Kaya Scodelario denuncia: Diretor renomado exigiu vê-la nua para emprego
A atriz Kaya Scodelario, conhecida por atuar nas franquias “Maze Runner”, “Piratas do Caribe” e no thriller “Predadores Assassinos”, postou um desabafo no Twitter nesta sexta (30/4). Ela contou que um diretor renomado de cinema pediu que ela tirasse a roupa para conseguir um papel num filme. Sua sorte foi ter um bom agente que a impediu de fazer isso. “A proposta dizia: ‘Ela só precisa vir até aqui, tirar as roupas e fim’. Eu fiquei aterrorizada. Por sorte, tenho um agente que rapidamente recusou. Era um filme grande, com um diretor grande. Uma ‘grande oportunidade’ para mim”, ela escreveu, sem dar nomes. “Muitas jovens atrizes não têm a rede de segurança de um agente atencioso para protegê-los. Eles acharão que é normal que uma atriz seja avaliada pelo corpo que tem. Pela quantidade de pele que deseja mostrar. Fomos condicionadas a acreditar nisso”, continuou. A estrela inglesa, que tem mãe brasileira, ainda contou que outro diretor uma vez ficou em dúvida entre ela e uma atriz concorrente ao mesmo papel e escreveu um e-mail dizendo que a primeira que topasse ficar nua seria contratada. “Em outro elenco, a escolha estava entre eu e outra atriz. Ambas trabalhamos muito para impressionar esse diretor notoriamente difícil. Tentamos várias vezes. Ele mandou um e-mail para nossos agentes: ‘Quem concordar em ficar nua primeiro consegue o emprego’. O filme não continha nudez. Ele só queria ver quem diria sim”, revelou. A atriz encerrou o desabafo dizendo que iria acordar de manhã com ansiedade por ter escrito tudo isso, “mesmo que não tenha citado nenhum nome”. “As mulheres que se expõem são muito corajosas”, ponderou. Depois de agradecer o apoio de seus seguidores aos primeiros tuítes, ela voltou à redes social para acrescentar: “Saibam que estou tomando medidas para garantir que as pessoas que mencionei sejam responsabilizadas. Eu escolho fazer isso em particular e por meio dos canais corretos da indústria”. Scodelario encerrou o assunto reforçando a importância da representatividade feminina para evitar que isso continue acontecendo. “Não posso deixar de enfatizar o quanto é importante ter uma representação que nos proteja. O quanto é importante ter mulheres em todos os níveis da indústria – para evitar o sistema atual, que permite que as pessoas sintam que podem dizer/fazer/comportar-se de maneira abusiva sem consequências”. Veja os textos originais abaixo. I had a audition for a job a few years ago. It said ‘she just needs to come in. Take her clothes off and that’s all’. I was terrified. Luckily I have an agent who swiftly said there was no way that was going to happen. This was a big movie. A big director. A big ‘opportunity’ https://t.co/Daz9xMBnzb — Kaya Scodelario (@kScodders) April 30, 2021 MANY MANY young actors do not have the safely net of a caring agent to protect them. They will assume that it is normal for an actresses worth to be measured by the body they have. By the amount of skin they are willing to show. We have been conditioned to believe this. — Kaya Scodelario (@kScodders) April 30, 2021 Different casting, between me and another actress.Both worked very hard to impress this notoriously difficult director. auditioned multiple times. He emailed our agents ‘whoever agrees to go nude 1st gets the job’ The movie had no nudity in it. He just wanted 2 see who’d say yes — Kaya Scodelario (@kScodders) April 30, 2021 You know what’s fucked? Im going to wake up in the morning with anxiety about tweeting. Despite the fact that I haven’t named names. I’m still going to feel scared. The women who come forward openly are so brave. I am in awe of you all. Thank you. Thank you. Thank you. — Kaya Scodelario (@kScodders) April 30, 2021 I can’t stress enough how important it is to have representation that safeguards you. How important it is to have women at every level of the industry – to prevent the current system that enables people to feel as though they can say/do/behave in abusive ways without consequences — Kaya Scodelario (@kScodders) April 30, 2021
Ator de Silicon Valley é acusado de assédio sexual
O ator Thomas Middleditch, conhecido pela série “Silicon Valley”, foi acusado de assédio sexual por uma mulher que teria se encontrado com ele em 2019, em uma casa noturna em Los Angeles. O caso foi revelado pelo jornal Los Angeles Times, como parte de uma reportagem sobre práticas de assédio na boate conhecida como Cloak & Dagger. No texto, dez mulheres acusaram os gerentes da casa noturna de ignorar denúncias do tipo. Uma delas, Hannah Harding acusou Middleditch de continuar importunando ela e uma amiga após as duas terem rejeitado suas primeiras investidas. A reportagem diz que o ator, irritado com a resistência delas, começou a apalpá-las sem permissão. Tudo teria acontecido na frente de funcionários da balada, que não fizeram nada para impedir Middleditch ou lidar com o caso depois do acontecido. Harding ainda alega ter denunciado o assédio a Adam Bravin, gerente do estabelecimento, que ligou para ela dias depois. Ele me falou que ‘iam buscar uma segunda opinião’ sobre o acontecido, porque não queriam confiar apenas na minha história. Eles se importavam mais com as pessoas famosas do que com a segurança das mulheres no estabelecimento.” A acusadora mostrou também uma mensagem que Middleditch enviou para ela no Instagram, pedindo desculpas pelo acontecido. “Eu não tinha ideia que minhas ações tinham te incomodado tanto. Eu sei que você provavelmente quer me denunciar para o público, e não estou pedindo para ser seu amigo ou algo parecido. Só estou me sentindo envergonhado por ter te importunado desta forma”, escreveu ele. O ator e seus representantes ainda não comentaram a denúncia oficialmente.
Alec Baldwin ataca série documental da HBO em defesa de Woody Allen
O ator Alec Baldwin resolveu defender Woody Allen nas redes sociais, no momento em que o cineasta é alvo de ataques semanais de uma série documental da HBO. O ator gravou um vídeo de 14 minutos em que criticou a cultura do cancelamento e lembrou que Allen foi inocentado do crime do qual é acusado. “Vi algumas pessoas me atacando por defender pessoas que foram acusadas de crimes… Bem, eu não estou defendendo alguém que é culpado de algo. Estou escolhendo defender alguém que não foi provado que ser culpado de algo”, ele disse. Allen foi acusado de ter cometido abuso sexual contra a filha adotiva Dylan Farrow nos anos 1990, quando ela tinha sete anos. O documentário “Allen vs Farrow” se centra na denúncia deste crime, estendida por quatro episódios semanais. Na época, duas investigações diferentes o consideraram inocente, sugerindo que Dylan teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow. A série oferece outra visão da história, ao mesmo tempo em que apresenta um vídeo gravado por Mia, em que Dylan recita as acusações aos sete anos. Baldwin criticou o trabalho feito pelos documentaristas em sua conta do Twitter, ironizando: “Quem precisa de tribunais quando podemos ter julgamento pela mídia?”. “Não me importa quantos documentários de merda que você faz, você tem que provar isso em um tribunal. Se fosse provado, além de qualquer dúvida razoável, que essa pessoa era culpada, eu certamente mudaria de opinião e até mesmo pediria desculpas às vítimas”. Por fim, o ator concluiu o assunto dizendo: “Eu sou totalmente a favor de leis rígidas sobre pessoas que assediam ou abusam sexualmente, mas o crime tem que ser provado.” Não é a primeira vez que Baldwin defende Allen de ataques relacionados ao caso. Quando Dylan retomou as acusações em 2017, aproveitando-se do movimento #MeToo para lançar uma bem-sucedida campanha de cancelamento contra o diretor, ele tomou as dores do cineasta nova-iorquino. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, disse Baldwin na ocasião. Para defender Allen, ele também já atacou Dylan Farrow, antes mesmo de saber que ela dispõe de um vídeo para repetir e manter suas acusações sempre iguais. Em janeiro de 2018, duas semanas após o twitter original em defesa de Allen, o ator escreveu: “Uma das armas mais eficientes que Dylan Farrow tem em seu arsenal é a ‘persistência da emoção’. Como Mayella em ‘O Sol É Para Todos’, suas lágrimas e apelos são feitos para constranger você a acreditar na história dela. Mas eu preciso mais do que isso antes de destruir alguém, independentemente da sua fama. Preciso de muito mais. Dizer que Dylan Farrow está falando a verdade é dizer que Moses Farrow [irmão dela] está mentindo. Qual dos filhos de Mia herdou o gene da honestidade, e qual não?” Moses Farrow, único filho adotivo com idade suficiente para dar uma testemunho crível dos fatos, jura que o abuso nunca aconteceu e que Mia Farrow, sua mãe adotiva, ensaiou os filhos para mentirem sobre Allen. Alec Baldwin estrelou os filmes “Alice” (1990), “Para Roma, com Amor” (2012) e “Blue Jasmine” (2013), dirigidos por Woody Allen.
Pepe Le Pew é cortado de Space Jam 2 e fica sem levar tapa de brasileira
O gambá Pepe Le Pew não vai mais aparecer em “Space Jam: Um Novo Legado”. A notícia veio à tona após um colunista do New York Times acusar, na semana passada, o personagem de perpetuar a cultura do estupro. Nos desenhos clássicos do “Looney Tunes”, o gambá francês sempre aparecia assediando a gata preta Penelope, vítima de perseguição constante. Ironicamente, sua aparição cortada no desenho deveria mostrar o personagem “finalmente sendo punido” por assediar uma mulher. Por sinal, uma brasileira. A atriz, cantora, modelo e ativista Greice Santo (de “Jane the Virgin”) participava da cena descartada, informaram seus representantes para o site Deadline. A sequência foi filmada antes do diretor Michael D. Lee (“Viagem das Garotas”) entrar no projeto, quando o filme ainda estava nas mãos de Terrence Nance (“Uma Super-Simplificação de Sua Beleza”). Lee decidiu excluir o gambá assim que assumiu a produção, há quase dois anos. Na cena filmada em junho de 2019, Pepe aparecia como o bartender de um café ao estilo de “Casablanca”, que começava a flertar com Greice. Mas ao decidir dar beijos em seu braço sem lhe pedir permissão, recebe um tapa bem dado, que o deixa girando em seu banquinho de bar. Era quando LeBron James entrava em cena, acompanhado de Pernalonga. Eles perguntavam a Pepe sobre o paradeiro de Lola Bunny, e ele revelava aos dois que a gata Penelope havia conseguido uma ordem de restrição contra ele. LeBron finalizava a cena com uma fala sobre como Pepe não deveria “agarrar outros Tunes sem permissão”. Greice, que é uma sobrevivente de assédio sexual, disse ao Deadline que ficou decepcionada com a decisão da Warner de cortar a cena. Ela comanda a ONG Glam with Greice, que ajuda vítimas de violência doméstica. “O papel neste filme era muito importante para Greice. Embora Pepe seja um personagem de desenho animado, se alguém fosse dar um tapa em um assediador sexual como ele, Greice gostaria que fosse ela. Agora, a cena foi cortada e ela não tem mais o poder de influenciar as novas gerações que assistirão ‘Space Jam 2’. As meninas e os meninos mais novos precisam saber que o comportamento de Pepe é inaceitável”, disseram seus representantes ao Deadline. Procurada pela imprensa americana, a Warner Bros. não comentou a eliminação de Pepe em “Space Jam: Um Novo Legado”. LeBron James é o produtor da sequência ao lado do cineasta Ryan Coogler (“Pantera Negra”), Duncan Henderson e Maverick Carter. O filme tem estreia marcada para 15 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Dani Calabresa processa Marcius Melhem por divulgar mensagens privadas
Conforme já tinha anunciado, a defesa da comediante Dani Calabresa entrou com ação na Justiça contra o ex-diretor do núcleo de humor da Globo Marcius Melhem por “divulgação de segredo” e “perturbação da tranquilidade”, devido à exposição na mídia de mensagens trocadas pelos dois no WhatsApp. A ação, que foi protocolada em São Paulo, corre em segredo de justiça. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual, numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro passado. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado.
Justiça multa Rafinha Bastos por vídeos contra Marcius Melhem: “Má-fé”
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) divulgou decisão favorável a Marcius Melhem na ação que o ex-diretor da Globo move contra Rafinha Bastos e ainda multou o humorista por agir “de má-fe”. De acordo com o entendimento da juíza Tonia Yuka Koroku, Bastos agiu “de má-fé” ao não retirar imediatamente vídeos sobre Melhem de seu canal no YouTube, após decisão da Justiça. A liminar determinando a retirada de vídeos publicados no canal do humorista foi expedida em 20 de janeiro, mas ele não cumpriu a ordem, alegando não ter sido “comunicado oficialmente”. “[É] gritante a má-fé do réu ao insistir em ‘comunicação oficial’ ou em desconhecimento da decisão, quando comentou sobre o fato na Jovem Pan dois dias após a publicação da decisão”, diz o texto da decisão. Na Jovem Pan, Rafinha Bastos lamentou a decisão da Justiça, publicada dois dias antes. “Tirei o vídeo do ar, obedeço a Justiça, não tem como desobedecer. Mas acho isso triste. É muito ruim que o direito à liberdade de expressão dependa da subjetividade de apenas uma pessoa, de um juiz”, disse. Entretanto, de acordo com a defesa de Melhem, vídeos “ofensivos” contra o ex-diretor do humor da Globo continuaram no ar. Diante disso, a magistrada aplicou a “pena de litigância de má-fé” de 1% sobre o valor da causa. Rafinha Bastos agora terá de pagar R$ 500 por cada dia em que descumpriu a liminar. O vídeo original da polêmica foi publicado logo após Melhem dar uma entrevista se defendendo da acusação de assédio sexual e moral por funcionárias da TV Globo. Em um dos trechos, o humorista colocava sua voz sobre a imagem do ex-diretor da Globo para debochar o momento em que Melhem dizia que “foi muito doloroso para mim”. “Doloroso pra ti? Oi?”, disse Bastos na gravação. “Eu matei 48 pessoas, matei várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”; “Roubei oito bancos, roubei várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”, “Dei crack pra criança, e dei crack várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”. Marcius Melhem também processou Danilo Gentili, Felipe Castanheri e Marcos Veras por comentários que considerou ofensivos nas redes sociais. Gentili teve ganho de causa por ter feito piadas de duplo sentido. Em entrevista nesta semana ao colunista Fefito, Melhem se justificou dizendo: “Eu não processo quem me critica ou quem faz piada. Eu processei quem me ofendeu com grande repercussão. São quatro processos apenas. E muito mais gente falou de mim. Milhões de pessoas foram induzidas a me achar um abusador, um assediador, sem saber que nem processo na Justiça há contra mim. Sem saber que ninguém me acusou publicamente de algum ato criminoso. Sem saber que só houve ida à Justiça porque eu fui primeiro. /a crítica é livre. A ofensa, não. Só processei quem me caluniou. A defesa do humorista ainda entrou com processos contra a revista Piauí e a comediante Dani Calabresa por sugerirem o assédio. Melhem diz que a reportagem da revista é tendenciosa e cheia de erros e que Calabresa mente por vingança por ter um projeto cancelado. Nesta semana, Dani Calabresa falou sobre o tema pela primeira vez, durante participação no programa “Saia Justa”. “Eu acho que os dois momentos mais difíceis da minha vida foram depois do divórcio e nesse episódio horrível de assédio. O que me ajudou a colar os pedaços foi o trabalho, de verdade o trabalho me salvou”, ela desabafou.
Allen v. Farrow: Série documental é processada por editora de Woody Allen
O conteúdo polêmico da série documental “Allen v. Farrow” está motivando um processo na Justiça. E não é de Woody Allen, alvo de denúncias demolidoras da produção, que o acusa de ter abusado sexualmente de sua filha adotiva de 7 anos, Dylan Farrow, nos anos 1990. A Skyhorse Publishing, editora responsável pelo lançamento do audiobook do recente livro de memórias de Woody Allen, “A Propósito de Nada”, revelou que planeja processar a HBO e os cineastas responsáveis pela atração por violação de direitos autorais. A série utiliza trechos do audiobook sem permissão. “Nem os produtores nem a HBO abordaram a Skyhorse para solicitar permissão para usar trechos do audiobook”, disse a editora em nota oficial. “A Skyhorse recebeu informações de segunda mão apenas no final da semana passada de que cada um dos quatro episódios do documentário faz uso extensivo de trechos do audiobook”, acrescenta o texto. “Prontamente na sexta-feira (19/2), nosso advogado notificou o advogado da HBO por carta que se o uso do audiobook fosse próximo ao que estávamos ouvindo, isso constituiria violação de direitos autorais. A HBO não respondeu à nossa carta”. “Tendo visto agora o primeiro episódio, acreditamos que o uso não autorizado do audiobook é uma violação clara e intencional de precedente legal existente, e que os outros episódios também infringirão, ao se apropriarem do audiobook de maneira semelhante”, continuou a Skyhorse. “Tomaremos as medidas legais que considerarmos necessárias para reparar nossos direitos e os de Woody Allen sobre sua propriedade intelectual.” A Skyhorse não entrou em detalhes sobre seus planos futuros além desta declaração. Uma nota da defesa dos diretores do documentário, Amy Ziering e Kirby Dick, alega que “os criadores de ‘Allen v. Farrow’ usaram legalmente trechos limitados de áudio das memórias de Woody Allen, sob a doutrina do uso justo”. A “Fair Use Doctrine”, referida acima, permite que material protegido por direitos autorais seja usado sem permissão em certas reportagens, críticas e outros formatos específicos. Mas essa permissão geralmente é restrita a menos de 10 segundos do referido material. Trechos do livro de memórias narrado por Allen estão previstos para todas as quatro partes da série. Apenas o primeiro episódio apresentou mais de três minutos extraídos diretamente da publicação. A HBO não se manifestou sobre a violação dos direitos autorais. Vale destacar uma ironia no uso do livro no documentário que tem apoio da família Farrow. Ronan Farrow, irmão de Dylan, chegou a lançar campanha nas redes sociais para impedir a publicação do livro, chegando a chantagear a editora original, a Hachette, por quem também publica sua obras. Ele chamou a iniciativa de lançar o livro de “falta de ética” e teve uma vitória parcial após funcionários da Hachette ameaçarem greve contra a publicação – a primeira vez que funcionários de uma editora fizeram campanha a favor da censura de um livro. Aceitando a pressão, a Hachette desistiu da publicação, que foi simplesmente lançada por outra editora. Agora, esta editora, a Skyhorse, alega crime de violação de direitos – além de “falta de ética” – no uso do livro pela equipe do documentário, em que Ronan aparece com proeminência.
Gérard Depardieu volta a ser investigado por estupro
O veterano astro francês Gérard Depardieu, de 72 anos, voltou a ser investigado por “estupro” e “agressões sexuais” supostamente cometidos em 2018 contra uma jovem atriz, informou nesta quarta-feira (23/2) o jornal Le Parisien. O indiciamento ocorreu em dezembro, mas só veio à tona agora. A acusação partiu de uma atriz na casa dos 20 anos, estuprada em duas ocasiões por Depardieu. Os crimes teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante um momento que, na queixa original de agosto de 2018, foi descrito como uma “colaboração profissional”. A jovem teria sido abusada dentro do contexto de um ensaio informal de uma peça. Segundo a imprensa francesa, o ator e a jovem já se conheciam. Uma fonte próxima ao caso diz que Depardieu é amigo do pai da garota e teria tornado a atriz sua “protegida” na estreia de sua carreira. A princípio, a Justiça francesa encerrou a investigação preliminar por falta de provas. Em comunicado oficial, a promotoria disse que “diversas investigações foram feitas dentro do procedimento recomendado para este tipo de caso”, mas que não foi encontrada evidência significativa para sustentar um processo oficial. A jovem, porém, pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro, com a reabertura das investigações. Depardieu nega a acusação. Contatado pela Agência France Presse (AFP), o advogado de Depardieu, Hervé Témime, “lamentou que esta informação tenha sido tornada pública”. O famoso e polêmico ator, que está em liberdade sem qualquer tipo de fiança, “rejeita totalmente os atos de que é acusado”, disse seu advogado.
Chris D’Elia se defende de acusações de assédio dizendo-se viciado em sexo
O comediante Chris D’Elia (“Os Impegáveis”) voltou a aparecer no YouTube, depois de oito meses afastado, para falar sobre as acusações de que teria assediado duas adolescentes de 17 anos, além de outras três mulheres adultas. Ele publicou um vídeo em que repete sua defesa, afirmando que as relações sexuais que teve foram consensuais e dentro da lei, mas pela primeira vez assumiu que é viciado em sexo. “Eu sei que faz um tempo que vocês não têm notícias minhas. Eu fiz uma declaração quando a notícia apareceu dizendo que tudo o que eu tinha feito foi legal e consensual e que era verdade, e eu queria que essa declaração falasse por si mesma”, afirmou ele. “Durante esse tempo fora, eu procurei muitos conselhos médicos e terapia. Percebi que o sexo controlava minha vida. Foi meu foco o tempo todo. Tive um problema”, explicou. Cinco mulheres se apresentaram em junho de 2020 para acusar D’Elia de assédio sexual. Duas das denunciantes tinham 17 anos e estavam no ensino médio quando D’Elia começou a iniciar contato com elas. Após a acusação, o humorista foi dispensado por sua agência de talentos, a CAA, e teve todos os seus especiais retirados do canal Comedy Central. A Netflix também cancelou o programa que teria com o comediante, mas manteve no ar os episódios da 2ª temporada de “Você” (You), em que ele vive uma celebridade que assediava adolescentes. A plataforma apoiou a decisão do diretor Zack Snyder de apagar o ator de seu filme de zumbis, “Army of the Dead”, que já se encontrava totalmente filmado quando o escândalo veio à tona. D’Elia foi substituído pela comediante lésbica Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”) em refilmagens.
James Franco fecha acordo para retirada de processo de abuso sexual
O ator James Franco entrou em acordo com as autoras de um processo judicial de 2019, que alegavam abuso sexual na escola de atuação que ele fundou. De acordo com comunicado, duas das ex-alunas de Franco em sua extinta escola Studio 4, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal, concordaram em retirar suas queixas individuais, bem como alegações de exploração sexual e alegações de fraude. Não houve revelação sobre pagamento envolvido no acordo para a retirada do processo. Agora, a decisão será submetida à aprovação do tribunal preliminar até 15 de março. De acordo com a ação, Franco teria supostamente forçado suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras no que elas descreveram como um “cenário de orgia” durante uma aula. Tither-Kaplan e Gaal também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar da “aula”. Os advogados de Franco chamaram as acusações de “falsas e inflamadas, legalmente sem base e movidas como uma ação coletiva com o objetivo óbvio de obter o máximo de publicidade possível para os Requerentes sedentos de atenção”. Tither-Kaplan alegou pela primeira vez as alegações de má conduta sexual contra Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Desde que o surgimento das acusações, James Franco só apareceu na série “The Deuce”, que já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.
Diretor “cancelado” enfrenta ira feminista ao planejar volta a Hollywood
O diretor e produtor Brett Ratner (“X-Men: O Confronto Final”) estaria planejando um retorno a Hollywood com a direção de um projeto sobre a dupla pop Milli Vanilli. A cinebiografia veio à tona no sábado (20/2), junto com a revelação de que produtora Millennium Media pretendia apresentá-la durante o evento de mercado European Film Market (EFM) na primeira semana de março. O cineasta está ligado à biografia sem título de Milli Vanilli há mais de uma década, quando adquiriu os direitos vitalícios para filmar a história da dupla franco-alemã, envolvida num escândalo de farsa musical. O roteiro é de Jeff Nathanson, com quem o Ratner trabalhou na franquia “A Hora do Rush”. Só que a iniciativa feminista Time’s Up não pretende deixar o filme acontecer. Ratner encontra-se “cancelado” desde que se tornou um dos poderosos de Hollywood denunciados durante o auge do movimento #MeToo. Em novembro de 2017, sete mulheres, incluindo as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, acusaram o cineasta de assédio e abuso sexual, com descrições de comportamento de revirar o estômago, que fizeram com que a Warner Bros. rompesse contratos e todos os laços com o produtor-diretor com quem o estúdio tinha um negócio lucrativo de coprodução. A relação de Ratner com a Warner se devia a seu sucesso como produtor. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Liga da Justiça” (2017). A presidente e CEO da Time’s Up, Tina Tchen, divulgou um comunicado que afirma: “A Time’s Up nasceu da reavaliação nacional do assédio sexual no local de trabalho. Nosso movimento é um produto de incontáveis atos de coragem de muitos sobreviventes, incluindo aqueles que falaram sobre o que sofreram nas mãos de Brett Ratner”. O texto acusa: “Ratner não apenas nunca reconheceu ou se desculpou pelo dano que causou, mas também entrou com processos na tentativa de silenciar as vozes das sobreviventes que se apresentaram – uma tática tirada do manual do predador. Você não pode apenas sumir por alguns anos e depois ressurgir e agir como se nada tivesse acontecido. Nós não esquecemos – e não iremos esquecer. E a Millennium Media também não deveria. Não deveria haver retorno”. A Time’s Up também lançou uma hashtag no Twitter: #wewontforgetbrett (nós não esqueceremos Brett). O último filme de Ratner como diretor foi “Hércules” (2014) e antes do movimento #MeToo ele pretendia filmar a cinebiografia de Hugh Hefner, o fundador da Playboy. Not only did he never acknowledge harm or apologize to the survivors, he tried to silence them. We didn’t forget. 2/2 #wewontforgetbrett https://t.co/QvAucNyx9a — TIME'S UP (@TIMESUPNOW) February 20, 2021
Marcius Melhem volta à justiça contra Felipe Castanhari após perder para Danilo Gentili
Os processos de Marcius Melhem contra comediantes que o atacaram após a revista Piauí publicar uma reportagem-denúncia com acusações de assédio sexual tem rendido desdobramentos. Enquanto Danilo Gentili escapou de punição e ainda tripudiou com piada, Felipe Castanhari recebeu uma segunda advertência no caso. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou que Castanhari retire do ar uma nova publicação em que acusa Melhem de promover “censura e intimidação”. A postagem foi feita após ele ser condenado a apagar um primeiro post, em que chamava Melhem de “criminoso”, “escroto” e “assediador”, sob pena de pagar R$ 10 mil por dia. Mas, após obedecer a determinação, Castanhari voltou a repetir o termo “assediador” em novo ataque, comparando a decisão de Melhem de ir Justiça a assédio. “A imposição do silêncio é uma das principais armas de um assediador”, ele escreveu. “Sendo verossímeis as alegações de que o conteúdo exposto na rede social é ofensivo e capaz de abalar a honra do autor, e, considerando que a publicação mencionada imputa ao autor crime pelo qual sequer foi indiciado até o momento, defiro a tutela de urgência pleiteada”, diz a decisão, assinada pela juíza Ana Luiza Madeiro Cruz Eserian. O apresentador do programa “Mundo Mistério”, da Netflix, recebeu um prazo de 24 horas para apagar o post, tempo que já foi superado sem que o texto saísse do ar. Por ser reincidente, a multa agora é de R$ 20 mil por dia. Já Danilo Gentili escapou da mesma punição pelo entendimento de outra juíza, Carolina de Figueiredo Dorlhiac Nogueira, da 38ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considerou as manifestações do apresentador do programa “The Noite” como piadas e não ofensas à honra. De fato, Gentili não fez afirmações diretas como Castanhari, valendo-se de humor para agredir Melhem. “Em breve, Marcius Melhem estreará seu novo programa: Porra total”, escreveu o comediante do SBT. “Eu sempre achei que o Marcus Melhem forçava. Mas eu achava que era só no humor”, continuou. “Uma coisa não podemos negar. O Marcius Melhem foi um grande líder na Globo. Daqueles que não tem medo de botar o pau na mesa”, acrescentou. Melhem considerou os conteúdos “ofensivos e depreciativos”, mas a magistrada entendeu que o caso ainda precisa ser plenamente esclarecido e que atender a demanda de Melhem poderia caracterizar a violação de princípios democráticos e censura. Como resultado, Gentili emplacou mais uma piada às custas de Melhem. Ele publicou um “pedido formal e público de desculpas ao sr. Melhem”, dando como justificativa o fato de ter sido “injusto com ele em determinada afirmação. Certa vez eu disse que não conseguia rir de nada que esse senhor fazia, porém dessa vez eu tô rindo muito”. Além dos dois comediantes citados, Marcius Melhem também abriu processos contra Rafinha Bastos, Marcos Veras, Dani Calabresa e a revista Piauí.
Acusadoras de Marcius Melhem são oito funcionárias da Globo
Foram oito as funcionárias da rede Globo que acusaram o ex-diretor da empresa, Marcius Melhem, de assédio sexual e/ou moral. Este foi o total de depoimentos feitos na Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, visando abertura de inquérito. A informação veio à tona no momento em que a promotora Gabriela Manssur se prepara para encaminhar os depoimentos aos promotores do Rio de Janeiro, o que deve acontecer ao longo desta semana. A promotora deve recomendar ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro a abertura de um inquérito criminal e a adoção de medidas cautelares, como proibir Melhem de se aproximar das mulheres que o acusam. Gabriela Manssur também pode recomendar que Melhem seja proibido de divulgar mensagens que trocou com elas, como já fez com Dani Calabresa, e que a investigação corra sob sigilo. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o advogado do ex-diretor, José Luis Oliveira Lima, emitiu nota comemorando a formalização das denúncias. Segundo ele, Melhem “vê com alívio o fato de que ele finalmente vai saber quem o acusa e do que. É um desejo do próprio Marcius — manifestado inúmeras vezes — que algo tão sério se desenvolva na Justiça, onde deveria estar desde o primeiro minuto, e não através de linchamento público. Marcius manifesta mais uma vez seu desejo por justiça e esclarecimento, sem distorções ou inverdades”.










