Bradley Cooper negocia estrelar o próximo filme de Guillermo Del Toro
O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) está em negociações avançadas para estrelar o próximo filme do cineasta mexicano Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”). Ele entraria no lugar de Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em Hollywood”), que também iniciou discussões – em abril passado – , mas não assinou contrato. O projeto é adaptação do livro “Nightmare Alley”, de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). A trama é cheia de reviravoltas. Acompanha um vigarista (Tyrone Power, em 1947) que entra num circo para aprender os truques de uma falsa vidente (Joan Blondell). Como ela se recusa a contar seus segredos, ele decide fragilizá-la, tornando-a viúva. Mas acaba se envolvendo com uma jovem assistente (Coleen Gray) e é expulso do circo. Mesmo assim, segue em frente com o golpe de vidente, até conhecer uma psicóloga pilantra (Helen Walker) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela exclusiva com estas informações. O final é extremamente sombrio. Além de dirigir e produzir, Del Toro assina o roteiro com Kim Morgan (“O Quarto Proibido”). Com produção do estúdio Fox Searchlight, o mesmo de “A Forma da Água”, que agora é da Disney, “Nightmare Alley” ainda não tem uma data de estreia definida.
Clint Eastwood vira cowboy do asfalto em A Mula
Clint Eastwood construiu boa parte da sua carreira em cima da figura do cowboy solitário. Filmes como a trilogia dos dólares ajudaram a estabelecer essa aura em torno do ator. Embora o gênero de western tenha passado por um revisionismo, do qual o próprio Eastwood participou – com o ótimo “Os Imperdoáveis” –, a iconografia do cowboy permanece no nosso imaginário até hoje. Em “A Mula”, seu mais recente trabalho como ator e diretor, Clint Eastwood oferece uma nova revisão do gênero, removendo o vaqueiro do velho oeste e colocando-o nas estradas asfaltadas. Escrito por Nick Schenk (de “Gran Torino”) com base numa história real, o roteiro acompanha Earl (Eastwood), um florista veterano cuja vida foi gasta na estrada, vendendo seus produtos para clientes regulares e participando de convenções, das quais normalmente sai premiado. Earl se sente à vontade nesses ambientes. Ele caminha sorridente pelos corredores, conversa com todo mundo e todos querem conversar com ele. E no bar, é ele quem paga as bebidas. Em contrapartida, sua família precisou se acostumar com a sua ausência. Ele perdeu aniversários, casamentos e outros eventos importantes. Criou um ressentimento grande em todos os seus familiares, com exceção da neta Ginny (Taissa Farmiga), a única com quem ainda mantém contato. Como um tubarão, Earl precisa se manter em constante movimento. E enxerga a família como uma ancora cujo único intuito é mantê-lo em um único lugar, matando-o aos poucos. As semelhanças entre o protagonista de “A Mula” e os demais personagens interpretados por Eastwood são visíveis. Tanto os vaqueiros durões do velho oeste quanto o florista idoso buscam a solidão. E assim como aconteceu com o cowboy quando a lei chegou ao Oeste, não há mais lugar para este florista analógico em um mundo digital. Tudo muda quando um conhecido da sua neta lhe faz uma proposta. Interessado no fato de Earl nunca ter tido uma multa, o sujeito lhe indica alguém disposto a pagá-lo apenas para dirigir. Mais especificamente, para transportar grandes carregamentos de drogas. Da mesma maneira como o cowboy cansado das matanças não hesitava em puxar o gatilho mais uma vez, o florista não pensa duas vezes antes de entrar na sua camionete e pegar a estrada, usando a necessidade de sustentar a família como justificativa para tal. Sua real motivação, porém, é outra. Antes afundado em dívidas e despejado da sua casa, ele encontra no transporte de drogas uma forma de retomar a sua antiga glória. Torna-se uma mula para o cartel, e toma gosto por isso. Agora, Earl recebe agradecimentos por ter reformado o salão de festas da sua comunidade, e pode pagar pelo casamento e pelos estudos da neta. Mantém-se, portanto, a alcunha do sujeito heroico que salva a cidade e cavalga em direção ao pôr-do-sol. A imensidão desértica do velho oeste é substituída por uma estrada reta e asfaltada. Embora Earl faça caminhos diferentes, a jornada sempre converge ao mesmo local (um hotel onde ele entrega sua encomenda e recebe o pagamento). A rotina da mula é repetitiva, assim como a do cowboy. Mas o cowboy era jovem. E a mula é velha. Por mais que tente arrancar resquícios de virilidade de seu personagem (colocando-o a participar não de um, mas de dois ménage a trois), Eastwood encarna bem a figura do velhinho simpático e supostamente alheio ao seu entorno. Algumas mudanças na sua personalidade, porém, são bem-vindas. Agora, ele acolhe os estrangeiros, em vez de enfrenta-los. Até trabalha para um. E mesmo apresentando sinais de racismo, mostra-se disposto a aprender e a mudar. O mesmo não pode ser dito dos policiais. Estes continuam a propagar os estereótipos, parando apenas as pessoas que eles consideravam mais suspeitas, ou seja, imigrantes e minorias. Por ser alguém acima de qualquer suspeita, Earl viaja tranquilamente. Eastwood procura manter a câmera próxima de si na maior parte do tempo, causando uma cumplicidade entre público e protagonista. Sua atuação, aliás, é o ponto alto do filme. De resto, o longa é bastante esquemático na sua execução. Há pouco desenvolvimento dos personagens coadjuvantes. Estes funcionam única e exclusivamente em função do protagonista (o agente interpretado por Bradley Cooper chega a mencionar a esposa em certo momento, mas esta nunca aparece). O roteiro também aposta em muitas coincidências para movimentar a trama, como o fato de Earl ter desviado do caminho justo quando a polícia o esperava. Apesar dos problemas, a mensagem fica intacta: nunca é tarde demais para aprender com seus erros e mudar. Este é o ensinamento trazido pela maturidade de Eastwood. E é a diferença entre Earl, o cowboy do asfalto, e os outros personagens do passado do ator/cineasta Clint Eastwood.
Novos comerciais de Vingadores: Ultimato revelam detalhes inéditos
A Marvel divulgou dois novos comerciais do filme “Vingadores: Ultimato”, aguardada superprodução que vai bater todos os recordes de bilheteria imagináveis na próxima semana. As novas prévias reciclam imagens vistas nos trailers oficiais, mas mesmo sem querer revelar muito acabam mostrando detalhes inéditos, como um escudo de energia criado pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), possivelmente para o Capitão América (Chris Evans). Com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, “Vingadores: Ultimato” estreia em 25 de abril nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
James Gunn é creditado como produtor de Vingadores: Ultimato
Uma atualização da ficha técnica de “Vingadores: Ultimato” no site oficial do Walt Disney Studios confirmou o nome de James Gunn como um dos produtores executivos do filme. Ele tinha exercido a função em “Vingadores: Guerra Infinita”, por sua contribuição com diversas ideias para a trama – especialmente no que se referia à participação dos Guardiões da Galáxia. Como ambos os filmes foram filmados em sequência, era natural que seu nome voltasse a ser creditado em “Ultimato”. Mas após a polêmica dos antigos tuítes controversos, numa campanha da direita americana que levou à sua demissão, Gunn deixou de ser listado entre os produtores do longa. A confirmação de seus créditos aconteceu após ele ser readmitido pela Disney para dirigir “Guardiões da Galáxia Vol. 3″. Gunn sempre contou com o apoio do elenco de “Guardiões da Galáxia” e dos fãs.
Disney se arrepende e James Gunn vai dirigir Guardiões da Galáxia Vol. 3
A Disney se arrependeu e vai trazer James Gunn de volta à direção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O cineasta, que havia suspendido as publicações em suas redes sociais, voltou a reativá-las para postar uma mensagem de agradecimento a todos que o apoiaram durante a crise que levou à sua demissão. E também agradeceu à própria Disney por reconsiderar a punição extrema. James Gunn tinha sido demitido por ninguém menos que Alan Horn, o presidente dos estúdios Disney, após tuítes antigos, com piadas envolvendo estupro e pedofilia, serem desenterrados de sua conta pessoal por um grupo de trolls da extrema direita. Apesar dos posts terem uma década, quando o diretor não estava sob contrato da Marvel, Horn encarou as declarações como algo muito sério e inaceitável para a imagem da empresa. A decisão foi considerada precipitada pelo elenco da franquia, que se uniu em apoio ao diretor, pedindo publicamente para a Disney reconsiderar. Mais inconformado de todos, Dave Bautista, o intérprete de Drax, disse que não faria “Guardiões da Galáxia Vol. 3” se a produção não usasse o roteiro que Gunn já tinha entregue. Ao mesmo tempo, fãs de “Guardiões da Galáxia” lançaram uma campanha para a recontratação do diretor, com direito a outdoor em frente à Disneylândia e uma petição com mais de 400 mil assinaturas. Um compromisso foi assumido por Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, para filmar o roteiro de Gunn. Isso, porém, evidenciou a falta de critério para a demissão, já que ele poderia escrever, mas não dirigir o mesmo filme. Para piorar a situação da Marvel, o estúdio ouviu vários diretores recusarem-se publicamente a assumir a franquia, reconhecendo na imprensa que era impossível substituir Gunn. Sem o mesmo pudor da Disney, a Warner imediatamente contratou o cineasta para escrever a sequência de “Esquadrão Suicida”. O roteiro teria agradado tanto que Gunn também foi confirmado como diretor da adaptação da DC Comics. Fontes vazaram os elogios dos figurões da Warner na imprensa e isso deve ter pesado muito na consciência do presidente da Disney. Além disso, o comportamento de Gunn em meio à crise foi considerado exemplar. Ele parou de se manifestar publicamente após pedir desculpas e explicar o contexto dos tuítes, ao lembrar o tipo de filmes transgressores que fazia. “Minhas palavras de quase uma década atrás eram, na época, esforços infelizes e fracassados de ser provocativo. Eu me arrependi delas por muitos anos desde então, não apenas porque eram idiotas, nada engraçadas, loucamente insensíveis, e certamente nada provocativas como eu esperava. Mas também porque elas não refletem a pessoa que eu sou hoje ou que tenho sido há algum tempo”. O cineasta ainda disse que respeitava a decisão da Disney e estava pronto para sofrer as consequências. Entretanto, as pessoas a seu redor não se desmotivaram, pressionando a Disney. E a reconsideração veio após a virulência dos trolls de direita eleger “Capitã Marvel” como alvo, demonstrando claramente que a questão era muito mais complexa que tuítes equivocados de mais de uma década. Tratava-se de uma “guerra cultural”, e a Disney tinha aceitado uma derrota para um dos maiores trolls e difusores de fake news dos Estados Unidos, como demonstrou Dave Bautista, ao levantar
Trilha de Nasce uma Estrela volta ao 1º lugar da parada musical americana após vitória no Oscar
A trilha sonora de “Nasce uma Estrela” voltou ao 1º lugar da parada americana de álbuns da revista Billboard (o Hot 200), após a conquista do Oscar de Melhor Canção por “Shallow”. Ao todo, 120 mil discos da trilha foram vendidos nos EUA na semana que se seguiu à transmissão do Oscar, um aumento de 158% em relação à semana anterior, de acordo com a consultoria Nielsen Music. Com isso, o disco com músicas cantadas por Lady Gaga e Bradley Cooper retomou o pódio de Ariana Grande, que estava há duas semanas no topo, com “Thank U, Next” (116 mil cópias vendidas na semana passada). Para impulsionar as vendas, a própria Lady Gaga tuitou a seus seguidores que o CD tinha entrado em promoção no site da Amazon – o preço caiu de US$ 3,99 para US$ 2,99. Isso também pode ter tido impacto no sucesso do disco. Mas não foi a única causa, já que as vendas digitais aumentaram 353%. Graças a sua volta ao topo, “Nasce uma Estrela” passa a somar quatro semanas em 1º lugar, superando “Pantera Negra” (três semanas) como o maior reinado de uma trilha sonora desde o lançamento de “Frozen” em 2013 – a animação da Disney ficou 13 semanas na liderança do ranking. A última trilha de um filme com atores (isto é, que não é “Frozen”) a ficar quatro semanas em 1º lugar tinha sido “Bad Boys II”, em 2003.
Nasce uma Estrela vai voltar aos cinemas em versão estendida com música inédita
Depois da vitória da canção “Shallow” no Oscar 2019 – e de mais um choro de Lady Gaga numa premiação – , “Nasce Uma Estrela”, vai retornar aos cinemas americanos com uma música inédita. Será uma versão estendida com 12 minutos adicionais, boa parte deles ocupado para inclusão da canção “Clover”, cantada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Outras cenas extras trazem versões estendidas de músicas como “Black Eyes” (que abre o filme), “Alibi” (cantada por Cooper) e até da cena em que Ally (Gaga) mostra “Shallow” pela primeira vez a Jackson (Cooper), no estacionamento de um supermercado. Outro momento originalmente cortado do filme, que vai retornar nesta nova versão, é a performance de “Is That Alright?” durante o casamento dos protagonistas. Ainda não há informações sobre a possível distribuição da versão estendida no Brasil. Mas essa edição provavelmente ganhará lançamento em Blu-ray.
Premiação do Oscar 2019 vira festa de rock, Netflix e super-heróis
A cerimônia do Oscar 2019
Chris Hemsworth vai estrelar cinebiografia do lutador Hulk Hogan
Chris Hemsworth vai trocar o martelo de Thor pelos músculos do Hulk em seu próximo trabalho no cinema. Mas não é o Hulk que você está pensando. O astro dos Vingadores vai estrelar uma cinebiografia do lutador Hulk Hogan. Um dos astros mais populares da luta-livre dos Estados Unidos, Hogan foi estrela de diversos programas de TV, games, brinquedos e quadrinhos nos anos 1980 e 1990. Chegou até a aparecer em “Rocky III”, virar desenho animado (“Hulk Hogan’s Rock ‘n’ Wrestling”) e protagonizar sua própria série de ação, “Thunder in Paradise” (dos criadores de “S.O.S. Malibu”). Ainda sem título, o longa deve se concentrar em sua ascensão, funcionando mais como um “filme de origem”, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O filme tem roteiro de Scott Silver e direção de Todd Phillips, dupla que está por trás do vindouro filme do Coringa, da DC Comics. O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) é um dos produtores e a Netflix já está fazendo ofertas para assumir a distribuição. Vale lembrar que ainda existe outro projeto em desenvolvimento sobre o lutador. Mas esse filme tem foco bem diferente, acompanhando o escândalo da sex tape que abalou o final de sua carreira – e lhe rendeu uma fortuna – , com roteiro de Charles Randolph (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”) e direção de Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança” e “Operação Red Sparrow”). Saiba mais aqui.
Camille Paglia chama o novo Nasce uma Estrela de “desgraça misógina”. Mas é pior
Em ensaio escrito para a revista The Hollywood Reporter nesta quarta (20/2), a escritora, acadêmica e crítica de arte feminista Camille Paglia comparou as quatro versões já filmadas de “Nasce uma Estrela”, concluindo que a nova produção, estrelada por Lady Gaga, dirigida por Bradley Cooper e indicada ao Oscar 2019, é a pior de todas. A expressão usada pela autora de “Sexo, Arte e Cultura Americana” foi “uma desgraça misógina”. Após destacar o pioneirismo de Janet Gaynor ao escolher sua carreira em vez do papel de esposa no filme original de 1937, a androginia ousada de Judy Garland na versão de 1954 e o empoderamento de Barbra Streisand, estrela e produtora em 1976, a escritora ponderou que o novo longa transforma a personagem feminina, vivida por Lady Gaga, em coadjuvante, diminuindo sua importância como mero suporte para o ego de Bradley Cooper, verdadeiro protagonista e diretor do filme. “No filme de Cooper, a história épica de Hollywood foi sequestrada pela vaidade masculina, restringindo o magnífico papel clássico da estrela ascendente, que eclipsa dolorosamente seu marido autodestrutivo e alcoólatra. O que o roteiro deixou para Gaga interpretar não é material de protagonista. Sua performance nunca pertenceu à categoria de Melhor Atriz, porque Cooper a rebaixou a Atriz Coadjuvante desde o início”, escreveu Paglia. O ponto mais baixo, segundo a escritora, é a cena de humilhação do personagem masculino. Nos filmes anteriores, elas ocorreram em momentos de embriaguez que despertavam raiva na plateia contra o homem. No novo filme, a humilhação também se estende à mulher, quando ela tenta esconder o vexame diante de todos, reduzindo-a à mera esposa de astro decadente, no momento que deveria representar a consagração de sua carreira individual. “Esta cena feia, que reduz uma mulher de carreira triunfante a alguém que desajeitadamente tenta esconder um esguicho de urina de seu homem com a aba de seu vestido, é uma desgraça misógina”. Apesar de dura em sua análise, Camille Paglia não reparou no detalhe que representa a maior diferença – e a mais machista de todas – entre o filme de Cooper e os anteriores. Há uma reprovação implícita do sucesso individual da personagem de Gaga, que, supostamente, só faz músicas boas ao lado de seu homem. Quando decide gravar por conta própria, o resultado são bobagens de pop feminino descartável. Como se, sozinha, ela não pudesse fazer rock como qualquer homem – ou mulher, convenhamos – e precisasse se conformar em imitar Madonna nos anos 1980 – pop essencialmente feminino – , obedecendo feito “mulherzinha” a um produtor mandão. Talvez por não ponderar as idiossincrasias da música, Paglia não deu atenção a este subtexto. A personagem de Lady Gaga tem seu talento questionado mesmo quando ganha um Grammy na trama, enquanto as protagonistas anteriores foram todas celebradas pela qualidade artística de suas realizações. Como as estrelas em ascensão do título. Não como artistas sem identidade ou luz própria.
Alfonso Cuarón vence o prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA por Roma
O cineasta Alfonso Cuarón foi o grande vencedor da premiação do Sindicado dos Diretores dos Estados Unidos (DGA, na sigla em inglês). Ele venceu o DGA Awards 2019 por “Roma”, em cerimônia realizada na noite de sábado (2/2) em Los Angeles. Cuarón derrotou Bradley Cooper (“Assim Nasce Uma Estrela”), Spike Lee (“BlacKkKlansman”), Adam McKay (“Vice”) e Peter Farrelly (“Green Book”) como Melhor Diretor de cinema do ano passado. O prêmio reforça ainda mais o favoritismo do mexicano para vencer o Oscar 2019, cuja cerimônia acontece no dia 24 de fevereiro. Mas vale observar que a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem uma relação diferente de candidatos, já que inclui cineastas estrangeiros que não são vinculados ao sindicato americano. São eles o grego Yorgos Lanthimos (por “A Favorita”) e o polonês Pawel Pawlikowski (por “Guerra Fria”), que ocupam as vagas de Bradley Cooper e Peter Farrelly no Oscar. Foi o segundo troféu do DGA conquistado por Cuarón, que já tinha sido consagrado como melhor diretor por “Gravidade” há cinco anos. Na ocasião, ele também venceu o Oscar da categoria. Se a vitória de Cuarón era esperada, a premiação da categoria de Diretor Estreante registrou uma surpresa. O cineasta Bo Burnham venceu pelo filme indie “Oitava Série”, superando Bradley Cooper, que concorria até na categoria principal por “Nasce uma estrela”. Uma outra curiosidade é que Adam McKay, o diretor de “Vice” derrotado por Cuarón no prêmio de cinema, foi premiado por sua direção na série dramática “Succession” na HBO. Confira abaixo a lista completa dos vencedores aos prêmios de TV e cinema, menos programas de variedades e outras áreas não cobertas pela Pipoca Moderna. Melhor Direção em Cinema Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Estreia na Direção Bo Burnham (“Oitava Série”) Melhor Direção em Documentário Tim Wardle – “Three Identical Strangers” Melhor Direção em Série de Drama Adam McKay – “Succession: Celebration” Melhor Direção em Série de Comédia Bill Hader – “Barry: Chapter One: Make Your Mark” Melhor Direção em Série Limitada, Especial ou Telefilme Ben Stiller – “Escape at Dannemora”
Pantera Negra, Rami Malek e Glenn Close vencem o SAG Awards 2019
O SAG Awards 2019, premiação do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG, na sigla em inglês), trouxe algumas confirmações e também surpresas em sua cerimônia realizada na noite de domingo (27/1) em Los Angeles, apontando tendências e favoritos para o Oscar 2019. Considerada a prévia mais acurada das categorias de interpretação do Oscar, já que seus eleitores também são filiados à Academia, a premiação ignorou os badalados “Nasce uma Estrela”, que recebeu quatro indicações, e “A Favorita”, que tinha três. Em vez disso, consagrou “Pantera Negra” como Melhor Elenco, Rami Malek como Melhor Ator por sua interpretação de Freddy Mercury em “Bohemian Rhapsody” e Glenn Close como Melhor Atriz pelo papel-título de “A Esposa”. Tanto Malek quanto Close já tinham vencido o Globo de Ouro, que, verdade seja dita, transformou a trajetória de “Bohemian Rhapsody”, de filme que dividiu a crítica em favorito a prêmios, além de ter estendido o tapete vermelho para Glenn Close conquistar seu primeiro Oscar. Ela também venceu o Critics Choice. A maior surpresa veio na entrega dos troféus de coadjuvantes. Enquanto Mahershala Ali era barbada em “Green Book – O Guia”, Emily Blunt representava o contrário por “Um Lugar Silencioso”. Ela venceu sem nem sequer ter sido indicada ao Oscar pelo papel. Sua vitória, por sinal, já faz com que 25% do resultado do SAG Awards seja diferente da premiação da Academia. Já o prêmio de Melhor Elenco para “Pantera Negra” não representa, como muitos tendem a afirmar, equivalência ao prêmio de Melhor Filme no Oscar. A cerimônia da Academia não tem premiação de elenco e o sindicato que entrega troféu de Melhor Filme do ano é o dos Produtores. “Pantera Negra” ainda venceu como Melhor Elenco de Dublês. Os SAG Awards também reverencia os talentos da televisão (e atualmente do streaming). E entre as séries, nenhum foi mais reverenciada que “A Maravilhosa Mrs. Maisel” (“The Marvelous Mrs Maisel”), vencedora de três troféus: Melhor Atriz (Rachel Brosnahan), Ator (Tony Shalhoub) e Elenco de Comédia. Os prêmios de Drama foram divididos entre “This Is Us” (Elenco), Jason Bateman (“Ozark”) e Sandra Oh (“Killing Eve”), enquanto Darren Criss (“The Assassination of Gianni Versace American Crime Story”) e Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”) ficaram com os troféus em Minissérie (ou Telefilme). Com apresentação de Megan Mullally (da série “Will & Grace”), a premiação do SAG Awards 2019 foi transmitida ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT. Confira abaixo a lista completa dos premiados. CINEMA Melhor Ator Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Atriz Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Green Book – O Guia”) Melhor Atriz Coadjuvante Emily Blunt (“Um Lugar Silencioso”) Melhor Elenco “Pantera Negra” Melhores Dublês “Pantera Negra” TELEVISÃO Melhor Ator de Minissérie ou Telefilme Darren Criss (“The Assassination of Gianni Versace American Crime Story”) Melhor Atriz de Minissérie ou Telefilme Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”) Melhor Ator de Drama Jason Bateman (“Ozark”) Melhor Atriz de Drama Sandra Oh (“Killing Eve”) Melhor Elenco de Drama “This Is Us” Melhor Ator de Comédia Tony Shalhoub (“The Marvelous Mrs Maisel”) Melhor Atriz de Comédia Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs Maisel”) Melhor Elenco de Comédia “The Marvelous Mrs Maisel” Melhores Dublês “GLOW”
Oscar 2019: Sam Elliott celebra primeira indicação da Academia em 50 anos de carreira
A indicação de Lady Gaga como Melhor Atriz ou a ausência de Bradley Cooper como Melhor Diretor pode dar o que falar, mas o assunto principal relacionado a “Nasce uma Estrela” no Oscar 2019 é o reconhecimento feito a outro astro. “Já era mais que a porr* da hora”, Sam Elliott exclamou, falando ao site Deadline sobre sua primeira indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Nasce uma Estrela”. O veterano ator de 74 anos está completando 50 anos de carreira em 2019. Seu primeiro papel no cinema foi como figurante de “Butch Cassidy” (1969). Mas ele quase não fez “Nasce uma Estrela”. Após passar um ano aperfeiçoando seu tom de voz para soar como irmão do personagem de Elliott no filme, o diretor e protagonista Bradley Cooper descobriu nas vésperas das filmagens que a agenda do ator da série “The Ranch” não tinha brechas para encaixar sua produção. Cooper disse que não faria o filme sem Elliott e os produtores precisaram se virar, construindo um cenário especial para que ele não precisasse se afastar muitas horas da produção da Netflix para filmar suas cenas. Elliott agradeceu ao esforço de Cooper, chamando sua versão (é a quarta) de “Nasce uma Estrela” de “linda”, e também citando o trabalho do diretor de fotografia Matthew Libatque, também nomeado ao Oscar. “Sou muito grato por ter feito parte disso. Tem sido uma espécie de presente para mim em um nível muito pessoal”, disse o ator ao Deadline, caracteristicamente humilde. “Eu acho que a maior lição disso é como sou afortunado. Em primeiro lugar, por ainda estar trabalhando, e em segundo pela oportunidade de trabalhar com duas pessoas como Bradley e Stefani (Lady Gaga), o que foi simplesmente extraordinário. 50 anos de interpretação e, de repente, ter algo a ver com isso, estar conectado com um filme como este, é um presente simplesmente maravilhoso”, concluiu.









