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  • Série

    Série clássica Queer as Folk vai ganhar segundo remake americano

    20 de dezembro de 2018 /

    A série britânica “Queer as Folk”, pioneira na abordagem do universo gay na televisão, vai ganhar um segundo remake americano produzido pelo canal pago Bravo. Criada em 1999 por Russell T. Davies, que também foi responsável pelo revival de “Doctor Who” (em 2005), “Queer as Folk” acompanhava dois amigos gays, vividos por Aidan Gillen (o Mindinho de “Game of Thrones”) e Craig Kelly (“Titanic”), em sua busca por diversão na noite de Manchester. Numa dessas noites, essa diversão se manifesta na forma de um adolescente em fase de descoberta sexual, interpretado por Charlie Hunnam (o Jax de “Sons of Anarchy”). A série original durou só 10 episódios (oito na 1ª temporada), mas foi suficiente para ganhar remake norte-americano em 2000, que rendeu mais cinco anos de produção e ampliou o leque de histórias com personagens lésbicas. Seu sucesso na TV paga dos Estados Unidos inspirou novas produções, como “The L Word” (2004–2009). O detalhe é que a trama original dificilmente seria exibida nos dias de hoje, já que o personagem de Hunnam tinha 15 anos quando apareceu fazendo sexo com um dos protagonistas gays. Por isso, apesar de Davies estar listado como produtor do novo remake, a nova versão americana contará uma história diferente. O responsável pelo desenvolvimento do remake é Stephen Dunn, diretor-roteirista canadense do premiado filme LGBTQIA+ “O Monstro no Armário” (2015). E ele pretende abordar novas tramas e personagens, ambientando a série na América do Norte e nos dias atuais. O canal Bravo ainda não divulgou previsão de estreia.

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  • Filme

    Operação Fronteira: Trailer legendado traz Ben Affleck, Oscar Isaac e Charlie Hunnam perdidos na América do Sul

    10 de dezembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer do filme de ação “Operação Fronteira”, que traz Ben Affleck (“Liga da Justiça”) à frente de um elenco famoso. O título é a “tradução” de “Triple Frontier”, longa supostamente passado na Tríplice Fronteira entre Brasil, Uruguai e Argentina, mas filmado na Colômbia mesmo. Embora ofereça belas panorâmicas por montanhas e favelas, a prévia não mostra as famosas “cataratas de Wakanda” nem faz menção à locação de seu título original, já que sua trama de ação genérica poderia se passar em qualquer lugar. Afinal, a história da unidade de elite que assalta uma fortuna de traficantes já foi vista antes, no filme “Sabotagem” e até na série “The Shield”, ambas as vezes nos Estados Unidos. Com o também conhecido discurso de que não são compensados o suficiente pelo trabalho arriscado que fazem, os assaltantes do novo filme só se diferenciam num detalhe de seus precursores. Não são homens da lei e sim ex-militares. Ben Affleck lidera o time que inclui Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Adria Arjona (série “Emerald City”). Eles se juntam para roubar a fortuna do traficante vivido por Reynaldo Gallegos (da série “Animal Kingdom”), que fica numa fortaleza em meio ao mato e é defendida por capangas armados. O flashback, agora, é da série “Narcos”, passada justamente na Colômbia. Ao menos, a prévia é cheia de tensão e promete momentos eletrizantes de luta pela sobrevivência, desde que se desligue o GPS. O roteiro original foi escrito por Mark Boal (“A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”) e deveria ser dirigido por Kathryn Bigelow (também de “A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”) em 2009, mas ela acabou desistindo após não conseguir aval para filmar na locação real – sim, isto foi há uma década. A Netflix entrou nesse projeto após ele ser concebido como uma superprodução de estúdio, que seria estrelada por um time formado simplesmente por Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Hanks (“The Post: A Guerra Secreta”). Mas o orçamento da produção fez com que ela nunca saísse do papel. Nem mesmo em sua configuração posterior, de elenco menos dispendioso, que reuniu Channing Tatum (“Magic Mike”), Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Mahershala Ali (“Moonlinght”) como protagonistas. A versão que chega ao streaming acabou sendo dirigida por J.C. Chandor (“O Ano Mais Violento”), que também trabalhou no aprimoramento do roteiro. Teria sido Chandor quem levou a trama para seu lugar mais comum, o que, por sua vez, teria sido o estopim da última implosão da produção. Supostamente, a versão final do roteiro desagradou Hardy e Tatum, que optaram por deixar o longa a um mês do início previsto para as filmagens, em maio do ano passado. A decisão dos atores fez a Paramount, que passava por um conturbado processo de transição de poder, desistir do projeto, que assim acabou na Netflix. A estreia vai acontecer em março em streaming.

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  • Filme

    Remake do clássico Papillon ganha trailer legendado

    15 de agosto de 2018 /

    Com uma diferença de “apenas” três meses em relação aos Estados Unidos, a Imagem Filmes divulgou o primeiro trailer oficial legendado do remake de “Papillon” (1973), drama clássico de prisão estrelado originalmente pelos grandes Steve McQueen e Dustin Hoffman. Não que haja muita expectativa para a nova versão, que tem os papéis principais desempenhados por atores que fizeram carreira na TV: Charlie Hunnam (protagonista da série “Sons of Anarchy”) e Rami Malek (astro da série “Mr. Robot”). E esta não é a única diferença gritante. Comparado ao original, repleto de lama e sujeira, a prévia transforma o inferno prisional da trama num paraíso tropical. Baseado no mesmo livro escrito por Henri Charrière, o protagonista da historia real, a trama acompanha um criminoso francês condenado e cumprir pena de trabalhos forçados na Guiana Francesa. Lá, ele sofre com a brutalidade dos carcereiros e tenta escapar várias vezes, ao lado de um prisioneiro frágil, mas inteligente e supostamente rico, Louis Dega, que se torna seu amigo e o ajuda em seus planos de fuga. O elenco ainda inclui Eve Hewson (a filha de Bono, que está no vindouro “Robin Hood”), Tommy Flanagan (também da série “Sons of Anarchy”), Roland Møller (“Atômica”) e Michael Socha (série “Once Upon a Time”) A nova versão foi escrita por Aaron Guzikowski (“Os Suspeitos”). E aí continuam a pesar as comparações. Vale lembrar que o roteiro original foi escrito por ninguém menos que o lendário Dalton Trumbo – um dos poucos roteiristas de Hollywood cuja própria vida rendeu um filme (“Trumbo”). O remake ainda marca a estreia do dinamarquês Michael Noer (“Nordvest”) em Hollywood. Já o original era uma obra de Franklin J. Schaffner, veterano cineasta de clássicos como “Patton” (1970) e “Planeta dos Macacos” (1968). A justificativa por trás desse e de outros remakes inferiores é que as novas gerações não conhecem os filmes originais, porque se recusam a ver clássicos. Com o aumento da influência da Netflix na formação cinematográfica da população, isso tende a se tornar uma realidade irreversível. O fast food feito com receita gourmet estreia em 24 de agosto nos Estados Unidos, após ter passado no Festival de Toronto do ano passado sem chamar muita atenção. Mesmo assim, vale destacar que a produção vem contando com boa vontade dos críticos mais jovens, que, como o público-alvo, não viram o original. A estreia no Brasil está marcada somente para 4 de outubro.

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    Remake do clássico Papillon ganha 18 fotos, pôster e primeiro trailer

    24 de maio de 2018 /

    A produtora Bleecker Street divulgou 18 fotos, o pôster e o primeiro trailer do remake do filme clássico “Papillon” (1973), drama de prisão estrelado originalmente pelos grandes Steve McQueen e Dustin Hoffman. Na nova versão, os papéis são desempenhados por atores que fizeram carreira na TV: Charlie Hunnam (protagonista da série “Sons of Anarchy”) e Rami Malek (astro da série “Mr. Robot”). E esta não é a única diferença gritante. Comparado ao original, repleto de lama e sujeira, a prévia transforma o inferno prisional da trama num paraíso tropical. Baseado no mesmo livro escrito por Henri Charrière, o protagonista da historia real, a trama acompanha um criminoso francês condenado e cumprir pena de trabalhos forçados na Guiana Francesa. Lá, ele sofre com a brutalidade dos carcereiros e tenta escapar várias vezes, ao lado de um prisioneiro frágil, mas inteligente e supostamente rico, Louis Dega, que se torna seu amigo e o ajuda em seus planos de fuga. O elenco ainda inclui Eve Hewson (a filha de Bono, que está no vindouro “Robin Hood”), Tommy Flanagan (também da série “Sons of Anarchy”), Roland Møller (“Atômica”), Michael Socha (série “Once Upon a Time”) A nova versão foi escrita por Aaron Guzikowski (“Os Suspeitos”). E aí continuam as comparações. Vale lembrar que o roteiro original foi escrito por ninguém menos que o lendário Dalton Trumbo – um dos poucos roteiristas de Hollywood cuja própria vida rendeu um filme (“Trumbo”). O remake ainda marca a estreia do dinamarquês Michael Noer (“Nordvest”) em Hollywood. Já o original era uma obra de Franklin J. Schaffner, veterano cineasta de clássicos como “Patton” (1970) e “Planeta dos Macacos” (1968). A justificativa por trás desse e de outros remakes inferiores é que as novas gerações não conhecem os filmes originais, porque se recusam a ver clássicos. Com o aumento da influência da Netflix na formação cinematográfica da população, isso tende a se tornar uma realidade irreversível. O fast food feito com receita gourmet estreia em 24 de agosto nos Estados Unidos, após ter passado no Festival de Toronto do ano passado sem render maiores comentários.

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    Ben Affleck vai estrelar o filme de ação sobre a tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai

    19 de março de 2018 /

    Será que agora vai? O thriller de ação “Triple Frontier” voltou a ser anunciado, agora com produção da Netflix – após a desistência da Paramount. O filme está em desenvolvimento há uma década e chegou a marcar filmagens no ano passado, na fronteira tríplice do Brasil, Argentina e Paraguai. O projeto já teve inúmeros atores famosos ligados à sua produção e acabou fechando com Ben Affleck (“Liga da Justiça”) e Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) para os papéis principais. O elenco também inclui Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Adria Arjona (série “Emerald City”). Vale lembrar que, a certa altura de seu longo desenvolvimento, o longa esteve perto de ser estrelado por Johnny Depp, Will Smith e Tom Hanks. Uma configuração anterior ainda tinha Channing Tatum (“Magic Mike”), Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Mahershala Ali (“Moonlinght”) como protagonistas. Baseado num roteiro escrito por Mark Boal (“A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”), sobre as ligações do crime organizado e do terrorismo islâmico na América do Sul, o filme originalmente teria a direção de Kathryn Bigelow (também de “A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”), mas a demora em conseguir sinal verde fez a cineasta assumir outros compromissos. Com isso, o diretor J.C. Chandor (“O Ano Mais Violento”) ficou encarregado de comandar as filmagens e também trabalhou no aprimoramento do roteiro. A história agora se concentra em cinco amigos cujas lealdades são testadas, quando se juntam para derrubar um poderoso traficante da América do Sul, desencadeando conseqüências não intencionais. De acordo com informações da revista Empire, este novo rumo da trama teria sido o estopim da última implosão da produção. A reescrita não teria agradado a Hardy e Tatum, que optaram por deixar o longa a um mês do início previsto para as filmagens, em maio passado. A decisão dos atores fez a Paramount, que passava por um conturbado processo de transição de poder, desistir do projeto. Se ninguém desistir novamente em cima da hora, as filmagens devem finalmente começar já neste fim de semana, com locações no Havaí, Califórnia e Colômbia. O elenco, inclusive, já está ensaiando no Havaí. Ou seja, nada da tríplice fronteira real, embora o diretor sempre possam extrair imagens das “cataratas de Wakanda” e incluir na produção, para localizar o filme.

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    Diretora de Cinquenta Tons de Cinza completa elenco da adaptação de Um Milhão de Pedacinhos

    6 de fevereiro de 2018 /

    A cineasta Sam Taylor-Johnson completou o elenco de seu terceiro longa, “A Million Little Pieces”, que também será o primeiro após o sucesso – e as brigas de bastidores – de “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). O filme vai adaptar o livro “Um Milhão de Pedacinhos”, de James Frey (autor da sci-fi juvenil que virou o filme “Eu Sou o Número Quatro”), lançado no Brasil pela editora Objetiva. A trama narra uma suposta experiência real do escritor, ao acordar num avião com amnésia, todo machucado e sem lembrar onde esteve e nem para onde vai. Um apagão o fez esquecer o que lhe aconteceu nas duas últimas semanas, deixando-o sem carteira, sem dinheiro e sem emprego, e procurado pela polícia de três estados. Apesar desse começo, não se trata de um suspense. É um drama em que o protagonista ex-alcoólatra e viciado em crack luta para juntar os pedaços de sua vida destroçada, rejeitando a autopiedade, o cinismo e a indulgência em busca da reconstrução de si mesmo. Originalmente divulgado como livro de memórias, “Um Milhão de Pedacinhos” acabou sendo considerado obra de ficção inspirada por fatos reais, uma vez que personagens e situações descritas por Frey não existiram de verdade. O roteiro da adaptação foi escrito pela diretora e seu marido, o ator Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), que também vai estrelar o filme no pele de James Frey. O elenco ainda vai contar com Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Billy Bob Thornton (“Papai Noel às Avessas”), Carla Juri (“Blade Runner 2049”), Giovanni Ribisi (série “Sneaky Pete”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Juliette Lewis (série “Wayward Pines”) e Odessa Young (da sensação do Festival de Sundance 2018 “Assassination Nation”). Produção da Warner, o filme ainda não tem previsão de estreia.

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    Z – A Cidade Perdida é jornada exasperante de um Indiana Jones real

    8 de julho de 2017 /

    Para um filme de James Gray, “Z – A Cidade Perdida” é um pouco desapontador. Apesar de embutir um tema comum a outros títulos do diretor, a questão da fuga (ou tentativa de fuga) da família por parte do protagonista, visto de forma mais forte anteriormente em “Amantes” (2008), o longa avança na trilha da grandiloquência épica que “Era uma Vez em Nova York” (2013) já sinalizava, numa narrativa exasperante que visa engrandecer sua tragédia. “Z” gira em torno de um personagem real, Percy Fawcett (Charlie Hunnam, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), um coronel do exército britânico que desapareceu na selva amazônica nos anos 1920 à procura de uma cidade perdida, cuja descoberta renderia para ele e para o Império Britânico um feito glorioso. Anos antes, numa primeira expedição, ele quase morrera sob o ataque de uma tribo de índios canibais, mas conseguiu voltar para casa com seu fiel escudeiro Henry Costin (vivido por um irreconhecível Robert Pattinson). O retorno é curto e serve para incluir a presença de Sienna Miller como a esposa de Fawcett. Casada com um sujeito que vive perigosamente, enquanto ela cuida da casa e dos filhos, Sienna basicamente repete seu papel em “Sniper Americano” (2014), de Clint Eastwood, reforçando que costuma ser tão bela quanto esquecível. Por outro lado, o jovem Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta para o Lar”) está muito bem no papel do filho que tem ao mesmo tempo raiva do pai (por sua ausência) e grande admiração, inspirando-se a seguir seus passos como explorador. Sua passagem pelo filme é igualmente breve, mas muito mais marcante. Ainda mais porque ele entra em um momento em que a narrativa ameaça ficar enfadonha e sua chegada serve para dar um fôlego extra à reta final de um longa de 140 minutos de duração. Vale dizer que é melhor ver “Z” sem saber nada sobre a vida de Fawcett, até para aproveitar os momentos de surpresa, tensão e aventura que o filme proporciona. Mas a história desse Indiana Jones real surge na tela mais enfadonha do que poderia ser, o que faz com que “Z – A Cidade Perdida” seja o primeiro sinal de declínio na excelência mantida desde a primeira obra de Gray, “Fuga de Odessa”, no já distante ano de 1994.

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    Estreias: Fracasso épico do ano encontra o terror mais bem-sucedido nos cinemas brasileiros

    18 de maio de 2017 /

    Quatro novos cineastas brasileiros fazem suas estreias no cinema nesta quinta (18/5). Mas são os filmes americanos “Rei Arthur – A Lenda da Espada”, “Corra!” e “Antes que Eu Vá” que ganham lançamentos amplos no circuito. Destes, vale a pena ver “Corra!”. Dos outros, corra! O ator inglês Charlie Hunnam esteve no Brasil para promover seu “Rei Arthur” e deu um show de simpatia. Mas o filme é fraco, com muitos efeitos para compensar equívocos da premissa, que tenta fazer com Rei Arthur o que o diretor Guy Ritchie tinha feito anteriormente com “Sherlock Holmes” (2009). Assim, o futuro rei é apresentado como um rufião. Pior, um gângster medieval, que, após tirar a espada Excalibur da pedra, precisa provar a si mesmo o seu valor, antes de confrontar o rei usurpador para reivindicar seu trono. A avaliação do Rotten Tomatoes foi impiedosa: míseros 27% de aprovação. E o público norte-americano ecoou o desencanto nas bilheterias, ignorando a produção, orçada em US$ 175 milhões. É o maior fracasso de 2017. “Corra!” representa o oposto completo, um dos maiores sucessos do ano, com 99% de críticas positivas. Feito com orçamento de filme brasileiro, US$ 4,5 milhões, rendeu US$ 174 milhões e estabeleceu o recorde de maior arrecadação do gênero terror na América do Norte. O segredo foi misturar racismo numa história sinistra, que começa de forma romântica, num fim de semana em que a namorada de brancos ricos leva seu namorado negro para conhecer sua família numa casa de campo. Foi a estreia do comediante Jordan Peele como diretor e a repercussão já lhe rendeu inúmeros convites para novos trabalhos. “Antes que Eu Vá” é mais uma versão da trama de looping temporal de “Feitiço do Tempo” (1993), desta vez voltada para adolescentes. A ideia é exatamente a mesma, ainda que o roteiro, inspirado num best-seller infanto-juvenil, opte pela ausência de sutileza para explorar o moralismo inerente da situação: o dia se repete até a protagonista tomar decisões melhores, deixar de ser uma jovem cruel e progredir como pessoa antes de sua morte, que reinicia o looping. Com cara de filme de streaming, acabou passando em branco nos cinemas americanos, onde arrecadou míseros US$ 12 milhões – apesar de contar com 66% de aprovação da crítica. Outra história batida, moralista e melodramática, “Um Homem de Família” traz Gerard Butler (“Invasão a Londres”) como um capitalista que só percebe como negligencia sua família após o filho ser diagnosticado com uma doença fatal. Daí, óbvio, suas prioridades mudam da água para o vinho – uma descrição clichê para homenagear a produção, avaliada com inexoráveis 0% no Rotten Tomatoes. A programação inclui outro bom terror em circuito limitado. Trata-se de “O Rastro”, que também é a principal estreia nacional da semana. A produção investiu em acabamento caprichado e marketing, mas não conseguiu convencer os exibidores a abrir maior espaço nos cinemas lotados com blockbusters americanos. A trama combina assombração e o verdadeiro horror que é a saúde pública nacional. Envolve o fechamento de um hospital no Rio e acompanha o médico responsável por coordenar a transferência dos pacientes durante a noite. Quando uma paciente jovem desaparece, ele tenta localizá-la e acaba gradualmente engolido pelo prédio em condições precárias. Estreia de João Caetano Feyer (assistente de “Filme de Amor”) na direção de um longa-metragem, destaca em seu elenco Rafael Cardoso (novela “Sol Nascente”), Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”) e Alice Wegmann (“Tamo Junto”). “Entrelinhas” também marca a estreia de uma nova cineasta brasileira, Emilia Ferreira. O detalhe é que a mineira mora em Nova York, filmou em inglês a adaptação de um livro americano, com produtores americanos e atores americanos. Típico drama “cabeça”, acompanha o processo criativo de uma escritora que tenta materializar sua primeira peça de teatro, dividindo sua atenção entre o palco, a ficção e os relacionamentos de seu cotidiano. Ganha uma reduzidíssima estreia nacional, enquanto permanece inédito e sem previsão de lançamento nos Estados Unidos. A terceira cineasta estreante, Mônica Simões, chega às telas com o documentário “Um Casamento”, em que projeta uma história íntima: o casamento de seus pais, evocado com ajuda de um filme caseiro da ocasião, fotos e o depoimento de sua mãe. É bem melhor do que soa – e vale considerar que Naomi Kawase também começou registrando seu cotidiano familiar. Menor lançamento de todos, “Estamos Vivos”, de Filipe Codeço, assume o amadorismo em sua concepção, paradoxalmente ousada do ponto de vista formal. A trama gira em torno de um reencontro entre irmãos separados há muitos anos, registrado pela câmera de uma criança autista de oito anos, que gosta de ser o centro das atenções. O recurso da “câmera subjetiva”, geralmente usada em filmes de terror, acaba servindo perfeitamente ao drama, feito com baixíssimo orçamento e num único plano sequência. Claro que é preciso comprar a ideia de que um menino é capaz de manter enquadramento, conhecer profundidade de campo, fazer travelings, panorâmicas e perder pouco foco por 80 minutos de filmagem ininterrupta. Mas o verdadeiro cineasta atrás da câmera convence, apesar do roteiro culminar nas inevitáveis discussões histéricas que contrastam a opção estética com uma espécie de teatro filmado. Completa a programação o inevitável filme francês da semana, “Más Notícias para o Sr. Mars”, uma comédia absurda, em que uma espiral de eventos conspira para enlouquecer seu protagonista. A direção é de Dominik Moll (“O Monge”) e o Sr. Mars é vivido por François Damiens (“Os Cowboys”). Clique nos títulos destacados para assistir a todos os trailers das estreias da semana.

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  • Filme

    Charlie Hunnam defende seu Rei Arthur trambiqueiro em São Paulo

    15 de maio de 2017 /

    Protagonista de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, o inglês Charlie Hunnam está aproveitando o passeio por São Paulo, onde chegou no domingo (14/5). Fã de futebol, ele assistiu ao jogo entre Palmeiras e Vasco no Allianz Parque, um dia antes de falar com a imprensa sobre a produção, que fracassou em sua estreia nos Estados Unidos neste fim de semana. Na entrevista coletiva, ele não fugiu do roteiro básico de divulgação, dizendo-se fã das histórias do Rei Arthur e assumindo a responsabilidade da tentativa de atualizar o personagem para o público do século 21. Ao mesmo tempo, ele sabe qual é o melhor filme sobre Arthur já feito. Hunnam disse ter visto “Excalibur” (1981), de John Boorman, pelo menos 15 vezes na infância. Ele conta que foi justamente por isso que, ao saber da produção do novo filme, buscou encontrar o diretor Guy Ritchie para pedir o papel. “Eu não estava na lista inicial de potenciais atores”, revelou, considerando que o fato de ter interpretado papéis em produções norte-americanas, como a série “Sons of Anarchy”, pode ter feito as pessoas esquecerem que ele é um ator britânico. Segundo o ator, a intenção do novo filme era fazer o público sentir-se na pele de Arthur. “O que aconteceria se alguém descobrisse, amanhã, que é o rei da Inglaterra ou do Brasil?”. A ideia, explicou, era fugir da versão tradicional em que “um homem nobre segue em uma nobre jornada e vira um nobre rei”. “Acho que você tem uma responsabilidade maior se você vai contar uma história que já foi contada inúmeras vezes. Você precisa trazer algo único, tentar fazê-la original, nova e fresca, mas, ao mesmo tempo, fiel aos conceitos originais”, explicou. No filme dirigido por Guy Richie, Arthur é um jovem criado em um bordel, sem ter conhecimento de sua linhagem real. Seu pai, o verdadeiro rei, foi assassinado pelo tio Vortigern (Jude Law), que usurpa o trono de Camelot. E enquanto cresce, Arthur torna-se uma espécie de trambiqueiro valentão, que só toma conhecimento do passado ao ser intimado a tentar tirar a lendária espada Excalibur da rocha em que se encontra cravada, feito que só poderia ser realizado pelo rei legítimo. Esta parte da lenda, ao menos, foi mantida. Hunnam considera que sua versão do Rei Arthur seria capaz de render maior identificação entre as novas gerações que as adaptações clássicas. Mas não foi exatamente isso que se viu nos resultados das bilheterias – não apenas na América do Norte, onde o filme orçado em US$ 175 milhões implodiu com uma abertura de US$ 14,7 milhões, mas também no mercado internacional, rendendo pífios US$ 5 milhões na China. No Brasil, a estreia está marcada para quinta (18/5).

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  • Filme

    Rei Arthur: A Lenda da Espada ganha seis pôsteres de personagens

    10 de maio de 2017 /

    A Warner divulgou seis pôsteres chineses com os personagens de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. As artes destacam o jovem Arthur (Charlie Hunnam, da série “Sons of Anarchy”) retirando a espada Excalibur da pedra, o rei usurpador Vortigern (Jude Law, da série “Young Pope”) e os coadjuvantes vividos por Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Astrid Bergès-Frisbey (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) e Eric Bana (“Livrai-Nos do Mal”). Dirigido por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), o filme tem estreia marcada para 18 de maio no Brasil, uma semana após os EUA. E Charlie Hunnam virá ao Brasil – mais especificamente, a São Paulo – para falar com a imprensa e participar da pré-estreia nacional.

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    Rei Arthur: A Lenda da Espada ganha seis comerciais com muitas cenas inéditas

    3 de maio de 2017 /

    A Warner divulgou novos pôsteres e seis comerciais de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, com muitas cenas inéditas. As prévias deixam claro o antagonismo entre o príncipe das ruas Arthur (Charlie Hunnam, da série “Sons of Anarchy”) e o rei usurpador Vortigern (Jude Law, da série “Young Pope”), com direito a diversas cenas de luta, efeitos visuais deslumbrantes e o momento icônico em que o protagonista tira a espada Excalibur da pedra, cumprindo a profecia sobre o novo rei da Inglaterra. Dirigido por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), o filme inclui em seu elenco Astrid Bergès-Frisbey (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Eric Bana (“Livrai-Nos do Mal”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Annabelle Wallis (“Annabelle”), Katie McGrath (série “Supergirl”), Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) e o jogador de futebol David Beckham. Charlie Hunnam virá ao Brasil – mais especificamente, a São Paulo – para falar com a imprensa e participar da pré-estreia do filme, que tem estreia nacional marcada para 18 de maio, uma semana após os EUA.

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    Novos comerciais de Rei Arthur – A Lenda da Espada registram momento icônico

    23 de abril de 2017 /

    A Warner divulgou dois novos comerciais de “Rei Arthur – A Lenda da Espada”. Mesmo sem legendas, a prévia deixa claro o antagonismo entre o príncipe mendigo Arthur (Charlie Hunnam, da série “Sons of Anarchy”) e o rei usurpador Vortigern (Jude Law, da série “Young Pope”), com direito a diversas cenas de luta e o momento icônico em que o protagonista tira a espada Excalibur da pedra, cumprindo a profecia sobre o novo rei da Inglaterra. Dirigido por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), o filme inclui em seu elenco Astrid Bergès-Frisbey (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Eric Bana (“Livrai-Nos do Mal”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Annabelle Wallis (“Annabelle”), Katie McGrath (série “Supergirl”), Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) e o jogador de futebol David Beckham. Charlie Hunnam virá ao Brasil – mais especificamente, a São Paulo – para falar com a imprensa e participar da pré-estreia do filme, que tem estreia nacional marcada para 18 de maio, uma semana após os EUA.

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    Charlie Hunnam vem ao Brasil lançar a aventura Rei Arthur: A Lenda da Espada

    15 de abril de 2017 /

    A Warner Bros. Pictures anunciou que o ator Charlie Hunnam virá ao Brasil participar do lançamento da aventura “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, novo longa do diretor Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”). Ele virá a São Paulo para falar com a imprensa e participar da pré-estreia do filme, que estreia comercialmente em 18 de maio. As datas dos eventos ainda não foram oficializadas. O anúncio foi feito neste sábado (15/4) durante o painel da distribuidora na CCXP Tour Nordeste, que apesar do nome de agência de viagens é a Comic-Con de Recife. Aproveite e veja o trailer legendado mais recente do filme.

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