Disney estabelece novo recorde de arrecadação anual na América do Norte
Os recordes de bilheteria conquistados por “Frozen 2” ajudaram a Disney a bater seu próprio recorde de arrecadação no mercado norte-americano. No domingo (1/12), o estúdio atingiu US$ 3,2 bilhões de ingressos vendidos nos Estados Unidos e Canadá em 2019. A nova marca supera com folga os US$ 3,09 bilhões da própria Disney no ano passado e coloca a participação da empresa no mercado em mais de 31%, segundo levantamento da Comscore. O detalhe é que esse desempenho ainda não inclui os filmes herdados da 20th Century Fox, como o sucesso “Ford vs. Ferrari”, já que a Fox iniciou o ano como empresa independente. A companhia rival com a segunda melhor arrecadação, a Warner Bros, fez menos da metade, com US$ 1,5 bilhão (e 15% do mercado), seguida pela Universal com US$ 1,4 bilhão (14,1%), Sony com US$ 1 bilhão (10,7%), Lionsgate com US$ 678,1 milhões (6,6%) e a Paramount com US$ 557,6 milhões (5,4%), de acordo com a Comscore. Para completar, os filmes da Fox faturaram US$ 489,8 milhões (4,9%) na América do Norte em 2019. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” deve atingir US$ 1 bilhão em bilheteria mundial em até dois fins de semana, transformando-se no sexto filme da Disney a atingir a marca neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015. No mercado mundial, os títulos da Disney já bateram o recorde anual em julho passado e estão chegando atualmente ao faturamento total de US$ 10 bilhões – contando a Fox, até já ultrapassaram esse valor. Algo jamais contabilizado em Hollywood. E isto que o estúdio ainda tem “Star Wars: A Ascensão Skywalker” para lançar neste mês.
Roman Polanski cancela aula que daria em sua antiga faculdade após protestos de estudantes
O cineasta Roman Polanski cancelou uma palestra/aula de cinema que daria numa universidade da Polônia após protestos de estudantes e funcionários. Ele havia sido convidado pelo Instituto de Cinema de Lodz, onde estudou durante a juventude. Mas o convite rendeu manifestações com cartazes que o chamavam de “estuprador” e uma petição online com várias assinaturas contra sua presença. “Como qualquer outra entidade educacional, nossa escola de cinema deve ser um lugar onde a violência sexual é condenada”, diz um trecho do abaixo-assinado contra a presença do cineasta, condenado por estupro nos EUA nos anos 1970. Radicado na França desde 1978, para onde fugiu antes do anúncio de sua sentença, Polanski se formou pelo Instituto de Cinema de Lodz, que lhe concederia mais tarde o título de doutor honoris causa. Polanski também tem um Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, concedido em 2003 por “O Pianista”, além de uma Palma de Ouro pelo mesmo filme no Festival de Cannes, um Urso de Ouro (por “Cul-de-sac”) e vários Ursos de Prata no Festival de Berlim, uma coleção de Césars (o Oscar francês), BAFTAs (o Oscar britânico) e ainda venceu o Prêmio do Juri no último Festival de Veneza por seu filme mais recente, “An Officer and a Spy” (J’accuse). Mariusz Grzegorzek, reitor da universidade, divulgou uma nota em devesa do convite ao realizador: “Roman Polanski é um grande artista do cinema, nosso aluno mais destacado. Ele sempre expressou enorme respeito por nossa escola. Devemos a ele muita gratidão”, escreveu. O conselho de estudantes da escola de cinema também emitiu um comunicado sobre o ocorrido: “Nós não somos um tribunal. Não nos compete julgar Roman Polanski. Estamos preocupados com os relatórios da imprensa afirmando que toda a comunidade estudantil está contra o planejado encontro com o maior ex-aluno de nossa universidade. Nós respeitamos todos vocês, e todos têm o direito de se expressar. No entanto, não concordamos com as emoções ditadas pelo ódio, que parecem cada vez mais substituir o discurso racional”, diz trecho da nota. O lançamento do novo filme de Polanski também enfrentou protestos em Paris, mas isso não impediu “J’accuse” de se tornar a maior estreia da carreira do veterano diretor na França. “An Officer and a Spy” (J’accuse) não tem previsão de lançamento no Brasil.
Frozen 2 bate novo recorde de bilheteria nos Estados Unidos
A animação “Frozen 2” se manteve no 1º lugar das bilheterias da América do Norte, batendo um novo recorde de arrecadação durante o final de semana de Ação de Graças nos Estados Unidos. O filme da Disney faturou US$ 85,2 milhões nos três últimos dias e US$ 123,7 milhões no feriado de cinco dias. A quantia supera com muita folga o recorde anterior, obtido com “Jogos Vorazes: Em Chamas”, que registrou US$ 109,9 milhões em 2013. Lançada há apenas 10 dias, a sequência de “Frozen” (2013) já arrecadou US$ 287,5 milhões no mercado doméstico e impressionantes US$ 738,5 milhões em todo o mundo. Os valores mais que dobraram desde o fim de semana passado, quando conquistou o status de maior estreia mundial de uma animação em todos os tempos. Vale lembrar que a maioria das produções animadas costuma fazer mais sucesso nos EUA devido aos famosos dubladores originais. No caso atual, os personagens foram suficientes para convencer o público de dezenas de países diferentes a lotar os cinemas. Apesar desse sucesso, a crítica considerou a continuação inferior ao original, com “apenas” 76% de aprovação na média da avaliação computada pelo site Rotten Tomatoes, contra 90% de satisfação atingida pelo primeiro. O público brasileiro, porém, será o último a avaliar sua qualidade e contribuir com sua arrecadação. O lançamento no país só vai acontecer em 2 de janeiro, após “Frozen 2” ter passado por todo o resto do mundo. As bilheterias também refletiram o lançamento de dois novos filmes nos Estados Unidos e Canadá. O mais bem-sucedido foi a comédia de mistério “Entre Facas e Segredos”, que abriu em 2º lugar, com uma arrecadação doméstica de US$ 27 milhões no final de semana, 41,7 milhões na soma do feriado e US$ 70 milhões mundiais. Para completar, foi aclamado pela crítica, com 97% de aprovação. Homenagem do diretor-roteirista Rian Johnson (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) aos velhos filmes de “whodunit”, que consistem em investigar suspeitos de um assassinato até descobrir “quem matou”, “Entre Facas e Segredos” reúne um elenco de dar inveja no mais recente exemplar do gênero, “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017). Daniel Craig (o James Bond) interpreta o detetive, Lakeith Stanfield (“Atlanta”) vive seu parceiro policial, Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) é a vítima e os suspeitos são nada menos que Chris Evans (o Capitão América), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Jamie Lee Curtis (“Halloween”), Ana de Armas (“Blade Runner 2049”), Katherine Langford (“13 Reasons Why”), Toni Colette (“Hereditário”), Jaeden Martell (“It: A Coisa”) e Don Johnson (“Watchmen”). A estreia no Brasil vai acontecer na próxima semana, em 12 de dezembro. “Queen & Slim” teve um desempenho mais modesto, abrindo em 5º lugar, atrás de “Ford vs. Ferrari” e “Um Belo Dia na Vizinhança”. O drama criminal traz um casal foragido da lei, após enfrentar um policial racista. Também bastante elogiado, atingiu 85% de aprovação e somou US$ 15,8 milhões no feriadão, além de colocar a modelo britânica Jodie Turner-Smith em evidência. Ela estrela o filme ao lado de Daniel Kaluuya (indicado ao Oscar por “Corra!”), após chamar atenção em séries de ação como “The Last Ship”, “Nightflyers” e “Jett” – e no clipe “Pillow Talk”, de Zayn Malik. Como teve baixo orçamento (US$ 30 milhões, uma fortuna para o cinema brasileiro, mas troco em Hollywood), “Queen & Slim” deve se bancar com o lançamento internacional, que só vai começar no final de dezembro pela Índia. A previsão de lançamento nacional é apenas para março. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Frozen 2 Fim de semana: US$ 85,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,5M Total Mundo: US$ 738,5M 2. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 27M Total EUA e Canadá: US$ 41,7M Total Mundo: US$ 70M 3. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 81M Total Mundo: US$ 143,3M 4. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 11,8M Total EUA e Canadá: US$ 34,3M Total Mundo: US$ 34,3M 5. Queen & Slim Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 15,8M Total Mundo: US$ 15,8M 6. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 19,4M Total Mundo: US$ 36,7M 7. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 9,2M Total Mundo: US$ 45,3M 8. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 50,2M Total Mundo: US$ 99,2M 9. Coringa Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 330,6M Total Mundo: US$ 1B 10. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 31,6M Total Mundo: US$ 67,8M
Os Parças 2 já foi visto por mais de 500 mil pessoas “sem estrear”
“Os Parças 2” já levou 526 mil pessoas aos cinemas em duas semanas, segundo levantamento da Comscore. Nesse período, arrecadou R$ 8 milhões em bilheteria. Mas o detalhe é que a comédia com Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa ainda não estreou. O lançamento oficial está marcado apenas para a próxima quinta (28/11). A piada do mercado brasileira é dizer que um filme com distribuição em centenas de cinema e venda de ingressos aberta para consumidores em todos os horários não está em cartaz. O que acontece, dizem, são pré-estreias. Mas pré-estreia é uma antecipação restrita em horário limitado, não uma exibição massiva em 249 salas. Não por acaso, a comédia brasileira foi o segundo filme mais assistido nos cinemas de quinta a domingo (24/11), atrás apenas de “Malévola — Dona do Mal”, que se manteve na liderança pela sexta semana consecutiva. Em termos de comparação, a fábula da Disney foi exibida em 219 salas – isto é, em menos cinemas que o filme que “ainda não estreou” – e arrecadou R$ 2,4 milhões no fim de semana. Desde o lançamento, a versão bruxa de Angelina Jolie levou 4,9 milhões de pessoas aos cinemas e faturou R$ 79,9 milhões em bilheteria no Brasil. Lançado na quinta, “Mais que vencedores” foi o 3º filme mais visto do período, apesar de ter a maior distribuição (em 280 salas), rendendo R$ 1,9 milhão. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 20 a 24 Nov:1. Malévola – A Dona do Mal2. Os Parças 23. Mais Que Vencedores4. Coringa 5. A Familia Adams6. Dora e a Cidade Perdida7. A Invasão ao Serviço Secreto8. As Panteras9. Ford vs Ferrari10. Um dia de Chuva em Nova York — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 25, 2019
Frozen 2 bate recordes e se torna maior estreia animada do mundo
A estreia de “Frozen 2”, aguardada sequência da animação blockbuster de 2013, superou as expectativas da Disney, dobrando a bilheteria inicial do primeiro filme na América do Norte. Nos três primeiros dias de exibição nos Estados Unidos e Canadá, “Frozen 2” arrecadou US$ 127 milhões. Há seis anos, o primeiro longa rendeu US$ 67 milhões em seu primeiro fim de semana. Mas o sucesso doméstico do filme é ainda mais impressionante porque foi a primeira vez que um longa animado teve uma abertura de mais de US$ 100 milhões fora do período de férias. “Frozen 2” ainda juntou mais US$ 223 milhões no mercado internacional para somar impressionantes US$ 350 milhões em seu lançamento mundial. Os números movimentaram vários recordes. Para começar, transformaram “Frozen 2” na maior estreia norte-americana de uma animação da Walt Disney Pictures e atrás só de dois filmes da Pixar, “Procurando Dory” (US$ 135 milhões) e “Os Incríveis 2” (US$ 180 milhões) entre todos os lançamentos animados. A arrecadação internacional ainda fez da continuação de “Frozen” a maior estreia mundial de uma animação em todos os tempos. Vale lembrar que a maioria das produções animadas costuma fazer mais sucesso nos EUA devido aos famosos dubladores originais. No caso atual, os personagens foram suficientes para convencer o público de 37 países diferentes a lotar os cinemas. Recordes de maior estreia de animação foram batidos em vários mercados, como Reino Unido (US$ 17,8 milhões) e França (US$ 13,4 milhões), além de maior lançamento animado americano na China (US$ 53 milhões), Japão (US$ 18,2 milhões), Alemanha (US$ 14,9 milhões) e Espanha (US$ 5,8 milhões). O filme também se tornou a 3ª maior abertura entre todos os filmes já exibidos na Coréia do Sul (US$ 31,5 milhões). Também caiu o recorde de maior lançamento animado em IMAX, com US$ 18 milhões de faturamento, acima dos US$ 15,6 milhões de “Os Incríveis 2”. Apesar desse sucesso, a crítica considerou a continuação inferior ao original, com “apenas” 76% de aprovação na média da avaliação computada pelo site Rotten Tomatoes, contra 90% de satisfação atingida pelo primeiro. O público brasileiro, porém, será o último a avaliar sua qualidade e contribuir com sua arrecadação. O lançamento no país só vai acontecer em 2 de janeiro, após “Frozen 2” ter passado por todo o resto do mundo. Campeão do ranking passado, “Ford vs Ferrari” ficou com o 2º lugar em seu segundo fim de semana na América do Norte, arrecadando US$ 16 milhões. O drama de época conseguiu bastante prestígio com críticas positivas (92%), mas ainda está longe de se pagar (custou US$ 97 milhões só de produção), com US$ 103,7 milhões mundiais. Dois outros lançamentos aparecem na sequência. O drama “Um Lindo Dia na Vizinhança”, com Tom Hanks, abriu em 3º (US$ 13,5 milhões), seguido por “Crime Sem Saída”, com Chadwick Boseman, em 4º (US$ 9,2 milhões). A cinebiografia do apresentador infantil Fred Rogers é o filme mais bem-avaliado em cartaz (96%) e pode dar a Hanks sua sexta indicação ao Oscar, enquanto o thriller de ação foi considerado uma decepção (45%) como primeiro lançamento cinematográfico da AGBO, produtora dos irmãos Russo (os diretores de “Vingadores: Ultimato”). Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Frozen 2 Fim de semana: US$ 127M Total EUA e Canadá: US$ 127M Total Mundo: US$ 350M 2. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 57,9M Total Mundo: US$ 103,7M 3. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 13,5M Total EUA e Canadá: US$ 13,5M Total Mundo: US$ 13,5M 4. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 9,3M Total EUA e Canadá: US$ 9,3M Total Mundo: US$ 12M 5. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 43,1M Total Mundo: US$ 81,7M 6. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 31,6M Total Mundo: US$ 36,7M 7. A Grande Mentira Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 11,7M Total Mundo: US$ 17,1M 8. As Panteras Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 13,9M Total Mundo: US$ 43,5M 9. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 27,7M Total Mundo: US$ 51,7M 10. Coringa Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA e Canadá: US$ 326,9M Total Mundo: US$ 1B
Tim Miller nunca mais trabalhará com James Cameron após Exterminador do Futuro: Destino Sombrio
O diretor Tim Miller (“Deadpool”) não encarou bem o fracasso de bilheteria de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”. Ainda que o longa tenha agradado parte da crítica, Miller acredita que faria um filme melhor sem as interferências de James Cameron (“Avatar”), que criou a franquia e atuou como produtor no longa mais recente. Por conta disso, afirmou que não pretende trabalhar nunca mais com Cameron, retirando-se de qualquer continuação que o filme possa ter. Em entrevista ao podcast “The Business”, da rádio KCRW, da Califórnia, Miller explicou que não é nada pessoal, “é mais que eu simplesmente não quero estar em uma situação novamente em que não tenha o controle para fazer o que acho que é o mais correto”. “Jim e David Ellison são produtores e tecnicamente possuem o direito à edição final. Mas meu nome ainda fica no filme como diretor. Mesmo que eu perca a luta… eu ainda sinto a obrigação de lutar pelo que eu acredito, lutar pelo filme”, continuou. “Teve muitas coisas que eu fui obrigado a cortar, porque Jim achou que precisava cortar, e cenas que nós filmamos e que geraram desentendimentos. James vetou falas que eram poéticas e bonitas. Eu lutava por essas falas, pois eram importantes para mim”, acrescentou. Ainda em cartaz nos cinemas, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” fez apenas US$ 235 milhões mundiais em três semanas, que nem chegam perto de cobrir seu custo estimado entre $185 e $196 milhões de produção, sem incluir P&A (gastos de cópias e publicidade). Segundo analistas ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, o filme, concebido para iniciar uma nova trilogia que dificilmente será completada, pode dar um prejuízo de US$ 130 milhões. O desastre apocalíptico de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” foi a segunda superprodução milionária do cineasta James Cameron a implodir finanças em 2019, após o fracasso comercial de “Alita: Anjo de Combate”, que representou uma surpresa negativa para a Disney após comprar a 20th Century Fox. Para aumentar a preocupação da Disney, Cameron trabalha em continuações de “Avatar” orçadas em US$ 1 bilhão. O alerta deve estar piscando em vermelho na mesa do CEO Bob Iger.
Todd Phillips desmente reportagem que “antecipa” produção de Coringa 2
O diretor Todd Phillips desmentiu a reportagem do site da revista The Hollywood Reporter que afirmou que ele já tinha fechado contrato para fazer a continuação de “Coringa”. Vários pontos do artigo já tinham sido desacreditados pelas publicações concorrentes Deadline e Variety. Agora, o próprio cineasta veio à público comentar as “revelações” de bastidores da reportagem, em entrevista para outro site, IndieWire. O THR afirmou que a Warner já tinha encaminhado a produção da sequência de “Coringa”, inclusive com uma reunião realizada entre Phillips e o presidente do estúdio, Toby Emmerich, para alinhar os detalhes d produção. Neste encontro, Phillips também teria pedido direitos para “desenvolver um portfólio de personagens da DC”. A Variety confirmou que o presidente da Warner reuniu-se com Phillips sobre a continuação de “Coringa”, mas garante que nenhum contrato ainda foi firmado para a produção. Já o Deadline contestou a reportagem inteira, do início ao fim. O diretor foi cuidadoso ao escolher as palavras para rebater o artigo, deixando entrelinhas abertas. Segundo Phillips, ele não teve nenhuma reunião com Toby Emmerich no dia 7 de outubro, como publicado pelo THR. “Eu posso dizer honestamente que não fiz nenhuma reunião no dia 7 de outubro. Primeiro de tudo, você me conhece e conhece minha carreira, esse não é o meu estilo. Eu fiz uma comédia gigante com a Warner, ‘Se Beber Não Case’, e não me tornei um ‘produtor de fábrica’ de comédias do tipo: ‘ah, vamos apenas produzir filmes de comédia’. Bradley Cooper e eu temos uma empresa de produção na Warner. Eu tenho estado na Warner há 15, 16 anos. Nós temos duas coisas em desenvolvimento o tempo todo, não 40 como algumas pessoas estão dizendo. Não sou o tipo de cara que diz que quer 40 títulos. Eu simplesmente não tenho energia (para isso)”, explicou. Phillips ressaltou que apenas sugeriu à Warner fazer uma cinessérie mais sombria e focada em personagens das histórias dos quadrinhos quando começou a trabalhar no projeto do Coringa. “Quando eu ofereci para eles o ‘Coringa’, a ideia não era fazer um filme, e sim criar uma marca inteira [chamada Black Label]. Mas eles descartaram aquilo rapidamente e eu entendi. Quem sou eu para entrar e começar um projeto dentro de um estúdio de cinema? Mas eles disseram: vamos fazer esse aqui”, contou Phillips. O diretor também confirmou que não assinou nenhum contrato nem existe um roteiro em desenvolvimento para que uma sequência de “Coringa” neste momento. Mas isso não significa que a Warner não planeje uma continuação, já que o filme arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias de todo o mundo. “Bem, um filme não ganha US$ 1 bilhão sem que eles não falem numa sequência. Joaquin e eu dissemos publicamente que conversamos sobre a continuação desde a segunda semana de filmagens, porque é uma coisa divertida de se falar. Mas o artigo do Hollywood Reporter estava se referindo a outras coisas além disso, que sãom francamente falsas. Não sei como tudo começou, se foi algum assistente tentando ganhar credibilidade como fonte de jornalista”, ressaltou Phillips. Ele se recusou, porém, a falar sobre o trecho da reportagem que alegou que ele estaria recebendo quase US$ 100 milhões por “Coringa”, porque “trocou seu salário inicial em troca de uma fatia maior da receita”. “Aqui está a verdade sobre uma possível sequência: Joaquin e eu conversamos sobre isso durante uma turnê pelo mundo com executivos da Warner. Estávamos sentados no jantar e eles estavam dizendo: ‘Então, vocês pensaram em (fazer uma continuação)?’ Mas, falando em contratos, não há contrato para desenvolver uma sequência, nunca abordamos Joaquin para fazer uma sequência. Isso vai acontecer? Mais uma vez, acho que o artigo foi antecipatório, na melhor das hipóteses”, finalizou o diretor.
Polanski tem a melhor bilheteria de sua carreira em meio a protestos e boicotes feministas na França
“An Officer and a Spy” (J’accuse), novo filme de Roman Polanski, liderou as bilheterias na França em sua primeira semana em cartaz, apesar de piquetes de manifestantes femininas e campanhas de boicote ao cineasta franco-polonês, acusado recentemente de um novo estupro. Com mais de 501 mil ingressos vendidos, a obra teve a “melhor estreia da carreira” do cineasta, segundo o site CBO Box Office, considerando os filmes que Polanski fez após 1995 – de todo modo, os anteriores teriam bilheterias menores, devido aos preços praticados na época. Antes de “J’accuse”, a melhor estreia de Polanski na França tinha sido terror “O Último Portal”, estrelado por Johnny Depp, que vendeu 499 mil ingressos em seu primeiro fim de semana em 1999. “J’accuse” conta a história do maior erro judicial da história da França, o caso de Alfred Dreyfus, acusado falsamente de espionagem no final do século 19, num ato de antissemitismo que antecipou as tendências sombrias do nazismo, que anos depois se espalharia pelo continente europeu. Além da popularidade atestada pelas grandes bilheterias, o filme também agradou à crítica e até venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza. Sua estreia na França foi o momento escolhido por uma fotógrafa francesa, Valentine Monnier, para denunciar à imprensa que o diretor a estuprou em 1975, quando ela tinha 18 anos. Polanski negou a acusação por meio de seu advogado. Isto desencadeou uma onda de protestos, alimentada pela hastag #BoycottPolanski nas redes sociais e piquetes na porta de alguns cinemas. A acusação também levou a Sociedade Civil de Diretores e Produtores (ARP) a dizer que pretende mudar suas regras para expulsar ou suspender qualquer um de seus membros que tenha sido acusado pela justiça. Polanski já foi expulso em 2018 da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organização que concede o Oscar, por ser foragido da justiça americana. O cineasta é considerado fugitivo, porque escapou para a França após se declarar culpado de abusar de uma menor de 13 anos em 1977. Como é cidadão francês, ele não pode ser extraditado. Isto não impediu a própria Academia de lhe dar o Oscar de Melhor Diretor por “O Pianista” (2002). Na época, a condenação não fez a menor diferença. Recentemente, o diretor se viu alvo de mais cinco denúncias de estupro que teriam acontecido nos anos 1970. Elas vieram à tona durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. O novo filme de Roman Polanski não tem previsão de lançamento no Brasil. Confira o trailer francês abaixo.
Continuação de Coringa com Joaquin Phoenix já estaria em desenvolvimento
A Warner Bros. já estaria preparando uma sequência de Coringa, que contaria com a volta o astro Joaquin Phoenix ao papel, além do diretor Todd Phillips e do roteirista Scott Silver. As informações foram apuradas pelo site The Hollywood Reporter e não encontraram confirmação nos sites concorrentes. A notícia vem pouco depois de o filme atingir US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, tornando-se o primeiro lançamento com classificação “para maiores” nos EUA a alcançar o feito. Phoenix e Phillips afirmaram, em entrevistas durante a divulgação de “Coringa”, que conversaram sobre possíveis sequências. O ator disse que havia “muito para explorar” no personagem, mas que não faria uma continuação “apenas por causa do sucesso do filme”. Mas o THR apurou que o contrato assinado pelo intérprete já previa retorno para pelo menos uma continuação. Outras informações da reportagem do THR foram refutadas pela concorrência, como o projeto de desenvolvimento de outros filmes de origem para os personagens dos quadrinhos da DC, que seriam realizados por Phillips. A Variety confirma que o presidente da Warner, Toby Emmerich, reuniu-se com Phillips sobre a continuação de “Coringa”, mas garante que nenhum contrato ainda foi firmado para a produção. Já o Deadline contesta a reportagem inteira, do início ao fim. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics tem dado o que falar mesmo antes de sua estreia comercial, graças à trajetória iniciada com a vitória do Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza. O que está realmente confirmado em relação ao futuro de “Coringa” é que a Warner pretende investir alto para emplacar o filme na disputa do Oscar 2020.
Málevola — Dona do Mal lidera bilheterias do Brasil pela quinta semana
Contrariando tendência mundial, “Málevola — Dona do Mal” é um enorme sucesso no Brasil. O filme arrecadou R$ 75 milhões em ingressos vendidos durante suas cinco semanas de exibição no país e lidera até hoje as bilheterias nacionais, segundo levantamento da consultoria Comscore. A produção da Disney também se mantém como o filme com maior distribuição entre os cinemas brasileiros, o que ajuda a explicar seu sucesso local. Exibida em 446 salas, a produção foi assistida por 339 mil pessoas e obteve R$ 5,9 milhões entre quinta e domingo (17/11). Na América do Norte, “Málevola — Dona do Mal” teve desempenho bem diverso. Após as mesmas cinco semanas, ocupa atualmente o 9º lugar na bilheteria, tendo recém-cruzado os US$ 100 milhões de arrecadação doméstica. O ranking da Comscore ainda registra uma anomalia típica do parque exibidor nacional, ao qualificar um filme que ainda não estreou oficialmente em 2º lugar. A comédia brasileira “Os Parças 2” tem lançamento marcado apenas para a próxima semana, no dia 28 de novembro, mas já está entre os longas mais vistos. Fenômeno paranormal? Viagem no tempo? Brecha interdimensional? Apenas o velho truque de marcar uma data e lançar bem antes, com ampla distribuição, e chamar a venda de ingressos aberta a todo o público e em todos os horários de “pré-estreia”. “Coringa” completa o Top 3 com a comemoração de um recorde. Desde a estreia, há sete semanas, o filme acumula renda de R$ 149,7 milhões e público de 4,6 milhões de pessoas. Neste fim de semana em que o longa alcançou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornou-se o filme de maior arrecadação no Brasil com classificação etária para maiores de 16 anos. Para completar, o principal lançamento do fim de semana passado, “As Panteras”, fez fiasco maior no Brasil que nos Estados Unidos, abrindo apenas em 6º lugar. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 14 – 17/Nov:1. Malévola-Dona do Mal2. Os Parças 2 ( Pré Estreia) 3. Coringa4. A Família Adams5. Dora e a Cidade Perdida 6. As Panteras7. Invasão ao Serviço Secreto8. Ford vs Ferrari9. Exterminador do Futuro9. Doutor Sono — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 18, 2019
Ford vs Ferrari atropela As Panteras nas bilheterias da América do Norte
O drama automobilístico “Ford vs. Ferrari” conquistou uma vitória surpreendente nas bilheterias da América do Norte, com uma arrecadação muito acima do especulado por analistas da indústria cinematográfica. Ao subir no alto do pódio com US$ 31M (milhões), também rendeu o primeiro sucesso da Fox sob a administração da Disney, após sucessivos fracassos (“Alita: Anjo de Combate”, “X-Men: Fênix Negra”, etc). O filme dirigido por James Mangold (“Logan”) foi recepcionado por aplausos entusiasmados da crítica, atingindo 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas agradou ainda mais ao público, atingindo nota máxima, A+, no Cinemascore, a pesquisa feita com os espectadores após a exibição. Com Christian Bale (“Vice”) e Matt Damon (“Perdido em Marte”) nos papéis principais, “Ford vs. Ferrari” virou uma unanimidade e deve continuar acelerando até o Oscar. Não foi uma produção barata. A reconstituição de época (anos 1960), com uso de carros de corrida de verdade, teve orçamento de US$ 95 milhões. Mas suas virtudes cinematográficas e o prestígio que traz para a Disney são inestimáveis, num momento em que Martin Scorsese reclama do estúdio por priorizar filmes de super-heróis e diminuir o espaço no mercado para o “cinema de verdade”. “Ford vs. Ferrari” só não é cinema com C maiúsculo porque é cinema classe A+. Com sua liderança folgada, “Ford vs Ferrari” afundou “Midway – Batalha em Alto Mar”, a surpresa da semana passada, que conseguiu apenas US$ 8,7M em seu segundo fim de semana em cartaz, e atropelou a estreia de “As Panteras”, um distante 3º lugar com US$ 8,6M. Como os números estão muito próximos, as posições de “Midway” e “As Panteras” podem se inverter na contagem final dos ingressos vendidos, durante a segunda-feira (18/11). Apesar disso, os valores não sofrerão grande mudança. A Sony investiu menos que a Fox em seu filme, em torno de US$ 50M, mas deve ter gasto o equivalente em P&A (cópias e publicidade), pois o marketing de “As Panteras” foi muito agressivo. Projeções sugerem que o longa dirigido por Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita 2”) deve faturar em torno de US$ 25 milhões, ao todo, na América do Norte, o que representaria a pior bilheteria de continuação/reboot/remake do ano – e talvez da década. Para piorar, não empolgou a crítica, com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes, e nem o público internacional. No exterior, o faturamento atingiu US$ 19,3M, com nova decepção na China, onde rendeu US$ $7,7M. Relatos de problemas no roteiro, escrito por muitas mãos, começam a vir à tona. Mas o post-mortem sugere equívoco de conceito. Para começar, a ideia de transformar uma franquia policial da TV dos anos 1970 numa comédia adolescente de ação. Além disso, escalar uma completa desconhecida no trio principal. E, como cereja no bolo, alterar a premissa básica, de uma agência de detetives local para uma organização de espionagem internacional, após o resultado de outro fracasso recente do estúdio com ideia similar – “MIB: Homens de Preto – Internacional”. Terceira estreia do fim de semana, o suspense “A Grande Mentira”, com Helen Mirren (“A Rainha”) e Ian McKellen (“X-Men”), abriu em 7º lugar, rendendo US$ 5,6M e 63% de aprovação. O filme da Warner chega na quinta-feira (21/11) no Brasil, após entrar quase desapercebido na lista das grandes decepções. Para completar, as arrecadações de sexta a domingo (17/11) registraram a saída de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” do Top 10 após apenas três semanas, em outro desempenho pífio de franquia antiga/antiquada. Diante deste quadro, fica claro porque a Paramount celebrou ter conseguido passar os direitos de produção de “Um Tira da Pesada 4” para a Netflix. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 31M Total EUA e Canadá: US$ 31M Total Mundo: US$ 52,4M 2. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 8,7M Total EUA e Canadá: US$ 35,1M Total Mundo: US$ 53,7M 3. As Panteras Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA e Canadá: US$ 8,6M Total Mundo: US$ 27,9M 4. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 8,5M Total EUA e Canadá: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 29,9M 5. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 6,7M Total EUA e Canadá: US$ 22,5M Total Mundo: US$ 35,5M 6. Doutor Sono Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 25M Total Mundo: US$ 53,8M 7. A Grande Mentira Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 5,6M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Coringa Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 322,5M Total Mundo: US$ 1B 9. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 106M Total Mundo: US$ 458,9M 10. Harriet Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 31,8M Total Mundo: US$ 31,8M
Coringa atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Coringa” se tornou o primeiro filme com classificação “R” nos EUA a tingir US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Segundo a Warner Bros., os números de bilheteria desta sexta-feira (15/11) foram os responsáveis por empurrar o filme estrelado por Joaquin Phoenix para além da barreira do US$ 1 bilhão. Com um orçamento relativamente baixo para o gênero de super-heróis (entre US$ 55 e 70 milhões), o longa dirigido por Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”) também é considerado um dos filmes mais lucrativos de todos os tempos, superando neste quesito até o recordista histórico “Vingadores: Ultimato”, que teria rendido lucro menor pelo investimento gigantesco em sua produção. Mas o recorde mundial de maior bilheteria com classificação etária “R” (para maiores nos Estados Unidos) é discutível, uma vez que a classificação “para maiores” não se sustenta em muitos países. Na França, por exemplo, “Coringa” foi exibido para maiores de 12 anos. No Brasil, para maiores de 16 anos. O longa é para maiores apenas nos Estados Unidos e em poucos países mais – nem o Canadá adotou essa classificação. E foi justamente a falta de censura mais elevada que ajudou o filme a virar sucesso internacional. Não por acaso, a maior parte de sua fortuna vem do exterior, onde adolescentes puderam assisti-lo sem restrições. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics também tem feito História com uma trajetória premiada, especialmente ao vencer o Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza. A Warner agora pretende investir em campanha para emplacar “Coringa” na disputa do Oscar 2020.
Doutor Sono dá vexame com estreia em 5º lugar no Brasil
O fracasso de “Doutor Sono” se estendeu ao Brasil. A adaptação de Stephen King estreou em 5º lugar entre os filmes mais assistidos de quinta a domingo (10/11) no país, segundo levantamento da auditoria Comscore. A sequência de “O Iluminado” (1980) ficou atrás de “Malévola: Dona do Mal”, “Coringa”, “A Família Adams” e “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”. Com o excesso de blockbusters em cartaz, o filme foi exibido em apenas 191 salas. Com isso, levou 128 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,3 milhões. Nos EUA, a estreia foi a segunda maior bilheteria do fim de semana, mas teve uma arrecadação muito abaixo do esperado. Teorias para o fracasso incluem desde a saturação de adaptações de Stephen King – “Doutor Sono” é a terceira de 2019, sem contar as séries – , o título muito ruim e o fato de remeter a um filme com 39 anos, que a maioria dos frequentadores de cinema não lembra ou nem assistiu. Enquanto isso, “Malévola: Dona do Mal”, exibido há quatro semanas, foi o filme mais visto no Brasil no fim de semana. Em cartaz em mais salas que a concorrência – 411 ao todo – , o filme da Disney teve 410 mil espectadores e faturou R$ 7,1 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, o longa já foi visto por 4,1 milhões de pessoas e rendeu R$ 66,8 milhões. “Coringa” ficou com o 2º lugar, com exibição em 334 salas, público de 279 mil pessoas e R$ 5,2 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, há seis semanas, o longa acumula 9 milhões de espectadores e R$ 144 milhões em bilheteria. “A Família Adams” completa o Top 3. Exibido em 343 salas, o longa teve público de 279,2 mil pessoas e vendeu R$ 4,6 milhões em ingressos. Em duas semanas, acumula 784 mil espectadores e R$ 12,6 milhões em bilheteria. Vale reparar o óbvio nesses números: os filmes com maior distribuição arrecadam mais. Teorias à parte, esta é a principal explicação para o fraco desempenho de “Doutor Sono” no Brasil. Confira abaixo a lista dos 10 filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil SEGUNDA 11/NOV:1. Malévola-Dona do Mal2. Coringa3. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio4. A Familia Adams5. Doutor Sono6. Parasita7. Zumbilândia Atire Duas Vezes8. A Odisseia dos Tontos8. Cadê você, Bernadette?9. Downtown Abbey — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 12, 2019












