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  • Filme

    Nathalie Baye, estrela do cinema francês, morre aos 77 anos

    18 de abril de 2026 /

    Vencedora de quatro prêmios César faleceu em Paris em decorrência de doença neurodegenerativa que afeta o cérebro

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  • Filme

    Jean-Francois Stévenin (1944–2021)

    28 de julho de 2021 /

    O ator francês Jean-Francois Stévenin morreu nesta quarta (28/7) aos 77 anos, de causa não divulgada. Segundo informou seu filho, ele estava internado num hospital há alguns dias. Stévenin começou a carreira na virada dos anos 1970 trabalhando em clássicos da nouvelle vague, a maioria dirigidos por François Truffaut, como “O Garoto Selvagem” (1970), “Uma Jovem tão Bela Quanto Eu” (1972), “A Noite Americana” (1973) e “Na Idade da Inocência” (1976). Também filmou com Jacques Rivette obras icônicas como “Não me Toque” (1971), “Out 1: Spectre” (1972) e “Um Passeio por Paris” (1981). A experiência com os gênios a nouvelle vague o inspirou a se aventurar atrás das câmeras. Ele dirigiu três longas de forma bastante espaçada: “Passe Montagne” (1978), “Doubles Messieurs” (1986) e “Mischka” (2002). Todos se tornaram cultuados. A partir dos anos 1980, ele se tornou um coadjuvante bastante requisitado, estrelando muitos filmes franceses populares, que lhe garantiram uma carreira longeva. Entre os trabalhos mais marcantes de sua filmografia, destacam-se ainda “Um Quarto na Cidade” (1982), de Jacques Demy, “Meu Marido de Batom” (1986), de Bertrand Blier, “O Pacto dos Lobos” (2001), de Christophe Gans, e “Uma Passagem para a Vida” (2002), de Patrice Leconte, sem esquecer seu trabalho com o americano Jim Jarmusch em “Os Limites do Controle” (2006). Requisitadíssimo até o final da vida, ele deixa três filmes inéditos no circuito comercial, incluindo “Entre Nous”, que teve première no recente Festival de Cannes.

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  • Etc,  Filme

    Valentina Cortese (1923 – 2019)

    10 de julho de 2019 /

    Valentina Cortese, atriz italiana indicada ao Oscar por sua interpretação em “A Noite Americana” (1973), clássico de François Truffaut, morreu nesta quarta (10/7) em Milão, aos 96 anos. Nascida em Milão em 1923, Cortese foi uma das principais “mocinhas” do cinema italiano dos anos 1940, lançada à fama com o papel de Lisabetta em “A Farsa Trágica” (1942), de Alessandro Blasetti. Ela fez nada menos que 26 filmes em sua primeira década de atividade, boa parte deles aventuras de capa e espada, conquistando aclamação para além das fronteiras nacionais ao interpretar tanto Fantine quanto Cosette na versão italiana de “Os Miseráveis”, lançada como dois filmes diferentes em 1948. A repercussão rendeu um contrato com a 20th Century Fox, que a lançou nos Estados Unidos no clássico noir “Mercado de Ladrões” (1949), de Jules Dassin. Fez vários filmes americanos, entre eles “Terrível Suspeita” (1951), de Robert Wise, e “A Condessa Descalça” (1954), de Joseph L. Mankiewicz. Mas a ironia é que Hollywood a tornou ainda mais popular na Europa, o que a levou de volta à Itália. Em seu retorno triunfal, a atriz passou a trabalhar com os grandes mestres do cinema italiano. Os convites não eram mais para papéis de donzelas em aventuras ligeiras, mas para participar de obras dos mais variados gêneros, do drama ao terror, a maioria cultuadíssima, como “As Amigas” (1955), de Michelangelo Antonioni, “Olhos Diabólicos” (1963), de Mario Bava, “Julieta dos Espíritos” (1965), de Federico Fellini, e “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, A atriz ainda participou de filmagens americanas na Itália, como “Barrabás” (1961), passado na Roma antiga, o drama “A Visita” (1964) e o filme de guerra “O Segredo de Santa Vitória” (1969). E trabalhou em produções inglesas, francesas, alemãs, espanholas, etc, como “Onde o Mundo Acaba” (1956), de Luis García Berlanga, “O Assassinato de Trotsky” (1972), de Joseph Losey, e “O Primeiro Amor” (1970), de Maximilian Schell. O papel de Severine, uma estrela de cinema envelhecida e alcoólatra, no clássico francês “A Noite Americana” (1973), de Truffaut, foi um dos pontos mais altos de sua carreira. Além da indicação ao Oscar, o trabalho lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro e o prêmio de Melhor Atriz da BAFTA, a Academia britânica. Ela ainda contracenou com Paul Newman no filme norte-americano de desastre “O Dia em que o Mundo Acabou” (1980) e foi dirigida pelo inglês Terry Gilliam na comédia de época “As Aventuras do Barão Munchausen” (1988), entre dois trabalhos de Zeffirelli, a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977) e seu último longa, “Sonho Proibido” (1993), antes de aposentar das telas, com a fama de ter sido uma das maiores divas da história da Cinecittà.

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