Hilary Swank vai estrelar série de Danny Boyle sobre rapto de John Paul Getty III
A atriz Hilary Swank entrou no elenco de “Trust”, série baseada num crime real, desenvolvida pelo cineasta Danny Boyle (“Trainspotting”). Segundo o TV Guide, a atriz interpretará Gail Getty, mãe devotada de John Paul Getty III que estará disposta a fazer tudo para salvar o filho, após ele ser raptado. Ela vai se juntar a Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), que viverá o bilionário John Paul Getty, avô de seu filho. Ambientada em 1973, a trama inicia quando o jovem Getty é sequestrado em Roma e um resgate de milhões de dólares é exigido. O problema é que a família não demonstra tanto interesse em conseguir o rapaz de volta: John Paul, avô do jovem, se recusa a liberar a quantia e argumenta que se pagasse um centavo para os sequestradores, em breve teria outros parentes sequestrados. Como o pai do sequestrado, envolvido em drogas, também não responde aos telefonemas dos sequestradores, sobra para mãe do rapaz, quebrada financeiramente, negociar sua vida. “Trust” é uma criação de Boyle e do roteirista Simon Beaufoy, parceiros no filme “Quem Quer Ser um Milionário?” (vencedor do Oscar 2009) e “127 Horas” (indicado ao prêmio em 2011). A série de dez episódios começará a ser gravada em junho, em Londres e Roma, visando uma estreia em janeiro de 2018. O avanço da produção deve jogar água nos planos de Ridley Scott para realizar um filme sobre a mesma história. Intitulado “All The Money In The World”, este projeto teria filmagens previstas para maio, mas ainda não fechou elenco. Scott negocia com Michelle Williams, Mark Wahlberg e Kevin Spacey para os papéis centrais de seu filme, que não deverá chegar tão rápido quanto a série às telas.
História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado de “Punhos de Sangue” (Chuck). Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador amador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a escrever “Rocky” (1976). “Rocky” se tornou icônico, ganhou continuações e foi entronizado na cultura pop, mas a vida de Chuck não teve direito a revanche vitoriosa. Sua façanha acabou esquecida. Apesar do tom melancólico, a prévia também inclui momentos doces e engraçados. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, inclusive precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas pelos direitos de sua trajetória. Além de estrelar o filme, Schreiber escreveu o roteiro. O elenco também inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. “Punhos de Sangue” terá première mundial na sexta (28/4), no Festival de Tribeca, e estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.
Vítima de estupro de Polanski ataca promotores que ainda exploram o caso de 1977
A vítima de abuso sexual de Roman Polanski em 1977, Samantha Geimer, voltou a se pronunciar sobre o julgamento do cineasta, que está foragido e vivendo na França desde aquela época. Geimer contatou as autoridades através de seu advogado para reclamar da procrastinação dos promotores americanos, que estariam de posse de evidências que corroboram o acordo firmado por Polanski com o promotor original do caso. Em carta enviada também para os meios de comunicação, ela pede que a transcrição do julgamento de 1977 seja tornada pública. Os promotores tornaram secreto o depoimento do responsável pelo acordo, que teria rendido 48 dias de prisão ao cineasta francês. Caso isso venha à tona, comprovaria a tese do diretor de que ele teria sido sentenciado e cumprido a pena. O documento é um ataque ácido aos responsáveis atuais pelo processo. “Vocês e aqueles que vieram antes de vocês nunca me protegeram, vocês me trataram com desprezo, usando um crime cometido contra mim para promover suas próprias carreiras”, ela escreveu. Ela quer deixar todo esse escândalo para trás. Pessoalmente, considera que o cineasta de 83 anos já foi punido o suficiente por seu crime ao ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer na prisão. Samantha tinha 13 anos quando Polanski foi acusado de drogá-la, durante uma sessão de fotos na casa de um amigo em Los Angeles, e posteriormente violentá-la. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria, quando passou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia. Após o escândalo arrefecer, a vítima foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro nos anos 1990. Ela teria recebido US$ 500 mil de indenização. Em 2013, publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. O depoimento do promotor do caso, que foi tornado secreto, é a peça-chave na ação do advogado de Polanski para encerrar o processo judicial. O advogado alega que o diretor só fugiu dos Estados Unidos após receber informação de que o já falecido juiz Laurence Rittenband teria renegado o acordo e dito aos promotores que tinha decidido prender Polanski por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prender o cineasta, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou mais 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. O caso voltará a ser analisado em junho pela justiça da Califórnia.
Erin Moran (1960 – 2017)
Morreu a atriz americana Erin Moran, que ficou conhecida pelo papel de Joanie na série clássica “Happy Days”. Ela foi encontrada morta, aos 56 anos, em um parque de trailers na pequena cidade de Corydon, em Indiana. Uma autopsia vai ser realizada para estabelecer as causas da morte. Sumida nos últimos anos, Erin foi uma atriz-mirim bem-sucedida. Após aparecer em comerciais, chamou a atenção de Hollywood, estreando no cinema na comédia “Lua de Mel com Papai” (1968) com apenas oito anos de idade. No mesmo ano, foi contratada para integrar o elenco de sua primeira série, “Daktari”, na qual apareceu em 15 episódios entre 1968 e 1969. Sua filmografia inclui até o clássico “A Noite em que o Sol Brilhou” (1970), de Melvin Van Peebles, comédia fantástica sobre a transformação de um racista num homem negro, na qual interpretou a filha do protagonista. A atriz ainda era pré-adolescente quando entrou para “Happy Days”. Tinha 14 anos em 1974, quando foi escalada para viver a irmã mais nova de Ron Howard (ele mesmo, o futuro diretor de “O Código Da Vinci”). A atração foi um fenômeno de audiência e pioneira do boom de nostalgia que tomou conta da TV. Até então, não existiam séries de comédia de época. “Happy Days” mudou tudo ao se passar nos anos 1950, resgatando músicas, hábitos e a cultura juvenil dos anos de ouro do rock’n’roll, com direito até a um rebelde sem causa de jaqueta de couro, o icônico Fonzie, vivido por Henry Winkler. Os anos 1950 duraram mais em “Happy Days” do que na vida real. Quando a série saiu do ar, em 1984, Erin já tinha 24 anos. Os produtores até tentaram estender o apelo da trama com um spin-off centrado na personagem da jovem, acompanhando sua vida de casada com Cachi (Scott Baio), primo de Fonzie. Mas a série “Joanie Loves Chachi” não emplacou, cancelada em sua 1ª temporada. Erin não conseguiu nenhum outro papel de destaque, vivendo de participações ocasionais em outras séries. Ela ainda foi lembrada no clipe de “Buddy Holly” (1994) da banda Weezer, que recriava um episódio de “Happy Days”, e em “Dickie Roberts – O Pestinha Cresceu” (2003), comédia sobre um ex-ator mirim complexado de 30 e poucos anos, em que interpretou a si mesma. Mas a falta de trabalho a deixou cheia de problemas financeiros, a ponto de acabar sua vida morando num trailer. “Que notícia triste, triste. Descansa em paz Erin. Sempre vou lembrar de você em nossa série tornando as cenas melhores, recebendo risadas e iluminando as telas de TV”, escreveu Ron Howard, seu irmão televisivo, no Twitter.
Trailer do remake de O Estranho que Nós Amamos com Nicole Kidman e Colin Farrell é terror à luz de velas
A Focus Features divulgou o segundo trailer do remake de “O Estranho que Nós Amamos” (The Beguiled). Como a maioria dos trailers recentes, a prévia entrega demais, inclusive a reviravolta e os detalhes mórbidos da trama, que sob a direção de Sofia Coppola (“Bling Ring”) assume clima de terror de época. Uma história gótica, passada numa antiga mansão rural, à luz de velas. A prévia traz o ator Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Vivem”) no papel interpretado por Clint Eastwood em 1971, como um soldado ianque ferido, que é socorrido e tratado numa escola sulista para meninas. Sua presença desperta interesse tanto no corpo docente quanto no discente, e não demora a render relações indecentes. Mas a tensão sexual gera ciúmes e marca uma guinada trágica. O remake é a segunda parceria da diretora com a atriz Elle Fanning (as duas trabalharam juntas em “Um Lugar Qualquer”) e a terceira com Kirsten Dunst (após “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”). Além delas, as atrizes Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”) e Angourie Rice (“Dois Caras Legais”) também fazem parte da seleção de loiras da produção. Selecionado para o Festival de Cannes, o novo “O Estranho que Nós Amamos” estreia em 30 de junho nos EUA e apenas dois meses depois, em 24 de agosto, no Brasil.
Nudez de Sophie Charlote em Os Dias Eram Assim vira trend topic
A nudez da atriz Sophie Charlotte, que mostrou os seios nos três primeiros capítulos da nova série da Globo, “Os Dias Eram Assim”, virou trend topic no Twitter. Na atração, a atriz já tirou a roupa para seduzir o personagem vivido por Daniel de Oliveira, seu marido na vida real, e também em cenas de topless na praia. Com tamanho de novela, a série começa em 1970, no Rio de Janeiro, no dia em que o Brasil venceu a Copa do Mundo e se tornou tricampeão. Por conta do período, Alice, a personagem de Sophie, é meio hippie e libertária, representando as mudanças trazidas pela juventude na época, marcada pela repressão e a censura da ditadura militar. Em entrevista para diversos veículos na véspera das cenas irem ao ar, a atriz se disse à vontade com as cenas de nudez. “O sexo faz parte da vida e a paixão, principalmente na juventude, está muito ligada a isso. Essas cenas estão contando histórias e, se está dentro do contexto da cena, faz sentido para mim”. Veja abaixo algumas das impressões do público registradas em tuítes.
Versão jovem de Ellen Ripley pode aparecer nos próximos filmes da franquia Alien
Os próximos filmes da franquia “Alien” podem reencontrar a personagem Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver. Mas numa versão digitalizada. Em entrevista para a revista Empire, o diretor Ridley Scott confirmou que estaria considerando apresentar uma versão jovem da personagem. Mas em vez de escalar uma nova atriz, trabalharia com rejuvenescimento por computação gráfica – o que provavelmente contaria com participação de Sigourney Weaver. “É possível fazer isso”, respondeu o diretor ao ser questionado. Hoje com 67 anos, Weaver tinha 29 quando interpretou a tenente em 1979, em “Alien, O Oitavo Passageiro”. Ela ainda retornou ao papel mais três vezes, em “Aliens, o Regate” (1986), “Alien³” (1992) e “Alien – A Ressurreição” (1997). Anteriormente, Ridley Scott havia confirmado que a sequência de “Alien: Covenant”, o próximo filme da franquia, já estava sendo escrita. A aparição de Ripley também encontra respaldo em outra afirmação do diretor, que revelou pretender explorar o passado da personagem. Além disso, há muitos rumores sobre o possível parentesco entre a heroína original e Daniels, a personagem de Katherine Waterston em “Alien: Covenant”. Rejuvenescimento digital está cada vez mais em voga em Hollywood. Mas a tecnologia tem dado resultados bem variados, desde que Brad Pitt inverteu o relógio biológico em “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008). Recentemente, Carrie Fisher foi vista como a jovem Princesa Leia em “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). “Alien: Covenant”, que é tanto continuação de “Prometheus” (2012) quanto prólogo de “Alien”, estreia em 11 de maio no Brasil.
Vídeo de Os Dias Eram Assim registra elenco gravando a música-tema da série
A Globo divulgou um vídeo da gravação do tema de sua nova série, “Os Dias Eram Assim”, que mostra o elenco cantando em estúdio, entre cenas da produção. Os astros que mostram desenvoltura vocal são Sophie Charlotte, Renato Góes, Daniel de Oiveira, Maria Casadevall e Gabriel Leone. Mas a música que dá título à produção na verdade tem outro nome. É “Aos Nossos Filhos”, clássico de Ivan Lins lançado no álbum “Nos Dias de Hoje”, de 1978. Um dos versos da música fala o título da série. Curiosamente, é a segunda vez que a Globo usa esta música numa minissérie. Na voz de Elis Regina, ela foi tema de “Queridos Amigos”, exibida em 2008, que também propunha um painel das gerações dos anos 1970 e 1980. “Os Dias Eram Assim” estreia nesta segunda (17/4).
Clássico de espionagem Três Dias do Condor vai virar série com grande elenco
O thriller de espionagem “Três Dias do Condor” vai servir de base para uma série de TV, chamada simplesmente “Condor”. O canal pago americano Audience deu sinal verde para a adaptação do romance de James Grady, que virou um clássico do cinema estrelado por Robert Redford e Faye Dunaway em 1975. A adaptação está a cargo de Jason Smilovic (roteirista do filme “Cães de Guerra”) e Todd Katzberg (produtor da série “Kidnapped”, criada por Smilovic) e o elenco chama atenção por incluir muitos nomes conhecidos, como Max Irons (“A Dama Dourada”), William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Brendan Fraser (“A Múmia”), Bob Balaban (“Caçadores de Obras-Primas”), Mira Sorvino (série “Falling Skies”), Kristoffer Polaha (série “Life Unexpected”), Kristen Hager (série “Being Human”) e Katherine Cunningham (série “Mind Games”). A trama gira em torno de Joe Turner (Redford nos anos 1970, Irons hoje), um jovem analista da CIA que tem seu idealismo testado quando tropeça num plano terrível que ameaça a vida de milhões. Ao retornar para sua base secreta e encontrar todos os colegas de trabalho assassinados, ele percebe que não pode confiar em ninguém, muito menos na própria CIA. A produção vai começar a ser gravada ainda este mês, com locações em Toronto e Washington, mas ainda não há previsão de estreia.
Donald Sutherland viverá o bilionário John Paul Getty em série do diretor de Trainspotting
O ator Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”) vai viver o bilionário John Paul Getty na série “Trust”, desenvolvida pelo diretor Danny Boyle (“Transpotting”) para o canal pago FX. A contratação confirma que a produção está a todo vapor e não se intimidou com as notícias de negociações de elenco do filme que pretende contar a mesma história. “Trust” é uma criação de Danny Boyle e do roteirista Simon Beaufoy, parceiros no filme “Quem Quer Ser um Milionário?” (vencedor do Oscar 2009) e “127 Horas” (indicado ao prêmio em 2011), e contará a história da famosa família Getty, bilionários do petróleo envolvidos em diversos escândalos, como overdoses, sequestros e vidas duplas. A 1ª temporada será centrada no herdeiro John Paul Getty III. Ambientada em 1973, a trama inicia quando o jovem Getty é sequestrado em Roma e um resgate de milhões de dólares é exigido. O problema é que a família não demonstra tanto interesse em conseguir o rapaz de volta: John Paul, avô do jovem, se recusa a liberar a quantia e argumenta que se pagasse um centavo para os sequestradores, em breve teria outros parentes sequestrados. Como o pai do sequestrado, envolvido em drogas, também não responde aos telefonemas dos sequestradores,e sobra para mãe do rapaz, quebrada financeiramente, negociar sua vida. Beaufoy escreveu todos os roteiros e Boyle dirigirá todos os 10 episódios da atração. Embora Sutherland seja apenas o primeiro nome do elenco confirmado, as gravações estão marcadas para junho em Londres e Roma, visando uma estreia em janeiro de 2018. A produção televisiva pode jogar água nos planos de Ridley Scott para realizar um filme centrado no sequestro de John Paul Getty III. Intitulado “All The Money In The World”, este projeto tem filmagens previstas para maio, com financiamento da Imperative Entertainment e distribuição mundial a cargo da Sony Pictures, mas não deverá chegar tão rápido quanto a série às telas. Atualmente, Scott negocia com Michelle Williams, Mark Wahlberg e Kevin Spacey para os papéis centrais. Por sinal, esta não é única série que ameaça projetos do diretor. Scott também pretendia dirigir um filme sobre o narcotraficante El Chapo, mas a Netflix e o canal History também preparam produções sobre a mesma história – sem contar que até Michael Bay pode fazer o seu próprio longa sobre o tema.
Mulheres do Século 20 mostra surgimento da família moderna
O americano Mike Mills estava prestes a completar 40 anos quando finalmente decidiu se lançar como diretor de um longa de ficção com “Impulsividade” (2005), após produzir curtas e documentários. De lá, foi dirigir Christopher Plummer na interpretação que lhe valeu um Oscar em “Toda Forma de Amor” (2010). E agora retorna entregando aquele que é o seu melhor trabalho até aqui. Em “Mulheres do Século 20”, a própria adolescência do diretor serve de base para a narrativa, que enaltece a sua mãe, renomeada como Dorothea, numa interpretação magistral de Annette Bening (“Minhas Mães e Meu Pai”). No Sul da Califórnia do final dos anos 1970, era do punk/new wave, essa mãe solteira cuida do filho Jamie (Lucas Jade Zumann, de “A Entidade 2”) e divide a sua casa com Abbie (Greta Gerwig, finalmente num papel que não a obriga a repetir os cacoetes de “Frances Ha”), uma fotógrafa acometida por um câncer cervical, e William (Billy Crudup, de “Spotlight”), um carpinteiro que desconhece a importância de medidas estáveis. Embora não viva nesse mesmo teto, Julie (Elle Fanning, de “Demônio de Neon”) é uma das vizinhas que está a maior parte de seu tempo livre na residência, inclusive dormindo todas as noites com o jovem Jamie sem que esteja em jogo algo além da amizade. Desenha-se assim com esse quinteto uma espécie de panorama daquele período, especialmente importante para os modelos de novas famílias que se formavam com o boom dos divórcios e para a multiplicação de mulheres que vislumbraram um destino além daquele de meras donas de casa. Por se tratar de um projeto tão íntimo para Mike Mills, acaba havendo em “Mulheres do Século 20” certa superficialidade nos atritos entre mãe e filho, talvez por serem tão ratificados no curso do filme. Em contrapartida, existe um cuidado e carinho na construção de indivíduos que se atraem justamente por terem poucas coisas em comum. Paulatinamente, Jamie, um garoto em progresso, vai constituindo a sua própria personalidade com o processo de troca sempre enriquecedor com pessoas mais maduras, ainda que não seja o único a experimentá-lo, como se testemunha quando outros laços se estreitam, como o de Dorothea com William ou deste com Abbie. Por essas interações, as inevitáveis rupturas do desfecho, acompanhadas bela música de Roger Neill, tornam-se tão comoventes quanto uma última despedida.
Série sobre stand-up dos anos 1970 produzida por Jim Carrey ganha novo trailer
O canal pago americano Showtime divulgou um novo trailer da série de época “I’m Dying Up Here”, produção do comediante Jim Carrey (“Sim Senhor”) sobre a cena da comédia stand-up dos anos 1970. A prévia concentra a ação num bar de Los Angeles e sugere uma reconstituição de época primorosa, além de um equilíbrio entre drama e comédia, numa história repleta de personagens, que recria as condições que permitiram o surgimento da geração mais inovadora da comédia americana. O elenco é um caso à parte. Inclui Melissa Leo (“A Grande Aposta”), Michael Angarano (“O Reino Proibido”), Clark Duke (“A Ressaca”), RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota que Vai Morrer”), Sebastian Stan (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Ari Graynor (“Celeste e Jesse para Sempre”), Andrew Santino (série “Mixology”), Erik Griffin (série “Workholics”), Ginger Gonzaga (“Ted”), Al Madrigal (série “About a Boy”), Stephen Guarino (“Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”), Jake Lacy (série “Girls”), Dylan Baker (“Selma”) e Alfred Molina (“O Amor É Estranho”). Carrey envolveu-se como produtor após se apaixonar pela premissa, que adapta o livro homônimo de William Knoedelseder. Na obra jornalística, os “personagens” são Jay Leno, David Letterman, Andy Kaufman, Richard Lewis, Robin Williams, Elayne Boosler e Tom Dreesen. Na série, porém, os nomes foram substituídos por criações fictícias. A criação propriamente dita ficou a cargo de Dave Flebotte, um ex-comediante stand-up que virou roteirista e produtor de séries como “Desperate Housewives” e “Masters of Sex”. Para completar, a atração teve seu piloto dirigido pelo cineasta Jonathan Levine (“Meu Namorado é um Zumbi”). O que explica o visual cinematográfico do trailer. A estreia está marcada para 4 de junho nos EUA.
História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha fotos e primeiro trailer
A IFC divulgou as fotos e o trailer de “Chuck”, que vai virar “Punhos de Sangue” em “tradução” brasileira. Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a criar Rocky. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, mas precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas antes do lançamento de “Rocky”. O Chuck do título original, entretanto, acabou esquecido, vivendo à sombra do lutador da ficção. A história é melancólica, mas a prévia também inclui momentos doces e engraçados. Além de Schreiber, que inclusive escreveu o roteiro, o elenco inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. O filme terá première no Festival de Tribeca, em 28 de abril, e estreia na semana seguinte nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.











