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  • Etc

    Netflix acrescenta mais 10 milhões de assinantes no trimestre

    17 de julho de 2020 /

    A Netflix adicionou mais assinantes que o esperado no segundo trimestre de 2020, impulsionada pelo isolamento social e o fechamento de outras opções de lazer devido ao coronavírus. A gigante do streaming somou 10,09 milhões de novos assinantes no período, aumentando sua base global para quase 193 milhões, após um primeiro trimestre recorde para a empresa, quando adicionou 15,8 milhões de usuários durante os primeiros dias da pandemia. Os números superaram com folga a previsão da empresa, que acreditava poder conseguir mais 7,5 milhões de assinaturas, mas refletiram as expectativas mais otimistas de Wall Street. Em uma carta aos acionistas, a empresa atribuiu as adições adicionais à “aquisição e retenção melhores do que o previsto”. Com os resultados do primeiro semestre de 2020, a empresa acrescentou 26 milhões de novas assinaturas, não muito longe das 28 milhões conquistadas em todo o ano de 2019. No entanto, o relatório alerta que “o crescimento está diminuindo à medida que os consumidores passam pelo choque inicial das restrições cívicas e sociais”. A empresa está prevendo um número bem mais modesto, cerca de 2,5 milhões de novos assinantes, no terceiro trimestre – abaixo dos 6,8 milhões de um ano atrás. Embora a Netflix, como seus colegas tradicionais da indústria de entretenimento, tenha sido forçada a pausar a produção em vários de seus filmes e séries originais, ela continua a lançar mais projetos concluídos que qualquer outra empresa de audiovisual, alimentando um público carente por novidades, que só é informado de adiamentos nos cinemas e na TV. “Como nosso prazo de produção de conteúdo é longo, nossos planos para 2020 de lançar programas e filmes originais continuam intactos”, diz o relatório de lucros da empresa, dirigido ao mercado. “Para 2021, com base em nosso plano atual, esperamos que as produções pausadas levem a uma lista de conteúdo com mais ponderação, mas antecipamos que o número total de programas originais para o ano inteiro ainda será maior que em 2020.” A Netflix acrescentou que está buscando aquisições externas, como alguns filmes e séries de várias partes do mundo, para adicionar ao seu serviço. Entre os lançamentos mais recentes, a empresa disse que a série de comédia “Space Force” foi vista por 40 milhões de espectadores e o filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee, visto por 27 milhões. Os resultados foram especialmente positivos para Ted Sarandos, o chefe de conteúdo do serviço de streaming, responsável pela receita vitoriosa. O balanço trimestral foi acompanhado pelo anúncio de que Sarandos foi promovido a co-CEO da Netflix, ao lado de Reed Hastings, o CEO original.

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  • Filme

    Hollywood teve arrecadação recorde de US$ 40,6 bilhões em 2017

    4 de abril de 2018 /

    Com a saída de cartaz dos últimos filmes lançados em 2017, as bilheterias totalizaram o valor final de faturamento do ano passado. E é recorde. Ao todo, a indústria cinematográfica americana faturou US$ 40,6 bilhões, graças ao sucesso de blockbusters como “Star Wars: Os Últimos Jedi”, campeão de arrecadação do ano, “A Bela e a Fera” e “Mulher Maravilha”. Os números representam um aumento de 5% na arrecadação em relação a 2016, de acordo com o levantamento da Motion Picture Association of America (MPA). E contrariam preocupações com o declínio das receitas estrangeiras, que tinham sido registradas há dois anos. O recorde mundial de bilheteria foi impulsionado por um aumento de 7% nos mercados internacionais (29,5 bilhões de dólares), em grande parte devido à retomada do crescimento na China, que havia desacelerado em 2015. Japão, Grã-Bretanha, Índia e Coreia do Sul completam os cinco principais mercados internacionais. Isto compensou uma ligeira queda nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá – um mercado de 262 milhões de espectadores – , que foi de US$ 11,4 bilhões em 2015 para US$ 11,1 bilhões no ano passado. A faixa etária que mais foi ao cinema foram os pré-adolescentes e adolescentes entre 12 e 17 anos. Este público assistiu a uma média de 4,9 filmes. O segundo grupo etário que mais gastou em ingressos foi dos 18 a 24 anos. Uma curiosidade do relatório foi o registro de que o aumento da arrecadação aconteceu de forma paralela ao crescimento dos serviços de streaming, que oferecem filmes para serem assistidos em casa. Segundo o levantamento da MPA, os americanos gastaram 49% de seu tempo com plataformas digitais em 2017.

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  • Filme

    Metade dos filmes brasileiros dos últimos cinco anos venderam menos de 3,7 mil ingressos

    26 de outubro de 2017 /

    O ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão apresentou um balanço da produção do cinema nacional nos últimos cinco anos, resultado de um levantamento feito a seu pedido pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), que demonstra que a maior parte dos filmes brasileiros é pouco vista pelo público. Divulgados num evento da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, os números materializam o cinema invisível do país. E evocam o ciclo vicioso que a Pipoca Moderna cansou de martelar em diversos posts: ênfase na produção e descaso com a exibição do cinema brasileiro. Ao todo, foram produzidos 881 filmes nacionais desde 2012, dos quais 438 tiveram média de 3,65 mil ingressos vendidos. Ou seja, metade dos filmes produzidos nos últimos cinco anos não rendeu nem R$ 50 mil. Entretanto, devem ter custado bem mais que isso para serem produzidos. Entre os filmes lançados nos últimos cinco anos, apenas 30% passaram dos 17 mil espectadores, 16% venderam mais de 100 mil ingressos, 8% encontraram o sucesso com 500 mil espectadores e só 5% foram blockbusters com público superior a 1 milhão – exatamente 48 títulos. Ao mesmo tempo, o investimento do período em cinema chegou a R$ 3,8 bilhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), um dos mecanismos de apoio ao cinema nacional. Mas, deste montante, apenas 4% foi destinado à distribuição. “Meus amigos, eu posso afirmar, pela experiência que tenho na área, que dessa maneira não se desenvolve uma indústria do audiovisual”, afirmou o ministro, diante da discrepância. Segundo Sá Leitão, o fundo do audiovisual tem à disposição, nesse momento, R$ 800 milhões para investimento no cinema. Mas, apesar da constatação do problema, não foram anunciadas mudanças na distribuição do valor. Confira neste link mais dados oficiais da apresentação, e abaixo as lâminas com os resultados mencionados acima.

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  • Filme

    Ben-Hur deu quase US$ 50 milhões de prejuízo para a MGM

    10 de novembro de 2016 /

    Em seu relatório trimestral de finanças, a MGM assumiu um prejuízo de US$ 47,8 mihões causado pelo fracasso cinematográfico de “Ben-Hur”. O filme fez ridículos US$ 26,4 milhões nos EUA, atingindo um total de US$ 94 milhões em todo o mundo. Como custou US$ 100 milhões apenas de produção, o prejuízo é muito maior que o calculado pelo estúdio. Isto porque parte das despesas correram por conta da Paramount, que também deve sofrer com perdas. “Nossos resultados do terceiro trimestre foram negativimente impactados por uma despesa de desvalorização significativa resultante do mau desempenho substancial de Ben-Hur”, assumiu o CEO da MGM, Gary Barber, na apresentação do balanço trimestral para o mercado. A produção foi o segundo fracasso épico consecutivo do diretor cazaque Timur Bekmambetov em Hollywood. Anteriormente, ele assinou “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012), que rendeu pouca coisa mais – US$ 37,5 milhões nos EUA e US$ 116,4 milhões em todo o mundo. “Ben-Hur” também foi o terceiro fiasco de grande orçamento a tentar explorar a fé religosa em Hollywood. Ao contrário do Brasil, em que “Os Dez Mandamentos” bateram recordes de bilheteria, as produções de “Noé” (US$ 101 milhões de bilheteria doméstica contra despesas de US$ 125 milhões de produção) e “Êxodo: Deuses e Reis” (US$ 65 milhões nos EUA, com orçamento de US$ 140 milhões) deram prejuízo aos estúdios americanos. Os próximos lançamentos da MGM incluem mais um remake, “Desejo de Matar”, o reboot de “Tomb Raider” e as continuações de “Creed”, “Anjos da Lei” e da franquia 007.

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