Julia Dalavia grava suspense sobrenatural da Globoplay
A atriz Julia Dalavia, que fez sucesso como a Guta de “Pantanal”, vai interpretar uma policial em “Reencarne”, nova série de temática sobrenatural na plataforma Globoplay. Durante uma missão, seu companheiro de trabalho, vivido por Pedro Caetano, morre. E então seu espírito reencarna na personagem de Julia. A temática da troca de corpos geralmente é usada em comédias, mas a série será um suspense espírita. Apesar disso, não faltará o tradicional triângulo amoroso, desta vez complicado pelo detalhe de Julia viver um homem em corpo feminino. Os outros vértices serão vividos por Isabél Zuaa (“As Boas Maneiras”) e o ator ator luso-guineense Welket Bunguê (“Berlin Alexanderplatz”). A 1ª temporada de dez episódios já começou a ser gravada em Goiânia. Escrita por Igor Verde (“Falas Negras”), Amanda Jordão, Elísio Lopes Jr. (“Amor perfeito”), Juan Jullian e Flávia Lacerda (“Medida Provisória”), a série tem direção de Bruno Safadi (“Aruanas”).
Leandra Leal vai estrelar, produzir e dirigir nova série da Globoplay
A atriz Leandra Leal vai se multiplicar na frente e atrás das câmeras em “A Vida pela Frente”, nova série que irá ao ar na plataforma Globoplay e no canal pago GNT. Ela é uma das criadoras e produtoras da atração, desenvolvida por sua empresa, Daza Filmes, e ainda vai dirigir episódios e ter um papel importante, como mãe de um dos adolescentes protagonistas. A produção vai abordar um tema polêmico, a saúde mental de adolescentes, e atualmente busca intérpretes para os seis papéis principais. A equipe quer lançar talentos. As gravações terão início no ano que vem e, segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, já há previsão de uma 2ª temporada. Os primeiros 10 episódios vão mostrar os jovens se preparando para o vestibular, no fim dos anos 1990, quando uma das meninas do grupo comete suicídio. A ideia é que, na continuação, os amigos já estejam na universidade, lidando com o luto – e o monstro Pennywise (brincadeira sobre a estrutura de duas partes, similar a “It – A Coisa”). Além de Leandra, a série terá direção de Bruno Safadi (que trabalha com a atriz em “Aruanas”) e roteiro a cargo de Lucas Paraizo (de “Sob Pressão”).
Festival Cine-PE completa 20 anos valorizando o cinema brasileiro
O Festival Cine-PE completa 20 anos de existência numa época de bastante valorização do cinema pernambucano, um dos mais efervescentes e criativos da nova safra autoral brasileira. A mais recente consagração foi a inclusão de “Aquarius”, novo filme de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”), na mostra competitiva do Festival de Cannes. A fase de reconhecimento global ao cinema brasileiro teve uma consequência bem-vinda no festival pernambucano, que parece ter abandonado sua desfocada pretensão de virar um evento internacional, passando a valorizar o que fez de melhor em suas duas décadas de existência: lançar novos clássicos nacionais. A crise econômica (a questão cambial) também ajudou na composição das mostras, que voltam a ser exclusivas de filmes brasileiros. São três mostras competitivas: uma de longas, outra de curtas e uma terceira de curtas do estado de Pernambuco. Debates e workshops também entram na programação, que ainda presta homenagem às carreiras do ator Jonas Bloch (“Amarelo Manga”) e da atriz-cineasta Carla Camurati (“Carlota Joaquina: Princesa do Brazil”). Mesmo com a exclusão de filmes internacionais, a mostra competitiva de longas permanece bastante enxuta, com apenas seis títulos, mas, paradoxalmente, eclética ao extremo, incluindo na mesma seleção um filme alegórico de cineasta da velha guarda, um documentário sobre forró e uma animação infantil. A disputa começa com a exibição de “Por Trás do Céu”, do paulista Caio Sóh, diretor de “Teus Olhos Meus” (vencedor do prêmio do público da Mostra de São Paulo de 2011) e marido da protagonista, a atriz Nathalia Dill (“Paraísos Artificiais”). Filme encantado pelo céu azul nordestino, foi rodado no Cariri paraibano, a “Roliúde Nordestina”, onde se passaram clássicos como “São Jerônimo” (1999), de Júlio Bressane, “O Auto da Compadecida” (2000), de Guel Arraes, e “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes. A mencionada projeção internacional se reflete na exibição da comédia “O Prefeito”, de Bruno Safadi (“Éden”), sobre um prefeito fictício (Nizo Neto) que quer a independência do Rio. O filme integra uma quadrologia (com obras de outros cineastas) que foi lançada no Festival de Locarno no ano passado. Um dos filmes mais esperados da competição é “Guerra do Paraguay”, do mítico Luiz Rosemberg Filho, lenda-viva do chamado Cinema de Invenção, que interrompeu um longo hiato com “Dois Casamento$”, seu filme mais pop, lançado em apenas duas salas em 2015. Na ocasião, comparou a burocracia da Ancine à ditadura que o censurava nos anos 1970. Sua nova obra é uma crítica alegórica ao fascismo, contada em tom de fábula. Com apelo mais popular, o documentário “Danado de Bom”, de Deby Brennand, celebra o forró, ao relembrar a carreira musical de João Silva, grande parceiro de Luiz Gonzaga. O filme da cineasta pernambucana já foi exibido no festival É Tudo Verdade, no mês passado. Voltado ao público infantil, a animação “As Aventuras do Pequeno Colombo”, de Rodrigo Gava (“Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo”), contrasta com a seriedade da seleção, acompanhando uma aventura do jovem Chris (Christóvão Colombo) e seus amigos Leo (Leonardo da Vinci) e Lisa (Monalisa) em busca dos tesouros da lendária Ilha de Hi-Brasil. Assumidamente comercial, a produção já assegurou sua estreia no circuito em dezembro. Completa a programação “Leste Oeste”, primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta Rodrigo Grota, que envolve pilotos de corridas e parece ter sido rodado em outro país, onde há neblinas e manhãs frias. Antítese do cenário ensolarado das demais obras selecionadas, foi filmado em Londrina, na “república” do Paraná.


