Fear the Walking Dead: Prévia da 6ª temporada mostra Morgan vivo
O AMC Brasil encerrou o suspense em relação ao destino de Morgan um pouco mais cedo que o esperado. Uma cena antecipada da 6ª temporada de “Fear the Walking Dead”, disponibilizada no YouTube oficial do canal pago brasileiro, mostrou que o personagem do ator Lennie James sobreviveu ao atentado de Virginia (Colby Minifie) e ao cerco de mortos-vivos do final da temporada passada. Ainda que se movimentando com dificuldades devido aos ferimentos, ele já pensa no futuro, conforme demonstra seu olhar para um berço numa vitrine – Morgan está prestes a voltar a ser pai. Morgan também foi escolhido para estampar o pôster americano da temporada (veja abaixo). Além de continuar na trama, Lennie James ainda fará sua estreia como diretor num dos próximos episódios da série. A 6ª temporada estreia neste domingo (11/10) nos EUA e será exibida no Brasil com um dia de diferença, com novos episódios todas as noites de segunda-feira. Devido à pandemia de coronavírus, a série não completou a produção de todos os episódios, mas, de todo modo, suas temporadas costumam ser divida em duas partes. Assim, a exibição da primeira metade dos capítulos está garantida – ainda que não haja qualquer previsão para o lançamento da segunda metade.
Elenco de Evil cria trailer da 2ª temporada durante live da Comic Con de Nova York
O elenco da série “Evil” inovou na divulgação da atração para a Comic Con de Nova York. Durante o painel virtual da série neste sábado (10/10), os atores revelaram um trailer exclusivo da 2ª temporada, que ainda nem sequer começou a ser gravada. Para conseguir esse “milagre”, contaram com um roteiro dos criadores da atração, Robert e Michelle King (criadores também de “Good Wife” e seu spin-off “The Good Fight”), e registraram suas interpretações em gravações à distância, via videoconferência. Os envolvidos deixaram no ar se o vídeo é piadinha – com direito a trilha “tensa” criada pela boca de Aasif Mandvi – ou se os diálogos refletem situações que realmente devem constar dos próximos episódios. O fato é que as “cenas” tem relação com situações sugeridas pelo final da temporada inaugural. Disponibilizada no Brasil pela Globoplay, “Evil” foi uma das melhores séries lançadas no ano passado na TV aberta americana. A trama acompanha David Acosta, um funcionário da Igreja Católica encarregado de investigar casos de possessões, que pede ajuda a uma psicóloga forense para distinguir casos reais de surtos psicóticos. Mike Colter (o “Luke Cage”) vive o homem da Igreja e a atriz holandesa Katja Herbers (a Emily de “Westworld”) interpreta a psicóloga, chamada de Kristen Bouchard. O elenco também destaca Aasif Mandvi (“The Brink”) como outro integrante cético do grupo, especializado em tecnologia. Além deles, a produção traz Michael Emerson (“Person of Interest”) como um advogado que se revela um agente do Mal, Christine Lahti (“Hawaii Five-0”) como a mãe de Kristen, Kurt Fuller (“Supernatural”) como o psicólogo da protagonista, Patrick Brammall (“Glitch”) como seu marido alpinista e as meninas Brooklyn Shuck (“Rise”), Skylar Gray (“Married”), Maddy Crocco e Dalya Knapp (estreantes) como suas filhas. A participação de “Evil” na Comic Con de Nova York é uma boa notícia para os fãs, tendo em vista a quantidade de “desrenovações” em curso na TV americana, devido à pandemia de coronavírus. Por ainda não ter começado a gravar seus novos episódios, a série da rede CBS atende aos critérios dos cancelamentos súbitos que estão acontecendo. Veja a íntegra do painel do evento abaixo.
A Discovery of Witches: Trailer da 2ª temporada mostra personagens no século 16
O canal pago britânico Sky divulgou o primeiro trailer da 2ª temporada de “A Discovery of Witches”, série de bruxas estrelada por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”). A prévia mostra os personagens no passado, refletindo a trama do segundo livro da “Trilogia das Almas” (“All Souls” no original). Nas páginas de “Sombra da Noite”, os protagonistas vão parar no final do século 16, quando o personagem vampiro de Goode já existia, como um nobre influente da corte da Rainha Elizabeth I, e devem encontrar uma poderosa professora de bruxas para ajudar a protagonista a controlar sua magia, visando achar o Livro da Vida. “A Discovery of Witches” tem o nome do primeiro livro da trilogia, lançado no Brasil como “A Descoberta das Bruxas”, e se tornou a maior audiência do Sky em 2018. A continuação será exibida quase três anos depois da transmissão do último capítulo, mas a 3ª temporada, que completa a história, não deve demorar tanto, pois teve sua aprovação e produção antecipadas. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade. Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o romance entre os dois desperta a ira dos que governam a aliança do mundo sobrenatural. Entre os demais intérpretes da atração também se destacam Owen Teale (série “Game of Thrones”), Julian Kostov (“Leatherface”), Alex Kingston (série “Doctor Who”), Valarie Pettiford (série “Valor”), Lindsay Duncan (“Alice Através do Espelho”), Gregg Chillin (série “Da Vinci’s Demon”), Louise Brealey (série “Sherlock”), Aiysha Hart (série “Atlântida”), Edward Bluemel (“O Passageiro”) e a sueca Malin Buska (“A Jovem Rainha”). A adaptação foi escrita por Kate Brooke (roteirista da série “Mr. Selfridge”), Sarah Dollard (“Doctor Who”) e Tom Farrelly (“Raw”) e a direção da 2ª temporada ficou a cargo de Sarah Dollard e Susie Conklin (“The Musketeers”). A estreia está marcada para janeiro de 2021 no Reino Unido. No Brasil, a série é disponibilizada pela Globoplay.
Resident Alien: Veja 7 minutos da nova série baseada em quadrinhos
O canal pago Syfy divulgou fotos e os primeiros 7 minutos de “Resident Alien”, sua nova série baseada em quadrinhos. A adaptação da publicação da Dark Horse Comics traz o ator Alan Tudyk (o Sr. Ninguém da série “Patrulha do Destino”) no papel-título. Criada por Chris Sheridan (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada”), a série acompanha um extraterrestre que cai em uma pequena cidade do Colorado, onde assume o corpo de um médico recluso, que foi assassinado. Tudo o que ele quer é ser deixado em paz enquanto aguarda um resgate que nunca vem. Mas as circunstâncias, conforme demonstra a prévia abaixo, o forçam a sair de seu esconderijo remoto para resolver crimes – e a questionar se a raça humana merece ser salva ou destruída. Publicados desde 2012, os quadrinhos do escritor Peter Hogan e do desenhista Steve Parkhouse já renderam cinco minisséries completas, com a sexta, que conclui a história, prevista para ser lançada em novembro nos EUA. A estreia está marcada para janeiro e a esperança é que ecoe o sucesso de “Wynonna Earp”, em vez do destino das demais adaptações de quadrinhos canceladas prematuramente pelo canal, como “Krypton”, “Happy!” e “Deadly Class”.
A Teacher: Kate Mara se envolve com menor em minissérie e incentiva denúncias em campanha pública
O canal pago americano FX divulgou um novo trailer e um vídeo de serviço público relacionado à minissérie “A Teacher”. Baseado no longa-metragem de mesmo nome lançado em 2013, a atração traz Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) como uma professora de Ensino Médio que se envolve com um de seus alunos, interpretado por Nick Robinson (“Com Amor, Simon”). A trama vai mostrar as consequências desse romance ilegal na vida dos dois. O filme original foi escrito e dirigido por Hannah Fidell a partir de um roteiro mínimo, com poucas linhas e quase tudo improvisado. Ela ganhou um prêmio especial no Festival de SXSW pelo longa, que mesmo assim dividiu opiniões, devido ao tema. Muitos rejeitam completamente a história pela forma como romantiza pedofilia. Isto resultou num desastre de crítica, com apenas 34% de aprovação no site Rotten Tomatoes e nota 4,8 no IMDb. A minissérie foi desenvolvida pela responsável pelo filme original. Hannah Fidell está à frente do roteiro, direção e produção. Mas para se prevenir contra nova rejeição encabeçada por grupos conservadores, o FX se juntou à organização RAINN (Rape, Abuse & Incest National Network) no lançamento de uma campanha de denúncia de abusos contra menores, que é o foco do vídeo paralelo, gravado por Kate Mara. Em sua gravação, a atriz deixa bem clara a posição dos responsáveis pela produção, ao dizer que “não é Ok para um adulto de confiança usar sua relação ou autoridade sobre uma pessoa jovem para manipulá-la a ter atividades sexuais”. Além de estrelar, Kate Mara também é uma das produtoras, ao lado do ator Jason Bateman (“Ozark”). Com 10 episódios, “A Teacher” será lançada na plataforma Hulu em 10 de novembro, no canal digital FX on Hulu.
Lumberjanes: Quadrinhos da criadora da nova She-Ra vão virar série da HBO Max
A HBO Max encomendou uma série animada baseasa nos quadrinhos “Lumberjanes”. A publicação da BOOM! Studios é uma criação de Noelle Stevenson, a showrunner do desenho “She-Ra e as Princesas do Poder”, na Netflix. Ela também será responsável pela adaptação dos quadrinhos em série, atuando como showrunner, roteirista e diretora. Vencedora de vários prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos), “Lumberjanes” conta a história de cinco amigas que encaram situações sobrenaturais em um acampamento para mulheres. Além do reconhecimento da indústria, a publicação ainda foi premiada pelo GLAAD Awards por sua representatividade feminina e LGBTQIA+. No Brasil, “Lumberjanes” é publicada pela editora Devir.
Deuses Americanos: Trailer da 3ª temporada traz Marilyn Manson e promete estreia em 2021
O canal pago americano Starz divulgou o trailer da 3ª temporada de “Deuses Americanos” (American Gods), que revela a participação de Marilyn Manson e promete a estreia para o começo de 2021. O cantor vai viver, claro, um roqueiro, personagem criado especialmente para a série, que não faz parte do livro de Neil Gaiman, adaptado na produção. A trama gira em torno de Shadow Moon, um ex-condenado que é libertado da prisão após sua esposa morrer num acidente. Completamente só e falido, ele aceita trabalhar como guarda-costas para um vigarista misterioso chamado Mr. Wednesday, que parece saber mais sobre a sua vida do que deixa transparecer. Isto porque Wednesday é a encarnação do deus Odin, que está percorrendo a Terra para reunir todos os deuses antigos e iniciar uma batalha contra os novos deuses que controlam a humanidade atual: internet, televisão, cartão de crédito, etc. Na nova temporada, Wednesday volta a procurar Shadow Moon, enquanto ele se refugia no interior rural dos EUA e finalmente começa a aceitar a realidade a seu redor – e o fato de que também é um deus. O elenco original inclui Ricky Whittle (Lincoln em “The 100”) como Shadow Moon, Ian McShane (série “Deadwood”) como Mr. Wednesday, além de Emily Browning (“Sucker Punch”), Crispin Glover (“Alice no País das Maravilhas”), Peter Stormare (série “Prison Break”), Pablo Schreiber (série “Orange Is the New Black”) e muitos outros. Exibida pelo canal pago Starz nos Estados Unidos, a série é disponibilizada com um dia de atraso no Brasil pela plataforma Prime Video, da Amazon, responsável por sua distribuição internacional.
The Boys: Final da 2ª temporada exibiu cena que tinha sido censurada na série
O final da 2ª temporada de “The Boys” foi disponibilizado na quinta (8/10), na Amazon Prime Video, com uma cena que havia sido cortada da temporada passada por ser considerada “forte demais”. Trata-se de um momento tresloucado do Capitão Pátria (Homelander), em que o super-herói se masturba no topo de um prédio, olhando a cidade de Nova York. Em agosto do ano passado, o criador da série Eric Kripke revelou que a Amazon tomou a decisão de não exibi-la no primeiro ano por considerá-la desnecessária. Na época, Kripke disse que esta foi a única batalha perdida, em termos de censura na série. “Teve uma cena que a Amazon falou ‘sem chance, vocês tem que cortar’. Eu não entendi direito o motivo, considerando tudo que fizemos na série, mas ela mostrava o Capitão Pátria, depois de ter sido despido pela Stillwell no episódio 2, em pé na frente de uma das águias no topo do prédio Chrysler. Ele abaixaria as calças e começaria a se masturbar, repetindo ‘eu posso fazer o que eu quiser’, várias vezes, até atingir o clímax em cima de Nova York. Apesar de não ter ido no ar na época, a cena foi gravada. Kripke ainda elogiou o desempenho do intérprete do super-herói, dizendo que “Anthony [Starr] estava demais”. Um ano depois, a mesma cena acabou vindo à tona em novo contexto, ao final de uma montagem ao som de “God Only Knows”, dos Beach Boys, após o personagem sofrer várias derrotas pessoais (os detalhes são grandes spoilers) e ainda ter que se submeter à Rainha Maeve (Dominique McElligott), que o chantageia a fazer a sua vontade. A cena ganha ainda mais peso, conforme ele repete que pode fazer o que quiser.
Série animada de Jurassic World é renovada para 2ª temporada. Veja o teaser
A Netflix divulgou um novo vídeo da série animada derivada da franquia “Jurassic Park” para anunciar sua renovação e o lançamento dos próximos episódios em 2021. A continuação foi confirmada após três semanas da estreia da 1ª temporada, disponibilizada em 18 de setembro. A trama de “Acampamento Jurássico” (Jurassic World: Camp Cretaceous) é basicamente a mesma de “Jurassic World” (2015), com crianças correndo perigo após ataques de animais pré-históricos, à solta no parque temático. De fato, a história acontece simultaneamente aos eventos do primeiro filme da nova trilogia, antes do parque da ilha Nublar, mais conhecida como ilha dos dinossauros, ser desativado, evacuado e destruído durante uma explosão vulcânica – em “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). A animação foi desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”) e conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015).
The Stand: Trailer da adaptação de Stephen King traz pandemia apocalíptica
A plataforma CBS All Access divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Stand”, minissérie baseada no clássico literário de terror “The Stand – A Dança da Morte”, de Stephen King. A prévia introduz os personagens e mostra o clima apocalíptico da produção, que gira em torno de uma pandemia mortal e os últimos dias da humanidade. A trama se passa num futuro próximo, após o extermínio da maior parte da civilização por uma praga de laboratório, a luta pela sobrevivência dos poucos imunes à pandemia e a descoberta de que o anticristo se prepara para eliminar o que resta da civilização. Os principais destaques são Whoopi Goldberg (“Ghost”) como a Mãe Abigail, uma sábia de 108 anos de idade, representante “do bem”, e Alexander Skarsgård (vencedor do Emmy por “Big Little Lies”) no papel de Randall Flagg, um dos mais famosos vilões de King, que é nada menos que o anticristo. Os dois personagens lideram facções que travam a luta final por corações e almas da população. O elenco famoso inclui ainda Amber Heard (“Aquaman”), James Marsden (“Westworld”), Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”), Greg Kinnear (“House of Cards”), Odessa Young (“Assassination Nation”), o roqueiro Marilyn Manson (“Salem”), Jovan Adepo (“The Leftovers”), Owen Teague (“It: A Coisa”), Heather Graham (“Se Beber Não Case”), Brad William Henke (“Orange Is the New Black”), Daniel Sunjata (“Graceland”) e o brasileiro Henry Zaga (“Os Novos Mutantes”). A adaptação terá 10 episódios escritos e dirigidos por Josh Boone (“Os Novos Mutantes”). O cineasta estava desenvolvendo o projeto para o cinema, mas após anos de negociações e dificuldades de condensar a história, de fôlego épico, optou por uma versão em capítulos. Caso fosse fazer um filme, ele afirmou que precisaria de quatro longa-metragens. 10 capítulos têm basicamente a mesma duração. Não por acaso, o romance de 1,1 mil páginas, publicado em 1978, é um dos poucos clássicos de King que nunca ganhou versão de cinema. Mas já foi transformado em minissérie, também com um elenco grandioso (Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe) e muito sucesso em 1994. Com apoio de Stephen King, que escreveu um novo final (diferente do livro) especialmente para a produção, “The Stand” estreia em 17 de dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
The Magic Order: Netflix desiste da série baseada nos quadrinhos de Mark Millar
A Netflix reverteu a encomenda da série “The Magic Order”, baseada em sua primeira publicação em quadrinhos, lançada em 2018. O projeto seria a primeira série da plataforma resultante de sua aquisição da Millarworld, a empresa de quadrinhos de Mark Millar, criador das obras que viraram os filmes “O Procurado”, “Kick-Ass”, “Kingsman: Serviço Secreto” e suas continuações. Ao fazer o negócio, a ideia da plataforma era lançar quadrinhos inéditos com o objetivo de posteriormente adaptá-los em filmes e séries, considerando que as obras anteriores de Miller fizeram sucesso no cinema. Mas o lançamento de “The Magic Order” também acabou se tornando uma das publicações em quadrinhos mais vendidas deste século, a ponto de garantir continuidade com volumes adicionais. A adaptação da trama numa série já estava em fase de pré-produção em Praga, na República Tcheca, mas anda não havia começado a escalar o elenco. Segundo o site Deadline, embora tenha desistido da produção no momento atual, a Netflix ainda planeja fazer a série no futuro. “The Magic Order” acompanha a trajetória de cinco famílias de mágicos que passaram gerações tentando proteger a humanidade, enquanto vivem de forma normal e sem chamar a atenção de seus vizinhos. Até que surge um novo e misterioso vilão, que passa a matar os integrantes dessas famílias poderosas.
Lanterna Verde: Roteirista do filme vai criar a série do herói
A série do super-herói Lanterna Verde, atualmente em desenvolvido para a plataforma HBO Max, definiu o comando de sua equipe criativa. O roteirista Marc Guggenheim, que ajudou a escrever o péssimo filme do personagem (só 26% de aprovação no Rotten Tomatoes), vai ter uma segunda chance como showrunner da atração, ao lado de Seth Grahame-Smith, autor de “Orgulho e Preconceito e Zumbis” e “Lego Batman: O Filme”. Os dois vão escrever o piloto e comandar a série, que recebeu uma encomenda inicial de 10 episódios. Eles trabalharão na produção com outro responsável pelo filme de 2011, o produtor Greg Berlanti, que se tornou o bem-sucedido mentor do Arrowverso na rede The CW. Berlanti e Guggenheim foram justamente os responsáveis pelo roteiro do piloto de “Arrow”, que inaugurou o universo de séries atuais da DC Comics na TV americana. O projeto dos produtores é reintroduzir o Lanterna Verde como uma saga que se estende por décadas e galáxias, e contará com vários Lanternas Verdes diferentes. Nos quadrinhos, eles são os policiais galácticos que patrulham o universo conhecido e desconhecido. Ao contrário do filme, centrado no Lanterna Verde mais famoso, Hal Jordan, da Era de Prata dos quadrinhos, a série será girar em torno de outros personagens. O site The Hollywood Reporter citou Guy Gardner, Jessica Cruz, Simon Baz e Alan Scott, além dos Lanternas alienígenas Kilowog e Sinestro, um ex-Lanterna transformado em vilão. Alan Scott é o Lanterna Verde original, apresentado pela primeira vez em 1940, mas reciclado numa nova versão na última década. Após o reboot mais recente da DC Comics, ele passou a ser retratado como um personagem gay. Gardner foi criado na década de 1960 e ganhou popularidade no final dos anos 1980, quando sua visão conservadora passou a ser retratada como alívio cômico na revista da Liga da Justiça. Já Cruz, uma latina, e Bax, um muçulmano-americano, são criações mais recentes. Os personagens mais conhecidos, como Hal Jordan, John Stewart e Kyle Raynor não farão parte da série, apesar do final de “Arrow” ter sugerido a transformação de John Diggle (David Ramsey) num Lanterna – uma versão de John Stewart do Arrowverso. De todo modo, os principais detalhes estão sendo mantidos em sigilo. Mas há rumores de que o programa será o mais caro produzido por Berlanti, superando os custos de “Stargirl”. A expectativa de começo da produção é apenas para o ano que vem, já que a dupla encarregada precisa alinhavar um esboço da trama da temporada antes de começar a fase de contratações.
Cecil Thiré (1943 – 2020)
O ator Cecil Thiré morreu nesta sexta-feira (9/10), aos 77 anos, enquanto dormia em sua casa, no Rio de Janeiro. Filho da famosa atriz Tônia Carrero, ele enfrentava o Mal de Parkinson há alguns anos. Além de ser reconhecido como ator de novelas da Globo, especialmente por seus papéis de vilões, como Mário Liberato, em “Roda de Fogo” (1987), e Adalberto, em “A Próxima Vítima” (1995), Thiré também foi roteirista e diretor de diversas obras no cinema e no teatro. Nascido em 28 de maio de 1943, no Rio, Cecil Aldary Portocarrero Thiré foi o filho único do casamento entre Tônia Carrero e o artista plástico Carlos Arthur Thiré, e desde cedo seguiu a tradição artística da família. Sua estreia nas telas foi aos 9 anos, numa pequena participação no filme “Tico-Tico no Fubá”, sucesso musical de 1952 estrelado pela mãe. Sua carreira teve impulso durante o apogeu do Cinema Novo. Aos 19 anos, apareceu em dois segmentos do clássico “Cinco Vezes Favela” (1962). Aos 21, fez sua estreia atrás das câmeras, como assistente de direção de Ruy Guerra em “Os Fuzis” (1964), em que também atuou. Com 24, ganhou projeção internacional no filme “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, e virou ator de novelas, no elenco de “Angústia de Amar” (1967), da TV Tupi. Ao chegar aos 25, tornou-se diretor de cinema, comandando o drama “O Diabo Mora no Sangue” (1968). Mas depois desse começo avassalador, o AI-5 mudou os rumos do cinema brasileiro e da maioria das pessoas que trabalhavam nele. Com a censura dos filmes de temática política e social, Cecil Thiré se reinventou como comediante. Integrou o programa humorístico “Balança Mas Não Cai” e ingressou nas pornochanchadas, que faziam sucesso na época, tanto como ator, em “Como Nos Livrar do Saco” (1973), “Ainda Agarro Esta Vizinha…” (1974) e “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), quanto como roteirista, do último filme citado e de “O Roubo das Calcinhas” (1975). Ele também escreveu o sucesso musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, enquanto se dedicava, ao mesmo tempo, ao teatro e à televisão. Sua primeira experiência como diretor de teatro foi em 1971, numa montagem de “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen, e em 1975 recebeu o Prêmio Molière por sua montagem da peça “A Noite dos Campeões”, de Jason Miller. Ao ingressar na Globo, deu vazão ainda maior à sua versatilidade. Após se destacar como ator de novelas – em “O Espigão” (1974) e “Escalada” (1975) – , começou a aparecer em humorísticos, como “Planeta dos Homens” (a partir de 1976), o que o aproximou de Jô Soares e lhe abriu novos caminhos. Quando Jô Soares ganhou seu próprio programa, “Viva o Gordo”, em 1981, Thiré virou diretor de TV. Depois disso, passou a se alternar na frente e atrás das câmeras, inclusive em novelas. Ele estrelou “Sol de Verão” (1982), “Champanhe” (1983), “Roda de Fogo” (1987), “Top Model” (1989), “Renascer” (1993), “A Próxima Vítima” (1995), “Celebridade” (2003) e dirigiu “Sassaricando” (1987), “Araponga” (1990) e episódios de “Você Decide” e “Sai Debaixo”, além de ter ido para Portugal com sua mãe, para dirigi-la na série “Cupido Electrónico”, em 1993. Mesmo com tanto trabalho, sempre reservou espaço na agenda para o cinema, atuando em filmes famosos, como “Luz del Fuego” (1982), de David Neves, “A Bela Palomera” (1988), de Ruy Guerra, “Forever – Juntos para Sempre” (1991), de Walter Hugo Khouri, “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, indicado ao Oscar, “Cronicamente Inviável” (2000), de Sergio Bianchi, “Sonhos Tropicais” (2001), de André Sturm, entre outros. Thiré chegou a viver o mesmo personagem, o Marechal Henrique Lott, na TV e no cinema, respectivamente na minissérie “JK” (2006) e no filme “Bela Noite para Voar” (2009), de Zelito Viana. Ainda apareceu em três novelas da Record, antes de se afastar das telas em 2013, após a novela “Máscaras” e a série “Se Eu Fosse Você”, ano em que também publicou o livro “A Carpintaria do Ator”, resultado de outra atividade paralela, ensinando o ofício da atuação. A doença o impediu de continuar em atividade. Durante a cerimônia de cremação da mãe, em março de 2018, seu estado de saúde chamou atenção, pela dificuldades demonstradas para andar e falar. Em um vídeo enviado pelo WhatsApp a pessoas próximas da família, a filha de Cecil, a atriz Luisa Thiré, disse: “Ele vai deixar muita saudade, porque papai foi um cara muito importante para a arte toda. Deixou muita coisa boa, muito aprendizado. Foi professor de muita gente, tanto de cinema quanto de teatro. Lembro de eu, pequena, entrando no Teatro Fênix, ele gravando o ‘Viva o Gordo’, e a claque inteira vindo falar comigo como papai era querido. Por onde andou, ele fez amigos de A a Z. Que ele descanse, porque ele merece. Esse final estava bem difícil”, contou a atriz. A família puxou o pai e a avó, com três dos quatro filhos de Thiré seguindo a carreira de atores: Luisa, Carlos e Miguel.












