Annabelle 2 estreia em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte
“Annabelle 2: A Criação do Mal” assustou a concorrência ao abrir em 1º lugar nas bilheterias no fim de semana, afastando um pouco as nuvens de um versão bastante sombrio para a indústria cinematográfica. O terror, que estreia na próxima quinta (17/8) no Brasil, conjurou US$ 35 milhões em 3,5 mil salas, superando o desempenho de alguns supostos blockbusters da temporada – “A Torre Negra”, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” e “A Múmia”. A estreia agradou a crítica, com 69% de aprovação, ao contar a origem da personagem do título – um alívio diante dos 29% do primeiro “Annabelle” em 2014. Mas o verão está tão fraco que a volta da boneca do mal vendeu menos ingressos que o lançamento dos outros filmes de seu “universo” cinematográfico – “Invocação do Mal”, que introduziu a boneca, fez US$ 41,9 milhões em sua estreia em 2013, “Invocação do Mal 2” abriu com US$ 40,4 milhões e “Annabelle” começou com US$ 37,1 milhões. “Nós teríamos ficado felizes em atingir US$ 30 milhões, considerando o mercado lento”, disse Jeff Goldstein, presidente da distribuição doméstica de Warner, comemorando o faturamento do filme no site The Hollywood Reporter. O estúdio tem realmente o que comemorar, pois também mantém o 2º lugar com o inesperado desempenho de “Dunkirk”. O filme de guerra de Christopher Nolan permaneceu uma força formidável em seu quarto final de semana em cartaz, somando mais US$ 11,4 milhões para ultrapassar a marca de US$ 150 milhões na América do Norte – uma façanha rara para uma produção sobre a 2ª Guerra Mundial, não vista desde que Steven Spielberg comandou “O Resgate do Soldado Ryan” (US$ 216 milhões no total). No mundo todo, “Dunkirk” já soma US$ 363,7 milhões. Outra estreia da semana, a animação “O Que Será de Nozes 2” abriu em 3º lugar, com US$ 8,9 milhões em 4 mil salas. Um desempenho pífio pela ampla distribuição e que representa menos da metade dos US$ 19,4 milhões obtidos pelo primeiro filme, em 2014. A continuação estreia no Brasil em 14 de setembro. Mas sombria mesmo é a arrecadação de “A Torre Negra”, que desabou do 1º para o 4º lugar após uma semana, com US$ 7,9 milhões. Em dez dias, a superprodução da Sony atingiu um total doméstico de US$ 34,3 milhões. Sim, menos que a abertura de “Annabelle 2”. Em todo o mundo, a soma não passa de US$ 53,6 milhões. Com isso, não há como a Sony investir numa continuação ou série de TV, conforme especulado. O Top 10 ainda registra a estreia do drama “O Castelo de Vidro”, estrelado por Brie Larson, que volta a trabalhar com o diretor Justin Cretton após “Temporário 12” (2013), o filme que a tornou atriz premiada. A produção da Lionsgate abriu apenas em 9º lugar, com US$ 4,8 milhões e uma distribuição em 1,4 mil salas. Vale destacar ainda as quedas de “Detroit”, o novo drama de Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror”), e a sci-fi “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, de Luc Besson (“O Quinto Elemento”), que não conseguiram completar um mês no Top 10. Entre as estreias limitadas, o melhor resultado ficou com a comédia indie “Ingrid Goes West”, estrelada por Aubrey Plaza e Elizabeth Olson, que fez US$ 141,2 mil em somente três salas, registrando uma média por tela de US$ 47 mil, a melhor da semana. Com 86% de aprovação crítica, “Ingrid Goes West” superou até os outros dois lançamentos indies do circuito, que inclusive abriram em mais salas: “Bom Comportamento” (Good Time, US$ 137,6 mil em quatro salas) e “The Only Living Boy in New York” (US$ 57,6 milhões em 15 salas). Mas enquanto “Bom Comportamento”, com Robert Pattinson, encantou a crítica (92% de aprovação), “The Only Living Boy in New York”, que marca a volta do diretor Marc Webb às produções modestas após “O Espetacular Homem-Aranha 2”, foi execrado (29%). Confira abaixo o Top 10 completo com os trailers das produções. Clique nos títulos dos filmes para assistir às prévias de cada um. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 71,7 milhões 2. Dunkirk Fim de semana: US$ 11,4 milhões Total EUA: US$ 153,7 milhões Total Mundo: US$ 363,7 milhões 3. O Que Será de Nozes 2 Fim de semana: US$ 8,9 milhões Total EUA: US$ 8,9 milhões Total Mundo: US$ 8,9 milhões 4. A Torre Negra Fim de semana: US$ 7,8 milhões Total EUA: US$ 34,3 milhões Total Mundo: US$ 53,6 milhões 5. Emoji – O Filme Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 63,5 milhões Total Mundo: US$ 97,1 milhões 6. Girls Trip Fim de semana: US$ 6,2 milhões Total EUA: US$ 97,1 milhões Total Mundo: US$ 105,5 milhões 7. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 6,1 milhões Total EUA: US$ 306,4 milhões Total Mundo: US$ 702 milhões 8. O Sequestro Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 19,3 milhões Total Mundo: US$ 19,3 milhões 9. O Castelo de Vidro Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 4,8 milhões Total Mundo: US$ 4,8 milhões 10. Atômica Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 61,7 milhões
Tom Cruise se machuca em acidente nas filmagens de Missão Impossível 6
O astro Tom Cruise se machucou durante um acidente nas filmagens de “Missão Impossível 6”, em Londres, neste domingo (13/8). O site TMZ divulgou um vídeo do acidente, que pode ser visto abaixo. Ao fazer um salto entre dois prédios durante a filmagem, o ator de 55 anos, que tem o costume de dispensar dublês, não conseguiu atingir a marca da cena e foi de encontro a uma parede. Após o acidente, Tom conseguiu subir ao topo do edifício, mas saiu mancando. Ao retornar ao ponto de partida, foi atendido pela equipe de segurança. O TMZ não soube informar a extensão dos ferimentos, que podem resultar em atrasos na produção. A nova sequência de “Missão Impossível” está sendo filmada desde abril, com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou o filme anterior, visando lançamento em julho de 2018.
Palhaço do mal enfrenta o Clube dos Perdedores em novas fotos do terror It: A Coisa
As revistas Entertainment Weekly e Empire divulgaram novos fotos de “It:- A Coisa”, primeira adaptação cinematográfica do romance clássico de Stephen King. As imagens destacam o palhaço do mal Pennywise e as crianças do Clube dos Perdedores. Publicado em 1986, o romance é um dos mais volumosos de Stephen King, com mais de mil páginas, e será adaptado em dois filmes distintos. A trama gira em torno de sete crianças perseguidas pela criatura maligna que assume a forma de um palhaço. Para sobreviver, elas precisarão superar seus medos e enfrentar Pennywise duas vezes em suas vidas – na infância e também como adultos. O confronto adulto ficará para o segundo filme. Entre as crianças do primeiro filme, destaca-se Finn Wolfhard, o Mike de “Stranger Things” (quase irreconhecível atrás de óculos de grau). Ele estará acompanhado de Jaeden Lieberher (série “Masters of Sex”), Owen Teague (série “Bloodline”), Nicholas Hamilton (“Terra Estranha”), Megan Charpentier (“Resident Evil 5: Retribuição”), Jack Grazer (“Tales of Halloween”), Wyatt Oleff (“Guardiões da Galáxia”), Sophia Lillis (“37”), Chosen Jacobs (série “Hawaii Five-0”), Jeremy Ray Taylor (“The History of Us”) e Bill Skarsgård (série “Hemlock Grove”) como Pennywise. “It: A Coisa” tem roteiro de Gary Dauberman (“Annabelle”) e Chase Palmer (“Black Lung”) e a direção é do argentino Andrés Muschietti (“Mama”). A estreia está marcada para 7 de setembro no Brasil.
Menino do Quarto de Jack sofre bullying em novo trailer de Extraordinário
A Lionsgate divulgou um novo trailer de “Extraordinário” (Wonder), melodrama infantil estrelado por Jacob Tremblay, o menino de “O Quarto de Jack” (2015), que aparece irreconhecível sob a maquiagem da produção. No filme, ele é o filho deformado de Julia Roberts (“Jogo do Dinheiro”) e Owen Wilson (“Zoolander”), e neto da brasileira Sonia Braga (“Aquarius”), que ainda não apareceu nos vídeos divulgados. A trama leva às telas o best-seller infantil homônimo de RJ Palacio sobre Auggie Pullman, um menino que nasceu com uma deformidade facial e estudou em casa por toda a vida, até que, pela primeira vez, é matriculado numa escola regular e passa a conviver com outras crianças da sua idade. A prévia mostra as dificuldades de relacionamento da criança, o bulling, o apoio e a ansiedade dos pais e o início das primeiras amizades na escola. O elenco ainda inclui Mandy Patinkin (série “Homeland”), Izabela Vidovic (série “The Fosters”), Ali Liebert (série “Strange Empire”), Millie Davis (série “Orphan Black”) e Bryce Gheisar (série “Walk the Prank”). O roteiro foi escrito por Jack Thorne (criador da série “White Panthers”) e Steve Conrad (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), e a direção é de de Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”). A estreia está marcada para 23 de novembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Pôster japonês de Thor: Ragnarok reúne os protagonistas
A Marvel divulgou o pôster japonês de “Thor: Ragnarok”. A imagem segue a estética bastante colorida vislumbrada no trailer e reúne todos os protagonistas. Desta vez, é Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett) quem se agiganta acima dos demais personagens, que incluem o próprio Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Heimdall (Idris Elba), Loki (Tom Hiddleston), Odin (Anthony Hopkins), Valquíria (Tessa Thompson) e o Grão-Mestre (Jeff Goldblum). Dirigido pelo cineasta neozelandês Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”), “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Novo filme de Ridley Scott ganha primeira foto com Michelle Williams e Mark Wahlberg
A revista Entertainment Weekly divulgou a primeira foto de “All The Money In The World”, novo filme de Ridley Scott (“Alien: Covenant”). A imagem traz Michelle Williams (“Manchester à Beira-Mar”) e Mark Wahlberg (“O Dia do Atentado”) cercados por uma parede viva de microfones. O filme vai dramatizar o famoso sequestro do então adolescente John Paul Getty III na Itália em 1973, e as tentativas desesperadas da sua mãe, a ex-atriz Gail Harris (papel de Williams), para conseguir que o avô bilionário do rapaz pagasse o resgate. Mas John Paul Getty Sr, considerado na época o homem mais rico do mundo, recusou-se a pagar aos raptores. Por isso, para provar que falavam a sério, os criminosos chegaram a mandar para a família a orelha direita do jovem de 16 anos. O papel de Wahlberg é o de Fletcher Chase, um ex-agente da CIA encarregado de tratar com os raptores. Por sua vez, John Paul Getty Sr tem interpretação de Kevin Spacey (série “House of Cards”) e o menino é vivido por Charlie Plummer (“O Jantar”). As filmagens começaram em maio na Itália e a produção está acontecendo em ritmo acelerado, visando chegar aos cinemas já em dezembro. A pressa é para evitar a concorrência de outro projeto sobre a mesma história, a minissérie “Trust”, desenvolvida pelo roteirista Simon Beaufoy e o diretor Danny Boyle (a dupla de “Quem Quer Ser um Milionário?”), que estreia em janeiro no canal pago FX.
Jogador Nº 1: Nova sci-fi de Stephen Spielberg revela primeira foto de Olivia Cooke
A revista Empire divulgou a primeira foto de Olivia Cooke na nova sci-fi de Stephen Spielberg, “Jogador Nº 1” (Ready Player One). Sua personagem, Samantha Evelyn Cook, é a segunda mais importante da trama, mas ainda não tinha aparecido nem mesmo no trailer exibido na Comic-Con. Na trama, ela é principal concorrente de Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) no jogo milionário que movimenta a história. Os dois aparecem juntos, confrontando-se na imagem. Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop dos anos 1980. “Quando se é uma criança sonhando em seguir carreira na atuação, a ideia de trabalhar com Spielberg parece absurda. Foi surreal”, declarou a atriz à Empire, sobre a experiência de filmar “Jogador Nº 1”. Revelada em “Bates Motel”, a atriz fez os filmes “Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer” (2015) e “Ouija – O Jogo dos Espíritos” (2014), entre outros. “Jogador Nº1” estreia em 5 de abril no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Novo filme de Woody Allen ganha fotos e revela sua sinopse
O novo filme de Woody Allen, “Wonder Wheel”, teve novas fotos e sua sinopse divulgadas pela revista Entertainment Weekly. Estrelado por Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”) e Justin Timberlake (“Aposta Máxima”), o longa-metragem se passa no parque de diversões de Coney Island, na década de 1950. Na trama, Ginny (Winslet) é casada com um operador de carrossel (James Belushi, da série “Twin Peaks”). Meio entediada, cai de amores pelo salva-vidas Mickey (Justin Timberlake), mas sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”) surge inesperadamente e também se apaixona pelo “galã” da praia, o que complica a história. “Wonder Wheel” é uma produção da plataforma de streaming Amazon e terá sua première no Festival de Nova York, em 15 de outubro. Já a estreia brasileira está marcada para 28 dezembro.
Emma Stone adquiriu 7 quilos de massa muscular para seu novo filme
Emma Stone teve pegar no pesado para entrar em forma física para seu papel como a tenista Billie Jean King no filme “Battle of the Sexes” (batalha dos sexos, ainda sem título oficial brasileiro). Uma entrevista do personal trainner Jason Walsh ao site Glamour revelou que a rotina da atriz incluía dois treinos por dia, uma dieta balanceada e exercícios não convencionais. Ao final, a atriz ganhou aproximadamente 7 kg de massa muscular. A preparação para o papel em “Battle of the Sexes” começou três meses após Stone dançar, cantar e atuar como a sonhadora Mia em “La La Land”, o Oscar de Melhor Atriz. O filme fira em torno a partida de tênis intersexual que quebrou o recorde de audiência da TV americana nos anos 1970. Conhecida como “A Batalha dos Sexos”, o jogo lendário aconteceu em 1973, entre a jovem tenista Billie Jean King (papel de Stone), 2ª melhor jogadora do mundo naquele ano, e o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, ex-campeão de Wimbledon. Batalha dos Sexos foi um nome apropriado para o evento, pois o que estava realmente em jogo eram duas visões distintas de mundo. De um lado, o machismo que se recusava a admitir a possibilidade da igualdade feminina, e do outro a luta pioneira do feminismo, que ainda precisava provar a capacidade das mulheres para o mundo. Não bastasse a pressão do evento midiático, Billie Jean King ainda escondia sua homossexualidade recém-descoberta das câmeras, enquanto permanecia casada com um homem. Ela se tornou a primeira atleta profissional feminina de destaque a admitir que era homossexual. Isto ocorreu durante seu processo de separação na década seguinte – e lhe custou todas as suas finanças. Riggs é vivido por Steve Carell (“A Grande Aposta”), que assim retoma a parceria com Stone, após o sucesso da comédia “Amor a Toda Prova” (2011). O roteiro é de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e a direção é do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (a dupla de “Pequena Miss Sunshine”). A première mundial será no Festival de Toronto e o lançamento no Brasil vai acontecer em 19 de outubro – um mês após a estreia comercial nos Estados Unidos (em 22 de setembro).
Matt Damon e Kristen Wiig encontram casal miniatura na primeira foto de Downsizing
A Paramount divulgou a primeira foto de “Downsizing”, novo filme do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013). A nova produção também é uma comédia, mas com elementos de sci-fi, como atesta a imagem. O filme se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso, ampliando a crise financeira mundial. Mas a tecnologia tem uma solução para o problema: miniaturização. A trama gira em torno do casal vivido por Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), que percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”). Selecionado como filme de abertura do Festival de Veneza 2017, em 30 de agosto, “Downsizing” tem lançamento marcado apenas para 18 janeiro no Brasil.
Novo terror da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas é premiado no Festival de Locarno
O filme brasileiro “As Boas Maneiras” foi premiado no 70º Festival de Locarno, na Suíça, onde realizou sua estreia mundial. Novo terror da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, de “Trabalhar Cansa” (2011), o longa recebeu o Prêmio Especial do Júri do festival. Fábula de horror e fantasia, “As Boas Maneiras” parte do envolvimento de duas mulheres de mundos opostos. Clara (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é uma enfermeira da periferia de São Paulo contratada para ser a babá do filho que a rica Ana (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”) está esperando. Uma noite de lua cheia provoca uma inesperada mudança de planos e Clara se vê assumindo a maternidade de uma criança diferente das outras. O júri do festival foi formado pelos diretores Olivier Assayas (França), Miguel Gomes (Portugal), Jean-Stéphane Bron (Suíça), pelo produtor Christos Konstantakopoulos (Grécia) e pela atriz Birgit Minichmayr (Áustria). O Leopardo de Ouro foi para “Fang”, do chinês Wang Bing, o prêmio de Melhor Direção ficou com o francês F. J. Ossang, por “9 Doigts”, a francesa Isabelle Huppert levou o prêmio de Melhor Atriz por “Madame Hyde”, e o dinamarquês Elliott Crosset Hove foi eleito Melhor Ator por “Vinterbrødre”
Malasartes e o Duelo com a Morte diverte com comédia caipira na era digital
O maior mérito de “Malasartes e o Duelo com a Morte” é evocar uma face brasileira que está longe das telas há algum tempo. O Brasil do caipira matuto, bem trabalhado nos clássicos de Mazzaropi e em filmes como “A Marvada Carne” (1985). Mazzaropi, por sinal, fez o seu Malasartes em 1960 (“As Aventuras de Pedro Malasartes”). A história adaptada por Luís Alberto de Abreu (“Era O Hotel Cambridge”) e o diretor Paulo Morelli (“Zoom”) põe um olho neste matuto embrionário de Mazarropi, mas vai na fonte do personagem bufão, que teria surgido nos contos populares da Península Ibérica, e aprontava das suas contra nobres empombados e cavaleiros cheios de si. Abrasileirado, o personagem vira o caipira do jeitinho simples (vivido por Jesuíta Barbosa), que se faz de trouxa, mas não tem nada de bobo. Namora Áurea (Ísis Valverde), a mocinha mais bonita do campo, mas cresce os olhos para as caboclas que passam. Tem uma predisposição para o perigo, tanto ao bolar artimanhas que provocam o irmão de Áurea, o truculento Próspero (Milhem Cortaz) que deseja matá-lo, como em provocar o pacífico Zé Cadinho (Augusto Madeira). Mas sua astúcia, cínica e de golpes e expedientes inesgotáveis, chama a atenção no além. Lá do alto, a Morte (Júlio Andrade) vibra com as artimanhas do matuto ao convencer Zé Candinho que seu chapéu mágico transforma estrume de jumento em ouro. Para escapar do tédio de administrar o contingente de mortos que nunca acaba, a Morte planeja abandonar o barco, e acredita que Malasartes é o substituto a altura. A questão é como dobrar o esperto caipira e atraí-lo para uma armadilha. O filme comporta, em suma, uma discussão sobre o poder dos homens, ao confrontar o relativo (homem) e o fatídico (Morte) e promove uma inversão: o a Morte é pomposa e truculenta; já Malasartes, é singelo e lúcido. Seria injusto dizer que essas idéias não são encontráveis na versão de Paulo Morelli. Mas não seria correto dizer que se expressam plenamente. O essencial de suas virtudes vem do texto (um roteiro bastante fluente) e do elenco afinado e afiado. O filme é pontuado em duas partes, Na primeira, mais realista, há uma respiração, uma falta de pressa rara em se tratando de comédia brasileira, o que permite que cada personagem se desenvolva com empatia. A segunda parte se propõe a flertar com o lúdico, o que em princípio, promete. Mas então entram os efeitos visuais e Morelli se encanta demais com as possibilidades pirotécnicas. Verdade que tudo é bem feito, bem produzido, afinal por trás temos a produtora O2 colocando todo seu aparato a serviço do filme. É tudo bonito, mas seria ótimo se eles não favorecessem tanto o plano geral, a ponto de esquecer os atores nessa hora. Há momentos que Jesuíta Barbosa e Júlio Andrade literalmente ganham a dimensão de pulgas, e a grandiloquência digital engole o humano. E isso não acontece em um ou dois momentos. A parafernália tecnológica vira um exercício vazio, quando não há um conceito dramático justificável e consistente. E quem sofre mais por essa opção, são os habitantes do Além – Júlio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz, que não rendem maravilhas como poderiam. Por sorte, o deslumbramento não compromete o que veio antes. No saldo geral, o filme diverte e dá o seu recado. E o carisma do Malasartes de Jesuíta Barbosa e a simpatia do Zé Candinho, de Augusto Madeira, ficam com a gente.
Leonardo DiCaprio pode estrelar cinebiografia de Leonardo Da Vinci
A Paramount e a Universal estão disputando os direitos do livro “Leonardo Da Vinci”, uma biografia ainda inédita, escrita por Walter Isaacson. Segundo o site Deadline, ambos os estúdios querem produzir a adaptação, que em qualquer um deles será estrelada por outro Leonardo famoso: DiCaprio. Ex-editor da revista Time, Isaacson também escreveu “Steve Jobs”, que foi transformado no filme estrelado por Michael Fassbender, e “Albert Einstein”, que serviu de base base para a série “Genius”, estrelada por Geoffrey Rush. O livro sobre Da Vinci será lançado apenas em outubro pela editora Simon & Schuster. De acordo com informações da editora, Isaacson tece uma narrativa que conecta arte, ciência, imaginação e a curiosidade voraz de Da Vinci. Além de suas pinturas inestimáveis, ele prosseguiu estudos inovadores de anatomia (seu desenho icônico de Homem Vitruviano), fósseis, pássaros, máquinas voadoras, botânica, geologia e armamento. Ele descascou as faces dos cadáveres, atraiu os músculos que moviam os lábios e depois pintou o sorriso mais memorável da história em “Mona Lisa”. Ele explorou a matemática da óptica, mostrou como os raios de luz atingem a córnea e produziu ilusões de mudanças de perspectivas em “A Última Ceia”. Isaacson também descreve como o entusiasmo vital de Leonardo por organizar produções teatrais informou suas pinturas e invenções. De acordo com o livro, Da Vinci também era um pouco desajustado: bastardo, gay, vegetariano, canhoto, distraído e às vezes herético. DiCaprio tem interesse no papel para fazer jus à história de seu nascimento. Diz a lenda que ele foi batizado como Leonardo porque sua mãe grávida estava observando uma pintura de Da Vinci num museu italiano quando o futuro astro deu seu primeiro chute em sua barriga.












