Atriz de Gilmore Girls entra na nova série sci-fi The Handmaid’s Tale
A atriz Alexis Bledel, a Rory de “Gilmore Girls”, está no elenco de “The Handmaid’s Tale”, série sci-fi da plataforma de streaming Hulu. Sua participação foi gravada em segredo e só anunciada agora, junto com a primeira foto de sua personagem (acima) e a data de estreia da atração. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” (e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”), a trama acompanha uma sociedade futurista e fundamentalista que, diante de desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, passa a explorar as mulheres como propriedade do estado. O elenco traz Elizabeth Moss como a protagonista feminina, Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulação do planeta. Assim, ela é forçada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. O elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”) e Ann Dowd (série “The Leftovers”). Veja as demais fotos do elenco aqui. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) e a estreia está marcada para 26 de abril.
Drew Barrymore vira zumbi em imagens de Santa Clarita Diet, nova série da Netflix
A Netflix divulgou os dois primeiros pôsteres e novas fotos de “Santa Clarita Diet”, série de humor negro protagonizada por Drew Barrymore (“Juntos e Misturados”) e Timothy Olyphant (série “Justified”). Uma das imagens, que mostra Barrymore coberta de sangue, confirma o rumor relacionado à trama da produção, que não foi muito bem explicada pelos releases do serviço de streaming. Trata-se, na verdade, de uma comédia zumbi. A descrição oficial da trama é genérica. A sinopse afirma que “a série conta a história de Sheila (Barrymore) e Joel (Olyphant), um casal de corretores de imóveis que reside em Santa Clarita, um local no subúrbio de Los Angeles com sua filha adolescente Abby (Liv Hewson), até que Sheila decide adotar uma mudança drástica, que levará suas vidas a um caminho de morte e destruição… mas de um jeito bom”. Esta tal mudança drástica virou um boato forte na internet, que a própria Barrymore acabou confirmando nesta semana, numa entrevista com o jornal USA Today. Ela irá mesmo se transformar em zumbi. Assim como parte da população de Santa Clarita, ela terá que lutar contra o desejo de se alimentar de carne humana, e contará com a ajuda do marido. Uma coisa sempre esteve clarita desde o começo: é uma comédia. O criador é Victor Fresco (série “Better Off Ted”) e a estreia está marcada para 3 de fevereiro.
Intérprete de Chiquinha compartilha foto como a personagem de Chaves de férias em Acapulco
A atriz María Antonieta de las Nieves voltou a vestir a roupa da Chiquinha, da série mexicana “Chaves”, ao compartilhar em seu perfil no Facebook as fotos de suas férias. Nas imagens, ela registra a volta da personagem a Acapulco, no México, mesmo balneário onde foi gravado um dos episódios mais lembrados pelos fãs da série, em 1977, há exatos 40 anos atrás. “Desfrutando minhas férias em Acapulco”, escreveu a humorista, vestida de Chiquinha na sacada de um hotel da cidad. A um dos fãs que comentaram na publicação, a atriz confessou: “É um dos meus episódios favoritos”.
Minissérie que junta Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley ganha data de estreia e novo comercial
O canal pago americano HBO divulgou um novo comercial de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”) sob a direção do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”). A prévia é curta e serve para divulgar a data de estreia da atração. Como se não bastasse os nomes já mencionados, o elenco ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”) e Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”), todos destacados no vídeo. O elenco cinematográfico remete ao plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme, que Reese e Nicole estrelariam. Mas com o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”), a ideia foi levada para o mercado televisivo e acabou fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) de Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamento abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada e com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 19 de fevereiro.
Meg Ryan vai estrelar sua primeira série desde os anos 1980
A atriz Meg Ryan é a mais recente estrela de cinema a fazer a transição para a TV, em busca de novos rumos. Ela vai estrelar “Picture Paris”, sua primeira série desde os anos 1980. “Picture Paris” acompanha um casal do subúrbio que decide viajar para França, depois que seus filhos cresceram e já saíram de casa. Porém, o plano não sai exatamente como o esperado… A série de comédia foi criada por Brad Hall (“Os Descasados”), baseada num curta-metragem homônimo de 2011 (que tinha Julia Louis-Dreyfus no papel principal), e será exibida pelo canal pago americano Epix. Ainda não há previsão para sua estreia. Para a atriz, a série representa um retorno às origens, já que ela começou a carreira na TV, integrando o elenco da novela “As the World Turns” em 1982. Ela ainda participou da série western “Wildside”, que durou só seis episódios em 1985, antes de estourar no cinema como atriz de comédias românticas. Recentemente, ela participou da série “Web Therapy” e fez sua estreia como diretora de cinema, à frente do drama “Ithaca”, lançado em setembro nos EUA.
The Man in the High Castle é renovada para sua 3ª temporada
A Amazon renovou “The Man in the High Castle” para sua 3ª temporada. A série é baseada no clássico sci-fi “O Homem do Castelo Alto”, do escritor Philip K. Dick (autor das histórias que viraram “Blade Runner”, “O Vingador do Futuro” e “Minority Report”, entre outros filmes), e gira em torno dos acontecimentos de uma linha histórica alternativa, em que os nazistas e os japoneses venceram a 2ª Guerra Mundial. A produção voltará com novo showrunner após perder seu criador, Frank Spotnitz (“Arquivo X”), que abandonou abruptamente as gravações no meio da 2ª temporada. Para seu lugar, a Amazon anunciou Eric Overmyer, que já trabalhou em séries como “Treme”, “The Affair”, “Bosch” e “Boardwalk Empire”. O cineasta Ridley Scott continua como produtor executivo e o elenco inclui Alexa Davalos (“Fúria de Titãs”), Rupert Evans (“Boneco do Mal”), Rufus Sewell (“Deuses do Egito”), Luke Kleintank (série “Pretty Little Liars”), Cary-Hiroyuki Tagawa (série “Revenge”), DJ Qualls (série “Z Nation”) e Bella Heathcote (“Demônio de Neon”).
SBT desenvolve série juvenil sobre a formação de uma boy band
A rede SBT está desenvolvendo uma série para o público juvenil sobre a formação de uma boy band. Intitulada “Z4”, será uma sitcom de 13 episódios, prevista para ir ao ar apenas em 2018. A trama vai girar em torno da reunião de quatro garotos na mansão do produtor musical Zé. Eles passam as férias treinando para se lançar como boy band. O piloto foi originalmente gravado em 2015, e tinha o ex-Titãs Paulo Miklos no papel do produtor musical. Já a banda era formada pelos atores Matheus Chequer, Gabriel Santana, Filipe Bragança e Matheus Lustosa, todos de “Chiquititas” (2013). A demora para tirar o projeto do papel se deve à opção do canal por buscar incentivo federal. A atração pleiteou e foi contemplada com R$ 2,6 milhões da Ancine (Agência Nacional do Cinema). O valor representa mais da metade do orçamento de “Z4” (R$ 4,6 milhões), que será realizada pela produtora independente Fábrica de Ideias Cinemáticas. O roteiro foi desenvolvido por Newton Cannito, colaborador de novelas como “Joia Rara” (2013). A direção será de Alexandre Boury (“Carrossel: O Filme”) e as gravações devem começar em outubro, após o elenco ser reformulado. Além de conseguir a verba para tirar o projeto do papel, o SBT também conseguiu R$ 4,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual, da Ancine, para a 2ª temporada de “A Garota da Moto”. Ao todo, a Ancine liberou R$ 17,4 milhões do Fundo Setorial para 11 produções – nove de TV e duas de cinema. Os recursos vêm da cobrança de taxas e tributos de companhias telefônicas, emissoras de TV, produtoras e distribuidoras de filmes. O dinheiro é concedido para produções independentes selecionadas pela Ancine, mas parte dele retorna para os cofres públicos.
Megan Mullally posta foto “auto-explicativa” de comemoração com o elenco de Will & Grace
A atriz Megan Mullally postou uma foto de ano novo em seu Twitter que alude diretamente ao retorno da série “Will & Grace”. Na imagem, ela aparece comemorando e jogando brindes para cima, ao lado de Debra Messing, Sean Hayes e Eric McCormack – o elenco central da produção. A legenda diz apenas: “Auto-explicativo”. E, de fato, nem precisa dizer mais nada. A imagem foi divulgada poucos dias após Leslie Jordan, que venceu um Emmy por sua participação em “Will & Grace”, afirmar, durante uma entrevista de rádio, que a série retornará para uma nova temporada de 10 episódios em 2017. Os rumores do retorno circulam desde que o elenco principal se reuniu para um vídeo de propaganda eleitoral, incentivando os americanos a votarem para presidente – e zombando de Donald Trump. Em outubro, o site TV Line apurou que a rede NBC viu a repercussão do vídeo e enxergou potencial, planejando fazer novos episódios da série com Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). Para reforçar a possibilidade, o elenco afirmou ter se divertido muito no reencontro, que ainda contou com os cenários originais, texto dos criadores da série, Max Mutchnick e David Kohan, e direção de James Burrows, responsável por comandar 188 episódios da produção, exibida entre 1998 e 2006 nos EUA. “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay, sua amiga designer de interiores heterossexual, e dois de seus melhores amigos. Em sua trajetória, a série venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para McCormack, Mullally, Hayes e Messing. self-explan ? pic.twitter.com/95mhMVehsI — Megan Mullally (@MeganOMullally) January 1, 2017
Vida Alves (1928 – 2017)
Morreu a atriz Vida Alves, pioneira da TV brasileira, que deu o primeiro beijo numa novela e também o primeiro beijo gay da história televisiva do país. Ela estava internada num hospital de São Paulo há uma semana e morreu na noite de terça-feira (3/1), após uma falência múltipla de órgãos, aos 88 anos de idade. Mineira de Itanhandu, Vida Amélia Guedes Alves começou no rádio e foi escalada por Walter Forster (1917-1996), então diretor da TV Tupi, para fazer par romântico com ele na primeira novela do país, “Sua Vida Me Pertence”, em 1951. O enredo incluía um beijo, que se tornou histórico. Infelizmente, como não havia videotape, não há registro da cena. Mas ela garantia que foi “beijo técnico”. “Um selinho”, não cansava de repetir. O beijo, por sinal, precisou ser aprovado pelo marido da atriz. Por isso, o único ensaio aconteceu na sala a sua casa, diante do marido, que era amigo de Forster. Mesmo assim, a atriz acabou com fama de beijoqueira, já que também protagonizou o primeiro beijo homossexual da TV brasileira. Aconteceu no teleteatro “Calúnia”, adaptação da peça de Lillian Hellman levada ao ar na mesma Tupi no programa “TV Vanguarda” em 1963, quando ela e Geórgia Gomide se beijaram em cena. Na trama, Vida e Geórgia interpretavam diretoras de um internato para meninas que eram caluniadas por uma estudante que as acusava de serem amantes. O escândalo leva os pais a tirarem as filhas do colégio, até que, falidas, as duas acabam descobrindo que realmente se amavam, terminando a história com um selinho. Desde beijo histórico restou uma foto, que comprova que a TV brasileira já foi mais avançada que Hollywood – o beijo final foi proibido na versão cinematográfica americana, “Infâmia” (1961), com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. A ditadura militar, porém, acabou com esses “modernismos”. Ela trabalhou em novelas da Tupi e da TV Excelsior até 1969, voltando a contracenar com a amiga Geórgia Gomide em “A Outra” (1965), de Walter George Durst. Sua última novela foi “Dez Vidas” (1969), escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Gianfrancesco Guarnieri. Fora do ar, liderou um movimento de defesa da memória da TV brasileira, que envolveu diversos pioneiros e reuniu um acervo precioso a partir de 1995 na associação Pró-TV, que ela fundou. Vida só voltou à aparecer na telinha em 2004, para interpretar a si mesma em “Um Só Coração”, minissérie sobre a história de São Paulo, que também foi seu único trabalho na Globo. Sua trajetória é contada em detalhes na biografia “Vida Alves – Sem Medo de Viver, de Nelson Natalino, lançado em 2013 pela Editora Imprensa Oficial. Ela própria escreveu ainda “Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades” em 2014, narrando a história do começo da televisão brasileira e como eram produzidas as primeiras novelas. A atriz deixa dois filhos, três netos e três bisnetos. A cantora Tiê, uma das netas, deixou uma mensagem nas redes sociais: “Dona Vida Alves fez a passagem. Minha amiga, minha avó, minha parceira, minha musa beijoqueira. 88 anos de muita luz, amor, arte e vida. Vire estrela e descanse em paz. Te amo pra sempre e vou sentir saudades todos os dias.”
Retrospectiva: As 5 melhores séries brasileiras de 2016
O Brasil ainda engatinha na produção de séries, como demonstra a dificuldade de formar uma seleção de melhores do gênero. Isto se deve à tradição das novelas e dos programas humorísticos, que por muitas décadas foram considerados os programas nobres da TV brasileira. A lei da TV Paga, que incentiva a produção independente, trouxe mais quantidade, mas não necessariamente qualidade, pois muitas atrações que se dizem séries ainda se parecem com novelas ou humorísticos. Neste cenário, o acabamento profissional da Globo faz a diferença – veja-se o predomínio de suas produções na lista. Neste ano, a emissora até arriscou uma narrativa menos linear, com resultado bastante positivo: “Justiça”. Mas houve duas atrações ainda mais ousadas. “3%” superou as limitações do baixíssimo orçamento para virar a primeira sci-fi brasileira a obter repercussão internacional. E #MeChamaDeBruna arriscou tratar de sexo de forma crua, direta e dramaticamente provocante. Pena que, escondida no pacote premium da Fox, Maria Bopp não tenha causado tanto quanto Bruna Marquezine.
Retrospectiva: As 10 melhores minisséries e antologias de 2016
O canal pago americano FX aperfeiçoou um novo modelo de séries de antologia, que narra uma história completa ao longo de uma temporada, feito uma minissérie, e os prêmios de “The People v. O.J. Simpson – American Crime Story” comprovam como essa variação foi bem aceita. Por outro lado, uma das produções mais comentadas do ano foi uma antologia clássica: “Black Mirror”, que apresenta uma história diferente por episódio – e uma melhor que a outra. Desde “Além da Imaginação” (Twilight Zone) nos anos 1950, não se via uma série sci-fi traduzir tão perfeitamente a paranoia dos dias modernos. Produção inglesa, “Black Mirror” também remete à qualidade das séries limitadas britânicas. Não por acaso, a melhor minissérie do ano vem do Reino Unido: o suspense “The Night Manager”.
Retrospectiva: As 10 melhores séries de drama de 2016
A série mais cara da Netflix entrega a reconstituição de época mais primorosa da TV. Assim como “The Crown”, várias outras atrações de época integram a lista das melhores produções dramáticas do ano: títulos tão diferentes quanto o clima épico dos “Vikings”, o thriller da Guerra Fria “The Americans” e a tecnologia retrô de “Halt and Catch Fire” – a produção mais subestimada da TV. A seleção também inclui a melhor série policial da atualidade, a britânica “Happy Valley”, e um dos melhores finais de série de todos os tempos, com “Rectify”.
Retrospectiva: As 10 melhores séries de comédia de 2016
“Atlanta” foi uma das melhores estreias do ano em qualquer gênero. “Fleabag” é a melhor série britânica do momento. Ambas representam uma ampla renovação no estilo das comédias televisivas. Por sinal, a lista das melhores séries cômicas de 2016 inclui diversas novatas. Não é por acaso, tendo em vista o que mais está no ar. Em compensação, “Veep” se mantém a atração veterana com a mais incrível capacidade de permanecer engraçada e relevante, ano após ano. E, sim, “BoJack Horseman” também é a melhor série animada de 2016.












