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    Na Ventania denuncia a limpeza étnica de Stalin em quadros vivos de opressão

    23 de junho de 2016 /

    Não é todo dia que se vê, no círculo comercial dos nossos cinemas, um filme da Estônia. Em “Na Ventania”, é abordada uma história gravíssima, ocorrida durante a 2ª Guerra Mundial. Em 14 de junho de 1941, Stalin deflagrou uma operação secreta de limpeza étnica dos povos nativos nos países bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Famílias inteiras foram deportadas de seus territórios locais e enviadas a prisões, ou gulags, e campos de trabalho forçado na Sibéria, separando homens e mulheres. Uma dessas mulheres da Estônia, Erna Tamn, separada de seu marido, Heldur, escreve a ele cartas da Sibéria, em busca de reencontrá-lo algum dia, enquanto procurava sobreviver com apenas um pedaço de pão diário. São essas cartas, que conheceremos em off pela voz da atriz Laura Peterson (série “Babylon 5”), que servirão de narrativa ao filme, cobrindo um período de muitos anos, que passa pela morte de Stalin e chega às mudanças políticas que se sucederam. O trabalho do diretor Martti Helde, estreante em longas, é bastante original, ao optar, na maior parte do tempo, por compor tableaux vivants com os atores e atrizes. A câmera se move, explora a cena, altera os enquadramentos, se aproxima com o zoom, mas os atores não se movem. Somente um piscar de olhos ou a presença do vento se nota. Em outros momentos, há movimentos, compondo uma atuação minimalista. Não há diálogos, só os textos das cartas. A exceção é uma notícia que se ouve por meio do rádio. A fotografia, em preto e branco, é belíssima. Os ambientes naturais, muito bem escolhidos, favorecendo a exploração da luz e dos espaços pela filmagem. As encenações, com os atores e atrizes compostos como estátuas, são extremamente detalhadas, produzindo enquadramentos magníficos, que se transformam com o movimento da câmera, mantendo a condição de belos quadros o tempo todo. Essa técnica acaba tendo o efeito de potencializar o sentido da opressão. Não há o golpe, a agressão, o sangue não corre, mas o próprio fato de as figuras não se mexerem sugere, por si só, a impossibilidade de reagir ou resistir. A tragédia surda dos sem vez ou voz soa mais intensa e forte. O encontro humano depende da poesia, do vento oeste que se cruza com o vento leste e realiza, simbolicamente, o que foi negado às pessoas.

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    Terrence Malick vai filmar história de austríaco que preferiu morrer a lutar por Hitler

    22 de junho de 2016 /

    O cineasta Terrence Malick definiu o tema e já escalou o intérprete de seu próximo filme. Segundo o site The Hollywood Reporter, o ator alemão August Diehl (“Bastardos Inglórios”) vai estrelar a cinebiografia de Franz Jägerstätter, um austríaco que se negou a servir no exército nazista, alegando objeção de consciência por não concordar com Hitler e com o nazismo, e acabou condenado à morte na guilhotina. Intitulado “Radegund”, o filme vai contar o que motivou Jägerstätter a se tornar a única pessoa de seu vilarejo a declarar oposição aberta ao Terceiro Reich. Ao contrário da comunidade católica local, que abraçou o nazismo, ele se declarou moralmente impedido, justificando-se justamente com a religião. Quando foi convocado e se recusou a lutar, os nazistas o mataram. Em junho 2007, o Papa Bento XVI declarou que Jägerstätter foi um mártir da fé católica e, em outubro do mesmo ano, o austríaco foi beatificado. A história reflete os temas espirituais dos filmes mais recentes de Malick, como “A Árvore da Vida” (2011) e “Amor Pleno” (2012). Seu último trabalho, “Cavaleiro de Copas”, não foi lançado no Brasil, mas já está até disponível em DVD e Blu-Ray no mercado americano. Recentemente, ele terminou a montagem de “Weightless”, que ainda não tem previsão de estreia.

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    Anthropoid: Jamie Dornan enfrenta nazistas no primeiro trailer

    18 de junho de 2016 /

    O estúdio Bleecker Street divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Anthropoid”, filme de guerra estrelado por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). Passada durante a 2ª Guerra Mundial, a prévia é repleta de ação, com muitos tiros, explosões e um clima tenso de espionagem. Baseado numa história verídica, o filme reencena a missão secreta para assassinar Reinhard Heydrich (Detlef Bothe, de “O Imigrante Russo”), general da SS conhecido como “O Açougueiro de Praga” e considerado o possível sucessor de Adolf Hitler na Alemanha nazista. Dornan e Cillian Murphy (“Transcendence: A Revolução”) interpretam dois soldados treinados no Reino Unido para levar adiante o assassinato na Tchecoslováquia, com a ajuda da resistência tcheca. Mas o atentado acaba gerando consequências trágicas. O elenco também inclui Toby Jones (série “Wayward Pines”), Charlotte Le Bon (“A Travessia”) e Harry Lloyd (série “Manhattan”). O filme tem direção de Sean Ellis (“Metrópole Manila”), com base num roteiro que ele escreveu com Anthony Frewin (“Totalmente Kubrick”). Filmado em Praga, onde a história se passou, “Anthropoid” estreia em 12 de agosto nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Madeleine Lebeau (1923 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    A atriz francesa Madeleine Lebeau, que ficou conhecida ao interpretar Yvonne, a amante abandonada de Rick Blaine (Humphrey Bogart), em “Casablanca” (1942), morreu no dia 1 de maio, na Espanha, depois de quebrar o fêmur. A informação só foi confirmada agora pelo enteado dela, Carlo Aberto Pinelli. Lebeau chamava atenção no filme ao aparecer cantando “A Marselhesa” num duelo com os alemães no Rick’s Cafe. Ao final do hino francês, gritava “Viva la France!”, para consternação dos nazistas. Ela era a última integrante do elenco clássico que permanecia viva. Madeleine nasceu em 1923 na França e, assim como sua personagem em “Casablanca”, ela também fugiu do país após a ocupação nazista. Em Hollywood, ela ainda participou de “Paris nas Trevas” (1943), sobre a resistência francesa, e “Música para Milhões” (1944), um musical de grande sucesso. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, ela voltou à terra natal, onde seguiu carreira no cinema europeu, causando furor ao aparecer nua na comédia picante “Et Moi j’te Dis qu’elle t’a Fait d’l’oeil!” (1950). Entre os clássicos que estrelou em seu retorno à França ainda se destacam o noir “Encruzilhada do Pecado” (1951), que foi seu principal desempenho dramático, a cinebiografia “Napoleão” (1955), as comédias “Ele, Ela… e o Outro” (1956), do mestre Marcel Carné, e “O Príncipe e a Parisiense” (1957), com Brigitte Bardot, o drama “Mercado Negro” (1958), com Alain Delon. Ao final da carreira, ela ainda atuou em dois clássicos que, de modos diferentes, marcaram a história do cinema: a obra-prima italiana “8 1/2” (1963), de Federico Fellini, e um dos maiores sucessos do cinema francês, o romance de época “Angélica, a Marquesa dos Anjos” (1964), de Bernard Borderie.

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    Diretor de Independence Day planeja filme de batalha naval histórica

    7 de maio de 2016 /

    O cineasta Roland Emmerich anunciou os planos de produção de seu próximo filme, aproveitando um evento em comemoração aos 20 anos de sua obra mais famosa, a sci-fi “Independence Day”. Emmerich revelou que pretende rodar, a seguir, um longa sobre um dos conflitos navais mais famosos da 2ª Guerra Mundial, a Batalha de Midway. O confronto marítimo aconteceu ao longo de quatro dias em junho de 1942, entre a marinha americana e uma numerosa frota japonesa, que pretendia um novo ataque-surpresa aos EUA, seis meses após atacar Pearl Harbor, agressão que marcou o início da guerra no Oceano Pacífico. Mas a invasão japonesa foi antecipada pela interceptação e decifração de códigos secretos, permitindo às forças americanas saberem exatamente quando e por onde os navios inimigos chegariam. O resultado foi a destruição da frota invasora e um grande golpe na capacidade japonesa de tentar levar a guerra aos EUA. O confronto marítimo já rendeu uma superprodução cinematográfica, “A Batalha de Midway”, estrelada por um grandioso elenco masculino – Charlton Heston, Henry Fonda, James Coburn, Robert Mitchum, Glenn Ford, Robert Wagner, Cliff Robertson e Toshirô Mifune. Lançado em 1976, foi o segundo filme a usar a tecnologia sonora Senssuround, criada para evocar os tremores do filme de desastre “Terremoto” (1974), e dividiu a crítica, que considerou seu tom patriótico datado, numa época ainda sob o impacto da Guerra do Vietnã. Além disso, sua reconstituição da batalha foi bastante questionada por testemunhas do evento. Ironicamente, “A Batalha de Midway” acabou virando um grande sucesso na televisão americana, após sofrer grande intervenção em sua montagem e ganhar novas cenas para ser exibida como minissérie. Nada menos que 45 muitos foram acrescentados ao filme, com direito à inclusão até de uma nova personagem, vivida por Susan Sullivan. Essa versão ganhou outra montagem em 1992, quando teve seu tempo condensado em 3 horas para uma exibição em comemoração aos 50 anos da batalha. O resultado foi uma das maiores audiências daquele ano. Ainda não há detalhes sobre a nova versão cinematográfica planejada por Emmerich. Por enquanto, o diretor se dedica a divulgar seu novo trabalho, “Independence Day: O Ressurgimento”, continuação da sci-fi de 1996, que estreia em 23 de junho no Brasil.

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    USS Indianopolis: Nicolas Cage enfrenta tubarões em trailer de carnificina marítima

    7 de maio de 2016 /

    Blake Lively não será a única vítima de tubarão nos cinemas americanos em 2016. Nicolas Cage lidera um navio inteiro de petiscos no trailer de “USS Indianapolis: Men of Courage”, filme de desastre passado durante a 2ª Guerra Mundial. A prévia é cheia de idas e vindas, mostrando, inclusive, quem sobrevive para contar o drama, baseado em fatos verídicos. Fãs do gênero conhecem essa história de cor, narrada por Robert Shaw com detalhes vívidos no clássico “Tubarão” (1975). Mas é a primeira vez que ela é dramatizada no cinema. Na trama, Cage vive o Capitão Charles Butler McVay, que lidera o USS Indianapolis numa missão secreta: transportar partes da primeira bomba atômica em 1945. Entretanto, após cumprir sua tarefa, que levou milhões à morte em Hiroshima, um submarino japonês se vinga, torpedeando o navio. As cenas da prévia remetem, claro, a “Titanic”, mas o melhor fica para depois do naufrágio, quando os sobreviventes se veem cercados por tubarões, que lentamente arrancam partes de seus corpos, ao longo de cinco dias de carnificina no mar. Dos mais de mil tripulantes a bordo, apenas 317 sobreviveram. O elenco também inclui Tom Sizemore (“Falcão Negro em Perigo”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Matt Lanter (série “90210”) e Cody Walker, o irmão de Paul Walker em seu primeiro papel creditado, após servir de dublê do irmão em “Velozes & Furiosos 7”. O roteiro foi escrito por Cam Cannon (produtor de “A Fúria”) e Richard Rionda Del Castro, dono do estúdio Hannibal Classics, que produz o longa. Mas o destaque é da direção de Mario Van Peebles (“New Jack City”), que dá ao filme a aparência de uma superprodução, mesmo com orçamento limitado.

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    Daisy Ridley vai estrelar drama do diretor de Guerra Mundial Z

    30 de abril de 2016 /

    A atriz Daisy Ridley, que ficou conhecida como a Rey de “Star Wars: O Despertar da Força”, vai protagonizar “The Lost Wife”, novo filme de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”). Na trama, Ridley viverá uma jovem garota judia que é separada do marido quando os alemães invadem a cidade de Praga, na atual República Tcheca, durante a 2ª Guerra Mundial. O roteiro é de Marc Klein (“Espelho, Espelho Meu”) e ainda não há previsão de estreia.

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    Gary Oldman negocia estrelar cinebiografia de Winston Churchill

    17 de abril de 2016 /

    O ator Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) está em negociações para interpretar o Primeiro Ministro britânico Winston Churchill na cinebiografia “Darkest Hour”. De acordo com o site Deadline, o filme irá mostrar os primeiros dias de Churchill como Primeiro Ministro, em maio de 1940, enfrentando a pressão interna para fazer acordos com Hitler. O político lutou para que a Grã-Bretanha resistisse às investidas da Alemanha e buscou convencer o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt a se engajar na 2ª Guerra Mundial, tornando-se o maior inimigo do nazismo. O roteiro do filme foi escrito por Anthony McCarten (“A Teoria de Tudo”) e a direção será de Joe Wright (“Peter Pan”). As filmagens de “Darkest Hour” começam em julho, mas ainda não há previsão para sua estreia.

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    Harry Styles pode estrear como ator no novo filme de Christopher Nolan

    11 de março de 2016 /

    O cantor inglês Harry Styles, da boy band One Direction, vai estrear como ator. E num longa-metragem dirigido por ninguém menos que Christopher Nolan (“Interestelar”). Segundo o site Deadline, as negociações estão adiantadas para o ídolo juvenil integrar o elenco do filme de guerra “Dunkirk”. O papel, porém, não será um dos principais da trama. Nolan escalou dois jovens pouco conhecidos e inexperientes para protagonizar o longa, Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e o estreante Fionn Whitehead. O diretor, que também é autor do roteiro, ainda está negociando a contratação do resto do elenco. Ele já ofereceu papeis para Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). “Dunkirk será centrado na Operação Dínamo, que resgatou mais de 330 mil soldados aliados da cidade francesa de Dunquerque, que foram cercados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. As filmagens vão acontecer na França, a partir de maio nas locações históricas do conflito. A Warner Bros. já programou a estreia para 21 de julho de 2017. Harry Styles já havia recebido outros convites para estrelar filmes, mas esta é a primeira vez que ele se dedica a conquistar um papel. A decisão veio depois de um extenso processo de escalação de atores conduzido pelo próprio Nolan, a produtora Emma Thomas e a Warner Bros. Os produtores ficaram impressionados com o desempenho do jovem e, logo, ofereceram-lhe o papel. Além de participar do filme, há rumores de que o cantor também integrará o elenco da 2ª temporada de “Scream Queens”.

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    O Filho de Saul desnuda cotidiano da fábrica da morte do Holocausto

    20 de fevereiro de 2016 /

    O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2016 já tem dono. Em qualquer círculo de aposta, o representante húngaro “O Filho de Saul” reina como favorito absoluto. Não é para menos. Se você acha que, em termos de cinema, já viu tudo que tinha para ser visto sobre o Holocausto e sobre o campo de concentração de Auschwitz, engana-se. Engana-se muito. Longa metragem de estreia do diretor László Nemes, o filme surpreende pela originalidade da estrutura que monta para revelar não apenas o horror, mas, principalmente, o mecanismo prático por trás dele: um aparato humano de extermínio em escala industrial. É como se até então tivéssemos visto o campo de concentração polonês como quem vê o mostrador de um relógio. Agora, Nemes nos leva a penetrar e conhecer sua engrenagem e sentir o peso terrível de cada tic tac. Em Auschwitz, alguns prisioneiros selecionados para os trabalhos forçados eram destacados para compor equipes que realizavam funções consideradas secretas. Eles desempenhavam a função por poucos meses, antes de serem executados. Saul (Géza Röhring) faz parte de uma dessas equipes. Parte de seu trabalho é ajudar a recolher os corpos da câmara de gás para que sejam encaminhados aos fornos de cremação. A certa altura, se depara com o corpo de um menino e inicia um obsessivo esforço para dar a ele um sepultamento judaico em vez da cremação comum. Em sua primeira imagem, o filme já provoca incômodo. Totalmente desfocada, não se pode entender o que está acontecendo no quadro. Até que Saul se aproxima e seu rosto entra no foco da lente. A partir daí, a câmera passa a segui-lo de perto em sua rotina, num procedimento estético que o cinema já explorou demasiadamente e não poucas vezes com exagerada afetação. Porém, há um detalhe que neste caso muda tudo: a curtíssima profundidade de campo, que deixa todo o restante do quadro fora de foco na maior parte do tempo. Ao adotar essa estética, que restringe o que vemos sem ocultar o que se passa, Nemes impõe um falso véu sobre o horror do que se passa nos bastidores da indústria da morte. O contraste entre o que no quadro é nítido e o que não é, somado ao excepcional trabalho de som, que ressalta de forma cristalina cada ruído extracampo ou extrafoco, cria uma imagem de imenso poder dramático, muito mais contundente do que talvez fosse a simples demonstração objetiva do que se passa ao redor de Saul. Um hábil dispositivo que nos introduz dolorosamente ao centro do inferno com uma agudeza surpreendente. Da mesma forma que evita a exposição fácil e elementar, “O Filho de Saul” também não segue o caminho da manipulação sentimental. Seus momentos mais dramáticos não são antecipados por um crescente artificial, nem a música é utilizada para comover e provocar lágrimas. Em vez disso, há um tipo de frieza, fruto da urgência que permeia o andamento do filme e o propósito do protagonista. É uma ação incessante, quase indiferente em relação ao que ocorre em sua volta. Não porque não haja sentimento ou pesar, mas porque não há tempo para isso dentro de uma engrenagem de execução que nunca para de produzir corpos e cinzas. Dentro desse dispositivo aterrorizante, a trama encontra caminhos para nos conduzir pelo drama caótico de Saul e também por uma subtrama de preparação para um motim seguido de fuga. Cria, assim, cenas de carga dramática intensa, entrelaçadas por planos sequência capazes de gerar suspense e tensão permanentes. A dureza dessa história e a forma escolhida por László Nemes para contá-la resulta em uma angústia seca, sem lágrimas, dura, que permanece após o filme. Na sua descida ao inferno, o diretor estreante mostrar a força do cinema que não se acomoda, que busca se reinventar, ser original. Despido de sentimentalismo, mas carregado de sentimento, “O Filho de Saul” acrescenta uma nova página na história dos filmes sobre o Holocausto.

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    Atriz de Garota Exemplar será escritora em drama sobre a 2ª Guerra Mundial

    6 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) está cotada para estrelar o drama “Guernsey”, próximo filme do diretor Mike Newell (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”), informou o site Deadline. Baseado no romance histórico “The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society”, best-seller de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, a trama gira em torno de uma escritora que forma um vínculo com os habitantes da ilha de Guernsey e decide escrever sobre suas experiências na 2ª Guerra Mundial. A história começa em janeiro de 1946, quando a escritora Juliet Ashton, em busca de inspiração, começa a se corresponder com um homem que ela nunca conheceu pessoalmente, um morador da ilha de Guernsey, localizada no Canal da Mancha. Na medida que eles trocam cartas e ele relata a sua experiência e de sua comunidade durante a guerra, Juliet se sente cada vez mais inspirada a escrever seu novo livro. O roteiro da adaptação está a cargo de Don Roos (“Marley & Eu”) e ainda não há previsão para a estreia. Depois de ter sido indicada ao Oscar por seu trabalho em “Garota Exemplar” (2014), Pike se tornou uma atriz bastante cobiçada. Ela está confirmada em nada menos que quatro filmes em diferentes estágios de desenvolvimento, e curiosamente dois deles também passados nos anos 1940, o suspense de guerra “HHhH” e o drama racial “A United Kingdom”, ambos previstos para o fim do ano.

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    Diplomacia mostra como Paris escapou da destruição na 2ª Guerra Mundial

    7 de janeiro de 2016 /

    O novo filme do grande diretor alemão Volker Schlöndorff, chamado “Diplomacia”, é baseado na peça teatral do mesmo nome de Cyril Gely, que fez o roteiro do filme, em parceria com o diretor. Mas o assunto é o mesmo do filme de René Clément “Paris Está em Chamas?” (1966), lançado em DVD há pouco tempo. A trama se passa em 25 de agosto de 1944 na Paris ocupada pelos alemães, quando a entrada dos Aliados para a retomada da cidade é iminente, assim como o fim da guerra, já perdida para o Eixo, capitaneado pela Alemanha. O general Dietrich von Choltitz (Niels Arestrup, de “Cavalo de Guerra”), que coordena as forças de ocupação alemãs em Paris, é fiel ao Terceiro Reich e recebe ordem expressa, vinda de Hitler, para explodir a capital da França, incluindo suas pontes, monumentos e museus. A ideia era oferecer aos vencedores terra arrasada. Sabemos o final da história, mas o filme de Schlöndorff constrói um belo suspense com isso. O que fará o general? Está tudo pronto para explodir, fartamente carregado de dinamite, falta só a ordem para a explosão. Ela virá? O que acabará determinando tal decisão é o relacionamento do general com o cônsul-geral da Suécia em Paris, Raoul Nordling (André Dussolier, de “Três Lembranças da Minha Juventude”). Do embate intelectual entre ambos far-se-á a luz. O filme se centra na relação dos dois personagens, como se ela estivesse ocorrendo toda na noite fatídica da decisão. As cenas originais de rua servem apenas de elemento ilustrativo. É do confronto dos dois que se alimenta todo o filme. Em econômicos 88 minutos, acompanhamos toda a evolução da conversa que colocava em jogo um dos maiores patrimônios culturais da humanidade e vidas humanas em profusão. Os dois protagonistas, atores brilhantes, que já haviam vivido os mesmos papéis no teatro em 2011, carregam magistralmente a trama. André Dussolier, que faz o cônsul-sueco, é um dos atores que mais atuaram com Alain Resnais, que o tinha como um de seus prediletos. Mas trabalhou também com François Truffaut, Claude Chabrol, Claude Lelouch, Erich Rohmer, Coline Serreau, Bertrand Blier e muitos outros. Niels Arestrup, o general, trabalhou com Chantal Akerman, Claude Lelouch, Marco Ferreri, István Szabó, Jacques Audiard, Steven Spielberg, Bernard Tavernier e, também, Alain Resnais. Outra bela trajetória. Com atores assim, o resultado é eletrizante. Mesmo tudo se passando basicamente entre as paredes da sala de trabalho do oficial nazista. Em comparação com a superprodução francesa “Paris Está em Chamas?”, que reuniu um dos maiores elencos e participações especiais às pencas, a economia de recursos e de tempo de “Diplomacia” é incrível. René Clément contou com roteiro de Gore Vidal e Francis Ford Coppola. Teve no elenco Jean-Paul Belmondo, Charles Boyer, Alain Delon, Kirk Douglas, Glenn Ford, Yves Montand, Anthony Perkins, Michel Piccoli e até Orson Welles, no papel do cônsul sueco. Precisou de 165 minutos para registrar o mesmo fato. Mas escolheu outro caminho: o do minucioso detalhamento das batalhas de rua na Paris em que a Resistência tentava reconquistar pontos estratégicos, à espera do embarque aliado. Interessante do ponto de vista histórico, com base nos fatos e resgate de imagens originais em grande quantidade, mas longo e cansativo. “Diplomacia”, ao contrário, foca no embate razão vs. emoção, sobre seguir ordens absurdas sem questioná-las e do medo de enfrentá-las, mas também da coragem de fazê-lo, dos riscos a correr, da capacidade de avaliar a monstruosidade que estava em jogo. Volker Schlöndorff já se debruçara sobre a questão humana, que a guerra abala e destrói de forma absurda, em “O Mar ao Amanhecer” (2011) e principalmente em sua obra-prima, “O Tambor” (1979), em que um menino grita e bate um tambor para enfrentar os absurdos da guerra e da vida. Seu estilo contundente de filmar obriga o espectador a encarar realidades estranhas e desagradáveis. E constrói um forte humanismo como resposta.

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    Confirmado: Christopher Nolan filmará batalha da 2ª Guerra Mundial e já negocia com o elenco

    29 de dezembro de 2015 /

    O recente rumor sobre o próximo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”) foi confirmado pela revista Variety. Intitulado “Dunkirk”, o longa será mesmo centrado na Operação Dínamo, responsável por evacuar pelo mar quase 340 mil soldados aliados da cidade francesa de Dunquerque, que foram cercados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. As filmagens vão acontecer na França, onde Nolan esteve recentemente para avaliar locações históricas do conflito. Ainda segundo a Variety, o cineasta, que também é autor do roteiro, já está negociando a contratação do elenco. Ele já ofereceu papeis para Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). A produção ficará a cargo da Warner Bros., que já programou a estreia para 21 de julho de 2017. As filmagens começam em maio e incluirão cenas rodadas com câmeras IMAX.

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