Penelope Cruz e Edgar Ramírez vão estrelar novo filme do cultuado Todd Solondz
A espanhola Penelope Cruz e o venezuelano Edgar Ramírez vão estrelar o novo filme do cultuado cineasta indie Todd Solondz (“Histórias Proibidas”), a comédia de humor negro “Love Child”. Segundo o site da revista Variety, o filme escrito e dirigido por Solondz gira em torno de um garoto de 11 anos completamente obcecado pela mãe. A paixão dele é tanta que chega ao ponto de orquestrar um acidente para matar o abusivo pai. Para tumultuar ainda mais o ambiente, o menino encoraja o belo hóspede da casa a ter um romance com a mãe, porém se irrita quando isso de fato acontece. A sinopse é típica do humor de Solondz, conhecido por filmar tramas de tabus sexuais e relações abusivas, como as vistas em “Bem-Vindo à Casa de Bonecas” (1995), “Felicidade” (1998) e “Dark Horse” (2011), entre outros filmes incômodos. Por seu filme mais recente, “La Reina de España”, Penelope Cruz está indicada ao Goya 2017 (o Oscar espanhol) de Melhor Atriz. Ela também será vista em breve no remake de “Assassinato no Expresso Oriente” ao lado de Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Judi Dench. Já Ramirez participou, em 2016, de “A Garota no Trem” e “Ouro”, e estará em breve em “Bright”, sci-fi de David Ayer (“Esquadrão Suicida”) com Will Smith e Noomi Rapace.
Denzel Washington e Colin Farrell estrelarão novo filme do diretor de O Abutre
Roteirista de sucessos como “Gigantes de Aço” (2011) e “O Legado Bourne” (2012), Dan Gilroy prepara seu segundo longa como diretor, após o excelente “O Abutre” (2014). E, segundo a revista Variety, já escalou Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los”) como protagonistas. Intitulado “Inner City”, a produção será um drama de tribunal, em que Washington viverá um advogado liberal que nunca recebe os devidos créditos pelo trabalho prestados ao ajudar os mais pobres. Quando um sócio de sua firma morre vítima de um ataque cardíaco, ele acaba descobrindo segredos da empresa que colocam em dúvida sua própria atuação. Colin Farrell deve viver outro advogado da firma. Orçado em US$ 40 milhões, “Inner City” vem sendo vendido em Hollywood como uma mistura de “Conduta de Risco” (suspense jurídico com George Clooney) com “O Veredicto” (drama de tribunal com Paul Newman). A data de lançamento ainda não foi definida.
Saoirse Ronan viverá refugiada em drama de caráter humanitário
Parece que Saoirse Ronan não fez mais nenhum filme desde que foi indicada ao Oscar 2016 por “Brooklyn”, mas a atriz já rodou quatro longas, todos atualmente em pós-produção, e se prepara para estrelar o quinto. Segundo o site da revista Variety, a atriz será protagonista de “Sweetness in the Belly”, baseado no romance homônimo escrito por Camilla Gibb. A direção está a cargo de Zeresenay Mehari, conhecido pelo trabalho em “Difret”, vencedor do prêmio do público no Festival de Sundance 2014. Em “Sweetness in the Belly”, Saoirse Ronan viverá Lilly, uma órfã refugiada que vive em Londres, após fugir de uma guerra civil. Em um mundo estranho e inóspito contra os estrangeiros, ela se torna o ponto de convergência desta população, ajudando todos aqueles sem família. Porém, a amiga dela Amina descobre que a missão não chega a ser tão altruísta assim e envolve um relacionamento amoroso entre Lilly e Aziz, um médico idealista. O filme deve estrear em 2018, depois dos outros quatro filmes da atriz, previstos para este ano – “The Seagull”, baseado na peça de Anton Chekhov, “On Chesil Beach”, de Dominic Cooke, “Loving Vincent”, sobre a morte de Van Gogh, e “Lady Bird”, de Greta Gerwig.
Keanu Reeves vai estrelar thriller romântico passado na Rússia
O ator Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) será o protagonista do thriller romântico “Siberia”, informou o site da revista Variety. Na trama, Reeves viverá um comerciante de diamantes que está a procura de seu parceiro russo na Sibéria, para vender vários diamantes azuis de origem questionável, e acaba cruzando com Katya, dona de um café local, com quem começa um relacionamento romântico. Porém, não demora para que as consequências do perigoso trabalho do protagonista passem a persegui-los na imensidão gelada da Rússia. A direção é de Matthew Ross (“Frank & Lola”), enquanto o roteiro está sendo finalizado por Scott Smith (“Um Plano Simples”). As filmagens devem acontecer só no fim do ano e ainda não há previsão para a estreia. Enquanto isso, o ator estará de volta aos cinemas a partir do dia 16 de fevereiro, como o protagonista de “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 ganha seis novas imagens
A Marvel divulgou seis novas fotos de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, que incluem cenas de ação, repletas de efeitos visuais, e a participação de Mantis, nova integrante da equipe, vivida por Pom Klementieff (“Oldboy”). Na trama da sequência, os heróis galácticos têm que lutar para manter sua recém-formada família unida enquanto desvendam o mistério em torno do pai de Peter Quill. O elenco traz de volta Chris Pratt como Peter Quill/Senhor das Estrelas, Zoe Saldana como Gamora, Dave Bautista como Drax, Vin Diesel como a voz de Groot e Bradley Cooper como o dublador de Rocket Raccoon, além de Karen Gillan como uma reformada Nebula, Michael Rooker como Youndu e Glenn Close como Nova Prime. As novidades incluem Elizabeth Debicki (“O Agente da UNCLE”), Kurt Russell (“Os Oito Odiados”) e Sylvester Stallone (“Creed”). O filme tem estreia marcada para 4 de maio no Brasil. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.
Roteirista de Batman vs. Superman entregou roteiro que fez Ben Affleck desistir de dirigir Batman
Uma novidade veio à tona após a desistência de Ben Affleck de dirigir o novo filme do Batman. Segundo o site Deadline, o roteirista Chris Terrio, responsável por “Batman vs. Superman”, teria entregue uma segunda versão do roteiro da produção, reescrevendo a história originalmente criada por Affleck e o executivo da DC Entertainment Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”), na véspera do astro anunciar que não dirigiria mais o longa-metragem. A proximidade entre os dois fatos não parece casual. Terrio foi trazido para o universo cinematográfico da DC por Affleck, após os dois trabalharem juntos no bem-sucedido “Argo” (2012). Entretanto, o roteiro de “Batman vs. Superman”, feito em parceria com David S. Goyer, tornou-se bastante criticado, especialmente pela resolução simplista do conflito entre os heróis – dois “filhos da mãe”. Ele também assina a história do vindouro “Liga da Justiça”. A Warner já estaria negociando com Matt Reeves, da franquia “Planeta dos Macacos”, para assumir a direção do filme solo do herói. Caso a negociação seja bem sucedida, o cineasta também irá querer mexer no roteiro. O filme do Batman deveria chegar aos cinemas em 2018, mas o prazo deve ser alterado. O Batman vivido por Ben Affleck será visto a seguir em “Liga da Justiça”, que estreia em novembro no Brasil.
Liam Neeson vai atrás de nova vingança em remake do thriller norueguês O Cidadão do Ano
Liam Neeson vai estrelar um novo filme de ação em busca de vingança. Segundo o site da revista Variety, ele protagonizará “Hard Powder”, remake do ótimo thriller de humor negro norueguês “O Cidadão do Ano” (2014). No filme, Neeson repetirá o personagem vivido por Stellan Skarsgård (“Thor”), mas em vez de enfrentar a neve escandinava, será um motorista de caminhão de neve do Colorado, nos EUA. Adorado em sua pequena comunidade, ele recebe o título de “cidadão do ano”. Mas quando o seu filho é morto por traficantes, mostra uma nova faceta, enfrentando uma gangue fashionista que se denomina Vikings e um gângster vegano sedento por sangue. A refilmagem está a cargo do diretor do longa original, Hans Petter Moland, e vai começar a ser rodada em março no Canadá. Ainda não há previsão de estreia.
First They Killed My Father: Novo filme dirigido por Angelina Jolie ganha primeiro vídeo
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores do novo filme dirigido por Angelina Jolie, “First They Killed My Father”. Ainda sem legendas, ele traz cenas das filmagens, uma prévia da grandiosidade da produção, com muitos figurantes, e depoimentos de Angelina, do elenco, da autora do livro e até do cineasta Rithy Pahn, diretor do premiadíssimo documentário “A Imagem que Falta” (2013), sobre o mesmo assunto, e que produz o longa da cineasta americana. O filme aborda a loucura genocida do Khmer Vermelho, partido comunista que, ao assumir o poder, massacrou milhões de habitantes no Cambodja nos anos 1970. A trama é baseada no livro de memórias homônimo da ativista de direitos humanos Loung Ung, que conta seu relato de sobrevivência durante a infância cercada pela violência, após testemunhar a morte de toda sua família. A própria autora escreveu o roteiro ao lado de Angelina, que assim continua, em seu terceiro longa como diretora, a abordar a brutalidade da guerra, seu rastro de morte e as sequelas que deixa nos sobreviventes. “First They Killed My Father” terá première mundial na cidade de Siem Reap, em Camboja, no dia 18 de fevereiro, e chegará ao serviço de streaming no decorrer do ano.
Mel Gibson será policial violento em novo thriller
Após a consagração em “Até o Último Homem”, Mel Gibson vai retomar a carreira de ator num thriller criminal intitulado “Dragged Across Concrete”. Segundo o site da revista Variety, o filme será dirigido por S. Craig Zahler (“Rastro de Maldade”) e também terá no elenco o ator Vince Vaughn, que, por coincidência, Gibson acaba de dirigir em “Até o Último Homem”. “Dragged Across Concrete” vai trazer Gibson e Vaughn como dois policiais violentos, que acabam suspensos quando um vídeo registrando uma abordagem deles chega à mídia. Sem dinheiro, os dois decidem entrar no mundo do crime para sobreviver e se afundam cada vez mais. O mais recente filme dirigido por Gibson, “Até o Último Homem”, foi indicada ao Oscar 2017 em seis categorias. Do mesmo modo, o último trabalho de Zahler, o western “Rastro de Maldade” (2015), também foi bastante reconhecido no circuito dos festivais e elogiado pela crítica. O lançamento de “Dragged Across Concrete” ainda não tem data prevista.
Viola Davis e Julia Roberts vão estrelar novo drama de temática racial
Duas das atrizes mais populares do cinema americano vão dividir as telas em “Small Great Things”. Viola Davis e Julia Roberts serão as protagonistas do filme, que terá como produtor Marc Platt, do premiado “La La Land”. As informações são do site da revista Variety. Baseado no livro escrito por Jodi Picoult, “Small Great Things” traz a história de um enfermeira negra impedida de cuidar de um bebê devido às ordens dos pais racistas. Quando a criança morre durante o turno dela, ela acaba sendo processada pelo casal por não ter salvo a filha deles. Não está claro qual será o papel de Roberts, mas o mais provável é que ela interprete a advogada da personagem de Davis. As duas atrizes já trabalharam juntas em “Comer, Rezar, Amar” (2010). Picoult, por sua vez, é autora do romance adaptado no filme “Uma Prova de Amor” (2009), com Cameron Diaz e Toni Collette. Em alta em Hollywood, Viola Davis venceu o SAG Award (prêmio do sindicato dos atores) e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e é favorita ao Oscar 2017 da categoria por seu papel em “Um Limite Entre Nós”.
Magistral, A Qualquer Custo tem pontaria certeira para cada pequeno detalhe
A ação em “A Qualquer Custo” discorre com uma despretensão que inicialmente parece não levar a lugar algum. Há dois assaltantes em cena, mais dois policiais, um deserto, e estradas que cortam a planície e parecem não ter fim. Criado esse ambiente mínimo, porém, um jogo curioso se articula. De um lado, a história dos assaltantes revela um colorido bem mais complexo do que aparenta. São dois irmãos de temperamento opostos, um deles ex-presidiário de pavio curto (Ben Foster, de “O Grande Herói”), o outro, um cowboy desencantado de fala mansa (Chris Pinne, o capitão Kirk de “Star Trek”). Ambos tornam-se ladrões para pagar uma divida, mas também estão imbuídos de fazer um acerto de contas particular. Eles nunca foram tão próximos e nunca conversaram como fazem agora. Acontece que na outra ponta desse pequeno drama criminal com fundo western há os dois sujeitos que ameaçam estragar tudo. Os policiais (o veterano Jeff Bridges e Gil Birmingham, da franquia “Crepúsculo”) perseguem os irmãos como se estivessem numa divertida caçada de coelhos. Como nunca acontece nada naquelas paragens, o xerife vivido por Bridges vibra com a correria e cada vez que o parceiro mestiço ameaça cair no cochilo, ele o provoca com piadas racistas. O filme é magistral até quando apresenta essas impertinências. Os personagens são marcados por uma desproporção entre como agem e como falam, bem sutil. Se, em princípio, parece haver maldade no jeito como o xerife fala com o parceiro mestiço, nas atitudes vemos uma gentileza nada menosprezante. No fundo, o humor não nasce de um sentimento de superioridade, mas, ao contrário, de uma superabundância de admiração. Esse é um ponto, o outro bem estimulante é que conforme o quarteto dispara na estrada a bordo de carrões, um curioso subtexto se descola do pano de fundo. Nas vilas e cidades, quase desertas, tudo parece estar morrendo. Vemos rebanhos perdidos, rancheiros falidos, fazendas desapropriadas. Ironia: o banco é mostrado como o câncer das planícies e caipiras, endividados por todos os lados, torcem para que a dupla de assaltantes saia impune dos delitos. Enfim, essa é a nova América. Esqueça a Terra das Oportunidades, só sobrou espaço para especuladores. Resta aos quatro protagonistas travarem uma última luta, antes que o cenário que eles conheciam desapareça de vez. Para contar esta história que é o avesso do american way of life, o roteirista (Taylor Sheridan, que antes escreveu “Sicario”) e o diretor (David Mackenzie, de “Encarcerado”) polvilham se filme sombrio com um humor de pontaria fina. O espírito em cena é: Se todos estão à beira do precipício, o que mais resta de humano, a não ser criar piadas e rir? O curioso é que este inteligente policial estreou em meados do ano passado nos EUA, colhendo elogios da crítica, mas pouca repercussão de público. Com a temporada de prêmios, “A Qualquer Custo” voltou a cena revigorado, recebendo inclusive indicações ao Oscar para Melhor Filme, Roteiro Original, Edição e Ator Coadjuvante para o veterano Jeff Bridges. Aos poucos foi demonstrando que não era um filme fácil de ser esquecido.
Jackie é desafio quase experimental para o talento de Natalie Portman
O tempo não fez muita justiça para Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis. Até hoje, é reconhecida como Jackie Kennedy, viúva de JFK, ou Jackie O., viúva de Onassis. Para as mulheres, foi consolidada somente como um ícone da moda e modelo comportamental. Compreendeu a posição secundária de primeira-dama perfeitamente e os seus looks rosas ou vermelhos adornados com um colar de pérolas segue mais emblemático que os seus feitos pessoais. Durante os 100 minutos de “Jackie”, no entanto, o interesse do cineasta Pablo Larraín, auxiliado pelo roteiro de Noah Oppenheim e a fotografia de Stéphane Fontaine, está em conferir o devido protagonismo a essa figura pública, desmistificando os conceitos que a opinião pública formou sobre ela. E o faz embaralhando a cronologia de um recorte específico, iniciado pelas formalidades dos eventos sociais até a solidão de uma mulher que perdeu o seu companheiro. Algumas distorções visuais e sonoras tratam de corresponder a essa intenção. A primeira é justamente a razão do plano, usando a janela 1.66 : 1 outrora tão comum em produções europeias. E há também a trilha. Tão celebrada desde sua brilhante composição para “Sob a Pele”, a britânica Mica Levi (mais conhecida no meio musical como Micachu) prepara aqui outra vez um ambiente sonoro em que escancara a protagonista como uma alienígena, alguém sem nenhum controle inclusive na execução de protocolos. Natalie Portman corresponde muito bem a esse desafio de encarnar Jackie dentro de uma proposta quase experimental, por vezes tendo mais deveres do que somente processar a sua vocalidade e postura. Uma fusão sobrenatural entre essas duas mulheres acontece especialmente em um dos melhores momentos do filme, em que trechos do documentário televisivo “A Tour of the White House with Mrs. John F. Kennedy” é recriado. São esforços primorosos para oferecer uma cinebiografia respeitosa sobre Jackie, mas o resultado final é insuficiente. E isso acontece porque o apego por conjuntos sensoriais sufocam justamente o fator humano na narrativa. A Jackie Kennedy que encontramos aqui se distancia do molde esmerado de mulher, tão forte inclusive pela ilusão de competitividade com Marilyn Monroe, suposta amante de JFK. Mesmo assim, Jackie segue enclausurada em um contexto em que as atenções, no fim das contas, são todas direcionadas ao marido e presidente assassinado. A figura atenta aos bastidores, com filhos para criar diante a ausência paterna e que se renova como editora são meramente rascunhados diante de nossos olhos inebriados diante de tanta beleza estética.
Resident Evil 6 leva a franquia ao Capítulo Final que merece
A maior qualidade de “Resident Evil 6: O Capítulo Final” é o fato de ser o último filme da franquia. Chega a ser um alívio na verdade. Interessante como filmes ruins se tornam imensamente piores quando vistos numa tela gigante IMAX. É como se todos os seus defeitos ficassem ainda maiores, mais nítidos, mais incômodos. Foi assim no ano passado com coisas como “Independence Day: O Ressurgimento”, “Inferno – O Filme” e “Esquadrão Suicida”. E é assim inevitavelmente com essa… na falta de outro nome, adaptação de game. O segredo dessa franquia ter rendido tantas sequências concebidas por seu diretor e roteirista Paul W.S. Anderson está na forma como ele explora sem pudor sua esposa, a atriz Milla Jovovich, de forma fetichista, mostrando-a em trajes apertados, segurando armas e lutando em câmera lenta contra monstros e zumbis. Boa parte da franquia se resumiu a justificativas para mostrar Milla chutando traseiros de criaturas de forma geek-sexy. Muitas vezes, na companhia de outras atrizes bonitas – Michelle Rodriguez, no primeiro e quinto filmes, Sienna Guillory, no segundo e também no quinto filmes, Ali Larter, que apareceu em três longas, inclusive neste “Capítulo Final”, e a novata Ruby Rose, debutante nesta última bomba. Mesmo assim, houve alguns momentos memoráveis sem exploração feminina ao longo do caminho, como a incursão no interior da Colmeia e os cães zumbis bizarros do primeiro filme, a homenagem a “Os Pássaros” (1963), de Hitchcock, no terceiro, e a utilização de efeitos 3D digitais no quarto, até hoje visto por muitos como um dos melhores usos dessa tecnologia no cinema. Infelizmente, nada de memorável acontece em “Resident Evil 6: O Capítulo Final”. Os cenários não transmitem o mínimo senso de realismo ou beleza, a areia do deserto não parece areia, o roteiro, que nunca foi algo forte em “Resident Evil”, mostra-se ainda mais desleixado. E o filme avança aos trancos, para mostrar a revanche de Alice, a personagem de Milla, contra a corporação Umbrella, com direito a mais lutas em câmera lenta. Cenas que poderiam ser impactantes de alguma maneira, como a luta de Alice sobre um veículo militar, amarrada e perseguida de perto por uma multidão de zumbis, não conseguem despertar a mínima empolgação. A apatia, que já se manifestava nos outros filmes da franquia, agora toma conta do filme como um todo. Tudo é ruim: diálogos, cenas de ação, cenários, fotografia escura, efeitos 3D vagabundos, personagens desinteressantes e conclusão apressada e nada criativa. A única satisfação gerada pelo filme, após quase duas horas de projeção, é saber que acabou. E com direito a um “Capítulo Final” capaz de superar todos os defeitos dos longas anteriores. Um final à altura da franquia.












