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  • Filme

    Crítica internacional afirma que Coringa é melhor que O Cavaleiro das Trevas

    31 de agosto de 2019 /

    A exibição de “Coringa” no Festival de Veneza foi saudada com aplausos efusivos e elogios rasgados da crítica internacional. Após a première mundial, Joaquin Phoenix já é considerado favorito ao Oscar por seu retrato de Arthur Fleck, que não é exatamente o personagem dos quadrinhos da DC Comics, mas uma versão “Elseworlds” (para usar uma referência dos próprios quadrinhos) de um Coringa concebido na Nova York setentista dos filmes de Martin Scorsese e Sidney Lumet, informado por cenas de “Taxi Driver”, “O Rei da Comédia” e “Um Dia de Cão”, além de contar com elementos da distopia anárquica de “Laranja Mecânica”. A grande sacada é que, no filme de Todd Phillips, Nova York se chama Gotham City. E a família Trump tem o sobrenome Wayne, numa versão alternativa do mundo de 1981. Sempre cotado a prêmios por seu trabalho de interpretação, Joaquin Phoenix talvez nunca tenha gerado tanta admiração quanto em sua passagem por Veneza, neste sábado (31/8). Astro mais aplaudido do festival, deve ser reconhecido com a Copa Volpi, troféu de melhor ator do evento, primeiro passo de sua jornada até o Oscar 2020. “Prepare-se para repensar o que é possível fazer nas adaptações de quadrinhos”, escreveu Mark Hughes numa crítica quilométrica publicada no site da revista Forbes. “Se você achou que ‘O Cavaleiro das Trevas’ e ‘Logan’ ultrapassaram os limites do gênero ao propor uma narrativa adulta e com qualidade de Oscar, ‘Coringa’ está prestes a aumentar o parâmetro”. “É impossível falar sobre o ‘Coringa’ sem fazer referência à performance vencedora do Oscar de Heath Ledger em ‘O Cavaleiro das Trevas’, amplamente considerada o retrato definitivo do vilão em live-action, então vamos falar sobre isso. O fato é que todo mundo ficará surpreso com o que Phoenix realiza, porque é o que muitos acreditam ser impossível – um retrato que corresponde e potencialmente excede o de ‘O Cavaleiro das Trevas'”, continua a crítica da Forbes. “Eu nem hesito em dizer que Phoenix é instantaneamente favorito ao Oscar de Melhor Ator, e não tenho dúvidas de que ele será indicado por sua atuação. Minha expectativa é que ele vença, porque é a melhor performance que já vi de um ator o ano todo, e é difícil imaginar outra performance com tanta intensidade e poder”. “‘Coringa’ é uma das verdadeiras obras-primas do cinema de super-heróis e um dos melhores filmes de 2019”, conclui o texto. “Coringa’ vai ser objeto de controvérsia após o seu lançamento, mas é uma controvérsia que ele convida, deixando muito em aberto para interpretação”, ponderou Eric Eisenberg, no site CinemaBlend. “Todo mundo vai ter sua própria opinião sobre o que é real e o que é fantasia no filme. Todo mundo vai ter sua própria leitura política específica. E então todas essas opiniões vão mudar quando virem o filme pela segunda vez. Definitivamente, você sentirá que precisará tomar um banho depois de vê-lo, mas depois de se secar e trocar de roupa, não fará mais nada a não ser analisá-lo e dissecá-lo”. “Ninguém que ver esse filme vai precisar de outra versão do Coringa”, escreveu David Sexton, no jornal inglês London Evening Standard. “Coringa’ é certamente o filme de quadrinhos mais sombrio e cruel de todos os tempos”, acrescentou, antes de proclamar: “Joaquin Phoenix apresenta uma performance absolutamente convulsiva, talvez a mais poderosa de sua carreira, como o Coringa”. “Que filme gloriosamente ousado e explosivo é ‘Coringa’. É um conto quase tão distorcido quanto o homem em seu centro, cheio de idéias e voltado para a anarquia”, elogiou Xan Brooks, no jornal britânico The Guardian. “Tendo saqueado descaradamente os filmes de Scorsese, Phillips modela os ingredientes roubados em algo novo, de modo que o que começou como uma alegre sessão de cosplay se torna progressivamente mais perigoso – e mais relevante também”, completa o texto. “O tom do filme é ainda mais sombrio e gótico do que o dos filmes de Batman de Christopher Nolan”, descreve Geoffrey Macnab em outro jornal britânico, Independent. “‘Coringa’ desconstrói e aprimora a lenda do inimigo demente do Batman”, analisou Tim Grierson, do site Screen Daily. “E, embora Phoenix ilumine habilmente a desintegração de Arthur antes do Coringa, ele também prova ser um Coringa bastante fantástico durante os trechos finais do filme. Os fãs de filmes de super-heróis já tem uma versão favorita deste vilão inesquecível, mas a abordagem de Phoenix é disparada a mais humana – e, como resultado, a mais trágica de todas”. “Um thriller sombrio e realista disfarçado de adaptação de quadrinhos – ou, para dizer de outra forma, uma produto de entretenimento de Hollywood disposto a desenvolver uma história, enquanto cria tensão e transborda de idéias”, descreve Justin Chang no jornal Los Angeles Times. “Ainda assim, a crescente violência é intensamente desagradável, chocante, se não particularmente surpreendente; cena após cena, o acúmulo é tão agonizante que você não tem certeza se o filme está representando ou abraçando a crueldade de seu protagonista. Talvez a distinção seja menos importante do que gostamos de pensar”. “Será fascinante ver o que os poucos detratores de ‘O Cavaleiro das Trevas’, que o consideram muito sádico, vão pensar sobre “Coringa”, ainda mais sombrio e desesperador. Certamente, haverá muito a dizer sobre esse filme perturbador e incrivelmente bem realizado, antes e depois dele chegar aos cinemas. Por enquanto, uma coisa já está clara: esse palhaço não veio brincar”, conclui Chang.

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  • Filme

    Shazam! é o filme mais elogiado da DC Comics com 95% no Rotten Tomatoes

    24 de março de 2019 /

    As primeiras impressões se confirmaram. O fim do embargo à publicação das críticas oficiais de “Shazam!” trouxe à tona uma unanimidade estridente em torno do filme. O longa estrelado por Zachary Levi (o “Chuck”) arrancou muitos elogios da imprensa norte-americana e se tornou a adaptação mais bem-avaliada dos quadrinhos da DC Comics em todos os tempos. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, superou a média positiva de “Mulher-Maravilha”, que atingiu 93% em 2017, e ficou muito à frente de “Aquaman”, que tem 65%. Neste momento, “Shazam!” bate até “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e “Superman – O Filme” (1978), ambos aprovados por 94% da crítica. Claro, a cotação ainda vai oscilar até a estreia, no primeiro fim de semana de abril, e o ex-Capitão Marvel pode (deve) perder a primazia sobre Batman, Superman e Mulher-Maravilha até lá. Mas o que realmente importa é o impacto dos comentários positivos sobre sua eventual bilheteria. A boa recepção inicial tende a chamar atenção do público, aumentando a perspectiva do filme diante da acirrada disputa de grandes lançamentos da temporada. O consenso é que “Shazam!” é o filme de super-heróis mais divertido desde “Superman – O Filme” em 1978. O tom de comédia se sobrepõe à ação e isso deve agradar a públicos de todas as idades. Por sinal, diversas publicações o compararam à clássica Sessão da Tarde “Quero Ser Grande” (1988), estrelada por Tom Hanks, com a diferença de que o menino protagonista não vira apenas um adulto, mas um super-herói adulto. A revista Variety resumiu a produção como “uma comédia de ação leve, engraçada e despretensiosa sobre um menino no corpo de um super-homem”. “O filme é, em outras palavras, um ‘Quero Ser Grande’ de calça de lycra. E é Zachary Levi quem faz isso funcionar, da mesma forma feita por Tom Hanks. Levi não constrói Billy como um menino imaturo – ao contrário, ele é inteligente e rápido. Mas Billy não tem a malícia de um adulto, e Levi usa essa inocência para levar o material de super-herói mais longe”. O site The Wrap ecoou, ao dizer que o filme “tem uma leveza adorável, tanto no tom quanto no visual” e elogiou o elenco do filme, voltando a destacar Levi. “A linguagem corporal de Levi é constantemente criativa, já que ele faz um adolescente que não está ainda acostumado a um corpo de adulto, muito menos o de um super-herói”. Para a revista The Hollywood Reporter, “Shazam!” mostra que a DC aceitou a crítica de que seus filmes se tornaram muito sombrios e sérios demais. “Filme de DC mais recomendado para crianças até agora, ‘Shazam!’ é muito divertido”, estampou a publicação, que ainda destacou que isso não torna suas piadas bobas nem significa que houve negligência com a emoção. O site Indiewire também exaltou “Shazam!” como “um dos mais divertidos filmes de super-heróis de todos os tempos”. O site IGN acrescentou que o filme é “o mais alegre e doce da DC desde os dias do ‘Superman’ de Christopher Reeve, uma história de amadurecimento divertida, mas sincera, sobre um garoto que aprende que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. “Obviamente, ‘Shazam!’ não reinventa o filme de super-herói, mas é uma produção divertida que me deixou querendo mais aventuras com esses personagens adoráveis”, completa o texto. O jornal britânico The Guardian afirmou que “Shazam!” “mira baixinho e, na maior parte das vezes, é bem-sucedido”. “É um super-herói para baixinhos com energia suficiente para manter seu público-alvo interessado, com um conceito central divertido que parece uma cruza de ‘Quero Ser Grande’ com ‘Superman’. Levi tem um charme bobo, atirando-se no papel com entrega total”. E o site The Verge ainda chamou atenção para a mensagem por trás da diversão do filme, observando que a melhor coisa da vida de Billy Batson não são seus superpoderes, mas sua adoção por um lar carinhoso, e como o filme destaca a importância da família na vida de uma criança. De negativo, apenas um aspecto foi mencionado, tanto pela revista Entertainment Weekly quanto pela agência Associated Press: o espaço dado para o Dr. Silvana (Mark Strong), que se prova um vilão genérico, especialmente pela precaridade de seus capangas, os Sete Pecados Capitais, que surgem como gárgulas de CGI barato. Com direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), “Shazam!” estreia em 4 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Warner pretende fazer campanha para Mulher-Maravilha ser indicado ao Oscar

    28 de julho de 2017 /

    A Warner Bros. pretende investir numa campanha para conseguir indicações ao Oscar para “Mulher-Maravilha”. Segundo a revista Variety, o objetivo é emplacar vagas nas disputas de Melhor Filme e Melhor Direção para a cineasta Patty Jenkins. O estúdio é o único que já conseguiu incluir um filme de super-herói na categoria de Melhor Filme de ano. Isto aconteceu com “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, dirigido por Christopher Nolan, que ainda rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Heath Ledger em 2009. A renovação da Academia, realizada de forma voraz no último par de anos, é a aposta da companhia, que inclusive faturou muitos prêmios inesperados com um blockbuster há dois anos: “Mad Max: Estrada da Fúria”. A Warner acredita que o filme tem chances por existir uma expectativa de maior abertura para mulheres cineastas em 2018, já que a questão racial foi superada neste ano com a vitória de “Moonlight”. Até hoje, apenas uma mulher venceu o Oscar de Melhor Direção: Kathryn Bigelow em 2010, por “Guerra ao Terror”. O problema desta aposta é que o Oscar 2018 deve ser um dos mais disputados dos últimos anos, já que filmes com condições de receber indicações estão chegando aos cinemas com muito mais antecedência que no passado. Casos, por sinal, das novas obras de Nolan e Bigelow, respectivamente “Dunkirk” e “Detroit”.

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    Crítica internacional elogia e se emociona com Logan, que é comparado ao Cavaleiro das Trevas

    20 de fevereiro de 2017 /

    Surgiram as primeiras críticas internacionais de “Logan”. E são todas elogiosíssimas, destacando o tom sombrio e a violência, mas também o grande apelo emocional da história. O crítico do jornal americano USA Today chegou a comparar o filme dirigido por James Mangold (que retorna à franquia após “Wolverine – Imortal”) com “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008). Confira abaixo alguns dos elogios rasgados. “Facilmente o melhor filme do Wolverine, ‘Logan’ é o ‘Cavaleiro das Trevas’ da franquia mutante dos ‘X-Men’, um filme emocionante que transcende o gênero dos heróis de quadrinhos dizendo algo importante” (Brian Truitt, da USA Today). “Hugh Jackman não está entregando apenas o filme definitivo dos ‘X-Men’; este pode ser o filme definitivo baseado em quadrinhos” (Mark Daniell, da Toronto Sun). “É ao mesmo tempo o filme mais violento da série e o mais sentimental. Quando não derrama sangue em você, tenta te fazer derramar lágrimas” (Chris Nashawaty, da Entertainment Weekly). “Cada vez que a violência explode, ela é satisfatória porque está justificada na trama, e também porque Mangold sabe como apresentá-la” (Owen Gleiberman, da Variety). “O peso da violência gráfica e grotesca paira sobre todo o filme. Mas a ousada violência emocional permanece por mais tempo, mesmo depois que as luzes se apagam no ato final” (Tasha Robinson, do The Verge). “A violência em ‘Logan’ não está para brincadeira, como em ‘Deadpool’. Ela é séria e grave e às vezes difícil de assistir, o que se encaixa perfeitamente com o tom deste filme surpreendentemente sombrio” (Rene Rodriguez, do Miami Herald). “Misturando a mitologia da Marvel com a mitologia do gênero western, James Mangold criou um filme emocionalmente impressionante, que tira sua força da interpretação cheia de nuances de Hugh Jackman como um herói relutante” (Sheri Linden, do Hollywood Reporter). “Logan é um filme para pessoas que, como eu, acharam que o único bom momento de ‘X-Men: Apocalipse’ era a cena de Michael Fassbender chorando na floresta, e deixaram o cinema desejando que aquilo tivesse sido o filme inteiro. ‘Logan’ é algo que ninguém poderia esperar: um filme de super-herói criativamente ousado” (Robbie Collin, do The Telegraph). “Em geral, ‘Logan’ é algo bastante especial: uma história emocionante e triste sobre a reta final da vida, e o blockbuster perfeito para esses tempos amargurados em que vivemos” (Tom Huddleston, da Time Out London). “Logan” estreia no dia 2 de março nos cinemas brasileiros.

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