Fam: Série de comédia estrelada por Nina Dobrev ganha primeiras fotos
A rede CBS divulgou as primeiras fotos de “Fam”, série de comédia que marca a volta de Nina Dobrev à TV, após o final de “The Vampire Diaries”. “Fam” é diminutivo de “família”, e a série criada por Corinne Kingsbury (roteirista de “Newsroom”) gira em torno de duas irmãs adultas que voltam a viver sob o mesmo teto. A caçula Shannon (Odessa Adlon, da série “Nashville”) resolve se mudar para a casa da meia-irmã Clem (Dobrev), que mora com o noivo (Tone Bell, de “Disjointed”), para escapar de seu desastroso pai. E assim tira o sossego e a privacidade do casal. Não só isso. Quando a irmã se muda, o noivo descobre algumas verdades sobre Clem. Para começar, o pai dela está vivo, embora Clem diga para todos que ele morreu. Os dois não se veem há 10 anos, porque ela o considera uma grande vergonha. E graças à irmã, ela terá que lidar com a desconfiança de quem acreditou na sua mentira, sem contar com a possibilidade do pai aparecer em sua casa. Nina Dobrev saiu de “The Vampire Diaries” em 2015, durante a 6ª temporada da série, mas voltou para participar do episódio final no ano passado. Nos três anos em que ficou ausente da TV, ela equilibrou sucessos e fracasso no cinema, como, respectivamente, o filme de ação “xXx: Reativado” e o terror “Além da Morte”, ambos em 2017. Ela ainda tem quatro filmes em pós-produção. A série de comédia estreia na midseason, no começo de 2019 nos Estados Unidos.
Murphy Brown: Vídeo anuncia revival da série clássica como reação à eleição de Donald Trump
A rede CBS divulgou um vídeo de apresentação do revival de “Murphy Brown”, que atualiza o público sobre o que aconteceu com os antigos funcionários do programa de notícias (fictício) “FYI” nos últimos 20 anos, e como a eleição de Donald Trump para presidente virou catalisador para o reencontro da turma. Após os depoimentos dos personagens, o vídeo também relembra momentos clássicos da série original – destacando que já nos anos 1990 Murphy fazia piadas contra Trump. A série original foi exibida durante dez anos, de 1988 à 1998, acompanhando os bastidores de um telejornal, que tinha como estrela a jornalista celebridade Murphy Brown, uma ex-alcoólatra que se tornou mais ranzinza após passar por reabilitação. Assumidamente liberal, ela considerava o governo Bush seu maior inimigo, e quando não reclamava de tudo, tentava lidar com a família e problemas financeiros. Essa premissa acabou rendendo 17 troféus Emmy para a produção, tornando-a uma das séries mais premiadas da CBS. O revival está a cargo da criadora da atração, Diane English, e a produção contará com todo o elenco original, inclusive a estrela Candice Bergen, vencedora de cinco Emmys de Melhor Atriz de Série de Comédia pelo papel-título. Com ela, retornam Faith Ford (Corky Sherwood, na série), Joe Regalbuto (Frank Fontana), Grant Shaud (Miles Silverberg) e, segundo a prévia, até Dena Dietrich (Phyllis), que fez três participações na série. Além destes, há duas novas adições confirmadas: Nik Dodani (da série “Atypical”) como Pat Patel, um jovem que tem a responsabilidade de atualizar Murphy e a equipe do telejornal para as mídias sociais do século 21, e Jake McDorman (astro de “Limitless”) como o filho adulto da protagonista. Avery Brown era uma criança no final da série e será reintroduzido como um jornalista que segue os passos de sua mãe e se tornou muito parecido com ela, inclusive no espírito competitivo. Vale lembrar que o intérprete original do menino seguiu carreira de ator, mas os produtores não o convidaram para reprisar o papel porque seu tipo físico se tornou bem diferente do idealizado para o personagem. O Avery mais crescido da série foi vivido por ninguém menos que Haley Joel Osment, que após o fim de “Murphy Brown” foi ver gente morta em “O Sexto Sentido” (1999) e hoje em dia aparece gordinho e com indícios de calvície precoce em séries como “Arquivo X” e “Silicon Valley”. O revival vai estrear em setembro nos Estados Unidos.
Magnum: Remake da série dos anos 1980 ganha fotos e primeiro trailer
A rede CBS divulgou as primeiras fotos e o trailer do remake de “Magnum, P.I.”. E a nova versão não pode ser mais diferente da série original. Não é apenas Higgins que está irreconhecível, graças à mudança de sexo, mas o próprio Magnum parece sofrer de crise de identidade. A versão de 2018 é latina, não segue o figurino de camisas floridas e nem cultiva o bigodão clássico, que representava praticamente metade da personalidade do protagonista em 1980. A paisagem, porém, continua a fazer propaganda turística do Havaí, assim como permanece inalterado o marketing do carrão, sempre conversível, vermelho e da marca Ferrari. Jay Hernandez, intérprete do vilão El Diablo no filme do “Esquadrão Suicida”, vive a nova versão do detetive particular eternizado por Tom Selleck ao longo de oito temporadas de sucesso televisivo, enquanto a atriz galesa Perdita Weeks, que interpretou uma caçadora de vampiros na última temporada de “Penny Dreadful”, reinventa o papel de Higgins. Na nova versão, Jonatham Higgins, o personagem esnobe originalmente vivido por John Hillerman, virou Juliet Higgins ex-agente secreta do MI:6, que divide a ação com Magnum e mais dois coadjuvantes, vividos por Zachary Knighton (série “L.A. to Vegas”) e Stephen Hill (série “Boardwalk Empire”). Já a premissa segue próxima da criação de Donald P. Bellisario e Glen A. Larson. Assim como Selleck, Hernandez também será um ex-militar. Enquanto o primeiro Magnum era veterano da guerra da época, o conflito do Vietnã, seu substituto lutou no Afeganistão. Ao voltar, ele decide usar suas habilidades militares para se tornar um investigador particular, com a ajuda de outros veteranos. O remake de “Magnum” é o terceiro consecutivo desenvolvido por Peter Lenkov, responsável pelas voltas de “Hawaii Five-0” e “MacGyver”. Desta vez, ele assina o roteiro ao lado de Eric Guggenheim (“Desafio no Gelo”). Já as cenas de destruição de carros foram dirigidas por um especialista, Justin Lin, diretor da franquia “Velozes e Furiosos”. Ele também dirigiu o piloto do remake de “S.W.A.T.” no ano passado. A estreia do novo “Magnum” vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
F.B.I.: Nova série do criador de Law & Order ganha imagens e primeiro trailer
A rede CBS divulgou as primeiras fotos e o trailer de “F.B.I.”, nova série procedimental do veterano produtor Dick Wolf, criador das franquias “Law & Order” e “Chicago”. Cada episódio vai contar um caso diferente resolvido pela equipe de agentes federais da atração, e a prévia já mostra de forma rápida os clichês do primeiro, com a vantagem de chegar à resolução em 4 minutos. Apesar de seu destaque evidente no trailer, a atriz Connie Nielsen (a mãe da Mulher-Maravilha no cinema) não tem seu nome incluído entre os protagonistas apresentados no vídeo. A razão disso se deve à sua saída da produção, após a gravação do piloto. O papel da chefe dos protagonistas ainda não foi reescalado. Infelizmente, a saída de Connie Nielsen significa que o episódio inaugural, dirigido por Niels Arden Oplev (“Além da Morte”), precisará ser todo ou parcialmente regravado. Assim, o trailer pode não ser realmente representativo do tom da produção. Além disso, a perda da atriz mais famosa aumentou ainda mais o protagonismo de Missy Peregrim, que volta ao serviço policial após estrelar seis temporadas de “Rookie Blue”. Ao menos, acumulou experiência, porque não é mais uma novata, mas uma agente de campo. A ênfase dada a sua personagem no vídeo divulgado praticamente transforma todos os demais em coadjuvantes – vividos por Zeeko Zaki (série “Valor”), Jeremy Sisto (que chegou a estrelar a “clássica” “Law & Order”) e Ebonee Noel (série “Still Star-Crossed”). A estreia de “F.B.I.” vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
The Neighborhood: Série que junta astro de New Girl e “mãe” de Todo Mundo Odeia o Chris ganha primeiro trailer
A rede CBS divulgou as primeiras fotos e o trailer de “The Neighborhood”, série de comédia à moda antiga, que tem como premissa uma inversão de papéis. A prévia resume o conflito central, ao exibir a chegada de novos moradores num bairro de classe média habitado por famílias negras. O detalhe é que os Johnsons são brancos simpáticos, o que causa desgosto no patriarca da família da casa ao lado, Calvin, um negro orgulhoso de sua raça, mas, por outro lado, isso diverte seus filhos adultos, que veem no choque cultural uma chance de zoar o pai intransigente. Vale observar que as fotos divulgadas não trazem a família branca. É que o papel principal foi reescalado. Em vez do ator visto no trailer (Josh Lawson, de “House of Lies”), Dave Johnson será vivido por Max Greenfield (da série “New Girl”) nos episódios oficiais – o que significa que o primeiro capítulo precisará ser regravado. Ele se junta a Cedric the Entertainer (o barbeiro Eddie da trilogia “Um Salão do Barulho”), que vive Calvin, Tichina Arnold (a mãe de “Todo Mundo Odeia o Chris”), Sheaun McKinney (série “Vice Principals”), Dreama Walker (série “Apartment 23”) e Marcel Spears (série “The Mayor”). Gravada em estúdio diante de uma plateia, como as sitcoms clássicas, “The Neighborhood” foi criada por Jim Reynolds, roteirista de mais de 100 episódios de “The Big Bang Theory”, e teve seu piloto dirigido pelo veterano James Burrows, responsável por mais de 200 episódios de “Will & Grace”. A estreia vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
God Friended Me: Deus contata ateu por Facebook no trailer da nova série do astro de The Mayor
A rede CBS divulgou as primeiras fotos e o trailer de “God Friend Me”, série dramática, disfarçada de comédia, sobre um ateu militante que recebe um pedido de amizade de Deus no Facebook e tem a vida completamente alterada após aceitar o convite. A premissa do ateu escolhido para um destino divino já rendeu inúmeras séries, de “Eli Stone” à recentemente cancelada “Kevin (Probably) Saves the World”. Mas a prévia faz um bom trabalho em vender a ideia como se fosse novidade, em parte devido à atualização tecnológica da mensagem de Deus, mas também pela empatia do ator Brandon Micheal Hall, astro da também recentemente cancelada “The Mayor”. Na série, ele vive Miles, filho de um pastor que renega Deus após a morte de sua mãe. Para desgosto da família, Miles tem um programa de rádio que usa como plataforma para desacreditar religiosos. Por conta disso, ele acha que o pedido de amizade de Deus, em seu celular, é uma pegadinha. Mas aceitar o convite é apenas o começo de uma série de incidentes que o levam a salvar um desconhecido e fazer amizade com uma garota que nunca tinha visto na vida, e que se revela filha da enfermeira de seu parto. As muitas reviravoltas acabam colocando seu ceticismo em cheque. Além de Brandon Micheal Hall no papel principal, a produção também destaca o veterano Joe Morton (série “Eureka”) como o pai de Miles, Javicia Leslie (série “MacGyver”) como sua irmã, Violett Beane (a Jesse Quick de “The Flash”) como sua mais nova amiga, uma jornalista que o ajuda a tentar desvendar quem está por trás do misterioso perfil social de Deus, e Suraj Sharma (o Pi de “As Aventuras de Pi”) no papel de seu melhor amigo e hacker que se junta à missão. “God Friend Me” foi criada pela dupla Steven Lilien e Bryan Wynbrandt, criadores da série sci-fi “Alcatraz”, que teve vida curta, e produtores-roteiristas de “Hawaii 5-0” e “Gotham”. Eles produzem a série em parceria com o cineasta Marcus Siega (do cult “Garotas Malvadas”), que também dirigiu o piloto – seu segundo da temporada, incluindo “The Passage” na Fox. A estreia vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
Happy Together: Série de comédia inspirada e produzida pelo cantor Harry Styles ganha trailer
A rede CBS divulgou as primeiras fotos e o trailer de “Happy Together”, nova série de comédia que tem como produtor ninguém menos que o cantor Harry Styles (ele mesmo, visto no cinema em “Dunkirk”). A razão do envolvimento do ídolo musical britânico tem a ver com o tema da produção. A trama é inspirada pela vida real de Styles, que, nos primeiros anos da boy band One Direction, viveu na casa de seu amigo Ben Winston, que morava nos subúrbios de Londres com sua esposa. Winston, que atualmente é produtor-roteirista do programa “The Late Late Show with James Corden”, também terá crédito como produtor da atração. A história de como um cantor pop adolescente resolve se mudar inesperadamente para a casa de um casal de conhecidos foi transformada em série pela dupla Tim McAuliffe (roteirista de “The Last Man on Earth”) e Austen Earl (roteirista de “The Millers”). Perseguido por paparazzi após se separar da namorada atriz, o astro (fictício) Cooper resolve se esconder na casa de seu funcionário mais convencional: um contador, que, de uma hora para outra, vê sua rotina e seu relacionamento com a namorada atropelados pelo estilo de vida de um popstar. Peter, o contador, é vivido por Damon Wayans Jr. (série “New Girl”), a namorada Claire é interpretada por Amber Stevens West (das séries “Greek” e “Ghosted”) e o popstar Cooper por Felix Mallard (série “Neighbours”). O elenco ainda inclui Tim Meadows (série “The Goldbergs”), Stephnie Weir (série “Crazy Ex-Girlfriend”) e Chris Parnell (série “Grown-ish”). A estreia vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
Pauley Perrette afirma ter sido agredida e pressionada a não falar nada após sair de NCSI
A atriz Pauley Perrette publicou mensagens enigmáticas em seu Twitter, após sair da série “NCIS”. Os posts deixam no ar as razões que a levaram a abandonar a atração. Ao que parece, sua despedida da série não foi tão tranquila quanto parecia. Em seu Twitter, a atriz disse ter sido agredida várias vezes e pressionada a ficar em silêncio. “Eu me recusei a descer o nível, é por isso que nunca disse publicamente o que aconteceu. Mas há artigos de tabloides por aí contando mentiras sobre mim. Se você acredita nelas, por favor me deixe em paz. Você claramente não me conhece”, escreveu ela na primeira de quatro mensagens que começaram a ser postadas no último sábado (12/5). “Há uma máquina me mantendo em silêncio e alimentando histórias falsas sobre mim”, continuou Pauley, no segundo tuíte. “Uma máquina publicitária muito rica e poderosa. Sem moral, sem obrigação para com a verdade, e eu fico aí, lendo mentiras, tentando proteger a minha equipe, tentando permanecer calma. Ele fez isso”, completou ela, sem especificar quem seria o “ele” a quem ela se refere. O terceiro post sugeriu que a história por trás de seus comentários poderá em breve se tornar pública. “Talvez eu esteja errada por não revelar tudo, contar a história, a verdade. Eu sinto que tenho que proteger a minha equipe, empregos e tantas pessoas. Mas a que preço? Eu não sei. Saiba que eu estou tentando fazer a coisa certa, mas talvez ficar em silêncio não seja o certo quando há um crime”. Em seguida, ela abordou as agressões: “Eu tenho apoiado projetos antibullying desde sempre. Mas agora eu sei como é isso porque foi comigo. Se é na escola ou no trabalho, onde você pode recorrer? É horrível. Eu fui embora. Várias agressões físicas. Eu realmente entendo agora. Fiquem seguros. Nada vale mais do que a sua segurança. Conte a alguém”. Pauley Perrette se despediu oficialmente de “NCIS” no episódio que foi ao ar na TV americana na terça-feira passada, dia 8 de maio, após 15 anos vivendo a investigadora forense Abby Sciuto na série. O visual gótico da personagem era o principal diferencial da série, criada na esteira do sucesso de “CSI”, em 2003. Recentemente, a atriz foi eleita a intérprete mais querida da TV americana. “NCIS” foi renovada para sua 16ª temporada, que será a primeira sem a presença de Abby (Perrette). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN. I refused to go low, that's why I've never told publicly what happened. But there are tabloid articles out there that are telling total lies about me. If you believe them? Please leave me alone. You clearly don't know me. (Sorry guys, had to be said) — Pauley Perrette (@PauleyP) May 13, 2018 Maybe I'm wrong for not "spilling the beans" Telling the story, THE TRUTH. I feel I have to protect my crew, jobs and so many people. But at what cost? I.don't know. Just know, I'm trying to do the right thing, but maybe silence isn't the right thing about crime. I'm… Just… ? — Pauley Perrette (@PauleyP) May 13, 2018 There is a "machine' keeping me silent, and feeding FALSE stories about me. A very rich, very powerful publicity "machine". No morals, no obligation to truth, and I'm just left here, reading the lies, trying to protect my crew. Trying to remain calm. He did it. — Pauley Perrette (@PauleyP) May 13, 2018 I've been supporting ant-bullying programs forever. But now I KNOW because it was ME! If it's school or work, that you're required to go to? It's horrifying. I left. Multiple Physical Assaults. I REALLY get it now. Stay safe. Nothing is worth your safety. Tell someone. — Pauley Perrette (@PauleyP) May 13, 2018
Elementary é renovada para a 7ª temporada
A rede americana CBS anunciou a renovação de “Elementary” para sua 7ª temporada. A decisão surpreendeu os próprios produtores da atração, diante do cancelamento de inúmeras séries de maior audiência no canal nas últimas 24 horas. “Elementary” estreou sua 6ª temporada há duas semanas na TV americana, registrando 4,6 milhões de telespectadores e 0,6 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. O desempenho é muito pior que o de todas as demais séries canceladas pelo canal. “Scorpion”, por exemplo, tinha média de 5,2 milhões de telespectadores ao vivo e 0,8 na demo, enquanto “Wisdom of the Crowd” atingia 6,9 milhões e 0,9 ponto. Isto comprova que audiência é importante, mas não é o único fator que determina renovações de séries hoje em dia. No caso de “Elementary”, contou a seu favor o fator “casa”. A produção é da CBS Television, ou seja, do mesmo conglomerado, o que rende lucro para a empresa em licenciamentos, quando a série é negociada para outros canais e plataformas. E “Elementary” é um grande “player” no mercado internacional. Afinal, o negócio dos canais de TV não é realmente audiência, mas lucro, que pode vir atrelado à audiência, via contratos de publicidade – empresas buscam o público das séries mais assistidas – , mas também por meio de licenciamentos. Nos upfronts de 2016, o CEO da CBS, Les Moonves, apontou a série como um exemplo de bom negócio para o canal, dizendo que ela teria rendido US$ 80 milhões só de licenciamento para terceiros. Versão moderna de Sherlock Holmes, “Elementary” traz o ator Johnny Lee Miller (“Trainspotting”) como o personagem clássico de Arthur Conan Doyle, que se dedica a resolver crimes intrincados para a polícia de Nova York, como forma de lidar com seus vícios, na companhia da cuidadora contratada por seu pai, Joan Watson (vivida por Lucy Liu, de “Kill Bill”).
CBS oficializa o cancelamento de mais quatro séries
A rede CBS oficializou os cancelamentos das séries estreantes “9JKL”, “Me, Myself & I”, “Living Biblically” e “Wisdom of the Crowd”. Todas já se encontravam virtualmente canceladas, tendo sido retiradas da programação da estação. Metade teve sua exibição interrompida devido à baixa audiência. A outra metade simplesmente exibiu o que tinha em estoque, sem encomendas de capítulos adicionais – os chamados “back nine”, que completam uma temporada integral. Única atração dramática da lista, “Wisdom of the Crowd” tinha a maior audiência, com média de 6,9 milhões de telespectadores e 0,9 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Entretanto, teve contra si um escândalo sexual, após diversas denúncias contra seu astro, Jeremy Piven, por abusos cometidos na época da série “Entourage” (2004–2011), da HBO, trazidos à tona pelo movimento #MeToo. Três mulheres denunciaram comportamento inconveniente do ator. Duas delas afirmaram ter sido agredidas sexualmente quando figuraram em “Entourage”. A mais famosa, Cassidy Freeman (séries “Smallville” e Longmire”), ecoou as acusações em seu Instagram, sem dar maiores detalhes. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário brilhante do ramo de tecnologia (Piven), que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Ou seja, seguia uma fórmula que vem se provando fracassada, em que um milionário decide solucionar os problemas do mundo. Entre as produções recentes que partiram dessa premissa e foram canceladas na 1ª temporada estão “APB”, “Pure Genius” e “Proof”. Dentre as comédias, “9JKL”, vista por cerca de 5,2 milhões de telespectadores por episódio, só perdeu para “Inhumans”, da Marvel, a disputa da pior avaliação da temporada, com apenas 13% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “9JKL” era baseada na vida real do comediante Mark Feuerstein (protagonista da série “Royal Pains”), que criou a série com Dana Klein (criadora de “Friends with Better Lives”). A trama girava em torno de um ator de TV desempregado, que após o divórcio aceita morar de favor num apartamento vazio do prédio de sua família, ao lado dos pais e do irmão casado. A situação acomoda seus problemas financeiros, mas acaba com qualquer vestígio de sua privacidade. O elenco também incluía Linda Lavin (“Um Senhor Estagiário”), Elliott Gould (série “Ray Donovan”), David Walton (série “About a Boy”), Liza Lapira (série “Super Fun Night”) e Matt Murray (série “Kevin from Work”). “Living Biblically” teve o pior desempenho do quarteto, com média de 4,2 milhões de telespectadores, e foi arrancada da programação do canal após a exibição de apenas oito episódios. Criada por Patrick Walsh (roteirista-produtor de “2 Broke Girls”), a série era uma adaptação do livro de não-ficção de AJ Jacobs, em que um homem (Jay R. Ferguson, de “The Real O’Neals”) tentava viver de acordo com os ensinamentos da Bíblia numa cidade grande atual. Por fim, “Me, Myself & I” foi a que durou menos, saindo do ar após seis episódios e média de 4,9 milhões de telespectadores. Idealizada como um sitcom 3-em-1, sua trama era parte nostalgia, parte comédia familiar e parte história de recomeço. Para isso, acompanha a vida de um homem, Alex Riley, durante três fases diferentes de sua vida – a adolescência, a idade adulta e a terceira idade – , apresentadas de forma intercalada a cada episódio. A premissa era novidade na TV aberta americana. Geralmente, as produções do gênero se concentram nas memórias da infância de um narrador, como “Young Sheldon”, lançamento do mesmo canal, mas em “Me, Myself & I” o foco era bem mais abrangente. A prévia mostra uma relação de causa e efeito que perpassava as épocas abordadas, fazendo com que um evento de 1991 fosse relembrado em 2042 – sim, da nostalgia pulava para o futurismo sci-fi. Criada por Dan Kopelman (roteirista de “Malcolm” e “True Jackson”), a série era estrelada por Jack Dylan Grazer (do vindouro “It: A Coisa”), Bobby Moynihan (“Quando em Roma”) e John Larroquette (série “The Librarians”) como as versões jovem, adulta e idosa de Alex Riley.
Kevin Can Wait é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Kevin Can Wait”, após sua 2ª temporada. “Kevin Can Wait” marcava o retorno do ator Kevin James (“O Zelador Animal”) à televisão, nove anos após o final da série que o popularizou, “The King of Queens” (1998-2007). A reverência àquela série era tanta que a atração até passou por uma reestruturação em sua 2ª temporada para incluir a atriz Leah Remini e, assim, restabelecer o casal clássico de “The King of Queens”. Mas, para isso, os produtores precisaram “matar” a esposa do personagem de James na 1ª temporada, vivida por Erinn Hayes (de “Childrens Hospital”), o que acabou se provando uma medida extrema e responsável por afastar o público. A série perdeu mais de 1 milhão de telespectadores entre suas duas temporadas, desabando para mais de 2 milhões na reta final. O último episódio, exibido na segunda (7/5), foi assistido por 5,4 milhões de pessoas e registrou 1 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Criada pelo produtor-roteirista Barton Dean (“Newhart”), que não emplacava nenhum sucesso desde os anos 1990, em parceria com o próprio Kevin James, “Kevin Can Wait” era uma das sitcoms mais antiquadas da TV americana, gravada em palco e diante de uma claque, como ainda se fazia na época em que o ator esteve na TV pela última vez. O corte de “Kevin Can Wait” reflete a decisão da CBS de reinventar suas noites de segunda-feira, onde atinge suas piores audiências. Não por acaso, todas as séries que recebem más notícias do canal neste sábado (12/5) iam ao ar às segundas. A rede também cancelou “Scorpion” e “Superior Donuts”, que atingiam médias similares de publico.
Superior Donuts é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS cancelou a série de comédia “Superior Donuts” após sua 2ª temporada. A atração, que exibe seu último episódio na segunda (14/5), tinha 5 milhões de telespectadores e registrava 0,89 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. A série registrava a audiência mais baixa do canal nas noites de segunda, que a CBS pretende reinventar na próxima temporada. Por conta disso, a rede também cancelou “Scorpion”, que era exibida no mesmo dia – com média de 5,2 milhões de telespectadores ao vivo. Criada pelo trio Bob Daily, Garrett Donovan e Neil Goldman (que trabalharam juntos no remake de “The Odd Couple”), a série era baseada numa peça de Tracy Letts (“Álbum de Família”) e girava em torno do relacionamento do velho dono de uma pequena loja de donuts, inaugurada em 1969, e seu jovem empregado, que se define como artista empreendedor, num bairro alegre de Chicago. O veterano ator Judd Hirsch (da série clássica “Taxi”) e Jermaine Fowler (série “Crashing”) lideravam o elenco, que também incluía Katey Sagal (“Sons of Anarchy”), David Koechner (“The Office”), Maz Jobriani (“Better Off Ted”) e Rell Battle (“Euro Club”).
Scorpion é cancelada em sua 4ª temporada
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Scorpion”, após quatro temporadas. O programa vinha perdendo audiência nos últimos anos, o que levou a emissora a decretar seu fim. A 4ª temporada perdeu 2 milhões de telespectadores em relação à anterior. Mesmo assim, teve média de 5,2 milhões de telespectadores ao vivo. O problema foram os 0,8 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. O último episódio foi exibido em abril nos Estados Unidos e terminou com um cliffhanger. Ou seja, assim como “Lucifer”, a série ficou sem conclusão. Criada por Nick Santora (série “Breakout Kings”), a atração girava em torno do excêntrico gênio Walter O’Brien (Elyes Gabel, de “Guerra Mundial Z”) e sua rede internacional de supergênios, que formavam a última linha de defesa contra as ameaças terroristas da era moderna. A série foi criada por Nick Santora (roteirista da série “Prison Break”) e o elenco ainda contava com a cantora Katharine McPhee (série “Smash”). A série foi um dos últimos projetos desenvolvidos em parceria entre os produtores Alex Kurtzman e Roberto Orci. Agora, apenas “Hawaii 5-0” mantém a dupla intacta em seus créditos. Desde o rompimento, Kurtzman dirigiu o fracassado “A Múmia” e ajudou a criar “Star Trek: Discovery”, enquanto os projetos solos de Orci permanecem inéditos. Como curiosidade, “Scorpion” também tinha entre seus produtores Scooter Braun, o descobridor e empresário de Justin Bieber.












