Sony enfrenta maldição e marca estreia do remake de O Corvo
A Sony desarquivou mais um projeto que o tempo esqueceu, anunciando a data de estreia do remake maldito de “O Corvo”, que será estrelado por Jason Momoa (“Aquaman”). Entretanto, até 2019, ainda há chances para a maldição voltar a se manifestar. A franquia lida com negatividade desde a trágica morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de “O Corvo” original em 1994, e o projeto da refilmagem vem batendo o recorde de má sorte. Para se ter ideia, Jason Momoa é o quinto ator a tentar estrelar o remake desde que ele foi anunciado. A maldição é real, pelo menos para a Sony, que já enterrou mais de US$ 20 milhões com a pré-produção, sem que nem uma cena sequer tenha sido filmada – gastos em desenvolvimento, roteiros não filmados, adiantamentos de contratos, etc. O remake seria originalmente dirigido por Stephen Norrington (“A Liga Extraordinária”) e estrelado por Mark Wahlberg (“Transformers: O Último Cavaleiro”), os primeiros a desistirem há sete anos. Para o lugar de Wahlberg, foi contratado Bradley Cooper (“Sniper Americano”), que acabou defenestrando o roteiro de Alex Tse (“Watchmen”) na primeira oportunidade. Mas só para desistir mais adiante, junto de mais um diretor, Juan Carlos Fresnadillo (“Extermínio 2″), que foi substituído por seu conterrâneo F. Javier Gutierrez (“3 Dias”). Nesta oportunidade, o ator galês Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) também assumiu o papel principal. A dança de cadeiras continuou com a desistência tanto de Gutierrez quanto de Evans. Jack Houston (“Ben-Hur”) virou a opção seguinte, antes de Momoa se candidatar. E agora quem está à frente da produção é Corin Hardy, que tem apenas um longa em seu currículo, o terror “A Maldição da Floresta” (2015). O roteiro que Hardy ia filmar tinha sido escrito por Jesse Wigutow (“Acontece Nas Melhores Famílias”), que também era responsável por escrever a sequência abortada de “Tron: O Legado” (2010). Mas aparentemente ele encomendou outra nova versão para a história, já que o roqueiro Nick Cave (!!!) aparece creditado no IMDb como roteirista, ao lado de Cliff Dorfman (“Guerreiro”). Embora mais conhecido como cantor e compositor, Cave já escreveu alguns filmes, entre eles “A Proposta” (2005) e “Os Infratores” (2012), ambos dirigidos por John Hillcoat. Segundo o autor de quadrinhos James O’Barr, criador do personagem, o novo “O Corvo” seria uma adaptação mais fiel de sua história original. A trama foi concebida como terapia, após sua namorada morrer num acidente de carro, vítima de um motorista bêbado. Nos quadrinhos, o personagem central e sua namorada são mortos, mas ele volta à vida para se vingar dos assassinos. O personagem de Momoa é o mesmo Eric Draven dos quadrinhos, que Brandon Lee morreu interpretando. Momoa terminou recentemente de filmar “Aquaman”, mas continua com a agenda cheia, comprometida com a 3ª temporada da série “Frontier” e a adaptação do game “Just Cause”, com direção de Brad Peyton (“Rampage: Destruição Total”). A estreia foi marcada para 11 de outubro de 2019.
Homem que prestou queixa contra atriz de Melrose Place conta detalhes do suposto abuso
O site TMZ revelou os detalhes da acusação de abuso de menor contra a atriz Jamie Luner, que ficou conhecida pelo papel de Lexi Sterling na série “Melrose Place”. Quem acusa é Anthony Oliver, que tinha 16 anos quando o suposto abuso aconteceu em 1998. Ele conta que conheceu Luner por meio de seu irmão mais velho e, apesar de não ser ator, foi convidado para uma festa da atriz, onde alega que ela lhe serviu álcool e drogas antes de levá-lo a um quarto com uma terceira pessoa. Essa pessoa teria gravado um vídeo de Luner fazendo sexo oral nele. Atualmente com 38 anos, Anthony Oliver diz que demorou duas décadas para denunciar o caso porque sua mãe trabalhava na política. Agora, por aconselhamento de seu terapeuta, ele decidiu vir à público, por meio de uma denúncia criminal. Ele registrou uma queixa na polícia de Los Angeles. A assessoria de Luner nega veementemente as acusações.
Atriz da série Humans será a vilã Doutora Minerva no filme da Capitã Marvel
A Marvel contratou a atriz inglesa Gemma Chan para viver Minn-Erva no filme da Capitã Marvel. Nos quadrinhos, a personagem também é conhecida como a vilã Doutora Minerva, uma geneticista e espiã kree (alienígena). Ela se junta ao elenco que destaca Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel. O primeiro filme de super-heroína da Marvel também voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury e Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) como Walter Lawson/Mar-Vell no filme, além de Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”) em papéis não revelados. A trama está sendo mantida em segredo, mas já se sabe que se passará nos anos 1990 e também envolverá a raça alienígena dos skrulls. O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). “Capitã Marvel” chega aos cinemas em março de 2019.
Mais uma atriz de Melrose Place vira caso de polícia, agora por abuso de menor
No mesmo fim de semana em que Heather Locklear foi presa por violência doméstica, outra atriz da série “Melrose Place” virou assunto do site de celebridades TMZ. Jamie Luner, que interpretava Lexi Sterling na série dos anos 1990, está sendo acusada de abuso de menor. De acordo com autoridades ouvidas pelo site, um homem, que hoje tem 30 anos, procurou a polícia de Los Angeles para prestar queixa contra a atriz. Ele alega que em 1998, quando tinha 16 anos, ela fez sexo oral nele. Não está claro se eles possuíam alguma relação e se o denunciante, que não teve a identidade revelada, também é ator. Atualmente com 46 anos, Luner ainda não se pronunciou sobre o caso.
Princesa de Descendentes será uma das bruxas do reboot de Charmed
A atriz Sarah Jeffery, que vive Cristina Santos na série “Shades of Blue” e a Princesa Audrey, filha da Bela Adormecida, na franquia “Descendentes” do Disney Channel, entrou no piloto do reboot de “Charmed”. Ela foi escalada como Madison, a mais jovem das três irmãs bruxas da trama. Madison é descrita como uma jovem de 18 anos, que acaba de ingressar na faculdade e está apenas tentando se encaixar no mundo e entrar em uma boa irmandade. Ela se junta a Melonie Diaz (“Fruitvale Station”), anteriormente confirmada como Mel, um ativista apaixonada que precisa lidar com as consequências de uma terrível tragédia – o problema é que sua triste história acaba fazendo com que ela se afaste das pessoas que mais ama, como sua namorada, a detetive Soo Jin. Ainda falta uma irmã, mas escalação de Sarah Jeffery e Melonie Diaz revela que reboot será uma versão latina da atração original, o que coincide com o fato de suas criadoras virem da série “Jane the Virgin”. A produção é de Jennie Snyder Urman, criadora de “Jane the Virgin”, e o piloto foi escrito por Jessica O’Toole e Amy Rardin, roteiristas de “Jane the Virgin”. A série original de 1998, produzida pelo lendário Aaron Spelling (“Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “Barrados no Baile”, etc), acompanhava três irmãs brancas (Alyssa Milano, Holly Marie Combs e Shannen Doherty) lidando com o despertar de seus poderes – uma quarta irmã (Rose McGowan) acabou surgindo mais tarde, quando a produção precisou “trocar” uma das atrizes (Doherty) por problemas de bastidores. A série durou oito temporadas, até 2006, mas fez tento sucesso que continuou sua trama nos quadrinhos, publicados até 2012. O remake de “Charmed” foi cogitado pela primeira vez há quatro anos pela rede CBS, mas não chegou muito longe em seu desenvolvimento, após ser torpedeado nas redes sociais pelas atrizes da série original. A rede CW se interessou pela franquia no ano passado. A ideia era fazer um prólogo passado nos anos 1970. Mas o desenvolvimento foi interrompido com a rejeição do roteiro e nem chegou a ter piloto encomendado. As responsáveis pelo projeto rejeitado são as mesmas do piloto atual. Elas sugeriram uma nova abordagem, passada nos dias de hoje, centrada em três irmãs de uma cidade universitária que descobrem que são bruxas. Desta vez, ganharam sinal verde para gravar o piloto. Mas o projeto só vai virar série se os executivos do canal aprovarem o episódio de teste.
A Bruxa de Blair vai virar série
A Lionsgate está desenvolvendo uma série de TV de “A Bruxa de Blair”. A produção será realizada pela recém-lançada divisão digital da produtora, denominada Studio L. O primeiro filme, feito com uma estética “amadora” por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, causou frisson por ser apresentado como registro realista dos últimos dias de três jovens perdidos em uma floresta onde, segundo uma lenda, habitava uma diabólica bruxa. O sucesso da produção marcou época, e embora não tenha sido o primeiro longa de vídeos encontrados – a honra cabe a “Canibal Holocausto” (1980) – , inspirou uma febre de filmes com câmeras amadoras e imagens desfocadas. A franquia teve mais dois longas. Um terror realizado de forma convencional em 2000, “Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras”, e outro mais recente, novamente na estética “found footage”, intitulado apenas “Bruxa de Blair”, em que uma nova equipe de documentaristas tenta recriar os passos dos jovens que sumiram em 1999. Dirigido por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), o filme fracassou nas bilheterias e basicamente acabou com os planos cinematográficos para a franquia. A ideia agora é transformar a busca pela bruxa numa aventura seriada, mas, por enquanto, não há maiores informações sobre a produção.
Atriz de Fruitvale Station será uma das irmãs bruxas do reboot de Charmed
A atriz Melonie Diaz (“Fruitvale Station”) foi escalada como uma das três irmãs bruxas no piloto do reboot de “Charmed”. Ela é a primeira protagonista definida na produção, a cargo da equipe de “Jane the Virgin”. Assim como “Magnum”, o projeto está sendo desenvolvimento para ser mais diversificado que a série original, centrada em três irmãs – posteriormente, quatro – irmãs brancas. Ainda não está claro se todas as irmãs serão latinas, mas a escalação de Melonie Diaz modifica a expectativa etária da produção, que supostamente acompanharia três universitárias. A atriz, que estreou no cinema em 2001, completa 34 anos em abril. Nova-iorquina descendente de porto-riquenhos, ela chamou atenção em filmes como “Rebobine, Por Favor” (2008), de Michel Gondry, e “Fruitvale Station: A Última Parada” (2013), primeiro longa do diretor Ryan Coogler (de “Pantera Negra”). Recentemente, ela estrelou a série “The Breaks”, sobre o início do hip-hop, e o terror “O Experimento Belko” (2016), escrito por James Gunn (diretor de “Guardiões da Galáxia”). A atriz também estará no próximo filme da franquia “Purge” (“Uma Noite de Crime”), previsto para julho. Curiosamente, sua personagem se chamará Mel, uma ativista apaixonada e sem papas na língua, que perde o rumo durante uma tragédia na família. Além da etnia, outra diferença em relação à série original, é que sua personagem é lésbica, conforme havia sido ventilado. Além dela, a atração contratou Ser’Darius Blain (a versão jovem do personagem de Kevin Hart em “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) para viver o namorado de Macy, outra das três irmãs com nomes iniciados pela letra M. O remake de “Charmed” foi cogitado pela primeira vez há quatro anos pela rede CBS, mas não chegou muito longe em seu desenvolvimento, após ser torpedeado nas redes sociais pelas atrizes da série original. A rede CW se interessou pela franquia no ano passado. A ideia era fazer um prólogo passado nos anos 1970. Mas o desenvolvimento foi interrompido com a rejeição do roteiro e nem chegou a ter piloto encomendado. As responsáveis pelo projeto rejeitado sugeriram uma nova abordagem e, desta vez, ganharam sinal verde para gravar o piloto. Agora, a trama irá acompanhar três irmãs de uma cidade universitária atual, que descobrem que são bruxas. A produção é de Jennie Snyder Urman, criadora de “Jane the Virgin”, e o roteiro foi escrito por Jessica O’Toole e Amy Rardin, roteiristas de “Jane the Virgin”.
Eu, Tonya recria tragédia real como espetáculo surreal de adrenalina, talento e diversão
Patinadora artística, Tonya Harding disputou por duas vezes os Jogos Olímpicos, foi campeã norte-americana em 1990 e conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de 1991. Sua carreira, porém, acabou aos 24 anos quando ela foi acusada de participar de uma conspiração que culminou em um ataque à adversária Nancy Kerrigan, que teve o joelho ferido. A vida “real” pode ser muito mais maluca (inventiva ou mesmo criativa) do que a arte, e caso “Eu, Tonya” não fosse inspirado em eventos reais, poderia muito bem ser taxado de inverossímil – ainda que duvide-se que tudo aquilo ali aconteceu… realmente do jeito que é contado. O que se vê em 120 minutos de exibição é uma produção divertidamente e tragicamente acelerada, com grandes méritos para a Edição, indicada ao Oscar, que se utiliza da constante quebra da quarta-parede para colocar o espectador ao lado de Margot Robbie (numa atuação magistral, digna do Oscar a que concorre), como protagonista de uma surreal epopeia esportiva dos tempos modernos. A narrativa flagra uma grande atleta (“caipirona”, segundo juízes, que não queriam uma garota “chucra” representando os Estados Unidos, mesmo que seu talento no rinque de patinação fosse inegável) abusada emocionalmente pela mãe (Allison Janney, também indicada ao Oscar) e fisicamente pelo marido (Sebastian Stan). Irmão torto de “A Grande Jogada” (2017) no quesito “os podres bastidores do esporte em níveis olímpicos” ou “o preço que cobramos dos jovens para nos trazer medalhas de ouro”, o filme do diretor Craig Gillespie (“Horas Decisivas”) é depressivamente realista e cinematograficamente empolgante, uma descarga imensa de adrenalina, violência (doméstica, social, esportiva, familiar e profissional) e dramatização que, ao final, deixa o gosto amargo de uma poça de sangue na boca.
Atriz de Grey’s Anatomy vai estrelar piloto do remake da série Roswell
A atriz Jeanine Mason, intérprete da Dra. Sam Bello em “Grey’s Anatomy”, vai estrelar o piloto do remake da série sci-fi “Roswell”, em desenvolvimento na rede CW. A ideia é atualizar o romance alienígena juvenil da produção de 1999 com uma subtrama de imigrantes ilegais (que também são chamados de aliens em inglês). Desenvolvida por Jason Katims (criador de “Parenthood”), a série original era baseada na coleção literária adolescente “Roswell High”, de Melinda Metz, sobre três alienígenas que viviam disfarçados entre humanos no colegial. Vale lembrar que seu piloto antecipou em detalhes a história depois escrita por Stephenie Meyer com o título “Crepúsculo”, com uma pequena diferença – Meyer usou vampiros em vez de aliens. A nova versão é da roteirista Carina MacKenzie (escritora de “The Originals”) e também se passa em Roswell, cidade conhecida por supostamente ter sido o local da queda de um disco voador nos anos 1950. Segundo a sinopse oficial, a trama vai acompanhar Liz Ortecho (Mason), uma pesquisadora biomédica e filha de imigrantes ilegais, que descobre uma verdade chocante sobre sua antiga paixão adolescente: ele é um alienígena que manteve suas habilidades sobrenaturais ocultas a vida inteira. Ela protege seu segredo enquanto os dois se reconectam e começam a investigar suas origens, mas quando um ataque violento e um acobertamento do governo apontam para uma grande presença alienígena na Terra, a política de medo e ódio ameaça expô-los e destruir o seu romance. A protagonista da atração dos anos 1990 era Shiri Appleby (hoje na série “UnReal”) e os alienígenas foram vividos por Jason Behr (série “Breakout Kings”), Brendan Fehr (série “The Night Shift/Plantão Noturno”) e Katherine Heigl (ela mesmo, antes de “Grey’s Anatomy”). Além deles, o bom elenco de apoio incluía Majandra Delfino (série “Friends with Better Lives”), Nick Wechsler (série “Revenge”), Colin Hanks (série “Fargo”), Emilie de Ravin (séries “Lost” e “Once Upon a Time”), Adam Rodrigues (série “Criminal Minds”) e William Sadler (série “Power”). Todos tiveram carreiras de sucesso. O remake está em desenvolvimento na rede CW. Para quem não lembra, a rede surgiu em 2006 da união de duas emissoras, a UPN e a WB (Warner). Pois “Roswell” era originalmente exibido no canal da Warner. Outra curiosidade sobre o piloto é que ele marcará a estreia na direção de Julie Plec, produtora-roteirista de “The Vampire Diaries” e “The Originals”. Ela também vai produzir a série com Carina MacKenzie, caso o piloto seja aprovado. Relembre abaixo as aberturas das três temporadas da série original, numa montagem ao som da música-tema, o hit “Here with Me”, de Dido.
Criador de The Vampire Diaries e da franquia Pânico vai desenvolver filmes de terror para a Miramax
A Miramax, que há anos não tem mais nada a ver com os irmãos Weinstein, mudou seus planos de negócios. Quando foi comprada por Nasser Al-Khelaifi, o bilionário do Qatar que é CEO do time de futebol Paris Saint Germain, a expectativa se voltava para a exploração do catálogo de clássicos do estúdio para o lançamento de vídeos, streaming, além de remakes e séries baseadas em títulos conhecidos. Mas após um período inicial de inatividade, o estúdio fechou seu primeiro contrato para o desenvolvimento de filmes inéditos. Bill Block, CEO contratado no ano passado para tocar o estúdio, trouxe de volta Kevin Williamson, roteirista que viveu o auge de sua carreira cinematográfica na Miramax nos anos 1990. O responsável por criar a franquia “Pânico” (1996-2011) e os sucessos “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997) e “Prova Final” (1998) fechou contrato para escrever filmes de terror inéditos, que serão dirigidos por expoentes da nova geração do gênero. “Estou empolgado em fazer essa parceria com Bill Block e voltar ao espaço cinematográfico, trabalhando com novos cineastas no gênero que eu amo tanto”, disse Williamson em comunicado. Ele não escreve um filme desde “Pânico 4” (2011), tendo se concentrado nos últimos anos na criação de séries. São dele as séries “Dawson’s Creek”, “The Vampire Diaries”, “The Following”, “Stalker” e “Time After Time”. Williamson também está desenvolvendo uma nova série para o serviço de streaming CBS All Access, intitulada “Tell Me a Story”, sobre contos de fadas nos dias atuais.
Felicity Huffman entra na 2ª temporada de Get Shorty
A atriz Felicity Huffman (das séries “Desperate Houswives” e “American Crime”) vai se juntar ao elenco de “Get Shorty” em sua 2ª temporada. Ela interpretará Clara Dillard, uma agente do FBI de instinto maternal, que investigará a organização criminosa da história. “Get Shorty” é inspirada no livro e no filme “O Nome do Jogo” (1995), mas não se trata de uma transposição literal e sim de uma extrapolação, ao estilo de “Fargo”. A trama original é do escritor Elmore Leonard. E “Get Shorty” é a terceira série baseada em seus livros, após “Karen Sisco” e “Justified”. Na série, Chris O’Dowd (séries “The IT Crowd” e “Moone Boy”) vive Miles Daly, um matador da máfia que, durante um “trabalho”, acaba eliminando um roteirista de cinema e, com um roteiro inédito respingado de sangue, resolve se aventurar por Hollywood. Seu plano é mudar de vida para proteger sua filha, mas suas táticas são as mesmas de sempre, usando dinheiro sujo e extorsão para produzir seu filme. O papel é similar, mas não igual, ao vivido por John Travolta no filme de 1995 e sua continuação “Be Cool: O Outro Nome do Jogo” (2005). Além de O’Dowd, o elenco também destaca Ray Romano (da sitcom “Everybody Loves Raymond” e visto mais recentemente na série “Vynil”) como um produtor decadente de filmes de baixa qualidade, que se torna parceiro de Miles em sua tentativa de se estabelecer na indústria cinematográfica. Trata-se, por sua vez, de uma versão do personagem vivido por Gene Hackman no cinema. A adaptação está a cargo do roteirista Davey Holmes, que escreveu episódios de “Shameless” e “In Therapy” e a exibição acontece no canal Epix, recentemente adquirido pela MGM, que tem planos de usá-lo para desenvolver séries baseadas em sua vasta filmografia de clássicos.
Nova versão de Charmed terá uma jovem bruxa lésbica
A nova versão de “Charmed”, que teve seu piloto encomendado pela rede CW, será um reboot e não um remake, com personagens inteiramente novas. As jovens bruxas se chamam Mel, Macy e Madison – em vez de Piper, Phoebe, Paige e Prue. E o detalhe é que uma das irmãs bruxas será lésbica. O site TVLine teve acesso à ficha de casting do piloto, e ela revela que a lista de personagens centrais inclui a namorada de uma das protagonistas. As outras duas também terão namorados – um documentário e um solitário sensível. Os produtores estão procurando atores de todas as etnias para compor o elenco. Produzida pelo lendário Aaron Spelling (“Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “Barrados no Baile”, etc), a série de 1998 acompanhava três irmãs bruxas (Alyssa Milano, Holly Marie Combs e Shannen Doherty) lidando com o despertar de seus poderes – uma quarta irmã (Rose McGowan) acabou surgindo mais tarde, quando a produção precisou “trocar” uma das atrizes (Doherty) por problemas de bastidores. A série durou oito temporadas, até 2006, mas fez tento sucesso que continuou sua trama nos quadrinhos, publicados até 2012. O remake de “Charmed” foi cogitado pela primeira vez há quatro anos pela rede CBS, mas não chegou muito longe em seu desenvolvimento, após ser torpedeado nas redes sociais pelas atrizes da série original. A rede CW se interessou pela franquia no ano passado. A ideia original era um prólogo passado nos anos 1970. Mas o desenvolvimento foi interrompido com a rejeição do roteiro e nem chegou a ter piloto encomendado. As responsáveis pela nova versão são as mesmas do projeto rejeitado, mas mudaram tudo. Agora, a trama irá acompanhar três irmãs de uma cidade universitária atual, que descobrem que são bruxas. A produção é de Jennie Snyder Urman e o roteiro foi escrito por Jessica O’Toole e Amy Rardin, todas da série “Jane the Virgin”. Fontes do site The Hollywood Reporter afirmam que o problema da versão passada nos anos 1970 é que Jennie Snyder Urman estava muito ocupada com “Jane the Virgin” para supervisionar o trabalho. Com mais tempo para repensar o conceito, todo o projeto foi redesenvolvido. O resultado agradou e teve seu roteiro aprovado para, ao menos, virar piloto.
Chris Carter diz que poderia continuar Arquivo X sem Gillian Anderson
O produtor-roteirista Chris Carter, criador de “Arquivo X”, diz que a série poderia continuar mesmo sem a participação de Gillian Anderson, que já anunciou seus planos de deixar a atração ao final da 11ª e atual temporada. “Eu acho que ‘Arquivo X’ pode continuar vivo, há mais histórias para contar, com Gillian ou sem ela”, disse Carter em entrevista ao site Digital Spy, acrescentando que nada estava determinado ainda e que ele ficaria “sentido por vê-la sair”. Gillian vem falando desde outubro – na Comic Con de Nova York – que pretende aposentar a personagem Dana Scully após encerrar os episódios atuais. “Eu disse desde o início que seria o final para mim”, ela ressaltou, em dezembro, em uma entrevista para a revista TV Guide. E se ainda havia dúvidas, ela voltou a confirmar, em janeiro, no evento semestral da TCA (Television Critics Association). “Já deu para mim. Estou falando sério”, disse a atriz. “Eu quero ser desafiada como atriz e quero fazer muitos outros personagens. Não quero ficar presa por meses e meses em um personagem específico”, completou. Embora a Fox não tenha se comprometido com temporadas adicionais além da atual, Chris Carter não concebeu o último episódio como um final de série. Ele confessou que não sabia que Gillian Anderson pretendia abandonar a série ao conceber os novos episódios, mas lembrou que já fez uma temporada com David Duchovny praticamente ausente – a 9ª e derradeira temporada original. E acha que poderia criar uma 12ª em torno da ausência de Anderson. “Scully seria um centro de atenção ausente, da mesma forma que aconteceu com Mulder no passado. Mesmo ausente, ele era o centro da preocupação de todos nos episódios em que não aparecia”. Esta decisão, porém, não está nas suas mãos. “Arquivo X” tem amargado as piores audiências de sua história, desde o lançamento em 1993. O episódio mais recente, exibido na noite de quarta passada (31/1), foi assistido por 3,6 milhões de telespectadores ao vivo, registrando 0,9 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). A mais baixa audiência da história do programa, que, em seu auge nos anos 1990, chegou a ser visto por mais de 20 milhões de pessoas ao vivo. A 11ª temporada de “Arquivo X” está sendo exibida pelo canal pago Fox com uma semana de atraso no Brasil.











