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Filme

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Filme

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Filme

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6 de novembro de 2026
  • Filme

    Novo trailer de “Batman” explora relação com Mulher-Gato

    27 de dezembro de 2021 /

    A Warner divulgou novos pôster e trailer do reboot de “Batman”, que destacam o relacionamento do herói com a Mulher-Gato. A prévia revela a forte química entre os intérpretes dos personagens, Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”). Além disso, mostra uma aliança entre os dois para enfrentar uma ameaça em comum: o Charada, em versão mascarada vivida por Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”). Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), “Batman” (The Batman, em inglês) marca a estreia de Robert Pattinson no papel do super-herói dos quadrinhos e se passa antes da fama do herói se solidificar no submundo do crime. Por conta disso, a trama também apresenta a origem de vários personagens icônicos. O elenco da produção inclui Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) como um promotor público e Barry Keoghan (“Eternos”) como um certo maluco gargalhante internado no Asilo Arkham. A estreia vai acontecer em 3 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Novo “Homem-Aranha” já tem quinta maior bilheteria da História no Brasil

    27 de dezembro de 2021 /

    “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” liderou as bilheterias brasileiras pelo segundo fim de semana consecutivo, visto por 1,4 milhão de pessoas e arrecadando R$ 30,5 milhões entre quinta-feira e domingo (26/12). Segundo apuração da consultoria Comscore, a ocupação de salas foi seis vezes maior que a da principal estreia da semana, “Matrix Resurrections”, responsável por vender 235,8 mil ingressos e render R$ 4,9 milhões. A diferença reflete a desigualdade ocasionada pela diferença de distribuição dos dois filmes. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” teve a maior distribuição já vista na História do Brasil, ocupando 2,8 mil telas em 16 de dezembro. O resultado foi o recorde histórico da semana passada, que somou 5,1 milhões de espectadores e R$ 103,7 milhões em bilheteria, maior arrecadação de estreia do país. Ao todo, o filme da Sony/Marvel já foi assistido por 9,6 milhões de brasileiros e faturou mais de R$ 180 milhões. Em 12 dias de exibição, já virou a quinta maior bilheteria de todos os tempos no Brasil. Em compensação, a ocupação monopolizadora restringiu “Matrix Resurrections” a chegar em menos de mil salas na quarta-feira passada (22/12). Essa situação gerou um efeito colateral que as bilheterias desta semana deixam bem claro. Todos os demais filmes perderam espaço nas telas. A animação “Encanto” foi o terceiro filme mais assistido do período, e teve apenas 33 mil espectadores, rendendo R$ 621,5 mil. Foi seguida por “Casa Gucci”, na quarta posição com 2,6 mil ingressos vendidos e R$ 70,3 mil em caixa, e “Clifford: O Gigante Cão Vermelho”, que não chegou a juntar mil espectadores, faturando R$ 18,5 mil em 5º lugar. A queda brusca de arrecadação destes filmes coincide com a diminuição drástica de cinemas em que podem ser vistos. Confira abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil, de acordo com a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 23-26/12:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #MatrixResurrections 3.#Encanto 4. #casagucci 5. #cliffordmovie 6. #amorsublimeamor7. #Marighella8. #cronicafrancesa9. #kingrichard 10. #Eternals — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 27, 2021

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  • Filme,  Série

    Jean-Marc Vallée (1963-2021)

    27 de dezembro de 2021 /

    O cineasta canadense Jean-Marc Vallée, indicado ao Oscar por “Clube de Compra Dallas” e vencedor do Emmy por “Big Little Lies”, morreu repentinamente durante o fim de semana do Natal aos 58 anos. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas ele morreu em sua cabana nos arredores de Quebec City e sua família e amigos próximos estão em choque. “Jean-Marc era sinônimo de criatividade, autenticidade e tentar as coisas de forma diferente”, disse seu parceiro de produção Nathan Ross, ao confirmar o falecimento num comunicado. “Ele era um verdadeiro artista e um cara generoso e amoroso. Todos que trabalharam com ele não puderam deixar de ver o talento e a visão que ele possuía. Ele era um amigo, parceiro criativo e um irmão mais velho para mim. O mestre fará muita falta, mas é um conforto saber que seu belo estilo e o trabalho impactante que ele compartilhou com o mundo vão viver”. Vallée começou a carreira fazendo videoclipes nos anos 1980, mudando para o cinema em 1995 com o lançamento de seu primeiro longa: “Lista Negra”, um suspense envolvendo o assassinato de uma prostituta e uma lista de suspeitos proeminentes, todos juízes. A produção obteve nove indicações ao Genie Awards, o “Oscar” da Academia Canadense de Cinema, que ele finalmente foi vencer dez anos depois, com seu quarto longa. A comédia de época “C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor” consagrou Valée em 2005. O filme venceu quatro Genies, incluindo Melhor Filme e Diretor, e abriu as portas para uma nova fase em sua carreira, rendendo sua primeira produção de grande orçamento. Indicado a três Oscars e vencedor da categoria da categoria de Melhor Figurino, o suntuoso drama de época “A Jovem Rainha Vitória” (2009), estrelado por Emile Blunt, deixou o diretor bem cotado em Hollywood. Mas antes de assumir projetos americanos, ele preferiu rodar primeiro um drama franco-canadense, “Café de Flori” (2011), estrelado por Vanessa Paradis. Foi um breve desvio, antes de Vallée entrar com força em Hollywood e atingir o ápice da carreira com “Clube de Compra Dallas” (2013), baseado na história real de um texano aidético que salvou a sua vida e várias outras ao contrabandear remédios contra Aids barrados pela burocracia nos EUA. Matthew McConaughey perdeu famosamente vários quilos, ficando só pele e osso para desempenhar o papel, e acabou reconhecido com o Oscar de Melhor Ator. Além dele, Jared Leto também conquistou um troféu de Melhor Coadjuvante por viver um transexual aidético. Vallée, porém, foi lembrado apenas na categoria de Edição e não venceu. Ele fez só mais dois longas após a esnobada da Academia: “Livre” (2014), que rendeu indicações ao Oscar para Reese Witherspoon e Laura Dern, e “Demolição” (2014), com Jake Gyllenhaal, premiado no Festival SXSW. A partir daí, voltou sua atenção para a TV paga, com resultados impressionantes. Em 2017, o cineasta venceu tanto o DGA Award, prêmio do Sindicato dos Diretores, quanto o Emmy de Melhor Direção pela série “Big Little Lies”. No total, a produção da HBO levou oito Emmys, mas Vallée não quis dirigir a 2ª temporada quando a minissérie original foi estendida com uma continuação. Em vez disso, foi comandar “Sharp Objects” (também conhecida pelo título nacional do livro em que se baseia, “Objetos Cortantes”), que disputou mais oito Emmys no ano seguinte. Além de dirigir, o cineasta também produziu “Big Little Lies” e “Sharp Objects”, e ficou muitos anos tentando tirar uma cinebiografia de Janis Joplin do papel, que nunca foi realizada por brigas com os detentores dos direitos autorais da cantora. Ele estava desenvolvendo “The Player’s Table”, série que seria estrelada pela cantora Halsey, e um filme sem título quando faleceu. “Jean-Marc Vallée foi um cineasta brilhante e ferozmente dedicado, um talento verdadeiramente fenomenal que infundiu cada cena com uma verdade profundamente visceral e emocional”, disse a HBO em comunicado. “Ele também foi um homem extremamente carinhoso, que investiu todo o seu ser ao lado de cada ator que dirigiu.” Vallée deixa dois filhos adultos, o ator Alex Vallée e o editor Émile Vallée, com quem costumava trabalhar em suas produções.

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  • Filme

    Me Tira da Mira: Comédia que junta Cleo, Fiuk e Fábio Jr. ganha trailer

    26 de dezembro de 2021 /

    A Imagem Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Me Tira da Mira”, comédia besteirol em que Cleo (“Mais Forte que o Ódio”) contracena com o irmão Fiuk (“Júlio Sumiu”) e o pai Fábio Jr (“Fala Sério, Mãe!”). A prévia tem mais participações especiais que sentido, mas sugere que Cleo vive uma policial infiltrada numa clínica suspeita. Combinando ex-BBBs com atores, o elenco ainda inclui Viih Tube (“Amiga do Inimigo”), Gkay (“Detetive Madeinusa”), Mel Maia (“Tudo Por um Popstar”), Kaysar Dadour (“Carcereiros: O Filme”), Cris Vianna (“Quem Vai Ficar com Mário?”), Sérgio Guizé (“O Homem Perfeito”), Silvero Pereira (“Bacurau”), Júlia Rabello (“Confissões de uma Garota Excluída”) e a estreante Bruna Ciocca. Curiosamente, Cleo já tinha vivido uma policial num filme sério – e bom – , “Operações Especiais”, lançado em 2015. Mas as cenas exibidas no trailer não tem nível de comparação com o profissionalismo da produção anterior. A direção é de Hsu Chien Hsin (“Quem vai Ficar com Mário?”) e a estreia está marcada para 24 de fevereiro.

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  • Filme

    Sucesso de “Homem-Aranha” contrasta com fracassos de “Matrix” e “King’s Man”

    26 de dezembro de 2021 /

    Com mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” segue batendo recordes. O filme já se tornou a maior bilheteria da Sony na América do Norte em todos os tempos com US$ 467,3 milhões de arrecadação doméstica, superando com o folga o antigo campeão, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, que faturou US$ 404,5 milhões em 2017. E antes da metade da semana deve virar também o maior sucesso mundial do estúdio, deixando para trás os US$ 1,1 bilhão feitos por “Homem-Aranha: Longe de Casa” em 2019. Os dois longas mais recentes do Homem-Aranha são as únicas produções da Sony que faturaram mais de US$ 1 bilhão. Ao todo, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” está com US$ 1,05 bilhão, mesmo sem chegar à China, onde não tem previsão de estreia, e esbarrando em cinemas fechados em vários países da Europa, que enfrenta picos de contágio de covid-19 graças à variante ômicron. Só no dia de Natal, o lançamento que junta três gerações do Homem-Aranha faturou US$ 31,7 milhões nos EUA e Canadá. Isto representa a terceira maior bilheteria norte-americana do feriado em todos os tempos, atrás apenas de “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 49,3 milhões) e “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (US$ 32,1 milhões). Seu sucesso corresponde a 53% de todo o faturamento dos cinemas da América do Norte neste fim de semana, período em que rendeu US$ 81 milhões, quase quatro vezes a bilheteria do 2º lugar, o lançamento animado “Sing 2”. Mesmo assim, a produção da Illumination/Universal impressiona o mercado com seu desempenho diante do sucesso avassalador do longa da Marvel/Sony. Os bichos cantores renderam US$ 23,7 milhões no fim de semana, mas já somam US$ 41 milhões graças ao lançamento antecipado na quarta-feira (22/12). Por outro lado, as perspectivas para “Matrix Resurrections” não são nada animadoras. A estreia da sequência de ficção científica da Warner Bros. abriu em 3º lugar no mercado doméstico com US$ 12 milhões no fim de semana e um total de US$ 22,5 milhões desde quarta-feira. A baixa procura por ingressos marcou de forma expressiva o fim da criticada experiência de lançamentos híbridos da Warner, que disponibilizou todos os seus filmes de 2021 simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max nos EUA, ajudando a fortalecer o streaming a grandes custos comerciais. Fora dos EUA, o filme fez o dobro, US$ 47 milhões até agora, elevando sua arrecadação global para US$ 69,8 milhões. Mas “Matrix” não foi a única franquia a praticamente se despedir das telas devido ao baixo interesse do público. “King’s Man: A Origem”, prólogo dos filmes de “Kingsman”, acabou com insignificantes US$ 6,3 milhões no fim de semana e US$ 10 milhões desde quarta-feira. Para piorar, arrecadou apenas US$ 6,9 milhões em sete mercados internacionais, para um registro global de US$ 16,9 milhões. A aventura de grande orçamento é mais um fracasso na conta da aquisição da 20th Century Fox pela Disney. E quase acabou atrás do drama esportivo “American Underdog”, cinebiografia esportiva de baixo orçamento, que fez US$ 6,2 milhões com Zachary Levy (o Shazam) no papel de um ídolo do futebol americano, fechando o Top 5 dos EUA e Canadá. A estreia de “King’s Man: A Origem” está marcada para 6 de janeiro no Brasil, mesmo dia em que “Sing 2” chega no país.

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  • Filme

    Presidente da Disney agradece Tom Holland por convencê-lo a fazer novo “Homem-Aranha”

    25 de dezembro de 2021 /

    Tom Holland ganhou um parabéns bastante especial pelo sucesso de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que atingiu US$ 1 bilhão de bilheteria mundial neste sábado de Natal (25/12). Ninguém menos que o presidente da Disney, Bob Iger, cumprimentou o intérprete do super-herói. Iger fez questão de tornar público seu contentamento com o fenômeno das bilheterias, lembrando que o filme só existiu por causa do ator. “Ei Tom Holland, eu fico feliz que tivemos aquela discussão sobre o Homem-Aranha e parabéns pelo sucesso de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’! Feliz Natal também!”, escreveu o influente chefe da Disney em seu Twitter. Para quem não lembra, Disney e Sony não estavam se entendendo comercialmente em 2019, ocasião em que chegaram até a anunciar que o Homem-Aranha estava fora do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Diante da dificuldade para finalizar o acordo de parceria para o terceiro filme do herói, Holland decidiu tomar uma iniciativa rara para um ator – ainda mais um ator tão jovem – , e se intrometeu na briga, solicitando conversas particulares com Bob Iger e Tom Rothman, da Sony. De fato, Holland se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir uma questão puramente comercial. Na época, tinha apenas 23 anos. Depois desta conversa, Disney e Sony retomaram as discussões e aceitaram fazer concessões que antes eram tidas como inegociáveis. O resultado está em cartaz, batendo recordes de arrecadação. Anteriormente, Iger já tinha mencionado que Tom lhe devia “um chope por salvar o Homem Aranha”. Hey @TomHolland1996 …I’m glad we had that discussion about Spider-Man and congratulations on the success of @SpiderMan No Way Home! Merry Christmas, too! — Robert Iger (@RobertIger) December 25, 2021

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  • Filme

    Novo “Homem-Aranha” chega à US$ 1 bilhão de bilheteria

    25 de dezembro de 2021 /

    “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” está para atingir US$ 1 bilhão de bilheteria mundial entre este sábado e o domingo (26/12), poucos dias após se tornar o filme de maior arrecadação em 2021 e em toda a pandemia – deixando para trás “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 773 milhões). O montante pode ser atingido em 10 dias, considerando a data do lançamento europeu (15/12) como ponto de partida. Trata-se da primeira vez que um filme chega nesse valor desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, lançado em dezembro de 2019. 40% do total, ou mais exatamente US$ 409 milhões até sexta (24/12), vem dos Estados Unidos e Canadá. Outros países que estão fazendo diferença nas bilheterias são Reino Unido, México, França, Rússia e… Brasil. Mas o volume poderia ser ainda maior se o lançamento chegasse à China, onde não tem previsão de estreia. Além disso, o sucesso do filme começa a esbarrar em cinemas fechados na Europa, que enfrenta picos de contágio de covid-19, graças à variante ômicron. A expectativa agora é se o lançamento vai superar o filme anterior da franquia, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, já neste domingo. Não é difícil, pois o segundo filme da trilogia estrelada por Tom Holland rendeu ao todo US$ 1,1 bilhão mundial. Vale lembrar que este montante também representa a maior arrecadação da História da Sony Pictures. De fato, sem os contratempos sanitários e os repetidos problemas da Marvel com a China, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” poderia até chegar aos US$ 2 bilhões, tendo em vista que seu fim de semana de estreia (US$ 600 milhões) só ficou atrás dos números do recordista “Vingadores: Ultimato”.

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  • Filme

    Filmes: 10 estreias de VOD para animar o Natal

    24 de dezembro de 2021 /

    As locadoras digitais oferecem várias opções animadas no fim de semana do Natal, a maioria para crianças, mas também há um título adulto. Metade da lista abaixo são desenhos. Os demais são duas comédias, um suspense desconcertante e dois dramas de época potentes. E, quem diria, um dos filmes tem até temática natalina. O detalhe é que, dentre as 10 novidades selecionadas de VOD (video on demand, antigamente generalizado como pay per view) para passar o feriadão, o lançamento mais fraco é justamente o que tem maior apelo popular. Saiba mais abaixo.     A FAMÍLIA ADDAMS 2 | Apple TV, Google Play, Microsoft Store, YouTube   A continuação do desenho de 2019 acompanha os famosos monstrinhos criados por Charles Addams numa viagem de férias por diversos pontos turísticos dos EUA. Preocupados por Vandinha estar se afastando da família ao chegar na adolescência, Gomez e Mortícia resolvem colocar todo mundo dentro de um trailer assombrado para uma excursão pelas cataratas do Niágara, o Grand Canyon e a praia de Miami, mas a crítica americana não embarcou junto, resultando em míseros 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por outro lado, o público considerou um programa divertido para a família, discordando da imprensa com nota B no CinemaScore. Na dúvida, considere o seguinte: é o mais caro dos títulos relacionados, ainda em fase de “venda” premium.     A FANTÁSTICA VIAGEM DE MARONA | NOW   O primeiro longa animado da romena Anca Damian (“The Island”) venceu 13 prêmios internacionais em festivais importantes como Annecy (considerado o Cannes da Animação), Gijón e Tóquio Anime. A história singela gira em torno de uma cachorrinha, que após um acidente se lembra de todos os diferentes tutores que teve e amou incondicionalmente.     O MACACO ESTRELA | Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube   A premiada animação sueca de Linda Hambäck (“Gordon & Paddy”) acompanha uma menina que viveu num orfanato toda a sua vida, até o dia em que uma gorila decide adotá-la. Aos poucos, Jonna se acostuma com a nova mãe, mas quando tudo parece estar indo bem as autoridades locais ameaçam a sua paz.     AINBO: A GUERREIRA DA AMAZÔNIA | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube   A animação peruana segue a linha de produções recentes da Disney, com uma heroína valente que se junta a bichos falantes para salvar seu reino, que no caso é a floresta da Amazônia. A perspectiva de personagens indígenas é refrescante, mas o monstro lendário que ameaça a tribo acaba virando subterfúgio para o filme contornar o problema real: o desmatamento e a mineração ilegais, aludidos sem aprofundamento na trama.     A ARTE DA FELICIDADE | NOW   A estreia do cineasta italiano Alessandro Rak (“A Gata Cinderela”) foi eleita a Melhor Animação da Europa pela Academia Europeia de Cinema em 2014. Drama adulto, gira em torno de um ex-músico que virou um taxista melancólico de Nápoles. Dirigindo sob uma chuva incessante, ele questiona sua vida e discute tópicos filosóficos com passageiros e fantasmas do passado, diferenciando-se da maioria das animações pelo tom meditativo.     E AGORA? A MAMÃE SAIU DE FÉRIAS 2! | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube   A continuação da comédia italiana “E Agora? A Mamãe Saiu de Férias!” segue a família do filme original, desta vez nas férias natalinas. Repetindo o desempenho do longa de 2019, foi um grande sucesso comercial, quando chegou nos cinemas italianos no Natal passado.     GANGUE DE LADRAS | NOW   A comédia de ação italiana de Michela Andreozzi (“Guia Astrológico para Corações Partidos”) conta a história de uma gangue de ladras que se disfarçava de homens em meados da década de 1980. Além das jovens assaltantes, o elenco destaca a veterana Stefania Sandrelli, famosa sex symbol dos anos 1960 e 1970.     UM LUGAR SECRETO | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube   Neste suspense inquietante, um menino de 13 anos com tendências sociopatas decide prender seus pais e irmã em um bunker abandonado no quintal de casa, mentindo para os vizinhos para aproveitar a liberdade e começar a descobrir a vida adulta. Embora seja o primeiro filme dirigido pelo espanhol Pascual Sisto, o roteirista Nicolás Giacobone já venceu um Oscar por “Birdman” (2014). O bom elenco inclui Michael C. Hall (“Dexter”), Taissa Formiga (“American Horror Story”), Jennifer Ehle (“Cinquenta Tons de Cinza”) e o adolescente Charlie Shotwell (“Capitão Fantástico”).     ECOS DO PASSADO | NOW   Último filme do lendário ator sueco Max von Sydow (“O Exorcista”), falecido logo após as filmagens aos 90 anos, acompanha uma advogada (a francesa Astrid Roos) que viaja à Grécia para representar o governo alemão num caso internacional, visando impedir indenizações pelo massacre da população de Kalavryta pelas tropas nazistas em 1943. O último sobrevivente da barbárie é o senhor idoso vivido por Sydow, que relata os eventos terríveis, servindo de gancho para flashbacks brutais, que fazem a advogada repensar sua missão.     AQUELES QUE FICARAM | NOW   Vencedor de 12 prêmios internacionais, este potente drama de época húngaro tem nada menos que 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Apesar disso, não conseguiu passar pela peneira da Academia, na busca de uma vaga no Oscar retrasado. A trama se passa após a 2ª Guerra Mundial, quando sobreviventes do holocausto tentam se ajudar em meio a um novo período incerto, sob domínio soviético. Os protagonistas são um médico viúvo de meia idade, que perdeu mulher e filhos nos campos de concentração, e uma adolescente órfã que se recusa a aceitar o destino dos pais. Inesperadamente, os dois formam uma conexão e estabelecem uma nova família como pai e filha adotiva, mas muitos veem maldade na relação, especialmente membros do Partido Comunista, colocando em risco sua chance tênue de felicidade.

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  • Filme

    Filmes: “Encanto” é o melhor streaming de Natal

    24 de dezembro de 2021 /

    A Disney+ garante o Natal das crianças – e suas famílias – com o lançamento de “Encanto”, principal atração infantil desta sexta (24/12) em streaming. Mas a maioria dos títulos do fim de semana são para um público mais crescidinho, do besteirol romântico “Lulli”, com Larissa Manoela, à crítica negacionista “Não Olhe para Cima”, com Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e grande elenco. Veja abaixo os 10 melhores lançamentos da semana nas plataformas para esquecer do mundo e fingir que está nevando lá fora.     ENCANTO | Disney+   A segunda incursão animada da Disney pelo universo latino, após “Viva – A Vida é uma Festa” (Coco) em 2017, é um musical concebido pelo compositor Lin-Manuel Miranda. A trama gira em torno dos Madrigal, uma família extraordinária que mora numa casa mágica nas montanhas da Colômbia. Cada integrante da família é abençoada com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Exceto Mirabel. E quando a magia começa a entrar em colapso, é justamente ela, a única Madrigal sem poderes sobrenaturais, que se torna a última esperança de seus parentes excepcionais. Embora a perspectiva cultural latina ainda seja novidade para a Disney, o produto final é típico do estúdio: divertido, musical e lindamente animado. A animação também confirma a supervalorização de Lin-Manuel Miranda em Hollywood. “Encanto” foi o quarto filme com suas digitais em 2021 – após “Em um Bairro em Nova York”, “Tick, Tick…Boom!” e outra animação, “Vivo: Um Amigo Show”. Já a direção ficou a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”).     NÃO OLHE PARA CIMA | Netflix   A superprodução de fim de ano da Netflix chama atenção pelo elenco estelar, com Leonardo DiCaprio (vencedor do Oscar por “O Regresso”) e Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”) tentando alertar o mundo sobre a aproximação de um cometa capaz de destruir a Terra. Escrito e dirigido por Adam McKay (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”), a comédia apocalíptica, que ainda destaca Meryl Streep (vencedora do Oscar por “A Dama de Ferro” e outros), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) e até a cantora Ariana Grande (“Sam & Cat”) em seu elenco, não agradou muito a crítica americana, como atesta a aprovação de 55% (medíocre) no Rotten Tomatoes. Mas deve causar efeito oposto no Brasil, onde as comparações com o negacionismo bolsonarista aumentam sua importância, dão profundidade à sátira e praticamente garantem repercussão.     BEING THE RICARDOS | Amazon Prime Video   O drama de época transforma Nicole Kidman (“Nove Desconhecidos”) e Javier Bardem (“Duna”) em Lucille Ball e Desi Arnaz, casal icônico que estrelou o famoso sitcom “I Love Lucy” (1951-1957). Mas o grande atrativo da produção é o roteiro do diretor Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”), que conjura a lendária estrela de TV em diálogos afiados, tão bons que distraem da aparência botocada de Kidman e do fato de Bardem não parecer nada com Arnaz. A trama se desenrola durante uma semana de produção de “I Love Lucy”, quando Lucy e Desi enfrentam uma crise que pode encerrar suas carreiras e seu casamento, após a ruiva mais famosa dos EUA ser acusada de vermelha – não pela cor dos cabelos, mas por supostamente ser comunista. Hoje uma piada, a acusação ridícula no auge da caça às bruxas em Hollywood abalou o prestígio da estrela em 1952, e o resgate dessa história serve para lembrar ao público contemporâneo a loucura perigosa que acompanha a chegada da extrema direita ao poder, além de discutir a cultura do cancelamento numa época em que nem havia Twitter.     LULLI | Netflix   Em sua terceira comédia na Netflix – depois de “Modo Avião” (2020) e “Diários de Intercâmbio” (2021) – Larissa Manoela embarca no humor fantasioso, como uma médica residente que toma um choque e passa a ouvir os pensamentos de todos ao seu redor. A premissa faz uma grande descoberta: que o nome do meio da Dra. Meredith Grey é Jean. Pois é basicamente “Grey’s Anatomy” com Jean Grey, a telepata dos X-Men, uma médica romântica com poderes mutantes. O filme também marca uma nova parceria da atriz com a escritora Thalita Rebouças após “Fala Sério, Mãe!” (2017). Desta vez, porém, não se trata da adaptação de um livro, mas um roteiro original escrito em parceria com Renato Fagundes (“Modo Avião”). Para completar, volta a juntar Larissa com o diretor de “Modo Avião”, César Rodrigues.     PREDADORES ASSASSINOS | Netflix   Tenso do começo ao fim, o thriller de Alexandre Aja (“Piranha”) mostra a luta de uma jovem (Kaya Scodelario) para resgatar o pai, gravemente ferido no porão de sua casa, durante um imenso furacão. Não bastasse o nível da água subir sem parar, inundando o local, ela também precisa enfrentar inimigos inesperados: gigantescos crocodilos que chegam com as águas. Simples e muito bem feito, virou um dos suspenses favoritos de Quentin Tarantino.     AMEAÇA PROFUNDA | Star+   Este terror submarino foi bastante subestimado em seu lançamento nos cinemas. Na trama, após um tremor comprometer suas instalações submarinas, um grupo de cientistas precisa lutar pela sobrevivência contra ameaças que inadvertidamente liberaram ao perfurar o fundo do mar. Claramente inspirado em “Aliens”, sai-se melhor que todas as outras produções de “aliens nas profundezas” (inclusive “O Segredo do Abismo”, do próprio diretor de “Aliens”, James Cameron) e ainda tem um elenco interessantíssimo, encabeçado por Kristen Stewart (“Spencer”), Vincent Cassel (“Jason Bourne”) e Jessica Henwick (“Matrix Resurrection”).     FOURTEEN | MUBI   O drama indie escrito e dirigido por Dan Sallitt é uma lição sobre a amizade, e como a passagem do tempo pode mudar os laços e a visão que temos de velhos amigos. A trama acompanha duas grandes amigas de infância que tem reações diferentes à vida adulta. Enquanto a mais genial e expansiva tem dificuldades de manter emprego, a mais tímida e focada segue firme em seu projeto de vida. Mas logo fica claro que o problema da primeira, cada vez mais disfuncional, pode ter raízes mais profundas que a imaturidade. Venceu vários prêmios, inclusive o de Melhor Roteiro no Gotham Awards, a premiação de cinema independente de Nova York.     BADEN BADEN | MUBI   A estreia da diretora francesa Rachel Lang segue uma jovem de espírito livre de 26 anos, que volta para casa em Estrasburgo depois de morar no exterior por tempo suficiente para se sentir deslocada em todos os lugares. A atriz Salomé Richard (“Memórias da Dor”) brilha como a protagonista, que é totalmente andrógina e ainda assim apaixona todos os homens ao seu redor.     STAND BY ME DORAEMON | Netflix   STAND BY ME DORAEMON 2 | Netflix   Os dois filmes mais recentes de Doraemon chegam juntos na véspera da Natal. Eles adaptam os primeiros mangás criados por Fujiko F. Fujio em 1969, mostrando as confusões do gato robô enviado do futuro para cuidar de uma criança, Nobita Nobi, com o objetivo de ajudá-lo a cumprir seu destino – entre outras coisas, melhorar as notas na escola e casar-se com sua melhor amiga Shizuka Minamoto quando crescer. Lançado em 2014, “Stand by Me Doraemon” foi a primeira animação computadorizada do gatão, após vários episódios de anime e longas bidimensionais. E depois do sucesso da origem de Doraemon, premiada como Melhor Animação do Japão, a história continuou em 2020 com o segundo filme, em que Nobita resolve ir ao futuro assistir seu casamento, causando vários desastres. Os dois filmes têm direção de Takashi Yamazaki (da animação “Lupin III: O Primeiro”) e Ryuichi Yagi (do game “Resident Evil Zero”).

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    Samantha Schmutz fica pobre no trailer de “Tô Ryca! 2”

    23 de dezembro de 2021 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer da comédia “Tô Ryca! 2”, continuação do filme de 2016 estrelado por Samantha Schmutz (“Vai que Cola: O Filme”). Só que a sequência deveria se chamar “Tô Pobre”, fase dita pela própria atriz na prévia, diante da nova premissa. A trama utiliza o mesmo artifício que justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de uma hora para outra. Novamente miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que na prévia parecem bem mais engraçados – e honestos – que os clichês de novo rico da trama original. O elenco de apoio volta a contar com Katiuscia Canoro (“E Aí… Comeu?”), Marcelo Mello Jr (“Alemão”) e Anderson Di Rizzi (“O Concurso”), mas sofreu várias baixas de comediantes famosos. Em compensação, incluiu Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. Assim como no primeiro filme, o roteiro é de Fil Braz e a direção ficou a cargo de Pedro Antônio. A estreia está marcada para 3 de fevereiro.

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    “Eduardo e Mônica” sofre novo adiamento

    23 de dezembro de 2021 /

    O filme “Eduardo e Mônica”, baseado na canção homônima da banda Legião Urbana, vai atrasar mais duas semanas, após sofrer novo adiamento. Previsto para estrear em 6 de janeiro, agora chegará aos cinemas brasileiros em 20 de janeiro. O motivo não é a variante ômicron, que está causando a suspensão de vários eventos nos EUA. Com os cinemas tomados por “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, até “Matrix Resurrection” chegou em menos de mil salas nesta semana, e em 6 de janeiro o filme brasileiro ainda teria que disputar espaço com a animação “Sing 2” e o filme de ação “King’s Man – A Origem”. Por outro lado, o adiamento compra outra briga: contra o coronavírus. Diversos países europeus já decretaram a paralisação das exibições cinematográficas por causa do aumento da contaminação alimentado pela ômicron. Mesmo com os sistemas do Ministério da Saúde bagunçados por ataque hacker, vários hospitais brasileiros têm comunicado aumento expressivo de internações por covid-19 e também por uma cepa bastante agressiva de influenza. A volta das restrições de funcionamento do comércio não está descartada. “Eduardo e Mônica” já encontrou cinemas fechados anteriormente. O filme deveria ter estreado nos cinemas brasileiros em abril de 2020. Com o começo da pandemia, foi adiado para 12 de junho, junto do Dia dos Namorados. Mas como os cinemas continuaram fechados, a produção acabou desistindo de remarcar uma nova data. A estreia ficou oficialmente para “em breve” até receber a “data definitiva” que acaba de mudar novamente. No filme, Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música escrita por Renato Russo em 1986. A direção é de René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da Legião Urbana para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante atual inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”).

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    Joan Didion (1934–2021)

    23 de dezembro de 2021 /

    A escritora Joan Didion, uma das maiores expoentes do Novo Jornalismo americano e roteirista do sucesso “Nasce uma Estrela”, morreu nesta quinta-feira (23/12) de Mal de Parkinson em sua casa em Nova York, aos 87 anos. Cronista do caos dos anos 1960, ela se destacou com uma série de artigos na revista Life e no jornal The Saturday Evening Post, que retratavam o cotidiano dos baby boomers. Os textos foram seguidos por livros famosos, como “O Álbum Branco” sobre os hippies, The Doors e a Hollywood dos anos 1970 e, mais recentemente, “O Ano do Pensamento Mágico”, sobre tragédias pessoais, que a estabeleceram como uma das vozes mais críticas da ficção americana. Ela também se dedicou à reportagem política e crônica cultural. Mas foi só após se casar com John Gregory Dunne, jornalista da Time, que se mudou para a Califórnia e se aproximou de Hollywood. Didion virou roteirista em parceria com o marido. Os dois estrearam na ficção de cinema em 1971 com a adaptação de um livro de James Mills, “The Panic in Needle Park”, que virou o filme batizado como “Os Viciados” no Brasil. Considerado um marco da “nova Hollywood”, o drama dirigido por Jerry Schatzberg apresentou ao mundo o talento de Al Pacino, em seu primeiro papel de protagonista. Em seu segundo roteiro, a dupla adaptou um livro de Didion, “Play It as It Lays”, lançado nos cinemas brasileiros como “O Destino que Deus Me Deu” em 1972. A trama dramática acompanhava Tuesday Weld numa viagem sem rumo para esquecer seu casamento fracassado, um aborto e a doença mental da filha. A consagração veio no terceiro trabalho, quando o casal reescreveu a clássica história hollywoodiana de “Nasce uma Estrela” para a era do rock. Estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson, o filme estourou nas bilheterias e venceu um Oscar. O roteiro ainda serviu de base para o remake de 2018, com Lady Gaga e Bradley Cooper, garantindo-lhes créditos na nova produção. Eles também escreveram “Confissões Verdadeiras” (1981), versão de um romance de Dunne, que juntou Robert De Niro e Robert Duvall, e “Íntimo e Pessoal” (1996), trama ambientado em um telejornal, com Robert Redford e Michelle Pfeiffer. Dunne morreu de enfarte em 2003, aos 71 anos. Dois anos depois, a filha adotada pelo casal, Quintana Roo, morreu de pancreatite e choque séptico, com 39. Didion escreveu sobre a morte do marido e a doença da filha em “O Ano do Pensamento Mágico”, que foi adaptado para os palcos em 2007 num monólogo com a atriz Vanessa Redgrave. No mesmo ano, ela foi premiada pelo Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) com o troféu especial Evelyn F. Burkey, que reconhece aqueles que trouxeram “honra e dignidade” à profissão. Sem o parceiro de vida, Didion nunca mais escreveu outro roteiro, mas seus livros continuam a inspirar filmes, como “A Última Coisa que Ele Queria”, adaptado no ano passado pela diretora Dee Rees (“Mudbound”) e lançado pela Netflix com Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) no papel principal. Em 2017, ela também virou documentário, “Joan Didion: The Center Will Not Hold”, produzido e dirigido por seu sobrinho, o ator Griffin Dunne (“Depois de Horas”), também disponibilizado pela Netflix.

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    Novo “Homem-Aranha” vira maior bilheteria de 2021

    23 de dezembro de 2021 /

    O sucesso de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua a impressionar. A coprodução da Sony e da Disney virou a maior bilheteria mundial de 2021, ao ultrapassar a arrecadação de “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) na terça (21/12) e “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 773 milhões) na quarta (22/12), chegando nesta quinta (23/12) a um faturamento global de US$ 813,9 milhões A expectativa é que a produção atinja US$ 1 bilhão com as bilheterias de seu segundo fim de semana, tornando-se o primeiro filme a alcançar esta marca desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, lançado em dezembro de 2019. Além dos EUA, os países que estão fazendo diferença nas bilheterias são Reino Unido, México, França, Rússia e… Brasil. O volume poderia ser ainda maior se o lançamento chegasse à China, onde não tem previsão de estreia. Mas o maior obstáculo é outro. A estreia do longa coincidiu com o fechamento de vários cinemas na Europa, que enfrenta picos de contágio de covid-19, graças à variante ômicron. Apesar de todas essas dificuldades, o filme deve superar com facilidade o anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que rendeu US$ 1,1 bilhão mundial. Vale lembrar que este montante também representa a maior arrecadação da História da Sony Pictures. De fato, sem os contratempos sanitários e os repetidos problemas da Marvel com a China, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” poderia até chegar aos US$ 2 bilhões, tendo em vista que seu fim de semana de estreia (US$ 600 milhões) só ficou atrás dos números do recordista “Vingadores: Ultimato”.

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