Antonio Fagundes vai estrelar continuação de “Deus É Brasileiro”
O ator Antonio Fagundes vai voltar a ser Deus. Ele acertou seu retorno ao papel na continuação de “Deus É Brasileiro” (2003), de Cacá Diegues. O diretor também estará novamente trás das câmeras na sequência, que recebeu o título de “Deus Ainda É Brasileiro”. A produção vai começar a ser rodada em novembro no Nordeste, mas não há informações sobre o retorno de outros integrantes do elenco original. O filme de 2003 foi um dos primeiros estrelados por Wagner Moura. Com a escalação, Fagundes desiste de esperar por “Segundas Intenções”, novela que deveria acontecer na HBO Max, mas que foi paralisada indefinidamente pela chefia internacional da plataforma. Ele deveria viver um dos personagens principais da produção. Fagundes também estará na série “200 anos”, da TV Cultura, no papel de Dom João VI. Confira abaixo um trecho do ótimo filme de Cacá Diegues.
Ashton Kutcher revela ter ficado sem ver, ouvir e andar por causa de doença rara
O ator Ashton Kutcher conhecido por atuações nas séries “That ’70s Show” (1998-2006) e “Dois Homens e Meio” (2011-2015), contou pela primeira vez detalhes de uma doença autoimune rara, que recentemente o fez ficar acamado, sem conseguir enxergar, ouvir e andar. “Há dois anos, tive essa forma estranha e super rara de vasculite, que derrubou minha visão, minha audição e meu equilíbrio”, disse o ator no programa “Celebridades à Prova de Tudo: O Desafio” (Running Wild with Bear Grylls: The Challenge), exibido na noite de segunda (8/8) pelo canal National Geographic nos EUA. “Você realmente não aprecia isso [ver, ouvir, andar], até que se vai”, afirmou Kutcher a Bear Grylls sobre os sintomas da vasculite, caracterizada por uma inflamação da parede dos vasos sanguíneos de órgãos como rins, articulações, sistema nervoso central e vias respiratórias. “Você até [pensa]: ‘Não sei se vou ser capaz de ver novamente, não sei se eu nunca mais vou poder ouvir de novo, se vou conseguir andar de novo”, compartilhou com o aventureiro e apresentador. “Sorte de estar vivo”, concluiu Kutcher. “Sorte de estar vivo”, repetiu Grylls. No novo episódio de “Celebridades à Prova de Tudo: O Desafio”, os dois encararam uma aventura nas selvas da Costa Rica, em que precisam atravessar um barranco com cordas, além de outros desafios ao ar livre. Além de Ashton Kutcher, a temporada inclui episódios com três astros da Marvel: Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”), Forence Pugh (“Viúva Negra”) e Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), além de Anthony Anderson (“Black-Ish”) e Rob Riggle (“Em Guerra com o Vovô”). Veja o trailer e a cena da confissão de Kutcher logo abaixo.
Paramount anuncia data de “Sonic 3: O Filme”
A Paramount anunciou uma data natalina para a estreia do novo filme da franquia “Sonic”. “Sonic 3: O Filme” será lançado em 20 de dezembro de 2024 nos EUA. A data estava originalmente reservada para um musical animado dos Smurfs, que o estúdio adiou para 14 de fevereiro de 2025. Quem ainda continua com estreia marcada para 20 de dezembro de 2024 é “Avatar 3”, de James Cameron. A Paramount pode estar apostando no fato de que este filme já trocou de data várias vezes. “Sonic 3” deverá ser dirigido pelo mesmo diretor dos filmes anteriores, Jeff Fowler, e trazer de volta James Marsden, Jim Carrey e Ben Schwartz. Além do terceiro filme, a Paramount também está desenvolvendo uma série de streaming focada em Knuckles, personagem introduzido em “Sonic 2”. O ator Idris Elba, que dublou Knuckles no cinema, voltará a dar voz ao personagem na atração da Paramount+.
Olivia Newton-John, estrela de “Grease”, morre aos 73 anos
A atriz e cantora Olivia Newton-John, que marcou gerações em “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), morreu na manhã desta segunda-feira (8/8) em seu rancho no sul da Califórnia, aos 73 anos, após uma longa luta contra o câncer de mama. Ela foi diagnosticada pela primeira vez em 1992 e anunciou em maio de 2017 que, após 25 anos em remissão, a doença havia voltado e se espalhado para a região lombar. Em agosto de 2018, ela cancelou uma turnê devido à progressão dos sintomas. Nascida na Inglaterra e criada em Melbourne, na Austrália, Olivia Newton-John foi um talento precoce. Ela começou a cantar aos 15 anos, quando integrou um grupo só de garotas, Sol Four, que venceu um concurso de talentos na TV. O prêmio foi uma viagem a Londres, mas a exposição também lhe rendeu sua estreia nos cinemas, cantando uma música natalina no filme infantil “Funny Things Happen Down Under” (1965). Depois de aproveitar seu prêmio para encaixar alguns shows na Inglaterra, ela assinou seu primeiro contrato com a gravadora Decca Records, fazendo sua primeira gravação internacional aos 17 anos: um cover de “Till You Say You’ll Be Mine” de Jackie DeShannon. No final da década, o produtor Don Krishner, responsável pela supervisão musical das séries dos Monkees e da Turma do Archie, a contratou para ser a única integrante feminina de uma nova banda de bubblegum (pop chiclete) chamada Toomorrow. A ideia era lançar os Monkees britânicos, com direito a um filme sci-fi, “Toomorrow” (1970), escrito e dirigido por Val Guest (“Cassino Royale”). Mas o fenômeno americano não se repetiu no Reino Unido. A experiência serviu para Olivia Newton-John decidir se focar em sua carreira solo. Ela abriu uma turnê de Cliff Richard e apareceu em seu programa de TV britânico, antes de gravar seu primeiro álbum, “If Not for You”, em 1971. A faixa-título foi o hit mais surpreendente da carreira da artista, por ser um cover de Bob Dylan. Em 1973, ela recebeu o primeiro de seus quatro prêmios Grammy, como – acreditem – Melhor Cantora Country por seu álbum de estreia nos Estados Unidos, “Let Me Be There”. Em seguida, vieram seus primeiros hits no topo da parada de sucessos: “I Honestly Love You” em 1974 e “Have You Never Been Mellow” em 1975. Ela já era uma cantora popular, mas sua fama foi para outro patamar após assinar com a Paramount Pictures e estrelar em 1978 a adaptação do musical “Grease”, sucesso da Broadway, numa versão de cinema ao lado de John Travolta, o ator mais quente do momento após estourar com “Embalos de Sábado à Noite” um ano antes. Hoje é difícil imaginar outra atriz como Sandy Olsson, a boa moça da Rydell High School que se envolve com Danny Zuko, o rebelde sem causa de topete engomado, que é seu oposto em tudo. Mas Olivia Newton-John não foi a primeira opção dos produtores, que consideraram Carrie Fisher (de “Star Wars”), Susan Dey (da série musical “Família Dó-Ré-Mi”) e Marie Osmond (do programa musical “Donny and Marie”) antes de optarem por ela. Um dos motivos: Olivia já estava com 29 anos e interpretaria uma adolescente. A estrela também estava receosa, devido ao fracasso de “Toomorrow” (1970). “Eu estava muito nervosa, porque minha carreira musical estava indo bem e eu não queria estragar tudo fazendo outro filme que não fosse bom”, disse Newton-John à Vanity Fair em 2016. Para convencê-la a assumir o papel, o produtor Allan Carr prometeu transformar Sandy em australiana e o próprio Travolta buscou tranquilizá-la. “Ela tinha uma voz brilhante, e eu não achava que poderia haver uma pessoa mais correta para Sandy no universo”, disse o astro. Projetando uma inocência e vulnerabilidade juvenil que renderam comparações a Debbie Reynolds, Doris Day e Sandra Dee (que é citada nominalmente numa das canções do filme), Olivia Newton-John ajudou “Grease” a virar o musical americano de maior bilheteria do século 20. Feito por apenas US$ 6 milhões, o longa dirigido pelo estreante Randal Kleiser arrecadou US$ 395 milhões nas bilheterias, que corrigidos pela inflação dariam US$ 1,7 bilhão nos dias de hoje. A trilha sonora também foi um fenômeno de vendas. E suas músicas mais populares foram “Hopelessly Devoted to You”, gravação solo de Newton-John, e dois duetos da cantora com Travolta, “You’re the One That I Want” e “Summer Nights”. “Hopelessly Devoted to You” e “You’re the One That I Want” eram, inclusive, composições de John Farrar, parceiro musical de longa data da cantora. Viraram clássicos instantâneos. Newton-John deu sequência à carreira com outro musical, “Xanadu” (1980), criado no embalo das discotecas, que a colocou para dançar com o ícone Gene Kelly (“Cantando na Chuva”) em seu último filme. A produção fracassou nas bilheterias, mas a trilha foi um enorme sucesso, que incluiu, além da faixa-título, o hit “Magic”, campeão de vendas e por quatro semanas líder das paradas de sucesso dos EUA. Em 1981, ela lançou seu maior sucesso musical, inspirada na febre das academias de exercícios aeróbicos que viraram obsessão nos anos 1980. “Physical” passou 10 semanas consecutivas em 1º lugar – até o início de 1982 – e nenhuma outra música durou tanto tempo no topo durante o década inteira. O título virou gíria, inspirou filmes e permanece na cultura pop até hoje, referenciado na nova série homônima da Apple TV+ e numa música recente de Dua Lipa (“Let’s Get Physical”). A artista voltou a trabalhar com Travolta na comédia de fantasia “Embalos a Dois” (1983) e isso gerou “Twist of Fate”, outro hit para ela. A cantora se manteve nas paradas por boa parte dos anos 1980, com gravações como “Let Me Be There”, “If You Love Me (Let Me Know)”, “Make a Move on Me” e “Heart Attack”, entre muitas outras. Ao todo, vendeu mais de 100 milhões de álbuns e teve quase 40 gravações incluídas nas paradas da Billboard durante suas cinco décadas na música. Em 1992, sua gravadora planejou o lançamento de uma coletânea para dar novo fôlego à sua carreira, mas a tour promocional foi cancelada quando ela foi diagnosticada com câncer. Ao se recuperar, sua prioridade passou a ser o ativismo para a pesquisa e tratamento do câncer. Olivia usou sua remissão para se tornar uma inspiração para as pessoas afetadas pela doença, lançando o Olivia Newton-John Cancer and Wellness Center em Melbourne e dedicando-se a atividades beneficentes. Ela também apoiou muitas outras instituições de caridade e ONGs ambientais. Por conta disso, só foi ressurgir nas telas na comédia “A Última Festa” (1996), num reencontro com o diretor de “Grease”, Randal Kleiser, e fez papéis cada vez menores desde então. Por sinal, os últimos filmes de sua carreira foram marcados por hiatos longos. A comédia “Uma Família e Tanto” chegou em 2000, mesmo ano em que cantou na abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney, e só foi seguida dez anos depois por “Score: A Hockey Musical” (2010) e “Depois dos 30” (2011). Ela deixou passar mais sete anos para atuar em “Sharknado 5: Voracidade Global” (2018). E se despediu das telas em 2020 com “The Very Excellent Mr. Dundee”. Paralelamente, a estrela brilhou em “Sordid Lives: The Series” (2008), série inspirada em “Uma Família e Tanto”, e ainda interpretou a si mesma em dois episódios de “Glee”, chegando a cantar “Physical” com Jane Lynch em 2010. Várias estrelas da música e do cinema se manifestaram nas redes sociais com mensagens emocionadas pela perda de seu talento. Entre eles, seu parceiro favorito. “Minha querida Olivia, você fez todas as nossas vidas muito melhores. Seu impacto foi incrível. Eu te amo muito. Nos veremos na estrada e estaremos todos juntos novamente. Seu desde o primeiro momento em que te vi e para sempre! Seu Danny, seu John!”, escreveu Travolta.
Zazie Beetz sugere volta de Domino em “Deadpool 3”
A atriz Zazie Beetz, atualmente em cartaz no filme “Trem Bala”, foi questionada pelo site The Hollywood Reporter sobre sua participação nas sequências de duas franquias da qual faz parte: “Coringa” e “Deadpool”. E ela foi bastante sugestiva sobre “Deadpool 3”. “Bem, obviamente não posso dizer nada, mas me sinto com sorte. Eu simplesmente não posso divulgar ou dizer nada, então vamos ver, eu suponho”, disse Beetz com uma risada. Vale lembrar que ela interpretou Domino em “Deadpool 2”, uma mutante que tem a mais curiosa das habilidades: sorte. Muita sorte. Se algo tem uma chance em mil de acontecer, acontece para ela. Como Beetz voltar em “Deadpool 3”. Na mesma entrevista, ela elogiou a decisão de Todd Phillips e da Warner de transformar a sequência de “Coringa”, filme em que viveu o suposto interesse amoroso de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), em um musical. “Todd sempre teve uma abordagem criativa em relação ao personagem. Amo musicais e os vejo como se os personagens estivessem sentindo e vivendo tantas coisas que só conseguem se expressar com música e dança… Consigo imaginar Arthur, que passa por tantas coisas, cantando e sobre sua vida. Ele é o Coringa. Faz sentido”, comentou. Zazie Beetz estará de volta às telas em poucas semanas, na 4ª e última temporada de “Atlanta”, que estreia em 15 de setembro. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Star+.
Giancarlo Esposito revela reunião com a Marvel
O ator Giancarlo Esposito (de “Better Call Saul” e “The Boys”) revelou no fim de semana, numa Comic Con do Texas, que esteve conversando com executivos do Marvel Studios. Esposito não disse se fechou acordo para qualquer projeto do estúdio, mas citou alguns personagens que os fãs têm mencionado em relação a ele. “Ainda não trabalhei para a Marvel. Me reuni e conversei com eles”, disse Esposito, destacando o encontro de forma oficial. “Tem se falado sobre Magneto, Senhor Frio [da DC], Victor von Doom [o Dr. Destino] e também o Professor X”. Após a revelação, o público do evento pediu para o ator escolher um desses personagens e ele disse que preferia algo “um pouquinho diferente, o Professor X”. A única certeza, além da reunião revelada, é que o ator já trabalha com a Disney em “The Mandalorian”, o que facilitaria sua inclusão nas fases 5 ou 6 do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Mas vale lembrar que a citação de Esposito a um personagem dos X-Men acontece logo após Taron Egerton também confirmar reunião com a Marvel. O astro de “Rocketman” foi ainda mais explícito no teor dessas conversas, revelando que seria para assumir o papel de Wolverine.
Animação do Scooby-Doo teve trilha gravada após cancelamento da estreia
O filme da “Batgirl” não foi o único cancelamento milionário realizado pela Warner. Outro filme que já estava quase pronto e não será mais lançado é a animação “Scoob! Holiday Haunt”, continuação de “Scooby! O Filme” (2000). Mas nem o cancelamento impediu que os realizadores seguissem em frente na pós-produção do filme. O co-roteirista e produtor de “Scoob! Holiday Haunt”, Tony Cervone, postou uma foto no seu Instagram no domingo (07/08), cinco dias após o cancelamento oficial do lançamento do projeto, na qual mostrava a orquestra gravando a trilha sonora da animação. Na legenda da imagem, Cervone explicou o motivo da decisão. “Então, o que você faz quando o filme é cancelado, mas você já pagou pelo espaço e pelos músicos? Você grava a droga da trilha!”, disse ele. O diretor Bill Haller acompanhou a gravação remotamente e depois postou uma declaração emocionada. “Obrigado por todo o amor e apoio nesta semana”, disse ele. “Os fãs do Scooby são os melhores do mundo! Este fim de semana assisti via Zoom a nossa partitura sendo magicamente produzida por nossos músicos já pagos enquanto estou ironicamente me recuperando da Covid. Foi glorioso aos meus ouvidos! #SaveScoobHolidayHaunt” O final da mensagem é um claro movimento do cineasta em busca de engajamento popular para tentar o lançamento do filme, da mesma maneira que aconteceu com “Liga da Justiça”. Resta saber se vai surtir algum resultado. “Scoob! Holiday Haunt” era uma produção original da plataforma HBO Max e foi cancelada junto de “Batgirl” – após estar praticamente pronta – por decisão do CEO da Warner Bros. Discovery, que decretou o fim das produções de filmes exclusivos para o streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tony Cervone (@tonycervone)
Kevin Smith critica Warner por cancelar “Batgirl” e manter “Flash”
O cineasta Kevin Smith (“Jay & Silent Bob Reboot”) jogou ainda mais lenha na fogueira da Warner após a polêmica do cancelamento do filme da “Batgirl”. Durante o episódio mais recente do seu podcast “Hollywood Babble-On”, Smith apontou que a escolha se reflete de maneira negativa no estúdio, que opta por cancelar um filme estrelado por uma atriz latina, mas manteve o lançamento de “The Flash”, mesmo diante das diversas acusações feitas contra o ator Ezra Miller – que incluem comportamento abusivo e agressão a mulheres. “Eu não dou a mínima para o quão ruim é o filme ‘Batgirl’, ninguém nesse filme é problemático ou tem algo na vida real que você precisa contornar. No filme ‘The Flash’, todos sabemos que há um grande problema! Flash é o Flash Reverso na vida real”, afirmou Smith. O cineasta também não acredita nessa história de que o filme é ruim. “Os dois diretores [Bilall Fallah e Adil El Arbi] que dirigiram esse filme fizeram alguns episódios de ‘Ms. Marvel’, e foi uma série maravilhosa. E eles tinham mais dinheiro para fazer ‘Batgirl’ do que para fazer um episódio de ‘Ms. Marvel’ e outras coisas”, disse ele. Vale lembrar que Smith não é estranho ao universo das super-heroínas, tendo dirigido alguns episódios da série “Supergirl”. “Eu amo todos a séries da CW, mas as séries da CW mostram suas restrições orçamentárias”, disse Smith. “Eles disseram que ‘Batgirl’ parecia muito barato porque era um filme de US$ 90 milhões. Como você faz um filme barato de US$ 90 milhões? Se parecia um pouco melhor do que um episódio de ‘Arrow’, por que não pudemos ver isso?” Assista abaixo ao episódio do podcast “Hollywood Babble-On”.
“Minions 2” segue líder das bilheterias no Brasil
“Minions 2: A Origem de Gru” continua como filme mais visto nos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo. A produção da Universal atraiu quase 220 mil pessoas e arrecadou R$ 4,29 milhões entre quinta-feira e domingo (7/8), segundo levantamento da Comscore. Com isso, superou os R$ 100 milhões de arrecadação no Brasil. Desde que estreou no final de junho, a continuação animada foi ultrapassada apenas em duas ocasiões, na época do lançamento de “Thor: Amor e Trovão”. A produção da Marvel, por sinal, também manteve seu 2º lugar pela terceira semana, faturando mais R$ 3,8 milhões com 185 mil espectadores. Em 3º lugar ficou a estreia de “Trem-Bala”, thriller de ação estrelado por Brad Pitt, que arrecadou R$ 3,78 milhões com um público de 168 mil pessoas. A outra produção estreante da semana, a comédia nacional “O Palestrante”, com Fábo Porchat e Dani Calabresa, entrou apenas em 7º lugar. Ao todo, os 10 filmes mais assistidos do fim de semana faturaram R$ 20,6 milhões e levaram 979 mil pessoas aos cinemas brasileiros. Confira abaixo a lista dos títulos mais vistos. 1. “Minions 2: A Origem de Gru” 2. “Thor: Amor e Trovão” 3. “Trem-Bala” 4. “DC Liga dos SuperPets” 5. “O Telefone Preto” 6. “Elvis” 7. “O Palestrante” 8. “Top Gun Maverick” 9. “Boa Sorte, Leo Grande” 10. “Pluft o Fantasminha”
Escolha de James Franco como Fidel Castro rende polêmica politicamente equivocada
Uma crítica politicamente correta de um colega contra a escalação de James Franco no papel de Fidel Castro, anunciada na semana passada, deixou claro como equívocos e desinformação norteiam os impulsos justiceiros nas redes sociais. John Leguizamo criticou o fato de James Franco interpretar o ex-ditador no filme “Alina of Cuba”, reclamando contra a discriminação enfrentada pelos atores latinos, que têm dificuldades em encontrar trabalho e são substituídos por americanos em produções de Hollywood. “Não tenho nenhum problema com Franco, mas ele não é latino”, escreveu Leguizamo na sexta-feira (5/8) em suas redes sociais. O protesto reforça que Leguizamo não vê problema na volta de Franco à atuação, após ter sido denunciado por abuso e processado em 2019, sob a acusação de explorar sexualmente jovens mulheres que frequentavam suas aulas de atuação. O processo foi resolvido no ano passado e aos poucos ele começa a retomar sua carreira. Só que James Franco tem, sim, sangue latino e uma genealogia mais próxima a de Fidel Castro que o próprio John Leguizamo, que nasceu na Colômbia. O bisavô de Franco veio da Ilha da Madeira, colônia portuguesa na costa da África, para os EUA, e falava português. Só que tem mais. O pai de Fidel Castro nasceu na Espanha e a mãe nas Ilhas Canárias, que é o pais mais próximo – e a um passeio de barco – da Madeira. Se dependesse de um boletim genético para interpretar o ex-ditador de Cuba, Franco seria contratado de imediato. Afinal, suas famílias se originaram na mesma região, a uma distância de apenas 498 km. Apesar disso, Leguizamo chegou a pedir boicote ao longa, por Franco não ser latino o suficiente. “Como isso ainda está acontecendo? Como Hollywood segue não só nos excluindo, mas também roubando nossas narrativas? Chega de apropriação de Hollywood e dos streamers! Boicote! Isso acabou! Além disso, trata-se de uma história seriamente difícil de contar sem engrandecimento, o que seria errado! Eu não tenho problemas com Franco, mas ele não é latino!”, escreveu o ator em seu Instagram. O produtor de “Alina of Cuba”, John Martinez O’Felan, rebatou o ataque sem mencionar a origem de Franco, reclamando contra o que chamou de “ataque cego”. “Um cara como John Leguizamo tem sido historicamente considerado pelos hispânicos como um dos principais atores de ascendência latina da América desde os anos 1990 e eu sempre o admirei. Mas seus comentários são culturalmente ignorantes e um ataque cego com zero substância relacionado a este projeto”, disse O’Felan ao site The Hollywood Reporter. A própria filha de Fidel Castro, Alina Fernández, entrou em cena em seguida para defender Franco. Além de se orgulhar de que “o projeto é quase inteiramente latino, tanto na frente quanto atrás das câmeras”, ela disse ao site Deadline: “James Franco tem uma semelhança física óbvia com Fidel Castro, além de suas habilidades e carisma”. “Acho todo a escalação do elenco incrível”, acrescentou, citando a atriz Mia Maestro (“The Strain”) no papel de sua mãe, Natalia “Naty” Revuelta, e Ana Villafañe (“New Amsterdam”) como a personagem-título – que é ela mesma “Alina of Cuba” tem direção do espanhol Miguel Bardem (“Incautos”) e um roteiro escrito pelo porto-riquenho José Rivera (“Dários de Motocicleta”) e o cubano Nilo Cruz, primeiro latino vencedor do prêmio Pulitzer – pela peça “Anna in the Tropic” (2002). A trama é baseada no livro de memórias de Alina e conta a história mirabolante da filha de Fidel Castro e de uma socialite cubana, que nasceu em segredo em Cuba três anos antes de seu pai tomar o poder no país. Ela só descobriu de quem era filha aos 10 de idade e fugiu do país como dissidente em 1993, disfarçada de turista espanhola. Diante da repercussão de seu protesto, Leguizamo voltou a se manifestar. Ele gravou vídeos insistindo que não tem “nenhum problema com James Franco”, especialmente após descobrir o passado colonial português da família do ator, e buscou justificar seu desabafo. “Eu cresci em uma época em que os latinos não podiam interpretar latinos nos filmes. Em que Charlton Heston interpretou mexicano, Eli Wallach interpretou mexicano, Al Pacino interpretou cubano e porto-riquenho, até Ben Affleck interpretou latino em ‘Argo’ e Marisa Tomei interpretou mulheres latinas”, comentou. Leguizamo ainda listou papéis históricos de latinos interpretados por americanos e ingleses. O detalhe é que ele não comentou a prática mais recente de Hollywood de escalar o casal espanhol (ou seja, europeu) Javier Barden e Penélope Cruz como latino-americanos. Barden, inclusive, acaba de viver um cubano ilustre: o músico e humorista Desi Arnaz em “Apresentando os Ricardos”. Isto não é uma lembrança da época de Charlton Heston e Eli Wallach. Barden foi indicado ao Oscar 2022 por seu desempenho. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo)
“Top Gun: Maverick” supera “Titanic” nas bilheterias dos EUA
“Top Gun: Maverick” se tornou a 7ª maior bilheteria de cinema da América do Norte em todos os tempos neste fim de semana, ao superar o blockbuster “Titanic”. Em sua 11ª semana em cartaz, a produção da Paramount se mantém entre os filmes mais vistos dos EUA e Canadá e adicionou mais US$ 7 milhões desde sexta (5/8), aparecendo em 6º lugar no ranking doméstico. Com isso, chegou a US$ 662 milhões em vendas de ingressos, deixando para trás os US$ 659,3 milhões de “Titanic”. Se não diminuir o ritmo, o filme estrelado por Tom Cruise ainda deve ultrapassar a 6ª maior bilheteria da América do Norte, “Vingadores: Guerra Infinita”, que soma US$ 678,8 milhões – mas dificilmente entrará no Top 5, que tem na entrada “Pantera Negra” com US$ 700 milhões. Em todo o mundo, “Top Gun: Maverick” já faturou US$ 1,35 bilhão, o que representa a 13ª maior bilheteria mundial da História. Como Tom Cruise também é produtor do longa, ele deve ficar US$ 100 milhões mais rico com essa vendagem surpreendente de ingressos. Por conta disso, o astro anda conversando sobre uma continuação com a Paramount e com o elenco do filme, como revelou o coadjuvante Miles Teller no mês passado.
“Trem Bala” estreia em 1º lugar, mas não dispara nos EUA
O thriller de ação “Trem Bala”, que transforma Brad Pitt numa espécie de John Wick, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá no fim de semana, com US$ 30,1 milhões. Mas a Sony não está comemorando a vitória, porque o filme custou US$ 90 milhões e teve uma largada de locomotiva a vapor. A performance foi praticamente idêntica no mercado internacional, com US$ 32,4 milhões, que se somou à arrecadação doméstica para atingir US$ 62,5 milhões em todo o mundo. A expectativa era atingir pelo menos o dobro e agora a torcida é não perder impulso nas próximas semanas para evitar prejuízo. O problema é que a crítica não entrou nesse trem, considerando o longa medíocre – teve apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Trem Bala” foi dirigido por David Leitch, que já atuou como dublê de Pitt antes de passar a comandar filmes como, justamente, o primeiro John Wick e outras produções marcadas por cenas de ação, o que também é o forte da atual produção. O fim de semana trouxe apenas mais uma estreia ampla na América do Norte: “Easter Sunday”, um filme de Páscoa fora de época, que abriu em 8º lugar com US$ 5,3 milhões – mas custou só US$ 17 milhões para a Universal. “DC Liga dos Superpets” ficou em 2º lugar com US$ 11,2 milhões, chegando a US$ 45,1 milhões domésticos e US$ 83,4 milhões mundiais depois de duas semanas – mais um resultado decepcionante diante de um orçamento de produção de US$ 90 milhões. Ainda inédito nos cinemas brasileiros, “Não! Não Olhe!” ficou em 3º com US$ 8,5 milhões. Em seu terceiro fim de semana, o suspense de disco voador de Jordan Peele já tem US$ 97,9 milhões nas bilheterias domésticas, o que é impressionante para um filme 100% original, sem nenhuma ligação com franquia preexistente. Seu lançamento internacional começa nesta semana e a estreia no Brasil está marcada para 25 de agosto. “Thor: Amor e Trovão” e “Minions 2: A Origem de Gru” completam o Top 5, com US$ 7,6 milhões e US$ 7,1 milhões, respectivamente. Isso leva a produção da Marvel a US$ 316,1 milhões nos Estados Unidos, enquanto o spin-off de “Meu Malvado Favorito” chega a US$ 334,6 milhões no mercado interno. No mercado internacional, porém, “Minions 2” abriu uma distância muito grande sobre “Thor 4”. A animação acaba de ultrapassar US$ 900 milhões de faturamento, enquanto o super-herói ainda avança para os US$ 700 milhões. Por falar em marcas, “Top Gun: Maverick” superou “Titanic” neste fim de semana como a 7ª maior bilheteria de cinema da América do Norte em todos os tempos, atingindo US$ 662 milhões em vendas de ingressos. Em todo o mundo, já são US$ 1,35 bilhão. Em sua 11ª semana em cartaz, o filme está em 6º lugar e adicionou mais US$ 7 milhões em sua conta, ampliando seu recorde como maior sucesso da carreira de Tom Cruise. E como o astro também é produtor do longa, ele deve ficar US$ 100 milhões mais rico com essa vendagem surpreendente de ingressos.
Clu Gulager, de “A Volta dos Mortos Vivos”, morre aos 93 anos
O ator Clu Gulager, que estrelou a série clássica “O Homem de Virgínia” e o terrir cult “A Volta dos Mortos Vivos”, morreu na sexta-feira (5/8) em sua casa em Los Angeles, de causas naturais aos 93 anos. William Martin Gulager nasceu em 16 de novembro de 1928, em Holdenville, uma cidade arborizada a cerca de 120 quilômetros de Oklahoma City, e era descendente de indígenas da nação Cherokee. Seu pai, John, era um ator da Broadway que se tornou juiz do condado, e seu primo em segundo grau era ninguém menos que o cowboy cantor Will Rogers. O nome artístico “Clu” foi um apelido carinhoso de seu pai, imitando o piado de pássaros que faziam ninhos ao redor da casa da família. Após o ensino médio e serviço no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Gulager recebeu uma bolsa para estudar em Paris com o famoso ator e mímico Jean Louis Barrault. E ao voltar começou a trabalhar em teleteatros transmitidos ao vivo de Nova York, antes de se mudar para Los Angeles em 1959. Ele pegou o começo da febre dos westerns televisivos, trabalhando em atrações que marcaram época, como “Procurado Vivo ou Morto”, “Paladino do Oeste”, “Caravana” e “Laramie”, até ser contratado para seu primeiro papel fixo, passando a viver o famoso pistoleiro Billy the Kid em “The Tall Man”. “Eu era um cowboy de Oklahoma. Eu andava pelas cercas [ao redor do gado] no inverno e, no verão, adentrava o campo atrás de cascavéis”, disse Gulager em uma entrevista de 2019. “Um dia imaginei que poderia interpretar um cowboy, e vi que era fácil pra mim montar a cavalo e usar um chapéu.” “The Tall Man” durou duas temporadas muito longas – de 75 episódios – exibidas entre 1960 e 1962. E só foi cancelada porque o Congresso dos EUA se opôs à forma como o fora-da-lei Billy the Kid era “incorretamente” retratado como um herói para os jovens telespectadores do programa. Mas o cancelamento acabou sendo a melhor providência do destino para a vida de Gulager. “Eu estava falido quando entrei [naquela série]”, disse ele em 2014. Por isso, com o fim dos trabalhos, procurou o produtor da atração, Frank Price (futuro presidente da Universal e da Columbia Pictures), para pedir um novo emprego. “Ele demitiu um ator em pleno set e me contratou”, contou. Gulager foi encaixado num episódio da 1ª temporada de “O Homem de Virgínia” (The Virginian), em 1963, e depois voltou em outro capítulo do segundo ano como um personagem diferente. Nesse meio tempo, fez outras séries e estreou no cinema, chamando atenção como um gângster raivoso no clássico neo-noir “Os Assassinos” (1964), de Don Siegel. Embalado pelo filme, recebeu o convite para voltar a “O Homem de Virgínia” na 3ª temporada, agora como integrante do elenco, no papel do pistoleiro Emmett Ryker, que, numa reviravolta, vira um homem da lei na cidadezinha de Medicine Bow. Ele apareceu em mais de 100 episódios até 1968. Uma das séries de maior audiência dos anos 1960, “O Homem de Virgínia” tornou Gulager bastante popular. E ele aproveitou para se lançar de vez ao cinema, coadjuvando em “500 Milhas” (1969), como o mecânico do piloto vivido por Paul Newman, e em “A Última Sessão de Cinema” (1971), na pele do capataz do campo petrolífero que se envolve com Ellen Burstyn e seduz a adolescente Cybill Shepherd em um salão de bilhar. Ele também atuou ao lado de John Wayne no policial “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), de John Sturges, e juntou-se a Chuck Norris em “Força Destruidora” (1979). Mas sua carreira de tipos viris deu uma reviravolta após ser assassinado no slasher “Iniciação” (1984). De repente, Gulager enveredou pelo terror e encontrou novo público com alguns clássicos do gênero, especialmente “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985), a primeira comédia de zumbis, onde viveu o dono do armazém em que os mortos-vivos “reais” estavam guardados desde a contaminação original dos anos 1960 – aquela registrada no filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), que supostamente seria um documentário e não uma ficção. Com cenas antológicas de punks num cemitério, o longa de Dan O’Bannon (criador da franquia “Alien”) marcou época, ganhou continuações e popularizou o subgênero terrir. “Eu particularmente não queria fazer aquele filme”, ele lembrou em 2017. “Eu pensei que estava um pouco acima daquilo. E acabou que, se eu for lembrado, se é que serei lembrado… será por este filme!” Depois disso, ele se tornou figurinha fácil em produções fantásticas. Entre outras produções do gênero, apareceu em “A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy” (1985), contracenou com Vincent Price em “Do Sussurro ao Grito” (1987) e entrou em outro cult, vivendo um oficial da lei na sci-fi “O Escondido” (1987), de Jack Sholder. Ele ainda voltou a se destacar em 2005 em “Banquete do Inferno”, trabalho especial em sua filmografia porque marcou a estreia de seu filho, John Gulager, como diretor de cinema. Com produção de Wes Craven (diretor de “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”) e dos astros Matt Damon e Ben Affleck, o filme foi outro que virou culto e ganhou sequências (lançadas direto em vídeo). Nas duas continuações, ele ainda contracenou com seu outro filho, o caçula Tom Gulager. O filho cineasta comandou o pai mais uma vez em “Piranha 2”, de 2012, mesmo ano em que o veterano lançou sua única incursão como diretor de longa-metragem, “Memories”, exibido apenas em festivais. Clu Galager ainda colheu elogios por sua performance em “Tangerina” (2015), filme de estreia de Sean Baker (“Projeto Flórida”), antes de se despedir das telas em 2019, com uma pequena participação em “Era uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.












