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Filme

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Filme

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Filme

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9 de julho de 2026
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    Filme sueco vence Festival de Cannes, que também premiou Sofia Coppola e Joaquin Phoenix

    28 de maio de 2017 /

    O filme sueco “The Square”, de Ruben Östlund, foi o vencedor da Palma de Ouro do 70º Festival de Cannes. A obra não era das mais badaladas da competição, mas o diretor já tinha causado boa impressão em Cannes com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar há três anos. Em tom que varia entre o drama e a comédia, a trama acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, vítima de um pequeno incidente que desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, “The Square” ainda faz um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Apesar da vitória de um longa europeu, a maior parte das premiações do juri presidido pelo espanhol Pedro Almodóvar foi para produções americanas. Um número, por sinal, mais elevado que o costume entre as edições anteriores do festival. O prêmio de direção ficou com Sofia Coppola por “O Estranho que Nós Amamos”, remake do filme homônimo de 1971, que transforma uma trama de western em suspense gótico. A diretora não estava em Cannes para a cerimônia, realizada no domingo (28/5), mas enviou uma longa mensagem de agradecimento, na qual menciona a neozelandesa Jane Campion, única mulher a vencer a Palma de Ouro, com “O Piano”, em 1993, como uma de suas “inspirações” na carreira. A estrela de “O Estranho que Nós Amamos”, Nicole Kidman, também foi homenageada com um prêmio especial do festival. Neste ano, ela participou de quatro produções exibidas na programação de Cannes. Duas delas estavam na mostra competitiva. E a segunda também foi premiada: o suspense “The Killing of a Sacred Deer”, do grego Yorgos Lanthimos, que venceu o troféu de Melhor Roteiro, empatado com “You Were Really Never Here”, outra produção americana, dirigida pela escocesa Lynne Ramsay. Para completar a lista americana, Joaquin Phoenix, estrela de “You Were Really Never Here”, venceu o troféu de Melhor Ator. A alemã Diane Krueger foi premiada como Melhor Atriz por “In the Fade”, e dois filmes europeus levaram o Grande Prêmio e o Prêmio do Juri, equivalentes ao 2º e 3º lugares do festival: o francês “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo, e o russo “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev. Por fim, o prêmio Câmera de Ouro, para longa-metragem de diretor estreante, foi para “Jeune Femme”, da francesa Léonor Serraille, exibido na mostra paralela Um Certo Olhar. Nenhum filme da Netflix foi premiado. O júri da competição oficial foi composto pelos diretores Pedro Almodóvar, Park Chan-wook, Paolo Sorrentino, e Maren Ade, as atrizes Jessica Chastain, Fan Bingbing, Agnès Jaoui, o ator Will Smith e o compositor Gabriel Yard. Vencedores do Festival de Cannes 2017 Palme de Ouro de Melhor Filme “The Square”, de Ruben Öslund (Suécia) Melhor Direção Sofia Coppola, por “O Estranho que Nós Amamos” (EUA) Melhor Roteiro “The Killing of a Sacred Dear”, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido) “You Were Really Never Here”, de Lynne Ramsay (EUA) Melhor Ator Joaquin Phoenix, por “Your Were Never Really Here” (EUA) Melhor Atriz Diane Krueger, por “In the Fade” (Alemanha) Grande Prêmio do Júri “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo (França) Prêmio do Júri “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev (Rússia) Prêmio Especial do 70º aniversário de Cannes Nicole Kidman (EUA) Câmera de Ouro (melhor filme de estreia) “Jeune Femme”, de Léonor Serraille (França)

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    Supergirl usa as botas da Mulher-Maravilha em comercial

    28 de maio de 2017 /

    O canal CW divulgou um comercial que junta o elenco feminino da série “Supergirl” para divulgar o filme da “Mulher-Maravilha”. Ao som de um cover de “The Boots Are Made for Walking”, o vídeo mostra Supergirl (Melissa Benoist) com as botas da Mulher-Maravilha. “Peguei emprestado de uma amiga”, ela diz, alimentando um crossover, enquanto pisca para Lynda Carter, intérprete da heroína na série clássica dos anos 1970. Renovada para sua 3ª temporada, “Supergirl” retorna em outubro na TV americana. Já o filme “Mulher-Maravilha”, estrelado por Gal Gadot, estreia nos cinemas em 1 de junho no Brasil.

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  • Filme

    Trailer mostra o que acontece quando Will Ferrell e Amy Poehler transformam sua casa num cassino ilegal

    28 de maio de 2017 /

    A New Line divulgou os pôsteres e um novo trailer da comédia “The House”, estrelada por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Amy Poehler (série “Parks and Recreation”). Eles vivem um casal suburbano que resolve iniciar um cassino ilegal no porão de sua casa, depois de gastarem toda a poupança destinada à faculdade da filha, recém-aprovada numa ótima universidade. O elenco de apoio inclui vários atores conhecidos de séries de comédias da TV americana, como Allison Tolman (série “Two and a Half Man”), Jason Mantzoukas (série “Brooklyn 9-9”), Michaela Watkins (série “Casual”), Andrea Savage (série “Episodes”), Sam Richardson (série “Veep”), Jessie Ennis (série “Better Call Saul”), Andy Buckley (série “The Office”), Rob Huebel (série “Transparent”), Cedric Yarbrough (série “Speechless”) e Lennon Parham (série “Lady Dynamite”). Além de estrelar o filme, Ferrell também assina a produção ao lado de seu sócio Adam McKay, cineasta premiado e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro por “A Grande Aposta” (2015). “The House” marca a estreia na direção do roteirista Andrew Jay Cohen, que também escreveu a história com Brendan O’Brien. Os dois foram parceiros anteriormente nos roteiros de “Vizinhos” (2014) e “Os Caça-Noivas” (2016). O filme chega aos cinemas americanos em 30 de junho, mas apenas três meses depois, em 14 de setembro, no Brasil.

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    Leandro Hassum vai estrelar continuação de O Candidato Honesto

    27 de maio de 2017 /

    Leandro Hassum vai estrelar uma continuação do besteirol “O Candidato Honesto” (2014). Em entrevista ao G1, o ator afirmou que a situação política atual, desde o Impeachment de Dilma Rousseff, será refletida pelo filme. Mas, na verdade, o que não falta é inspiração para a história, e isso acabou se revelando um problema. “Estávamos com o roteiro pronto, mas infelizmente o Brasil, cada dia mais, cria novas versões. Certamente vamos ter que mexer no roteiro”, declarou o ator. O roteirista Paulo Cursino disse que a história só será finalizada na véspera das filmagens, marcadas para outubro. “O roteiro está dependendo muito de como o Brasil vai ficar para ser feito”, explicou. Cursino também escreveu a história do primeiro filme e pensava em buscar uma analogia com Donald Trump na continuação. A premissa de “O Candidato Honesto 2” é mostrar João Ernesto se entregando para a polícia após ser acusado de corrupção. Condenado a 400 anos de prisão, ele acaba cumprindo só 4 anos e é solto, voltando a se eleger graças à sinceridade. “Ele será uma espécie de Trump brasileiro, que fala altas bobagens na campanha e, mesmo assim, é eleito. As pessoas estão tão cansadas da política que elegem alguém que fala barbaridades, porque, pelo menos, ele é autêntico”. Com 2,2 milhões de espectadores, “O Candidato Honesto” foi o segundo longa nacional mais visto de 2014, perdendo apenas para “Até Que a Sorte nos Separe 2”. Por curiosidade, os dois filmes foram estrelados por Hassum, escritos por Cursino e dirigidos por Roberto Santucci. Santucci também deve dirigir “O Candidato Honesto 2”, que está autorizado pela Ancine a captar R$ 6,65 milhões incentivados. A previsão de estreia é próxima das eleições presidenciais de 2018.

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    Ator de The Strain será vilão de Deadpool 2

    27 de maio de 2017 /

    O ator Jack Kesy, intérprete do metaleiro que vira mestre dos vampiros em “The Strain”, interpretará um vilão em “Deadpool 2”. A informação da revista Variety não especifica qual será o seu papel, nem se será o principal antagonista da trama. Ele vai se juntar ao elenco liderado por Ryan Reynolds, que voltará a viver o personagem-título, além de Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) como Cable, e Zazie Beetz (série “Atlanta”), como Dominó. O novo filme terá os mesmos roteiristas, Rhett Reese e Paul Wernick, com reforço de Drew Goddard (“Perdido em Marte”), mas uma mudança de direção, com David Leitch (“De Volta ao Jogo”) no lugar de Tim Miller. A estreia está prevista para meados de 2018. Jack Kesy poderá ser visto em breve na comédia “Baywatch” e na nova série “Claws”. Ambas estreiam em junho.

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    Rihanna e Lupita Nyong’o vão estrelar filme que começou como meme

    27 de maio de 2017 /

    A cantora Rihanna (série “Bates Motel”) e a atriz Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) vão estrelar um filme, que começou como um meme. As duas foram fotografas juntas em um desfile de moda da Miu Miu em 2014, e um comentário da foto no Tumblr acabou viralizando, ganhando 96 mil tuítes. A imagem é exatamente esta aí de cinema. “Rihanna parece uma golpista que ataca homens brancos e Lupita é a amiga especialista em tecnologia que ajuda nos planos”, dizia o texto. Três anos depois, esta legenda virou premissa de filme. Ambas as estrelas expressaram interesse na ideia assim que ela surgiu no Twitter. E o que começou como brincadeira acabou ganhando roteiro de Issa Rae, criadora e estrela da série “Insecure”. Para completar, a Netflix assumiu a frente da produção, e a direção está a cargo de Ava DuVernay (“Selma”) Ainda sem título, o projeto deve começar a ser filmado assim que DuVernay terminar a pós-produção da fantasia “Uma Dobra no Tempo”, que estreia em março de 2018.

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    Drama iraniano clandestino vence a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes

    27 de maio de 2017 /

    O drama iraniano “Lerd” (A Man Of Integrity) foi o vencedor da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2017. Filmado em segredo pelo diretor Mohammad Rasoulof, o longa é uma crítica ao regime opressor iraniano. A trama se concentra num professor perseguido politicamente por ter feito protestos contra a qualidade da comida de uma fábrica. É a terceira vez que Rasoulof é premiado na mostra Um Certo Olhar. Em 2011, conquistou o prêmio de Melhor Diretor por “Goodbye”, mas já na ocasião enfrentou censura política, tendo sido proibido de sair de seu país para participar do festival francês. Ele acabou condenado a seis anos de prisão pela mensagem “subversiva” de seus filmes. Mesmo assim, rodou clandestinamente “Manuscritos não Queimam”, justamente sobre a experiência de ser um preso político, premiado pela crítica na Um Certo Olhar de 2013. Destinada a exibir obras com uma linguagem mais experimental, a mostra Um Certo Olhar é a seção paralela de maior prestígio de Cannes, seguida pela Semana da Crítica, cuja edição deste ano foi vencida pelo filme brasileiro “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa O júri presidido pela atriz Uma Thurman também premiou o americano Taylor Sheridan como Melhor Diretor, por “Wind River”, um thriller violento sobre a morte de uma jovem numa reserva indígena nos Estados Unidos, estrelado por Jeremy Renner e Elizabeth Olsen (ambos de “Vingadores: Era de Ultron”). Neste ano, Sheridan já tinha sido indicado ao Oscar como Roteirista, por “A Qualquer Custo”. Os demais premiados foram o mexicano “Las Hijas de Abril”, de Michel Franco, sobre a gravidez de uma adolescente, que venceu o Prêmio do Júri, a atriz italiana Jasmine Trinca, como Melhor Intérprete por “Fortunata”, e o francês Mathieu Almaric com uma Menção Honrosa pela direção “Barbara”. Vencedores da Mostra Um Certo Olhar 2017 Melhor Filme “Lerd” (A Man Of Integrity) – Irã Melhor Direção Taylor Sheridan (“Wind River”) – Estados Unidos Melhor Atuação Jasmine Trinca (“Fortunata”) – Itália Prêmio do Juri “Las Hijas de Abril” – México Menção Honrosa Mathieu Almaric (“Barbara”) – França

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    Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson formam um Dupla Explosiva em trailer repleto de ação

    27 de maio de 2017 /

    Foram divulgados novos pôsteres e trailer repleto de tiros da comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), que no Brasil será lançada como “Dupla Explosiva”. Na verdade, será o quarto filme lançado com este título no país – sem considerar a série homônima. Em todos, por sinal, a história acompanha dois parceiros que não querem ser parceiros. Na trama, Reynolds vive um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha desaforada (Jackson), que é um matador profissional, alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. O elenco ainda inclui Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Salma Hayek (“O Conto dos Contos”), Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”) e Elodie Yung (a Elektra da série “Demolidor”). O roteiro é de Tom O’Connor (“Fogo contra Fogo”) e a direção de Patrick Hughes (“Os Mercenários 3”), dois especialistas em filmes B, o que, inclusive, é alimentado pela “tradução” nacional do filme. A estreia do quarto “Dupla Explosiva”, que não é parte de uma franquia, está marcada para 28 de agosto, dez dias após o lançamento nos EUA.

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    Dégradé acompanha cotidiano de um salão de beleza da Palestina

    27 de maio de 2017 /

    Num salão de beleza cheio de mulheres, rola papo sobre os relacionamentos com os homens, as fofocas, notícias e amenidades. Num salão de beleza em dia de verão, na Faixa de Gaza, com a energia ligada, também. Entretanto, o clima é muito mais tenso e incerto. Para começar, porque a energia pode acabar a qualquer momento e aí tudo se complica. O salão de Christine tem até um precário gerador próprio, para amenizar a situação. Mas lá fora podem-se ouvir tiros, há um leão, o único do zoo local, que foi roubado e circula pela rua monitorado por bandidos. O exército israelense exerce um controle opressor sobre o pedaço. Imagine se o grupo terrorista Hamas decidir acertar as contas por lá. Tudo muito difícil. Só que um salão desses continua funcionando, ainda que nas condições aqui descritas. Uma noiva, uma grávida, uma religiosa, uma divorciada insatisfeita, uma viciada em remédios tarja preta e uma interessada demais na vida dos outros estão por lá, tentando se arrumar e se cuidar. Convivem num microcosmos que pretende refletir a realidade das mulheres daquela sociedade e o seu entorno infernal. É disso que trata o longa palestino “Dégradé”, dirigido pelos jovens irmãos gêmeos Tarzan e Arab Nasser (nomes artísticos de Ahmad e Mohammed Abou Nasser), que contou com a participação financeira da França e do Qatar, e teria se inspirado em fatos reais, ocorridos em 2007. É estranho, mas perfeitamente possível. A realidade, por vezes, supera a mais audaciosa ficção. O filme, sem ser nenhuma obra de arte, é um bom trabalho, com boas sequências e boas atrizes, com destaque para a excelente Hiam Abbass, que já estrelou muitas produções do Oriente Médio, como “A Noiva Síria” (2004), “Paradise Now” (2005), “Uma Garrafa no Mar de Gaza” (2007), “A Fonte das Mulheres” (2011) e até longas hollywoodianos, como “Munique” (2005), de Steven Spielberg, e “Êxodo: Deuses e Reis” (2014), de Ridley Scott. Não é todo dia que se pode ver um filme da Palestina, que consegue nos trazer as emoções do que se vive por lá, nessa zona conflagrada, onde parece não haver espaço para a vida comum do dia a dia. A vida a que todos têm o direito de ter.

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    Joaquin Phoenix encerra Festival de Cannes com brutalidade

    27 de maio de 2017 /

    O thriller “You Were Never Really Here”, da escocesa Lynne Ramsay, dividiu a crítica no encerramento da competição do 70º Festival de Cannes entre aplausos e vaias. Ininteligível, segundo algumas resenhas. Sublime, de acordo com outras. Mas brutal, em todas. Na trama, Joaquin Phoenix interpreta mais um personagem sombrio de sua filmografia, um ex-policial e veterano de guerra de barba espessa, chamado Joe, que faz bico como brutamontes para uma empresa de segurança e acaba trabalhando no resgate de uma adolescente sequestrada (Ekaterina Samsonov) por traficantes de escravas brancas. Por conta da violência que o acompanha desde a infância, traumas o assombram o tempo inteiro, evocando as imagens macabras do filme anterior da diretora, “Precisamos Falar sobre o Kevin” (2011). “Não estou interessada em explorar o que vemos muito por aí”, disse a diretora sobre a forma, repleta de elipses e metáforas, com que filmou a trama. “Até aprecio o balé e a glamourização da violência, mas é uma coisa que também me entedia”, completou. Ramsay definiu o longa, adaptado de um livro do escritor Martin Amis, como uma obra de “pós-violência”. Talvez isso explique porque, muitas vezes, a violência apareça fora de foco ou de enquadramento. Além disso, o roteiro intercala as cenas de extrema brutalidade com humor. “Achei que estivéssemos fazendo uma comédia”, brincou Phoenix, sobre o tom da produção. “Joe cresceu em meio a muitos traumas, então há nele essa necessidade de se tornar o mais poderoso possível. Ele já chegou à meia idade e muito desse poder já se foi”, comentou o ator, explicando as motivações de seu personagem. “Queríamos que ele tivesse uma dimensão corporal grande, como que usando uma armadura, mas que demonstrasse que está se deteriorando também. A ideia era se afastar o máximo possível da noção de herói masculino. Chamamos de impotência da masculinidade. Ele se sente capaz de tudo, mas na verdade, não é. É a vítima que se salva. Ele só dá uma ajuda”. De forma especialmente simbólica, a arma que ele usa na trama é um pequeno martelo, comprado numa loja de ferragens. “O martelo é uma peça ridícula e maravilhosa. Estamos acostumados a ver muitas armas de fogo em filmes, e eu não estava interessada em coisas já mostradas milhões de vezes”, disse a diretora, sem lembrar de “Oldboy” (2003), que usa um martelo numa coreografia de violência antológica. O filme que todos lembraram foi outro: o clássico de Martin Scorsese “Taxi Driver” (1976). A comparação se deve à ambiguidade moral do protagonista, que, como o Travis Bickle de Robert De Niro, é um militar veterano traumatizado que tenta salvar uma garota abusada sexualmente. “‘Taxi Driver’ é provavelmente um dos filmes que realmente me fez querer ser ator, um tipo particular de ator, então eu tenho certeza que sua influência estava lá, mas não houve nenhuma decisão consciente de copiar”, disse Phoenix. Anti-herói solitário, a única companhia de Phoenix durante a maior parte da projeção é a trilha sonora composta por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead. Os arranjos exasperantes enfatizam o crescente estado de confusão mental do protagonista, mas servem principalmente para preencher seu vazio. A música é praticamente um ator coadjuvante na história. Tanto que, se o filme dividiu opiniões, a trilha foi um consenso absoluto: melhor trabalho da carreira de Greenwood, superando inclusive a trilha de “Sangue Negro” (2007), que lhe rendeu indicação ao BAFTA (o Oscar britânico).

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    Roman Polanski leva paranoia ao Festival de Cannes

    27 de maio de 2017 /

    Aos 83 anos, Roman Polanski ainda comanda atenção da comunidade cinematográfica. Exibido fora da competição do Festival de Cannes, seu novo filme, “D’après une Histoire Vraie”, não se compara a seus clássicos de suspense, mas tem bons momentos e rendeu muitos comentários. Adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan, gira em torno de duas escritoras que desenvolvem uma amizade doentia e perigosa. A esposa do diretor, Emmanuelle Seigner, vive o alter-ego de Delphine de Vigan, que passa por um bloqueio criativo após o lançamento de seu último e bem-sucedido livro. O momento difícil é superado com a ajuda de uma nova e maravilhosa amiga, Elle, papel de Eva Green. O problema é que a amiga, que trabalha como ghost writer, revela-se uma admiradora obsessiva que, em pouco tempo, tenta se intrometer no texto e até na vida íntima da escritora. A trama também permite ao diretor questionar o que é fato e ficção, no momento em que luta para que informações escondidas venham à tona em seu processo por estupro de menor, cometido há quatro décadas nos Estados Unidos. Detalhe: a imprensa recebeu orientação de não fazer perguntas sobre o crime sexual cometido contra Samantha Geimer, em 1977. “Existe todo esse bombardeamento de informações, fotos das vidas dos outros ao redor, notícias falsas. E nos perguntamos: O que é uma história verdadeira hoje?”, indagou o cineasta na entrevista coletiva. Questionado se alguma experiência pessoal teria lhe inspirado, Polanski afirmou: “Sim, claro, já conheci gente que não deveria ter tido qualquer importância na minha vida mas que, de alguma forma, conseguia se aproximar cada vez mais e até se transformar no que ingleses chamam de “hanger-on”, parasitas. Mas sempre consegui perceber isso rápido, e procurava manter uma certa distância delas”. Mas o cineasto foi ligeiro para se desvencilhar de quem buscasse maiores paralelos com sua vida privada. “Não penso na minha história pessoal quando desenvolvo um filme, apenas no que tenho para filmar.” No caso, um roteiro do cineasta francês Olivier Assayas, vencedor do prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes passado por “Personal Shopper” (2016), que Polanski faz questão de elogiar. “Já adaptei vários livros em minha vida. O segredo é não se distanciar muito do original. Quando jovem, assisti a muitas adaptações em que personagens e tramas desapareciam nos filmes, o que me deixava muito decepcionado. Oliver me ajudou a me manter no rumo certo. Nada do livro de Delphine se perdeu na versão dele”. A história chama atenção por ser a primeira de Polanski sem embate entre personagens de sexos opostos, e também uma história em os personagens masculinos são totalmente secundários. “Nunca havia feito um filme antes com duas protagonistas, e que ambas estivessem em lados opostos. Achei a ideia fascinante”, comentou o cineasta. Entretanto, Polanski enxergou ligação deste longa com seus primeiros filmes. “É particularmente interessante porque todo o clima de paranoia da trama me fez lembrar dos primeiros filmes que fiz. Então, senti como se estivesse no meu território.” Vivendo novamente uma mulher transtornada, papel em que tem se especializado, Eva Green gostou da principal diferença desta produção em relação às demais que estrelou nos últimos dez anos. Pela primeira vez, desde que virou Bond girl em “007: Cassino Royale” (2006), ela pôde interpretar em francês, lembrando que é parisiense. “Estou sempre me esforçando para melhorar meu sotaque em inglês. Como o francês é minha língua-mãe, esse trabalho foi libertador”, disse a atriz.

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    Joss Whedon já estava trabalhando em Liga da Justiça e refilmagens serão “significativas”

    27 de maio de 2017 /

    O produtor Charles Roven revelou que Joss Whedon já estava trabalhando em “Liga da Justiça” antes de ser anunciado como substituto de Zack Snyder na pós-produção. Em entrevista à revista Variety, o produtor deu a entender que ele já desenvolvia as filmagens adicionais do longa, sem receber créditos. “Estamos empolgados com o filme, mas claro que também estamos tristes pelos eventos que causaram a saída de Zack e Deborah Snyder e a entrega do comando para Joss Whedon, mas ele já estava trabalhando conosco em algumas cenas das filmagens adicionais, que vamos fazer em breve, e por sorte Zack o convenceu e ele concordou em finalizar o longa, ajudando Zack a terminar sua visão, e estamos empolgados para isso”, disse Roven. A fotografia principal de “Liga da Justiça” foi completada por Snyder, cabendo a Whedon apenas a direção de cenas adicionais e a supervisão da pós-produção. Mas as notícias que chegam, em meio a rumores, é de que a intervenção será grande. As refilmagens seriam “significativas”, envolvendo cenas adicionais na Inglaterra sob o comando do diretor dos “Vingadores”. Não foi esclarecido se essas cenas foram escritas pelo próprio Whedon, mas é isso que Roven dá a entender, quando diz que ele “já estava trabalhando” nelas. Zack Snyder e sua mulher, que produzia o filme, afastaram-se do trabalho após a morte trágica de sua filha, em março. “Liga da Justiça” é justamente “Os Vingadores” da DC Comics, o primeiro filme a juntar no cinema alguns dos principais heróis da editora de quadrinhos: Batman (Ben Affleck), Superman (Henry Cavill), Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Ciborgue (Ray Fisher). A estreia está prevista para 16 de novembro no Brasil.

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    “Brasileira” da série The 100 é promovida para o elenco fixo da 5ª temporada

    27 de maio de 2017 /

    A produção de “The 100” decidiu promover Tasya Teles ao elenco fixo da 5ª temporada. Para quem não sabe, a atriz é meio “brasileira”. Na verdade, ela é canadense, mas filha de brasileiro e visita bastante o Brasil, especialmente Brasília onde seu pai mora. Na série, Tasya interpreta a terra-firme Echo, sobrevivente da Nação do Gelo, e sua confirmação no próximo ano é uma boa notícia para os fãs que ficaram um pouco preocupados com o desfecho da 4ª temporada, exibido na quarta (24/5) nos Estados Unidos. Spoiler: O final avançou a trama em seis anos, sem revelar se o grupo formado por Bellamy (Bob Morley), Raven (Lindsey Morgan), Monty (Christopher Larkin), Murphy (Richard Harmon), Emori (Luisa D’Oliveira), Harper (Chelsey Reist) e Echo conseguiu sobreviver no espaço durante todo este tempo. Eles deveriam ter voltado após cinco anos, mas o que Clarke (Eliza Taylor) testemunha é a descida inesperada de uma espaçonave russa, deixando-a desesperada na expectativa de um novo inimigo. Mas será que não são seus amigos que, de alguma forma, se apossaram de nova tecnologia no espaço? Uma das melhores séries da rede americana CW, “The 100” é exibida no Brasil pelo canal pago MTV.

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