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  • Filme

    James Earl Jones, voz marcante de Darth Vader e Mufasa, morre aos 93 anos

    9 de setembro de 2024 /

    O ator, que superou a gagueira na infância para se tornar uma das vozes mais marcantes da história do cinema, deixou um grande legado no teatro, cinema e televisão

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  • Filme

    Ray Liotta (1954–2022)

    26 de maio de 2022 /

    O ator Ray Liotta, que estrelou o clássico “Os Bons Companheiros”, morreu nesta quinta (26/5) aos 67 anos. Ele faleceu enquanto dormia, na República Dominicana, onde estava filmando o longa “Dangerous Waters”. Vindo da TV, onde participou de novela e séries, Liotta chamou atenção ao aparecer em seu primeiro papel importante no cinema, no filme “Totalmente Selvagem” (1986), de Jonathan Demme, como um psicopata que mudava o tom da trama na parte final da projeção. O papel lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Apesar da repercussão, o ator levou mais três anos para emplacar outro coadjuvante importante: o espírito do jogador de beisebol “Shoeless” Joe Jackson em “Campo dos Sonhos” (1989), de Phil Alden Robinson. Sucesso de bilheteria e cultuado por americanos fãs de esportes, “Campo dos Sonhos” colocou Liotta no radar de Martin Scorsese, que o escalou em “Os Bons Companheiros” (1990), ao lado de Robert De Niro e Joe Pesci. Estrelar “Os Bons Companheiros” mudou a trajetória do ator. A interpretação do gângster acuado Henry Hill, que aceita entregar os parceiros, deu a Liotta mais que o esperado protagonismo. Ao integrar um dos melhores filmes de um dos melhores diretores de todos os tempos, ele conquistou a admiração da crítica e da indústria, e todas as portas se abriram. As ofertas começaram a se acumular. De ator que coadjuvava um longa a cada dois anos, ele passou a estrelar três por ano, com seu nome em destaque nos cartazes. Mas a quantidade não refletiu qualidade, o que o levou a produções cada vez menos indicadas pela crítica, como o thriller “Obsessão Fatal” (1992), a sci-fi de baixo orçamento “Fuga de Absolom” (1994), a comédia “Corina, uma Babá Perfeita” (1994), a aventura da Disney “Operação Dumbo” (1995) e vários filmes pouco recomendáveis. Entretanto, no meio de produções descartáveis, ele voltou a lembrar que era capaz de muito mais com sua participação em “Cop Land: A Cidade dos Tiras” (1997), que estabeleceu a carreira do diretor James Mangold. Foi um lembrete de seu talento, que o reaproximou dos grandes cineastas, como Paul Schrader, velho parceiro de Scorsese, que o escalou em “Marcas da Vingança” (1999), e Ridley Scott, que o incluiu em “Hannibal” (2000), a continuação de “O Silêncio dos Inocentes” (1991). Neste período, Liotta se especializou em produções criminais, atuando em obras consagradas pela crítica como “Profissão de Risco” (2001), último filme do diretor Ted Demme, e “Narc” (2002), responsável por colocar o diretor-roteirista Joe Carnahan no radar. Ele acertou o rumo e contracenou com Denzel Washington em “Um Ato de Coragem” (2002), de Nick Cassavetes, voltou a trabalhar com Mangold no cultuado suspense “Identidade” (2003), fez o thriller “Revólver” (2005), de Guy Ritchie, e uma nova parceria com Carnahan em “A Última Cartada” (2006), antes de zoar a sua fama de durão na comédia blockbuster “Motoqueiros Selvagens” (2007). Daí pra frente, ficou mais difícil manter a seletividade, porque Liotta fez mais filmes nos últimos 15 anos que em todos os 25 anos anteriores de sua carreira, incluindo nesse período duas séries de TV, o suspense “Smith” (2006-2007) e o policial “Shades of Blue” (2016-2018), além de ter se destacado numa participação especial de “Plantão Médico” (E.R.), que lhe rendeu um troféu Emmy. Depois do policial “Território Restrito” (2009), com Harrison Ford, e a comédia “O Segurança Fora de Controle” (2009), com Seth Rogen, ele passou a acumular thrillers para o mercado de vídeo. Fez dezenas num período muito curto, mas ainda assim conseguiu encaixar bons projetos na agenda, como “O Lugar Onde Tudo Termina” (2012), com Ryan Gosling, “O Homem da Máfia” (2012), com Brad Pitt, a adaptação de quadrinhos “Sin City: A Dama Fatal” (2014), “O Mensageiro” (2014), com Jeremy Renner, e o premiado “História de um Casamento” (2019), com Adam Driver e Scarlett Johansson. No ano passado, ele lançou mais dois filmes elogiados: “Os Muitos Santos de Newark”, que serviu de prólogo para a série “Família Soprano”, e “Nem um Passo em Falso”, trama noir de Steven Soderbergh. Ele ainda apareceu na temporada final da série de ação “Hanna” e gravou todos os episódios do drama prisional “Black Bird”, produção ainda inédita da Apple TV+, além de ter finalizado dois filmes: a comédia “El Tonto”, primeiro longa dirigido pelo comediante Charlie Day, e o suspense “Cocaine Bear”, dirigido por Elizabeth Banks – ambos sem previsão de estreia. Por se manter extremamente ativo e em demanda, a morte do ator surpreendeu Hollywood, gerando várias manifestações nas redes sociais. Lorraine Bracco, que atuou com Liotta em “Os Bons Companheiros”, foi uma das mais comovidas. “Estou totalmente destroçada ao ouvir esta terrível notícia sobre o meu Ray. Eu posso estar em qualquer lugar do mundo e as pessoas vêm e me dizem que seu filme favorito é ‘Os Bons Companheiros’. Então eles sempre perguntam qual foi a melhor parte de fazer aquele filme. Minha resposta sempre foi a mesma… Ray Liotta”, ela escreveu. O cineasta James Mangold, que o comandou em longas que impulsionaram sua carreira, escreveu: “Chocado e triste ao saber da morte de Ray Liotta. Além do exterior durão e das emoções fortemente feridas de seus personagens, ele era um colaborador doce, brincalhão e apaixonado e um ator brilhante”. Alessandro Nivola, que trabalhou com o ator no recente “Os Muitos Santos de Newark”, também lamentou. “Eu me sinto tão sortudo por ter enfrentado essa lenda em um de seus papéis finais. As cenas que fizemos juntos estão entre os destaques de todos os tempos da minha carreira de ator. Ele era perigoso, imprevisível, hilário e generoso com seus elogios a outros atores.”

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  • Etc,  Filme

    Art LaFleur (1943–2021)

    20 de novembro de 2021 /

    O ator Art LaFleur, mais conhecido por interpretar o astro do beisebol Babe Ruth em “Se Brincar o Bicho Morde” (1993), morreu na quarta-feira (17/11) aos 78 anos, após uma batalha de uma década contra a doença de Parkinson. Ele iniciou sua longa trajetória tardiamente. Tinha mais de 30 anos de idade quando se destacou na premiada minissérie baseada no filme “A um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity), que rendeu o Globo de Ouro para a veterana Natalie Wood e também deslanchou a carreira de Kim Basinger em 1979. LaFleur ainda participou de dezenas de séries populares, como “As Panteras”, “M*A*S*H”, “Lou Grant”, “O Incrível Hulk”, “Esquadrão Classe A”, “Chumbo Grosso”, “Contos da Cripta”, “S.O.S. Malibu”, “Maré Alta”, “Plantão Médico”, “Malcolm”, “JAG”, “House”, etc. Mas sempre em apenas um capítulo, como convidado especial. Por outro lado, conquistou papéis memoráveis no cinema, indo de fã de beisebol em “Sonhando com a Fama” (1982), de Herbert Ross, ao papel de outro jogador clássico do esporte, Chick Gandil, no cultuado “Campo dos Sonhos” (1989), de Phil Alden Robinson. Também foi um agente da CIA na comédia “O Homem do Sapato Vermelho” (1985), um militar em guerra contra alienígenas em “Patrulheiros do Espaço” (1985), o chefe da polícia em “Stallone: Cobra” (1986), uma vítima de “A Bolha Assassina” (1988), parceiro de Mel Gibson e Robert Downey Jr. em “Air America: Loucos pelo Perigo” (1990), sem esquecer o papel de Fada do Dente em “Meu Papai é Noel 3” (2006), entre vários outros créditos de sua vasta filmografia.

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  • Série

    Filme “Campo dos Sonhos” vai virar série do criador de “Brooklyn Nine-Nine”

    17 de agosto de 2021 /

    O produtor-roteirista Michael Schur, responsável por sucessos televisivos como “Parks and Recreation”, “Brooklyn Nine-Nine” e “The Good Place”, está desenvolvendo uma série baseada em “Campo dos Sonhos”, filme de 1989 estrelado por Kevin Costner. A série foi oficializada em comunicado da plataforma de streaming Peacock. “Ao longo dos anos, ‘Campo dos Anos’ continuou um favorito do público e manteve seu lugar por direito na história”, disse Lisa Katz, presidente de televisão e streaming da NBCUniversal, dona da Peacock e dos direitos do longa. “É extravagante e pé-no-chão, um lugar que [Schur] se destaca, e estamos animados para trazer uma nova versão deste clássico para a Peacock”. “Campo dos Sonhos” foi inspirado no livro “Shoeless Joe”, de W. P. Kinsella, e conta a história de um fazendeiro de milho de Iowa, que ao ouvir vozes do milharal as interpreta como uma ordem para construir um estádio de beisebol em seus campos. Assim que ele o completa, recebe uma visita dos fantasmas do time do Chicago White Sox de 1919. Escrito e dirigido por Phil Alden Robinson, o longa virou febre nos EUA e cravou a frase “Se você construir, eles virão” na cultura pop moderna. Também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Mas teve repercussão bem menor no resto do mundo, devido à especificidade de sua temática esportiva. A versão seriada de “Campo dos Sonhos” ainda não tem previsão para estrear. Lembre abaixo o trailer do longa original.

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