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  • Música

    Paul Mescal estrela primeiro clipe com música do filme “Carmen”

    22 de abril de 2023 /

    O ator Paul Mescal (indicado ao Oscar por “Aftersun”) lançou o primeiro clipe musical de sua carreira. A música “Slip Away” faz parte do novo filme baseado no musical “Carmen”, produção da Sony que ele estrela. No clipe, o ator aparece cantando uma balada acústica num terreno baldio, possível cenário da produção. A produção é inspirada na famosa ópera do compositor francês Georges Bizet, lançada originalmente em 1875. O clipe também mostra a atualização da história, que não se passa na Sevilha do século 19, mas sim nos dias de hoje, na região fronteiriça entre os EUA e o México. A trama acompanha Carmen (Melissa Barrera, de “Pânico VI”), uma jovem mexicana que é forçada a fugir da sua casa após o assassinato da sua mãe. Ao fazer a travessia ilegal para os EUA, ela vê dois membros do seu grupo serem mortos por um guarda da fronteira. Mas é defendida por outro guarda (Paul Mescal) e os dois são forçados a escapar juntos. Eles se apaixonam em meio à fuga, enquanto são perseguidos pela polícia. O elenco ainda conta com Elsa Pataky (“Interceptor”), Rossy de Palma (“Julieta”), Tara Morice (“Vem Dançar Comigo”), Nicole da Silva (“Doctor Doctor”), Benedict Hardie (“O Homem Invisível”), Richard Brancatisano (“Lutando Pela Vida”), Pip Edwards (“Home and Away”). A direção é do dançarino Benjamin Millepied, marido de Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e responsável pelas coreografias de “Cisne Negro” (2010), que faz aqui a sua estreia como diretor de longa-metragem. “Carmen” chegou aos cinemas americanos na sexta (21/4), mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Paul Mescal vive romance perigoso no trailer de “Carmen”

    9 de março de 2023 /

    A Sony Pictures Classics divulgou o primeiro trailer e pôster de “Carmen”, filme baseado na famosa ópera do compositor francês Georges Bizet, lançada originalmente em 1875. A prévia destaca a atualização da história, que não se passa na Sevilha do século 19, mas sim nos dias de hoje, na região fronteiriça entre os EUA e o México. Apesar dessa atualização, o clima onírico das canções e danças se mantém no filme. A trama acompanha Carmen (Melissa Barrera, de “Pânico VI”), uma jovem mexicana que é forçada a fugir da sua casa após o assassinato da sua mãe. Ao fazer a travessia ilegal para os EUA, ela vê dois membros do seu grupo serem mortos por um guarda da fronteira. Mas é defendida por outro guarda (Paul Mescal, de “Aftersun”) e os dois são forçados a escapar juntos. Eles se apaixonam em meio à fuga, enquanto são perseguidos pela polícia. O elenco ainda conta com Elsa Pataky (“Interceptor”), Rossy de Palma (“Julieta”), Tara Morice (“Vem Dançar Comigo”), Nicole da Silva (“Doctor Doctor”), Benedict Hardie (“O Homem Invisível”), Richard Brancatisano (“Lutando Pela Vida”), Pip Edwards (“Home and Away”). A direção é do dançarino Benjamin Millepied, marido de Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e responsável pelas coreografias de “Cisne Negro” (2010), que faz aqui a sua estreia como diretor de longa-metragem. “Carmen” chega aos cinemas americanos em 21 de abril, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Etc,  Filme

    Carlos Saura, um dos maiores cineastas da Espanha, morre aos 91 anos

    10 de fevereiro de 2023 /

    O cineasta espanhol Carlos Saura, responsável por filmes conceituados como “Cria Corvos” (1976) e “Carmen” (1983), morreu nessa sexta-feira (10/2) de problemas respiratórios na sua casa na Espanha, aos 91 anos. Ele já estava com a saúde debilitada há algum tempo. No ano passado, Saura teve um AVC e, em outro momento, sofreu uma queda. Esses dois incidentes contribuíram para a deterioração do seu estado de saúde. Com mais de 50 trabalhos no seu currículo, Saura era considerado um dos principais cineastas espanhóis, ao lado de grandes nomes como Luis Buñuel e Pedro Almodóvar. Nascido em 4 de janeiro de 1932, em Huesca, no nordeste da Espanha, Saura tinha apenas quatro anos quando a Guerra Civil Espanhola estourou em 1936, e sua infância foi impactada pela conflito. Anos mais tarde, ele ganharia sua reputação como um crítico do regime de Franco. Mas não tratava dessa temática de maneira direta. Em vez disso, usava alegorias em seus filmes para se esquivar da censura. Saura começou a sua carreira no cinema na década de 1950, realizando curtas-metragens. Sua estreia no comando de um longa-metragem aconteceu em 1960, quando ele dirigiu “The Delinquents”, selecionado para o Festival de Cannes. Ele ficou conhecido internacionalmente com “A Caça” (1966), vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. O filme abordou o legado da Guerra Civil Espanhola por meio da história de três veteranos que relembram suas experiências durante uma viagem que fazem para caçar coelhos. A partir daí, Saura se tornou uma presença frequente no festival alemão, vencendo o Urso de Prata novamente no ano seguinte, pelo suspense hitchcockiano “Peppermint Frappé” (1967), e o Urso de Ouro com “Depressa, Depressa” (1981), trama criminal de delinquentes juvenis. Mas foi o Festival de Cannes que consagrou um dos seus trabalhos mais conhecidos, “Cria Corvos” (1976), que conta a história de uma mulher que acredita ter sido a causadora da morte do seu pai, um militar franquista, por meio de um estranho poder. O filme venceu o prêmio do júri no festival francês. Com uma filmografia repleta de clássicos, ele também dirigiu o drama “O Jardim das Delícias” (1970), o gótico “Ana e os Lobos” (1973), o nostálgico “A Prima Angélica” (1974), a comédia fantasiosa “Mamãe Faz 100 Anos” (1979), e a partir dos anos 1980 se especializou em musicais com coreografia e iconografia ibérica e latina-americana. Foram nada menos que 11 obras do gênero, entre dramatizações e documentários: “Bodas de Sangue” (1981), “Carmen” (1983), “Amor Bruxo” (1986), “Sevillanas” (1992), “Tango” (1998), “Salomé” (2002), “Fados” (2007), “Flamenco Flamenco” (2010), “Argentina” (2015), “Jota de Saura” (2016) e “El Rey de Todo el Mundo” (2021). Ativo ao longo das décadas, ele também filmou o épico “El Dorado” (1988), os policiais “Taxi” (1996) e “O Sétimo Dia” (2004), a cinebiografia “Goya” (1999) e a homenagem ao surrealismo espanhol “Buñuel E a Mesa do Rei Salomão” (2001). Seu último longa foi o documentário “Las Paredes Hablan” (2022), sobre a história da arte. “Tive sorte na vida fazendo aquilo que mais me atraía: dirigi cinema, teatro, ópera e desenhei e pintei a minha vida toda”, disse ele, em 2020, em entrevista ao jornal El País. E se definiu como “um ser de sorte, que dirigiu uns 50 filmes e fez os filmes que quis. E isso é um milagre.” Ao anunciar a morte do Saura, a Academia Espanhola de Cinema descreveu-o como “um dos cineastas mais importantes da história do cinema espanhol”. Ele receberia, neste sábado (11/2), um prêmio Goya de honra, que assim se torna um prêmio póstumo.

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  • Etc,  TV

    Beatriz Segall (1926 – 2018)

    5 de setembro de 2018 /

    A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5/9), aos 92 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em consequência de problemas respiratórios. Ela marcou a história da TV brasileira com uma das maiores vilãs já vistas numa novela, Odete Roitman, a personagem mesquinha, vaidosa e arrogante de “Vale Tudo” (1988), principal sucesso de sua carreira – e de todos os envolvidos na produção, inclusive o autor Gilberto Braga. Mas para chegar lá, teve que lutar contra a própria família, que não queria vê-la seguir carreira de atriz. Fazer teatro nos anos 1950 era algo mal visto para mocinhas da classe média como Beatriz de Toledo, seu nome de batismo. Ela só virou Beatriz Segall após se destacar na companhia teatral Os Artistas Unidos, da atriz francesa Henriette Morineau, receber uma bolsa do governo francês para cursar língua e teatro na Sorbonne, em Paris, e lá conhecer, se apaixonar e se casar com Mauricio Segall, filho do famoso pintor Lasar Segall. O casamento aconteceu em 1954 e também a transformou em mãe de três filhos, entre eles o diretor de cinema Sérgio Toledo (que fez “Vera”, longa de 1986 que valeu a uma estreante Ana Beatriz Nogueira o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim). A maternidade afastou-a da carreira artística até 1964, quando substituiu Henriette Morineau em “Andorra”, do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. O acirramento trazido pelo golpe militar no período fez com que o teatro se tornasse uma opção de vida, inspirando o projeto de reerguer, ao lado do marido, o Theatro São Pedro, em São Paulo. Mas a preferência por peças de teor político acabou colocando os Segall na lista daqueles considerados subversivos, o que culminou na prisão e tortura de Mauricio em 1970, supostamente por sua ligação com a ANL, grupo que aderiu à luta armada contra o regime militar. Com a carreira voltada ao teatro e pouca experiência em cinema (onde estreou em 1951, em “A Beleza do Diabo”, do francês Romain Lesage), Beatriz teve sua trajetória completamente alterada ao ser escalada para a primeira novela das 20h de Gilberto Braga. Ao viver a Celina de “Dancin Days” (1978), ela conheceu o sucesso de massa e reinventou sua trajetória como estrela da Globo. “Até fazer ‘Dancin Days’, eu execrava televisão. Achava tudo muito pobre, sem recursos. A partir de ‘Dancin Days’ me dei conta de que não podia mais ignorar o veículo, a TV tinha melhorado muito”, comentou dez anos depois, em entrevista ao jornal O Globo. A partir do verdadeiro fenômeno cultural que foi “Dancin Days”, influenciando música, moda e comportamento, Beatriz passou a emendar uma novela atrás da outra. Seguiram-se papéis em “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980), “Sol de Verão” (1982), “Champagne” (1983), “Carmen” (1987), “Barriga de Aluguel” (1990), “De Corpo e Alma” (1992), “Sonho Meu” (1993) e “Anjo Mau” (1997), além de, claro, a famosa Odete Roitman de “Vale Tudo” (1988). A vilã virou ícone por representar o desprezo da elite contra os mais pobres. Mas apesar das maldades, Beatriz adorava as frases escritas por Gilberto Braga, em que destilava também algumas verdades sobre o país. “A Odete diz coisas que são consideradas impatrióticas, mas que são verdades”, disse na época, na entrevista já citada. “Isso provoca alguns tipos de ações ou reações”, acrescentou, explicando que, por causa disso, “todo mundo se envolveu muito com a Odete Roitman”. Mas a maldita era tão odiada que acabou assassinada na trama. No entanto, isto só ajudou a entronizá-la no inconsciente coletivo nacional. O mistério noveleiro em torno de quem matou Odete Roitman chegou a parar o Brasil. O sucesso na TV lhe deu grande visibilidade. Até a filmografia curta deu uma espichada, e com papéis em filmes históricos como “Os Amantes da Chuva” (1979), de Roberto Santos, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi. O ritmo de trabalho só foi diminuir nos anos 2000, quando o hiato entre as novelas aumentou e ela se dedicou cada vez mais ao teatro. Mesmo assim, fez “O Clone” (2001), “Esperança” (2002), “Bicho do Mato (2006) e “Lado a Lado” (2012), além dos filmes “Desmundo” (2002) e “Família Vende Tudo” (2011), ambos de Alain Fresnot. Em 2013, a atriz caiu em um buraco em uma calçada do bairro da Gávea, no Rio, machucando-se seriamente. Na ocasião, ela chegou a receber uma ligação e um pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes. Mas isso impactou sua carreira e ela só foi voltar a interpretar um último papel dramático na TV em 2015, no primeiro episódio da série “Os Experientes”, da Globo. Apesar da saída de cena definitiva, Beatriz continua no ar até hoje, eternizada como Odete Roitman pelo canal pago Viva, que está reprisando “Vale Tudo”. E não só a personagem, como a própria trama da novela permanece assustadoramente atual. Passados 30 anos, o Brasil ainda mostra a mesma cara de 1988. Aguinaldo Silva, que ajudou a escrever “Vale Tudo”, despediu-se da amiga com uma reflexão, em depoimento para O Globo. “Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odete Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível.

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