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Filme

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    Cara, Cadê Meu Carro? pode ganhar continuação

    21 de novembro de 2016 /

    A comédia besteirol “Cara, Cadê Meu Carro?” (2000), primeiro sucesso de cinema de Ashton Kutcher, poderia ganhar uma sequência. O próprio Ashton revelou a informação, durante sua participação no talk show de Conan O’Brien. O astro contou que há um roteiro do filme pronto e que ele toparia protagonizá-lo novamente. O problema é que o estúdio também precisa se interessar em financiar e distribuir o projeto, o que até agora não aconteceu. Ele ainda brincou com o fato de que Seann William Scott (da franquia “American Pie”), que viveu seu melhor amigo na comédia, está atualmente em melhor forma que na época. “Todo musculoso, ele parece ‘The Rock'”. Na trama, os amigos Jesse (Kutcher) e Chester (Scott) acordam após uma noite de muita bebedeira e não se lembram de nada, muito menos em que local deixaram o carro. Eles saem a procura do veículo e no caminho encontram várias coisas bizarras, conectadas aos acontecimentos da noite anterior, como uma gangue de rua, um travesti procurando uma mala cheia de dinheiro, um grupo de fanáticos por extraterrestres e até os próprios ETs. O elenco também incluía a jovem Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”). Feito sem muita pretensão, por US$ 13 milhões, o filme acabou faturando US$ 73 milhões. E, vale lembrar, nove antes de “Se Beber, Não Case” estourar as bilheterias com premissa similar – basicamente, trocando o carro pelo melhor amigo noivo. Segundo Ashton, a sequência se chamaria “Seriosly Dude, Where’s My Car”? (sério cara, cadê meu carro?). Confira a revelação abaixo.

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    Filme com atores do mangá Fullmetal Alchemist ganha primeiro teaser

    21 de novembro de 2016 /

    A Warner Bros. do Japão divulgou o primeiro teaser de “Fullmetal Alchemist”, adaptação com atores do famoso mangá/anime criado por Hiromu Arakawa. Os quadrinhos foram publicados entre 2001 e 2010, em mais de 100 capítulos, e seguem uma linha steampunk, com a trama passada durante a revolução industrial, mas num universo alternativo de magia e fantasia. Na trama, depois de perderem sua mãe, Alphonse e Edward Elric tentam trazê-la de volta usando uma técnica proibida de alquimia, mas, para isso, eles precisam dar algo em troca. Como consequência, Ed perde sua perna e Al perde seu corpo. Para impedir que a alma de Al vague incorpórea, Ed sacrifica um braço para prendê-la dentro de uma grande armadura. Visando recuperar seus corpos, os dois irmãos iniciem a busca da lendária pedra filosofal. O mangá fez tanto sucesso que ganhou duas séries animadas e dois longas de animação. “Fullmetal Alchemist” tem direção de Fumihiko Sori, que trabalhou nos efeitos visuais de “Titanic” (1997), e chegará aos cinemas japoneses em 2017. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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    Atriz de The Vampire Diaries vai adaptar quadrinhos de romance sobrenatural

    21 de novembro de 2016 /

    A atriz Ana Nogueira, que teve papel de destaque na 7ª temporada de “The Vampire Diaries”, como a policial Penny Ares, está desenvolvendo o roteiro de uma nova adaptação de quadrinhos para a Amblin Entertainment, empresa de produção de Steven Spielberg. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela vai adaptar a graphic novel “Dan and Sam”, criada por Mark Watson e Oliver Harud. A trama é um romance sobrenatural entre Dan, um homem apaixonado, e Sam, o fantasma de sua namorada, que morreu inesperadamente. O amor dos dois é tão forte que Sam consegue permissão para visitar Dan uma noite por ano. Mas com uma condição: apenas até que ele se apaixone novamente. Antes de estrear como roteirista de cinema, Nogueira escreveu a peça “Empathitrax”, que obteve críticas positivas. Ela será vista a seguir no elenco do thriller “You Were Never Here” (2017), ao lado de Mireille Enos (“Guerra Mundial Z”), Sam Shepard (“Álbum de Família”) e Goran Visnjic (série “The Extant”).

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    Amazon renova One Mississippi, drama lésbico criado por Diablo Cody e Tig Notaro

    21 de novembro de 2016 /

    A Amazon renovou sua nova série de comédia dramática “One Mississippi”, criada por Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos”) e a comediante Tig Notaro (“A Voz de uma Geração”), para a 2ª temporada. A atração segue os passos de “Transparent”, ao explorar a diversidade sexual e a aceitação de uma família. Por acaso, sua criadora e estrela, Tig Notaro, já tinha aparecido em cinco episódios de “Transparent”. Baseada na história real da atriz, a série reflete o reencontro de um lésbica quarentona com sua família, após anos de distanciamento. Na trama, ela volta para casa para acompanhar a morte de sua mãe, paciente terminal num hospital, mas acaba ficando por mais tempo e precisa lidar com sua família “normal” do interior do Mississippi. Com seis episódios apenas, a 1ª temporada foi disponibilizada de forma integral em 9 de setembro no serviço de streaming.

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    Animação dos Smurfs em 3D ganha novo trailer dublado e legendado

    21 de novembro de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou o segundo trailer (dublado e legendado) de “Os Smurfs e a Vila Perdida”, que retoma a franquia das criaturinhas azuis com uma animação digital em 3D. Sem os humanos de carne dos filmes anteriores, o vídeo revela os personagens dos quadrinhos de Peyo em seu habitat natural, como um desenho animado, em meio à sua floresta mágica em que florejam plantas coloridas – e aparentemente carnívoras. Na trama, Smurfette (dublada em inglês pela cantora Demi Lovato) convence um grupo de Smurfs a se aventurar para longe do vilarejo, atravessar a Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas e perigosas, para encontrar uma Vila Perdida, habitada sabe-se lá por quem – ou o quê. Após sair do vilarejo, no entanto, eles passam a ser perseguidos pelo vilão Gargamel (voz de Rainn Wilson, da série “The Office”), e não demoram a ficar em apuros. O elenco de vozes ainda inclui Joe Manganiello (“Magic Mike”) como Robusto, Jack McBrayer (série “30 Rock”) como Desastrado, Danny Pudi (série “Community”) como Gênio e Mandy Patinkin (série “Homeland”) como Papai Smurf. Escrito por Stacey Harman (série “The Goldbergs”) e Pamela Ribon (série “Samantha Who?”), e dirigido por Kelly Asbury (“Shrek 2” e “Gnomeu e Julieta”), “Os Smurfs e A Vila Perdida” chega aos cinemas brasileiros em 6 de abril, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Barry: Filme sobre a juventude de Barack Obama ganha trailer completo

    21 de novembro de 2016 /

    A Netflix divulgou o trailer completo de “Barry”, longa sobre a juventude do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A prévia recria a época em que Obama era um estudante universitário, entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980, com figurino, grafite, clima de festa e música soul. O filme vai mostrar a vida de Obama, interpretado pelo estreante Devon Terrell, como um universitário em Nova York, que apesar de idealista enfrentou preconceito em seus primeiros passos rumo à conscientização política. O elenco também inclui Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”), Ashley Judd (“Divergente”), Ellar Coltrane (“Boyhood”), Jenna Elfman (“A Eterna Namorada”), Annabelle Attanasio (série “The Knick”) e Linus Roache (série “Vikings”). Produção independente, o filme do diretor Vikram Gandhi (“Kumaré”) foi bastante elogiado no festival de Toronto e chega à plataforma de streaming em 16 de dezembro. Este é o segundo filme sobre a juventude de Obama lançado em 2016. O outro, “Southside with You”, mostrou o início do namoro com a Primeira Dama Michelle Obama, e também foi bastante elogiado.

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    Animais Fantásticos e Onde Habitam estreia em 1º lugar no Brasil

    21 de novembro de 2016 /

    “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, primeiro filme derivado da saga “Harry Potter”, repetiu no Brasil seu bom desempenho mundial, abrindo em 1º lugar em seu fim de semana de estreia. O longa levou mais de 1,27 milhão de pessoas aos cinemas em todo país, rendendo R$ 21,5 milhões. Com isso, o longa do “Doutor Estranho” caiu para o 2º lugar, levando 365 mil espectadores aos cinemas nacionais, em sua terceira semana em cartaz, com rendimentos de R$ 6 milhões. Em 3º vem a animação “Troll”, com 113 mil espectadores e bilheteria de R$ 1,6 milhão. Curiosamente, são os mesmos títulos e na mesma ordem do Top 3 atual da América do Norte. A quinta-feira (17/11) também teve a estreia de quatro filmes brasileiros de ficção, mas apenas um deles entrou no Top 10, “Sob Pressão”, que ficou com a nona colocação, com 16 mil espectadores e renda de R$ 280 mil. “O Pequeno Segredo” e “O Shaolin do Sertão” também se mantém na lista, respectivamente em 6º e 8º lugares.

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    Ary Fontoura viverá Lula no filme sobre a Lava-Jato

    21 de novembro de 2016 /

    O veterano ator Ary Fontoura (o eterno Nonô Correa, de “Amor com Amor se Paga”) vai viver o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no filme sobre a Operação Lava-Jato. Intitulado “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, o filme tem orçamento de R$ 14 milhões, levantado junto a investidores privados, segundo sua equipe. Apesar de trazer personagens reais, como Lula e o juiz Sérgio Moro, que será vivido por Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”), os protagonistas serão fictícios, inspirados em agentes da PF encarregados da operação. Na trama, eles serão vividos por Flavia Alessandra, Antonio Calloni e Bruce Gomlevsky. O longa será dirigido por Marcelo Antunez, especialista em besteiróis, que fez “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Segundo o produtor Tomislav Blaziac, o filme será o primeiro de uma trilogia e também deve render uma série de televisão. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava-Jato para a plataforma de streaming Netflix.

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    Animais Fantásticos e Onde Habitam é o melhor prelúdio já feito por Hollywood

    21 de novembro de 2016 /

    As sagas mais adoradas do cinema, mais cedo ou mais tarde, decidem explorar o passado de seus universos, ricos em detalhes e cheios de potencial. Um dos maiores problemas é que não sobra muito espaço para surpresas e sabemos onde tudo vai parar, nem que isso leve três filmes, como “Star Wars” fez para mostrar a transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader. Outro ponto que costuma atrapalhar é a necessidade de conectar a trama do prelúdio quase o tempo todo com os filmes originais. Felizmente, quem assina o roteiro de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que serve de prólogo para a franquia “Harry Potter”, é J.K. Rowling, a própria criadora de Harry e a pessoa mais indicada para contar o que de mais relevante aconteceu antes do menino bruxo descobrir seus poderes. Tendo como ponto de partida um guia fictício sobre criaturas mágicas, Rowling consegue ser sutil ao fazer uma ou outra ligação direta com os filmes, que começam em “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, e mostrar novidades de sobra para iniciar uma franquia inédita e envolvente. É verdade que seu roteiro sugere alguns mistérios que podem ligar os fatos de “Animais Fantásticos” a “Harry Potter”, mas isso deve ficar mais claro em novos filmes. Por enquanto, ainda é mais especulação – mas quanto menos você souber, melhor. A trama central acompanha a chegada do protagonista a ora belíssima, ora depressiva Nova York pós-1ª Guerra Mundial (cortesia de um mix de CGI, fotografia, direção de arte e figurinos impecáveis). Trata-se do magizoologista inglês Newt Scamander (Eddie Redmayne, finalmente em um filme que todos irão assistir), que carrega em sua mala os animais fantásticos do título. A princípio, as tramas paralelas à busca de Scamander, pelos bichos que escapam da mala, podem parecer deslocadas do filme. Mas, não se preocupe, porque você gostará de ser surpreendido: Rowling costura tudo muito bem até o ato final e ainda deixa o espectador querendo ver mais desse universo. Embora o cineasta David Yates, que dirigiu os últimos quatro “Harry Potter”, esteja à frente das câmeras, o show é verdadeiramente comandado por ela. Desta vez, com a vantagem de escrever diretamente para as telas, evitando quaisquer equívocos de adaptação e os tradicionais buracos na narrativa, que surgem na transposição de livros para o cinema. Yates segue com cacoetes de Peter Jackson, mas é o homem de confiança da escritora – e da Warner – , para traduzir em imagens a imaginação de Rowling. A escritora, por sinal, confia bastante em sua imaginação para não encher a trama com cenas de ação, lutas, correrias e explosões a cada cinco ou dez minutos. E, em vez de se repetir com outra saga de um escolhido, vai na contramão dos blockbusters atuais ao oferecer uma história de muitas camadas, até lenta para os padrões de hoje. Rowling não tem a mínima pressa para situar e envolver o espectador, que não sentirá a menor falta de Harry, Rony e Hermione na nova trama. Por vezes, seu enredo até abusa do silêncio, em influências que remetem à fase de ouro do cinema. O que leva à atuação de Eddie Redmayne, indicado duas vezes seguidas ao Oscar de Melhor Ator (vencendo por “A Teoria de Tudo”). Numa primeira impressão, é fácil acusá-lo de exagero, mas Newt é um cara solitário que cria e estuda animais do mundo bruxo. Ou seja, ele é no mínimo excêntrico. Dentro da proposta do filme, sua estranheza também reflete a forma como os americanos veem os imigrantes e os julgam sem conhecê-los de perto. Sim, Rowling tem coragem de tocar num tema polêmico: a aversão americana aos imigrantes, bem na hora em que Donald Trump vence as eleições para se tornar presidente dos EUA, com uma plataforma anti-imigração. Aliás, vale a pena reparar no diálogo sobre a melhor escola de bruxaria, numa cutucada à prepotência americana. Além de materializar esse conceito, Redmayne é o ator em cena que melhor aproveita os truques corporais do cinema mudo. Ainda assim, as atuações mais cativantes pertencem a Dan Fogler, como Jacob, o improvável amigo “trouxa” (ops, “no-maj”) e Queenie (Alison Sudol), a doçura em pessoa, que lê os pensamentos de todos ao redor. Tente não se apaixonar pelos dois. Por falar em apaixonante, a cena final é lindíssima, além de servir para J.K. Rowling ilustrar uma nova espécie de magia, a magia do cinema. Com um filme tão envolvente e uma premissa tão promissora para iniciar uma nova franquia, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” não é apenas bom entretenimento. É possivelmente o melhor prelúdio já feito por Hollywood.

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    Indignação é um belo filme sobre a juventude

    21 de novembro de 2016 /

    James Schamus é um produtor de bom gosto, que trabalhou diversas vezes com Ang Lee e talvez por isso tenha herdado uma sensibilidade especial, de modo a conseguir um resultado muito bom em sua estreia como diretor. Sua principal opção estética ao filmar “Indignação” foram sequências longas, ainda que com muito uso de campo e contracampo, para que dar conta do texto denso de Philip Roth (“Revelações”), autor do romance homônimo lançado em 2008, que serve de base para a trama. A história se passa durante o período de juventude do escritor, na década de 1950, mais especificamente no ano de 1951, quando explodia a Guerra da Coreia e antes do nascimento oficial do rock’n’roll, que se manifestaria como uma forma de extravasar a energia e a intensidade daquela geração. O personagem principal, o jovem Marcus (Logan Lerman, de “As Vantagens de Ser Invisível”), é um garoto bom e aparentemente muito centrado e correto. Mas há algo nele que o deixa particularmente irritado com as regras impostas pela sociedade. E é interessante esse aspecto, pois, por mais que convide o espectador a assumir seu ponto de vista, especialmente a cada cena positiva entre ele e Sarah Gadon (da minissérie “11.22.63”), o filme não o torna dono da verdade. É possível questioná-lo sempre, por mais que a sabatina com o reitor da universidade (grande momento de Tracy Letts) seja um tanto desnorteadora. A trama se inicia nos últimos dias de Marcus com sua família em New Jersey, antes dele passar a morar na universidade de Winesburg, em Ohio. É lá que percebemos sua dificuldade (ou má vontade) de socialização, por mais que, inicialmente, tenha simpatizado com seus dois colegas de quarto. Sua intenção ali é essencialmente estudar. Quem acaba fazendo com que mude de ideia é a bela e aparentemente recatada Olivia Hutton (Gadon), cujo nome ele recita em voice-over com ar respeitoso, de modo a torná-la, desde o primeiro instante, especial. O tímido e inexperiente Marcus resolve convidá-la para sair. E o resultado do primeiro encontro é inesquecível. Tanto que o rapaz, com aquela mentalidade tão conservadora do início dos anos 1950, não sabe como lidar com o comportamento mais ousado daquela moça, que, para nós, espectadores, é uma promessa de felicidade, algo a não se deixar escapar. Tudo bem que Olivia Hutton é uma garota complexa – tem um histórico de problemas mentais em uma instituição psiquiátrica –, mas sua doçura, beleza e encantamento compensam tudo isso. Schamus sabe muito bem quando inserir as poucas intervenções narrativas extraídas do livro de Roth e quando utilizar apenas imagens para compor seu filme, que nos leva junto do protagonista. O trabalho de direção de atores, o cuidado com a montagem das cenas, especialmente as mais longas e tensas (ou intensas), além dos belos enquadramentos em scope, fazem de “Indignação” um dos melhores filmes de estreia dos últimos anos, provavelmente por sua capacidade de criar identificação com esse momento tão conturbado e ao mesmo tempo tão mágico, que é a juventude e seus encantos e dissabores.

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    Carros 3: Animação da Disney ganha primeiro teaser trágico

    21 de novembro de 2016 /

    A Disney divulgou o primeiro e trágico teaser da animação “Carros 3”. A prévia apresenta traços mais realistas que os dois primeiros longas produzidos pela Pixar, mostrando uma acirrada corrida de carros, até que o narrador avisa que McQueen está perdendo o controle. Um acidente grave acontece, ao som de uma respiração ofegante, encerrando o vídeo com a tela escura e o aviso de que “a partir de agora nada será como antes”. Não há maiores detalhes sobre a trama da continuação, que trará novamente o ator Owen Wilson como a voz do protagonista, o carrinho Relâmpago McQueen. A sinopse diz apenas que ele estará determinado a provar a uma nova geração que ainda é o melhor carro de corridas que existe. O roteiro foi escrito por Daniel Gerson (“Universidade Monstros” e “Operação Big Hero”) e a direção está a cargo de Brian Fee, que estreia na função após trabalhar no storyboard dos dois primeiros filmes. O filme chega aos cinemas brasileiros em 15 de julho, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Supervisor de efeitos de O Homem nas Trevas faz curta sci-fi apocalíptico contra Trump

    21 de novembro de 2016 /

    O uruguaio Alejandro Damiani, que trabalhou como supervisor de efeitos visuais no terror “O Homem nas Trevas”, fez um curta apocalíptico que mostra as consequências extremas da eleição de Donald Trump como presidente dos EUA. Disponibilizado no YouTube, o vídeo se chama “M.A.M.Ó.N.”, é produzido pelo estúdio uruguaio Aparato, falado em espanhol e inclui legendas em inglês. Para quem não domina nenhum dos dois idiomas, segue uma longa descrição. Começa com imigrantes sendo arremessados pelo muro da fronteira do México. Médicos, noivas, vendedores e crianças são jogados de volta para o México, e quando surgem as primeiras reclamações, um robô gigante pilotado pelo próprio Trump invade o país para esmagar a rebelião. Mariachis, lutadores mascarados de lucha libre e outros ícones mexicanos tentam impedi-lo, mas, como o Chapolim Colorado está morto, ninguém tem astúcia suficiente para vencer o louco americano. Apenas um milagre poderia detê-lo. E é quando surge dos céus uma nave espacial da Santa Maria, que traz uma galinha feroz, capaz de destruir o vilão. No epílogo, Trump se contorce numa mesa de operação, vindo a falecer porque deportou o cirurgião que poderia salvá-lo.  

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    Diretor de Kung Fu Panda vai transformar os quadrinhos de Bone num longa animado

    20 de novembro de 2016 /

    O cineasta Mark Osborne (“Kung Fu Panda”) vai dirigir a adaptação animada de “Bone”, a história em quadrinhos premiada de Jeff Smith. Vencedora do prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos), a história foi originalmente publicada de forma independente em 55 edições, de 1991 a 2004, na maior sequência já escrita e desenhada pelo mesmo artista. “‘Bone’ é muito especial e não convencional, porque combina elementos que você não espera, como personagens cartunescos numa trama épica de aventura e fantasia”, definiu Osborne, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Transformar os quadrinhos num filme vai nos permitir apresentar ao público do cinema o que os fãs amam a respeito da história, além de nos dar a oportunidade de ousar contar uma história animada de forma emocionante e diferente da maioria”. Equilibrando humor, ação e fantasia, “Bone” tem como principal inspiração os quadrinhos clássicos de Carl Barks (“Tio Patinhas”), Walt Kelly (“Pogo”) e a obra literária de J R.R. Tolkien (“O Senhor dos Anéis”). A trama gira em torno de três primos – Fone Bone, Phoney Bone e Smiley Bone – pequeninos, carecas, totalmente brancos e narigudos, que se perdem num deserto vasto, depois de serem expulsos de sua cidade natal, e acabam encontrando seu destino num vale repleto de criaturas maravilhosas e aterradoras. A produção está a cargo de Dan Lin e Zareh Nalbandian (ambos de “Uma Aventura Lego”), que visam fazer de “Bone” uma trilogia de filmes de animação . O mais recente filme de Osborne foi a adaptação do clássico infantil “O Pequeno Prince”, produzido pela Netflix, que está na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Animação.

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