Toy Story 4 emociona mesmo repetindo situações dos filmes anteriores
“Toy Story”, “Toy Story 2” e “3” não são apenas excelentes. São alguns dos melhores filmes já feitos e entregam com perfeição um começo, um meio e um fim como poucas trilogias foram capazes. E o que é “Toy Story 4”? Um novo final? Um novo começo? Precisava mesmo disso? Não fica claro. É tão relevante quanto desnecessário. Uma delícia de assistir, praticamente um complemento, mas não chega à altura dos anteriores. Entretanto, todos amam Woody, Buzz & Cia. É ótimo rever velhos amigos mesmo quando não contam muita novidade. E é exatamente isso que acontece com “Toy Story 4”, um pot-pourri dos melhores momentos e conflitos da (antes considerada) trilogia. Isso é bom e ruim, porque satisfaz quem gosta da saga, mas também é o primeiro dos quatro filmes a não entregar um roteiro desenvolvendo dramas e obstáculos inéditos. O único ponto de Toy Story 4 diferente de tudo que foi mostrado desde 1995 é o seu final. Mas até chegar lá, a história é uma repetição. Divertida, emocionante, mas ainda uma repetição. E fica a pergunta: esse final foi feito para (de novo) encerrar a série pela segunda vez ou para indicar sua reinvenção? Enfim, o tempo se encarregará de responder essa questão. Mas é um final que arrancará lágrimas dos fãs; não na mesma quantidade derramada em “Toy Story 3”, mas vai. Pode não ser o que você queria, porém é honesto com toda a série e demonstra o esforço de “Toy Story 4” em, no mínimo, honrar os anteriores. Até porque era impossível não retomar os temas de aceitação, abandono, lealdade, e existencialismo, amizade e a busca pelo nosso verdadeiro eu e nosso lugar no mundo, que são base da franquia. Tudo isso foi e explorado de alguma forma na trilogia, como a história do brinquedo que não sabe que é um brinquedo (“Toy Story”), a dúvida de Woody sobre se juntar a outros brinquedos e deixar sua criança para trás (“Toy Story 2”) e a fuga de um lugar estranho e ameaçador (“Toy Story 3”), que ressurgem repaginados com Garfinho e outros novos personagens, além de um antiquário tenebroso. Mas não há como negar que tudo é bem amarrado e que a história flui com maestria. Mesmo com seus repetecos, “Toy Story 4” é mágico e envolvente do início ao fim, como um entretenimento de primeira, coisa que às vezes até a própria Pixar se esquece de fazer. Talvez por causa da coragem de sua conclusão. Quando tudo está igual, a Pixar resolve fechar com uma última decisão inesperada, mas que faz todo o sentido depois de tantos anos acompanhando esses brinquedos. Principalmente, porque a franquia sempre foi representada por Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (Tim Allen). Mas, no fundo, sempre foi sobre o caubói. Woody dedicou sua vida à Andy e aos amigos; nunca a si próprio. Em “Toy Story 4”, pela primeira vez, veremos Woody fazendo algo para ele mesmo. Ele representa pessoas que você conhece (ou talvez seja você) que abdicam de sonhos e vontades para cuidar dos outros e, num piscar de olhos, a vida já passou. Gostei de ver essa discussão na série, assim como a introdução de novos personagens, como o dublê Duke Caboom (voz de Keanu Reeves) e a dupla Patinho e Coelhinho (Keegan-Michael Key e Jordan Peele). Também é interessante ver a indefesa Betty (Annie Potts) surgindo como uma jedi após cerca de sete anos vivendo nas ruas. Mas é o tal do Garfinho (voz de Tony Hale) que rouba a cena. Um brinquedo que pode ser criado por qualquer criança no mundo, e que se torna mais valioso que qualquer produto caríssimo vendido nas lojas. Ironicamente é o que deve acontecer com o Garfinho, que deve ser vendido a mais de R$ 100,00 nas megastores. Mas voltando ao filme, o personagem se vê como lixo, descartável e recusa sua existência. Se não fosse por Woody, ficaria para sempre numa lata de lixo. Ou seja, a Pixar toca sutilmente no tema do suicídio, mas não se preocupe, porque a abordagem é leve e divertida por incrível que pareça, porque mostra a metáfora por meio de um garfo tosco de plástico e não de uma pessoa. Só que, enquanto temos ótimos personagens principais com muito tempo em cena, incluindo a boneca Gaby Gaby (voz de Christina Hendricks) e seus assustadores bonecos ajudantes, os tradicionais Rex, Cabeça de Batata, Slink e até Jessie se tornam descartáveis na trama. E nunca “Toy Story” tratou seus coadjuvantes de maneira tão pobre. Resta saber se o desfecho de “Toy Story 4” foi uma conclusão mesmo (de novo) ou se foi um (outroz) recomeço. Talvez tenha chegado a hora da Pixar tomar uma decisão radical, porque se continuar a apostar na reprise de situações, o antiquário pode ter uma estante reservada para “Toy Story 5”.
Deslembro é uma pequena obra-prima do cinema brasileiro
É possível notar, mesmo sem saber nada de “Deslembro”, que se trata de um filme muito pessoal de sua diretora, Flavia Castro. Ao perceber que o desaparecimento do pai durante a ditadura já havia sido abordado no documentário “Diário de uma Busca” (2010), fica claro que ela é movida pela necessidade de recontar essa história. O que impressiona é o quanto ela consegue ser bem-sucedida nisso, estreando no registro de ficção. A sensibilidade com que a cineasta conta a história da jovem adolescente que é trazida da França para o Brasil na virada dos anos 1970 para os 80, quando começou o processo de anistia política, é realizada com uma vivacidade impressionante. Nos primeiros minutos de “Deslembro” vemos uma família dialogando em francês. A menina Joana (Jeanne Boudier, ótima) não quer sair da França e ir para um país em que se torturam e matam pessoas. Mas a mãe (Sara Antunes) prefere que a filha e seus outros dois filhos (na verdade, um deles é filho do seu companheiro com outra mulher) venham com ela para o Rio de Janeiro. O impacto da chegada ao novo país começa a trazer memórias fortes de um momento traumático na vida da pequena Joana. Lembranças escondidas em um canto seguro de sua memória. Assim, essas lembranças – ou possíveis lembranças, já que não se sabe ao certo o que é verdade ou o que é construído como uma espécia de sonho – vão surgindo em flashbacks bem fragmentados. Às vezes, a diretora usa um recurso plasticamente muito bonito de mostrar uma imagem tão próxima que não permite distinguir o está sendo mostrado, como em um quadro de pintura abstrata com textura em alto relevo. A inclusão de canções é também um acerto do filme. Lou Reed, Caetano Veloso, The Doors, Nelson Gonçalves (em uma canção de Noel Rosa que também aparece no maravilhoso “Arábia”, de João Dumas e Affonso Uchôa, ainda que com um intérprete diferente), citações a David Bowie e Pink Floyd; além do amor pelos livros por parte de Joana e a recitação de um poema de Fernando Pessoa. Tudo isso faz com que a paixão pela vida, embora dolorosa pela falta trágica do pai, esteja o tempo todo presente. E há ainda o amor no seio familiar. A família mostrada no filme, tão fragmentada quanto as memórias da menina, é de encher o coração (o que são aquelas cenas no carro, meu Deus?). As questões de afetividade envolvendo a mãe, o padrasto chileno e os dois irmãos pequenos somam-se à avó da menina que mora no Rio, vivida com brilho por Eliane Giardini. A cena mais tocante do filme, aliás, surge sutil, num momento em que a avó e a menina estão sozinhas e a avó olha com lágrimas nos olhos para o rosto daquela garota que lembra o seu filho assassinado pela ditadura. Um exemplo de sensibilidade ímpar por parte da diretora e de seu belo elenco. O amor romântico também surge em “Deslembro” de maneira muito bonita. Há, inclusive, uma cena de sexo muito discreta e muito elegante entre a garota e o seu interesse amoroso, um rapaz que também é filho de exilados. E esse aspecto romântico e a quantidade generosa de canções pop faz com que o filme dialogue com o ótimo “Califórnia”, de Marina Person. No que se refere às questões políticas, há diálogo com o momento atual, embora o filme tenha sido finalizado antes das últimas eleições presidenciais. O que não deixa de torná-lo ainda mais forte e urgente nos dias de hoje. Aliás, o que não parece urgente nos dias de hoje, quando o assunto é direitos humanos? Restrito ao circuito alternativo, “Deslembro” infelizmente terá um público pequeno. Por isso, é importante que o boca a boca seja positivo e que atraia o público, para que mais pessoas tenham a honra de ver esta pequena obra-prima no cinema, em toda sua glória.
The Peanut Butter Falcon: Drama indie premiado com Shia LaBeof ganha trailer cativante
O estúdio indie Roadside Attractions divulgou o trailer de “The Peanut Butter Falcon”, filme estrelado por Shia LaBeouf (“Borg vs McEnroe”) e Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), que venceu o prêmio do público no recente Festival SXSW e tem 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Absolutamente cativante, a prévia inclui alguns dos elogios rasgados conquistados pela produção. A trama gira em torno de um jovem com Síndrome de Down (o estreante Zack Gottsagen), que foge de casa e acaba forjando amizade com um andarilho (LaBeouf). O rapaz excepcional convence o desconhecido a compartilhar sua jornada em busca de seu sonho: matricular-se numa escola de luta livre para virar campeão. A dupla vira trio com a chegada de Dakota Johnson, funcionária de uma casa de repouso encarregada de encontrar o fugitivo, que embarca literalmente na aventura ao alcançá-los à beira do rio Mississippi. Os cineastas Tyler Nilson e Michael Schwartz se inspiraram nas histórias clássicas de Tom Sawyer e Huck Finn, do escritor Mark Twain, para criar a história, que marca a estreia de ambos em longa-metragem. O ótimo elenco também inclui John Hawkes (“Três Anúncios para um Crime”), Bruce Dern (“Os Oito Odiados”), Thomas Haden Church (“Divorce”) e Jon Bernthal (“O Justiceiro”). “The Peanut Butter Falcon” tem estreia comercial marcada para 9 de agosto nos Estados Unidos e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Dinossauros invadem a Lua em trailer e fotos da continuação de Deu a Louca nos Nazis
A Vertical Entertainment divulgou o trailer, dois pôsteres e mais de 40 fotos de “Iron Sky: The Coming Race”, continuação do cult “Deu a Louca nos Nazis” (Iron Sky), sobre nazistas na Lua. A sequência do fenômeno trash ganhou maior orçamento e incluiu até dinossauros e alienígenas na trama, que se passa após a 3ª Guerra Mundial – entre a Terra e a Lua – ter deixado o planeta destruído. O diretor é o mesmo, o finlandês Timo Vuorensola, que costumava fazer filmes amadores de “Star Trek” antes de se tornar famoso. Entretanto, a prévia sugere uma típica sequência hollywoodiana, com mais efeitos e mais absurdos, como nazistas montados em dinossauros. O elenco inclui Lara Rossi (“Robin Hood – A Origem”), Vladimir Burlakov (“Deutschland 86”), Tom Green (“Os Aliens Estão Entre Nós”) e as voltas de Julia Dietze, Stephanie Paul e Udo Kier, repetindo seus papéis do primeiro filme. A estreia está marcada para janeiro na Finlândia e em abril nos EUA. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Lázaro Ramos canta em 10 clipes de músicas de projeto infantil
O ator e em breve cineasta Lázaro Ramos está estreando em nova atividade: a música infantil. Ele lançou o projeto “Viagens da Caixa Mágica”, um disco baseado em dois livros de poesia escritos para seus filhos. São dez faixas e todas ganharam “clipes” – na verdade, registros de estúdio do ator/cantor dividindo o microfone com parceiros e convidados – as cantoras (e atriz) Heloísa Jorge, Lellê e Jéssica Ellen e o músico Jarbas Bittencourt (diretor musical do Bando de Teatro Olodum), responsável pelas composições. O resultado soa como se os Tribalistas fizessem uma trilha para o “Castelo Rá-Tim-Bum”, com tom entre didático e bem-humorado, expressando preocupação de abordar identidade racial de forma lúdica no universo infantil. Lázaro, claro, já tem experiência como cantor. Ele gravou 45 músicas durante a produção da série “Mister Brau”, em que interpreta um cantor. Todas as dez faixas de “Viagens da Caixa Mágica” podem ser ouvidas/vistas no playlist abaixo.
Trailer revive série clássica infantil Banana Splits como filme de terror
A Warner divulgou o trailer de “The Banana Splits Movie”, que transforma os bichos de pelúcia tamanho família da série “Banana Splits” em monstros de terror sanguinário. Sem medo de estragar as lembranças de infância de quem já é vovô, a prévia mostra como uma plateia lotada de crianças é presa pelas criaturas durante uma gravação do antigo programa de TV. Ao saber que foram cancelados, os Bananas resolvem raptar o público e torturar os acompanhantes adultos para injetar literalmente sangue novo na atração. O filme é impróprio para menores, o que não vai impedir pesadelos em cinquentões. Para quem não lembra, “Banana Splits” era o nome de um programa dos anos 1960 apresentado por quatro animais falantes (ou melhor, três, já que Snorky era um elefante de pelúcia que não falava). Eles tocavam rock, liam cartas de fãs e fugiam das menininhas da Turma das Uvas Azedas, em segmentos curtos entre desenhos dos “Cavaleiros das Arábias”, “Os Três Mosqueteiros”, “Microaventuras” e o seriado live-action “Ilha do Perigo” (o “Lost” original). Os personagens foram criados pelos irmãos Krofft (de “O Elo Perdido”) para a produtora Hanna-Barbera e embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1968 e 1970, acabou marcando a cultura pop com quadrinhos, brinquedos, discos e a famosa música-chiclete “Tra-la-la Song”, que vira trilha de terror no trailer abaixo. O retorno que é um horror será lançado em vídeo pela Warner e exibido pelo Syfy na televisão. O roteiro foi escrito por Jed Elinoff e Scott Thomas (criadores da série “A Casa da Raven”) e a direção está a cargo de Danishka Esterhazy (da sci-fi “Level 16”). Já o elenco conta com Dani Kind (“Wyonna Earp”), Finlay Wojtak-Hissong (“The Kindness of Strangers”), Steve Lund (“Schitt’s Creek”) e Sara Canning (“The Vampire Diaries”). Ainda não há previsão para a estreia. Relembre após a trailer a abertura da série clássica ao som da “Tra-la-la Song”.
Ready or Not: Todos querem matar a noiva em trailer de terrir americano
A Fox Searchlight divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Ready or Not”, um terrir que transforma a tradicional brincadeira de esconde-esconde num jogo de vida ou morte. A premissa é simples como diversão de crianças. Uma noiva recém-casada é convocada a participar de um jogo, que faz parte de uma tradição bizarra para ser aceita na família do noivo. Em vez de curtir a noite de núpcias, ela precisa ficar escondida até o amanhecer, enquanto os sogros, genros e familiares estranhos de seu marido tentam encontrá-la. O detalhe que esquecem de mencionar é que eles estarão armados e loucos para matá-la. A noiva é vivida por Samara Weaving (“Smilf”) e o elenco inclui Melanie Scrofano (“Wynonna Earp”), Andie MacDowell (“Feitiço do Tempo”), Mark O’Brien (“Maus Momentos no Hotel Royale”), Adam Brody (“Shazam!”), Henry Czerny (“Revenge”), Nicky Guadagni (“A Garota Ideal”), Kristian Bruun (“Orphan Black”), Elyse Levesque (também de “Orphan Black”) e John Ralston (“Suprema”). A direção é de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que fizeram juntos o terror convencional “O Herdeiro do Diabo” (2014). E a estreia está marcada para 22 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Rodrigo Santoro resgata papel de travesti em Carandiru para celebrar Parada do Orgulho LGBTQIA+
O ator Rodrigo Santoro comemorou a Parada do Orgulho LGBTQIA+ com um post no Instagram que resgatou seu personagem Lady Di em “Carandiru” (2003). No filme de Hector Babenco, Santoro interpretou uma presidiária travesti que se casou com outro presidiário dentro da cadeia. O matrimônio foi celebrado com um beijo entre Lady Di e Sem Chance, interpretado por Gero Camilo. Na legenda da imagem, o ator destacou a Parada do Orgulho LGBTQIA+ que aconteceu no domingo (23/6) em São Paulo e desejou que “todos os beijos, de todas as bocas, sejam um símbolo de amor e liberdade”. Ele lembrou que, na época, foi escondido no cinema e viu pessoas deixando a sala após a cena do beijo. Mas que, 16 anos depois, os beijos entre pessoas de mesmo sexo são celebrados à luz do dia na Av. Paulista. “Em 2003, Gero Camilo, meu querido amigo e parceiro de cena em Carandiru, disse que o beijo da Lady Di e do Sem Chance era um beijo de todas as bocas e, para alguns, era como um tapa”, escreveu Santoro. “Ainda naquele ano experimentei a sensação de, escondido nas salas, ver pessoas deixando os cinemas após a cena”. “Hoje, 2019, as ruas de São Paulo estão tomadas pela luta para que todos os beijos, de todas as bocas, sejam um símbolo de amor e liberdade. A arte é aliada desse sonho”, concluiu.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ver essa foto no Instagram Carandiru. #LadyDi #SemChance #HectorBabenco 2003. ? Em 2003, Gero Camilo, meu querido amigo e parceiro de cena em Carandiru, disse que o beijo da Lady Di e do Sem Chance era um beijo de todas as bocas e, para alguns, era como um tapa. Ainda naquele ano experimentei a sensação de, escondido nas salas, ver pessoas deixando os cinemas após a cena. Hoje, 2019, as ruas de São Paulo estão tomadas pela luta para que todos os beijos, de todas as bocas, sejam um símbolo de amor e liberdade. A arte é aliada desse sonho.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀#Pride #LGBT #ParadaSP ⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ In 2003, Gero Camilo, my dear friend and scene partner in Carandiru, said that the kiss between Lady Di and Sem Chance represented a kiss from every mouth and for some it was like a slap in the face. Still that year I’d experience the sensation of, hidden within movie theaters, just watching as people left after that scene. Today, in 2019, the streets of São Paulo are taken by this fight, so that all kisses, from all mouths, are a symbol of love and freedom. Art is an ally to this dream. Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) em 23 de Jun, 2019 às 9:14 PDT
O Barato de Iacanga vence o festival In-Edit Brasil
O filme “O Barato de Iacanga”, de Thiago Mattar, foi anunciado como vencedor do prêmio do júri do Festival In-Edit Brasil 2019, realizado em São Paulo e focado em documentários musicais. Com imagens raras de shows, “O Barato de Iacanga” resgata o lendário Festival de Águas Claras, que teve quatro edições realizadas entre 1975 e 1984 numa fazenda em Iacanga, no interior paulista. Considerado o “Woodstock brasileiro”, o evento reuniu artistas como Os Mutantes, João Gilberto, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Som Nosso de Cada Dia, Egberto Gismonti, Raul Seixas, Alceu Valença e Jorge Mautner. E sofreu perseguição da ditadura militar por conta de sua influência hippie – com amor e drogas livres. A pesquisa de material do diretor, em busca de registros considerados perdidos, durou 10 anos. Com a vitória, “O Barato de Iacanga” será exibido também na edição 2019 do In-Edit em Barcelona e no circuito internacional dos festivais In-Edit. O júri do In-Edit Brasil ainda concedeu um prêmio especial para “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”, dirigido por Daniela Broitman, que também ficou com o Prêmio do Público. Veja abaixo o trailer do principal vencedor.
Toy Story 4 massacra Brinquedo Assassino nas bilheterias dos EUA
“Toy Story 4” estreou no topo das bilheterias da América do Norte com a arrecadação de US$ 118M (milhões). O valor representa o maior faturamento da franquia e também é o terceiro a superar US$ 100M entre os lançamentos de 2019 nos Estados Unidos e Canadá – após “Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato”, todos da Disney. O sucesso da animação da Disney/Pixar interrompe uma série de fracassos que lideraram o ranking nas últimas semanas. E volta a alegrar a crítica, que andava ranzinza com a baixa qualidade dos fiascos recentes. “Toy Story 4” atingiu 98% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, o que faz de seu lançamento um dos blocksbusters mais bem avaliados do ano. Para completar, tirou nota A no CinemaScore, em pesquisa de público após as sessões de estreia. Apesar disso, parte do mercado viu o copo meio vazio, por “Toy Story 4” não ter batido recordes ou cumprido expectativas exageradas. Havia projeções de até US$ 200 milhões para sua estreia, o que superaria a bilheteria de “Os Incríveis 2” (US$ 182M), maior abertura entre as animações. Mas o filme não foi lançado em feriadão como é praxe entre os recordistas, nem durante as férias escolares para lotar as sessões diurnas de sexta. O lançamento internacional dobrou a quantia, levando o longa a atingir US$ 238M em todo o mundo. Isto é mais, por exemplo, do que “X-Men: Fênix Negra” e “MIB: Homens de Preto – Internacional” fizeram até agora, com vários dias de vantagem. O remake de “Brinquedo Assassino” abriu em 2º lugar, mas muito distante da arrecadação de “Toy Story 4”. Depois de brincar de matar os brinquedos da Pixar numa coleção de pôsteres de humor negro, Chucky foi massacrado por Woody, Buzz Lightyear e seus amiguinhos de plástico, com uma abertura de apenas US$ 14M. O filme acabou sobrevivendo às críticas mais afiadas, com 60% de aprovação, mas não empolgou o público, rendendo C+ no CinemaScore. A estreia no Brasil está marcada para 22 de agosto. O Top 3 se completa com outro título da Disney, “Aladdin”, que em seu quinto fim de semana em cartaz faturou quase tanto quanto “Brinquedo Assassino”. Mais impressionante ainda é seu feito internacional. O remake live-action estrelado por Will Smith superou os US$ 800 milhões de bilheteria em todo o mundo. No resto do ranking, o desempenho dos filmes que abriram no topo nos últimos fins de semana ajuda a demonstrar que nem sempre estrear entre os primeiros significa sucesso. Após uma semana, “MIB: Homens de Preto – Internacional” caiu do 1º para o 4º lugar. Após dois semanas, “X-Men: Fênix Negra” foi parar em 9º lugar. Após três, “Godzilla II: O Rei dos Monstros” se segura em 8º lugar. Todos esses filmes darão grandes prejuízos para seus estúdios. Em compensação, “John Wick 3: Parabellum” conseguiu subir uma posição em relação à semana passada, aumentando ainda mais seu lucro após seis semanas em cartaz. Para completar o balanço, a programação da América do Norte teve uma estreia ampla que não conseguiu entrar no Top 10. “Anna”, o novo filme de ação do cineasta francês Luc Besson, foi lançado em mais de 2 mil cinemas, rendeu somente US$ 3,5M e ficou em 11º lugar. O lançamento chegou a ser adiado em alguns meses, após Besson ser denunciado por estupro por uma atriz francesa. Ele conseguiu se livrar do processo na Justiça, mas outras atrizes ventilaram novas denúncias de assédio na imprensa. Isso complicou o futuro de Besson. Após quase falir com o fracasso de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, “Anna” pode ser a bomba (25% no Rotten Tomatoes) que faltava para a produtora do cineasta, a EuropaCorp, implodir. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Toy Story 4 Fim de semana: US$ 118M Total EUA e Canadá: US$ 118M Total Mundo: US$ 238M 2. Brinquedo Assassino Fim de semana: US$ 14M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 14M 3. Aladdin Fim de semana: US$ 12,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,5M Total Mundo: US$ 810,1M 4. MIB: Homens de Preto – Internacional Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA e Canadá: US$ 52,6M Total Mundo: US$ 182M 5. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA e Canadá: US$ 117,5M Total Mundo: US$ 194,6M 6. Rocketman Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 77,3M Total Mundo: US$ 153,4M 7. John Wick 3: Parabellum Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 156M Total Mundo: US$ 289,1M 8. Godzilla II: O Rei dos Monstros Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 102,3M Total Mundo: US$ 349,9M 9. X-Men: Fênix Negra Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 60,1M Total Mundo: US$ 232,9M 10. Shaft Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 15,9M Total Mundo: US$ US$ 15,9M
Polícia de Los Angeles prende suspeito de roubar estátua de Marilyn Monroe em Hollywood
A polícia de Los Angeles prendeu um suspeito do roubo da estátua de Marilyn Monroe, que aconteceu durante o fim de semana passado em plena Calçada da Fama de Hollywood, um dos pontos turísticos mais visitados dos Estados Unidos. Na sexta-feira (21/6), a polícia identificou o suspeito como Austin Mikel Clay, o mesmo homem que as autoridades disseram ter usado um machado destruir a estrela do presidente Donald Trump na Calçada da Fama de Hollywood. Clay, de 25 anos, foi condenado no último verão por ter vandalizado a estrela de Trump e estava em liberdade condicional. “É lamentável que ele esteja buscando esse método para ganhar fama”, disse o detetive da LAPD Douglas Oldfield, em entrevista à rede NBC. A estátua de Marilyn adornava o topo de um gazebo de metal localizado no começo da famosa Calçada. A obra se chama “The Four Ladies of Hollywood” e foi construída sobre pilares que representam quatro atrizes de diferentes culturas no cinema americano: Mae West, Dorothy Dandridge, Anna May Wong e Dolores Del Rio. Em sua declaração à imprensa, o porta-voz da LAPD disse que foram encontradas provas do vandalismo com Clay, mas não a estátua, que foi serrada do alto do gazebo “Olhando para o vídeo (de segurança), seria razoável supor que a estátua possa ter se quebrado e estar em vários pedaços”, disse Oldfield. A pequena escultura representava Marilyn na célebre cena do filme “O Pecado Mora ao Lado” (1955), em que o ar de um respirador de metrô levanta seu vestido branco.
Midsommar: Terror do diretor de Hereditário ganha novo trailer e fotos ensolaradas
O estúdio indie A24 divulgou mais um pôster, trailer e uma galeria de fotos de “Midsommar”, novo terror de Ari Aster, o diretor de “Hereditário” (2018). A prévia mostra um grupo de turistas americanos que chega numa pequena comunidade sueca durante festividades locais de verão. O clima idílico encanta os visitantes, mas, como se sabe, esse tipo de passeio nunca acaba bem em filmes de terror. A premissa confirma o fetiche de Aster pelo clássico “O Homem de Palha” (1973), que já tinha sido brevemente vislumbrado nas cenas finais de “Hereditário”. Desta vez, o paganismo foi promovido a tema principal, encenado em meio a campos ensolarados, com muitas loiras sorridentes e saltitantes, com flores no cabelo. Tudo que é belo também se torna arrepiante, conforme a história avança, mostrando rituais menos amistosos. A beleza nórdica dos personagens é autêntica, já que a maioria do elenco vem da Suécia. Mas há alguns rostos ingleses e americanos conhecidos, como Florence Pugh (“Legítimo Rei”), Will Poulter (“Maze Runner”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e William Jackson Harper (série “The Good Place”), em meio à loirice de Julia Ragnarsson (“Sequestro na Ilha”), Anna Åström (“Vikings”), Liv Mjönes (“Agente H: Conspiração Terrorista”), Björn Andrésen (“Shelley”) e Gunnel Fred (série “Bron/Broen”). A estreia está marcada para 25 de julho no Brasil, três semanas após o lançamento nos Estados Unidos. A propósito, o filme ganhou subtítulo para o lançamento nacional. A “tradução” transformou o nome minimalista, de apenas uma palavra, num épico de sete palavras e um hífen. Virou: “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”.
Veja quatro cenas inéditas de Homem-Aranha: Longe de Casa
A Sony divulgou quatro cenas de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que mostram o personagem-titulo vivido por Tom Holland divido entre sua identidade civil de Peter Parker e o dever de herói como Homem-Aranha. Nas cenas, ele interage com MJ (Zendaya) e Mysterio (Jake Gyllenhaal), além de enfrentar o Homem-Hídrico, um dos vilões que os trailers chamam de elementais. Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












