“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” soma US$ 400 milhões de bilheteria
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” cruzou mais uma marca importante durante a pandemia, ultrapassando neste fim de semana a arrecadação de US$ 400 milhões em todo o mundo. O total inclui US$ 212,5 milhões do mercado norte-americano e US$ 189,1 milhões no internacional. E isto sem contar as bilheterias da China, onde o filme foi barrado. Curiosamente, “Viúva Negra” também não foi exibido no mercado chinês e mesmo assim faturou US$ 379 milhões nos cinemas. As duas produções da Marvel foram os maiores sucessos comerciais da Disney neste ano, seguidas por “Free Guy”, “Cruella” e “Jungle Cruise”. Graças a este desempenho, a Disney está se tornando (oficialmente na segunda-feira) o primeiro estúdio a atingir US$ 2 bilhões em vendas mundiais de ingressos em 2021.
“Duna” supera US$ 100 milhões no mercado internacional
A sci-fi “Duna” superou a marca de US$ 100 milhões de arrecadação no mercado internacional, onde começou a ser exibido há quase um mês – desde 15 de setembro. O lançamento antecipado no exterior foi uma estratégia da Warner para apaziguar os ânimos do diretor Denis Villeneuve e da equipe da Legendary, parceira na produção, que reclamaram publicamente dos planos de distribuição do estúdio para o filme nos EUA, onde chegará simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max. A antecedência permitiu que o filme tivesse mais fôlego em mercados que seriam inundados pela pirataria, graças à disponibilização de uma cópia digital em alta resolução na HBO Max americana. Ao todo, a adaptação épica da obra de Frank Herbert chegou neste domingo (10/10) a um total de US$ 117,1 milhões mundiais. O valor é positivo para uma produção com 2h35 minutos de duração, que vende menos ingressos diários, mas não permite especular o que isso representa para o investimento de US$ 165 milhões em sua produção, fora custos de P&A (cópias e publicidade). Por enquanto, tudo bem. Mas até quando? A Warner não tem conseguido boas bilheterias nos EUA devido aos lançamentos híbridos e “Duna” não deve fugir da tendência. Só que o filme vai chegar na China, o que pode compensar qualquer tropeço doméstico. Não é à toa que Villeneuve está nervoso. Ele quer fazer a sequência combinada com a Warner. A história está dividida em dois longas e o segundo ainda não ganhou aval para começar a ser filmado. Neste momento, os contadores do estúdio são os verdadeiros responsáveis pela continuação. “Duna” estreia nos EUA no dia 22 de outubro, um dia depois do lançamento no Brasil.
“007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassa US$ 300 milhões nas bilheterias
“007 – Sem Tempo para Morrer” desembarcou na América do Norte com uma arrecadação de US$ 56 milhões no fim de semana. Foi um desempenho abaixo das estimativas do mercado e da expectativa criada pela estreia de “Venom: Tempo de Carnificina” na semana passada (US$ 90,1 milhões), mas valeu o 1º lugar nas bilheterias e, ao somar-se ao faturamento internacional, fez o filme ultrapassar os US$ 300 milhões em todo o mundo. As projeções da MGM previviam que a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond renderia US$ 60 milhões em seu lançamento doméstico, especialmente após três adiamentos e o sucesso do filme no exterior, onde foi lançado com antecedência há duas semanas. Mas enquanto filmes de super-heróis como “Venom: Tempo de Carnificina” são consumidos por um público mais jovem e destemido em relação à covid-19, a franquia “007” sempre atraiu uma média etária de 35 anos, demografia que ainda tem relutado em retornar aos cinemas durante a pandemia. Os US$ 56 milhões de “007 – Sem Tempo para Morrer” não são nem de longe um desastre. Trata-se da quinta maior estreia norte-americana da era da pandemia e foi realmente alimentada por um público diferente da continuação de “Venom”. Enquanto 36% dos que compraram ingressos para ver James Bond nos EUA tinham mais de 45 anos, esta faixa correspondeu a apenas 9% do público do super-herói. Mas há ainda um outro fator de impacto na bilheteria. Mais longo de todos os filmes de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer” tem quase três horas de duração, o que reduz o número de vezes que pode ser exibido por sala e por dia, diminuindo proporcionalmente a quantidade de ingressos comercializada para suas sessões. Para fazer frente a este desafio, o estúdio ampliou a distribuição, colocando o longa em 4,4 mil cinemas, o lançamento mais amplo da franquia, num esforço para impedir números menores. De todo modo, os filmes do espião britânico sempre tiveram maior apelo internacional que doméstico. Isto não mudou com a pandemia. Só neste filme de semana, o longa arrecadou mais US$ 89,5 milhões em 66 países diferentes, chegando a um total de US$ 257,4 milhões fora dos EUA – e isto sem a China. Com a contabilidade americana, o valor global chega a US$ 313,3 milhões. “Venom: Tempo de Carnificina” caiu para o 2º lugar com US$ 32 milhões em seu segundo fim de semana nos EUA e Canadá. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 141,7 milhões, um excelente desempenho de dez dias. Com uma estratégia de lançamento conservadora para não enfrentar “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Duna” no mercado internacional, a Sony começou a exibir o filme apenas neste fim de semana no exterior, arrecadando US$ 24,8 milhões em 13 países, para um total internacional inicial de US$ 43,9 milhões. A distribuição foi basicamente centrada na América Latina, onde a produção faturou US$ 20 milhões, a melhor arrecadação do estúdio na região durante a pandemia. Juntando com os valores norte-americanos, a soma chega em US$ 185,6 milhões mundiais. A MGM também emplacou o 3º lugar nos EUA e Canadá com a animação “A Família Addams 2”, que faturou US$ 10 milhões no fim de semana para atingir um total doméstico de US$ 31,1 milhões em 10 dias. O Top 5 norte-americano se completa com “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (US$ 4,2 milhões) e o prólogo da série “Família Soprano”, “The Many Saints of Newark” (com apenas US$ 1,5 milhão).
“007 – Sem Tempo para Morrer” bate recorde em estreia internacional
“007 – Sem Tempo para Morrer” marcou um novo recorde da pandemia em seu lançamento internacional, tornando-se a primeira estreia de Hollywood a ultrapassar os US$ 100 milhões em seu primeiro fim de semana sem contar ingressos vendidos na China e nos EUA. Ao todo, o filme fez US$ 119,1 milhões em 54 mercados, liderando a bilheteria mundial do fim de semana. O valor foi maior até que a impressionante arrecadação de “Venom: Tempo de Carnificina” na América do Norte, onde o filme da Sony também registrou um recorde da pandemia, com uma abertura de US$ 90,1 milhões. Mesmo com os US$ 13,8 milhões da Rússia, o segundo “Venom” não conseguiu superar o entusiasmo pelo novo “007”. Três vezes adiado pela pandemia, o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto deixou passar seis anos desde “007 Contra Spectre” e só fez crescer a expectativa para a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond. O público correspondeu com cinemas lotados ao redor do mundo. No Reino Unido e na Irlanda, “007 – Sem Tempo para Morrer” chegou a arrecadar US$ 11,4 milhões só com ingressos vendido no sábado (2/10), maior faturamento já contabilizado num único dia para qualquer filme da franquia, além da maior venda diária da pandemia. O resultado também reflete a maior distribuição já feita para um único filme no Reino Unido, ocupando 772 cinemas. Em sua estratégia para priorizar o mercado internacional – e assim evitar confronto com Venom – , o novo James Bond só vai chegar aos EUA na próxima sexta (8/10), onde a produção da MGM travará uma batalha royale pela liderança com o simbionte da Sony. Vale lembrar que “007 – Sem Tempo para Morrer” não é o único filme lançado com antecedência no exterior. “Duna” completou três fins de semana em cartaz com mais US$ 13,7 milhões de 32 mercados, para também ultrapassar a marca de US$ 100 milhões internacionais. A estreia da sci-fi da Warner Bros. vai acontecer em 22 de outubro nos EUA, um dia depois do Brasil. Outro detalhe importante do mercado internacional é que todos os filmes de Hollywood foram barrados da China para os cinemas locais priorizarem um filme patriótico. Sem competição hollywoodiana, “The Battle At Lake Changjin” bateu vários recordes chineses para se tornar o verdadeiro líder mundial de bilheteria deste fim de semana, com arrasadores US$ 230 milhões contabilizados no país.
“Venom: Tempo de Carnificina” tem maior estreia da pandemia nos EUA
“Venom: Tempo de Carnificina” faturou US$ 90,1 milhões nas bilheterias da América do Norte, tornando-se a maior estreia nos EUA e Canadá desde março de 2020, quando a covid-19 criou restrições e afastou o público dos cinemas. A arrecadação do filme de super-herói da Sony rendeu cerca de US$ 30 milhões acima das expectativas de Hollywood, e ainda se tornou a primeira sequência da era pandêmica a superar o filme anterior, lançado antes da pandemia. O primeiro “Venom” abriu com US$ 80,3 milhões em 2018. O valor é tão alto que também resulta no segundo maior lançamento já feito durante o mês de outubro no mercado norte-americano, perdendo apenas para “Coringa”, que faturou US$ 96 milhões em 2019. “Com desculpas ao Sr. Twain, mas a morte do cinema foi muito exagerada”, disse em comunicado o diretor de cinema da Sony, Tom Rothman, parodiando uma frase famosa do escritor de “Tom Sawyer”, para comemorar o resultado. Graças ao sucesso do longa, a Cinemark, uma das três maiores redes dos EUA, relatou que teve seu maior fim de semana de outubro em todos os tempos. Até a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, a maior abertura de três dias da pandemia pertencia à “Viúva Negra”, que fez quase US$ 81 milhões, seguida por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis”, com US$ 75,4 milhões (valor que chegou a US$ 94,7 milhões em quatro dias, com o feriado do Dia do Trabalho). Todas as maiores bilheterias são filmes de super-heróis, especificamente adaptações dos quadrinhos da Marvel. E com o lançamento atual, Venom também ingressou no MCU, estendendo a parceria entre a Sony e a Disney que originalmente se restringia aos filmes estrelados por Tom Holland (como o Homem-Aranha). O segundo filme de “Venom” também teve um bom desempenho em seu primeiro mercado internacional. Lançado na Rússia, fez US$ 13,8 milhões, a maior estreia já contabilizada pela Sony nesse mercado e a melhor de qualquer filme durante a pandemia. A estreia no Brasil está marcada oficialmente para quinta-feira (7/9), mas a Sony já começou a fazer pré-estreias pagas do longa no país. Vale reparar que “Venom: Tempo de Carnificina” não teve um grande estreia mundial simultânea para não enfrentar outro blockbuster, “007 – Sem Tempo para Morrer”, que também está batendo recordes de arrecadação no exterior (e vai estrear na próxima sexta nos EUA). Apesar do domínio do lançamento da Sony nas bilheterias, o mercado norte-americano também comemorou o desempenho de “A Família Addams 2”, que registrou a maior estreia de uma animação infantil na era da covid, ocupando o 2º lugar no fim de semana com US$ 18 milhões, apesar de também estar disponível de forma digital, via PVOD, nos Estados Unidos e Canadá. A decisão de lançamento simultâneo foi tomada pela MGM devido a preocupações constantes sobre a variante delta e à falta de vacinação em crianças menores de 12 anos. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” se manteve na 3ª posição, somando US$ 6 milhões a seu total doméstico de US$ 206,1 milhões. Com isso, outra estreia da semana ficou sem ter muito o que comemorar. “The Many Saints of Newark”, prólogo da série “Família Soprano”, vendeu apenas US$ 5 milhões em ingressos e ficou no 4º lugar. Como todos os títulos de 2021 da Warner, o filme foi lançado simultaneamente na HBO Max. Não há previsão para estreia no Brasil. O musical “Querido Evan Hansen”, da Universal, completou o Top 5, caindo 67% em relação à sua estreia na semana passada, para juntar US$ 2,5 milhões. Fracasso de bilheterias, o filme fez ao todo US$ 11,8 milhões em 10 dias. O lançamento no Brasil vai acontecer em 11 de novembro. Para completar, o circuito limitado também comemorou um recorde, graças à performance do terror francês “Titane”, grande destaque do Festival de Cannes deste ano. Lançado em 562 cinemas dos EUA, fez US$ 515 mil para cravar a maior estreia de um filme vencedor da Palma de Ouro não falado em inglês no mercado norte-americano em todos os tempos.
“Shang-Chi” é primeiro filme com US$ 200 milhões nas bilheterias dos EUA durante a pandemia
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” virou a primeira produção a arrecadar mais de US$ 200 milhões nas bilheterias norte-americanas durante a pandemia – isto é, desde março de 2020. A marca foi atingida na quinta (30/9) e contabilizada nesta sexta-feira. No fim de semana passado, o filme já tinha se tornado o filme mais bem-sucedido do período na América do Norte, ocasião em que atingiu o total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá, superando com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. O filme também superou a bilheteria do fenômeno “Podres de Ricos”, que em 2018 – portanto, antes da pandemia – tinha sido considerado um marco para a representatividade asiática em Hollywood. A comédia romântica de elenco asiático-americano faturou ao todo US$ 174,5 milhões no mercado doméstico. Apesar do sucesso nacional, o bloqueio do lançamento de “Shang-Chi” na China, devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o longa do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Impedido de entrar na China, “Shang-Chi” nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, que somou US$ 716,5 milhões em ingressos vendidos ao redor do mundo. A produção da Disney também vai perder o 1º lugar nas bilheterias nos EUA neste fim de semana, após manter a posição durante um mês, para outra adaptação de quadrinhos da Marvel, só que da Sony: “Venom: Tempo de Carnificina”, que estreia nesta sexta (1/10) no país, uma semana antes do lançamento no Brasil.
“Shang-Chi” vira filme mais bem-sucedido da pandemia na América do Norte
Líder das bilheterias pelo quarto fim de semana consecutivo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou mais US$ 13,3 milhões para atingir um total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá. A quantia transformou a produção da Marvel/Disney no filme mais bem-sucedido da pandemia no mercado norte-americano. O montante superou com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. Mas o filme de Scarlett Johansson continua na frente na soma mundial. “Shang-Chi” tem US$ 166,9 milhões no exterior, totalizando US$ 363,4 milhões em todo o mundo, contra US$ 378 milhões globais de “Viúva Negra”, que foi lançada simultaneamente na Disney+. O bloqueio do lançamento na China, que vetou a produção devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o filme do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Apesar do sucesso norte-americano, o longa nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, com US$ 716,5 milhões de ingressos vendidos ao redor do mundo. Mas “Shang-Chi” demonstra ter fôlego para acrescentar ainda muitos milhões em sua conta. Neste fim de semana, sua bilheteria foi quase o dobro da obtida pelo segundo filme melhor colocado, o musical da Universal “Querido Evan Hansen”, que rendeu US$ 7,5 milhões. Principal estreia de sexta passada (24/9), a adaptação da Broadway amargou rejeição da crítica, atingindo apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes. O fracasso acontece num ano que experimenta excesso de lançamentos musicais, tanto nos cinemas quanto em streaming. Culpa de “La La Land”. A realidade das bilheterias tem demonstrado que o desempenho do filme de 2016 foi pontual e não um retorno à era de ouro dos musicais de Hollywood. Lançado poucos meses após o desastre de “Cats”, “Em um Bairro de Nova York”, adaptação da peça de Lin-Manuel Miranda, também chegou durante a pandemia e se saiu um pouco melhor, com um faturamento inicial de US$ 11,5 milhões, mas atingiu apenas US$ 29,8 milhões no mercado interno – ainda que com uma diferença: estreou simultaneamente na HBO Max. O desastre de “Querido Evan Hansen” deixa claro que aquilo que funciona no palco não tem garantia nas telas. A produção da Universal tentou repetir o fenômeno da montagem de 2016, premiada com seis troféus Tony (o Oscar do teatro), ao escalar o mesmo ator, Ben Platt, no papel principal. Só que, agora com 27 anos, ele foi ridicularizado por tentar passar por estudante do Ensino Médio na versão cinematográfica. O pódio das bilheterias norte-americanas se completa com “Free Guy – Assumindo o Controle”. A comédia fantasiosa estrelada por Ryan Reynolds faturou US$ 4,1 milhões em seu sétimo fim de semana, atingindo um total doméstico de US$ 114,1 milhões. Globalmente, o filme está com US$ 317,4 milhões graças à diferença feita pelo lançamento chinês, que responde por US$ 94 milhões da conta. O terror “A Lenda de Candyman” e o drama “Cry Macho – O Caminho para a Redenção”, estrelado e dirigido por Clint Eastwood, fecham o Top 5 com US$ 2,5 milhões e US$ 2,1 milhões de arrecadação no fim de semana, respectivamente.
“Shang-Chi” segue no topo das bilheterias com US$ 320 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana seguido. Ainda exibido em 4 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou US$ 21,7 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 176,9 milhões no mercado doméstico. Com isso, “Shang-Chi” se tornou o segundo lançamento de maior bilheteria do ano na América do Norte, atrás apenas da “Viúva Negra”. Mas, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o longa com Simu Liu teve lançamento exclusivo nos cinemas e deve ultrapassar a bilheteria total de US$ 183 milhões de “Viúva Negra” até o próximo fim de semana. No mundo inteiro, a produção do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu arrecadou US$ 320,6 milhões até o momento (mais US$ 20,3 milhões vieram do exterior neste fim de semana), apesar de não ter sido lançado na China, maior mercado cinematográfico do mundo, por censura política. Outro lançamento da Disney ocupa o 2º lugar. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego em seu sexto final de semana, caindo apenas 7% em relação à semana passada. A comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds faturou mais US$ 5,2 milhões para tingir o total doméstico de US$ 108,5 milhões. Melhor que isso, o filme se tornou um fenômeno na China. Graças aos US$ 85,6 milhões vindos do mercado chinês, está prestes a cruzar os US$ 300 milhões mundiais. A principal estreia da semana, “Cry Macho”, do diretor Clint Eastwood, ficou em 3º lugar nos EUA, faturando US$ 4,5 milhões de 3,9 mil cinemas. O neo-western dividiu a crítica, com 52% de aprovação e se tornou o terceiro lançamento consecutivo da Warner a fracassar nas bilheterias domésticas, após “Maligno” e “Caminhos da Memória”. Todos estes títulos têm em comum o fato de terem sido lançados simultaneamente na HBO Max nos EUA. E o mesmo vai acontecer com o esperado “Duna”, que já começou a ser exibido (exclusivamente nos cinemas) em alguns países neste fim de semana. O lançamento internacional de “Duna” chegou ao todo, em 24 mercados, onde o filme assumiu o 1º lugar e rendeu US$ 36,8 milhões, um desempenho acima das expectativas para a superprodução dirigida por Denis Villeneuve. As melhores performances foram na Rússia (US$ 7,6 milhões), França (US$ 7,5 milhões) e Alemanha (US$ 4,9 milhões). A estreia da sci-fi no Brasil vai acontecer apenas em 21 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Shang-Chi” ultrapassa US$ 250 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve-se imbatível no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 4,3 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou surpreendentes US$ 35,8 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 145,6 milhões no mercado doméstico. O desempenho representa o maior segundo fim de semana de todo o período da pandemia, superando os US$ 25,8 milhões de “Viúva Negra”. A diferença de resultados dá razão à Scarlett Johansson em sua disputa contra a Disney. A atriz argumenta que o lançamento simultâneo em streaming prejudicou as bilheterias de seu longa, e a queda de arrecadação foi realmente dramática após a estreia. Já “Shang-Chi”, que é exclusivo dos cinemas, manteve uma arrecadação forte. O filme também se manteve em 1º lugar em vários países do mundo, incluindo o Brasil, Austrália, França, Alemanha, Coréia, Itália, México, Rússia, Espanha e Reino Unido. O sucesso do novo herói da Marvel é tão impressionante que precisou só de 10 dias, em plena pandemia, para cruzar os US$ 250 milhões mundiais. O montante internacional está em US$ 112 milhões, o que rende um total exato de US$ 257,6 milhões em todo o mundo. E isto sem o mercado chinês, que não deve receber “Shang-Chi” por censura política. Os números reforçam a decisão da Disney de encerrar sua experiência com o Premier Access, seu PVOD na Disney+, e voltar a realizar lançamentos apenas no cinema, ainda que com uma janela bem menor de exclusividade – 45 dias, em vez dos 90 de antes da pandemia. A Disney, por sinal, também ocupa o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões de faturamento doméstico neste domingo (12/9), com um cume de US$ 101,8 milhões até o momento. No mundo inteiro, o valor está em US$ 276,5 milhões graças ao lançamento na China, que já rendeu US$ 76,3 milhões até o momento. A principal estreia da semana, o terror “Maligno” da Warner, abriu apenas em 3º lugar, com US$ 5,57 milhões em 3,5 mil telas nos EUA. Disponibilizado também na HBO Max, o filme não teve o desempenho esperado, especialmente diante das críticas positivas que costumam impulsionar bilheterias de terror – teve 74% de aprovação no Rotten Tomatoes. Somando as arrecadações internacionais, chegou a US$ 15,1 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui outro terror, “A Lenda de Candyman”, com US$ 4,8 milhões em seu terceiro fim de semana para um total doméstico de US$ 48 milhões, e outra produção da Disney, “Jungle Cruise”, que fez US$ 2,4 milhões para um total doméstico de US$ 109,9 milhões após sete semanas nos cinemas.
Simu Liu revela bastidores de uma das principais cenas de ação de “Shang-Chi”
O ator Simu Liu compartilhou no Instagram um vídeo dos bastidores de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, revelando um trecho das filmagens de uma das principais sequências de ação do longa, que acontece em um ônibus. Junto do vídeo, ele contou que foram meses de ensaios e preparações para realizar a cena que aparece no filme, e mesmo assim chegou a se machucar durante as filmagens. “Você paga um preço humano por optar por cenas sem efeitos visuais. Os hematomas e arranhões são consequências e, no meu caso, resultaram num inchaço do meu joelho do tamanho de uma bola de tênis no final desse dia. Ainda assim, eles tiveram que me tirar de cima desse ônibus; queria fazer e refazer [a cena] até ela ficar perfeita, e mais um pouco. Amei cada segundo”. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” estreou na sexta-feira passada (3/9) e rapidamente se tornou um dos maiores blockbusters da pandemia, já tendo arrecadado mais de USS$ 150 milhões em bilheteria mundial. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Simu Liu (刘思慕) (@simuliu)
Estreia de “Shang-Chi” só perde pra “Viúva Negra” nos EUA
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” está comemorando a segunda maior estreia do ano nos EUA e Canadá, atrás apenas de outra produção da Marvel, “Viúva Negra”. Faturou US$ 71,4 milhões em 4,3 mil salas, enquanto o filme de Scarlett Johansson fez US$ 80,3 milhões. Mas a diferença entre as duas produções é maior. “Viúva Negra” foi distribuída simultaneamente nos cinemas e na Disney+ – e a atriz abriu processo contra o estúdio por causa disso – , somando ainda mais US$ 60 milhões em valores digitais. Já o primeiro longa com protagonistas asiáticos do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) foi “um teste” para verificar como o mercado reagiria a um lançamento da Marvel exclusivo do circuito cinematográfico em meio a mais uma onda da pandemia. Além de dar à Disney uma comparação para levar aos tribunais contra Johansson, o desempenho se mostrou bastante positivo para o mês de setembro, que geralmente recebe poucos blockbusters e por isso costuma ser dominado por filmes de terror. Não por acaso, apenas dois outros títulos tiveram estreia melhor nesse mês que o longa estrelado pelo pouco conhecido Simu Liu, “It – A Coisa” (2017) e sua continuação de 2019. Como na segunda-feira (6/9) é feriado do Dia do Trabalho nos EUA, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” também deve estabelecer um recorde em sua estreia. A expectativa é que ele chegue a US$ 83,5 milhões no período de quatro dias, mais que o dobro da marca de melhor fim de semana do Dia do Trabalho anterior, que pertencia ao remake de “Halloween” com US$ 30,6 milhões ao longo de quatro dias em 2007. “Ao quebrar os recordes de bilheteria do Dia do Trabalho com uma história de origem nova para muitos fãs, ‘Shang-Chi’ deu uma declaração enfática: as pessoas realmente querem voltar ao cinema”, disse Rich Gelfond, CEO da Imax, em um comunicado. “É claro que uma ótima produção somada a um lançamento cinematográfico exclusivo segue sendo uma fórmula vencedora de bilheteria, e este filme inovador lançou com sucesso uma nova e excitante jornada cinematográfica para a Marvel e um grande sucesso de bilheteria para a indústria”, completou. O interesse do público no filme foi estimulado por críticas positivas, que chegaram a 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, e comentários ruidosos nas redes sociais a respeito das cenas pós-créditos, com participações especiais que colocam Shang-Chi à frente dos próximos acontecimentos do MCU. E o sucesso não foi restrito à América do Norte. O lançamento internacional também impulsionou o primeiro super-herói asiático da Marvel ao 1º lugar de vários países, especialmente no Reino Unido, onde seus US$ 7,7 milhões representaram a maior bilheteria de estreia de toda a pandemia na região. Outros mercados em que a abertura foi notável incluem Coreia do Sul (com US$ 6,5 milhões), França (US$ 4,3 milhões), Rússia (US$ 3,2 milhões) e Japão (US$ 2,8 milhões). Ao todo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou US$ 127,6 milhões em todo o mundo, marca que também ficou abaixo dos US$ 149 milhões de arrecadação global de “Viúva Negra” em seu primeiro fim de semana nos cinemas. O resto das bilheterias manteve-se bem distante desses valores. Ao perder a liderança, o terror “A Lenda de Candyman” fez US$ 10,44 milhões, seguido por “Free Guy – Assumindo o Controle” com US$ 8,7 milhões, “Patrulha Canina – O Filme” com US$ 4 milhões e “Jungle Cruise” com US$ 3,9 milhões. E vale reparar que neste bolo há mais duas produções da Disney.
Terror de M. Night Shyamalan vence “Snake Eyes” nas bilheterias dos EUA
O novo terror de M. Night Shyamalan, “Tempo” (Old), liderou as bilheterias dos EUA e Canadá neste fim de semana com uma arrecadação de US$ 16,5 milhões em vendas de ingressos. Lançado com um trailer empolgante, que gerou muita expectativa em relação a seu mistério – uma praia distante onde turistas envelhecem aceleradamente – , o lançamento da Universal Pictures lotou cinemas, mas foi considerado medíocre pelos críticos norte-americanos, atingindo apenas 52% de aprovação. O consenso é que a premissa seria empolgante num curta-metragem, mas não num filme de duas horas. Mesmo assim, seu desempenho foi melhor que “G.I. Joe Origens: Snake Eyes”, com meros 42% de aprovação e bilheterias muito abaixo das expectativas. O filme de ação abriu em 2º lugar com US$ 13,3 milhões. Ambos foram lançados apenas nos cinemas, mas tiveram aberturas inferiores a estreias recentes com distribuição simultânea em streaming. Este fato incontestável fulmina o argumento da Associação Nacional de Donos de Cinemas dos Estados Unidos (NATO, na sigla em inglês) de que a estratégia da Disney com “Viúva Negra” seria deficitária. O filme estrelado por Scarlett Johansson bateu o recorde de faturamento da pandemia em sua estreia com uma bilheteria duas vezes maior que a soma dos dois lançamentos exclusivos dos cinemas desta semana. Para piorar o quadro, “Snake Eyes” fracassou no exterior, arrecadando somente US$ 4 milhões em 37 países. É um começo decepcionante para um filme orçado em US$ 88 milhões e que deveria reiniciar a franquia “G.I. Joe”. Com esses números, dificilmente terá sequência. “Viúva Negra” aparece em 3º lugar após três fins de semanas, acrescentando mais US$ 11,6 milhões para chegar a um total de US$ 154 milhões nos Estados Unidos e Canadá e se tornar a segunda maior bilheteria doméstica de 2021. Enquanto isso, “Space Jam: Um Novo Legado” seguiu o padrão dos últimos lançamentos e viu sua arrecadação desabar 69% em sua segunda semana em cartaz. O híbrido animado com LeBron James e Pernalonga despencou do 1º para o 4º lugar com US$ 9,5 milhões. “Velozes e Furiosos 9” fecha o Top 5, adicionando US$ 4,7 milhões em seu quinto fim de semana nos cinemas dos EUA. Filme que mais arrecadou nos cinemas neste ano, soma US$ 163 milhões na América do Norte até o momento e se tornou a primeira produção de Hollywood a ultrapassar US$ 600 milhões em todo o mundo desde o início da pandemia. “Tempo” estreia na sexta-feira (29/7) no Brasil, “Snake Eyes” em 19 de agosto e os demais líderes das bilheterias norte-americanas já estão em cartaz nos cinemas nacionais.
Diretor do “Space Jam” original detona “O Novo Legado”
O diretor Joe Pytka, que comandou “Space Jam: O Jogo do Século” (1996), juntou-se aos críticos da continuação recém-lançada pela Warner, “Space Jam: Um Novo Legado”, que chegou no fim de semana passado nos cinemas. Descrevendo o filme como “entediante”, ele disse ao site TMZ que só conseguiu terminar de assistir após cinco tentativas. Segundo Pytka, os problemas do longa começam na escalação do protagonista humano, LeBron James. “Quando fizemos o primeiro, Michael Jordan não era só o melhor jogador de basquete do mundo… Ele era uma das maiores celebridades do planeta. LeBron é um brilhante atleta e um bom ator, mas a verdade é que ele não é Michael Jordan”, comentou. Ele também considerou o elenco coadjuvante muito fraco. “Eu nem me lembro o que Anthony Davis fez no filme”, observou. Suas críticas ainda citam uma trilha sonora “insignificante”. Mas o maior problema, na sua visão, foi o que fizeram com Pernalonga. “Este novo Pernalonga não tem nenhuma conexão com o clássico, e isso foi algo que fizemos com muito cuidado no filme original. A nova versão do Pernalonga parece um daqueles bonecos de pelúcia que você compra para o seu filho em uma loja de aeroporto quando o voo está atrasado”, criticou. A imprensa americana parece concordar com Pytka. O filme dirigido por Malcolm D. Lee foi muito mal recebido pela crítica, atingindo apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Apesar disso, conseguiu abrir em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, superando “Viúva Negra” com arrecadação de US$ 31,6 milhões. No resto do mundo, entretanto, não foi capaz de repetir a façanha. O filme estreou em 3º lugar no Brasil.










