meia, e teve a pior audiência já registrada pelo evento na TV americana. O Oscar 2019 vai acontecer em 24 de fevereiro, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.
George Clooney, Brad Pitt, Robert De Niro e outros astros se juntam ao protesto contra o Oscar 2019
Novos cineastas e grandes astros de Hollywood juntaram-se ao protesto contra o Oscar 2019, motivado pela decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos de tirar da transmissão ao vivo a premiação de Direção de Fotografia. Uma carta aberta publicada no começo desta quinta (14/2) ganhou as adesões dos diretores Alfonso Cuaron (“Roma”), Christopher Nolan (“Dunkirk”), Michael Mann (“Inimigos Públicos”), Alejandro G. Inarritu (“O Regresso”) e Guillermo del Toro (“A Forma da Hora”), bem como dos atores George Clooney (“Gravidade”), Brad Pitt (“Guerra Mundial Z”), Robert De Niro (“Joy”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e Kerry Washington (“Scandal”). Eles juntaram suas assinaturas ao documento que chamou a decisão da Academia de “insulto” e foi originado por vencedores do Oscar, como Damien Chazelle (“La La Land”), Ang Lee (“As Aventuras de Pi”), Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”) e Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”), além de Spike Lee, que concorre neste ano por “Infiltrado na Klan”. A polêmica se deve a um acordo entre a Academia e a rede americana ABC, que detém os direitos de exibição do Oscar nos Estados Unidos. Com o objetivo de diminuir a longa duração do evento para três horas, a Academia se comprometeu a realizar algumas mudanças no formato da premiação. No começo desta semana, foi anunciado que quatro categorias (Melhor Fotografia, Edição, Curta-metragem e Maquiagem e Cabelo) seriam excluídas da transmissão ao vivo, passando a receber seus prêmios durante os intervalos comerciais. A reação do Sindicato dos Diretores de Fotografia (ASC) foi de repúdio imediato à iniciativa, o que deu início a protestos entre cineastas nas redes sociais e culminou na atual carta aberta endereçada ao presidente da Academia, John Bailey – que ironicamente é diretor de fotografia. No documento, cineastas, cinematógrafos e astros pedem para Bailey reverter a decisão. “A resposta vocal de nossos pares e a reação imediata dos líderes da indústria sobre a decisão da Academia deixa claro que não é tarde demais para ter essa decisão revertida”, diz o texto, que continua a receber assinaturas. A Academia rebateu as críticas com um comunicado, em que “assegura a todos que nenhuma categoria será apresentada de uma forma que a coloque como menos importante do que qualquer outra”, frisando que os discursos dos vencedores dos quatro Oscar concedidos durante os comerciais irão ao ar, de forma editada, em outro momento da cerimônia. Segundo a instituição, os próprios membros da Academia que trabalham nas áreas afetadas voluntariaram suas categorias como as primeiras a serem apresentadas durante os comerciais. Nos próximos anos, outras categorias participarão do rodízio, recebendo seus prêmios durante os comerciais, para agilizar a transmissão. “Os produtores da nossa cerimônia consideraram tanto a tradição do Oscar quanto a nossa audiência global. Nós acreditamos sinceramente que o show será do agrado de todos, e estamos ansiosos para celebrar um grande ano de cinema com todos os membros da Academia e com o resto do mundo”, finalizou a declaração oficial sobre o assunto.
Warner programa novo filme de Christopher Nolan para julho de 2020
A Warner Bros. programou um novo filme de Christopher Nolan para o dia 17 de julho de 2020. Não há informações sobre o tema do longa, como tem sido praxe nos anúncios das produções do diretor desde “A Origem” (2010). Mas novidades devem surgir em breve. O mês de julho já é tradicional para os lançamentos de Nolan, marcando grandes sucessos de sua carreira, de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) ao mais recente “Dunkirk” (2017).
Ricky Jay (1948 – 2018)
Morreu o ator e entertainer novaiorquino Ricky Jay, conhecido por papéis em filmes de David Mamet e pela série “Deadwood”. Ele tinha 70 anos e também era um mágico profissional renomado, que se especializou como consultor de grandes produções que envolviam ilusionismo no cinema. Richard Jay Potash já era uma figura conhecida do showbusiness por seus números de mágica em talk shows e especiais televisivos quando chegou a Hollywood. Seu primeiro trabalho no cinema foi como consultor de Francis Ford Coppola na produção de “O Pequeno Mágico” (1982), mas seu talento foi explorado até para ensinar Robert Redford a fazer truques com moedas em “Um Homem Fora de Série” (1984). Sua estreia diante das câmeras se deu pelas mãos do diretor David Mamet. O suspense dramático “Jogo de Emoções” (1987), que também foi o primeiro longa de Mamet, inaugurou uma grande parceria, que se estendeu à praticamente todos os filmes do cineasta, como “As Coisas Mudam” (1988), “Homicídio” (1991), “A Trapaça” (1997), “Deu a Louca nos Astros” (2001), “O Assalto” (2001) e “Cinturão Vermelho” (2008), além do especial de mágica “Ricky Jay and His 52 Assistants” (1996). Em muitos desses filmes, Ricky Jay também trabalhou como consultor técnico. Entre esses longas, ele atuou em dois dos melhores filmes de outro jovem iniciante em Hollywood, Paul Thomas Anderson, “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), antes de entrar na série western “Deadwood” (2004) para viver um jogador de pôquer que usava habilidades especiais para ser sempre vencedor. As habilidades mágicas de Ricky Jay também lhe renderam destaque num episódio de 2000 de “Arquivo X”, em que Mulder e Scully investigavam o assassinato de um famoso ilusionista, e principalmente um papel em “O Grande Truque” (2006), o filme de mágicos de Christopher Nolan, do qual também foi consultor. Como mágico, ele foi responsável por criar o truque da cadeira de rodas que dava a impressão de que Gary Sinise não tinha pernas em “Forest Gump” (1994) e foi consultor dos truques de “O Ilusionista” (2006), de Neil Burger, e “Treze Homens e um Novo Segredo” (2013), de Steven Soderbergh. Como ator, a filmografia de Ricky Jay ainda inclui “Últimos Dias” (2005), de Gus Van Sant, “Vigaristas” (2008), de Rian Johnson, e um papel de vilão num filme de James Bond, “007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997).
2001: Uma Odisseia no Espaço vai ganhar versão IMAX em comemoração a seus 50 anos
Para comemorar os 50 anos de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, a Warner vai relançar o clássico de Stanley Kubrick nos cinemas, numa nova versão desenvolvida especialmente para as telas IMAX pelo cineasta Christopher Nolan (“Dunkirk”). O cineasta trabalhou incansavelmente para restaurar a cópia em 70mm da obra original e o resultado foi trazido à público pela primeira vez durante o Festival de Cannes deste ano. As sessões especiais em IMAX vão acontecer, a princípio, apenas em algumas cidades dos Estados Unidos e do Canadá durante uma semana, a partir de 24 de agosto. Não há previsão de lançamento em outros países. Baseado no icônico livro de ficção científica de Arthur C. Clarke, o filme virou uma jornada cósmica, que começa nos primórdios da humanidade e seus ancestrais primatas e chega até a exploração especial, quando uma importante missão para travar o primeiro contato com uma inteligência alienígena é sabotada por um computador com inteligência artificial, HAL 9000. O filme de Kubrick foi indicado a quatro Oscars, mas ganhou apenas o merecido troféu de Efeitos Visuais. A falha da Academia em reconhecer a grandeza da obra-prima (prefiram o musical “Oliver”!) não impediu “2001” de se tornar uma das criações mais influentes da História do Cinema, impactando tramas, visual e tom de inúmeras produções que se seguiram, incluindo “Guerra nas Estrelas” (1977) e “Ela” (2013).
Dunkirk voltará aos cinemas de São Paulo após ser indicado a oito Oscars
A Warner anunciou que voltará a exibir “Dunkirk” nos cinemas de São Paulo, após o longa receber oito indicações ao Oscar 2018, inclusive como Melhor Filme, e render a primeira nomeação de de Christopher Nolan ao Oscar de Melhor Direção. O filme terá sua segunda passagem pelos cinemas paulistas entre os dias 25 e 31 de janeiro. Consulte a programação para checar os horários e salas. Ele também foi relançado nos cinemas dos Estados Unidos. Além da consagração na Academia, o filme fez História nas bilheterias. Com seus US$ 525,5 milhões de faturamento mundial atingiu a maior bilheteria de um filme de guerra em todos os tempos, superando “O Resgate do Soldado Ryan”, que fez US$ 481 milhões em 1998. Filmes sobre a 2ª Guerra Mundial não costumam virar blockbusters. Mas os lançamentos do diretor Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”, nunca decepcionaram a Warner, que investiu uma fortuna em marketing para a divulgação de “Dunkirk”, praticamente dobrando os gastos de US$ 100 milhões de seu orçamento. A aposta era mais no prestígio, com possibilidade de Oscar, do que em lucro. Deu certo e “Dunkirk” ainda rendeu mais que alguns trocados. A popularidade da produção pode ser atestada pelo fato de ter sido lançada em julho e resistir na memória dos eleitores do Oscar, a ponto de se destacar entre os filmes com a maior quantidade de indicações. A superprodução retrata a batalha de Dunquerque, uma das maiores derrotas das forças aliadas na 2ª Guerra. Mas o resultado do combate poderia ter sido muito pior. Acuados numa ponta de praia, os soldados aliados contaram com um esforço logístico sobre-humano para não serem exterminados durante uma ofensiva por terra e ar, embarcando em fuga, sob bombardeio, para dezenas de navios mobilizados para resgatá-los rumo ao Reino Unido, graças à ajuda de pequenos barcos civis. As filmagens foram realizadas nas locações em que os fatos aconteceram e renderam muita atenção dos paparazzi, devido ao interesse pela participação do cantor inglês Harry Styles, ex-One Direction, no elenco. Além dele, o filme destaca dois jovens ainda pouco conhecidos, Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e o estreante Fionn Whitehead, ao lado dos experientes Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”).
Greta Gerwig vira quinta mulher e Jordan Peele o quinto negro indicados ao Oscar de Direção
Nenhuma categoria do Oscar 2018 foi tão representativa dos tempos modernos quanto a de Melhor Direção. A indicação de Greta Gerwig, que também concorre como Melhor Roteirista por “Lady Bird”, tornou-se uma das mais comentadas, pela importância de dar maior reconhecimento à cineastas femininas. Ela tinha sido ignorada pelo Globo de Ouro, o que rendeu um comentário mordaz de Natalie Portman, na ocasião – a respeito da mentalidade de “Clube do Bolinha” das nomeações. Gerwig é apenas a quinta diretora indicada ao Oscar desde a primeira premiação da Academia, há 90 anos. E foi a única lembrada neste ano, em que também se destacaram Dee Rees (“Mudbound”), Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”) e Kathryn Bigelow (“Detroit em Rebelião”. Do mesmo modo, Jordan Peele se tornou o quinto negro a disputar a categoria, por “Corra!”, e o primeiro indicado a três prêmios no Oscar – além de Direção, Roteiro Original e Filme do ano. Mas enquanto uma mulher já venceu o Oscar de Melhor Direção, feito histórico de Kathryn Bigelow em 2010 (por “Guerra ao Terror”), nenhum diretor negro jamais teve este reconhecimento. Mesmo assim, a presença de cineastas negros vem se intensificando nos últimos anos, a ponto de levar “12 Anos de Escravidão”, dirigido por Steve McQueen, e “Moonlight”, de Barry Jenkins, a vencer o prêmio mais importante da Academia: o Oscar de Melhor Filme. Em contraste, Guillermo Del Toro pode se tornar o terceiro mexicano a faturar a estatueta nesta década, seguindo as conquistas de Alfonso Cuarón (“Gravidade”) e Alejandro G. Iñárritu (duas vezes, por “Birdman” e “O Regresso”). Por sinal, ele é o favorito, já tendo sido consagrado no Globo de Ouro e no Critics Choice por “A Forma da Água”. Os três concorrem com Paul Thomas Anderson (“Trama Fantasma”), um mestre do cinema indie, e Christopher Nolan (“Dunkirk”), especialista em blockbusters de grande orçamento. A lista deixou de fora o veterano Steven Spielberg (“The Post”) e o incensado Martin McDonagh (“Três Anúncios para um Crime”), que disputaram o Critics Choice e o Globo de Ouro, além de Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”), indicado ao Critics Choice. A cerimônia de entrega de prêmios acontece no dia 4 de março, com apresentação de Jimmy Kimmel e transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT. Confira aqui a lista completa dos indicados.
Olivia Munn vai apresentar premiação do Critics’ Choice 2018
A atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) vai apresentar a premiação Critics’ Choice Awards 2018, que acontece em 11 de janeiro em Santa Monica, na Califórnia. Sua presença garante que o tema dos assédios sexuais em Hollywood fará parte da pauta de discursos, já que ela é uma das acusadoras do cineasta Brett Ratner (“X-Men: O Confronto Final”). Para completar, a atriz Gal Gadot vai ganhar uma homenagem da premiação por seu trabalho em “Mulher-Maravilha”, confirmando o tom de empoderamento feminino que deverá marcar o evento. A fantasia “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, lidera a lista dos indicados com 14 nomeações, incluindo Melhor Filme. A lista completa dos filmes e séries que concorrem ao prêmio da crítica norte-americana pode ser conferida neste link. A premiação será transmitida ao vivo pela TV. No Brasil, a exibição acontecerá no canal pago TNT. Olivia Munn tem experiência como apresentadora. Antes de se dedicar à carreira de atriz, apresentou o programa geek “Attack of the Show” (entre 2006 e 2010). Ela aparecerá bastante nas telas em 2018, com papéis no novo filme da franquia “Predador”, em “Oito Mulheres e um Segredo”, em “X-Men: Fênix Negra” e na 2ª temporada da série “Six”.
A Forma da Água lidera indicações ao Critics Choice Awards 2018
O Critics Choice Awards, uma das mais importantes premiações anuais de cinema e TV da crítica americana, divulgou seus indicados aos prêmios de sua 23ª edição. E a fantasia “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, com estreia no Brasil prevista para janeiro, saiu na frente com 14 indicações, incluindo Melhor Filme. A vantagem do filme de Del Toro, que já venceu o Festival de Veneza, é bastante ampla em relação aos quatro títulos que aparecem empatados em segundo lugar, com oito indicações cada: “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino, “Dunkirk”, de Christopher Nolan, “Lady Bird”, de Greta Gerwig, e “The Post”, de Steve Spielberg. Os outros indicados a Melhor Filme são: “Doentes de Amor”, “O Destino de uma Nação”, “Projeto Flórida”, “Corra!” e “Três Anúncios para um Crime”. Entre as produções de TV, a série limitada “Feud: Bette and Joan”, do canal pago FX, foi o programa com o maior número de indicações, com 6 menções, seguida de perto por “Big Little Lies”, da HBO, com 5 indicações. Já a Netflix foi o “canal” com o maior número de séries selecionadas, recebendo 20 indicações ao todo, divididas entre “Stranger Things”, “The Crown”, “American Vandal”, “Godless” e “BoJack Horseman”. A cerimônia de premiação do 23º Critics’ Choice Awards será realizada no dia 11 de janeiro, com transmissão pelo canal CW nos Estados Unidos. Ainda não há transmissão prevista da cerimônia para o Brasil. CINEMA MELHOR FILME “Doentes de Amor” “Me Chame por seu Nome” “O Destino de uma Nação” “Dunkirk” “Projeto Flórida” “Corra!” “Lady Bird” “The Post – A Guerra Secreta” “A Forma da Água” “Três Anúncios de um Crime” MELHOR DIRETOR Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Greta Gerwig (“Lady Bird”) Martin McDonagh (“Três Anúncios de um Crime”) Christopher Nolan (“Dunkirk”) Luca Guadagnino (“Call Me by Your Name”) Jordan Peele (“Corra!”) Steven Spielberg (“The Post”) MELHOR ATOR Timothée Chalamet (“Me Chame por seu Nome”) James Franco (“O Artista do Desastre”) Jake Gyllenhaal, “O Que te faz Mais Forte”) Tom Hanks, “The Post”) Daniel Kaluuya, “Corra!”) Daniel Day-Lewis, “Trama Fantasma”) Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) MELHOR ATRIZ Jessica Chastain (“A Grande Jogada”) Sally Hawkins (“A Forma da Água”) Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Meryl Streep (“The Post”) MELHOR ATOR EM COMÉDIA Steve Carell (“Guerra dos Sexos”) James Franco (“O Artista do Desastre”) Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Adam Sandler (“Os Meyerowitz”) MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA Tiffany Haddish (“Girls Trip”) Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Emma Stone (“Guerra dos Sexos”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) Armie Hammer (“Me Chame por seu Nome”) Richard Jenkins (“A Forma da Água”) Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”) Patrick Stewart (“Logan”) Michael Stuhlbarg (“Me Chame por seu Nome”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Mary J. Blige (“Mudbound”) Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) Tiffany Haddish (“Girls Trip”) Holly Hunter (“Doentes de Amor”) Allison Janney (“I, Tonya”) Laurie Metcalf (“Lady Bird”) Octavia Spencer (“A Forma da Água”) MELHOR REVELAÇÃO Mckenna Grace (“Gifted”) Dafne Keen (“Logan”) Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) Millicent Simmonds (“Sem Fôlego”) Jacob Tremblay (“Extraordinário” MELHOR ELENCO “Dunkirk” “Lady Bird” “Mudbound” “The Post – A Guerra Secreta” “Três Anúncios de um Crime” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) Scott Neustadter e Michael H. Weber (“O Artista do Desastre”) Dee Rees e Virgil Williams (“Mudbound”) Aaron Sorkin (“A Grande Jogada”) Jack Thorne, Steve Conrad e Stephen Chbosky (“Extraordinário”) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Jordan Peele (“Corra”) Greta Gerwig (“Lady Bird”) Liz Hannah e Josh Singer (“The Post”) Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) Martin McDonagh (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Roger Deakins “Blade Runner 2049”) Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”) Rachel Morrison (“Mudbound”) Dan Lausten (“A Forma da Água”) MELHOR FIGURINO Jacqueline Durran (“A Bela e a Fera”) Renée April (“Blade Runner 2049”) Mark Bridges (“Trama Fantasma”) Luis Sequeira (“A Forma da Água”) Lindy Hemming (“Mulher-Maravilha”) MELHOR MONTAGEM Paul Machliss e Jonathan Amos (“Em Ritmo de Fuga”) Joe Walker (“Blade Runner 2049”) Lee Smith (“Dunkirk”) Michael Kahn e Sara Broshar (“The Post”) Sidney Wolinsky (“A Forma da Água”) MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Sarah Greenwood e Katie Spencer (“A Bela e a Fera”) Dennis Gassner e Alessandra Querzola (“Blade Runner 2049”) Nathan Crowley e Gary Fettis (“Dunkirk”) Jim Clay e Rebecca Alleway (“O Assassinato no Expresso Oriente”) Mark Tildesley e Véronique Melery (“Trama Fantasma”) Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) MELHOR TRILHA SONORA Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer (“Blade Runner 2049″) Dario Marianelli (“O Destino de uma Nação”) Jonny Greenwood (“Trama Fantasma”) John Williams (“The Post”) Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) MELHOR CANÇÃO “Evermore” (“A Bela e a Fera”) “Mystery of Love” (“Me Chame pelo seu Nome”) “Remember Me” (“Viva – A Vida é uma Festa”) “Stand Up for Something” (“Marshall”) “This Is Me” (“O Rei do Show”) MELHORES EFEITOS VISUAIS “Blade Runner 2049” “Dunkirk” “A Forma da Água” “Thor: Ragnarok” “Planeta dos Macacos – A Guerra” “Mulher-Maravilha” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “A Bela e a Fera” “O Destino de uma Nação” “I, Tonya” “A Forma da Água” “Extraordinário” MELHOR ANIMAÇÃO “The Breadwinner” “Viva – A Vida É uma Festa” “Meu Malvado Favorito 3” “Lego Batman – O Filme” “Com Amor, Vincent” MELHOR COMÉDIA “Doentes de Amor” “O Artista do Desastre” “Girls Trip” “I, Tonya” “Lady Bird” MELHOR FILME DE AÇÃO “Em Ritmo de Fuga” “Logan” “Thor: Ragnarok” “Planeta dos Macacos – A Guerra” “Mulher-Maravilha” MELHOR FILME DE TERROR OU SCI-FI “Blade Runner 2049” “Corra!” “It – A Coisa” “A Forma da Água” MELHOR FILME ESTRANGEIRO “120 Batimentos por Minuto” (França) “Uma Mulher Fantástica” (Chile) “First They Killed My Father” (Camboja) “In the Fade” (Alemanha) “The Square” (Suécia) “Thelma” (Noruega) TELEVISÃO MELHOR SÉRIE DE DRAMA “American Gods” “The Crown” “Game of Thrones” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “This Is Us” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA Sterling K. Brown (“This Is Us”) Paul Giamatti (“Billions”) Freddie Highmore (“Bates Motel”) Ian McShane (“American Gods”) Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) Liev Schreiber (“Ray Donovan”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA Caitriona Balfe (“Outlander”) Christine Baranski (“The Good Fight”) Claire Foy (“The Crown”) Tatiana Maslany (“Orphan Black”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Robin Wright (“House of Cards”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Bobby Cannavale (“Mr. Robot”) Asia Kate Dillon (“Billions”) Peter Dinklage (“Game of Thrones”) David Harbour (“Stranger Things”) Delroy Lindo (“The Good Fight”) Michael McKean (“Better Call Saul”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Gillian Anderson (“American Gods”) Emilia Clarke (“Game of Thrones”) Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Cush Jumbo (“The Good Fight”) Margo Martindale (“Sneaky Pete”) Chrissy Metz (“This Is Us”) MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA “The Big Bang Theory” “Black-ish” “GLOW” “The Marvelous Mrs. Maisel” “Modern Family” “Patriot” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA Anthony Anderson (“Black-ish”) Aziz Ansari (“Master of None”) Hank Azaria (“Brockmire”) Ted Danson (“The Good Place”) Thomas Middleditch (“Silicon Valley”) Randall Park (“Fresh Off the Boat”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA Kristen Bell (“The Good Place”) Alison Brie (“GLOW”) Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Sutton Foster (“Younger”) Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Constance Wu (“Fresh Off the Boat”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Walton Goggins (“Vice Principals”) Sean Hayes (“Will & Grace”) Marc Maron (“GLOW”) Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) Ed O’Neill (“Modern Family”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”) Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Betty Gilpin (“GLOW”) Jenifer Lewis (“Black-ish”) Alessandra Mastronardi (“Master of None”) Rita Moreno (“One Day at a Time”) MELHOR SÉRIE LIMITADA “American Vandal” “Big Little Lies” “Fargo” “Feud: Bette and Joan” “Godless” “The Long Road Home” MELHOR TELEFILME “Flint” “I Am Elizabeth Smart” “The Immortal Life of Henrietta Lacks” “Sherlock: The Lying Detective” “The Wizard of Lies” MELHOR ATOR EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Jeff Daniels (“Godless”) Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) Ewan McGregory (“Fargo”) Jack O’Connell (“Godless”) Evan Peters (“American Horror Story: Cult”) Bill Pullman (“The Sinner”) Jimmy Tatro (“American Vandal”) MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Jessica Biel (“The Sinner”) Alana Boden (“I Am Elizabeth Smart”) Carrie Coon (“Fargo”) Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Jessica Lange (“Feud: Bette and Joan”) Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Johnny Flynn (“Genius”) Benito Martinez (“American Crime”) Alfred Molina (“Feud: Bette and Joan”) Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) David Thewlis (“Fargo”) Stanley Tucci (“Feud: Bette and Joan”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Judy Davis (“Feud: Bette and Joan”) Laura Dern (“Big Little Lies”) Jackie Hoffman (“Feud: Bette and Joan”) Regina King (“American Crime”) Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”) Mary Elizabeth Winstead (“Fargo”) MELHOR SÉRIE ANIMADA “Archer” “Bob’s Burgers” “BoJack Horseman” “Danger & Eggs” “Rick and Morty” “The Simpsons” MELHOR TALK SHOW “Ellen” “Harry” “Jimmy Kimmel Live!” “The Late Late Show with James Corden” “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” “Watch What Happens Live with Andy Cohen” MELHOR REALITY SHOW DESESTRUTURADO “Born This Way” “Ice Road Truckers” “Intervention” “Live PD” “Ride with Norman Reedus” “Teen Mom” MELHOR REALITY SHOW ESTRUTURADO “The Carbonaro Effect” “Fixer Upper” “The Profit” “Shark Tank” “Undercover Boss” “Who Do You Think You Are?” MELHOR REALITY SHOW DE COMPETIÇÃO “America’s Got Talent” “Chopped” “Dancing with the Stars” “Project Runway” “RuPaul’s Drag Race” “The Voice” MELHOR APRESENTADOR DE REALITY SHOW Ted Allen (“Chopped”) Tyra Banks (“America’s Got Talent”) Tom Bergeron (“Dancing With the Stars”) Cat Deeley (“So You Think You Can Dance”) Joanna and Chip Gaines (“Fixer Upper”) RuPaul (RuPaul’s Drag Race”)
Dunkirk quebra recorde mundial com a maior bilheteria de filme de guerra da História
O fim de semana registrou um terceiro recorde nas bilheterias de cinemas. Além das marcas de “It: A Coisa”, que quebrou o recorde de arrecadação de terror na América do Norte, e a negativação de “Mãe!” como pior abertura da carreira de Jennifer Lawrence, “Dunkirk” também fez História. Com seus US$ 508,3 milhões de faturamento mundial ao longo de dois meses, o longa dirigido por Christopher Nolan atingiu a maior bilheteria de um filme de guerra em todos os tempos, superando “O Resgate do Soldado Ryan”, que fez US$ 481 milhões em 1998. Filmes sobre a 2ª Guerra Mundial não costumam virar blockbusters. Mas os lançamentos do diretor Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”, nunca decepcionaram a Warner, que investiu uma fortuna em marketing para a divulgação de “Dunkirk”, praticamente dobrando os gastos de US$ 100 milhões de seu orçamento. A aposta era mais no prestígio, com possibilidade de Oscar, do que em lucro. Mas “Dunkirk” vai render mais que alguns trocados. A popularidade da produção pode ser atestada pelo fato de ter sido lançada em julho e ainda figurar entre os dez filmes mais assistidos da semana na América do Norte. Mas mesmo com o sucesso, o filme não deve superar o recorde doméstico de quase 20 anos de “O Resgate do Soldado Ryan”. Isto porque “Dunkirk” rendeu o dobro no exterior. Nos EUA e Canadá, sua bilheteria atingiu US$ 185,1 milhões, enquanto o filme dos anos 1990 de Steven Spielberg fez US$ 216,5 milhões no mercado doméstico. Na época, inclusive, o preço dos ingressos era bem mais barato.
Dunkirk é xadrez épico em que atores não passam de peões
Christopher Nolan nasceu pro cinema no momento certo. Numa época de ansiedade, euforia e excessos. Não é a toa que ele é o diretor mais festejado pelo público e por uma grande parcela da crítica. Ele traduz a loucura da sobrevivência num cotidiano em que nossa readaptação à realidade não ocorre na mesma velocidade que as mudanças. No cinema dele, a ação não para. Mas isso faz de Nolan um dos maiores cineastas da atualidade? “Dunkirk”, o filme que muito gente vem chamando de obra-prima, é o mais novo “case” de sucesso do diretor. Exatamente como no mundo da publicidade, ele estabelece nos primeiros minutos o espaço, a atmosfera e o conceito de tempo: retoma um capítulo da 2ª Guerra Mundial, a evacuação das tropas aliadas da França, e bifurca em três histórias com três tempos distintos. Temos lá: a espera dos soldados durante uma semana, o resgate de barco que durou um dia e o embate dos aviões que aconteceu em uma hora. Claro que nada disso ocorreu em variáveis tão fixas, só que, no mundo de Nolan, ele estabelece as regras e preenche a planilha prometendo um espetáculo de cinema. Os minutos iniciais realmente surpreendem. Pra começar, aquela falação excessiva, os diálogos reiterativos de suas duas últimas aventuras, “Batman: O Cavaleiro Ressurge” (2012) e “Interestelar” (2014) saíram de cena. Perto desses dois, “Dunkirk” é quase um filme mudo. A primeira imagem na tela mostra o final de um movimento de rápido recuo pra trás de seis soldados, como reflexo de uma bomba que explodiu e que sequer vimos ou ouvimos o barulho. Assinala-se a ideia do susto, do tranco, e o consequente estado de alerta. Não sobra muito tempo pra pensar. Como veremos a seguir: vacilou, piscou, morreu. Na sequência, o soldado raso Tommy (Fion Whitehead, da série “Him”) chega à praia e procura um canto pra defecar. Aliás, ele abaixa a calça e faz as necessidades de pé. Está em estado de vigia, sempre. Um sujeito próximo enterra um cadáver na areia. Tommy se aproxima para ajudar, pensando que o soldado improvisa o funeral de alguém muito familiar e querido. Mas trata-se de outra coisa. O soldado roubou as botas do morto e está, na verdade, jogando terra sobre a vergonha do que a guerra está fazendo ele passar. Esse é o momento mais forte e humano de “Dunkirk”. A ação transfere-se para a história em velocidade mais rápida do senhor inglês (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”) que está trazendo seu barco para o resgate, e, em seguida, salta mais veloz ainda para o entrecho do piloto de caças (Tom Hardy, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) em sua missão de ataque. São 10 minutos impressionantes que mostram tudo o que Nolan tem para oferecer. Um belo curta de 10 minutos. Tudo o que vem depois é uma repetição, com o agravante que o espaço dado aos atores é cada vez mais comprimido. Nolan parece achar os dramas humanos uma enrolação. Ele nunca deixa a emoção desenvolver-se por inteira. Corta pra outra cena de ação. A logística de produção é o que lhe interessa. Para quem ama a orquestração das multidões e das máquinas é um prato cheio. E o making off do filme deve ser muito bom. Elogiam muito também o realismo, a proeza de não usar efeitos digitais para criar figurantes e a busca por vivenciar o calor e o desespero visceral de um conflito, enfim, questões que soam muito boas para vender algo que verdadeiramente não tem nada de autêntico. Videogames igualmente possibilitam esse tipo de imersão. Uma receita para um grande filme de guerra não existe. Os maiores, só para citar alguns, como “Sem Novidade no Front” (1930), “Glória Feita de Sangue” (1957), “Vá e Veja” (1985) e “Apocalipse Now” (1979), possuem pouco em comum, não foram feitos por diretores que vivenciaram uma guerra, como aconteceu com Samuel Fuller e William Wellman, diretores dos seminais “Capacete de Aço” (1951) e “Também Somos Seres Humanos” (1945), mas tanto num caso como no outro, esses cineastas desceram da grua, se embrenharam na pesquisa com o elenco para encontrar um milhão de inquietações humanas que reflete uma guerra. Nolan parte da ideia de que a humanidade é violenta e bárbara, mas entre anônimos você encontra heróis. De fato, é fácil dizer que a humanidade é estúpida. Mesmo sendo um raciocínio generalizado, uma coisa é dizê-lo com doçura e inclusão, outra é olhar do alto, falar de fora. Distante. E é exatamente do alto que Nolan fala. Retomando filmes anteriores, o espectador pode não gostar de “A Origem” (2010) ou de “Interestelar”, mas ali o diretor tinha algo mais a dizer (ainda que sempre com o defeito da redundância). “Dunkirk” atém-se à introdução. Depois de 10 minutos não tem o que acrescentar. Destacam-se apenas o episódio do náufrago (Cillian Murphy, de “Batman Begins”), que não quer voltar para a guerra, e a cena em que um grupo de sobreviventes acuados no porão de um barco encalhado luta para não serem alvejados pelas balas de um inimigo que está lá fora, e ninguém se atreve a sair para ver sua face. Nolan também nunca foi um grande encenador. Pensando os filmes dele, no papel – apesar daquela mania de não deixar subtexto, precisa sempre explicar – , o sujeito tem engenho. Agora, quando se põe a filmar é uma lástima. Na entrevista de divulgação de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, ele teve a manha de abrir o jogo sobre sua opção pelo formato IMAX. Disse que a resolução do suporte era tão grande, que ele não precisava mais perder tempo em filmar os detalhes. Captava em plano geral e quando precisava de algo particular em cena, sabia que o editor podia dar um zoom eletrônico sem perdas de resolução. Hitchcock, Kubrick, e outros diretores de verdade jamais pensariam assim. Claro, ele não é supervalorizado como diretor apenas por isso. Basta recapitular as cenas mais memoráveis de “A Origem”, ou do melhor dele, “O Cavaleiro das Trevas” (2008), para perceber como ele se apóia na direção de arte, na edição e na trilha sonora. Tirou os três de cena e Nolan vira um engenheiro de obras. Sua vantagem é a inteligência, ele tem consciência de seus limites. Tanto que sobrevaloriza a participação dos três setores. Em “Dunkirk”, chega a exceder a confiança que deposita em Hans Zimmer. A trilha-relojinho que o compositor criou para pontuar a narrativa gera um certo interesse por cinco minutos, depois a insistência segue a mesma filosofia de redundância. Em “A Origem”, havia pelo menos o prazer lúdico de ver o diretor alinhando as peças no tabuleiro e fazendo tudo amolecer e derreter como num quadro de Dali. Em “O Cavaleiro das Trevas”, havia Heath Ledger para trombar pelos cenários e zombar com a mania de rigoroso controle de Nolan. Em “Dunkirk” temos o quê? Nada que transcenda o mero jogo de peões.











