Riverdale terá salto no tempo de vários anos na próxima temporada
“Riverdale” terá um salto de tempo significativo no início da próxima temporada, confirmou o site TVLine. A duração exata do salto no tempo e outros detalhes ainda estão sendo trabalhados pelos roteiristas, mas o salto – originalmente planejado para o final da 4ª temporada – deverá avançar a trama em vários anos, o que permitirá que o elenco de jovens atores se aproxime de sua idade real. Além disso, o objetivo é pular o momento em que Archie e sua turma estariam separados, enquanto cursam a faculdade. “Estávamos conversando e planejando dar um salto no tempo”, disse o produtor executivo Roberto Aguirre-Sacasa à TVLine. “Claro, geralmente os saltos de tempo acontecem entre as temporadas, com um gancho no final”. Mas como a pandemia de coronavírus interrompeu a produção e encurtou a 4ª temporada a ideia deve ser “começar com os três últimos episódios” que seriam destinados à 4ª temporada, incluindo o baile de formatura da turma no ensino médio. “Então, o que estamos fazendo é retomar exatamente de onde paramos nos três primeiros episódios e, em seguida, dar um salto no tempo… depois desses três episódios.” A atriz Madchen Amick, que interpreta Alice Cooper, a mãe de Betty, também aludiu a um salto no tempo em uma conversa recente com a TVLine. “Eu não sei o que eles planejaram [para a 5ª temporada], mas eu posso imaginar que algo deve acontecer para trazê-los de volta à cidade. Se todos estão indo para essas faculdades diferentes, acho que eles planejaram um salto de tempo com algo os traga de volta. O que é isso, ninguém sabe. Mas algo claramente trará todos os nossos personagens favoritos de volta à cidade e os fará ser envolvidos em uma nova e emocionante aventura, tenho certeza”, concluiu. A ideia de salto no tempo para pular uma separação de personagens de série juvenil, evitando mostrar sua fase de faculdade, foi utilizada em 2015 por “Pretty Little Liars”, que também optou por um subterfúgio narrativo para juntar as personagens e trazê-las de volta à sua cidade original, visando encerrar a série com um último mistério/desafio. A série “Riverdale” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Séries The Purge e Treadstone são canceladas
O canal pago USA Network cancelou as séries “The Purge” e “Treadstone”, como parte de (mais) uma mudança de foco de sua programação. Daqui pra frente, a emissora deve se concentrar em reality shows. Por ironia, as duas produções canceladas tinham sido incentivadas por uma mudança de estratégia anterior. A encomenda das séries seguiu orientação da chefia do conglomerado Comcast para que seus diversos canais explorassem franquias existentes na biblioteca de filmes da Universal Pictures. “The Purge” era derivada da distopia sci-fi “Uma Noite de Crime” e “Treadstone” uma continuação do thriller de espionagem “Jason Bourne”. Ambos tinham uma média de 500 mil telespectadores ao vivo e em torno de 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os fãs devem ter sentido mais o cancelamento de “Treadstone”, que deixou a história sem fim. Desenvolvida por Tim Kring (criador de “Heroes”), “Treadstone” tinha muitos personagens e tramas paralelas, além de um elenco fenomenal, encabeçado por Jeremy Irvine (o jovem Sam de “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Brian J. Smith (o Will de “Sense8”), Tracy Ifeachor (“Quantico”), Omar Metwally (“The Affair”), Gabrielle Scharnitzky (“Devils”), Emilia Schüle (“Berlin Station”), Michelle Forbes (“Powers”), Patrick Fugit (“Outcast”) e a sul-coreana Hyo Joo Han (“Road Trip USA”). De quebra, um de seus diretores era Ramin Bahrani, responsável pelo recente remake de “Fahrenheit 451” na HBO. Por sua vez, “The Purge” foi criada por James DeMonaco, diretor e roteirista dos filmes originais, e chegou a ser a série mais vista do canal no ano passado, com 2,3 milhões de telespectadores por episódio. Em seu último episódio, a atração chegou a contar com participação de Ethan Hawke, repetindo seu papel do longa que lançou a franquia em 2013. As duas séries eram disponibilizadas no Brasil pela Amazon. Seus cancelamentos se juntam ao fim de “Dare Me”, disponibilizada na Netflix brasileira como “Não Provoque”, ao encerramento de “Briarpatch”, que deve se limitar ao formato de minissérie, e à conclusão da premiada “Mr. Robot”, finalizada em dezembro após dar prestígio efêmero ao canal. Conseguindo mais audiência com programas de lutas e produções baratas, o canal ainda precisa decidir o destino de “The Sinner”, após três temporadas. Por enquanto, apenas “Rainha do Sul” (Queen of the South), estrelada por Alice Braga, tem sua continuidade assegurada, após ser renovada para a 5ª temporada.
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
2ª temporada de Patrulha do Destino vai estrear em junho
A nova plataforma HBO Max definiu a data de estreia da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). O anúncio foi feito pelo Twitter oficial da atração e veio acompanhado por uma nova imagem dos personagens. Veja abaixo. A estreia da próxima leva de episódios foi marcada para 25 de junho. Lançada pela DC Universe, a série será disponibilizada simultaneamente pela HBO Max em seu segundo ano de produção. Segunda produção live-action da DC Universe, “Patrulha do Destino” dá vida aos personagens mais estranhos da editora de quadrinhos, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Os personagens foram introduzidos num episódio de “Titãs”, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Vivido por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, Niles Caulder, o Chefe, ganhou a imponência de Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha foi reforçada por Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Sem esquecer que Alan Tudyk (“Powerless”) interpretou o vilão surreal Sr. Ninguém na 1ª temporada. Com seus primeiros episódios, “Patrulha do Destino” superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais dos quadrinhos da DC Comics. Ao contrário de “Titãs”, que foi disponibilizada logo após o fim de sua temporada inaugural pela Netflix, a série demorou a chegar ao Brasil. Os episódios começaram a ser exibidos apenas em março passado, no canal pago Cinemax, que pertence ao grupo HBO. A HBO Max será inaugurada em 27 de maio nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil. Here comes the DOOM! #DoomPatrol season 2 is coming to #HBOMax on 6/25. pic.twitter.com/CwJ1LTWB5o — Doom Patrol (@DCDoomPatrol) May 13, 2020
Vampiros e bruxas de Anne Rice vão ganhar séries no canal de The Walking Dead
O canal pago AMC encomendou duas novas sagas de terror. Lar dos zumbis de “The Walking Dead” e seus derivados, o canal americano também vai abrigar os vampiros e as bruxas da escritora Anne Rice. O contrato prevê a transformação de 18 livros de Rice em duas séries, uma dedicada às “Crônicas Vampíricas” e outro às “Bruxas de Mayfair”. Vale observar que esse universo é compartilhado. Rice já escreveu três livros que misturam os personagens. Os leitores foram introduzidos primeiramente ao universo de terror da escritora por meio do vampiro francês extravagante e filosófico do século 18, Lestat de Lioncourt, no romance “Entrevista com o Vampiro” (1976), que foi adaptado para o cinema em 1994 com Tom Cruise no papel principal. O segundo volume, “O Vampiro Lestat” (1985), permanece inédito nos cinemas, mas o terceiro, “A Rainha dos Condenados” (1988), trouxe Stuart Townsend (“A Liga Extraordinária”) como uma versão roqueira de Lestat – cantando músicas de Jonathan Davis, da banda Korn – em 2002. O produtor-roteirista Rolin Jones, que trabalhou em “Friday Night Lights”, “The Exorcist” e recentemente criou a nova versão de “Perry Mason” para a HBO, vai desenvolver as adaptações para o AMC, ao lado da própria escritora e seu filho Christopher Rice. “Não há escassez de conteúdo no ambiente competitivo de hoje, mas franquias comprovadas que cativaram milhões de fãs em todo o mundo são algo muito especial e raro, e foi isso que Anne Rice criou”, disse Sarah Barnett, presidente da AMC Networks Entertainment Group e AMC Studios, em um comunicado. “Essas histórias e personagens notáveis têm um apelo enorme, e temos o privilégio de assumir a administração dessas obras lendárias e colaborar com um talento como Rolin Jones para encontrar maneiras de as novas gerações de fãs conhecerem esses mundos”. Rice acrescentou: “Sempre foi meu sonho ver os mundos das minhas duas maiores séries unidos sob o mesmo teto, para que os cineastas pudessem explorar o universo expansivo e interconectado dos meus vampiros e bruxas. Esse sonho agora é uma realidade, e o resultado é um dos acordos mais significativos e emocionantes da minha longa carreira “. A AMC fechou um negócio que Rice imaginou há quatro anos, inicialmente apenas com as “Crônicas Vampíricas”. A escritora anunciou em novembro de 2016 que havia recuperado os direitos de adaptação de seus livros de vampiros e estava decidida a desenvolver uma série com seu famoso personagem Lestat. Cinco meses depois, a Paramount Television e a produtora Anonymous Content entraram em acordo para realizar o projeto. Bryan Fuller, criador de “Hannibal” e “American Gods”, assumiu como showrunner no início de 2018, mas se afastou pouco tempo depois. Ao mesmo tempo, o projeto foi apresentado ao mercado, gerando várias ofertas, até ser reservado pela plataforma Hulu. Com isso, Dee Johnson (“Nashville”) ingressou como showrunner em fevereiro de 2019. Entretanto, nada foi desenvolvido e o contrato com a Paramount e a Anonymous expiraram no final de 2019, levando ao final do projeto na Hulu e liberando Rice para comprar os direitos novamente e desembarcar na AMC Networks, agora com os livros da “Hora das Bruxas” também incluídos no pacote. “A AMC Studios é responsável por criar algumas das séries de televisão mais emblemáticas da era moderna e, às vezes, definiu sozinha essa era que chamamos de ‘pico de TV'”, disse Christopher Rice. “Todos os membros da equipe de Anne, incluindo meu parceiro de longa data, o romancista best-seller do New York Times Eric Shaw Quinn, estão entusiasmados em saber que alguns de nossos personagens mais queridos, do vampiro Lestat à bruxa Rowan Mayfair, passando pelos investigadores paranormais da Ordem da Talamasca e o poderoso espírito Lasher, agora estão em segurança nas mãos desses inovadores que possuem alcance global e reservatórios profundos de experiência”, completou o filho da escritora e produtor das séries.
Elton John celebra citações feitas pela série Killing Eve
Elton John se declarou fã e comemorou as referências que recebeu do episódio mais recente da série “Killing Eve”. O cantor britânico usou seu Instagram para exibir sua felicidade pelas citações no capítulo “Are You from Pinner?”, que foi exibido no último domingo (10/5) nos EUA e na segunda (11/5) no Reino Unido. O episódio revela que o irmão mais novo de Villanelle (Jodie Comer), assassina de aluguel que protagoniza a série, é um grande fã do cantor. Ele e a irmã aparecem cantando “Crocodile Rock” e chegam a comprar ingressos para ver um show do músico. “‘Killing Eve’ é uma série tão inovadora, e fiquei emocionado de ser incluído no episódio mais recente. Acho que os óculos ficaram bem em você, Jodie Comer!”, escreveu Elton John em seu Instagram, escolhendo uma foto de Villanelle com um óculos rosa em formato de coração, bem ao seu estilo, para ilustrar o post. A série acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta que passa a perseguir a assassina de aluguel Villanelle e desenvolver uma estranha obsessão por ela. As duas protagonistas foram premiadas por seus desempenhos no ano passado, respectivamente no Globo de Ouro e no Emmy. Criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), a atração é uma produção da BBC America e já está renovada para sua 4ª temporada. No Brasil, “Killing Eve” tem suas duas primeiras temporadas disponibilizadas no Globoplay. Ver essa foto no Instagram #KillingEve is such a groundbreaking series and I was thrilled to be included in this week's episode. I think the glasses suit you @jodiemcomer! 🚀 Uma publicação compartilhada por Elton John (@eltonjohn) em 12 de Mai, 2020 às 9:10 PDT
CW aprova produção de remake feminino da série clássica Kung Fu
A rede The CW anunciou a encomenda de duas séries novas para a temporada de 2021. Os contratos tiram do papel os projetos do remake de “Kung Fu” e da reciclada “Republic of Sarah”. Ambas são séries dramáticas com protagonistas femininas, que estavam circulando já há alguns anos por diferentes canais televisivos. Criada por Jeffrey Paul King (roteirista-produtor de “Elementary”), “Republic of Sarah” é uma produção da CBS Television, que chegou a ganhar piloto no passado, com Sarah Drew (ex-“Grey’s Anatomy”) no papel principal. Na ocasião, foi recusada pela rede CBS. A versão aprovada traz Stella Baker (“Tell Me Your Secrets”) como a professora do ensino médio Sarah Cooper, que aproveita uma lacuna cartográfica para declarar independência de sua pequena cidade, antes que uma empresa de mineração gananciosa possa assumir controle do local. “Agora, Sarah deve liderar um jovem grupo de desajustados enquanto tenta iniciar seu próprio país do zero”, diz a sinopse oficial. O elenco também destaca Luke Mitchell (“Blindspot”) no papel de irmão de Sarah, que também é o advogado da empresa de mineração. “Kung Fu” é uma produção do prolífico Greg Berlanti (criador do Arrowverso), que teve duas versões diferentes recusadas pela rede Fox nos últimos três anos. A produção aprovada foi desenvolvida em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”) e lembra mais uma série do Arrowverso que a trama original. Como muitos ainda lembram, a “Kung Fu” original foi um grande sucesso dos anos 1970, que trazia David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acaba vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. Em contraste com a versão criada por Ed Spielman em 1972, o remake vai se passar no século 21 e acompanhar uma mulher de descendência asiática, que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que mudará sua vida, num mosteiro isolado na China. Quando ela volta aos EUA, encontra sua cidade natal invadida por crimes e corrupção, e passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger a comunidade e levar criminosos à justiça – enquanto procura o assassino que matou seu mentor Shaolin e que agora está em seu encalço. O papel principal será desempenhado por Olivia Liang, intérprete da vilã Alyssa Chang em “Legacies” (também do CW). As duas séries se juntam a mais duas produções anteriormente encomendadas pela rede para a próxima temporada: “Superman & Lois” (também de Berlanti) e o remake de “Walker, Texas Ranger”, estrelado por Jared Padalecki (de “Supernatural”). Como é praxe na programação da CW, metade das produções aprovadas vem da CBS Television e a outra parte da WBTV (Warner Bros. Television). As letras CW representam, justamente, as siglas de CBS e Warner, joint venture que formou a rede em 2006, a partir da junção dos antigos canais Warner e UPN (da Paramount, hoje pertencente ao conglomerado ViacomCBS). Segundo o site The Hollywood Reporter, a CW optou por deixar dois outros projetos que estava desenvolvendo para o ano que vem. As produções adiadas são um versão televisiva de “The Lost Boys”, baseada no filme de vampiros dos anos 1980 “Os Garotos Perdidos”, e “Maverick”, sobre uma adolescente que resolve liderar uma rebelião civil contra seu pai, o presidente autoritário dos EUA. Além disso, o canal ainda não se pronunciou sobre dois spin-offs: um prólogo de “The 100” e uma continuação de “Arrow” centrada na filha do Arqueiro Verde, cujo piloto foi exibido dentro da season finale da série original, atingindo uma das maiores audiências da atração. Como as duas produções são da Warner, é pouco provável que ambas sejam aprovadas. A expectativa é que o futuro dessas produções seja revelado na quinta-feira (14/5), quando a rede vai apresentar a programação de sua próxima temporada para os anunciantes. Recentemente, a CW comprou vários títulos de streaming – das plataformas CBS All Access e DC Universe – para complementar sua grade. Como não há previsão de quando as produções voltarão a ser gravadas, é difícil prever o que o upfront vai apresentar. Mas é certo que, enquanto a quarentena continuar, nenhum canal terá capítulos inéditos para estrear em setembro ou outubro, quando tradicionalmente se iniciam as novas temporadas de séries nos EUA. As quatro séries aprovadas vão se juntar a 13 atrações renovadas, que, somadas às aquisições de streaming, deixam pouco – se algum – espaço extra para a inclusão de alguma encomenda de última hora, como a confirmação dos spin-offs que os fãs aguardam com a ansiedade.
Katee Sackhoff vai viver personagem de Star Wars: A Guerra dos Clones na série The Mandalorian
Katee Sackhoff foi confirmada na 2ª temporada de “The Mandalorian”. Na série da Disney+ (Disney Plus), a eterna Starbuck de “Battlestar Galactica” revive um papel que já interpretou na saga “Star Wars”: a guerreira mandaloriana Bo-Katan. O detalhe é que será a primeira vez que viverá a personagem em carne e osso. Anteriormente, a atriz tinha apenas dublado Bo-Katan, na série animada “Star Wars: A Guerra dos Clones”. Um detalhe curioso sobre a personagem é que, ao contrário do mandalorian titular da série live-action, dublado por Pedro Pascal (“Narcos”), Bo-Katan nunca teve problemas em aparecer sem seu capacete. Sackhoff gravou sua participação em fevereiro, de acordo com SlashFilm, em notícia já conferida pelo Deadline e outros sites mais tradicionais. Por sinal, Bo-Katan não série a única personagem da série animada a ganhar versão live-action em “The Mandalorian”. Rosario Dawson (“Luke Cage”) foi confirmada no papel de Ahsoka Tano e muitos fãs ainda acreditam que Temuera Morrison, anunciado como Boba Fett na série, também poderá aparecer como o Capitão Rex. Afinal, tanto Boba quanto Rex são clones de Jango Fett (vivido pelo ator em “Star Wars: Ataque dos Clones”). O cineasta Jon Favreau, responsável por “The Mandalorian”, não se manifestou sobre o assunto. A 2ª temporada da série completou as gravações antes do agravamento da pandemia do novo coronavírus, e deve manter seus planos originais de lançamento, marcado para outubro na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus).
Netflix culpa coronavírus e adia especial de Unbreakable Kimmy Schmidt no Brasil
Lançado nesta terça (12/5) nos EUA, o especial da série “Unbreakable Kimmy Schmidt” não foi disponibilizado para os fãs brasileiros. E o motivo disso, segundo a plataforma, foi a falta de dublagem na produção. A Netlix explicou que, por se tratar de um especial interativo, a companhia optou por não lançá-lo sem a opção do áudio dublado em português, e que não foi possível realizar esse trabalho devido à pandemia de covid-19. “Muitos estúdios de dublagem estão fechados devido ao coronavírus e por isso a dublagem de ‘Unbreakable Kimmy Schmidt: Kimmy vs. The Reverend’ está atrasada. Esperamos realizar essas dublagens o mais rápido possível – assim que os dubladores puderem gravar em segurança novamente”, informou a empresa em nota oficial. Um aviso deve ser colocado em breve na página do especial na plataforma. Por conta disso, ainda não há previsão de estreia da produção no Brasil. Nas últimas semanas, a Netflix tem disponibilizado várias séries apenas em versão legendada, com o alerta de que não há dublagens disponíveis. Foi o caso, por exemplo, da 2ª temporada de “Disque Amiga Para Matar” – que infelizmente não reverteu também ao título original, “Dead to Me”, sem nenhuma relação com a “tradução” nacional. Ao buscar os episódios disponibilizados na sexta (8/5), os assinantes se deparam com uma mensagem dizendo que “em alguns idiomas, a dublagem atrasou. A prioridade é a saúde dos dubladores”. De acordo com a Netflix, atrasar estreias por falta de dublagem não deve se tornar uma regra. De todo modo, o atraso de “Kimmy Schmidt” não parece ter sido repentino. Ao contrário, a estreia da produção foi omitida do material da empresa sobre os lançamentos de maio no Brasil, tanto para o público quanto para jornalistas. Lançada em 2015, a série “Unbreakable Kimmy Schmidt” acompanha uma mulher que viveu 15 anos como refém em um culto, acreditando que era uma das únicas sobreviventes de um apocalipse que dizimou a Terra. Após ser resgatada de seu bunker subterrâneo, Kimmy (Ellie Kemper) não lamenta ter sido enganada, preferindo ficar feliz por o mundo não ter acabado. E com essa felicidade, ela busca tentar se ajustar ao século 21 e uma Nova York que colide com a sua energia e pensamentos sempre positivos. Com um formato similar ao filme “Black Mirror: Bandersnatch”, o especial da atração inclui opções para que os espectadores façam escolhas para os personagens ao longo da história. Como se trata de um epílogo, já que a série acabou janeiro, as escolhas dão diferentes finais para a trajetória da protagonista. A produção destaca a participação de Daniel Radcliffe (o Harry Potter) e o enfrentamento final, após quatro temporadas, entre Kimmy e o Reverendo Richard Wayne Gary Wayne (Jon Hamm), responsável por mantê-la em cativeiro por vários anos. Entre as diversas situações apresentadas, o espectador deverá escolher se Kimmy se casa com o personagem de Radcliffe ou embarca numa aventura para salvar outras vítimas do Reverendo, que estariam num bunker ainda não descoberto. Os criadores da série, Robert Carlock e Tina Fey (ambos de “30 Rock”), escreveram o especial, descrito como “a maior aventura de Kimmy até agora”. Veja o trailer oficial abaixo. Por sinal, ele também não recebeu versão legendada ou dublada em português na página da Netflix no YouTube.
Fuller House: Trailer legendado junta nostalgia, risos e lágrimas para preparar o fim da série
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da segunda parte da 5ª e última temporada de “Fuller House”. A prévia inclui cenas de flashback de mais de três décadas, que lembram que o final não é apenas de “Fuller House”, mas da trajetória dos personagens originais de “Três É Demais” (Full House, 1987-1995). O acúmulo de nostalgia, risos e lágrimas também vai incluir um casamento triplo, com as três protagonistas da nova geração da atração. Como mostrou a midseason finale, Kimmy (Andrea Barber) vai se casar com Fernando (Juan Pablo di Pace), D.J. (Candace Cameron Bure) terá seu matrimônio com Steve (Scott Weinger), e Stephanie (Jodie Sweetin) vai virar esposa de Jimmy (Adam Hagenbuch). Além de dar um final feliz tradicional para a série, a cerimônia também servirá para juntar novamente os parentes das meninas, com destaque para os protagonistas de “Três É Demais”: Bob Saget (Danny), John Stamos (Jesse) e Dave Coulier (Joey). Só Lori Loughlin (Rebecca) não vai participar. A atriz se envolveu em um escândalo no ano passado, quando foi indiciada por pagar suborno a uma universidade para aceitar suas filhas entre os alunos, e acabou afastada da produção. Resta saber como os roteiristas lidarão com a ausência da querida Tia Becky. A temporada final de “Fuller House” contará com nove episódios e chega em 2 de junho à Netflix
Série baseada no terror japonês O Grito ganha primeiro trailer da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Ju-on: A Maldição – Origens” (Ju-On: Origins), série baseada em “Ju-On”, longa japonês que inspirou a franquia americana de terror “O Grito” (The Grudge). A prévia é sangrenta, tétrica e pesada, sugerindo uma atração mais forte que os filmes americanos. A série vai contar a origem da maldição de Kayako e seu filho, mostrando como sua casa se tornou mal-assombrada por seus espíritos vingativos. A sinopse oficial da Netflix acrescenta que a trama é baseada em “eventos reais” que aconteceram há 40 anos. A história de “Ju-On”, na verdade, surgiu exatamente há duas décadas, num telefilme japonês de 2000, escrito e dirigido por Takashi Shimizu. A produção ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. E fez tanto sucesso que rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “O Chamado vs. O Grito” (Sadako vs. Kayako”, 2016), em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do próprio Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava uma maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. Fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. Neste ano, um segundo remake americano de “Ju-On” chegou aos cinemas com produção da Sony Pictures, e foi destruído pela crítica, com apenas 20% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Ju-on: A Maldição – Origens” tem produção de Takashige Ichinose, responsável pela franquia japonesa original e também por outros clássicos do J-horror, como “Ringu: O Chamado” (1998) e “Água Negra” (2002). O elenco destaca Yuina Kuroshima, que estrelou o penúltimo filme da saga de Kayako, “O Grito: o Começo do Fim” (2014). Ela vive a protagonista feminina, uma mulher atormentada pelo som de passos em sua casa no meio da noite, que pede ajuda a um investigador paranormal, vivido por Yoshiyoshi Arakawa (“Too Young to Die”). Já a direção está a cargo do cineasta Shô Miyake (“And Your Bird Can Sing”), que estreia tanto em séries quanto no gênero terror. Com 6 episódios, a atração será lançada em 3 de julho.
Novo livro da autora de A Amiga Genial vai virar série da Netflix
A Netflix vai produzir uma série baseada no livro mais recente da escritora italiana Elena Ferrante, pseudônimo que assina a tetralogia napolitana de “A Amiga Genial”, já transformada em série pela HBO. Lançado em novembro passado na Itália, “A Vida Mentirosa dos Adultos” (La Vita Bugiarda degli Adults) ainda não chegou às livrarias brasileiras, mas já teve o título traduzido e deve começar a ser distribuído após a reabertura do comércio ainda este ano. O anúncio da produção foi acompanhado por um teaser, que destaca frases do livro, escritas e faladas em italiano, com as letras formando desenhos misteriosos na tela. A trama narra a história da adolescente Giovanna, que enfrenta a dissipação de suas certezas, o divórcio dos pais e uma iniciação amorosa pouco excitante. Ao longo das páginas, o livro aborda as transformações, as dificuldades, o crescimento, o desencanto, as traições e as mentiras dos adultos na vida da jovem. Quando é comparada pelo pai a uma tia excluída da família, Giovanna entra em crise, no que será o estopim para um caminho de descobertas. Assim como “A Amiga Genial”, a obra é ambientada em Nápoles, mas desta vez em Rione Alto e no nobre bairro de Vomero, e não mais na periferia de Lila e Lenù, as protagonistas da célebre tetralogia napolitana. A adaptação de “A Vida Mentirosa dos Adultos” ainda não tem previsão de estreia. Acho muito chique anunciar que o novo livro da Elena Ferrante, A Vida Mentirosa Dos Adultos, vai virar uma série minha. A história se passa em Nápoles, na Itália dos anos 90, e acompanha Giovanna, uma adolescente lidando com as incertezas da chegada da vida adulta. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) May 12, 2020
Dave: Série do rapper Lil Dicky bate recorde de audiência e é renovada para 2ª temporada
O canal pago FXX renovou a série de comédia “Dave”, duas semanas após o final de sua 1ª temporada. Alimentada por uma forte visualização digital, a produção se consagrou como o maior sucesso da emissora – dedicada ao humor – e a série de comédia mais assistida de toda a FX Networks, com uma audiência média de 5,32 milhões de telespectadores – somando o público ao vivo, de VOD e streaming. “Dave” bateu o recorde anterior em “Atlanta”, da FX, que teve uma média de 5,2 milhões de telespectadores em todas as plataformas em sua 1ª temporada. Criada e estrelada por Dave Burd, a série se beneficiou do aumento de pessoas em suas residências, devido à pandemia do novo coronavírus, mas principalmente do projeto FX on Hulu, que disponibiliza o conteúdo da FX Networks diretamente na plataforma adulta da Disney. Com isso, “Dave” foi lançado simultaneamente em streaming e atingiu um público muito maior que teria se ficasse apenas na TV. “Os co-criadores Dave Burd e Jeff Schaffer, juntamente com toda a sua equipe criativa, entregaram uma das melhores séries de comédias da televisão, que se tornou a comédia da FX mais assistida em todos os tempos”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX Entertainment, em comunicado. “Essa é uma conquista extraordinária para ‘Dave’, o elenco e a equipe, que se uniram para fazer uma temporada memorável e brilhante de televisão”. Baseado na vida de Dave Burd, mais conhecido como o rapper Lil Dicky, a série gira em torno de um homem neurótico, com cerca de 20 anos, que se convenceu de que está destinado a ser um dos melhores rappers de todos os tempos. Agora, ele deve convencer seus amigos mais próximos, porque, com a ajuda deles, ele pensa que pode convencer o resto do mundo. Aproveitando as conexões de Burd com vários artistas famosos, graças a seus clipes de rap-comédia como Lil Dicky, a série contou com estrelas notáveis, incluindo Justin Bieber, Young Thug e Kourtney Kardashian em sua 1ª temporada. “Nós decidimos fazer algo especial e é muito gratificante ver a resposta que esse programa obteve”, disse Burd. “Este foi o meu primeiro rodeio, por isso estou super-empolgado em tentar outra vez, agora que tenho alguma experiência em fazer televisão. Realmente parece que o céu é o limite para esta série. Estou ansioso para testar ainda mais o limite no próximo ano.” O cocriador Jeff Schaffer acrescentou: “Estou tão feliz que a FX tenha sido louca o suficiente para dar a Dave Burd um programa de TV e inteligente o suficiente para torná-lo melhor a cada passo do caminho. Estou realmente ansioso por mais uma temporada – ainda há partes da anatomia de Dave às quais ainda não submetemos a América.” Veja abaixo o trailer da 1ª temporada, que ainda é inédita no Brasil.












