The Office foi a série mais vista em streaming em 2020
O serviço de audiência de streaming da Nielsen divulgou a lista dos títulos mais assistidos em 2020 nos EUA nas plataformas digitais. E o líder do ranking não foi nenhuma das produções mais faladas nas redes sociais e amplamente divulgadas pelos gigantes do streaming, mas um programa da TV aberta que acabou em 2013. A comédia “The Office” foi a favorita dos assinantes de serviços online (no caso, da Netflix) no ano passado. Não por acaso, a nova plataforma americana Peacock, da NBCUniversal, está dando grande atenção ao programa, que deixou a Netflix e passa a ser sua propriedade exclusiva a partir de 2021. O ranking se baseia na quantidade de minutos totais gastos pelos telespectadores para ver cada título. “The Office” lidera a lista por contabilizar 57,13 bilhões de minutos de exibição online. O número é 45% maior do que o programa que ficou em 2ª lugar – outra série da TV aberta, “Grey’s Anatomy”, que atingiu a marca de 39,41 bilhões de minutos. Esta conta é completamente diferente dos números mágicos da Netflix, que considera necessários apenas dois minutos de exibição para tratar uma série como inteiramente vista. Por isso, os programas mais vistos, de acordo com a Nielsen, são diferentes daqueles que a Netflix diz que são seus produtos mais populares. Mas a análise da Nielsen também é incompleta, pois só avalia a audiência de streaming vista em aparelhos de TV. De todo o modo, o ranking atesta que o conteúdo mais popular ainda está sendo criado para a TV – e, curiosamente, disponibilizado em streaming pela Netflix. A lista inclui séries como “NCIS”, “Criminal Minds”, “Supernatural”, e as comédias de TV paga “Schitt’s Creek” e “Shameless”. Os 10 programas mais vistos foram responsáveis por cerca de 265,5 bilhões de minutos de exibição em 2020. Já a relação de produções originais de streaming solidifica a liderança da Netflix no segmento. A plataforma emplacou 9 títulos no Top 10 das séries digitais/originais mais assistidas na América do Norte. Curiosamente, a série original mais assistida, de acordo com o Nielsen, é “Ozark”, que lidera o ranking com 30,46 bilhões de minutos de visualização. A 3ª temporada da série criminal estrelada por Jason Bateman estreou no final de março de 2020 e recebeu um aumento considerável de audiência em relação aos episódios anteriores. Apesar disso, a plataforma vai encerrar a produção em sua vindoura 4ª temporada. Apesar do predomínio da Netflix, a Disney+ (Disney Plus) conseguiu incluir “The Mandalorian” no Top 10, com 4,52 bilhões de minutos de exibição. A 2ª temporada da série apareceu na classificação semanal da Nielsen por sete semanas consecutivas em 2020. A Disney Plus, por sinal, inverte o domínio da Netflix entre os títulos de longa-metragem, com 7 filmes no Top 10 digital de 2020. “Frozen II” liderou a lista, com 14,92 bilhões de minutos. Já a produção original mais vista em longa-metragem foi “Hamilton”, musical disponibilizado com exclusividade na plataforma da Disney.
Netflix estima que 3ª temporada de Cobra Kai será vista por 40 milhões
A Netflix revelou que a 3ª temporada de “Cobra Kai”, o spin-off de “Karatê Kid” que a plataforma adquiriu do YouTube, deve encerrar seu primeiro mês de exibição vista por mais de 40 milhões de assinantes. Os números, claro, são tão impressionantes quanto questionáveis. Lançada em 1 de janeiro, a série ainda não completou duas semanas de disponibilidade, mas a empresa já alardeia sua audiência de quatro semanas. Não bastasse o método distorcido que utiliza para medir audiências – a Netflix considera uma temporada totalmente vista quando um assinante dá play por dois minutos num episódio qualquer – , a plataforma agora “adivinha” quantas pessoas vão ver seus produtos e divulga como se fossem dados factuais. Como os dados não são auditados, quaisquer números inflados que a empresa divulga viram parâmetro para ao menos medir o sucesso ou fracasso de suas produções, mas sempre dentro de um contexto específico, restrito apenas à sua bolha de conteúdo. Em outras palavras: os números citados pela Netflix só servem como parâmetro para outros números revelados pela plataforma. Um exemplo desse exercício é que, poucos dias após lançar “Bridgerton”, a companhia de streaming anunciou que a atração seria visualizada por 63 milhões de famílias em 28 dias. Em seu futurismo especulativo, a 1ª temporada de “Bridgerton” foi um sucesso maior que a 3ª de “Cobra Kai”. Mas nenhuma das duas séries completou o prazo citado nas audiências inventadas pela plataforma. Os números mágicos também somaram as três temporadas de “Cobra Kai”, para afirmar que pelo menos 73 milhões de contas da Netflix assistiram a um episódio da série. Além disso, a 3ª temporada liderou a audiência do serviço em 28 países, incluindo EUA, Reino Unido e Argentina. Mesmo com visualizações inventadas, não é surpresa que “Cobra Kai” tenha um bom desempenho, pois a série, que volta a juntar os rivais de “Karatê Kid”, Ralph Macchio como Daniel LaRusso e William Zabka como Johnny Lawrence, quebrou recordes de visualização quando estreou no YouTube, incluindo 55 milhões de visualizações de seu episódio de abertura. Esses números são factíveis. A série já foi renovada para uma 4ª temporada.
His Dark Materials é renovada para 3ª e última temporada
A HBO e a BBC anunciaram nesta terça (22/12) a renovação de “His Dark Materials” para sua 3ª e última temporada. Com isso, a produção conclui a adaptação completa da trilogia literária do escritor Philip Pullman, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. A 3ª temporada será baseada na história de “A Luneta Âmbar” (2000), último livro da saga, que conclui as aventuras da menina Lyra Belacqua por universos paralelos, numa guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começou a se entrelaçar com o de Lyra na 2ª temporada. Os próximos episódios também devem trazer de volta James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), que teve sua participação cortada devido à pandemia de coronavírus, após uma 2ª temporada menor que o previsto. “Trazer o trabalho épico, intrincado e culturalmente ressonante de Phillip Pullman para a televisão foi um tremendo privilégio”, disse Francesca Orsi, vice-presidente executiva de programação da HBO, em comunicado. “Agradecemos aos nossos incríveis parceiros da BBC e a toda a equipe da produtora Bad Wolf, liderada pela infatigável Jane Tranter, por seu trabalho excepcional nas duas primeiras temporadas. Estamos ansiosos para completar a trilogia com este capítulo final na jornada de Lyra. ” A produção da 3ª temporada vai começar no início de 2021 em Cardiff, no País de Gales, e ainda não tem previsão de estreia.
Jim Carrey se despede do papel de Joe Biden no humorístico Saturday Night Live
O ator Jim Carrey anunciou que não vai mais interpretar Joe Biden no programa “Saturday Night Live” (SNL). Ele será substituído por outro intérprete nas sátiras ao presidente eleito dos EUA durante o restante da temporada do humorístico. Fontes do programa, ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, confirmaram que a despedida foi planejada desde o começo, porque o acordo previa que Carrey interpretasse Biden por apenas seis episódios – antes e imediatamente após a eleição – , embora isso não tenha sido divulgando abertamente quando Carrey entrou a bordo. Em um tuite anunciando sua despedida, Carrey escreveu: “Embora meu mandato devesse durar apenas 6 semanas, fiquei emocionado por ser eleito presidente no ‘SNL’… a maior honraria da comédia. Agora vou em frente, sabendo que Biden foi o vencedor porque eu matei a pau. Mas serei apenas um numa longa linha de orgulhosos e lutadores Bidens do ‘SNL’!” O “SNL” acrescentou em seu próprio tuite, “Obrigado, Jim Carrey, por aparecer quando fez diferença.” Carrey estreou no papel no primeiro episódio da 46ª temporada de “Saturday Night Live”, que se tornou uma das estreias mais assistidas do veterano programa humorístico. Exibida em 3 de outubro na rede NBC, a atração atraiu 7,7 milhões de espectadores ao vivo e uma classificação de 1,68 na demo (adultos de 18 a 49), o que representa a terceira maior abertura do “SNL” no século, atrás apenas dos episódios inaugurais de 2016 e 2008. Mas o curto período de Carrey como Biden contrasta com a longa personificação de Alec Baldwin, que interpretou Donald Trump durante todo o mandato do atual presidente dos EUA. Carrey foi a terceira pessoa a interpretar Biden no SNL em 2020, após as participações de Woody Harrelson e do ex-membro do elenco Jason Sudeikis (que encarnou o ex-vice-presidente com frequência durante os anos de Barack Obama) durante as eleições primárias do Partido Democrata. Thank you to Jim Carrey for showing up when it mattered ❤️ https://t.co/tLNM0jMhyb — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) December 19, 2020
Netflix diz que brasileiros viram mais romances, filmes tristes e reality shows em 2020
A Netflix revelou nesta quinta-feira (10/12) quais foram os conteúdos mais assistidos da plataforma durante o ano de 2020. Mas ao contrário do que fez em 2019, a retrospectiva deste ano foi bem bagunçada, sem relação das dez séries, os dez filmes e, vá lá, os dez realities favoritos do público. Em vez disso, a plataforma decidiu dividir os sucessos em categorias relacionadas a estados de espírito, como “nós choramos”, “nós viajamos”, “nós comemos” e “nós amamos o amor”. Outra bagunça dos listões se deve à opção da empresa de combinar tudo por gênero. Assim, entre as produções de ação mais assistidas aparecem os filmes “Resgate”, “Power” e “The Old Guard”, a série espanhola “La Casa de Papel” e a brasileira “Bom Dia, Verônica”. O resumo das relações é que, ao longo do ano, os espectadores viram muitos reality shows, filmes tristes e romances. Foram duas vezes mais reality shows que no ano passado. Mas era barbada, porque a Netflix também produziu mais reality shows em 2020. O mesmo vale para as produções de chorar e suspirar. O público vê o que a Netflix produz e divulga. Mas muitas das produções da plataforma não são divulgadas nem por ela mesma. Logicamente, elas não emplacam e são escanteadas. Entre as tendências diagnosticadas, é possível reparar ainda que o Brasil dobrou o consumo em muita categorias. Além dos reality shows, o público consumiu duas vezes mais animes que no ano passado – “Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca – Evolução”, “One Piece”, “The Seven Deadly Sins: A Ira Imperial dos Deuses” e “O Sangue de Zeus” foram os favoritos. Outro pico aconteceu entre as produções sul-coreanas, que bateram recorde de audiência no país, aumentando seu consumo em mais de 120% em relação ao número do ano passado. O conteúdo turco também se destacou, dobrando sua visualização. O motivo é sempre o óbvio: maior oferta de produtos dos dois países. Entre os sul-coreanos, o terror de zumbis “Alive” liderou a audiência no país, enquanto a série turca “O Último Guardião” esteve entre os mais assistidas da plataforma. A lista de histórias tristes traz o hit “Milagre na Cela 7”, que ficou 23 dias no Top 10, além de “Se Algo Acontecer… Te Amo” e “Por Lugares Incríveis”. Curiosamente, a tristeza aumentou apenas a partir de abril, quando os brasileiros completaram o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia de coronavírus. Do mesmo modo, os romances estiveram em alta, refletindo, novamente, a ênfase dada pela plataforma a produções do gênero. A lista tem “A Barraca do Beijo 2”, “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você”, “Amor Garantido” e “Ricos de Amor”. No gênero da fantasia, os assinantes brasileiros acompanharam mais “Locke & Key” e “Carta ao Rei”. Já entre os conteúdos para a família (que no Brasil costumavam ser chamados de infantis), os destaques foram “A Caminho da Lua”, “Os Irmãos Willoughby” e “Enola Holmes”.
Your Honor: Nova série criminal com Bryan Cranston bate recorde de audiência
A volta do ator Bryan Cranston às séries, depois de se consagrar com “Breaking Bad”, quebrou o recorde de audiência do canal pago americano Showtime. A estreia de “Your Honor”, em que Cranston vive um juíz fora da lei, foi vista no domingo passado (6/12) por aproximadamente 770 mil espectadores em seu primeiro dia de exibição em todas as plataformas. Essa é a maior audiência na história da Showtime para estreia de séries dramáticas limitadas, superando “The Comey Rule”, que teve 683 mil em sua exibição inicial. Dentre as várias plataformas, o primeiro episódio da série de 10 episódios atraiu 449 mil pessoas ao vivo na exibição televisiva, também superando os 415 mil que assistiram “The Comey Rule” ao vivo em 27 de setembro. Com as reprises, os números saltaram para 570 mil espectadores e outros 200 mil vieram via streaming e on-demand. A projeção da Showtime é que mais de 2 milhões de espectadores vejam a estreia até o fim de semana, contando mais dados de streaming e gravações digitais. “Your Honor” é baseada na série israelense “Kvodo” (2017), que também ganhou adaptação indiana neste ano. A versão americana foi desenvolvida pelo inglês Peter Moffat, criador da famosa série britânica “Criminal Justice” – por sua vez, adaptada pela HBO nos EUA com o título de “Night of”. Na trama, Cranston interpreta a “sua excelência” do título em inglês, um respeitado juiz que coloca sua reputação em jogo para esconder um crime e livrar seu filho de uma condenação por atropelamento ou algo pior, porque a vítima do atropelamento é o filho de um poderoso mafioso, que promete vingança. Hunter Doohan (“Truth Be Told”) interpreta o filho do juiz, Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”) é o poderoso chefão e o elenco ainda destaca Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), Tony Curran (“Defiance”), Hope Davis (“Wayward Pines”), Lilli Kay (“Chambers”), Isiah Whitlock Jr. (“The Mist”), David Maldonado (“As Rainhas da Torcida”) e Amy Landecker (“Transparent”). Ainda não há previsão para a série chegar ao Brasil. Veja o trailer da atração abaixo.
O Gambito da Rainha faz disparar vendas de xadrez e livros sobre o jogo nos EUA
O sucesso da minissérie “O Gambito da Rainha” teve um efeito curioso no mundo real, transformando o centenário jogo de xadrez na última moda entre os jovens consumidores de streaming. De acordo com a empresa de pesquisas NPD Group, nas três semanas que se seguiram à estreia da atração, as vendas unitárias de jogos de xadrez aumentaram 87% nos Estados Unidos, enquanto as vendas de livros sobre xadrez subiram 603%. Este pico aconteceu após anos de crescimento estável ou negativo nessas categorias, disse o NPD, apontando que o disparo só poderia estar relacionado à série da Netflix. Por sua vez, a plataforma também informou que “O Gambito da Rainha”, centrada na personagem fictícia Beth Harmon, uma adolescente prodígio do xadrez que enfrenta os melhores jogadores do mundo, tornou-se a minissérie mais assistida da Netflix em seus primeiros 28 dias de disponibilização. Em suas quatro primeiras semanas, 62 milhões de contas de assinantes em todo o mundo assistiram a pelo menos dois minutos da série, que é o critério da empresa para considerar uma série vista (por isso, não está claro quantos assistiram a todos os sete episódios). Além do interesse nos tabuleiros e peças, vários livros sobre como jogar xadrez se tornaram campeões de venda de uma hora para outra, entre eles “Bobby Fischer Ensina Xadrez”, do campeão mundial Bobby Fischer, “Chess Fundamentals” (Xadrez básico, em tradução livre), de Jose Capablanca e até “Chess for Kids” (xadrez para crianças), de Michael Basman. Além disso, os dados de pesquisa do Google Trends mostram que o interesse em xadrez entre os usuários dos EUA quase quadruplicou desde a estreia de “O Gambito da Rainha”. “A ideia de que uma série de televisão em streaming pode ter um impacto nas vendas de produtos não é nova, mas finalmente podemos visualizá-la por meio dos dados”, disse Juli Lennett, consultora da indústria de brinquedos do NPD Group, em comunicado. “As vendas de livros e jogos de xadrez, que anteriormente estavam estagnadas ou em declínio por anos, aumentaram acentuadamente à medida que a nova série se tornou popular e conquistou espectadores.” Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, a produção foi desenvolvida por Scott Frank, roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”. Repetindo o trabalho realizado na minissérie “Godless”, ele assina como roteirista, diretor e produtor executivo da atração. Ao longo de seis episódios, a trama retrata a vida de uma órfã que se torna prodígio do xadrez durante a Guerra Fria, seguindo Beth Harmon dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. O papel principal é desempenhado por Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) e o elenco também inclui Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”), Bill Camp (“The Outsider”), Harry Melling (“Harry Potter”) e Chloe Pirrie (“Emma.”).
Run: Suspense de Sarah Paulson bate recorde de audiência na Hulu
A plataforma americana Hulu informou que “Run”, suspense estrelado por Sarah Paulson (a “Ratched”), tornou-se o longa-metragem mais assistido do serviço em seu fim de semana de estreia. Além disso, o lançamento foi classificado como o filme original da Hulu mais comentado no Twitter em todos os tempos e atingiu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Lançado na sexta (20/11), “Run” (que deve levar o título de “Mamãe” no Brasil) superou não só as produções originais da Hulu, mas também títulos licenciados de outros estúdios. Até então, o filme mais visto do streaming adulto da Disney era a comédia “Palm Springs”, estrelada por Andy Samberg e Cristin Milioti. Apesar dessas informações, é impossível dizer qual foi a diferença de público entre os dois filmes, muito menos citar os números de audiência de qualquer programa da Hulu. Mais sigilosa que a Netflix, que solta dados aleatórios e inflados sempre que quer comemorar algum feito, a Hulu nunca citou sua audiência em público, e esta vez não foi exceção. Neste quesito, a plataforma da Disney se parece com a Amazon, que para comemorar a audiência recorde de “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, durante seu fim de semana de estreia em outubro, disse que o filme tinha sido visto por “dezenas de milhões”, sem nem explicar se fazia referência a pessoas ou lares. A Hulu adquiriu os direitos domésticos de “Run” em agosto, mas o estúdio Lionsgate manteve o controle sobre a distribuição internacional, por isso o filme ainda pode ser exibido no Brasil nos cinemas. O filme traz Sarah Paulson como uma mãe amorosa, que se dedica a cuidar da filha adolescente confinada numa cadeira de rodas, enquanto garante que isso não é fardo algum. Mas as aparências são enganosas, como sua filha começa a descobrir, ao perceber pistas de que pode ser prisioneira de uma mãe psicopata. Escrito e dirigido por Aneesh Chaganty, responsável pelo inovador suspense “Buscando…” (2018), a produção também destaca a estreante Kiera Allen no papel da filha. Apesar do sucesso, o recorde de “Run” pode não durar muito. Nesta quarta (25/11), a Hulu lança “Happiest Season”, comédia romântica de Natal, que traz Kristen Stewart e Mackenzie Davis como um casal lésbico forçado a entrar no armário durante um fim de semana com a família conservadora de uma delas. Também recebido por críticas extremamente elogiosas (91% no Rotten Tomatoes), o filme deve se tornar muito popular no serviço de streaming.
O Gambito da Rainha se torna a minissérie mais vista da Netflix
A Netflix anunciou nesta segunda (23/11) que “O Gambito da Rainha” estabeleceu um recorde de audiência entre suas minisséries. “Mais de 62 milhões de lares em todo o mundo assistiram a ‘O Gambito da Rainha’ em seus primeiros 28 dias. A minissérie chegou ao Top 10 de 92 países e foi número 1 em lugares como Reino Unido, Argentina e Israel”, informou a plataforma em suas redes sociais. Os números, claro, são inflacionados. O critério usado pela Netflix para definir a audiência de um programa é a soma de usuários que assistiu ao menos dois minutos de determinada produção. Isso significa, basicamente, que quem ver apenas os créditos de abertura de um episódio, sem precisar assistir nenhum segundo da parte roteirizada da produção, já é contabilizado como tendo visto a temporada completa. A justificativa da plataforma é que este critério foi adotado primeiro pelo YouTube. Só que o YouTube exibe basicamente vídeos curtos de até quatro minutos – de modo que 2 minutos podem representar 50% de uma obra completa neste caso, e não 0,05% de uma temporada. Como a Netflix não abre seus números para auditoria externa, o mercado precisa decidir se aceita – com cinismo – tudo o que a empresa informa. Apesar dessa polêmica comercial, o fato é que “O Gambito da Rainha” foi bastante comentada nas redes sociais e recebeu críticas elogiadíssimas. Trata-se de uma das raríssimas produções da Netflix com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, após 70 resenhas publicadas. A série foi desenvolvida por Scott Frank, roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”. Repetindo o trabalho realizado na minissérie “Godless”, ele assina como roteirista, diretor e produtor executivo da atração. Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, a produção de seis episódios retrata a vida de uma órfã que se torna prodígio do xadrez durante a Guerra Fria. A trama segue Beth Harmon dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. O papel principal é desempenhado por Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) e o elenco também inclui Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”), Bill Camp (“The Outsider”), Harry Melling (“Harry Potter”) e Chloe Pirrie (“Emma.”). Lembre abaixo o trailer oficial da atração. Há exatamente um mês viramos todos gambiters! Mais de 62 milhões de lares em todo o mundo assistiram a O Gambito da Rainha em seus primeiros 28 dias no meu site. A minissérie chegou ao Top 10 de 92 países e foi número 1 em lugares como Reino Unido, Argentina e Israel. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) November 23, 2020
The Good Doctor retorna com pior audiência da série
A 4ª temporada de “The Good Doctor” abriu com a pior audiência da série desde que ela foi lançada em 2017. Intitulado “Frontline, Part 1”, o episódio exibido na segunda-feira (2/11) foi assistido por 4,87 milhões de espectadores, cerca de 200 mil pessoas a menos do que o mínimo histórico anterior da atração (estabelecido há um ano, em 4 de novembro de 2019). A audiência demográfica, medida pela Nielsen, apurou uma classificação de 0,7 entre adultos de 18 a 49 anos, que também é a mais baixa da série. O episódio foi dedicado ao combate à pandemia de coronavírus, mas não foi cansaço de covid-19 que afastou o público. Na mesma hora, a ESPN exibiu um jogo da NFL (liga de futebol americano), que registrou a maior audiência da televisão dos EUA nas últimas cinco semanas. “The Good Doctor” tem a seu favor uma característica curiosa, por ser o programa que mais ganha público em streaming e gravações digitais após sua exibição na TV aberta. Na temporada anterior, a série adicionou uma média de 5 milhões de espectadores e cerca de 0,9 pontos à sua audiência semanal de episódios. A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Sony e pela plataforma Globoplay. Veja abaixo o trailer do episódio inicial da temporada.
Mais Você: Programa registra maior audiência em 20 anos com homenagem a Tom Veiga
A exibição do “Mais Você” na manhã desta segunda-feira (2/11), com uma homenagem a Tom Veiga, o Louro José, morto no domingo após um acidente vascular cerebral, fez o programa registrar 16 pontos em São Paulo e 17 no Rio, sua maior audiência em 20 anos segundo dados prévios do Ibope. No PNT (nacional), a atração marcou 14 pontos, também seu maior índice desde 2000. As informações foram compartilhadas pela rede Globo. No programa, Ana Maria Braga falou da parceria de 24 anos com Tom, que começou quando eles ainda apresentavam o “Note e Anote”, na Record. “Fiquei pensando como ia chegar aqui para dar bom dia para vocês, e dói muito”, disse a apresentadora. “Assim como uma mãe perde um filho, um companheiro… porque um filho da gente é um companheiro, e ele era isso. Por mais que a direção da casa estivesse preocupada, eu não podia deixar de estar aqui hoje e deixar todos que amam o Louro sem essa ultima homenagem nessa manhã”. Muito emocionada, ela relembrou bons momentos ao lado do ator e exibiu depoimentos de pessoas próximas a ele, além de uma homenagem da equipe do “Mais Você”. O bom dia de hoje dói, mas é também cheio de afeto, boas lembranças e amor.Ana Maria Braga presta uma última homenagem nesta manhã no #MaisVocê ao Tom Veiga, nosso querido Louro José, companheiro de vida e de profissão ❤️ pic.twitter.com/VvAJTewQw5 — Mais Você (@MaisVoce) November 2, 2020
Nielsen afirma que Enola Holmes é o filme mais visto da Netflix
A empresa Nielsen, que faz auditoria independente de audiência, revelou que “Enola Holmes” é o filme mais visto da Netflix desde que começou a medir o consumo de conteúdo por streaming, há dois meses. O filme estrelado por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) estreou em grande estilo no ranking da Nielsen, que divulgou nessa quinta (22/10) o desempenho dos serviços de streaming na semana de 21 de setembro. Segundo a apuração, os usuários do Netflix assistiram a quase 1,17 bilhão de minutos da produção em apenas uma semana, o que equivale a cerca de 9,63 milhões de reproduções do filme de 121 minutos. Esta é a maior contagem de visualizações semanais de um filme original em streaming já registrada pela Nielsen. Ainda assim, “Enola Holmes” ocupa o 2º lugar do ranking na semana de 21 a 27 de setembro, atrás da série “Ratched”, que, em sua primeira semana completa de exibição, comandou 1,63 bilhão de minutos do tempo dos usuários, mas somando seus 10 episódios. A Netflix e seus rivais contestam as medições da Nielsen por registrarem menos audiência que a totalidade atingida pelos serviços. E, de fato, a Nielsen não contabiliza o consumo de conteúdo por celular e computador, apenas por telas de TV. Isto significa que o recorde de “Enola Holmes” é muito maior que o contabilizado por sua medição. Ainda assim, o número é bem distante do sucesso retumbante alardeado pela Netflix em seu relatório trimestral para o mercado. Na contagem oficial – e não auditada – o filme teria sido visto 76 milhões de vezes no primeiro mês, tornando-se a maior estreia da Netflix neste ano. A principal razão da diferença abissal entre os números se deve a critérios distintos para considerar um conteúdo visto. Enquanto a Nielsen contabiliza todos os minutos da audiência, a Netflix só precisa que um espectador assista dois minutos de uma produção para que isso seja marcado como uma visualização completa. Segundo a empresa, dois minutos seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”.
Cobra Kai já foi vista mais de 50 milhões de vezes na Netflix
A Netflix revelou um novo vislumbre de seus números de audiência, durante seu relatório trimestral para o mercado. E a grande surpresa foi o desempenho de “Cobra Kai”. A série já era a mais vista do YouTube Premium, serviço de streaming pago que o YouTube abandonou no ano passado, antes de ser adquirida pela Netflix. Mesmo assim, a 1ª temporada teve mais de 50 milhões de novas visualizações em suas primeiras quatro semanas na nova plataforma. Os números superaram a série original da Netflix mais vista em 2020. Em antecipação ao relatório, a empresa já tinha anunciado que “Ratched”, em que Sarah Paulson vive a enfermeira maligna do filme “Um Estranho no Ninho”, era sua campeã de audiência anual, com 48 milhões de visualizações nos primeiros 28 dias. Entre os filmes, o melhor desempenho inicial ficou com “Enola Holmes”, estrelado por Millie Bobby Brown na pele da irmã caçula de Sherlock Holmes. A produção teria sido visto 76 milhões de vezes no primeiro mês. Outros sucessos contabilizados incluem consolidações finais de lançamentos mais antigos, como “The Old Guard”, protagonizado por Charlize Theron, que atingiu 78 milhões de espectadores desde seu lançamento em julho passado – superando a expectativa inicial da Netflix, que esperava 72 milhões. Em seguida, a lista destaca “Power”, com Jamie Foxx, visualizado por 75 milhões de assinantes desde agosto, e “A Barraca do Beijo 2”, acompanhado por 66 milhões desde julho. A aposta do streamer em documentários também se provou bem-sucedida. “Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha” (American Murder: The Family Next Door) se tornou a série documental mais assistida da plataforma até hoje, com 52 milhões de visualizações nos primeiros 28 dias. Esse sucesso também foi acompanhado pelo filme “O Dilema Social”, documentário sobre as redes sociais, visto por 38 milhões de residências nos primeiros 28 dias. Vale lembrar que o critério usado pela Netflix para considerar um filme ou série vistos é que um espectador assista apenas dois minutos da produção. Segundo a empresa, isso seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”.












