Novo presidente da Academia é diretor de fotografia que nunca foi indicado ao Oscar
O veterano diretor de fotografia John Bailey foi eleito para substituir Cheryl Boone Isaacs na presidência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ele irá comandar a organização responsável pela cerimônia do Oscar durante um ano. Bailey nunca foi indicado para concorrer ao Oscar, mas recebeu uma homenagem pela carreira da Sociedade Americana dos Cinematógrafos, em 2015. Prestes a completar 75 anos, ele trabalhou como diretor de fotografia em produções conhecidas e premiadas pela Academia, como “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “Feitiço do Tempo” (1993), “Melhor É Impossível” (1997), “Quatro Amigas e um Jean Viajante” (2004) e “Ele Não Está Tão a Fim de Você” (2009). Seu filme mais recente é o fraco “Como se Tornar um Conquistador”, lançado há duas semanas no Brasil. Ele também participava do comitê da Academia há 14 anos, ocupando atualmente a vice-presidência da instituição. Por sinal, os novos vice-presidentes serão: o maquiador Lois Burwell, a produtora Kathleen Kennedy, que é chefe da Lucasfilm, o editor musical Michael Tronick e a produtora Nancy Utley, presidente da Fox Searchlight. Cheryl Boone Isaacs deixará o cargo após quatro anos, o máximo permitido pelo regulamento. Ela foi a primeira mulher negra a presidir a Academia, e a terceira mulher a liderar a organização. A primeira foi a atriz Bette Davis, em 1941, seguida por Fay Kanin, entre 1979 e 1983. Seu substituto representa a Hollywood masculina, branca e idosa que o mandato de Isaacs buscou superar, abrindo filiações para mais mulheres, jovens e representantes de diferentes raças.
Anima Mundi premia curta francês de stop motion
A 25ª edição do festival de animação Anima Mundi anunciou, na noite de domingo (23/4), os curtas vencedores de suas mostras competitivas, que reuniram 182 produções durante a realização do evento no Rio de Janeiro. O filme francês “Negative Space”, de Ru Kuwahata e Max Porter, foi o vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi, o que garante à produção uma vaga no Oscar em 2018, além do prêmio de R$ 15 mil. O curta-metragem foi eleito pelo júri e pelos diretores do festival Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, e também venceu o troféu de Melhor Técnica de Animação. Realizado em stop motion, “Negative Space” é uma adaptação do poema homônimo, de Ron Koertge, e centrado no relacionamento entre pai e filho, que têm como maior elo um hábito específico: a arte de arrumar malas para viagens de trabalho. Já o público elegeu a produção inglesa “Mr. Madila”, de Rory Waudby-Tolley, como Melhor Curta e Melhor Curta de Estudante. O filme brasileiro mais premiado foi “Sob o Véu da Vida Oceânica”, de Quico Meirelles: Melhor Curta Brasileiro e vencedor do Troféu Canal Brasil, que lhe assegura exibição na TV. Por fim, o americano “Chocante”, de Hee Won Ahn, foi eleito o Melhor Curta Infantil. A premiação dos melhores longas-metragens só se dará após a realização do evento em São Paulo, onde o Anima Mundi acontece de 26 e 30 de julho. Os vencedores virão da média da votação do público carioca e paulista do festival. Confira abaixo a lista completa dos curtas premiados. Vencedores do Anima Mundi 2017 Prêmios do Júri Grande Prêmio Anima Mundi “Negative Space”, de Ru Kuwahata e Max Porter (França) Melhor Roteiro “Surpresa”, de Paulo Patrício (Portugal) Melhor Concepção Sonora “O Vento nos Juncos”, de Nicolas Liguori, Arnaud Demuynck. (França, Bélgica, Suíça) Melhor Direção de Arte “Chika, o Cachorro no Gueto’, de Markus Kaatsch (Alemanha) Melhor Técnica de Animação “Negative Space”, de Ru Kuwahata e Max Porter (França) Prêmio Galeria “Rhizome”, de Boris Labbé (França) Melhor Filme de Encomenda “Modern Love”, de Marie-Margaux Tsakiri-Scanatovits, Dave Prosser e Daniel Chester (Reino Unido) Prêmio Canal Brasil “Sob O Véu da Vida Oceânica”, de Quico Meirelles. Prêmios do Público Melhor Curta “Mr. Madila”, de Rory Waudby-Tolley (Reino Unido) Melhor Curta Brasileiro “Sob o Véu da Vida Oceânica”, de Quico Meirelles Melhor Curta Infantil “Chocante”, de Hee Won Ahn (EUA) Melhor Curta de Estudante “Mr. Madila”, de Rory Wauddy-Tolley (Reino Unido)
Rodrigo Santoro e Kleber Mendonça Filho estão entre os brasileiros que vão votar no Oscar 2018
O ator Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”) e os diretores Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”), Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”), Nelson Pereira dos Santos (“A Música Segundo Tom Jobim”) e Walter Carvalho (“Brincante”) tornaram-se membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Os brasileiros integraram uma lista de 744 profissionais de cinema convidados a integrar o seleto clube dos eleitores do Oscar nesta semana. O número de convidados é recorde. Representa quase 100 pessoas a mais que no último ano, mostrando que a Academia continua sua política de renovação de quadros em busca de maior diversidade em sua premiação. Do total de novos integrantes, 39% são mulheres (aumento de 11% em relação a 2016) e 30% negros. Segundo dados da própria Academia, o número de negros convidados a votar no Oscar subiu 331% de 2015 a 2017. No mesmo período, a quantidade de mulheres aumentou 369%. A busca por maior diversidade entre os eleitores do Oscar foi consequência de protestos contundentes, após dois anos consecutivos da premiação ignorarem artistas negros, que nem sequer foram indicados em categorias de atuação em 2015 e 2016. A situação mudou radicalmente após estes protestos, resultando neste ano num Oscar de Melhor Filme para “Moonlight”, drama escrito, dirigido e estrelado por negros. A lista de convidados inclui profissionais de 57 países, mas boa parte já trabalha em Hollywood, como o próprio Santoro, a israelense Gal Gadot (“Mulher Maravilha”), o australiano Chris Hemsworth (“Thor”), o irlandês Domhnall Gleeson (“O Regresso”), a sueca Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Secreta”), a italiana Monica Bellucci (“007 Contra Spectre”), a indiana Priyanka Chopra (“Baywatch”), o indiano Irrfan Khan (“O Espetacular Homem-Aranha”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”), a francesa Charlotte Gainsbourg (“Independence Day: O Ressurgimento”), a japonesa Rinko Kikuchi (“Círculo de Fogo”), o croata Rade Šerbedžija (“Busca Implacável 2”), a espanhola Paz Vega (“O Mensageiro”), o chinês Donnie Yen (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e o inglês Riz Ahmed (“O Abutre”). Além deles, também foram convocados a integrar a Academia os atores Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”), Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Elizabeth Olsen (“Capitão América: Guerra Civil”), Kristen Stewart (“Personal Shopper”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”), Channing Tatum (“Magic Mike”), Zachary Quinto (“Star Trek”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”), Naomie Harris (“Moonlight”), Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield 10”), Ruth Negga (“Warcraft”), Justin Timberlake (“Trolls”), Zoë Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Amanda Seyfried (“Os Miseráveis”), Hailee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”), B.D. Wong (“Jurassic World”), Shailene Woodley (“A Culpa É das Estrelas”), Elle Fanning (“Demônio de Neon”) e até a veterana Betty White (“Você de Novo”), de 94 anos de idade, entre outros. A lista dos diretores é que guarda as maiores surpresas, incluindo o campeão das longa-metragens, o filipino Lav Diaz, responsável por alguns dos filmes mais longos de todos os tempos. Outros convidados incluem o argentino Pablo Trapero (“O Clã”), o australiano Garth Davis (“Lion”), o chinês Johnnie To (“Eleição”), a chinesa Ann Hui (“Neve de Verão”), a francesa Emmanuelle Bercot (“De Cabeça Erguida”), o alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), o português Pedro Costa (“Cavalo Dinheiro”), a grega Athina Rachel Tsangari (“Attenberg”), o iraniano Mohammad Rasoulof (“Manuscritos Não Queimam”), o mexicano Amat Escalante (“Heli”), o japonês Takashi Miike (“13 Assassinos”), o filipino Brillante Mendoza (“Lola”), o sul-coreano Kim Ki-duk (“Pietá”), o chileno psicodélico Alejandro Jodorowsky (“A Dança da Realidade”), o inglês Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e os americanos Jordan Peele (“Corra!”), Derek Ciafrance (“A Luz Entre Oceanos”), David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e os irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”) A premiação do Oscar 2018 será entregue no dia 4 de março, em Los Angeles.
Oscar muda regras para animação e documentário, após vitória de série de TV
A vitória de “O.J.: Made in America” no Oscar 2017 fez a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas alterar as regras do Oscar 2018, deixando claro que produções seriadas não podem concorrer ao prêmio de Melhor Documentário. “O.J.: Made in America” foi uma produção do canal pago ESPN, exibida de forma episódica na TV americana, que acabou considerada para a premiação por ter sido exibida em festivais de cinema. A premiação, inclusive, animou outros canais a investirem em séries documentais. Mas a mudança da Academia impedirá qualquer outra produção do gênero de concorrer novamente. Graças a isso, “O.J.: Made in America” entra para a História como a única série consagrada com um Oscar em todos os tempos. O veto também vai recair sobre todos documentários exibidos na TV ou lançados em DVD antes de uma rodada de classificação nos cinemas. Outra mudança significativa é a ampliação do voto na categoria de Melhor Animação. Anteriormente decidida por um nicho de profissionais do gênero, agora a eleição estará aberta a todos os membros da Academia. A animação “Zootopia: Essa Cidade É o Bicho” foi a vencedora da categoria neste ano. Também foi proibido que membros da Academia participem de almoços ou jantares para um filme que concorre ao Oscar que não tenha uma exibição do filme. Em comunicado, a organização do Oscar 2018 informou que as novas regras são parte do “esforço contínuo para chamar a atenção para a questão de campanhas excessivas e manter a atenção nos filmes em si”.
Academia vai manter empresa responsável por confusão no Oscar 2017
O conselho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos decidiu manter os serviços da empresa de contabilidade e auditoria PwC (PricewaterhouseCoopers), que foi responsável pela maior gafe da história do Oscar: a troca de envelopes que resultou no anúncio do vencedor errado como Melhor Filme na cerimônia de 2017. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o conselho se reuniu na noite de terça-feira (28/3), em Beverly Hills, por seis horas para tomar sua decisão. Na ocasião, o presidente da divisão americana da PwC, Tim Ryan, se desculpou novamente pela confusão, em nome dos consultores Brian Cullinan e Martha Ruiz, que estavam no palco da festa e foram os responsáveis diretos pelo erro. Em um email enviado aos membros da Academia nesta quarta-feira, a presidente Cheryl Boone Isaacs lembrou que a empresa está a 83 anos a serviço do Oscar e que apresentou propostas de melhoria na segurança e nos protocolos da operação para as próximas cerimônias. “Por isso, o conselho decidiu continuar o trabalho com a PwC.” A decisão não agradou a todos os membros. A diretora executiva da Academia, Dawn Hudson, afirmou que descobriu que Cullinan havia usado seu celular ao trabalhar em cerimônias de anos anteriores e o orientou a não fazer a mesma coisa neste ano. Ele a desobedeceu e publicou várias fotos da festa de 2017, uma delas, inclusive, de Emma Stone, poucos minutos antes de entregar o envelope errado aos apresentadores. Brian Cullinan e Martha Ruiz não voltarão ao Oscar. Entre as novas medidas de segurança prometidas pela PwC, estão a volta de Rick Rosas para a entrega dos envelopes – ele teve essa função entre 2002 e 2013 – e o próprio presidente Tim Ryan servirá como supervisor de todo o trabalho. Além disso, um terceiro consultor da empresa vai ficar na sala de controle da cerimônia para garantir que, caso haja algum erro nas festas futuras, ele seja corrigido mais rapidamente.
Contadores que entregaram envelope errado são banidos do Oscar
A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, anunciou que os dois contadores envolvidos na maior gafe já cometida pelo Oscar, que levou “La La Land” a ser anunciado por engano como Melhor Filme em vez de “Moonlight” no Oscar 2017, não irão trabalhar no evento novamente. Cheryl Boone Isaacs quebrou o silêncio dois dias após a confusão e apontou a dupla responsável pela segurança dos envelopes, Brian Cullinan e Martha Ruiz, como os verdadeiros culpados pela atrapalhada histórica. Mas, segundo a agência Associated Press, evitou fazer críticas a PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa que há oito décadas é encarregada da auditoria do prêmio. Por sua vez, a PwC assumiu a culpa pelo erro e divulgou dois pedidos de desculpas pelo ocorrido, citando nominalmente Cullinan no segundo. Ele havia publicado uma foto da atriz Emma Stone no Twitter antes de entregar o envelope errado na premiação do Melhor Filme e tuitou bastante durante toda a noite, o que pode ter contribuído para sua desatenção. A PwC também apontou responsabilidade de Ruiz por não ter agido imediatamente quando percebeu o erro. Apesar disso, os dois não perderão seus empregos. Apenas deixarão de fazer parte da equipe que a companhia destina ao Oscar, de acordo com o jornal Los Angeles Times.
Trump define Oscar 2017 como triste, por se focar tanto em política a ponto de descuidar do básico
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que a obsessão de Hollywood por ele próprio foi responsável pela gafe do Oscar 2017. Segundo ele, a organização “focou tanto na política” que se descuidou de aspectos-chave da cerimônia. “Acho que estavam tão focados na política que não conseguiram colocar a cerimônia em ordem no final”, afirmou Trump em entrevista ao site conservador Breitbart News. “Foi um pouco triste, tirou um pouco do glamour do Oscar, não parecia uma noite muito glamourosa. Já estive no Oscar, tinha algo muito especial faltando, e terminar daquele jeito foi triste”, completou. A cerimônia foi pontuada do início ao fim por ironias e críticas ao presidente americano, que tem poucos admiradores na indústria do cinema. “Temos que agradecer ao presidente Trump. Lembram no ano passado, quando diziam que o Oscar era racista? Isso ficou no passado graças a ele”, ironizou o apresentador Jimmy Kimmel, referindo-se aos dois anos muito criticados da premiação por ter apenas brancos indicados nas categorias principais. Durante a premiação, Kimmel também tentou tuitar para Trump, para ver se ele respondia ao vivo. Entretanto, no momento do anúncio do prêmio de Melhor Filme, um envelope errado foi entregue aos apresentadores, que anunciaram “La La Land” como vencedor. Só depois de dois discursos é que se descobriu que o vencedor era outro: “Moonlight”. No texto que acompanha as declarações de Trump, o site Breibart acrescentou: “Agora, o presidente ri por último, enquanto bate em Hollywood por sua falha épica.”
Academia pede desculpas oficiais pela gafe do Oscar 2017
Após a gafe histórica do Oscar 2017, que levou “La La Land” a ser anunciado por engano como Melhor Filme em vez de “Moonlight”, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pediu oficialmente desculpas na noite de segunda-feira (27/2), anunciando que tomará medidas para manter a integridade da premiação. “Lamentamos profundamente os erros que foram cometidos durante a apresentação da categoria Melhor Filme”, disse a Academia por meio de comunicado divulgado no site Medium e linkado no Twitter. “Pedimos desculpas a todo o elenco e a toda equipe de ‘La La Land’ e ‘Moonlight’, cujas experiências foram profundamente alteradas por esse erro […] Para todos os envolvidos – incluindo os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway, os cineastas e nossos fãs no mundo todo – pedimos perdão”, prossegue o texto. A consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), encarregada de receber, contabilizar e zelar pelos resultados do Oscar, já havia se desculpado horas depois da cerimônia pelo erro e também emitiu um novo comunicado na segunda explicando o que aconteceu. Em vez do envelope com o filme vencedor, o funcionário da empresa presente na cerimônia entregou a Warren Beatty um cópia do envelope que continha o nome de Emma Stone, premiada como Melhor Atriz por “La La Land”. Já nos bastidores, Emma Stone disse que não entendia como algo assim podia acontecer, pois ela tinha ficado com o envelope, dado pelo colega Leonardo DiCaprio depois de anunciar seu Oscar. Mas a PwC mantém dois envelopes idênticos para conferência de cada prêmio, e a cópia do seu envelope foi fornecida aos apresentadores da categoria final, em vez do conteúdo correto. A Academia observou que nos últimos 83 anos encomendou à Pwc a gestão dos resultados e lembrou que a consultoria assumiu a “responsabilidade total pelas quebras dos protocolos”. “Passamos a última noite e o dia de hoje investigando as circunstâncias [do erro] e determinaremos quais ações serão apropriadas no futuro. Estamos comprometidos com a defesa da integridade do Oscar e da Academia”, conclui o comunicado. Leia abaixo o comunicado na íntegra: “Lamentamos profundamente os erros cometidos durante a apresentação da categoria de Melhor Filme durante a cerimônia do Oscar de ontem à noite. Pedimos desculpas a todo o elenco e equipe de ‘La La Land’ e ‘Moonlight’ cuja experiência foi profundamente alterada por esse erro. Saudamos a tremenda graça que exibiram sob as circunstâncias. Para todos os envolvidos – incluindo os nossos apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway, os cineastas, e os nossos fãs assistindo no mundo inteiro – pedimos desculpas. Nos últimos 83 anos, a Academia confiou à PwC o tratamento do processo crítico de tabulação, incluindo a entrega precisa dos resultados. A PwC assumiu total responsabilidade pelas quebras dos protocolos estabelecidos que ocorreram durante a cerimônia. Passamos a noite passada e hoje investigamos as circunstâncias e determinaremos quais ações são apropriadas para o futuro. Estamos firmemente empenhados em defender a integridade do Oscar e da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.”
Relembre cinco vezes em que o Oscar constrangeu seus vencedores
O desfecho do Oscar 2017 vai entrar para a História, graças ao erro no anúncio do vencedor. Mas não foi a primeira vez que a empresa de auditoria responsável pelos envelopes entregou o conteúdo errado para um apresentador. E isto nem foi o pior que já aconteceu. Relembre a seguir cinco momentos em que o Oscar causou constrangimento em seus vencedores. 1. Me deram o envelope errado Cinco décadas atrás, o cantor Sammy Davis Jr. se viu na mesma saia justa de Warren Beatty. Mas sua experiência nos palcos de Las Vegas veio bem a calhar, ajudando-o a lidar com a confusão com muito bom humor. Veja abaixo como ele se livrou do constrangimento de anunciar um vencedor que não estava concorrendo na categoria de Melhor Canção de 1964. A propósito, as risadas nervosas que ele provoca ao dizer “Me deram o envelope errado. Esperem até o NAACP saber disso” reflete as tensões raciais da época. NAACP é uma das mais antigas entidades de defesa dos direitos civis dos negros nos EUA. 2. Venha aqui, Frank Mas muitas gafes famosas não foram preservadas para a posteridade, por terem acontecido antes da invenção da televisão. Mesmo assim, fazem parte do folclore do Oscar. Uma das trapalhadas mais antigas aconteceu na 6ª edição da premiação em 1934, quando o ator, cantor e cowboy Will Rogers anunciou o prêmio de melhor diretor com as seguintes palavras: “Venha aqui pegá-la, Frank!”, inspirando Frank Capra, diretor do clássico “Dama por um Dia”, correr para o palco, apenas para descobrir que o vencedor era Frank Lloyd, por “Cavalgada”. Posteriormente, Capra descreveu a experiência como “a mais longa, triste e arrasadora caminhada de minha vida”. Detalhe: no ano seguinte, ele venceu realmente a premiação com um de seus filmes mais famosos, “Aconteceu Naquela Noite”. 3. Spencer “Dick” Tracy Em 1938, o ator Spencer Tracy ganhou o prêmio de Melhor Ator pelo filme “Marujo Intrépido”, mas teve que receber uma segunda estatueta. A que lhe entregaram no dia da cerimônia veio com o nome Dick Tracy gravado, como o famoso personagem de quadrinhos – por coincidência, vivido por Warren Beatty no cinema. 4. Assalto ao vivo A atriz Alice Brady decidiu não comparecer à premiação em 1938, e a estatueta que deveria receber como Melhor Atriz Coadjuvante por “No Velho Chicago” foi entregue a um homem desconhecido, que subiu ao palco como seu representante. O troféu e o homem jamais foram vistos novamente. A atriz morreu antes que a Academia pudesse encomendar uma nova estatueta para ela, aos 46 anos em 1939. 5. Amadeus! Em 1985, a confusão também aconteceu em meio ao anúncio do Melhor Filme. Jack Lemmon caprichou tanto nos elogios para introduzir Laurence Olivier, que o veterano o ator britânico se empolgou em agradecimentos, esquecendo simplesmente de anunciar os nomes dos indicados na categoria. Em vez disso, ele disse direito o resultado: “Amadeus!” Confira o burburinho que a situação rendeu no vídeo abaixo.
Envelope que originou gafe no Oscar 2017 não veio de Emma Stone
A atriz Emma Stone não foi responsável pela gafe no anúncio do vencedor do Oscar 2017. Os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway receberam um envelope que premiava Stone como Melhor Atriz e, na dúvida, Dunaway anunciou o título do filme que estava impresso junto do nome dela. Mas logo os produtores de “La La Land” e os organizadores da cerimônia perceberam que o filme errado tinha sido anunciado. O vencedor era, na verdade, “Moonlight”. Questionada sobre como seu envelope foi parar na mão de Beatty, Stone jurou que jamais o largou. “Eu fiquei segurando meu envelope de Melhor Atriz o tempo inteiro”, disse ela, segundo Josh Dickley, editor do site Mashable. “Não sei o que aconteceu… só queria contar para vocês primeiro.” Para comprovar o que ela disse, fotos mostram Stone nos bastidores da cerimônia com seu Oscar na mão e o envelope debaixo do braço. O tempo todo. Então, o que aconteceu? Pode ter sido a ação dos espiões russos, denunciados pela comediante Wanda Sykes no Twitter. Mas o mais provável foi um erro dos próprios representantes da empresa de auditora PricewaterhouseCoopers. Eles são os responsáveis por guardar e distribuir os envelopes, dois para cada categoria. Sim, por medida de segurança, há sempre dois envelopes com os resultados para cada categoria. O objetivo é que os auditores possam socorrer os apresentadores caso aconteça algo errado. E foi possível ver pelo menos um deles invadir o palco durante o anúncio equivocado. A PwC já assumiu sua culpa no caso, via comunicado, mas não esclareceu o que realmente aconteceu. No texto, afirmou que faria uma investigação para descobrir o que deu errado. Aparentemente, um de seus funcionários entregou o envelope reserva com a vitória de Emma Stone para os apresentadores.
Confira as 10 atrizes mais elegantes do Oscar 2017
E o “Oscar fashion” das atrizes mais elegantes do tapete vermelho da premiação da Academia vai para… Brie Larson com vestido Oscar de la Renta. Charlize Theron com vestido Dior. Emma Stone com vestido Givenchy. Halle Berry com vestido Versace Jessica Biel com vestido Kaufman Franco Kirsten Dunst com vestido Dior. Nicole Kidman com vestido Armani Privé. Ruth Negga com vestido Valentino. Taraji P. Henson com vestido Alberta Ferretti. Viola Davis com vestido Armani Privé.
Oscar 2017 exibiu foto de produtora viva na seção In Memoriam
A gafe na entrega do Oscar de Melhor Filme – anunciada por engano a “La La Land” antes de chegar às mãos da equipe de “Moonlight”, o verdadeiro vencedor – não foi a única trapalhada da cerimônia realizada no domingo (26/2). A produtora australiana Jan Chapman disse à imprensa americana que ficou “devastada” ao ver uma foto sua no segmento “In Memoriam”, que homenageou profissionais do cinema mortos em 2016. “Estou viva, bem e continuo ativa”, afirmou a australiana em um e-mail enviado à revista Variety. A imagem de Chapman foi usada para ilustrar o tributo a Janet Patterson, figurinista também australiana, que morreu em outubro do ano passado. O nome e a ocupação da homenageada estavam corretos, mas a foto mostrada era, na verdade, de Chapman, segundo a própria produtora. As duas trabalharam juntas em “O Piano” (1993), filme pelo qual Patterson foi indicada ao Oscar em 1994 – ela também concorreu outras três vezes, por “Retratos de uma Mulher” (1996), “Oscar e Lucinda” (1997) e “O Brilho de uma Paixão” (2009). “Eu fiquei devastada com o uso da minha foto no lugar da minha grande amiga e colaboradora de longa data Janet Patterson”, disse Chapman à Variety. “Eu pedi para a agência dela checar qualquer fotografia que pudesse ser usada e soube que a Academia disse a eles que estava tudo certo. Janet foi uma grande beleza, quatro vezes indicada ao Oscar, e é decepcionante que esse erro não tenha sido notado.” A produtora é uma das mais reconhecidas da Austrália e continua ativa, como demonstram os sucessos internacionais do terror “O Babadook” (2014) e o drama “The Daughter” (2015). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que promove o Oscar, ainda não comentou o caso. A sessão “In Memoriam” provocou muitos protestos por ter deixado de fora vários artistas importantes, como Robert Vaughn (“Sete Homens e um Destino”) e Garry Shandling (“De que Planeta Você Veio?”), sem falar de Bill Paxton (“Aliens, o Resgate”), morto na véspera, apesar da música ter sido bem mais longa que a projeção da imagens dos homenageados. O tributo foi acompanhado por uma apresentação de “Both Sides Now”, de Joni Mitchell, interpretada pela cantora americana Sara Bareilles.
Filme de Michael Bay tem indicado barrado no Oscar 2017 na véspera da premiação
Um dia antes da premiação do Oscar 2017, a Academia de Artes e Ciências Cinetográficas anunciou a desclassificação de um indicado na categoria de Melhor Mixagem de Som, por “13 Horas: Os Soldados Secretos de Bengazhi”, filme de guerra dirigido por Michael Bay (“Transformers”). Segundo comunicado emitido pela instituição, o motivo foram violações das regras de campanha. O site da revista Variety apurou que um técnico de som indicado ao Oscar pelo filme, Greg P. Russell, teria telefonado para colegas que são eleitores da categoria durante a fase de indicações, para que eles soubessem do trabalho dele em “13 Horas”, o que viola as regras que impedem o lobby via ligações telefônicas. A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, afirmou que todo o processo de votação é levado muito a sério para proteger a integridade da festa. O filme de Michael Bay tinha conseguido indicação apenas nesta categoria. Mas a desclassificação de Russell, que já concorreu ao Oscar 15 vezes, não tira a produção da competição, pois o filme tem mais de um técnico indicado. Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth representarão o longa na disputa do troféu de Melhor Mixagem de Som com os técnicos de “La La Land”, “A Chegada”, “Até o Último Homem” e “Rogue One: Uma História Star Wars”. A premiação do Oscar 2017 acontece neste domingo (26/2) em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.











