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    Ja’net DuBois (1945 – 2020)

    18 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Ja’net DuBois, conhecida pela série clássica “Good Times”, morreu durante a madrugada desta terça-feira (18/2). Ela foi encontrada morta na cama de sua residência, em Glendale, Califórnia, aos 74 anos. Sua família disse à imprensa que ela morreu dormindo e não se queixava de nenhuma dor. DuBois iniciou a carreira em musicais da Broadway e estreou no cinema na comédia “Um Homem Chamado Adam” (1966), uma produção estrelada pelos músicos Sammy Davis Jr. e Louis Armstrong. Ela se especializou em comédias com astros negros, como “Five on the Black Hand Side” (1973), com Godfrey Cambridge, e “Os Espertalhões” (1977), com Sidney Poitier, mas também apareceu em “Quando Nem um Amante Resolve” (1970), em meio a um elenco branco encabeçado por Richard Benjamin e Frank Langella. Em 1974, ela foi escalada como Willona Woods, a vizinha da família Evans na adorada sitcom “Good Times”. Primeira comédia televisiva focada numa família negra, a série marcou época e durou seis temporadas, entre 1974 e 1979. O sucesso de “Good Times” levou ao lançamento de “The Jeffersons” no ano seguinte. Ambos eram criações do lendário produtor Norman Lear, sobre o cotidiano de famílias da classe média afro-americana. E ainda tinham outro ponto em comum: Ja’net DuBois. Além de atriz, DuBois também era uma talentosa compositora e foi responsável por criar e cantar o icônico tema de “The Jeffersons”, “Movin ‘on Up”. Ele teve carreira como cantora e ainda viveu a mãe de Janet Jackson no célebre clipe da música “Control”, de 1986. No cinema, participou ainda das comédias “Vou Te Pegar Otário” (1988), de Keenen Ivory Wayans, e “Um Espírito Grudou em Mim” (1990), com Bob Hoskins e Denzel Washington, e foi a mãe de Bosley (Bernie Mac) em “As Panteras: Detonando” (2002). Outros destaques que conseguiu na TV foram uma participação recorrente na série “Dupla do Barulho” (The Wayans Bros), entre 1996 e 1997, e um desempenho de dublagem premiado na série animada “The PJs” (1999–2001), pelo qual conquistou dois Emmys. Seus últimos trabalhos foram três temporadas da série animada “Ginger” (2000-2004), na Nickelodeon, e participações em episódios de “Crossing Jordan” e “Arquivo Morto” (Cold Case) em 2007. Depois disso, ela teve um hiato de nove anos até seu papel final, na comédia indie “She’s Got a Plan” (2016).

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  • Filme,  Música

    Jennifer Hudson anuncia fim das filmagens da cinebiografia de Aretha Franklin

    16 de fevereiro de 2020 /

    A cantora e atriz Jennifer Hudson (“Cats”) anunciou no Instagram que terminou as filmagens da cinebiografia de Aretha Franklin, intitulada “Respect”, em inglês. Dizendo-se “sobrecarregada” de emoção por interpretar Aretha, ela acrescentou que “as palavras não podem expressar o quanto estou agradecida por ter sido escolhido pela própria Rainha e viver mais um sonho! Foi uma honra honrar o pedido da Rainha! A única Rainha do Soul”. Ela também compartilhou imagens da festa de encerramento, que reuniu todo o elenco e a equipe da produção. Como Hudson observou em seu post, ela foi realmente escolhida pessoalmente pela lendária cantora para interpretá-la no cinema. Isto aconteceu bem antes do começo das filmagens, já que a produção precisou adquirir os direitos musicais antes de iniciar a fase de fotografia principal. Hudson também foi convidada a cantar no funeral da estrela, que morreu em 2018, de câncer no pâncreas, aos 76 anos. A atriz trabalhou com uma equipe criativa estreante no cinema. O roteiro de “Respect” foi escrito por Tracey Scott Wilson, da série “The Americans” e da recente telebiografia “Fosse/Verdon”, enquanto a direção ficou a cargo de Liesl Tommy, que anteriormente comandou episódios de “The Walking Dead”, “Jessica Jones” e “Mrs. Fletcher”. Por outro lado, a produção musical foi assinada por Harvey Mason Jr., que trabalhou tanto com Aretha Franklin quanto com sua intérprete – em “Dreamgirls”, filme que rendeu a Hudson o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O elenco ainda destaca Forest Whitaker (“Pantera Negra”), Tate Donovan (“Rocketman”), Leroy McClain (“A Maravilhosa Sra. Meisel”), Marlon Wayans (“Seis Vezes Confusão”), Marc Maron (“GLOW”), Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Audra McDonald (“The Good Fight”) e a cantora Mary J. Blige (“Mudbound”). A estreia está marcada para 17 de setembro no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA – e bem depois do lançamento de uma minissérie televisiva sobre a cantora, “Genius: Aretha”, prevista para maio no NatGeo com Cynthia Erivo (“Harriet”) no papel principal. Ver essa foto no Instagram It is officially a wrap on @respectmovie wrap it up , it’s done ! To overwhelmed to get into it right now but words can’t express how grateful I am to be chosen by the queen herself and to live out yet another dream ! It was my honor , to honor the Queens request ! The one and only Queen of soul #ArethaFranklin #respectMovie @liesltommy Uma publicação compartilhada por Jennifer Hudson (@iamjhud) em 15 de Fev, 2020 às 4:14 PST Ver essa foto no Instagram Before I go any further , I have to give credit where credit is due ! To every single cast and crew member who put your heart and soul into this project ! It was beyond a joy and a pleasure to work side by side with each and everyone of u ! Lord knows if I could post every picture , I would but u know who u r !! From the director to the DP , to hair and makeup acting coach and extras too ! To each and every driver and everyone in between ! Much Respect to all of you !!!! @liesltommy @kramorg @hairbylawrencedavis @fancy_pantsss @marlonwayans @skyedakotaturner @mgm_studios @davidjonathansimpson @lelunddurond jhud productions loves you ! Thank u all!! Uma publicação compartilhada por Jennifer Hudson (@iamjhud) em 16 de Fev, 2020 às 9:29 PST

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  • Filme,  Música

    Karn Evil 9: Música da banda Emerson, Lake & Palmer vai virar superprodução sci-fi

    16 de fevereiro de 2020 /

    A Radar Pictures, produtora dos filmes de “Jumanji” junto da Sony, adquiriu os direitos para transformar a música “Karn Evil 9”, lançada pela banda de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer em 1973, numa superprodução de ficção científica. O escritor Daniel H. Wilson, autor do best-seller “Robopocalypse”, foi contratado para desenvolver o roteiro, inspirado no título e na letra da música, gravada por Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer, e finalizada em parceria com o letrista Peter Sinfield, antigo colaborador da banda King Crimson. A canção fala em uma sociedade dependente de tecnologia, que é controlada por uma tecnocracia difusa e ditatorial. Uma das festas tradicionais dessa sociedade é a celebração anual batizada de “Karn Evil”, um ritual macabro de passagem, que é a chance única dos jovens experimentarem uma liberdade desenfreada, antes de serem subjugados pela classe dominante. Quando algumas pessoas decidem não interromper sua experiência com o Karn Evil, dão início a uma revolução para derrubar o status quo e a inteligência artificial que controla tudo. Ted Field, que produziu mais de 60 filmes, incluindo as franquias “Jumanji” e “Riddick”, atuará como produtor executivo do projeto em nome da Radar. “O mundo visionário que a ELP criou com a gravação ‘Karn Evil 9’ está muito próximo da realidade atual”, disse Field em comunicado sobre o projeto. “Nossa equipe da Radar está ansiosa para trazer essa visão de onde as coisas podem chegar à tela grande e além.” “Estou incrivelmente empolgado em fazer parceria com Ted e Radar para explorar ‘Karn Evil 9’ – um mundo único e emocionante”, completou o escritor Daniel H. Wilson no mesmo comunicado. “Eu não podia pedir melhores colaboradores e mal posso esperar para ajudar a adicionar a franquia ‘Karn Evil 9’ à família Radar.” Ele disse realmente “franquia”, sugerindo que a produção tem como objetivo gerar continuações. Como o projeto está apenas começando, ainda não há diretor, elenco, cronograma de filmagem ou previsão de estreia. Para entrar no clima, conheça a canção, que obrigatoriamente fará parte da trilha sonora. A versão original, lançada no álbum “Brain Salad Surgery”, tem quase meia hora de duração. Tão longa que não coube num lado inteiro do disco de vinil e acabou dividida em quatro faixas/”impressões”, com uma delas transformada em single de pouco mais de quatro minutos. Ouça abaixo a música integral e uma apresentação ao vivo do trecho mais conhecido da canção, batizado de “1st Impression – Part 2”, que abre o lado B do álbum de 1973 – observação: a versão de estúdio é muito menor e não tem solo de bateria interminável.

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  • Filme

    Ilha da Fantasia: Filme baseado na série clássica é o terror pior avaliado de 2020

    16 de fevereiro de 2020 /

    O filme que adapta a série clássica “Ilha da Fantasia” tornou-se o terror pior avaliado do ano, com míseros 9% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os críticos top, a situação chega a ser ainda mais aterradora: 0% de opiniões positivas. Ou seja, o novo horror teve pior avaliação que “O Grito” (20%) e “Os Órfãos” (12%), que já tinham chamado atenção de forma negativa, e o acúmulo de tantas lançamentos de baixo nível em tão pouco tempo sinaliza que os filmes do gênero atravessam uma fase de péssima qualidade em Hollywood. Faturando 12,4 milhões, “Ilha da Fantasia” estreou em 3º lugar no fim de semana na América do Norte. Já o lançamento no Brasil está marcada apenas para 16 de abril. Para quem não lembra, a “Ilha da Fantasia” dos anos 1970 mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. A versão pavorosa de cinema mantém o Sr. Roarke, agora vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função. O resto do elenco destaca Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror barato estrelado por Lucy Hale, devidamente destruído pela crítica – 16% no Rotten Tomatoes. Veja abaixo o trailer legendado da nova bomba da Blumhouse/Sony Pictures.

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  • Série

    Hunters: Série estrelada por Al Pacino ganha 30 fotos e trailer para adultos

    14 de fevereiro de 2020 /

    A plataforma Prime Video, da Amazon, divulgou 30 fotos e um novo trailer de “Hunters”, desta vez voltado ao público adulto, com muitos palavrões e violência, que em detalhes à beira do terror sugere influência do produtor Jordan Peele (diretor de “Corra!” e “Nós”). Passada nos anos 1970, a primeira série estrelada por Al Pacino (“O Irlandês”) reflete uma história supostamente real de caça a criminosos nazistas, que fugiram após a 2ª Guerra Mundial e se disfarçaram de pessoas comuns nos Estados Unidos. Os “Caçadores” descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich. Assim, liderados pelo personagem de Pacino, decidem fazer justiça com as próprias mãos. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e Nikki Toscano (“Revenge”), “Hunters” também destaca em seu elenco Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). O lançamento vai acontecer na próxima sexta (21/2) em todo o mundo.

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  • Filme

    The Jesus Rolls: Filme derivado de O Grande Lebowski ganha trailer sem graça

    7 de fevereiro de 2020 /

    A Screen Media Films divulgou o trailer completo de “The Jesus Rolls”, filme em que John Torturro retoma o personagem Jesus Quintana do clássico “O Grande Lebowski” (1998). Junto da prévia, o canal do estúdio no YouTube revela que o filme será lançado diretamente em VOD. Um final pífio para a saga do personagem. O trailer sem nenhuma cena engraçada ou minimamente interessante ajuda a explicar o que deu errado. Turturro falava há anos sobre seu interesse em um spin-off sobre Jesus Quintana, o jogador de boliche machista, egocêntrico e pervertido de “O Grande Lebowski”. De tanto pedir, ganhou a benção dos Coen para escrever, dirigir e logicamente estrelar um filme sobre o personagem. A produção foi rodada em 2016, quando estava sendo chamada de “Going Places”. Desde aquela época, falava-se que a trama era, na verdade, um remake de “Corações Loucos” (Les Valseuses, 1974), de Bertrand Blier, longa francês que o célebre crítico Roger Ebert chamou de “o filme mais misógino que consigo lembrar”. No filme francês, dois criminosos abobalhados se envolviam com uma mulher sexualmente insatisfeita. A prévia e a sinopse oficial confirmam a história: “Jesus Quintana (Torturro) se junta a outros desajustados, Petey (Bobby Cannavale) e Marie (Aubrey Tautou), e embarca em uma viagem sem destino cheia de crimes e romance”. O elenco da produção também inclui Susan Sarandon (“A Intrometida”), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Pete Davidson (do humorístico “Saturday Night Live”), John Hamm (“Em Ritmo de Fuga”) e a brasileira Sonia Braga (“Bacurau”). O filme já foi lançado na Itália, após ser exibido no Festival de Roma no ano passado, onde recebeu críticas muito negativas. A estreia em VOD está marcada para 28 de fevereiro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Kirk Douglas (1916 – 2020)

    6 de fevereiro de 2020 /

    Kirk Douglas, um dos últimos atores da era de ouro de Hollywood, morreu nesta quarta-feira (5/2) aos 103 anos, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo filho, o também ator Michael Douglas, em comunicado. “É com muita tristeza que meus irmãos e eu anunciamos que Kirk Douglas nos deixou aos 103 anos. Para o mundo, ele era uma lenda, um ator da era de ouro do cinema que viveu seus anos dourados. Um humanitário cujo comprometimento com a justiça e as causas que acreditava estabeleceu um padrão para todos nós aspirarmos”. O texto de Michael conclui dizendo que “para mim e meus irmãos Joel e Peter, ele era simplesmente pai, para Catherine [Zeta-Jones], um maravilhoso sogro, para seus netos e bisnetos, um avô amoroso e, para sua esposa Anne, um marido maravilhoso. A vida de Kirk foi bem vivida e ele deixa um legado no cinema que perdurará pelas gerações vindouras, e uma história como um filantropo de renome que trabalhou para ajudar o público e trazer paz ao planeta”. A causa da morte não é conhecida, mas ele sobreviveu a um acidente de helicóptero em 1991 e a um AVC em 1996, que o deixou com problemas de fala. Filho de imigrantes russos de origem judaica, que chegaram aos EUA fugindo do nazismo, Issur Danielovitch, o menino que virou Kirk Douglas, viveu uma infância pobre, entre seis irmãos. Trabalhava como faxineiro quando conseguiu impressionar o diretor da Academia de Artes Dramáticas de Nova York num teste para entrar na escola, e conseguiu uma bolsa de estudos por não poder bancar as aulas. Ele chegou a estrear no teatro em 1941, mas sua carreira foi interrompida quando foi alistado para lutar na 2ª Guerra Mundial. Por isso, já tinha 30 anos quando sua colega de curso de atuação, a icônica Lauren Bacall, convenceu o produtor Hal Wallis a lhe dar seu primeiro papel no cinema. Era para ser uma figuração, mas o teste foi tão bom que ele foi escalado num dos principais papéis de “O Tempo Não Apaga” (1946), de Lewis Milestone, como o marido alcoólico e não amado de Barbara Stanwyck, personagem complexo que antecipou o tipo de figuras que interpretaria ao longo de mais de 90 longa-metragens. Depois de enfrentar Robert Mitchum e Burt Lancaster em dois clássicos noir, “Fuga do Passado” (1947) e “Estranha Fascinação” (1947), sua fisionomia marcante, caracterizada por uma covinha profunda num queixo privilegiado, logo passou a estampar pôsteres como protagonista. Já em “Minha Secretária Favorita” (1948) deixou de interpretar o vilão para se tornar o galã romântico, em seu primeiro papel principal. Curiosamente, ele não investiu nesse perfil. Ao contrário, preferiu continuar malvado e fazer clássicos. No espaço de uma década, Douglas trabalhou com alguns dos maiores diretores do cinema americano, estrelando filmes memoráveis ​​como “Quem é o Infiel?” (1949), de Joseph L. Mankiewicz, “Êxito Fugaz” (1950), de Michael Curtiz, “Embrutecidos pela Violência” (1951), de Raoul Walsh, “Chaga de Fogo” (1951), de William Wyler, “A Montanha dos 7 Abutres” (1951), de Billy Wilder, “O Rio da Aventura” (1952), de Howard Hawks, “Assim Estava Escrito” (1952), de Vincente Minnelli, “Mais Forte que a Morte” (1953), de Anatole Litvak, “Caminhos sem Volta” (1955), de Henry Hathaway, “Homem sem Rumo” (1955), de King Vidor, “Sede de Viver” (1956), de Minnelli e George Cukor, “Glória Feita de Sangue” (1957), de Stanley Kubrick e a dupla de westerns “Sem Lei e Sem Alma” (1957) e “Duelo de Titãs” (1959), de John Sturges. Se tivesse feito apenas estes filmes, sua filmografia seria uma das melhores de todos os tempos, repleta de clássicos e obras de mestres da sétima arte, de onde saíram, inclusive, suas três indicações ao Oscar. Mas este foi apenas o começo de sua carreira. Douglas deu vida a algumas das principais tendências do cinema hollywoodiano, transitando dos gângsteres de filme noir para os cowboys de chapéu preto, mas ficou conhecido mesmo como o nome dos filmes de qualidade. Sua primeira indicação ao Oscar veio com o papel do pugilista cínico e cruel de “Invencível” (1950), um vilão que encantou a Academia. A segunda foi como um produtor ambicioso de cinema em “Assim Estava Escrito” (1952). E a terceira acompanhou seu retrato sublime do atormentado pintor Vincent van Gogh, em “Sede de Viver” (1956). Em comum, eram todos os personagens repletos de falhas e muitas vezes detestáveis. Esta característica também marcou o jornalista sensacionalista de “A Montanha dos 7 Abutres”, que explorava uma tragédia em busca de benefício próprio, assim como inúmeros outros papéis de sua carreira. Mesmo seus heróis se caracterizavam por possuir um lado sombrio, como Ulisses, no filme homônimo de 1954, o arpoador Ned Land em “20.000 Léguas Submarinas” (1954) e o cowboy Doc Holliday, em “Sem Lei e Sem Alma”. Dizem que essa personalidade difícil não existia apenas nas telas. O ator nutria a reputação de gostar de mandar em seus diretores. Seu amigo de longa data Burt Lancaster costumava dizer que o próprio Kirk Douglas era o primeiro a admitir ser uma pessoa difícil — “Eu sou o segundo a dizer”, acrescentava na piada. Fato é que, desde 1955, passou a receber créditos em seus filmes como produtor. Esta força de bastidores acabou se provando positiva quando ele resolveu enfrentar a lista negra de Hollywood. Para saber o que era a lista negra é preciso lembrar que, após a 2ª Guerra Mundial, políticos da extrema direita tinha instaurado um clima de paranoia nos EUA, dizendo que havia comunistas em todos os lugares, inclusive na indústria cinematográfica. Dando início a uma “caça às bruxas” moderna – uma guerra ao “marxismo cultural”, expressão que não existia na época, mas que serve de parâmetro para os leitores atuais – , o Congresso americano pressionou roteiristas, diretores e atores a revelar quais de seus colegas eram esquerdistas. Quem se recusava a falar, era ameaçado de prisão e fim de carreira. Assim que os primeiros cederam, foi criada uma lista com nomes dos “comunistas” de Hollywood, a infame lista negra. Vários roteiristas foram listados e proibidos de trabalhar. Mas eles encontraram um meio de driblar os políticos, usando a assinatura de colegas e até mesmo pseudônimos. Mesmo assim, havia um clima de pânico por receio do subterfúgio ser descoberto. Quando definiu que seu primeiro filme dos anos 1960 seria “Spartacus”, Kirk Douglas resolveu contratar o melhor roteirista que conhecia, Dalton Trumbo, um escritor da lista negra. Mas ao fechar o projeto com o diretor Stanley Kubrick, ele insistiu que Trumbo fosse creditado com seu nome real. Dizia que se fossem criar problema com o produtor, ele era o produtor. Trumbo foi devidamente creditado e nada aconteceu contra ele, Kubrick ou Douglas, encerrando o terror da lista negra em Hollywood. Como intertexto, esse embate aconteceu apropriadamente num filme de temática revolucionária, em que um escravo chamado Spartacus liderava um levante contra os desmandos do Senado de Roma. Consagrado como um dos principais épicos de seu gênero, “Spartacus” venceu quatro Oscars. O ator dizia que se orgulhava mais disso do que de qualquer filme que tivesse feito. Mas ainda fez muitos outros clássicos nos anos seguintes, entre eles o western “O Último Por-do-Sol” (1961), de Robert Aldrich, “A Lista de Adrian Messenger” (1963), de John Huston, “Sete Dias de Maio” (1964), de John Frankenheimer, “A Primeira Vitória” (1965), de Otto Preminger, “Os Heróis de Telemark” (1965), de Anthony Mann, “Paris Está em Chamas?” (1966), de René Clément, “Movidos pelo Ódio” (1969), de Elia Kazan, e “Ninho de Cobras” (1970), outra parceria com Mankiewicz. Apenas mais uma seleção incrível de obras de mestres do cinema. A partir dos anos 1970, sua carreira seguiu um rumo inusitado, levando-o a acumular filmes de fantasia e ficção científica. O mais curioso é que até essa etapa trash ou decadente, inferior à fase clássica, produziu bons títulos de entretenimento, como a adaptação de Jules Verne “O Farol do Fim do Mundo” (1971), a sci-fi paranormal “A Fúria” (1978), de Brian De Palma, o terror nuclear “Exterminação 2000” (1977), de Alberto Martino, a cultuada viagem no tempo de “O Nimitz Volta ao Inferno” (1980) e o divertido western cartoon “Cactus Jack, o Vilão” (1979), em que enfrentou Arnold Schwarzenegger. Além de Brian De Palma (duas vezes), ele trabalhou com outros cineastas que marcaram a era do VHS, entre eles George Miller, o criador de “Mad Max”, em “Herança de um Valente” (1982), e John Landis, o diretor de “Blues Brothers”, “O Clube dos Cafajestes” e do célebre clipe de “Thriller”, de Michael Jackson, em “Oscar: Minha Filha Quer Casar” (1991) – no qual contracenou com Sylvester Stallone. Um de seus últimos filmes, “Acontece nas Melhores Famílias” (2003), ainda lhe permitiu atuar ao lado de seu filho, o igualmente famoso ator Michael Douglas. Para dar a devida dimensão à importância e tamanho da carreira de Kirk Douglas, basta lembrar que ele ganhou seu primeiro troféu pelas realizações da vida no Globo de Ouro de 1968. Quase 30 anos depois, em 1996, foi a vez do Oscar homenageá-lo por sua impressionante filmografia. Após mais três anos, foi a vez do SAG (Sindicato dos Atores). E ele ainda estava ativo. Em 2001, foi a vez do Festival de Berlim. Até o WGA (Sindicato dos Roteiristas) lhe deu um prêmio em reconhecimento pelo que fez por Dalton Trumbo. Na verdade, a indústria cinematográfica nunca parou de homenageá-lo, desde que ele ganhou sua estrela na Calçada da Fama em 1960. E o motivo de tanto carinho é que, em contraste com os papéis de malvados, ele foi um grande herói da vida real. Não apenas por enfrentar o fascismo americano. Mas por criar a Fundação Douglas, que desde 1964 investe em vários projetos de educação e saúde, ajudando a manter casas de repouso para astros idosos, hospitais infantis, playgrounds públicos, pesquisas médicas e bolsas de estudos. Em 2018, já com 101 anos, de cadeira de rodas e com problemas relacionados a seu AVC, Kirk Douglas pôde testemunhar pela última vez como era querido em Hollywood, ao ser aplaudido de pé por toda a geração atual de atores, atrizes e cineastas. Foi a última vez em que apareceu em público, durante o Globo de Ouro.

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    Gene Reynolds (1923 – 2020)

    5 de fevereiro de 2020 /

    Gene Reynolds, ex-astro mirim da MGM que virou co-criador das séries “M*A*S*H” e “Lou Grant”, morreu na segunda-feira (3/2) num hospital em Burbank, na Califórnia, aos 96 anos. Ele começou a carreira como ator infantil, aos 10 de idade, quando sua família se mudou de Cleveland para Los Angeles, aparecendo como figurante na comédia clássica “Era uma Vez Dois Valentes” (Babes in Toyland, 1934), da dupla o Gordo e o Magro. Fez várias figurações durante a década de 1930, inclusive no fenômeno infantil “Heidi” (1937), antes de conseguir o papel coadjuvante de Jimmy MacMahon em dois filmes de Andy Hardy, estrelados por Mickey Rooney. Reynolds seguiu como ator até os anos 1950, participando do ciclo noir e de vários filmes famosos, mas nunca conseguiu muita evidência. Tudo mudou quando decidiu explorar outro talento. Ele começou a trabalhar como diretor de casting, escalando atores de novas séries da rede NBC, e, em 1957, emplacou sua primeira criação televisiva, o western “Tales of Wells Fargo”, que durou seis temporadas até 1962. Tomou gosto pela direção após comandar vários episódios de “Wells Fargo”, passando os anos 1960 atrás das câmeras de diversas séries famosas, como “Os Monstros”, “Guerra, Sombra e Água Fresca”, “Meus 3 Filhos”, “Nós e o Fantasma” e “Room 222”, pela qual ganhou seu primeiro Emmy. Eventualmente, voltou a escrever. Sua segunda criação foi simplesmente “M*A*S*H”, uma adaptação do filme homônimo de Robert Altman, lançada em 1972 na televisão. Ele dirigiu o piloto e assinou a produção, mas os créditos da história ficaram com Larry Gelbart. A série de comédia sobre médicos americanos na Guerra da Coreia lhe rendeu três mais prêmios Emmy e durou 11 anos sem nunca perder audiência. Ao contrário, seu final em 1982 foi o episódio mais assistido de uma série de TV em todos os tempos, visto por 106 milhões de americanos. Nenhuma série chega perto desses números e apenas o Super Bowl (final do campeonato de futebol americano) de 2010 superou esse total. Diante do evidente sucesso de “M*A*S*H”, Reynolds e Gelbart tentaram repetir a dose com “Roll Out” (1973), outra comédia de guerra, mas o raio não caiu duas vezes no mesmo lugar. Foi cancelada na 1ª temporada, assim como “Karen” (1975), outra série da dupla. Mas Reynolds acabou encontrando novo sucesso com “Lou Grant”, um spin-off de “Mary Tyler Moore”, que ele desenvolveu com os criadores da série original, James L. Brooks e Allan Burns. Lançada em 1977, acompanhava o cotidiano da redação de um jornal comandado pelo personagem-título (o ex-patrão de Mary Tyler Moore), vivido por Ed Asner. A aposta em fazer uma produção de tom dramático, destoando completamente do aspecto de sitcom da série original e seus outros spin-offs (“Rhoda” e “Phyllis”), deu certo. “Lou Grant” se tornou um grande sucesso, durou cinco temporadas e rendeu mais dois Emmys para Reynolds. Como diretor, roteirista e produtor, Reynolds foi indicado a um total de 24 Emmys e também ganhou três prêmios do Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês), entidade da qual foi presidente nos anos 1990, quando se afastou das câmeras. Seu último trabalho foi a produção de um documentário sobre “M*A*S*H” lançado em 2002, que marcou o reencontro do elenco original após 30 anos da estreia da série. Em uma entrevista de 2009, a estrela de “M*A*S*H”, Alan Alda, apontou que Reynolds foi quem “envolveu Larry Gelbart e juntou o elenco… ele não era apenas maravilhoso com a câmera, mas também com atores. Você não consegue sempre essa combinação. Ele fazia com que os atores mostrassem o que era humano e genuíno e não apenas performances engraçadas. Ele sabia o que era engraçado, mas também o que era humano”. Na foto abaixo, ele aparece em “trajes civis” no set clássico de “M*A*S*H”, dirigindo Alda e Larry Linville.

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  • Filme

    Ilha da Fantasia: Novo trailer transforma série clássica em filme de terror barato

    31 de janeiro de 2020 /

    A Sony divulgou novos pôster, fotos e trailer de “Ilha da Fantasia”, adaptação da série clássica dos anos 1970, que vai chegar aos cinemas como um filme de terror barato da produtora Blumhouse (de “Corra!” e “Atividade Paranormal”). Como esperado diante dessa premissa, a prévia é completamente diferente da série. Para quem não lembra, “Ilha da Fantasia” mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. O filme mantém o Sr. Roarke, agora vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função. O resto do elenco destaca Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror barato estrelado por Lucy Hale. A estreia no Brasil está marcada para 16 de abril, dois meses depois do lançamento nos Estados Unidos.

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    The Jesus Rolls: Filme derivado de O Grande Lebowski ganha primeiro teaser

    30 de janeiro de 2020 /

    A Screen Media Films divulgou o pôster e o primeiro teaser de “The Jesus Rolls”, filme em que John Torturro retoma o personagem Jesus Quintana do clássico “O Grande Lebowski” (1998). A prévia revela apenas que, 22 anos depois do filme original dos irmãos Coen, Jesus continua jogando boliche. Turturro falava há anos sobre seu interesse em um spin-off sobre Jesus Quintana, o jogador de boliche machista, egocêntrico e pervertido de “O Grande Lebowski”. De tanto pedir, ganhou a benção dos Coen para escrever, dirigir e logicamente estrelar um filme sobre o personagem. A produção foi rodada em 2016, quando estava sendo chamada de “Going Places”. Desde aquela época, falava-se que a trama era, na verdade, um remake de “Corações Loucos” (Les Valseuses, 1974), de Bertrand Blier, longa francês que o célebre crítico Roger Ebert chamou de “o filme mais misógino que consigo lembrar”. No filme francês, dois criminosos abobalhados se envolviam com uma mulher sexualmente insatisfeita. A sinopse oficial confirma a história: “Jesus Quintana (Torturro) se junta a outros desajustados, Petey (Bobby Cannavale) e Marie (Aubrey Tautou), e embarca em uma viagem sem destino cheia de crimes e romance”. O elenco da produção também inclui Susan Sarandon (“A Intrometida”), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Pete Davidson (do humorístico “Saturday Night Live”), John Hamm (“Em Ritmo de Fuga”) e a brasileira Sonia Braga (“Bacurau”). O filme já foi lançado na Itália, após ser exibido no Festival de Roma no ano passado com críticas negativas. A estreia nos EUA está marcada para 28 de fevereiro e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Série

    Hunters: Al Pacino caça nazistas no novo comercial da série

    28 de janeiro de 2020 /

    A plataforma Prime Video, da Amazon, antecipou o comercial televisivo de “Hunters”, que será exibido no intervalo da transmissão do Super Bowl, final do campeonato de futebol americano, no próximo domingo (2/2). Passada nos anos 1970, a primeira série estrelada por Al Pacino (“O Irlandês”) reflete uma história supostamente real de caça a criminosos nazistas, que fugiram após a 2ª Guerra Mundial e se disfarçaram de pessoas comuns nos Estados Unidos. Os “Caçadores” descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich. Assim, liderados pelo personagem de Pacino, decidem fazer justiça com as próprias mãos. Concebida como uma produção de puro entretenimento, a trama ganhou atualidade política com a descoberta de pelo menos um nazista em potencial infiltrado no governo brasileiro atual. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e Nikki Toscano (“Revenge”), e com produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!” e “Nós”), “Hunters” também destaca em seu elenco Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). O lançamento vai acontecer em 21 de fevereiro em todo o mundo.

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  • Filme

    John Karlen (1933 – 2020)

    23 de janeiro de 2020 /

    O ator John Karlen, vencedor do Emmy por seu trabalho na série clássica “Cagney & Lacey”, morreu na quarta-feira (22/1) de insuficiência cardíaca, aos 86 anos. Após servir na Guerra da Coréia, Karlen estudou Artes Dramáticas em Nova York e passou a intercalar participações em séries de TV, como “Cidade Nua” e “O Falcão”, enquanto fazia sua estreia na Broadway, dirigido pelo lendário Elia Kazan na montagem de 1960 de “Doce Pássaro da Juventude”. Vieram várias outras peças de prestígio, mas sua carreira televisiva acabou ganhando primazia em decorrência de seu primeiro papel fixo em 1967, como um dos protagonistas da novela gótica “Dark Shadows” – também conhecida como “Sombras da Noite” e “Sombras Tenebrosas”. Karlen foi uma contratação de emergência da rede ABC para substituir James Hall, que tinha sido demitido após cinco episódios da produção. Sem maior preparação, ele assumiu o papel de Willie Loomis, um forasteiro recém-chegado à cidade de Collinsport que, inadvertidamente, ao invadir o mausoléu da família Collins, torna-se responsável por libertar o vampiro Barnabas Collins (Jonathan Frid). Como recompensa, é atacado, tem seu sangue sugado e se torna o principal servo da criatura, que havia passado os últimos 200 anos em um caixão. Ele permaneceu na novela até sua conclusão em 1971, aparecendo em 179 episódios, e ainda viveu Loomis no longa de 1970, “Nas Sombras da Noite”, além de um novo papel no filme seguinte da franquia, “Maldição das Sombras” (1971). Sua filmografia se tornou ainda mais gótica por conta de sua presença num dos filmes de vampiros mais famosos da década, a produção franco-alemã “Escravas do Desejo” (1971), como parte de um casal que chama atenção de vampiras lésbicas. Essa associação com o terror lhe rendeu participações em telefilmes e séries fantásticas, como “Galeria do Terror”, “O Sexto Sentido”, a versão televisiva de 1973 de “O Retrato de Dorian Gray” e o cultuado “Trilogia de Terror” (1975). Mesmo assim, Karlen não acabou estigmatizado, atuando também em romances populares, como os filmes “Dinheiro do Céu” (1981) e “Adeus à Inocência” (1984). E o motivo de não ter ficado marcado como astro de terror foi seu segundo papel fixo televisivo. Em 1981, Karlen foi escalado como Harvey Lacey, o marido da detetive Mary Beth Lacey (Tyne Daly) na série “Cagney & Lacey”. A primeira atração policial feminista da TV americana acompanhava duas detetives em investigações criminais semanais. E enquanto Lacey resolvia crimes ao lado da parceira Christine Cagney (Sharon Gless), seu marido ficava em casa cuidando dos filhos. O papel de marido progressista rendeu três indicações seguidas ao Emmy para Karlen, que acabou conquistando o troféu de Melhor Ator Coadjuvante da TV americana em 1986. “Ainda estava procurando como pagar aluguel quando essa série apareceu”, contou Karlen em uma entrevista de 1987 ao Chicago Tribune. “O segredo de Harvey Lacey é que ele é querido. Harvey pode ter pouco espaço nas tramas, mas isso não me incomoda. Contanto que eu consiga minhas duas ou três cenas, estou feliz. E é um dinheiro excelente por pouco trabalho. Não é um desgaste. Acabo conseguindo dar sempre o meu melhor”. Após 124 capítulos e o fim da série em 1988, Karlen ainda voltou a viver Harvey em quatro telefilmes de “Cagney & Lacey”, até 1996. “Cagney & Lacey: True Convictions”, daquele ano, foi sua despedida da TV. Outros papéis de destaque de sua carreira incluem arcos em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), como um suspeito chamado – referencialmente – de Loomis, e em “Louco por Você” (Mad About You), na pele do pai da personagem de Helen Hunt.

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  • Etc,  Filme

    Jack Kehoe (1934 – 2020)

    22 de janeiro de 2020 /

    O ator Jack Kehoe, que viveu coadjuvantes inesquecíveis em clássicos como “Serpico”, “Golpe de Mestre” e “Os Intocáveis”, morreu aos 85 anos. Ele faleceu em 14 de janeiro, depois de sofrer um derrame debilitante em 2015, anunciou sua família nesta quarta (22/1). Kehoe serviu três anos no Exército dos EUA, antes de decidir virar ator, estudando com a famosa professora de teatro Stella Adler. A estreia na Broadway aconteceu em 1963, mas sua chegada em Hollywood levou quase uma década, via figuração na comédia “Quase, Quase uma Máfia” (1971). Mas ele rapidamente chamou atenção como coadjuvante de filmes importantes, atingindo grande popularidade nos anos 1970. Entre seus papéis mais lembrados estão os de Tom Keough, um dos policiais investigados por Al Pacino em “Serpico” (1973), e do trapaceiro Erie Kid, que se juntava aos personagens de Paul Newman e Robert Redford em “Golpe de Mestre” (também de 1973). Após esse começo impactante, ele ainda se projetou na comédia “Car Wash: Onde Acontece de Tudo” (1976) como Scruggs, um cowboy atendente de posto de gasolina, e teve papéis em filmes cultuados, como “Melvin e Howard” (1980), “Reds” (1981) e “Nos Calcanhares da Máfia” (1984). Sua participação em “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma, como o contador de Al Capone (Robert De Niro), reviveu sua popularidade na fase final da carreira, que ainda incluiu outros clássicos, como “Fuga à Meia-Noite” (1988), “Dick Tracy” (1990), “Jovem Demais Para Morrer” (1990), “Um Dia de Fúria” (1993) e “O Jornal” (1994). Seu última aparição nas telas aconteceu há mais de 20 anos, em “Vidas em Jogo” (1997), de David Fincher.

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