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    Pharrell vai produzir e compôr trilha de filme sobre cientistas negras da NASA

    7 de abril de 2016 /

    O cantor Pharrell Williams vai produzir o filme “Hidden Figures”, sobre as cientistas negras da NASA, revelou o site da revista Variety. Ele também vai criar músicas originais para a trilha sonora do longa-metragem. Pharrell já teve muito sucesso ao compôr uma canção para o cinema. A música “Happy”, da trilha de “Meu Malvado Favorito 2”, foi indicada ao Oscar e se tornou o maior sucesso de sua carreira – e de todo o ano de 2014 – , vendendo 13,9 mil unidades (discos e downloads). “Hidden Figures” será seu segundo trabalho como produtor cinematográfico, após estrear na função com a comédia indie “Um Deslize Perigoso” (Dope), um dos destaques do Festival de Sundance do ano passado. Dirigido por Ted Melfi (“Um Santo Vizinho”), o filme mais mostrar como o brilhantismo de algumas mulheres negras, desconhecidas do grande público, ajudou a NASA a atingir sucesso em suas primeiras missões espaciais. O filme vai mostrar que, além de colocarem naves no espaço, as personagens também precisaram superar uma dupla discriminação na metade do século 20: sexual e racial. O elenco destaca as atrizes Octavia Spencer (vencedora do Oscar por “Histórias Cruzadas”) e Taraji P. Henson (série “Empire”), além de Kirsten Dunst (série “Fargo”), Jim Parsons (série “The Big Bang Therory”), Mahershala Ali (franquia “Jogos Vorazes”), Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) e Kevin Costner (“O Homem de Aço”). A trama é baseada num livro ainda inédito de Margot Lee Shetterly, adaptada com roteiro de Allison Schroeder (“Meninas Malvadas 2”). O estúdio Fox 2000 está planejando o lançamento para 13 de janeiro de 2017, para coincidir com o feriado americano dedicado a Martin Luther King.

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    Tereza Rachel (1935 – 2016)

    4 de abril de 2016 /

    Morreu a atriz Tereza Rachel, que marcou o teatro brasileiro, criou vilãs inesquecíveis de novelas e fez obras importantes do cinema nacional. Ela faleceu no sábado (2/4), aos 82 anos, após um quadro agudo de obstrução intestinal que a deixou quatro meses internada na CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital São Lucas. Batizada Teresinha Malka Brandwain Taiba de La Sierra, ela nasceu em 19 de agosto de 1935 na cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e começou a atuar na década de 1950, já com trabalhos na TV, no cinema e no teatro. A primeira peça foi “Os Elegantes”, de Aurimar Rocha, em 1955. A estreia no cinema aconteceu no ano seguinte, na comédia “Genival É de Morte” (1956), de Aloísio T. de Carvalho, e logo em seguida veio a carreira televisiva, a partir da série “O Jovem Dr. Ricardo” na TV Tupi em 1958. A primeira metade dos anos 1960 viu multiplicar sua presença no cinema. Foram cinco filmes no período de dois anos, entre 1963 e 1965, com destaque para o clássico “Ganga Zumba” (1963), primeiro longa-metragem de Cacá Diegues, sobre escravos fugitivos e a fundação do Quilombo de Palmares, na qual viveu a senhora de uma fazenda. Participou também do drama “Sol sobre a Lama” (1963), do cineasta e crítico de cinema Alex Viany, “Procura-se uma Rosa” (1964), estreia na direção do ator Jesse Valadão, e “Canalha em Crise” (1965), do cinemanovista Miguel Borges, além de “Manaus, Glória de Uma Época” (1963), produção alemã passada na “selva brasileira”. Mas foi no teatro, na segunda metade da década, que obteve maior projeção, ao participar de peças históricas, como a montagem de “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, com o Grupo Opinião em 1965, um marco do teatro de protesto. Dois anos depois, interpretou Jocasta em “Édipo Rei”, com Paulo Autran, novamente sob direção de Flavio Rangel. Em 1969, integrou o elenco da histórica encenação brasileira de “O Balcão” (1969), de Jean Genet, dirigida pelo argentino Victor Garcia. Sua relação com o teatro foi além do papel desempenhado nos palcos. Determinada a encenar cada vez mais peças de qualidade, assumiu a condição de produtora, trazendo vários textos de vanguarda para serem montados no Brasil pela primeira vez, como “A Mãe” (1971), do polonês Stanislaw Witkiewicz, que ela descobriu ao assistir a uma montagem em Paris. Empolgada, convenceu o diretor francês Claude Régy a vir ao Brasil supervisionar a montagem nacional, e o resultado lhe rendeu o prêmio Molière de melhor atriz. A vontade de manter peças ousadas por mais tempo em cartaz a levou a fundar seu próprio teatro. Aberto provisoriamente em 1971 e inaugurado em 1972, o Teatro Tereza Rachel acabou se tornando um importante polo cultural durante a década. E não apenas para montagens teatrais. Em seu palco, Gal Costa fez o cultuado show “Gal Fatal” (1971), e os cantores Luiz Gonzaga, Clementina de Jesus e Dalva de Oliveira realizaram suas últimas apresentações. O reconhecimento por seus trabalhos também se estenderam ao cinema, rendendo-lhe o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado pelo papel-título de “Amante muito Louca” (1973), comédia sexual que marcou a estreia na direção de Denoy de Oliveira. Ela também estrelou o marcante “Feminino Plural” (1976), de Vera de Figueiredo, obra pioneira do feminismo brasileiro, além de “Revólver de Brinquedo” (1977), de Antônio Calmon, e “A Volta do Filho Pródigo” (1978), do marido Ipojuca Pontes. Entretanto, apesar de sua relevância cultural, o grande público só passou a acompanhar melhor sua carreira quando ela começou a aparecer nas novelas da rede Globo. Sua estreia no canal aconteceu na versão original de “O Rebu” (1974), um marco da teledramaturgia nacional, exibido no “horário adulto” da emissora, às 22 horas. Enquanto as novelas populares da emissora exploravam conflitos geracionais, a trama de “O Rebu” se passava inteiramente ao longo de dois dias, em torno de suspeitos de um assassinato cometido durante uma festa. Ela também participou de “O Grito”, outra novela ousada das 22 horas, que girava em torno dos moradores de um prédio desvalorizado pela construção do Minhocão em São Paulo. Mas foram os papeis mais populares que a consagraram na telinha. Especialmente Clô Hayalla, sua primeira grande vilã, que se materializou na novela das 20 horas “O Astro” (1977). Um dos maiores sucessos da escritora Janete Clair, “O Astro” quebrou recordes de audiência e entronizou Tereza Rachel no imaginário popular como uma perua fútil e vingativa. Ela se tornou uma das mulheres mais odiadas do Brasil ao colocar a mocinha da história, Lili Paranhos (Elizabeth Savalas), na cadeia. Além disso, era infiel (característica de mulheres malvadas da televisão), e seu amante acabou se revelando o culpado pela pergunta que mobilizou o país durante quase um ano: “Quem matou Salomão Hayalla?”, seu marido na trama. Tereza apareceu em outras novelas com menor impacto, como “Marrom-Glacê” (1978), “Baila Comigo” (1981) e “Paraíso” (1982), antes de retornar a fazer maldades em “Louco Amor” (1983), como a ricaça preconceituosa Renata Dumont, que tenta impedir o romance entre sua filha e o filho da cozinheira – e, de lambuja, entre o cunhado e uma manicure. Ainda teve seus dias de mocinha, como a Princesa Isabel na minissérie de época “Abolição” (1988), sobre o fim da escravatura no Brasil, papel que repetiu na continuação, “República” (1989), exibida no ano seguinte. Por ironia, ela não foi nada nobre quando se tornou rainha, roubando, com suas malvadezas, as cenas de “Que Rei Sou Eu?” (1988), uma das mais divertidas novelas já realizadas pela Globo. O texto de Cassiano Gabus Mendes partia dos clichês dos folhetins franceses, com direito à aventura de capa e espada e intrigas da corte de um reino imaginário, para parodiar a situação política do país. Na pele da Rainha Valentine, ela se mostrava uma governante histérica, no estilo da Rainha de Copas de “Alice no País das Maravilhas”. Mas seu despotismo era facilmente manipulado por seus conselheiros reais, que eram quem realmente mandavam no reino de Avillan, a ponto de colocarem um mendigo no trono (Tato Gabus Mendes, o filho do autor), mentindo ser um filho bastardo do falecido rei. Em contraste com essa fase de popularidade, a parceria com o marido Ipojuca Pontes lhe rendeu algumas polêmicas. No segundo filme que estrelou para o cineasta, “Pedro Mico” (1985), ela tinha uma cena de sexo com Pelé. A repercussão negativa da produção – Pelé teve muitas dificuldades nas filmagens e, no final, precisou ser dublado pelo ator Milton Gonçalves – marcou o fim de sua carreira cinematográfica. E não ajudou o fato de, logo depois, Ipojuca virar secretário nacional da Cultura do governo Collor, durante uma fase desastrosa para o cinema brasileiro, com a implosão da Embrafilme, que gerou confronto com a classe artística. O período político tumultuado levou Tereza a se afastar das telas. Ela nunca mais voltou ao cinema e só retomou as novelas em 1995, como Francesca Ferreto, uma das primeiras vítimas de “A Próxima Vítima”. Teve ainda um pequeno papel em “Era Uma Vez…” (1998), mas suas aparições seguintes aconteceram apenas como artista convidada, em capítulos de “Caras e bocas” (2009), “Tititi” (2010) e a recente “Babilônia” (2015), além da série “Alice” (2008), do canal pago HBO, com direção dos cineastas Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) e Sérgio Machado (“Tudo o que Aprendemos Juntos”). Entre 2001 e 2008, o Teatro Tereza Rachel foi alugado para a Igreja Universal do Reino de Deus e deixou de receber produções culturais. Felizmente, o desfecho dessa história teve uma reviravolta. O local acabou tombado pelo município e reabriu como casa de espetáculos em 2012, ainda que sem o nome da atriz – virou Net Rio, mas com uma Sala Tereza Rachel. O nome de Tereza Rachel, porém, não precisa de placa para ser lembrado pela História.

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    Patty Duke (1946 – 2016)

    30 de março de 2016 /

    A atriz Patty Duke, que venceu o Oscar e teve uma série com seu nome antes de se tornar adulta, morreu na terça-feira (29/3), após sofrer complicações de uma infecção causada por uma perfuração no intestino. Ela tinha 69 anos. Patty nasceu Anna Marie Duke em Nova York, em 1946, e interpretou diversas nova-iorquinas ao longo de sua trajetória, que iniciou muito cedo. Ela ganhou o pseudônimo Patty ainda criança, aparecendo com este nome em seus primeiros trabalhos de 1954, aos oito anos de idade, quando começou a fazer pequenas participações em filmes, telenovelas e diversos teleteatros. A mudança foi exigência de seus empresários, que achavam “Anne Marie” pouco artístico. Os empresários, o casal John and Ethel Ross, não cuidavam apenas de sua carreira. O pai de Patty era um taxista alcoólatra e sua mãe sofria de depressão. Quando a menina tinha seis anos, a mãe teve um surto e expulsou seu pai de casa. Aos oito, a entregou aos cuidados do casal Ross, que passou a cuidar dela, mas não necessariamente de forma amorosa, transformando-a numa máquina de ganhar dinheiro. Forjaram currículo, mentiram sua idade e, quando ela se provava difícil de lidar, a viciaram em álcool. Tudo isto está em sua autobiografia. A criança tinha um talento evidente, que já se manifestava aos 12 anos, quando passou a se destacar em produções de diferentes gêneros, como o drama “A Deusa” (1958), a sci-fi “Quarta Dimensão” (1959) e a comédia “Feliz Aniversário” (1959). No mesmo período, ela fez sua estreia na Broadway, estrelando a peça “The Miracle Worker”, na qual deu vida a Helen Keller, uma garota cega, surda e muda. A peça fez enorme sucesso e ficou em cartaz por dois anos. O papel de Helen Keller acabou sendo, de forma precoce, o ponto alto de sua carreira. Em 1962, aos 16 anos, ela foi escalada para revivê-lo em “O Milagre de Anne Sullivan”, drama dirigido por Arthur Penn, no qual sua personagem precisava de ajuda constante da incansável professora Anne Sullivan (Anne Bancroft, que também atuou na peça). Por seu desempenho, Patty venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e se tornou, na época, a pessoa mais jovem a conquistar um prêmio da Academia. O Oscar a deixou tão famosa que ela ganhou uma série com seu próprio nome, “The Patty Duke Show”. O título foi escolhido antes que a rede ABC soubesse qual seria trama. A ideia era criar uma atração para a estrelinha ascendente, o que quer que fosse. O fato é que, até então, não existiam programas estrelados por garotas da idade de Patty na televisão. Assim, para decidir sobre o que seria a série, o produtor-roteirista Sidney Sheldon (também criador de “Jeannie É um Gênio”) levou a jovem para passar uma semana com sua família. Na curta convivência, Sheldon reparou que Patty tinha dois lados distintos (mais tarde, ela seria diagnosticada com bipolaridade), o que lhe deu a ideia de criar uma trama sobre duas adolescentes idênticas. Na série, Patty vivia uma nova-iorquina moderna, que passa a conviver com sua prima idêntica (também interpretada pela atriz), vinda da Europa. Embora fossem iguais fisicamente, as duas não podiam ter gostos mais diferentes. E a confusão que suas semelhanças causavam alimentava a maioria das piadas do programa. “The Patty Duke Show” durou três temporadas, entre 1963 e 1966, e marcou época, inaugurando um filão que atualmente responde por boa parte da programação de canais pagos como Nickelodeon, Disney Channel e Freeform (ex-ABC Family): as séries de meninas. Fez tanto sucesso que Patty recebeu indicações ao Emmy, ao Globo de Ouro e também se lançou como cantora. Mas quando completou 18 anos, ela rompeu com os empresários exploradores e quis renegociar seu contrato, fazendo exigências que levaram um impasse e ao fim inesperado da atração, mesmo com boa audiência. Apesar de gravada em preto e branco, “The Patty Duke Show” continuou no ar em reprises ao longo das décadas, chegando a experimentar uma redescoberta em 1988, quando passou a integrar a programação do canal Nickeledeon. As reprises mantiveram a popularidade da produção, a ponto de gerar um telefilme de reencontro, 33 anos após seu cancelamento. Exibido em 1999, o telefilme mostrava as primas casadas, com filhos e até netos. Com o fim de sua série, Patty decidiu priorizar sua carreira cinematográfica. Ela já tinha estrelado seu primeiro filme como protagonista, a comédia adolescente “Uma Lourinha Adorável” (1965), como uma moleca andrógina, dividida entre a vontade de ser um menino, para ter mais liberdade e fazer esportes, e a primeira paixão colegial. Mas seu primeiro longa após “The Patty Duke Show” acabou seguindo na direção oposta, numa escolha arriscada, com o objetivo de mostrá-la adulta. Patty escandalizou ao decidir estrelar “O Vale das Bonecas” (1967). Na adaptação do romance trash de Jacqueline Susann, ela interpretava uma jovem estrela da Broadway que se viciava em drogas, fazia sexo casual, destruía lares e precisava ser internada para reabilitação. O filme era um dramalhão tão grande que virou cult, ao ser considerado um dos piores melodramas já feitos. Para reafirmar que era uma jovem moderna, ela também estrelou “Uma Garota Avançada” (1969), no qual se rebelava contra os planos de casamento de sua família, abandonando o lar para abraçar o estilo de vida boêmio do Greenwich Village, em Nova York. Mas os papéis de adulta não lhe renderam o mesmo sucesso da adolescência. Durante os anos 1970, ela se viu alternando participações em diversas atrações televisivas, como “Galeria do Terror”, “O Sexto Sentido”, “Havaí 5-0”, “Os Novos Centuriões”, “Police Woman” e “São Francisco Urgente”, com filmes B, como o terror “Sob a Sombra da Outra” (1972) e o desastre sci-fi “O Enxame” (1978). Em 1979, ela voltou à trama que a consagrou, estrelando uma versão televisiva de “O Milagre de Anne Sullivan”, desta vez no papel da professora, comprovando como o tempo tinha passado. Patty havia se tornado adulta demais até em sua vida pessoal, passando por três casamentos frustrados e um relacionamento polêmico com Desi Arnaz Jr., filho de Lucille Ball e Desi Arnaz, quando já tinha 24 anos e ele ainda era menor de idade. O escândalo quase destruiu sua carreira quando ela engravidou em 1971, e as revistas de fofoca especulavam que o pai podia ser o ator de 17 anos. Mas ela rapidamente se casou com John Astins (o Gomez da série “Família Addams”), registrando a criança como filho dele. O jovem cresceu para se tornar um hobbit, Sean Astin, astro da trilogia “O Senhor dos Anéis”. Patti ainda teve outro filho com John Astins, mas o casamento terminou em divórcio em 1983. Após esse período tumultuado, a atriz tentou retomar a carreira televisiva, estrelando quatro séries de curta duração. A que foi mais longe teve uma temporada completa de 22 episódios: a sitcom “It Takes Two”, na qual interpretou a mãe de dois futuros astros televisivos, os jovens Anthony Edwards (o Dr. Mark Greene de “Plantão Médico/E.R.”) e Helen Hunt (a Jamie Buchman de “Louco por Você/Mad About You”). As outras séries foram “Hail To The Chief”, em 1985, na qual interpretou a primeira mulher presidente dos EUA (durou 7 episódios), “Karen’s Song”, em 1987, como uma mãe divorciada (a filha era Teri Hatcher, de “Desperate Housewives”) que se envolve com um homem muito mais jovem (em 13 capítulos), e, por fim, o drama “Amazing Grace”, em 1995, como uma ex-alcoóltra que se torna pastora de uma igreja (5 episódios). Entre 1985 e 1988, ela foi eleita presidente do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês), chegando a comandar uma greve que conseguiu melhorar salários e condições de trabalho para os dubladores de animações. O período coincidiu com o ressurgimento das comédias adolescentes no cinema americano, o que lhe rendeu seu último papel de destaque no filme “Willy/Milly” (1986), como a mãe de uma moleca que, por meio de mágica, virava hermafrodita – uma versão extrema da ideia de “Uma Lourinha Adorável” (1965). Em 1987, ela publicou sua autobiografia, tornando-se a primeira celebridade a se assumir bipolar (ou maníaca-depressiva, como ainda se chamava a condição na época). A experiência a inspirou a virar ativista por melhores condições de saúde mental nos EUA, defendendo tratamentos de distúrbios de personalidade. Após contar sua história em livro, Patty estrelou “Call Me Anna” (1990), uma telebiografia de sua própria vida, intitulada com seu nome de bastimo. Ela ainda apareceu nas comédias “Por Trás Daquele Beijo” (1992), “Nos Palcos da Vida” (2005) e no filme religioso “A História de Oseias” (2012), estrelado por seu filho Sean Astin, além de diversos telefilmes – entre eles, “Luta Pela Vida” (1987), como mulher de Jerry Lewis. Nos últimos anos, experimentou uma fase de redescoberta, recebendo uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e convites para participar de várias séries, como “Glee” e “Drop Dead Diva”. Ela também se tornou uma das poucas atrizes a aparecer nas duas versões de “Havaí 5-0”, ao estrelar um episódio do remake. A melhor participação, porém, ficou reservada para seu último papel, num episódio de “Liv e Maddie” exibido em 2015 no Disney Channel. Na ocasião, ela interpretou duas personagens idênticas, evocando “The Patty Duke Show”: a avó e a tia-avó gêmeas da protagonista Liv (Dove Cameron). Uma bela homenagem para sua despedida das telas. “Eu te amo, mãe”, resumiu Sean Astins, ao informar aos fãs sobre a morte de Patty. “Que atriz!”, lembrou o apresentador Larry King. “Obrigado, Patty, por tudo que nos deu”, manifestou-se a própria Academia.

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    Born to Be Blue: Ethan Hawke vive o jazzista Chet Baker em trailer, cenas e fotos da cinebiografia

    24 de março de 2016 /

    A IFC Films divulgou o pôster duas cenas e o trailer de “Born to Be Blue”, cinebiografia do jazzista Chet Baker, estrelada por Ethan Hawke (“Boyhood”). A prévia destaca como o ator se entrega ao papel. Além de uma abertura metalinguística, em que Hawke interpreta Baker vivendo Baker num filme, há a recriação da gravação clássica de “My Funny Valentine” em estúdio. O filme acompanha sua luta para superar o vício em drogas e as sequelas de uma briga, que prejudicaram sua técnica, focando-se em sair da rota autodestrutiva para retomar sua carreira no final da década de 1960, quando atingiu novos picos de popularidade. A direção é do canadense Robert Budreau, que já dirigiu um curta sobre a morte de Baker, “The Deaths Of Chet Baker” (2009), e o elenco conta com Carmen Ejogo (“Selma”), Callum Keith Rennie (“Cinquenta Tons de Cinza”), Stephen McHattie (série “The Strain”) e Kevin Hanchard (série “The Expanse”). Exibido nos festivais de Toronto e Tóquio, “Born to Be Blue” chega aos cinemas americanos em 11 de março, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Emma Stone vai viver a irmã de John Kennedy que sofreu lobotomia

    23 de março de 2016 /

    A atriz Emma Stone vai estrelar “Letters From Rosemary”, drama sobre a história da irmã do presidente John Kennedy, Rose Marie “Rosemary” Kennedy, informou o site da revista Variety. Rosemary foi o membro menos conhecido da família Kennedy, que tentou manter seus problemas mentais escondidos da mídia. Ela chegou a ser submetida a uma lobotomia aos 23 anos de idade, mas o procedimento fracassou e a deixou incapacitada. O filme vai abordar o que levou à essa ação radical e as consequências disso. Ainda sem diretor definido, o longa será produzido pela dupla Steve Golin e Doug Wald, vencedores do Oscar 2016 de Melhor Filme por “Spotlight”.

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    Cena de O Desprezo, clássico de Jean-Luc Godard, ilustra o cartaz do Festival de Cannes

    21 de março de 2016 /

    Os organizadores do Festival de Cannes divulgaram o cartaz oficial de sua 69ª edição, que acontece entre os dias 11 e 22 de maio. A imagem que vai representar o festival saiu do filme “O Desprezo” (1963), do mestre da nouvelle vague Jean-Luc Godard e mostra o ator Michel Piccoli subindo uma longa escada no meio do Mediterrâneo. O festival também anunciou que Piccoli (“Habemus Papam”) vai abrir o tapete vermelho desta edição. “É uma escolha simbólica, uma vez que este filme sobre a realização de um filme – considerado por muitos como um dos melhores de todos os tempos em CinemaScope – teve um impacto tão considerável sobre a história do cinema e da cinefilia”. O longa também marcou o encontro da nouvelle vague com Brigitte Bardot (“E Deus Criou a Mulher”). Na trama, Piccoli é um roteirista contratado para escrever uma versão cinematográfica de “A Odisséia”, Bardot é sua esposa entediada, Jack Palance (“Os Brutos Também Amam”) vive o produtor e ninguém menos que o genial Fritz Lang (“Metrópolis”) interpretava o diretor do filme dentro do filme.

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    Playlist: 20 baladas clássicas femininas dos anos 1960

    20 de março de 2016 /

    Da grandiloquência orquestral de “You Don’t Own Me”, de Leslie Gore, trilha da recente campanha da série “Penny Dreadful”, passando por várias composições luxuosas de Burt Bacharach, até chegar à caixinha de música de “Sunday Morning”, que Nico gravou com o Velvet Underground, as 20 baladas abaixo traduzem relacionamentos e ressentimentos em vozes femininas que marcaram os anos 1960. Torch songs, cantadas por gargantas privilegiadas ou balbuciadas por lábios perfeitos, e tão cinematográficas que, vez ou outra, reaparecem em trilhas de cinema. Confira as baladeiras.

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    George Kennedy (1924 – 2016)

    1 de março de 2016 /

    Morreu George Kennedy, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em “Rebeldia Indomável” (1967), que fez quase 100 filmes em seis décadas de carreira e era um dos últimos “durões” clássicos de Hollywood. Ele faleceu no domingo (28/2) em sua casa em Boise, Idaho, aos 91 anos. Segundo o neto do ator, o velho astro havia caído em depressão e ficado debilitado após a morte de sua mulher, Joan McCarthy, em setembro. Nascido em Nova York em 1924, George Kennedy passou a se interessar pelas artes quando se tornou oficial de rádio e televisão das Forças Armadas, durante combates da 2ª Guerra Mundial sob o comando do general George S. Patton – a quem personificou no filme “O Alvo de Quatro Estrelas”, de 1978. Seu primeiro papel foi justamente como sargento do exército na série de comédia “The Phil Silvers Show”, passada num campo militar – apareceu como figurante em 14 episódios, entre 1956 e 1959 – , antes de filmar seu primeiro longa, numa ponta sem créditos de “Spartacus” (1960), e se especializar em viver cowboys durões de filmes e séries. Durante os anos 1960, ele alternou tiroteios televisivos em “Colt .45”, “Cheyenne”, “Laramie”, “Maverick”, “Bat Masterson”, “Couro Cru”, “Paladino do Oeste” (em oito episódios), “Bonanza”, “Daniel Boone”, “Laredo”, “Big Valley”, “Gunsmoke” (sete episódios) e “O Homem de Virgínia” com westerns de tela grande, como “Uma Razão para Viver” (1961), “Sua Última Façanha” (1962), “Shenandoah” (1965) e “Os Filhos de Katie Elder” (1965), trabalhando com grandes diretores e astros do gênero (Kirk Douglas, James Stewart e John Wayne). Desdobrando-se entre malvados e heróis, acabou colecionando clássicos em todos os gêneros, como o homem de mão de gancho que aterroriza Audrey Hepburn em “Charada” (1963), uma vítima das machadadas da psicopata Diane Baker em “Almas Mortas” (1964), um sobrevivente da queda no deserto do avião de “O Vôo do Fênix” (1965) e principalmente como um dos anti-heróis de “Os Doze Condenados” (1967). O filme de Robert Aldrich virou a matriz de um subgênero do cinema de ação que resiste até hoje, como demonstra o vindouro filme de super-heróis “Esquadrão Suicida”. A trama original reunia um grupo de militares americanos, condenados por crimes brutais, que seriam perdoados se tivessem sucesso numa missão suicida contra os nazistas. O elenco, com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jim Brown, Telly Savalas, Clint Walker, Donald Sutherland, Robert Ryan e até John Cassavetes, marcou época, assim como o sucesso da produção, que consolidou Kennedy como um dos grandes durões de Hollywood. Logo em seguida, ele coestrelou “Rebeldia Indomável”, como companheiro de prisão do “indomável” Paul Newman. O papel, que lhe rendeu o Oscar, completou sua transição para o estrelato. Mas, curiosamente, nem isso lhe deu protagonismo na indústria. Kennedy continuou percebido como coadjuvante, embora superasse astros mais famosos na quantidade de personagens moralmente ambíguos e complexos em sua filmografia. As ofertas se multiplicaram após seu Oscar, tornando-o um dos atores de maior evidência do final da década de 1960. Ele fez nada menos que 11 filmes em três anos, conseguindo se destacar ao perseguir Tony Curtis num dos primeiros suspenses sobre psicopatas, “O Homem Que Odiava as Mulheres” (1968), além de marcar presença na aventura “Febre de Cobiça” (1968), no drama “O Homem que Se Condenou” (1970), na comédia “O Mais Bandido dos Bandidos” (1970), no tenso thriller racial “O Xerife da Cidade Explosiva” (1970) e em três bons westerns, como o xerife de “O Preço de um Covarde” (1968), o fora-da-lei bonzinho de “Basta, Eu Sou a Lei” (1969) e o líder de “A Revolta dos Sete Homens” (1969), continuação do clássico “Sete Homens e um Destino” (1960). Com tanta disposição, não demorou para outro sucesso reforçar seu status de coadjuvante de luxo. Como o responsável pela manutenção da pista de “Aeroporto” (1970), enquanto uma avião sequestrado tentava um pouso de emergência em meio a uma nevasca, Kennedy virou o herói da maior bilheteria já conquistada pela Universal Pictures até então. “Aeroporto” rendeu mais três sequências, todas coestreladas pelo ator, intérprete do único personagem fixo da franquia. De quebra, o filme ainda inaugurou o subgênero das produções de desastre, uma das principais manias de Hollywood nos anos 1970. Ele continuou em alta durante os anos 1970, nem sempre com êxito, como na versão musical de “Horizonte Perdido” (1973), saindo-se melhor ao lado de outros durões célebres, como John Wayne, que reencontrou em “Cahill, Xerife do Oeste” (1973), e Clint Eastwood, em “O Último Golpe” (1974) e “Escalado para Morrer” (1975). Até participou de outro disaster movie famoso, “Terremoto” (1975), junto de Charlton Heston. E finalmente conquistou o protagonismo almejado em “Vingador Implacável” (1975), filme ao estilo de “Desejo de Matar” (1974), como um justiceiro que vingava o assassinato de sua família. Mas conforme as continuações de “Aeroporto” perdiam interesse, sua carreira começou a minguar. Seus últimos filmes de prestígio vieram em 1978: “Morte no Nilo”, adaptação do mistério homônimo de Agatha Christie, e “O Alvo de Quatro Estrelas”, em que voltou a encontrar John Cassavetes numa missão da 2ª Guerra Mundial. “Aeroporto 79 – O Concorde” (1979) encerrou a boa fase com um desastre autêntico de crítica e bilheteria. Tão ruim que o subgênero inteiro entrou em colapso e sumiu de cartaz. Apesar de seu sucesso pregresso lhe permitir brincar com sua persona na comédia “Um Romance Moderno” (1981), em que interpretou a si mesmo, a década de 1980 foi terrível para o ator, graças a aparições em bombas como “Bolero – Uma Aventura em Êxtase” (1984), ao lado de Bo Derek, e “Comando Delta” (1986), com Chuck Norris e Lee Marvin. Até que, de uma hora para outra, Kennedy se viu reduzido a coadjuvar em terrores baratos, como “O Navio Assassino” (1980), “Pouco Antes do Amanhecer” (1981), “O Demônio do Espaço” (1988) e “Creepshow 2: Show de Horrores” (1987), homenagem de Stephen King aos quadrinhos de horror, roteirizado pelo mestre George R. Romero (“A Noite dos Mortes-Vivos”). Não por acaso, ele acabou voltando para a televisão, aparecendo em 74 episódios das três últimas temporadas da série “Dallas”, entre 1988 e 1991. No papel de Carter McKay, derradeiro rival de J.R. (Larry Hagman) no negócio petrolífero, ainda participou de dois telefilmes que continuaram a trama, “Dallas: O Retorno de J.R.” (1996) e “Dallas: Guerra dos Ewings” (1998). Ele também deve à TV o resgate de sua carreira cinematográfica. Quando a série de comédia “Police Squad” (1982) ganhou seu primeiro filme em 1988, Kennedy assumiu o personagem vivido por Alan North na televisão. A atração fora criada pelos irmãos David e Jerry Zucker e por Jim Abrahams, responsáveis por “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu” (1980), comédia que inaugurou a mania das paródias cinematográficas, tirando sarro justamente da franquia “Aeroporto”. Mas a série não obteve o menor sucesso, cancelada após seis episódios. Abrahams e os Zuckers não se conformaram e conseguiram convencer o estúdio Paramount de que valia a pena lançar um filme com a mesma premissa. Afinal, após seis anos e apenas seis episódios, o público nem perceberia que se tratava de uma adaptação televisiva. Seria como se fosse outra paródia cinematográfica, desta vez de filmes policiais. Dito e feito, “Corra que a Polícia Vem Aí” (1988) virou um enorme sucesso, ganhando mais duas continuações em 1991 e 1994. De quebra, rendeu aos veteranos Leslie Nielsen e George Kennedy uma nova carreira, como comediantes. Famoso por filmes violentos, o ator passou até a fazer produções infantis, dublando personagens na animação “Gatos Não Sabem Dançar” (1997) e na fantasia “Pequenos Guerreiros” (1998), como um dos soldados diminutos do título. Nos últimos anos, ainda trabalhou com o diretor brasileiro Bruno Barreto, figurando na comédia “Voando Alto” (2003), apareceu no drama “Estrela Solitária” (2005), do alemão Wim Wenders, na comédia “Bastidores de um Casamento” (2011), de Sam Levinson, e no thriller “O Apostador” (2014), de Rupert Wyatt, seu último trabalho, no qual atuou de cadeira de rodas, como um homem muito doente. Kennedy publicou seu livro de memórias em 2011, em que tratou não apenas da carreira cinematográfica, mas de problemas pessoais, como a prisão de sua filha por drogas, o que o levou a adotar e criar a própria neta. Além dela, ele adotou mais três crianças com sua quarta e última esposa, cuja morte representou um baque insuperável. Após enfrentar inúmeros nazistas, travar incontáveis duelos, salvar aviões e matar de rir, ele encarou com menos vontade sua derradeira luta. Mas permanecerá no inconsciente coletivo como um dos maiores durões do cinema, que enfrentava qualquer adversidade com um sorriso amplo, brilhante e inconquistável. Tão icônico que se tornou muito maior que seus papeis de coadjuvante.

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  • Etc,  Filme

    Douglas Slocombe (1913 – 2016)

    23 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.

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  • Música

    Vida do produtor de shows de rock Bill Graham vai virar filme

    19 de fevereiro de 2016 /

    A vida do lendário produtor de shows de rock Bill Graham vai virar filme. Sua biografia “Bill Graham Apresenta: Minha Dentro e Fora do Rock” foi adquirida pelo diretor-produtor Shawn Levy (da franquia “Uma Noite no Museu”) para o estúdio 20th Century Fox. Nascido Wulf Wolodia Gajonca, em uma família judia na Alemanha pré-nazista, ele foi colocado em um orfanato para escapar do Holocausto e acabou seguindo para os Estados Unidos – suas quatro irmãs e a mãe morreram em Auschwitz. O sobrenome Graham foi escolhido ao acaso usando uma lista telefônica. Não foi a única guerra a que ele sobreviveu. Graham foi convocado para lutar pelo exército americano na Guerra da Coreia, voltando condecorado para San Francisco no começo dos anos 1960, onde acompanhou o surgimento da psicodelia e começou a produzir shows e espetáculos, administrando a famosa casa de espetáculos Fillmore e, posteriormente, Fillmore East, em Nova York. Graham produziu shows de ícones do rock como Grateful Dead, Jefferson Airplane, Big Brother and the Holding Company (com a cantora Janis Joplin), The Doors, Jimi Hendrix Experience, The Byrds, The Who, Cream e Led Zeppelin. Ele ainda chegou a fundar o próprio selo, o Fillmore Records, e, durante os anos 1980, foi um dos produtores do Human Rights Now!, série de shows beneficentes para arrecadar fundos para a Anistia Internacional. Quando estava voltando de um show de Huey Lewis and the News, em 1991, o helicóptero em que stava com a namorada se chocou contra uma torre de alta tensão. Na ocasião, ele já estava trabalhando em sua biografia junto com Robert Greenfield, escritor e jornalista da revista Rolling Stone, que foi publicada postumamente.

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  • Filme

    Octavia Spencer e Taraji P. Henson vão estrelar filme sobre cientistas negras da NASA

    19 de fevereiro de 2016 /

    As atrizes Octavia Spencer (vencedora do Oscar por “Histórias Cruzadas”) e Taraji P. Henson (série “Empire”) vão estrelar o drama de época “Hidden Figures”, sobre a história verídica de um grupo de cientistas negras da NASA, informou o site The Hollywood Reporter. Dirigido por Ted Melfi (“Um Santo Vizinho”), o filme mais mostrar como o brilhantismo dessas mulheres ajudou a NASA a atingir sucesso em suas primeiras missões espaciais. Mas, além de lidar com matemática, as personagens vividas por Spencer e Henson também precisaram enfrentar uma dupla discriminação na metade do século 20: sexual e racial. A trama é baseada num livro ainda inédito de Margot Lee Shetterly, adaptada com roteiro de Allison Schroeder (“Meninas Malvadas 2”). O estúdio Fox 2000 está planejando o lançamento para 13 de janeiro de 2017, para coincidir com o feriado americano dedicado a Martin Luther King.

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  • Filme

    Saoirse Ronan vai estrelar nova adaptação do escritor de Desejo e Reparação

    17 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Saoirse Ronan, indicada ao Oscar 2016 por seu papel no drama “Brooklyn”, vai estrelar um novo romance de época. De acordo com o site Variety, ela será a protagonista de “On Chesil Beach”, adaptação do romance “Na Praia”, de Ian McEwan. Será a segunda vez que Saoirse filma um drama baseado na obra de McEwan. A anterior foi “Desejo e Reparação” (2007), que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como Atriz Coadjuvante, aos 13 anos de idade. “On Chesil Beach” se passa em 1962 e acompanha Florence, uma jovem e talentosa violinista, que sonha com uma carreira profissional e uma vida perfeita ao lado de Edward, um jovem estudante de História. O livro aborda temas como medo e mostra como os equívocos podem moldar o resto das nossas vidas. Dirigido por Dominic Cooke (minissérie “The Hollow Crown”), o filme começará a ser rodado ainda esse ano, mas ainda não tem previsão de lançamento. Saoirse Ronan também será vista em breve nos dramas “Loving Vincent”, cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh, “A Gaivota”, adaptação da peça de Anton Chekhov, e na comédia “Lady Bird”, escrita e dirigida pela atriz Greta Gerwig (“Frances Ha”), todos ainda sem previsão de lançamento.

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  • Música

    Filme australiano Música da Alma vai virar série animada

    6 de fevereiro de 2016 /

    O sucesso australiano “The Sapphires” vai virar série animada, informou o site da revista Variety. Lançado direto em DVD no Brasil, com o título de “Música da Alma”, o filme contava a improvável história de um grupo vocal feminino formado por garotas aborígenes em 1968, que são levadas por seu empresário a entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã. Estreia do diretor Wayne Blair, a produção original varreu as premiações do cinema australiano em 2013, vencendo praticamente tudo o que disputou – foram uma dúzia de troféus da Academia Australiana de Cinema, incluindo Melhor Filme. O filme já era uma adaptação, baseada numa peça de teatro musical de Tony Briggs, que estreou em Melbourne em 2004. A animação terá supervisão de Briggs e do roteirista Keith Thompson, responsável pela adaptação cinematográfica, e será voltada para crianças. A história vai seguir quatro meninas aborígenes através de aventuras musicais em uma pequena cidade australiana. Ainda não há previsão para a estreia do desenho.

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