Velozes e Furiosos 8: Elenco se reúne em foto que marca o final das filmagens
A equipe do filme “Velozes e Furiosos 8” divulgou uma foto dos bastidores da produção, reunindo o elenco principal, para marcar o fim das filmagens do longa-metragem. Todos sorridentes, a imagem ilude quem não acompanhou o desabafo público de Dwayne Johnson sobre os conflitos internos do set. É que ela foi tirada dois meses atrás. Postada no Facebook oficial da franquia, a imagem é acompanhada por um texto de agradecimento ao trabalho duro da equipe e que promete um primeiro trailer para dezembro. O filme teve cenas rodadas na Islândia e em Cuba, e vai voltar a incluir o elenco do filme anterior, à exceção do falecido Paul Walker. Além disso, contará com Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”), Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”) e Helen Mirren (“A Dama Dourada”). Dirigido por F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”), “Velozes e Furiosos 8” chega aos cinemas no dia 13 de abril de 2017.
Velozes e Furiosos 8: Vin Diesel seria o alvo da fúria de Dwayne Johnson
Depois do desabafo de Dwayne Johnson no Instagram, quando chamou parte do elenco masculino de “Velozes e Furiosos 8” de “bunda moles”, os sites de celebridades dos EUA foram atrás da trilha de sangue. E, segundo o TMZ, a treta é com Vin Diesel. De acordo com o site, os astros de “Velozes e Furiosos” não se entenderam durante as gravações do oitavo filme da franquia. Johnson, também conhecido como The Rock, não aceitou algumas decisões tomadas por Diesel, que também atua como produtor do longa, e após a explosão pública nas redes sociais, os dois tiveram uma “reunião secreta” para tentar resolver os problemas. Isto aconteceu um dia após Johnson, sem citar nomes, elogiar a equipe técnica, o estúdio Universal e as mulheres do elenco, antes de detonar do comportamento de alguns colegas masculinos. “Alguns se comportam como homens e profissionais de verdade, outros não. Os que não, são muito covardes para dizer algo a respeito, de toda forma. Bunda-moles”, escreveu, desaforado, lembrando seus dias de luta-livre, quando “candy ass” (bunda-mole) era uma de suas expressões favoritas para atacar seus adversários. “Quando vocês assistirem ao filme no próximo mês de abril e parecer que não estou atuando em algumas cenas e que meu sangue está literalmente fervendo – vocês estarão certos. No final das contas, ficará ótimo no filme e encaixará muito bem neste personagem Hobbs que adentrou meu DNA. O produtor que existe em mim está feliz com esta parte. Última semana de ‘Velozes 8’ e vou terminar com força”. Um detalhe que pode ter passado em branco chama atenção nesta última parte do desabafo. Johnson refere a si mesmo como produtor, e embora exerça esta função em várias franquias, não tem este status em “Velozes e Furiosos”. A menos que a tal “reunião secreta” tenha sido sobre isso. O site do canal pago E! ainda apontou que, em seu desabafo, Johnson usou “bunda-moles” no plural. Segundo fontes da produção, o clima nos bastidores chegou a esquentar, quando Johnson se desentendeu com outros membros do elenco por conta de suposta irresponsabilidade no trabalho. Ele não deixou passar pequenas coisas que teriam acontecido, mas na hora em que chamou atenção dos demais, todos se calaram. Ninguém quis comprar a bronca ou assumir os problemas. No passado, a franquia alimentou o boato de que Vin Diesel teria virado diva, recusando-se a sair de seu trailer na hora prevista e atrasando as filmagens ao questionar cada detalhe da produção. Especulações indicam que este comportamento pode ter sido estendido a outros atores no novo filme.
Velozes e Furiosos 8: Dwayne Johnson detona elenco em desabafo no Instagram
Sempre sorridente, brincalhão e boa-praça nas redes sociais, o ator Dwayne Johnson mudou radicalmente de tom num desabafo pouco convencional em seu Instagram. Acompanhando um vídeo em que aparece furioso, o ator escreveu nesta terça (9/8): “Esta é minha última semana filmando ‘Velozes e Furiosos 8’. Não há outra franquia que faça meu sangue ferver mais do que esta. Uma equipe que trabalha muito. A Universal tem sido uma grande parceira também. Minhas colegas de elenco femininas são sempre incríveis e amo todas elas”. Ou seja, a simpatia de release oficial que sempre caracteriza seus posts. Até a curva da próxima frase. “Meus colegas masculinos, porém, são uma história diferente. Alguns se comportam como homens e profissionais de verdade, outros não. Os que não, são muito covardes para dizer algo a respeito, de toda forma. Bunda-moles”. A irritação continua sem que os bois sejam nomeados, mas com pistas suficientes para alimentar teorias dos fãs. “Quando vocês assistirem ao filme no próximo mês de abril e parecer que não estou atuando em algumas cenas e que meu sangue está literalmente fervendo – vocês estarão certos. No final das contas, ficará ótimo no filme e encaixará muito bem neste personagem Hobbs que adentrou meu DNA. O produtor que existe em mim está feliz com esta parte. Última semana de ‘Velozes 8’ e vou terminar com força”. O ator ainda tascou uma hashtag #ZeroToleranceForCandyAsses (#TolerânciaZeroComBundaMoles). Sobre quem será que Dwayne Johnson está falando? O elenco masculino de “Velozes e Furiosos 8” inclui Vin Diesel, Tyrese Gibson, Chris “Ludacris” Bridges, Jason Statham, Kurt Russell e aparentemente Lucas Black, vistos no filme anterior, além de Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) e Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”), que estreiam na franquia. As atrizes elogiadas são Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Elsa Pataky e Nathalie Emmanuel, que já integram a franquia, e Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Helen Mirren (“Red – Aposentados e Perigosos”), novidades na produção. A direção é de F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”) e a estreia está marcada para 14 de abril de 2017. Atualização: Vin Diesel seria o alvo da fúria de Dwayne Johnson This is my final week of shooting #FastAndFurious8. There's no other franchise that gets my blood boiling more than this one. An incredible hard working crew. UNIVERSAL has been great partners as well. My female co-stars are always amazing and I love 'em. My male co-stars however are a different story. Some conduct themselves as stand up men and true professionals, while others don't. The ones that don't are too chicken shit to do anything about it anyway. Candy asses. When you watch this movie next April and it seems like I'm not acting in some of these scenes and my blood is legit boiling – you're right. Bottom line is it'll play great for the movie and fits this Hobbs character that's embedded in my DNA extremely well. The producer in me is happy about this part?. Final week on FAST 8 and I'll finish strong. #IcemanCometh #F8 #ZeroToleranceForCandyAsses Um vídeo publicado por therock (@therock) em Ago 8, 2016 às 11:26 PDT
Velozes e Furiosos 8: Vin Diesel compartilha foto da filmagem com Helen Mirren
O astro Vin Diesel compartilhou uma nova imagem diretamente do set de filmagens de “Velozes e Furiosos 8” em seu Instagram. Desta vez, a foto revela que ele está rodando cenas com Helen Mirren. A atriz se revelou fã da franquia no ano passado e, após dizer que sua grande ambição era estar em um “Velozes e Furiosos” e “ser uma motorista louca”, foi convidada a participar do novo longa da franquia de ação. “Sempre amei dirigir e disse ‘Farei [o longa], desde que eu mesma grave minhas cenas ao volante – se elas existirem’. Veremos como as coisas vão acontecer”, ela contou em junho, em entrevista para a revista Elle. Não há maiores detalhes sobre sua participação. Atualmente em produção, “Velozes e Furiosos 8” também contará com Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como nova vilã. Dirigido por F. Gary Gray, o filme tem previsão de estreia em abril de 2017.
Velozes e Furiosos 8: Vídeo revela garajão futurista e carrões da trama
A produção de “Velozes e Furiosos 8” divulgou um vídeo oficial dos bastidores das filmagens, em que o diretor F. Gary Gray (“Straight Outta Compton – A História do NWA”) revela os carrões usados. Mostrando os veículos mais modernos disponíveis no mercado, Gray refere-se ao garajão futurista, chamado por ele de “Toy Shop” (loja de brinquedos), como um set de filmagem. A presença de figurantes armados, em trajes militares, confirma que o lugar não é apenas um depósito da produção, mas um dos cenários da trama. A sequência vai voltar a reunir todo o elenco de “Velozes & Furiosos 7”, menos, obviamente, Paul Walker, que faleceu em novembro de 2013. Entre as novidades confirmadas estão Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que viverá a nova vilã da trama, o norueguês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”), Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”) e Helen Mirren (“Red – Aposentados e Perigosos”). A estreia está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Girlboss: Atores de Under the Dome vão estrelar nova série do Netflix
Os atores Britt Robertson e Dean Norris vão repetir a parceria da série “Under the Dome” em “Girlboss”, nova série do Netflix. Criada pela roteirista Kay Cannon, autora da franquia cinematográfica “A Escolha Perfeita”, e produzida pela atriz Charlize Theron (“Mad Max: A Estrada da Fúria”), a série é baseada no livro de memórias de Sophia Amoruso, e narra sua ascensão como vendedora de roupas de brechó pelo eBay até virar dona de uma empresa milionária de moda aos 27 anos de idade. Robertson será a protagonista, Sophia, uma jovem com ideais anarquistas que se recusa a entrar para a vida adulta e conseguir “um emprego de verdade”. Após levar sua paixão de vender roupas vintage para a internet, ela se torna uma improvável empresária de sucesso, ao ver o seu pequeno site crescer. Norris, por sua vez, viverá Jay, o pai de Sophia e oposto completo dela. A série terá direção do cineasta alemão Christian Ditter (“Simplesmente Acontece” e “Como Ser Solteira”) e ainda não tem previsão de estreia.
Helen Mirren entra em Velozes e Furiosos 8
A atriz Helen Mirren (“Decisão de Risco”) vai dirigir alucinadamente no elenco de “Velozes e Furiosos 8”. Ela confirmou sua participação em entrevista à revista Elle, em que revelou ser um sonho antigo participar de uma cena de perseguição de carros. “Sempre amei dirigir e disse ‘Farei [o longa], desde que eu mesma grave minhas cenas ao volante – se elas existirem’. Veremos como as coisas vão acontecer”, ela contou. “O cinema é uma coisa maravilhosa e imprevisível. Não viro as costas para nada. Amo filmes, amo ir ao cinema. Gosto de filmes sérios, estrangeiros, blockbusters divertidos. Basta que sejam bem-feitos e tenham bons roteiros. Isso é o mais importante”, completou. A participação vai acontecer quase um ano após ela dar uma entrevista ao Yahoo! em que confessava que seu maior desejo era participar de um filme da franquia. “Minha grande ambição é estar em um ‘Velozes e Furiosos’ e ser uma motorista louca”, ela disse na ocasião, acrescentando que amava Vin Diesel. Não há maiores detalhes sobre sua participação. Atualmente em produção, “Velozes e Furiosos 8” também contará com Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como nova vilã. Dirigido por F. Gary Gray, o filme tem previsão de estreia em abril de 2017.
Velozes e Furiosos 8: Vin Diesel divulga foto do elenco completo e fã grava destruição de carros
O ator Vin Diesel divulgou em seu Instagram uma foto que reúne todo o elenco de “Velozes e Furiosos 8”, inclusive Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), intérprete da vilã do filme. A imagem ainda inclui os principais atores de “Velozes & Furiosos 7”, menos, obviamente, Paul Walker, que faleceu em novembro de 2013, e outras duas novidades: o norueguês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) e Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”). Após rodar cenas na Islândia e em Cuba, a equipe está atualmente filmando na cidade de Cleveland, nos EUA, onde um fã flagrou uma cena insana de destruição de carros. Registrada em vídeo (veja abaixo), a cena mostra vários carros caindo de um prédio em direção à rua. Dirigido por F. Gary Gray, “Velozes e Furiosos 8” chega aos cinemas no dia 13 de abril de 2017. View post on imgur.com
Velozes e Furiosos 8: Vídeo revela cenas de carros e explosões no gelo da Islândia
A produção de “Velozes & Furiosos 8” divulgou um vídeo oficial dos bastidores das filmagens na Islândia, com direito a muitos carros velozes e explosões no gelo, além da presença de Tyrese Gibson no set. Essas cenas foram filmadas em abril. Na ocasião, tiveram também algumas fotos divulgadas. A sequência será dirigida por F. Gary Gray (“Straight Outta Compton – A História do NWA”) e vai voltar a reunir todo o elenco de “Velozes & Furiosos 7”, menos, obviamente, Paul Walker, que faleceu em novembro de 2013. Entre as novidades confirmadas estão Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que viverá a nova vilã da trama, o norueguês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) e Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”). A estreia está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Velozes e Furiosos 8: Charlize Theron ganha foto e elenco se reúne em vídeo da produção
A Universal Pictures divulgou a primeira foto de Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) no filme “Velozes e Furiosos 8” e um novo vídeo dos bastidores da filmagem. Conforme anuncia o diretor F. Gary Gray (“Straight Outta Compton – A História do NWA”), trata-se da primeira gravação com todo o elenco reunido. As principais novidades da curta prévia são as confirmações dos retornos de Jason Statham, Kurt Russell e Nathalie Emmanuel, cujos personagens foram introduzidos no filme anterior. Também é possível ver o elenco central, formado por Vin Diesel, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Ludacris e Tyrese Gibson, e a estreia de Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”) na franquia. O lançamento está marcado para 13 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Cannes: Filme de Sean Penn é recebido com risos e piadas
A exibição do novo filme dirigido por Sean Penn, “The Last Face”, gerou uma reação inusitada do público e da crítica internacional presente no Festival de Cannes. Ao contrário de outros longas que não agradaram, ele não sofreu vaias. Em vez disso, rendeu risadas e piadas. “The Last Face” é uma história romântica sobre um médico de uma ONG, vivido pelo espanhol Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall), e uma diretora de uma agência internacional de socorro a vítimas de regiões em conflito, interpretada pela sul-africana Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Ambientado entre campos de refugiados da África, o filme tem sua mensagem humanitária comprometida por um romantismo antiquado, repleto de diálogos melosos, que conferem à encenação uma atmosfera piegas e brega no último. “Defendo o filme como o ele é. Claro que todo mundo tem direito a reagir a ele da forma que quiser”, disse o ator e cineasta bissexto, que não dirigia desde “Na Natureza Selvagem” (2007). Na trama, o obstinado cirurgião dos Médicos Sem Fronteiras conhece a lobista humanitária durante a Guerra Civil da Libéria, em 2003, e seu romance é temperado pela luta pela sobrevivência durante o trabalho em várias zonas de conflito na África. O filme vai e volta para 2014, na África do Sul, quando os dois tentam uma reaproximação, depois de quase 10 anos separados. “Embarco no processo de fazer filmes olhando para o mundo. Muita coisa do filme é atual. A fome e ódio estão nos afastando de nossa humanidade. A melhor solução é encontrar beleza nas coisas. Mas o que entendemos por beleza hoje em dia é quase sempre uma perversão. E isso é lamentável”, ele proclama. Penn acredita que até um romance meloso pode ser politizado. “Acho importante entreter, quando entretenimento não é sinônimo do comportamento de um Donald Trump”, disse o diretor, referindo-se ao pré-candidato republicano à Presidência dos EUA. “Eu me interesso por filmes como esse, em que o amor está em guerra, e como essas coisas se misturam”, definiu o diretor. Entretanto, foi exatamente essa mistura que gerou constrangimento. As risadas começaram, na primeira exibição, quando a trama quis comparar “a brutalidade da guerra” com a “brutalidade de um amor impossível entre um homem e uma mulher”. E aumentaram quando ficou clara a quantidade de brancos (o franco-marroquino Jean Reno, o inglês Jared Harris, a francesa Adèle Exarchopoulos e até o filho do diretor estão no elenco) que ocupam o centro dramático, enquanto negros coadjuvam ou figuram como “causa”, numa África que há muito deixou de ser colonial. Isto até rende uma discussão política, mas não a que o diretor deve ter planejado. Penn quis fazer apenas um filme de amor em tempos de cólera e crise humanitária. O filme teria sido inspirado pelo romance entre Penn e Theron, ambos conhecidos por seus posicionamentos sociais. Mas, ao final da produção, esse relacionamento pessoal foi encerrado. Agora, os dois voltam a se encontrar, durante a divulgação, tendo que lidar com a rejeição ao trabalho. Destruído pela crítica, “The Last Face” está sendo considerado o pior longa-metragem do Festival de Cannes.
O Caçador e a Rainha do Gelo é um desperdício de talento e dinheiro
Às vezes, os bastidores de uma produção são muito mais interessantes do que o resultado das filmagens. É o caso de “O Caçador e a Rainha do Gelo”, tanto um prólogo quanto uma sequência de “Branca de Neve e o Caçador” (2012), o filme que já tinha dado o que falar devido ao relacionamento indiscreto entre a protagonista Kristen Stewart e o diretor Rupert Sanders. Os dois foram barrados na sequência. Mas até Charlize Theron, que viveu a bruxa malvada de visual arrasador do longa original, esteve prestes a desistir do projeto, após descobrir que o salário de Chris Hemsworth, intérprete do Caçador, era maior do que o dela. Só aceitou filmar por cachê igual. Ainda que apareça menos do que Hemsworth, a atriz sul-africana recebeu os mesmos US$ 10 milhões. E, no final, é uma das poucas coisas que se salvam na produção. A má vontade também se estendeu a Jessica Chastain, que não ficou muito satisfeita em ter que integrar o elenco dessa produção destinada ao fracasso. Ela foi contratualmente obrigada, como parte do acordo com a Universal para viver a vilã de “A Colina Escarlate”. E acabou encarando um papel de guerreira genérica nessa curiosa fantasia torta, que tem uma trama até mais inventiva do que a do primeiro filme, mas que se perde muito sob a fraca direção do novato Cedric Nicolas-Troyan, diretor de segunda unidade e supervisor de efeitos especiais do longa original. O filme começa apresentando as duas irmãs bruxas vividas por Charlize Theron e Emily Blunt. A primeira tinha domínio de magia negra e era essencialmente má, enquanto a segunda era apenas uma mulher apaixonada por um plebeu, até uma tragédia ativar seus poderes congelantes. A história acaba destacando mais a personagem de Blunt, que viaja para o norte, onde se torna a imperatriz perversa de uma terra gelada. Neste lugar sem calor, ela decreta que o amor é proibido, porque aprendeu que a paixão faz mal para o coração. Mesmo assim, é neste cenário frígido que brota o amor entre dois caçadores de sua tropa, Eric (Hemsworth) e Sara (Chastain). Ironicamente, esta representação do ódio e do mal, exacerbada em ambas as irmãs, acaba servindo para demonstrar como a animação da Disney “Frozen – Uma Aventura Congelante” foi transgressora, utilizando o amor em vez da raiva como motivação da aventura das irmãs. No filme da Universal, as personagens são cheias de traumas e rancores… e chatice. Com personagens fracas, a produção tosca (mas milionária) tenta embalar o filme na base das reviravoltas, como o evento que marca o fim de seu prelúdio e os inimigos que aparecem pelo caminho dos heróis. Além disso, a trama busca se reforçar com as piadinhas dos dois anões Nion e Griff, que servem de alívio cômico – muito mais eficientes do que as falas supostamente engraçadas de Eric, o Caçador. Mas nada funciona. A ponto de situações trágicas inspirarem apenas tédio. Um tédio que cresce na mesma medida em que a trama perde seu rumo. Nem a presença de cena excepcional de Charlize Theron, como a bruxa má que retorna dos mortos, no último ato, consegue impedir o derretimento dos milhões de dólares despejados em “O Caçador e a Rainha do Gelo”. O resultado é um monumental desperdício de dinheiro, repleto de efeitos e atores caros, que custou uma fábula para parecer uma fábula. E, mesmo assim, não consegue disfarçar a enorme ausência de Kristen Stewart no papel de Branca de Neve. Os motivos que levaram a atriz a ser descartada na sequência renderiam um filme, por sinal bem melhor, em que não faltaria a analogia sobre o moral(ismo) da história.
O Caçador e a Rainha do Gelo é o maior lançamento e também o pior filme da semana
“O Caçador e a Rainha do Gelo” é o lançamento mais amplo da semana, distribuído em 920 salas pelo país. Espécie de quimera, que junta prólogo e sequência na mesma criatura, o filme retoma os personagens de Chris Hemsworth e Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador” (2012), mas em vez de aprofundar a fábula de Branca de Neve leva sua trama para o mundo de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013). O resultado parece um episódio de “Once Upon a Time” mal escrito e obcecado por efeitos visuais dourados. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde foi eviscerado pela crítica (19% de aprovação no site Rotten Tomatoes). A outra estreia infantil, a animação “No Mundo da Lua”, é mais criativa, ao acompanhar um adolescente, filho e neto de astronautas, em sua luta para preservar o programa espacial americano e impedir um bilionário excêntrico de virar dono da lua. A produção mantém o espírito aventureiro do primeiro longa do diretor espanhol Enrique Gato, “As Aventuras de Tadeo” (2012), com exibição em 290 salas (126 em 3D). “Milagres do Paraíso” também foca famílias com sua história, sobre uma criança doente que consegue uma cura milagrosa. Típica produção religiosa, sua trama reforça a insignificância da ciência, desautoriza coincidências e prega que Deus sempre atende aos que acreditam. A crítica americana considerou medíocre, com 47% de aprovação. A diretora mexicana Patricia Riggen é a mesma do drama “Os 33” (2015) e o elenco destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) como a mãe que padece no paraíso. Chega em 180 salas do circuito. Dois filmes nacionais completam a programação dos shoppings. E, por incrível que pareça, nenhum deles é uma comédia boba. Com maior alcance, “Em Nome da Lei” marca a volta do diretor Sergio Rezende ao gênero policial, sete anos após seu último longa, “Salve Geral” (2009). O lançamento em 380 salas sinaliza a expectativa positiva do estúdio à história de um juiz federal incorruptível, que evoca esses dias de operação Lava Jato (dá-lhe zeitgeist). Mas o personagem de Mateus Solano (“Confia em Mim”) não é Sergio Moro nem a trama enfrenta a corrupção política, optando por situações clichês de máfia de fronteira, narradas de forma novelesca, com direito a “núcleo romântico”. Não prende sequer a atenção. A melhor opção nacional é o drama “Nise – O Coração da Loucura”, fruto de um roteiro mais maduro (escrito a 14 mãos!), que encontra um meio-termo entre o didatismo e o desenvolvimento de personagem. Glória Pires (“Flores Raras”) se destaca no papel central, a doutora Nise da Silveira, figura importante da psiquiatria brasileira, que merecia mesmo virar filme. O longa dirigido por Roberto Berliner (do péssimo “Julio Sumiu”) mostra seu confronto com os tratamentos violentos dos anos 1940 e a bem-sucedida adoção da terapia ocupacional, que passa a humanizar os doentes de um hospício público. Além de competente cinebiografia, o filme possuiu uma bela mensagem contra a intolerância. Em apenas 59 telas. Intolerância também é o tema de “Amor por Direito”, drama indie americano que ocupa uma faixa intermediária, em pouco menos de 50 salas. Baseado em fatos reais, a história mostra a batalha jurídica de uma policial (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice”), diagnosticada com uma doença terminal, que enfrenta preconceitos para deixar sua pensão para sua parceira de vida (Ellen Page, de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O caso teve repercussão nacional nos EUA, mas, apesar das boas intenções, a trama cinematográfica não ressoa como “Filadélfia” (1993), do mesmo roteirista. Ironicamente, o drama lésbico teve a mesma nota do drama crente da semana, 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dois dramas europeus e dois documentários brasileiros ocupam o circuito limitado. O principal título europeu é o romeno “O Tesouro”, de Corneliu Porumboiu (“Polícia, Adjetivo”), em que dois vizinhos enfrentam a amarga realidade da crise econômica com um sonho infantil, de encontrar um suposto tesouro escondido. Venceu vários prêmios em festivais internacionais, inclusive Cannes. O outro lançamento é o francês “Uma História de Loucura”, de Robert Guédiguian (“As Neves do Kilimanjaro”), que acompanha as histórias dois jovens: um terrorista e sua vítima colateral num atentado contra o embaixador da Turquia em Paris, nos anos 1980. Ambos chegam em quatro salas. Entre os documentários, o destaque pertence a “O Futebol”, de Sergio Oksman, vencedor do recente festival É Tudo Verdade. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. E, apesar do título, tem o futebol apenas como pano de fundo para um reencontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. A estreia também acontece em quatro salas. Por fim, “Meu Nome É Jacque”, de Angela Zoé (“Nossas Histórias”) foca uma mulher transexual, portadora do vírus da aids, que precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. Chega em apenas uma sala no Rio.












