Diretor dos péssimos X-Men: O Confronto Final e Hércules reclama da classificação do Rotten Tomatoes
O diretor e produtor Brett Ratner, que é um dos cineastas mais lamentados pela crítica dos EUA, resolveu reclamar do site Rottent Tomatoes, responsável por compilar resenhas e divulgar percentagens sobre as avaliações de filmes, baseadas na média das opiniões da imprensa em língua inglesa. Curiosamente, ele não lamentou a nota recebida pelos péssimos “X-Men: O Confronto Final” (2006) e “Hércules” (2014), que dirigiu, mas sim o resultado de um longa que financiou, por meio de sua produtora RatPac-Dune Entertainment, “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”. Usando o exemplo deste longa, Ratner alegou que o site está “destruindo” o negócio do cinema por “distrair o espectador da arte da crítica cinematográfica”. “A pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o ‘Rotten Tomatoes'”, disse ele à revista Entertainment Weekly. “Acho que é a destruição do nosso negócio. Eu tenho tanta admiração e respeito pela crítica de filmes. Quando eu estava crescendo, a crítica era uma verdadeira arte. Havia inteligência nela. Você lia as resenhas de Pauline Kael (1919-2001) e alguns outros, e isso não existe mais”. “Agora é só sobre um número. Um número composto por positivos e negativos. Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do ‘Rotten Tomatoes’ foi muito baixa no ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem sucedido”, justificou. Ratner alegou que a cotação de apenas 23% de “Batman vs Superman” no Rotten Tomatoes deu aos fãs “uma impressão errada” sobre o longa. “Batman vs Superman” foi, como lembrou o diretor, muito bem-sucedido financeiramente, ao fazer US$ 873 milhões em todo o mundo. Mas também extremamente mal-sucedido como produto cinematográfico, levando não apenas a avaliação de 23% no Rotten Tomatoes, como ainda quatro troféus Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano no cinema. “‘Batman vs Superman’ é um filme cansativo, mal-humorado e demasiado preguiçoso”, escreveu Anthony Lane, da revista New Yorker, cuja crítica está linkada no Rotten Tomatoes. “Um filme subdesenvolvido, excessivamente longo e estupendamente desanimador”, classificou o veterano Joe Morgenstern, do Wall Street Journal. Das 354 críticas sobre o filme compiladas pelo Rotten Tomatoes, apenas 97 elogiam o filme. Jeff Voris, editor do Rotten Tomatoes, respondeu aos comentários do cineasta. “Nós concordamos plenamente que a crítica cinematográfica é valiosa e importante, e nós estamos facilitando mais do que nunca para que os fãs acessem centenas de resenhas profissionais de filmes ou séries de TV num lugar só”, disse. “O ‘tomatômetro’, que é a porcentagem das resenhas positivas publicadas por críticos profissionais, se tornou uma ferramenta útil para que o público decida o que assistir, mas acreditamos que esse seja apenas um ponto de partida para que eles comecem a discutir, debater e compartilhar suas próprias opiniões”.
Brie Larson vai viver pioneira do feminismo que foi a primeira candidata à presidência dos EUA
Brie Larson, vencedora do Oscar 2016 de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack”, vai viver a pioneira do feminismo Victoria Claflin Woodhull num filme da Amazon. Woodhull ficou conhecida no final do século 19 por defender o “amor livre”, liderar o movimento pelo direito das mulheres ao voto e se declarar a primeira candidata feminina à presidência dos Estados Unidos, em 1872 – 40 anos antes das mulheres conquistarem o direito de votar no país. Mesmo sem levar sua candidatura a sério, conservadores conseguiram sabotar suas pretensões ao prendê-la por “obscenidades”, após ela publicar a denúncia do caso de adultério entre o pastor Henry Ward Beecher (o mais influente porta-voz do conservadorismo na época) e Elizabeth Tilton, uma mulher casada da alta sociedade. Woodhull fez a denúncia para ilustrar a hipocrisia do pastor, que atacava sua posição em favor do amor livre, ao mesmo tempo em que tinha uma mulher casada como amante. Foi um escândalo que marcou época. O roteiro está sendo escrito por Ben Kopit (do vindouro “The Libertine”, com Johnny Depp) e a direção está a cargo de Brett Ratner (“Hércules”). Além de estrelar, Brie Larson também vai produzir o filme, que tem o título provisório de “Victoria Woodhull”. Não está claro se a produção será exibida nos cinemas. Ao contrário da Netflix, as produções originais da Amazon têm recebido distribuição em circuito cinematográfico, como, por exemplo, “Manchester à Beira-Mar”, que rendeu o Oscar 2017 de Melhor Ator a Casey Affleck, entregue pela própria Brie Larson – e isto rendeu outra polêmica, por sinal.
Dakota Johnson vai enfrentar conservadores americanos em novo drama
A atriz Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) vai estrelar o disputado projeto do drama “Unfit”, informou o site Deadline. Após um leilão entre vários estúdios, “Unfit” foi adquirido pela Amazon e será produzido pelo cineasta Brett Ratner (“A Hora do Rush”). O filme tem roteiro da estreante Melissa London Hilfers e gira em torno de uma jovem americana que vira alvo de um movimento político que pretende eliminar todos os “inadequados” dos EUA. Ela se vê forçada a lutar sozinha para garantir seu direito de ser mãe Além da continuação “Cinquenta Tons Mais Escuros”, que estreia na próxima quinta (9/2), Dakota Johnson está escalada para o remake do clássico de terror “Suspiria” e o musical metaleiro “The Sound of Metal”.
Johnny Depp vai estrelar filme sobre escândalo sexual do ex-diretor do FMI
Mais um filme irá retratar a vida do banqueiro Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor do FMI detido após se envolver num escândalo sexual há cinco anos. Após o drama dirigido por Abel Ferrara e estrelado por Gérard Depardieu, “Bem-Vindo a Nova York” (2014), desta vez, a produção intitulada “The Libertine” terá Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”) e Marion Cotillard (“Macbeth”) como protagonistas. As informações são do jornal inglês The Guardian. Curiosamente, Johnny Depp já estrelou um filme com este título, “O Libertino”, em 2004. A nova produção marcará a segunda parceria entre o ator e a atriz francesa, após “Inimigos Públicos”, de Michael Mann. A direção está cargo de Brett Ratner (“A Hora do Rush”), que irá filmar o roteiro do estreante Ben Kopit, adquirido pela Warner. Dominique Strauss-Kahn renunciou o comando do FMI após ser acusado de estupro por uma camareira de um hotel em Nova York, em 2011. O banqueiro conseguiu um acordo com sua acusadora e escapou da prisão. A denúncia, porém, arruinou as chances dele de disputar a presidência da França, nas eleições de 2012.
Série baseada no filme A Hora do Rush é cancelada
A rede americana CBS anunciou o cancelamento da série de comédia “Rush Hour”, que estreou no final de março e teve seu destino decidido após a exibição de oito episódios. O programa era uma adaptação do filme “A Hora do Rush” (1998), estrelado por Jackie Chan e Chris Tucker, e não emplacou, com uma audiência média de 4,2 milhões de espectadores. Os personagens foram encarnados por Jon Foo (“Tekken”) e Justin Hires (“Anjos da Lei”). A série era uma criação de Bill Lawrence (criador de “Cougar Town” e “Scrubs”) e Blake McCormick (roteirista de “Cougar Town”), com produção de Brett Ratner, o diretor dos três filmes da franquia “A Hora do Rush”. A trilogia “A Hora do Rush” rendeu mais de US$ 850 milhões em bilheteria ao redor do mundo. Chegou a se falar de um 4º filme da franquia, mas esse projeto acabou não indo adiante. No ano passado, a CBS chegou a encomendar o piloto de outra atração baseada numa franquia cinematográfica de sucesso: “Um Tira da Pesada”, mas mesmo com participação de Eddie Murphy o episódio gravado não passou no teste e o projeto acabou arquivado.




