Atriz de One Tree Hill lembra abuso de Ben Affleck, que pede desculpas nas redes sociais
A revelação dos assédios cometidos pelo produtor Harvey Weinstein abriu as portas para novas denúncias. A atriz Hilarie Burton aproveitou para lembrar, em seu Twitter, ter sido vítima de um avanço inapropriado do ator Ben Affleck quando estava começando a carreira. O caso aconteceu em 2003, quando ambos estavam participando de um programa da MTV. “Eu era apenas uma criança”, ela lembrou, após o comentário de uma seguidora. Na ocasião, Affleck a abraçou por trás e apertou um de seus seios diante das câmeras, para sua surpresa. No programa, o caso foi tratado como brincadeira, mas ela ficou claramente espantada e sem ação. Hilarie Burton é casada com o ator Jeffrey Dean Morgan, intérprete do pai do herói Batman vivido por Ben Affleck em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Na ocasião em que o constrangimento aconteceu ela tinha apenas 18 anos e iniciava seu primeiro papel importante, na 1ª temporada de “One Tree Hill” (Lances da Vida). Diante da repercussão do caso de Weinstein, Affleck, que chegou a emitir um comunicado sobre as denúncias contra o produtor, resolveu pedir desculpas em suas redes sociais. “Eu agi de maneira inapropriada com a Senhorita Burton e peço sinceras desculpas”, ele escreveu. Veja abaixo. https://t.co/wh2MpJVQzl Girls. I'm so impressed with you brave ones. I had to laugh back then so I wouldn't cry. Sending love. — Hilarie Burton (@HilarieBurton) October 11, 2017 Seriously, thank you for that. I was a kid. — Hilarie Burton (@HilarieBurton) October 11, 2017 I acted inappropriately toward Ms. Burton and I sincerely apologize — Ben Affleck (@BenAffleck) October 11, 2017
Mulher de Harvey Weinstein se solidariza com as vítimas do marido e anuncia divórcio
A mulher de Harvey Weinstein anunciou o divórcio, após a revelação de novos casos de abuso sexual cometidos pelo produtor, que vieram à tona na terça-feira (11/10). Em declaração à revista People, Georgina Chapman se solidarizou com as vítimas do marido. “Estou de coração partido por todas essas mulheres que passaram por uma dor enorme por causa das ações imperdoáveis dele”, ela declarou. Georgina é estilista da grife Marchesa e estava casada com Weinstein havia 10 anos. “Escolhi deixar o meu marido. Cuidar dos meus filhos é prioridade neste momento e peço privacidade à mídia”, completou. O produtor de cinema de 65 anos e a estilista de 41 têm um casal de filhos, a menina India Pearl e o menino Dashiell. Weinstein ainda tem outros três filhos do seu primeiro casamento com sua antiga assistente, Eve Chilton. Quando os primeiros casos vieram à tona, em uma reportagem do The New York Times publicada na semana passada, Harvey Weinstein declarou que contava com o apoio da esposa. “Ela está 100% comigo. Georgina e eu já conversamos sobre isso”, ele disse na ocasião, acrescentando que a esposa o estava ajudando a se tornar “um ser humano melhor” e a se desculpar com as pessoas pelo mau comportamento dele. Mas na terça uma nova reportagem do The New York Times revelou que o abuso sexual era sistemático, com declarações de Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie sobre como foram assediadas pelo produtor no início da carreira, além de relatos de pessoas que teriam sido pressionadas para manter o silêncio. Um caso ainda mais pesado foram revelado pela revista The New Yorker, que trouxe o depoimento de Asia Argente e outras mulheres que disseram terem sido forçadas a fazer sexo com Harvey Weinstein. Pelo menos 13 mulheres denunciaram abusos que sofreram por parte do produtor. Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Weinstein admitiu ter assediado as atrizes e pediu desculpas, mas negou as acusações de estupro. As repercussões do caso também o levaram a ser demitido da empresa que criou e que leva o seu nome, The Weinstein Company. A produtora está estudando, inclusive, uma troca de nome.
Após acusações de abuso sexual, produtor Harvey Weinstein é demitido da própria empresa
O produtor cinematográfico Harvey Weinstein foi demitido neste domingo (8/10) de seu próprio estúdio de cinema, The Weinstein Company (TWC), em votação do comitê de diretores após surgirem novas denúncias de assédio e abusos sexuais cometidos contra atrizes, funcionárias e colaboradoras nas últimas três décadas. “À luz de novas informações sobre a má conduta de Harvey Weinstein que surgiram nos últimos dias, os diretores da The Weinstein Company – Robert Weinstein, Lance Maerov, Richard Koenigsberg e Tarak Ben Ammar – determinaram e informaram que o contrato de emprego de Weinstein com The Weinstein Company está encerrado imediatamente”, manifestou-se conselho da empresa em comunicado. De forma significativa, até seu irmão assinou a demissão. O empurrão para sua queda em desgraça foi uma reportagem-denúncia do jornal The New York Times, que revelou na quinta-feira (5/10) os escândalos sexuais do produtor, abafados por ameaças de represálias e por compensações financeiras. Segundo a reportagem, o magnata teria feito acordos privados com pelo menos oito mulheres para o escândalo nunca vir à tona. Entre as vozes mais incisivas do artigo, a atriz Ashley Judd (“Divergente”) contou detalhes de encontros impróprios. Mas as histórias também envolvem Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”), citada como vítima silenciada por um generoso pagamento. Após a publicação, vários diretores da TWC e funcionárias mulheres da empresa pediram demissão, criando um clima insustentável para a permanência de Harvey Weinstein à frente da empresa. Para piorar, novas vítimas resolveram se manifestar. A roteirista britânica Liza Campbell escreveu um relato em primeira pessoa no jornal Sunday Times, contando o seu caso, quando era estagiária na Miramax e Weinstein a convidou para uma reunião, aparecendo de roupão e lhe chamando para ensaboá-lo na banheira. Criador da produtora Miramax em 1979 e da TWC (The Weinstein Company), formada com seu irmão Bob Weinstein em 2005, o produtor é responsável por estabelecer as carreiras de Quentin Tarantino, Guillermo del Toro, irmãos Coen, Nick Cassavetes, James Mangold, Gus Van Sant, Todd Haynes, Robert Rodriguez e muitos outros cineastas hoje consagrados. Mas também é lembrado pelos desafetos por confundir produção com “bullying”, por conta de atos autoritários como cortes em filmes estrangeiros e até interferência na edição final. Entretanto, ninguém conhecia o seu lado de predador sexual. Apenas as próprias vítimas. Até a semana passada.
Poderoso produtor de Hollywood, Harvey Weinstein enfrenta escândalo de assédio sexual
Considerado um dos mais famosos e poderosos produtores vivos de Hollywood, Harvey Weinstein foi alvo de uma reportagem devastadora do jornal The York Times nesta quinta-feira (5/10), que denunciou décadas de assédio sexual à atrizes e colegas de trabalho, com depoimentos e documentação. Criador da produtora Miramax em 1979 e atual dono da TWC (The Weinstein Company), formada com seu irmão Bob Weinstein em 2005, o produtor é responsável por estabelecer as carreiras de Quentin Tarantino, Guillermo del Toro, irmãos Coen, Nick Cassavetes, James Mangold, Gus Van Sant, Todd Haynes, Robert Rodriguez e muitos outros cineastas hoje consagrados. Mas também é lembrado pelos desafetos por confundir produção com “bullying”, por conta de atos autoritários como cortes em filmes estrangeiros e até interferência na edição final. Seu estilo de gerenciamento agressivo lhe rendeu muitos dividendos, com diversas premiações no Oscar, assim como processos. Mas apesar de calejado por idas aos tribunais, o site The Hollywood Reporter reparou que ele nunca tinha se cercado de tantos advogados e tantos relações públicas especialistas em resoluções de crises quanto nos dias que antecederam a publicação do New York Times. Segundo a reportagem, o suposto comportamento inadequado de Weinstein começou há quase três décadas e o magnata teria feito acordos privados com pelo menos oito mulheres para o escândalo nunca vir à tona. Entre as vítimas de assédio, estão atrizes célebres como Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”) e Ashley Judd (“Divergente”). Esta última se lembra de ter sido convidada para a suíte de Weinstein em um elegante hotel de Beverly Hills há 20 anos, esperando ter um café da manhã de negócios. Mas em vez disso Weinstein apareceu de roupão e perguntando se ela queria fazer uma massagem nele ou vê-lo tomando banho. “Eu disse não, de muitas maneiras e muitas vezes, e ele sempre voltou atrás de mim com um novo assédio”, Judd contou ao Times. Duas ex-assistentes e uma modelo italiana fizeram acusações semelhantes, e teriam chegado a um acordo financeiro. Assim como, supostamente, Rose McGowan em 1997, após um incidente em um quarto de hotel durante o Festival de Sundance. Ela teria recebido US$ 100 mil, mas o dinheiro “não deveria ser interpretado como uma admissão”, mas sim como uma forma de “evitar litígios”, de acordo com um documento oficial obtido pelo jornal. Embora McGowan tenha se recusado a comentar a história, ela sempre insinuou que foi assaltada sexualmente por um magnata de Hollywood. Uma ex-funcionária da TWC, Lauren O’Connor, resumiu a situação afirmando que Weinstein criou “um ambiente tóxico para as mulheres” em sua empresa. A repercussão do artigo foi colossal, especialmente nas redes sociais. A atriz, autora e diretora Lena Dunham tuitou: “As mulheres que escolheram falar de sua experiência de assédio por Harvey Weinstein merecem a nossa admiração. Não é divertido nem fácil. É corajoso”. Provavelmente orientado por sua equipe, Weinstein admitiu mau comportamento, pediu desculpas e afirmou que tiraria licença de sua companhia “para lidar com essa questão” junto a terapeutas, em comunicado publicado pelo jornal. “Considero que o modo como me comportei com colegas no passado causou muita dor e peço minhas sinceras desculpas por isso”, ele disse sobre o conteúdo da reportagem. “Embora esteja tentando fazer o melhor, sei que o caminho será longo. Meu caminho agora será conhecer e dominar os meus demônios. Planejo tirar um tempo livre da minha empresa e cuidar deste problema primeiro”, acrescentou, dando, em seguida, sua justificativa para seu comportamento. “Cresci nos anos 1960 e 1970, quando todas as regras sobre o comportamento e lugares de trabalho eram diferentes. Era a cultura dessa época, e aprendi desde então que não é uma desculpa, na empresa ou em outro lugar”, acrescentou. Também disse que respeitava as mulheres e gostaria de ter uma segunda chance, embora saiba que tem “que trabalhar para conquistar isso”. “Tenho metas que agora são prioridades”, assegurou. “Confiem em mim, esse não é um processo do dia para a noite. Estive tentando durante 10 anos e essa é uma chamada de atenção”, continuou. Weinstein contou que há um ano começou a organizar uma fundação de US$ 5 milhões para conceder bolsas de estudo para diretoras mulheres na Universidade do Sul da Califórnia. “Levará o nome da minha mãe e não a decepcionarei”, disse. Lisa Bloom, uma das advogadas de Weinstein, especializada em casos de assédio sexual, acrescentou, em declaração separada, que seu cliente “nega muitas das declarações, que são claramente falsas”. E, apesar do produtor considerar a reportagem de “chamada de atenção” em seu comunicado, vai processar o jornal por difamação. Por coincidência, a TWC está produzindo uma minissérie baseada num livro da advogada.
Claudia Alencar revela estupro durante a ditadura e 25 anos de assédio na Globo
A atriz Claudia Alencar fez um longo desabafo numa entrevista com o UOL, em que revelou a parte negativa de sua trajetória, com diversos abusos sofridos. Ainda pequena, ela apanhava do pai, e quando virou estudante na Escola de Comunicação e Artes da USP, a jovem aspirante a atriz foi estuprada. “Eu fazia teatro de protesto na rua, nas universidades e alguns espaços públicos (…) Fui muito violentada nos Anos de Chumbo, na Ditadura Militar. Depois disso, achava que nenhum assédio poderia mais me abalar, poderia me derrubar. Me enganei. Foram dez anos dizendo ‘não’ a diretores e produtores porque eu queria um papel bom sem barganhar uma noite de sexo”, conta a atriz. Na entrevista, ela nomeia apenas uma pessoa, mas de forma positiva. Claudia já tinha feito filmes e novelas na rede Bandeirantes quando conseguiu um papel na novela “Roda de Fogo” (1986), apoiada pelo seu professor universitário, autor da trama, Lauro César Muniz, a quem é grata. Depois disso, toda a participação em projetos da Globo passou a prever algo mais. “Fui chamada várias vezes para fazer testes e eles até começavam mesmo com as leituras de texto, mas terminavam com uma proposta de um jantar ou de um encontro em um lugar mais reservado. Cada vez que isso acontecia, eu saía arrasada, frustrada e me sentindo violentada porque eu tinha certeza que era boa atriz com condições para entrar e ficar entre as estrelas da casa”, desabafou. Interpretando papeis sensuais, Claudia conta que o assédio aumentou. “Era diretor, ator, produtor, apresentador e empresário que vinham com aquele joguinho de sedução. Tive um colega de cena que me perturbou meses e, quando um dia eu cansei do cerco e dei um fora definitivo, ele passou a me perseguir, me humilhar na frente dos outros colegas. Ninguém me defendeu. Daí eu percebi que se eu quisesse continuar trabalhando, teria que fingir que nada acontecia e foi o que eu fiz durante uns 25 anos.”, declarou a atriz. Após ver a repercussão recente de denúncias de assédio no meio artístico, ela diz não se surpreender. “Sei de muitas profissionais que passaram o pão que o diabo amassou. Acho corajoso essas meninas falarem, darem os nomes, apontarem os dedos. É heroico, é encorajador e um alerta também para os homens: atitudes machistas estão com os dias contados. Não fiz lá atrás por medo, mas apoio incondicionalmente quem faz isso agora”, finalizou Claudia. Hoje com 56 anos, ela continua fazendo filmes, como “Um Suburbano Sortudo” (2015) e o vindouro “Talvez Uma História de Amor”, e fez uma participação recente na novela “Rock Story”, ainda sexy no papel de uma “predadora”.
Figurinista que denunciou José Mayer diz que agora é assediada por boatos e pede respeito
Susllem Tonani, ex-figurinista da Rede Globo que sofreu assédio de José Mayer, publicou um novo texto no blog #AgoraÉQueSãoElas, do jornal Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (5/5), para acabar com os inúmeros boatos sobre sua vida pessoal, que surgiram após sua denúncia de assédio sexual contra o veterano galã de novelas. “Eu fui vítima de assédio sexual. E agora estou sendo vítima novamente. Das especulações que colocam dúvidas sobre a minha dor. E me fazem revivê-la”, declarou. Ela começa o texto desmentindo a fofoca de que já foi amante do ator, espalhada de forma irresponsável por um fofoqueiro profissional, revela que não fez acordo com ninguém, não recebeu dinheiro, não foi demitida da Globo, apenas terminou o trabalho ao chegar ao fim do contrato, e explica que não prestou queixa crime por já estar satisfeita, mas, como está sendo criticada pela decisão, pede que a deixem seguir a vida em paz. “Estimulo sim, todas as mulheres a levarem seus casos às autoridades, demandarem a devida atenção e buscarem a aplicação da lei. Mas acredito que obtive a justiça que queria e me sinto contemplada”, afirmou. “Senti que tive a justiça que desejava. Pouco creio que a punição criminal para o meu caso tenha alcance maior que já tivemos”, escreveu, referindo-se ao pedido de desculpas da Rede Globo e à carta de confissão de José Mayer, “ambos lidos no Jornal Nacional”. A figurinista argumenta que alcançou o objetivo desejado de “sair da invisibilidade, romper o silenciamento imposto, transcender este lugar de vítima que me era insuportável”. Em relação ao silêncio que manteve após o seu relato, ela declarou ter optado por ficar reservada. “Por que incomodou tanto o meu silêncio pós-relato? Talvez porque eu não tenha cumprido o papel da oportunista exibicionista que o patriarcado esperava. Talvez porque não tenha sido a liderança, o exemplo que queriam que eu fosse. Desculpe desapontar estas e estes”, afirmou. “Quantas vezes terei de pedir para respeitarem o meu não? O silêncio. É o que eu quero. Não o silenciamento coercitivo. O silêncio que eu escolho. A minha vida de volta”, declarou. Ela ainda faz uma balanço das mudanças que sua denúncia causou para se declarar “vitoriosa” com o fim de uma batalha. “Empresas começaram a repensar os protocolos nos casos de assédio. Homens descobriram que o mundo mudou. Falamos de assédio em espaços de poder antes impermeáveis a este debate”. E, ao fim do texto, pede que respeitem sua decisão de sair dos holofotes. “Reservo a mim o direito de encerrar esse assunto. Chego ao final da minha jornada. Estou no limite da minha capacidade emocional de seguir na linha de frente dessa luta. Peço que respeitem os meus limites, violados anteriormente, quando tudo isso começou. Outras podem assumir a frente dessa luta. E eu me comprometo a sempre apoiá-las, assim como fui apoiada por tantas”, diz.
Figurinista da Globo resolve não fazer queixa criminal contra José Mayer por assédio
A figurinista Susllem Tonani não quer levar adiante o inquérito contra José Mayer, após acusar o ator de assédio sexual nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. Ela esteve na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro na quarta (26/4) e pediu para que as investigações não continuassem. A figurinista recebeu três convites para ir de forma espontânea à 32ª Delegacia Policial, no Rio. Como não compareceu, foi intimada para abertura de um inquérito policial, já que a denúncia foi pública. O delegado Rodolfo Waldeck, que seria responsável pela investigação, confirmou que o caso será encerrado, pois não houve uma representação da vítima. “Ela tinha esse direito de não levar a diante essa acusação. Não quis fazer uma representação, não quis dar prosseguimento ao inquérito policial e aí não temos um crime. As investigações serão encerradas”, disse ao portal UOL. Susllem Tonani, de 28 anos, fez a denúncia em um texto publicado num blog do jornal Folha de S. Paulo, no final de março. Ela relatou vários episódios em que foi vítima de comportamento inadequado do ator – em um deles, em fevereiro deste ano, Mayer teria colocado a mão esquerda na genitália dela. Em carta aberta, José Mayer, de 67 anos, admitiu “ter passado dos limites”. A revelação do assédio mobilizou atrizes e funcionárias da emissora e, após apurar o caso, a rede Globo tomou a decisão de suspender o ator por tempo indeterminado. O caso teve repercussão internacional, rendendo artigo até no jornal The New York Times.
Denúncia de assédio contra José Mayer ganha repercussão internacional
A denúncia da figurinista Susllem Totani por assédio contra José Mayer ganhou o mundo. O jornal americano The New York Times publicou um longo artigo nesta quinta (13/4) que repercute a punição recebida pelo ator, afastado indefinitivamente das produções da rede Globo. “Uma vitória contra o machismo no Brasil: Uma estrela de novelas é punida por assédio”, diz o título da publicação. O texto compara a situação vivida pela figurinista de 28 anos à trama de uma novela. “Pode não ter sido exatamente o final feliz que encerra os melodramas da Globo, mas foi aplaudido por um movimento feminista cada vez maior.” Apesar de chamar atenção, o artigo do New York Times não foi o primeiro publicado num jornal estrangeiro sobre o caso. Na semana passada, o Washington Post já havia comentado o assunto. O jornal de Washington deu destaque ao pedido de desculpas de Mayer e observou que o ator tem mulher e filha. Além destes, o Daily Mail, do Reino Unido também noticiou o pedido de desculpas do ator, enquanto o canadense The Globe and Mail relatou a “grande agitação” causada pela denúncia de assédio.
Figurinista que acusa José Mayer de assédio é chamada a depor na polícia
A figurinista Susllem Tonani foi chamada a depor na delegacia para falar do assédio sexual que ela denunciou na mídia, praticado pelo ator José Mayer nos estúdios de gravação da Globo, durante a produção da novela “A Lei do Amor”. “Convoquei Susllem Tonani e estou aguardando a sua presença. Tudo vai depender do depoimento dela para que eu possa chamar ou não o ator José Mayer para também falar sobre o caso”, disse Rodolfo Waldeck, titular da 32ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro (Taquara), nesta segunda-feira (10/4). O delegado não revelou a data do depoimento da figurinista, mas ele deve acontecer nos próximos dias. Em texto publicado num blog do jornal Folha de S.Paulo, no dia 31 de março, a figurinista acusou o ator José Mayer de assédio sexual. Ela contou que o assédio começou há oito meses durante gravações da novela “A Lei do Amor”, com elogios, que evoluíram para cantadas até chegar ao abuso, com o ator tocando suas partes íntimas sem o consentimento dela. No mesmo dia, aconteceu no Projac um protesto de atrizes e funcionárias da emissora contra o assédio. A TV Globo noticiou no “Jornal Hoje” e no “Jornal Nacional” a manifestação e confirmou a suspensão por tempo indeterminado de José Mayer. Por enquanto o caso é tratado como assédio e depende da denúncia da vítima. Caso Susllem Totani preencha um boletim de ocorrência, a acusação dará início a um inquérito policial, que pode vir a penalizar criminalmente o ator.
Letícia Sabatella revela também ter sido assediada por José Mayer
A atriz Letícia Sabatella foi uma das primeiras atrizes da Globo a se manifestar em defesa da figurinista Su Tonani após sua denúncia contra o assédio de José Mayer. Agora, em entrevista à revista Veja Rio, ela explicou porque escreveu nas redes sociais: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tonani, sinta-se apoiada em sua denúncia”. Ela revelou ter passado por algo parecido, há alguns anos, com o próprio ator, que só agora foi afastado das produções da Globo por conta de seu comportamento. “Quando li o relato da Su, que não conheço, eu me compadeci imediatamente. Senti o que ela sentiu, e sabia que ela não estava mentindo. Também já tinha passado por uma experiência parecida com o Zé Mayer, que foi alertado de maneira amigável”, ela afirmou. Ao mesmo tempo, ela disse ter se comovido com o pedido de desculpas do ator. “Eu, sinceramente, me comovi com o pedido de desculpas dele. Sei o grande artista que ele é, sensível, capaz de uma transformação”, ela acrescentou. Mas as desculpas de José Mayer foram redigidas por uma assessoria contratada para lidar com o escândalo. Relevando este detalhe, ela acredita que José Mayer possa servir de exemplo positivo. “Não estou querendo endeusar nem demonizar ninguém, mas podemos fazer do limão uma limonada”, avaliou a atriz, que contracenou com o ator em “Agosto” (1993) e “Páginas da Vida” (2006).
Atriz brasileira de Jane the Virgin processa bilionário por assédio sexual
A atriz e top model brasileira Greice Santo, intérprete de Blanca na série americana “Jane the Virgin”, entrou com um processo contra o bilionário canadense Daryl Katz, por lhe oferecer papel em um filme em troca de sexo. Greice contou ao site da revista Variety que o bilionário a assediou com ofertas insistentes, oferecendo uma fortuna para vê-la quatro a seis vezes por mês e, mesmo diante das recusas, teria transferido US$ 35 mil para a sua conta. Segunda ela, o dinheiro foi doado para uma instituição de caridade. “Muitas mulheres têm medo de denunciar. Eu espero inspirar outras meninas a denunciarem também”, ela disse, afirmando que esse comportamento seria típico de Hollywood. A denúncia foi apresentada em uma corte de Nova York pelo marido de Greice, R.J. Cipriani. Em resposta, os advogados de Katz acusaram o casal de tentar extorquir US$ 3 milhões. Entretanto, ele não negou as acusações de Greice, dizendo que alguns elementos da história contada pela atriz foram mal interpretados. Além de proprietário de uma empresa de produção de cinema e TV, a Aquila Productions, Katz tem diversos negócios e propriedades, incluindo uma companhia de petróleo e um time de hóquei. O assédio começou em novembro de 2015 no Havaí, onde Greice foi participar de um ensaio fotográfico para a revista Viva Glam. Ela foi apresentada ao executivo canadense Michael Gelmon que sugeriu a ela conhecer seu primo, Daryl Katz, que estava no hotel. Greice teria ido encontrar o empresário em seu quarto e ele teria dito que a colocaria em um filme e depois mudou a proposta oferecendo apenas dinheiro. A atriz teria perguntado porque ele queria dar dinheiro a ela e ouviu como resposta: “Estou procurando companheirismo e sexo”. No processo, a atriz declarou que recusou a oferta e saiu. No dia seguinte, ela enviou uma mensagem ao CEO da Viva Glam relatando o ocorrido: “Me ofereceu dinheiro. Não me ofendi. Você tem que jogar o jogo”. O bilionário, no entanto, voltou a entrar em contato com ela e, após a atriz se recusar novamente, recebeu uma mensagem de Michael Gelmon dizendo: “Não faltam supermodelos querendo ficar com o meu primo. Mas ele é muito exigente (…) prefere você”. Após muita insistência e promessas de trabalho, Greice concordou em voltar a se encontrar com Katz, desde que o assunto fosse a carreira dela. Porém, após 30 minutos de conversa, o bilionário voltou a propor sexo em troca de dinheiro. “Eu não sou prostituta”, teria respondido Greice e ido embora. No ano passado, a atriz lançou a campanha “Glam with Greice” em que ajuda mulheres traumatizadas por violência doméstica. Na campanha, a atriz escolheu 12 mulheres vítimas de agressões e promoveu um banho de loja, além de cabelo e maquiagem, com o objetivo de melhorar a auto-estima delas.
Lady Francisco revela que foi estuprada por diretor da Globo
Após a denúncia de assédio de José Mayer a uma figurinista da Globo, a veterana atriz Lady Francisco resolveu confessar que foi vítima de dois estupros, uma vez por criminosos e outra por um diretor da Globo, há quase 50 anos. Ele a havia chamado para conversar sobre trabalho e a levou para um lugar distante. “Eu tinha acabado de chegar de Minas, era bobinha, ingênua”, contou, em entrevista ao blog de Paulo Sampaio, no portal UOL. A atriz de 82 anos não revela o nome do diretor, mas afirma que ele está “vivinho da silva” e o encontrou “muitas vezes” depois disso. “Inclusive na televisão. Mas ele nem lembrava de mim. Eu não era ninguém, não existia. Se lembrava, me ignorou. Continuou sendo o canalha que sempre foi”. Ela também comentou a denúncia feita pela figurinista Susllem Tonani. “Tenho muito orgulho de ver o quanto a mulher evoluiu na defesa da própria dignidade. No meu tempo, a gente era estuprada e tinha de ficar quieta; hoje, um assédio repercute de tal maneira que o agressor tem de reconhecer publicamente que errou.” Perguntada por que não denunciou o caso, Lady lembrou que os tempos eram outros. “Naquela época? Quem acreditaria em mim? Iam dizer: ‘Essa aí, mal chegou e já está aprontando’. Mas hoje eu faria um escândalo”.
Desculpas de José Mayer por assédio teriam sido escritas por assessoria
Muita gente elogiou a sinceridade da carta aberta de José Mayer, em que ele assumiu ter assediado a figurinista Sus Tonani nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. Mas, segundo o colunista Léo Dias, do jornal O Dia, não foi o ator quem escreveu o texto. Após a união de funcionárias e atrizes da emissora, que vestiram a camisa do movimento “Mexeu Com Uma, Mexeu Com Todas”, amplamente compartilhado nas redes sociais, José Mayer procurou uma assessoria para limpar sua imagem e o primeiro passo, feito pelos profissionais com autorização do ator, teria sido a carta. “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora”, afirma um trecho do texto atribuído ao artista. Só que, de acordo com Léo Dias, não foi ele quem se arrependeu, mas o funcionário contratado para dizer isso. No mesmo dia que o pedido de desculpas foi divulgado, o ator foi suspenso das produções de Globo por tempo indeterminado.











