Julianne Moore e Alicia Vikander vivem a feminista Gloria Steinem em trailer
O estúdio indie americano Roadside Attractions divulgou o pôster e o trailer de “As Vidas de Glória” (The Glorias), filme em que Julianne Moore (vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice”) e Alicia Vikander (“Tomb Raider”) vivem a famosa jornalista e escritora feminista Gloria Steinem. Com direção de Julie Taymor (de “Frida” e “Across the Universe”), o filme é baseado no livro de memórias homônimo de Steinem, lançado no Brasil com o título de “Minha Vida na Estrada”, que foi adaptado pela dramaturga Sarah Ruhl, duas vezes finalista do Tony (o Oscar do teatro), fazendo aqui sua estreia como roteirista de cinema. Atualmente com 83 anos, Steinem foi uma das fundadoras da pioneira revista feminista “Ms.”, criada em 1971 – e que aparece em algumas cenas da prévia. Mas se tornou conhecida nos Estados Unidos ainda em 1969, com a publicação de um artigo-manifesto (“After Black Power, Women’s Liberation”), que tratava da luta das mulheres por igualdade de direitos. A opção escolhida para contar essa história foi mostrar a evolução de Gloria desde a infância, adolescente, juventude e fase adulta, quando é vivida, respectivamente, por Ryan Keira Armstrong (“Anne with an E”), Lulu Wilson (“A Maldição da Residência Hill”), Alicia Vikander e Julianne Moore. O elenco inclui ainda Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Bette Midler (“The Politician”) e Timothy Hutton (também de “A Maldição da Residência Hill”). Exibido no Festival de Sundance, “The Glorias” recebeu críticas positivas, mas apesar dos 73% de aprovação no Rotten Tomatoes será lançado diretamente na internet em 30 de setembro nos EUA.
Biografia da guitarrista da banda punk The Slits vai virar série
As memórias da lendária guitarrista punk Viv Albertine vão virar série dos produtores de “Carol” e “Colette”, Elizabeth Karlsen e Stephen Woolley, proprietários da Number 9 Films. Eles se juntaram à Rachael Horovitz (“Patrick Melrose”), da West Fourth Films, para adquirir os direitos de duas autobiografias de Albertine, que lembram a juventude dos anos 1970 e a ascensão da artista como guitarrista da banda feminina The Slits (1977-1982) no auge da cena original do punk rock londrino. No comunicado do projeto, Albertine disse: “Estou muito feliz que Rachael, Elizabeth e Stephen estejam trazendo meus livros para a tela. Desde o início, eles foram sensíveis à natureza extremamente pessoal do trabalho e eu sabia que os livros estavam nas mãos de produtores com integridade. A visão deles está perfeitamente sintonizada com o trabalho, eles entendem o assunto e a época, então mal posso esperar o projeto começar e ver todos os personagens da minha história ganharem vida.” Os produtores também se manifestaram: “Que perspectiva empolgante e estimulante, reexplorar uma época em que a música, a moda, as ideologias políticas e a sexualidade estavam viradas de cabeça para baixo. Tudo tão lindamente evocado com as percepções pessoais e reflexões francas da vida de uma mulher extraordinária, nos dois incríveis livros de memórias de Albertine.” “Nada do que aconteceu antes ou depois pode se comparar à explosão do punk londrino dos anos 1970, e Viv Albertine ajudou a embalar a dinamite, colocar o detonador e acender o pavio”, acrescentaram Karlsen, Woolley e Horovitz no comunicado em conjuto. “The Slits forjou a trilha sonora de uma revolução cultural icônica e de gênero, e a guitarrista Viv Albertine estava bem no meio disso. Ela ajudou a criar uma nova atitude desinibida, uma linguagem musical única e uma estética DIY [faça você mesmo] que invadiu e se enraizou no mainstream. ” Além de tocar guitarra, Albertine também dirigiu curtas e a série britânica “The Tomorrow People” (em 1994), contribuiu para a trilha sonora de “Archipelago” (2010), da cineasta Joanna Hogg, e virou atriz em “Exibição” (2013), que ela protagonizou ao lado de Tom Hiddleston (“Thor”) para Hogg. Veja abaixo a capa dos livros da guitarrista e o clipe de “Typical Girls”, gravação emblemática das Slits, que em 1979 despertou furor de conservadores.
Raymond Allen (1929 – 2020)
O ator de Raymond Allen, conhecido pela série clássica “Sanford and Son”, morreu nesta terça (11/8) aos 91 anos. Ele estava internado em uma instituição de cuidados permanentes na Califórnia e foi encontrado morto. De acordo com o site TMZ, a causa da morte estaria relacionada com problemas respiratórios, mas os familiares descartaram a possibilidade de ser decorrente do coronavírus. Raymond interpretou o tio Woody no seriado “Sanford and Son”, da rede NBC, que fez sucesso nos EUA na década de 1970. Ele também teve papel recorrente em duas outras séries da época, “Good Times” e “Justiça em Dobro” (Starsky and Hutch). E já tinha fios de cabelos brancos naquele período. Sua carreira televisiva sofreu uma pausa dramática em 1978. Após aparecer em episódios de “Os Jeffersons” e “O Barco do Amor”, ele só voltou ao ar em 1985, no telefilme “Gus Brown and Midnight Brewster”, que encerrou sua filmografia. Segundo o TMZ, ele frequentava um centro de saúde desde 2016 para cuidar de problemas de saúde.
Ben Affleck fará filme sobre bastidores do clássico Chinatown
O icônico filme “Chinatown” será tema de uma nova produção cinematográfica. A Paramount fechou contrato com Ben Affleck para desenvolver um projeto sobre os bastidores do longa de 1974. Affleck escreverá o roteiro, produzirá e dirigirá o filme, batizado de “The Big Goodbye” e baseado no livro homônimo do autor Sam Wasson (autor do livro que inspirou a série “Fosse/Verdon”), que narra a realização daquele que é considerado um dos maiores filmes americanos de todos os tempos. “Chinatown” trouxe Jack Nicholson no auge da fama e mais carismático que nunca, vivendo um detetive numa Los Angeles que já não existia mais naquela época. A trama era uma grande homenagem ao cinema noir, com Faye Dunaway no papel de mulher fatal e o célebre diretor John Huston como um empresário corrupto. A direção de Polanski e o roteiro vencedor do Oscar de Robert Towne, com direito a final surpreendente, marcaram época, sinalizando um dos últimos suspiros do cinema adulto dos grandes estúdios, às vésperas da transformação de Hollywood numa corporação de grandes franquias e produções para crianças. Três anos depois das filmagens, Jack Nicholson emprestou sua mansão para Polanski realizar um ensaio fotográfico com uma menor e o resultado também marcou época, levando o diretor a ser preso e fugir para a França, onde encontra-se exilado até hoje. O último trabalho de Affleck como diretor foi o fracasso “A Lei da Noite” (2016), mas antes disso ele filmou “Argo” (2012), que venceu o Oscar de Melhor Filme. Confira abaixo o trailer de “Chinatown”.
Astro de Normal People estrela novo clipe dos Rolling Stones
Os Rolling Stones divulgaram um clipe oficial para “Scarlet”, canção inédita que foi gravada em 1974 com participação de Jimmy Page, o lendário guitarrista do Led Zeppelin. O vídeo não traz nenhum dos músicos. Em vez disso, registra o ator Paul Mescal (da série “Normal People”) emocionado, tocando a gravação da música para a Scarlet do título, enquanto se movimenta – há dança em algumas cenas – por uma casa enorme e vazia, no mais completo isolamento social. A música foi resultado de uma jam, quando Jimmy Page, velho amigo da banda, apareceu para visitar os Stones na época do álbum “Goat’s Head Soup” (1973). O resultado foi gravado e Keith Richards chegou a espalhar que se tratava de uma música para um disco solo do colega. Page acabou com os boatos revelando que trabalhava no mais ambicioso disco do Led Zeppelin, o álbum duplo “Physical Graffiti” (1975). Na verdade, os planos sempre foram lançar a faixa num disco dos Stones, com Mick Jagger escrevendo uma letra e cantando sobre o material. O próprio Page acreditava que ela apareceria no lado B de algum single da banda. Mas “Scarlet” só foi veio à tona agora, em 2020. O título da faixa, por sinal, não tem nenhum fundo romântico como insinua o clipe, porque se trata de uma homenagem à filha mais velha de Page, chamada de Scarlet, que na época tinha três anos de idade. “Scarlet” será incluída como faixa extra numa nova versão estendida do álbum “Goat’s Head Soup”, que tem lançamento previsto para o dia 4 de setembro. Além desta música, o lançamento contará com mais duas gravações inéditas, também realizadas naquele período: “All the Rage” e “Criss Cross”.
Sr. Barriga revela porque Chavez saiu do ar
Edgar Vivar, intérprete do Sr. Barriga em “Chaves”, revelou porque “Chavez” saiu do ar no último fim de semana em todo o mundo. Em entrevista a uma rádio mexicana no domingo (2/8), o ator de 71 anos afirmou que Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves, estipulou que suas séries pertenceriam à empresa de televisão Televisa até julho de 2020. Após esta data, os direitos passariam a ser exclusivamente do comediante e de seus herdeiros. Mas a Televisa só aceitou continuar exibindo “Chaves” de graça. “Roberto Gómez Bolaños tinha apalavrado um contrato de usufruto dos personagens e de sua criação literária até 30 de julho deste ano, quase seis anos depois de sua morte. E não renovaram os direitos, a Televisa não quis pagar”, disse Vivar. Assim, o “cancelamento” mundial das reprises aconteceu após a suspensão dos direitos de exibição dos programas. A Televisa era responsável pelas negociações internacionais e os contratos perderam validade após ela deixar de possuir os programas. Em seu comunicado sobre o “cancelamento” das reprises, a Televisa mencionou apenas um “problema pendente” não divulgado. Graciela Gómez, filha de Bolaños, também se manifestou para reclamar da falta de consideração da maior emissora de TV hispânica com o legado de seu pai. “É uma pena que quem mais se beneficiou dos programas de ‘Chaves’ afirme hoje que não valem mais nada”. Após a morte de Bolaños, a revista Forbes estimou que “Chaves” tinha rendido cerca de US$ 1,7 bilhão para a Televisiva até 2014. Diante disso, a situação deve mudar com novas negociações com outros interessados na série. “Embora estejamos tristes pela decisão, minha família e eu esperamos que ‘Chaves’ esteja em breve nas telas do mundo. Continuaremos insistindo e estou certo de que conseguiremos”, escreveu outro herdeiro de Bolaños, Roberto Gómez Ferán, em sua conta do Twitter.
Dona Florinda reclama do fim das reprises de Chaves
Dona Florinda está brava por conta do sumiço de Chaves. A atriz Florinda Meza, viúva de Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves, pronunciou-se no Twitter contra a decisão que tirou a série do ar em toda a América Latina. Para ela, o fim da transmissão no SBT, além de outros canais e streamings em diversos países foi uma “agressão” aos milhões de fãs de “Chaves” e disse que, apesar de ser viúva de Bolaños, não foi envolvida na decisão. “Embora eu não tenha nada a ver com isso porque inexplicavelmente não fui convocado para as negociações, acho que agora, quando o mundo precisar de mais diversão, isso é uma agressão às pessoas”, escreveu a atriz. “Além disso, isso vai contra seus próprios interesses comerciais, porque neste momento queremos ver tudo o que nos lembra um mundo melhor”, continuou, afirmando que a iniciativa desrespeita o legado de Roberto Bolaños. “Esse ato incompreensível chuta sua memória e o que ele mais respeitava: o público”, concluiu. Originalmente produzida nos anos 1970, “Chaves” continuava a ser um fenômeno de audiência graças à reprises que pareciam intermináveis, mas que acabaram no sábado passado, 1º de agosto. O “cancelamento” mundial das reprises aconteceu após a suspensão dos direitos de exibição dos programas, que, segundo a Televisa, decorreu de um “problema pendente” não divulgado. Segundo a imprensa mexicana, o que ocorreu foi que os filhos do ator e o canal Televisa não chegaram a um acordo sobre os pagamentos pela transmissão da série. Após a morte de Bolaños, a revista Forbes estimou que “Chaves” tinha rendido cerca de US$ 1,7 bilhão para a Televisiva até 2014. Este sucesso, porém, rendeu uma disputa com os herdeiros, que culminou na saída da série do ar. Edgar Vivar, intérprete do Sr. Barriga em “Chaves”, deu mais detalhes sobre o que realmente aconteceu, em entrevista a uma rádio mexicana no domingo (2/8). O ator de 71 anos afirmou que Bolaños estipulou que suas séries pertenceriam à empresa de televisão até julho de 2020. Após esta data, os direitos passariam a ser exclusivamente do comediante e de seus herdeiros. Mas a Televisa só aceitou continuar exibindo “Chaves” de graça. “Roberto Gómez Bolaños tinha apalavrado um contrato de usufruto dos personagens e de sua criação literária até 30 de julho deste ano, quase seis anos depois de sua morte. E não renovaram os direitos, a Televisa não quis pagar”, disse Vivar. Em comunicado, o SBT disse lamentar a decisão. ¿Qué opino de que se deje de transmitir el programa Chespirito? Aunque no tengo nada que ver porque inexplicablemente no he sido convocada a las negociaciones, creo que justo ahora, cuando el mundo más necesita diversión, hacer eso es una agresión hacia la gente. pic.twitter.com/DDwaXvJQVI — Florinda Meza (@FlorindaMezaCH) August 2, 2020
Ratched: Sarah Paulson é enfermeira assassina no trailer da série inspirada em Um Estranho no Ninho
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer completo – e legendado – de “Ratched”, nova série de Ryan Murphy (“American Horror Story”) que vai contar a origem de uma conhecida personagem do cinema. A prévia apresenta os personagens em trajes de época e desfila o elenco estrelado da produção, que inclui Sharon Stone (“Instinto Selvagem”), Cynthia Nixon (“Sex and the City”) e destaca Sarah Paulson (“Bird Box”) no papel-título. A história começa em 1947 e acompanha a jornada que transformou uma enfermeira de hospício num “verdadeiro monstro”. O monstro se chama Mildred Ratched e já barbarizou num filme premiado, o clássico “Um Estranho no Ninho”, de Milos Forman. A produção de 1975 venceu cinco Oscars: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Ator (Jack Nicholson) e Atriz Coadjuvante (Louise Fletcher, justamente no papel de Ratched). A série serve de prólogo para o filme de 1975 (e o livro que o inspirou, escrito por Ken Kesey) e pretende revelar a progressão de assassinatos da enfermeira, cometidos impunemente no sistema público de saúde mental. O elenco ainda inclui Judy Davis (“Feud”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Sophie Okonedo (“Hotel Ruanda”), Amanda Plummer (“Pulp Fiction”), Rosanna Arquette (“Ray Donovan”), Vincent D’Onofrio (“Demolidor”), Charlie Carver (“Teen Wolf”), Harriet Sansom Harris (“Trama Fantasma”), Hunter Parrish (“Weeds”), Alice Englert (“Dezesseis Luas”) e Finn Wittrock (“American Horror Story”). O ator Michael Douglas, que foi um dos produtores originais de “Um Estranho no Ninho”, também participa como produtor executivo da série, ao lado de Ryan Murphy e Evan Romansky. Foi este último que delineou o roteiro do piloto. Ele ofereceu o projeto no mercado, chamando atenção de Murphy, que revisou a história, concebeu a temporada, organizou um “pacote de talentos” e materializou a série. “Ratched” é a terceira série de Murphy após o produtor assinar um contrato milionário de exclusividade na Netflix. Ele também criou “The Politician” e “Hollywood” para a plataforma e tem vários outros projetos em desenvolvimento. A estreia está marcada para 18 de setembro, com a 2ª temporada já confirmada.
Hunters: Amazon renova série de Al Pacino para 2ª temporada
A Amazon anunciou a encomenda da 2ª temporada de “Hunters”, que destaca a participação do ator Al Pacino (“O Irlandês”) na primeira série de sua carreira. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a série se passa nos anos 1970 e tem reviravoltas taranti(cartu)nescas ao acompanhar um grupo especializado em caçar criminosos nazistas. Na trama, os Caçadores descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich nos Estados Unidos. A eclética equipe tem o objetivo de desmascará-los, levá-los à justiça e frustrar seus novos planos genocidas. “Com a ‘Hunters’, a visão ousada e a imaginação destemida de David Weil impulsionaram uma 1ª temporada emocionante, cheia de ação e emocionante, que envolveu os clientes da Prime Video em todo o mundo”, disse Jennifer Salke, chefe da Amazon Studios, “Estamos muito felizes por David, Jordan e os Caçadores voltarem conosco para mais”. Embora a Amazon não divulgue dados de visualização, a série teve uma aprovação mediana da crítica, com 64% de comentários positivos no Rotten Tomatoes. O anúncio da renovação não deixa claro se os atores originais voltarão, mas David Weil disse recentemente ao site da revista The Hollywood Reporter que “há uma oportunidade empolgante para todos esses personagens na 2ª temporada” e “além disso, ficaria muito animado em trazê-los de volta e trabalhar com eles novamente”. Além de Al Pacino, o elenco da 1ª temporada contou com Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). Mas alguns dos personagens, inclusive o de Pacino, tiveram arcos concluídos na temporada inaugural. Não há previsão para a estreia dos novos episódios.
Chaves sai do ar em toda América Latina
A popular série mexicana “Chaves”, criada e protagonizada por Roberto Gómez Bolaños, foi tirada do ar de todos os canais em que era exibida na América Latina, informaram os filhos do falecido ator neste domingo (2/2). Originalmente produzida entre 1970 e 1980, “Chaves” continuava a ser um fenômeno de audiência graças à reprises que pareciam intermináveis, mas que finalmente acabaram no sábado, 1º de agosto, porque, segundo a imprensa mexicana, a família do ator e o canal Televisa não chegaram a um acordo sobre os direitos da série. “Embora estejamos tristes pela decisão, minha família e eu esperamos que Chespirito esteja em breve nas telas do mundo. Continuaremos insistindo e estou seguro de que conseguiremos”, escreveu no Twitter Roberto Gómez Ferán, filho do ator. O fim das exibições de “Chaves” entrou para os assuntos mais comentados no Twitter, com vários lamentos de fãs de diferentes países, do Brasil ao México, que ressaltaram os valores transmitidos pelo programa, como a amizade, solidariedade e a honestidade. No entanto, também foram feitas críticas ao conteúdo da série, principalmente de usuários mexicanos do Twitter, para quem o programa “manipulava” as crianças e tinha nuances “classistas”. Após a morte de Bolaños, a revista Forbes estimou que “Chaves” tinha rendido cerca de US$ 1,7 bilhão para a Televisiva até 2014. Este sucesso, porém, rendeu a disputa com os herdeiros, que culminou na saída da série do ar.
Ratched: Série derivada de Um Estranho no Ninho ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “Ratched”, a nova série de Ryan Murphy (“American Horror Story”), que vai contar a origem de uma conhecida personagem do cinema. A prévia apresenta os personagens em trajes de época e desfila o elenco estrelado da produção, que inclui Sharon Stone (“Instinto Selvagem”), Cynthia Nixon (“Sex and the City”) e destaca Sarah Paulson (“Bird Box”) no papel-título. A história vai se iniciar em 1947 e acompanhar a jornada que transformou uma enfermeira inocente num “verdadeiro monstro”. O monstro se chama Mildred Ratched e já barbarizou num filme premiado, o clássico “Um Estranho no Ninho”, de Milos Forman. A produção de 1975 venceu cinco Oscars: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Ator (Jack Nicholson) e Atriz Coadjuvante (Louise Fletcher, justamente no papel de Ratched). A série serve de prólogo para o filme de 1975 (e o livro que o inspirou, escrito por Ken Kesey) e pretende revelar a progressão de assassinatos da enfermeira, cometidos impunemente no sistema público de saúde mental. O elenco ainda inclui Judy Davis (“Feud”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Sophie Okonedo (“Hotel Ruanda”), Amanda Plummer (“Pulp Fiction”), Rosanna Arquette (“Ray Donovan”), Vincent D’Onofrio (“Demolidor”), Charlie Carver (“Teen Wolf”), Harriet Sansom Harris (“Trama Fantasma”), Hunter Parrish (“Weeds”), Alice Englert (“Dezesseis Luas”) e Finn Wittrock (“American Horror Story”). O ator Michael Douglas, que foi um dos produtores originais de “Um Estranho no Ninho”, também participa como produtor executivo da série, ao lado de Ryan Murphy e Evan Romansky. Foi este último que delineou o roteiro do piloto. Ele ofereceu o projeto no mercado, chamando atenção de Murphy, que revisou a história, concebeu a temporada, organizou um “pacote de talentos” e materializou a série. “Ratched” é a terceira série de Murphy após o produtor assinar um contrato milionário de exclusividade na Netflix. Ele também criou “The Politician” e “Hollywood” para a plataforma e tem vários outros projetos em desenvolvimento. A estreia está marcada para 18 de setembro, com a 2ª temporada já confirmada.
For All Mankind: Trailer da 2ª temporada mostra astronautas à beira de uma guerra lunar
A Apple TV+ divulgou o trailer da 2ª temporada de “For All Mankind”, sci-fi produzida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”. A prévia apresenta as consequências da linha temporal alternativa da história, levando a Guerra Fria até a Lua, com consequências dramáticas. Em “For All Mankind”, os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua, e a série imagina o impacto deste feito na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. A 1ª temporada concentrou-se principalmente numa recriação alternativa dos 1970, com avanços que não existiram na época – como a participação de astronautas femininas nos primeiros voos para a Lua. A 2ª temporada vai levar a história aos anos 1980, e a prévia mostra a Força Espacial americana aparentemente armada com lasers para uma batalha lunar. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), que vive um dos principais astronautas da NASA, e o elenco também inclui Michael Dorman (“Patriot”), Wrenn Schmidt (“The Looming Tower”), Jodi Balfour (“The Crown”), Chris Bauer (“True Blood”), Sarah Jones (“Damnation”), Sonya Walger (“Lost”), Shantel VanSanten (“O Atirador”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”). Com coprodução da Sony Television, a série marca uma parceria criativa de Ronald D. Moore com dois produtores de “Fargo”, Matt Wolpert e Ben Nedivi, que também trabalham nos roteiros da atração. Ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios.
Sergio Ricardo (1932 – 2020)
O músico, escritor, pintor e cineasta Sergio Ricardo morreu na manhã desta quinta-feira (23/7), aos 88 anos no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Um dos integrantes de primeira hora da bossa nova, autor de “Zelão” e também da belíssima “Folha de Papel”, gravada por Tim Maia, Sergio ficou conhecido nacionalmente, a contragosto, por ter quebrado um violão no II Festival da Música Brasileira em 1967, quando foi vaiado ao apresentar a canção “Beto Bom de Bola”. Anos mais tarde, no princípio da década de 1990, escreveu uma autobiografia que batizou de “Quem Quebrou meu Violão”. Mas antes do banquinho e o violão, ele já era conhecido pela câmera na mão. Sergio Ricardo, que na verdade se chamava João Lutfi, seu nome de batismo, começou a filmar em 1962 sem nunca ter quebrado recordes de bilheteria. Mesmo assim criou um trio de clássicos do cinema brasileiro. Ao todo, ele assinou seis filmes, incluindo dois curtas, a maioria com participação importante de seu irmão Dib Lufti, um dos mais famosos diretores de fotografia do Brasil. O primeiro curta, “Menino da Calca Branca” (1962), ainda contou com apoio de outro mestre do Cinema Novo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que realizou sua montagem. A história do menino favelado que sonhava com uma calça nova foi lançada no Festival Karlovy Vary, na então Tchecoslováquia, e acabou premiada no Festival de San Francisco, nos EUA. O primeiro longa, “Êsse Mundo É Meu”, foi um drama social estrelado por Antonio Pitanga e abordava a vida dura na favela. Além de escrever e dirigir, Sergio Ricardo compôs sua trilha sonora, lançada em disco – a música-título também foi gravada por Elis Regina. E sua qualidade chamou atenção da crítica internacional. Na época, o critico e diretor francês Luc Moullet, em artigo publicado na revista Cahiers du Cinema, condenou a ausência da obra de Sérgio Ricardo no festival de Cannes de 1965 e listou “Êsse Mundo É Meu” entre os melhores filmes de 1964. Mas pouca gente viu, inclusive no Brasil, onde foi lançado em 1 de abril de 1964, junto do golpe militar que esvaziou as ruas e os cinemas do país. Sergio Ricardo costumava brincar que tinha sido seu primeiro fracasso cinematográfico. Vieram outros. Romance engajado, “Juliana do Amor Perdido” (1970) denunciava como fanatismo religioso mantinha o povo escravizado numa comunidade de pescadores, e foi exibido no Festival de Berlim. Mais proeminente, “A Noite do Espantalho” (1974) consagrou-se como a primeira ópera “rock” brasileira ou o primeiro filme-cordel. Rodada no “palco a céu aberto” de Nova Jerusalém, onde anualmente é encenada a Paixão de Cristo, a trama registrava a luta de camponeses contra um poderoso coronel latifundiário, que agia comandado por um dragão. Em meio a surrealismo e psicodelia sertaneja, o filme ainda revelou, de uma só vez, os talentos de Alceu Valença e Geraldo Azevedo. E arrancou elogios da crítica mundial, com sessões lotadas no Festival de Cannes e de Nova York. Seus três longas formaram uma trilogia não oficial sobre a crise social brasileira. O diretor começou na favela urbana, foi para o litoral distante e acabou no sertão nordestino. E nesse trajeto evoluiu do neorealismo preto e branco para o psicodelismo colorido, criando uma obra digna de culto. Mas apesar da grande repercussão internacional, os filmes do diretor não receberam a devida valorização no Brasil. Sem incentivo, ele acabou se afastando das telas. Só foi voltar recentemente, em 2018, para seu quarto e último longa-metragem, “Bandeira de Retalhos”, que sintetizou seus temas. O filme acompanhava a luta de moradores de uma favela carioca contra a desapropriação de suas casas, que políticos poderosos tinham negociado com empresários do setor imobiliário. A história, inspirada numa tentativa da Prefeitura do Rio de transformar o Vidigal num empreendimento de luxo em 1977, foi encampada pela ONG Nós do Morro e filmada com poucos recursos. Novamente com Antonio Pitanga em papel de destaque, além de Babu Santana. Mas pela primeira vez sem Dib Lufti atrás das câmeras, falecido em 2016, o que fez toda a diferença. “Bandeira de Retalhos” foi exibida na Mostra de Tiradentes, festival de filmes independentes, e nunca estreou comercialmente. O diretor acabou lançando o filme por conta própria no YouTube, em maio passado, no começo da pandemia de covid-19. Além do trabalho como cineasta, Sergio Ricardo ainda contribuiu com outros talentos para o cinema brasileiro. São dele as trilhas de clássicos como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), para citar só obras de Glauber Rocha, entre muitas outras colaborações. Ele também foi ator, embora tenha desempenhado poucos papéis, como no clássico infantil “Pluft, o Fantasminha” (1962) e como narrador de “Terra em Transe”, além de aparecer em dois de seus filmes e ter estrelado a minissérie “Parabéns pra Você” em 1983, na rede Globo.












