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  • Música

    Chico Buarque aciona Ratinho na Justiça após fala sobre Lei Rouanet

    3 de outubro de 2025 /

    Cantor pede indenização de R$ 50 mil e juiz dá prazo para apresentador se retratar ou provar o que afirmou

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  • Música

    Guitarrista Lanny Gordin, o “Hendrix brasileiro”, morre aos 72 anos

    28 de novembro de 2023 /

    O guitarrista Lanny Gordin, que marcou época na era da Tropicália, morreu nesta terça (28/11) aos 72 anos, após um mês de internação devido a uma pneumonia no Hospital Ignácio Proença de Gouveia, em São Paulo. Nascido Alexander Gordin em Xangai, filho de um russo e de uma polonesa, e criado entre Israel e Brasil, ele deixou um legado inigualável na música brasileira. Desde jovem, Lanny demonstrava um talento incomum. Aos 16 anos, ele já se destacava na casa noturna Stardust, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Com um estilo inovador e audacioso, que o fazia ser comparado a Jimi Hendrix, foi logo convidado a integrar a Jovem Guarda, gravando com Eduardo Araújo a música “Nem Sim, Nem Não” em 1968. No ano seguinte, formou o grupo Brazilian Octopus, ao lado de Hermeto Pascoal e Olmir Stocker. O grupo lançou um LP que se tornou cultuado por sua fusão inovadora de jazz, rock, bossa nova e música clássica, evidenciando a versatilidade e o experimentalismo que acompanhariam a carreira de Gordin. Lanny Gordin rapidamente atraiu a atenção dos artistas da Tropicália, participando em álbuns icônicos como “Gal Costa” (1969), “Gal” (1969), “LeGal” (1970) e “Fatal – A Todo Vapor” (1971), “Caetano Veloso” (o álbum branco de 1969), “Gilberto Gil” (1969) e “Expresso 2222” (1972). Sua habilidade em mesclar estilos e inovar na guitarra foi fundamental para a sonoridade dessas obras, incorporando elementos do rock psicodélico em canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Sua contribuição marcou faixas como “Divino, Maravilhoso”, “Baby”, “Não Identificado”, ajudando a moldar o som da Tropicália. Ele também foi peça-chave no álbum de estreia de Jards Macalé, no primeiro disco solo de Rita Lee, “Build Up” (1970), e em “Carlos, Erasmo” (1971), de Erasmo Carlos, além de ter trabalhado com Tim Maia, Elis Regina e muitos outros. Durante o auge da carreira, Lanny foi para Londres, onde descobriu o LSD. O uso contínuo da droga fez um estrago irreversível. Diagnosticado com esquizofrenia, ele acabou internado numa clínica psiquiátrica, com tratamento a base de eletrochoques, e se afastou dos palcos. O retorno à música foi tímido, participando nos anos 1980 da Banda Performática do pintor José Roberto Aguilar, de trabalhos do cantores Itamar Assumpção e Vange Leonel, além do disco “Aos Vivos” (1995) do cantor Chico César. Seu primeiro disco solo só saiu em 2001, o auto-intitulado “Lanny Gordin”, que foi seguido por “Projeto Alfa” (2004), ambos da gravadora independente Baratos Afins, e os aclamado álbuns “Duos” (2005) e “Lanny Duos” (2007), que contou com a participação de várias estrelas da música brasileira. Esses trabalhos reafirmaram sua posição como um dos maiores guitarristas do Brasil. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios de saúde significativos, incluindo a síndrome de Guillain-Barré e uma inflamação nas articulações da coluna, mas continuou tocando sua guitarra, registrando sua história no documentário “Inaudito”, lançado em 2020.

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  • Música

    Artistas lançam o “Hino ao Inominável”, música feita com as piores frases de Bolsonaro

    17 de setembro de 2022 /

    Os atores Wagner Moura, Bruno Gagliasso, o Professor Pasquale e vários cantores e músicos lançaram o “Hino ao Inominável”, uma música que relembra diversas frases e atitudes polêmicas do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. O hino, que é na verdade um manifesto musical de 13 minutos, ganhou um clipe publicado no YouTube neste sábado (17/9). A letra, escrita por Carlos Rennó, resgata frases horripilantes, desde a negação de que houve ditadura no Brasil, a preferência por ter um filho morto a um filho homossexual, falas racistas, a favor do assassinato de “bandidos”, ataques à imprensa e a recusa de dados científicos sobre a pandemia e o desmatamento na Amazônia. “Ao som raivoso de uma voz inconfiável que diz e mente, e se desmente e se desdiz”, como ressalta o trecho cantado por Wagner Moura. “Os versos citam literalmente ou se baseiam em declarações dadas pelo ‘inominável’ e encontradas na internet e em jornais”, descreveu Rennó.  A música foi composta por Chico Brown e Pedro Luís e seus múltiplos intérpretes incluem André Abujamra, Arrigo Barnabé, Bruno Gagliasso, Caio Prado, Cida Moreira, Chico Brown, Chico César, Chico Chico, Dexter, Dora Morelenbaum, Héloa, Hodari, Jorge Du Peixe, José Miguel Wisnik, Leci Brandão, Lenine, Luana Carvalho, Marina Íris, Marina Lima, Monica Salmaso, Paulinho Moska, Pedro Luís, Péricles Cavalcanti, Preta Ferreira, Professor Pasquale, Ricardo Aleixo, Thaline Karajá, Vitor da Trindade, Wagner Moura e Zélia Duncan. Numa das passagens mais polêmicas, os cantores Caio Prado e Marina Íris relembram quando Bolsonaro disse que as pessoas negras de um quilombo pesavam “sete arrobas” e não serviam para procriar: “Como se fôssemos, nós negros, animais. E ainda insiste que não é racista e que racismo não existe no país”, acrescentam. No Youtube, a descrição do vídeo diz: “Feito pra lembrar, pra sempre, esses anos sob a gestão do mais tosco dos toscos, o mais perverso dos perversos, o mais baixo dos baixos, o pior dos piores mandatários da nossa história. E pra contribuir, no presente, pra não reeleição do inominável”.

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  • Música

    Gil, Elza, Ney, Céu, Criolo e muitos outros se unem em clipe de 15 minutos pelos direitos indígenas

    24 de abril de 2017 /

    Um clipe lançado nesta segunda (24/4) reuniu cantores de várias gerações da música brasileira – e convidados de adjacências artísticas – para protestar contra a situação de abandono em que se encontram os índios no país. Intitulada “Demarcação Já”, a composição de Carlos Rennó e Chico César rendeu um clipe de 15 minutos e mais de 100 versos, dirigido por André D’Elia, responsável pelos documentários “Belo Monte: Anúncio de uma Guerra” (2012), sobre o impacto do propinoduto de Belo Monte nas comunidades indígenas do Xingu, e “A Lei da Água (Novo Código Florestal)” (2015), de título autoexplicativo. Entre os que entoam as frases urgentes da canção estão Gilberto Gil, Elza Soares, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Lenine, Céu, Criolo, Arnaldo Antunes, Tetê Espíndola, Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Nando Reis, Dona Onete, Felipe Cordeiro, Lira, Margareth Menezes, Marlui Miranda, Russo Passapusso, a atriz Letícia Sabatella e o diretor de teatro Zé Celso, além do próprio compositor, Chico César. Os artistas não receberam cachê para participar do projeto, que visa chamar a atenção para a tramitação de projetos de lei no Congresso que buscam dificultar a demarcação de terras indígenas. É importante destacar que a demarcação de terras indígenas no Brasil está praticamente parada e, segundo movimentos sociais e pesquisadores, enfrenta um momento de grande dificuldade e instabilidade. Desde que assumiu o governo, Michel Temer não assinou nenhum decreto homologando demarcação de terras. E, para completar, a Funai (Fundação Nacional do Índio) teve corte de cargos e fechamento de unidades. Mas o descaso não é de hoje. Os índios brasileiros denunciaram o governo Dilma à ONU, alertando que suas lideranças tinham sido cooptados pelo partido da presidente para não realizarem protestos após uma comunidade indígena inteira ser desalojada durante a construção de Belo Monte. E como se não bastasse a usina, o governo petista ainda autorizou a construção da maior mineradora de ouro a céu aberto do país na mesma região. A relatora da ONU para direitos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, chegou a visitar o Rio Xingu no começo do ano passado, registrando o tamanho da catástrofe. Os cara-pálidas de pau têm línguas dividas em todos os partidos.

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