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  • Filme

    Lisa Montell, estrela dos anos 1950, morre aos 89 anos

    10 de maio de 2023 /

    A atriz Lisa Montell, uma estrela dos anos 1950 e 1960 que apareceu em filmes como “20 Milhões de Léguas a Marte” ao lado de Rod Taylor e “Dez Mil Alcovas” com Dean Martin, faleceu no domingo passado (7/5) num hospital de Van Nuys, na Califórnia, devido a problemas cardíacos. Ela tinha 89 anos. Nascida em Varsóvia, na Polônia, Irena Ludmilla Vladimiovna Augustinovich e sua família fugiram para os EUA antes da invasão nazista de seu país em 1939. Ela estudou teatro na Fiorello H. LaGuardia High School of Music & Art, na High School of Performing Arts e na University of Miami, mas depois se mudou para Lima, Peru, quando seu pai conseguiu um emprego em uma empresa de mineração local. Ela foi descoberta por Hollywood no Peru. Indicada por um olheiro que a viu numa peça, Montell estreou num set de filmagem em “A Filha do Deus Sol”, uma fantasia rodada no Peru em 1953. Mas, por ironia, o filme só foi lançado em 1962, quando ela abandonou a carreira. A experiência, porém, a inspirou a se mudar para Los Angeles depois que seu pai morreu. Considerada uma beleza exótica, ela interpretou personagens de várias etnias ao longo de sua carreira, aproveitando-se também de ser multilíngue. Assim que chegou em Hollywood, apareceu logo em cinco filmes lançados em 1955 – “Selvas Indomáveis”, “Um Salto no Inferno”, “Papai Pernilongo”, “Balas na Noite” e “A Sereia dos Mares do Sul” – e interpretou uma bailarina no filme “Gaby” (1956), estrelado por Leslie Caron. No filme de ficção científica “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), ela conseguiu seu primeiro papel de destaque como uma mulher do século 26, centenas de anos após uma devastadora guerra atômica, que se apaixona por um astronauta acidental que viaja no tempo (Rod Taylor). Em seguida emplacou a comédia musical “Dez Mil Alcovas” (1957) – o primeiro filme de Dean Martin após o fim de sua dupla com Jerry Lewis – , como irmã de Anna Maria Alberghetti, Eva Bartok e Lisa Gaye em Roma. Em “Paraíso em Fúria” (1957) e “She Gods of Shark Reef” (1958), dirigidos consecutivamente no Havaí por Roger Corman, ela interpretou havaianas. Viveu indígenas em dois westerns, “O Festim da Morte” (1957) e “Zorro e a Cidade de Ouro Perdida” (1958) – um dos melhores filmes da franquia do Cavaleiro Solitário (na época chamado de Zorro no Brasil). E foi mexicana num terceiro western, “The Firebrand” (1962). Montell também apareceu em vários westerns da TV, incluindo “Gene Autry”, “Broken Arrow”, “Wells Fargo”, “Colt .45”, “Paladino do Oeste”, “Sugarfoot”, “Cheyenne”, “Bat Masterson” e “Maverick”, além de episódios dos dramas criminais “Surfside 6”, “Mike Hammer” e “77 Sunset Strip”. Ela deixou de atuar em meados da década de 1960, passando a trabalhar nos bastidores de um programa de TV com Tom Bradley, que em 1963 foi eleito o primeiro vereador negro de Los Angeles. Bradley também se tornou o primeiro prefeito negro de Los Angeles em 1973, e levou Montell para trabalhar em seu governo – que durou, com reeleições, até 1993.

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  • Etc,  Filme

    Nancy Gates (1926 – 2019)

    20 de abril de 2019 /

    A atriz Nancy Gates, que estrelou vários filmes de western nas décadas de 1940 e 1950, além de ter contracenado duas vezes com Frank Sinatra, morreu no dia 24 de março, aos 93 anos. A informação só foi compartilhada agora por sua filha, para a revista The Hollywood Reporter. Ela estreou em Hollywood ainda como atriz mirim, ao assinar contrato com a RKO com 15 anos. Seus primeiros trabalhos foram figurações em “A Vida Assim é Melhor” (1942), aventura romântica de Charles Vidor passada no Taiti, no cultuadíssimo “Soberba” (1942), de Orson Welles, e em “Esta Terra é Minha” (1943), de Jean Renoir. Mas só foi se destacar em westerns B, a partir de “A Lei de Cheyenne” (1947), que lhe promoveu a coadjuvante, e “Revólveres Trovejantes” (1948), em que finalmente apareceu num pôster, encarnando a “mocinha” do bangue-bangue. Gates chegou a se aventurar por outros gêneros nos anos 1950, aparecendo no drama clássico “Cruel Desengano” (1952), de Fred Zinneman, no noir “Meu Ofício é Matar” (1954), em que dividiu o pôster com Frank Sinatra, na sci-fi “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), no qual viveu uma astronauta, e no romance “Deus Sabe Quanto Amei” (1958), seu segundo filme com Sinatra, dirigido pelo mestre Vincent Minnelli. Mas nunca deixou de lidar com cowboys. A diferença é que, já consagrada, passou a estrelar grandes produções do gênero, como “Cavaleiro Misterioso” (1955), de Jacques Tourneur, “Renúncia ao Ódio” (1956), de Henry Hathaway, “Pista Sanguinária” (1958), de Robert Gordon, e “Cavalgada Trágica” (1960), seu último filme, em que fez par com o célebre ator-cowboy Randolph Scott, sob direção do especialista Budd Boetticher. Em sua autobiografia, Boetticher chegou a dizer que as protagonistas favoritas com quem trabalhou foram a lendária Maureen O’Hara e… Nancy Gates. Gates também fez muitas participações em séries do período, e para variar a maioria se passava no Velho Oeste, como “Couro Cru” (Rawhide), “Bonanza”, “Laramie”, “O Homem de Virgínia” (The Virginian), “Gunsmoke”, “Bronco”, “Caravana” (Wagon Train) e “Maverick”. “Como sou do Texas, fiz muitos westerns”, ela constatou em uma entrevista em 1961. “Eu estive em tantos cavalos que comecei a sentir que eles eram uma parte de mim. O engraçado é que eu não sou uma grande amazona.” A atriz se aposentou em 1969, encerrando a carreira num episódio da série policial “Mod Squad”.

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