It – A Coisa explora o medo de forma sinistra, lírica e verdadeiramente assustadora
É inegável que muito do encanto do livro “It: A Coisa” reside na forma como o escritor Stephen King manuseia a percepção de seus personagens em relação aos perigos que podem haver num parque de diversões. São poucos os ambientes que possuem mais interesse cênico: um complexo cujas dimensões evocam um conflito natural entre um certo imaginário sinistro e um lirismo juvenil. O diretor Andy Muschietti (“Mama”) compreende isso nesta segunda adaptação do best-seller de King – a primeira para o cinema. O perturbador em “It: A Coisa” é que nem vemos o tal parque, é como se ele estivesse enterrado sob um pequeno vilarejo e nosso único contato com esse mundo é um palhaço, Pennywise. Esse bufão homicida sobrevive no sistema de esgoto da pequena cidade de Derry, no Maine, e adulto algum parece preocupado. Há uma cegueira coletiva, como se todos os pais, todas as autoridades da cidade, estivessem encantados por esse flautista de Hamelin e restasse apenas as crianças para enfrentar o bicho-papão. A ideia é fascinante, e o livro de King talvez seja sua obra-prima. O conceito é tão forte, que fica difícil estragar tudo numa adaptação para as telas. O problema até ontem em Hollywood se devia em como fazer a transposição, já que o livro é um calhamaço tão grosso quanto a bíblia. Na TV, em 1990, houve uma minissérie com mais de três horas de duração, com Tim Curry como o palhaço vilão. A New Line, que detém os direitos pro cinema, demorou pra achar um formato que rendesse dinheiro. Por fim, encontrou a solução: dividir o filme em duas partes. Essa que estréia nos cinemas é a primeira metade. A atração é de um trem fantasma insano. Se você é um espectador que busca a lógica ou se prende a detalhes, vai odiar o filme logo na primeira cena. A ideia de uma criança agachada numa boca de lobo, conversando com um palhaço em meio a uma chuva torrencial, soa completamente absurda. Para se divertir é preciso entrar na atmosfera lúdica. “It” funciona quase como uma fábula. Ao contrário do livro que se passava nos anos 1950, a ação foi transferida para os anos 1980, o que abre um campo para encher o filme de referências ao cinema da década, com piscadelas para “ET”, “Goonies”, “Curtindo a Vida Adoidado”, “De Volta para o Futuro” e, claro, “Conta Comigo”, outra adaptação acima da média de King. Os cinéfilos que entraram na hype da série “Stranger Things” vão se deliciar com esses encaixes. Mas não é isso que torna o filme interessante. O centro gravitacional está com os atores. Com as crianças muito bem dirigidas e com o jovem Bill Skarsgård (série “Hemlock Grove”), que vive o palhaço. Pennywise foi concebido pelo escritor Stephen King como um cruzamento de Ronald McDonald e Freddie Kruger. E ele não oferece lanchinhos regados a ketchup. Aliás, no filme, o personagem nunca entra em cena sem uma preparação. É meio clichê usar um balão vermelho pra antecipar a presença do perigo, mas isso não compromete. Muschietti tenta ser comedido com a profusão de efeitos visuais. Confia no elemento humano. Bill Skarsgård, por exemplo, usa maquiagem pesada, mas ela é cuidadosamente estudada para marcar determinadas expressões. As sobrancelhas formam um V de vilão e o batom carmesim se estende pela bochecha como chifres do demônio, que dividem os olhos e se estendem pelo rosto, mas elas nunca congelam suas expressões. Descobrimos que Pennywise assombra a pequena Derry há séculos, emergindo periodicamente para aterrorizar e levar novas almas pelo ralo. Embora a lista de crianças mortas seja longa, nenhum adulto move uma palha. A polícia, então, parece mais preocupada em resgatar gatinhos de cima das árvores. Cabe a um grupo de sete pré-adolescentes, o “Clube dos Fracassados”, acabar com o “feitiço” e mandar o palhaço às favas. O grupo é composto por um menino tímido e gago (Jaeden Lieberher, da série “Masters of Sex”), uma menina com má reputação na escola (a ruivinha Sophia Lillis, de “37”), um garoto gordinho (Jeremy Ray Taylor, de “The History of Us”) e até um dos meninos de “Stranger Things” (Finn Wolfhard), entre outros. Eles rastreiam os assassinatos, determinam a origem do problema e a natureza da maldição da cidade. Agir para encurralar Pennywase é mais complicado. O lema é um por todos e todos por um, e embora a garotada tente manter essa estratégia, o maquiavélico Pennywise conhece o labirinto de esgotos o suficiente para separar com facilidade a turminha. Muschietti entende bem as leis do cinema de terror. Sabe que, assim como na comédia, o tempo é tudo no gênero. Se você prender uma cena por muito tempo ou cortar antes da tensão atingir seu pico, o resultado é comprometido. Verdade que nem sempre o diretor obtém esse equilíbrio, mas, quando acerta, é na mosca. Como na cena em que Pennywise surpreende Beverly, a ruivinha, em seu esconderijo. O Palhaço a arranca do chão e ela grita, mas depois respira e diz que não tem medo do que não existe. Ele refuta dizendo que se não existe, como ela pode estar sentindo dor. E então abre uma boca cada vez mais larga, que vai expandindo as fileiras de dentes afiados até gelar a menina de medo, provando que o horror não se ressume a um compartimento. Pode ser imenso e sem fim. Outra sequência que transcende o lugar-comum envolve o simples ralo de uma pia de banheiro. A vítima ouve um ruído bizarro das entranhas do ralo e quando se aproxima para ver, seus próprios cabelos tentam puxá-la para dentro daquele mundo. Enfim, nesses pequenos momentos “It: A Coisa” reafirma o horror como algo mais do que artimanhas e peripécias. Nesses trechos, Muschietti tira do horror a materialidade, fazendo-o abstrato e indeterminado. E é isso que torna um filme verdadeiramente assustador.
Benedict Cumberbatch é Thomas Edison no primeiro trailer do filme da Guerra das Correntes
A Weinstein Company divulgou o primeiro trailer de “The Current War”, filme sobre a história da eletricidade. A prévia traz Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) como Thomas Edison, Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como George Westinghouse e Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) como Nikola Tesla, os três homens que, em sua disputa pelo domínio das patentes de energia, eletrificaram o mundo. O filme gira em torno da rivalidade entre Edison e Westinghouse, que travaram uma feroz batalha comercial que ficou conhecida como “A Guerra das Correntes”, em relação às patentes de cada um, a corrente continua de Edison e a corrente alternada de Westinghouse (criada, na verdade, por Tesla), que concorriam por contratos de eletricidade em cidades e estados no final do século 19. Para determinar qual das correntes era melhor, até a pena de morte entrou no debate, culminando na invenção da cadeira elétrica. O projeto levou cinco anos para sair do papel. O cineasta cazaque Timur Bekmambetov (“Ben-Hur”) adquiriu os direitos sobre a trama em 2012, mas, após seus recentes fracassos comerciais, optou por ficar apenas como produtor. A direção está a cargo de Alfonso Gomez-Rejon (“Eu, Você e A Garota que vai Morrer”), que leva às telas um roteiro de Michael Mitnick (“O Doador de Memórias”). Além de Cumbarbatch, Shannon e Hoult (“X-Men: Apocalipse”), o elenco também destaca Tom Holland (o novo Homem-Aranha) como Samuel Insull, o secretário de Edison que virou magnata, Katherine Waterston (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) como Marguerite, a esposa de Westinghouse, e Tuppence Middleton (série “Sense8”) como Mary, a esposa de Edison. “The Current War” terá première mundial no Festival de Toronto. O lançamento comercial está marcado para 24 de novembro, em circuito limitado, visando qualificação para o Oscar, com ampliação do circuito marcada apenas para janeiro nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.
Thor: Ragnarok ganha oito pôsteres de personagens
A Marvel divulgou uma coleção de pôsteres com oito personagens de “Thor: Ragnarok”, cobertos por poeira colorida – também conhecida como #photoshopfail. Os cartazes incluem o próprio Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Loki (Tom Hiddleston), Valquíria (Tessa Thompson), Heimdall (Idris Elba), Odin (Anthony Hopkins), Hela (Cate Blanchett) e o Grão-Mestre (Jeff Goldblum). Dirigido pelo cineasta neozelandês Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”), “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Trailers da continuação de Perfeita É a Mãe têm duas vezes mais mães
A STX divulgou três pôsteres e dois novos trailers da continuação de “Perfeita É a Mãe” (Bad Moms), que desta vez tem temática natalina. As prévias são basicamente idênticas, com uma pequena diferença. A segunda tem palavrões e piadas de baixo calão, voltadas para maiores – ainda que o primeiro palavrão esteja na boca de uma criança. A continuação explora a pressão que as mães sofrem para realizar o Natal perfeito para suas famílias. Mas Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn decidem que o estresse não vale a pena e resolvem relaxar. Isto é, até as mães delas chegarem para o feriado e cobrar um Natal de verdade – vividas por Christine Baranski (série “The Good Fight”), Susan Sarandon (série “Feud”) e Cheryl Hines (série “Curb Your Enthusiasm”). Esta história, por sinal, chama atenção por ter premissa muito, mas muito parecida com a de “Pai em Dose Dupla 2”, que tem vai chegar aos cinemas na mesma época. Os pôsteres ainda reforçam a semelhança, mostrando as “Mães em Dose Dupla”. A sequência é novamente escrita e dirigida pela dupla Jon Lucas e Scott Moore (roteiristas de “Se Beber, Não Case!”), que retomam as funções apenas um ano após o primeiro filme arrecadar US$ 180 milhões nas bilheterias e se tornar o maior sucesso do estúdio STX. “Perfeita É a Mãe 2” (o título original é “A Bad Moms Christmas”) tem estreia marcada para 7 de dezembro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos (em 3 de novembro).
Trailer legendado da continuação de Pai em Dose Dupla tem duas vezes mais pais
A Paramount divulgou o pôster e o novo trailer (legendado e dublado) de “Pai em Dose Dupla 2”. A prévia mostra que, como o conflito original foi resolvido no primeiro filme, a produção optou pela fórmula estabelecida em “Entrando Numa Fria” (2000), tornando-o “Maior Ainda” (2004) com a inclusão de mais parentes. Após se acertarem e ficarem amigos, o pai e o padrasto vividos por Mark Wahlberg e Will Ferrell terão que lidar com seus próprios pais, vividos, respectivamente, por Mel Gibson e John Lithgow. Claro que o primeiro é durão e o segundo amoroso em excesso, e todos terão que conviver durante um Natal em família. O elenco também volta a trazer Linda Cardellini como a mãe dos filhos de Wahlberg e esposa de Ferrell, além das crianças Scarlett Estevez, Owen Vaccaro e Didi Costine, que motivarão a disputa de atenção dos vovôs, sem esquecer da brasileira Alessandra Ambrósio e do lutador John Cena. A Paramount divulgou o pôster e o novo trailer (legendado e dublado) de “Pai em Dose Dupla 2”. A prévia mostra que, como o conflito original foi resolvido no primeiro filme, a produção optou pela fórmula estabelecida em “Entrando Numa Fria” (2000), tornando-o “Maior Ainda” (2004) com a inclusão de mais parentes. Após se acertarem e ficarem amigos, o pai e o padrasto vividos por Mark Wahlberg e Will Ferrell terão que lidar com seus próprios pais, vividos, respectivamente, por Mel Gibson e John Lithgow. Claro que o primeiro é durão e o segundo amoroso em excesso, e todos terão que conviver durante um Natal em família. O elenco também volta a trazer Linda Cardellini como a mãe dos filhos de Wahlberg e esposa de Ferrell, além das crianças Scarlett Estevez, Owen Vaccaro e Didi Costine, que motivarão a disputa de atenção dos vovôs, sem esquecer da brasileira Alessandra Ambrósio e do lutador John Cena. Novamente escrito e dirigido por Sean Anders, o filme estreia em 21 de dezembro no Brasil, mais de um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Palhaço de It: A Coisa é perseguido pela Polícia Federal nas estreias de cinema da semana
O terror “It: A Coisa” e o thriller político nacional “Polícia Federal – A Lei É para Todos” são os lançamentos mais amplos desta quinta (7/9), mas a programação ainda destaca as estreias da animação brasileira “Lino” e de um dos melhores filmes do ano, o chileno “Uma Mulher Fantástica”. “It: A Coisa” chega acompanhado por elogios rasgados da crítica (88% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e até do próprio Stephen King, autor do clássico de terror. Publicado em 1986, o romance é um dos mais volumosos do autor, com mais de mil páginas, e será adaptado em dois filmes distintos. Grande influência da série “Stranger Things”, a trama gira em torno de sete crianças perseguidas pela criatura maligna que assume a forma de um palhaço. Para sobreviver, elas precisarão superar seus medos e enfrentar Pennywise duas vezes em suas vidas – na infância e também como adultos. O confronto adulto ficará para o segundo filme. Mas vale destacar que o primeiro optou por ser uma obra de terror e não uma aventura infantil. Com resultado oposto ao da fracassada versão de “A Torre Negra”, o filme dirigido pelo argentino Andrés Muschietti (“Mama”) é um dos melhores lançamentos do gênero em 2017. “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, o filme da Lava-Jato, é uma produção ousada do ponto de vista da atualidade de sua trama. Conta uma história que ainda está se desenrolando na vida real e que polariza opiniões. Infelizmente, o desafio era algo acima da capacidade de seus roteiristas e diretor. Expert em comédias rasgadas (“Qualquer Gato Vira-Lata 2” e “Até que a Sorte nos Separe 3″), Marcelo Antunez precisou lidar com uma trama – que mistura personagens reais e inventados – didática e maniqueísta até não poder mais, em que frases são repetidas como bordões de comédia, para fixar uma mensagem, e os protagonistas tratados como super-heróis. A produção é tão chapa-branca que teve apoio da própria corporação policial para ser filmada. Apesar disso, tem seus momentos, como a cena inicial, que sugere um thriller de ação, e a interpretação de Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”) como delegado da PF. Ao final, funciona mais como contraponto, na filmografia nacional recente, para outro projeto chapa-branca: “Lula, o Filho do Brasil” (2009), patrocinado por empreiteiras investigadas, ironicamente, na Operação Lava-Jato. “Lino” parece um desenho de computação gráfica americano, mas é brasileiro. E não é só o acabamento que chama atenção. A premissa é um pouco mais “profunda” que o habitual, trazendo um cara azarado, o Lino do título, que sofre o tempo inteiro, seja nos acidentes que acontecem em sua casa, seja no trabalho, como animador fantasiado de buffet infantil. Querendo mudar sua sorte, ele recorre a um suposto mago, que acaba complicando ainda mais sua vida, ao transformá-lo justamente na fantasia do gato gigante que serve de saco de pancadas das crianças. Lino vira um “monstro”, conforme ele próprio descreve, com a voz precisa de Selton Mello (“O Palhaço”). O começo é o melhor da história, que logo embarca nos clichês de perseguições, correrias e raios, culminando numa luta contra bruxos, lugar-comum até de “Detetives do Prédio Azul”. O longa tem direção de Rafael Ribas (“O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”) e conta ainda com as vozes de Dira Paes (“À Beira do Caminho”) e Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”). Principal destaque do circuito limitado, “Uma Mulher Fantástica” é uma porrada, que confirma o talento do chileno Sebastián Lelio (“Gloria”) como um dos grandes diretores latinos deste século. O roteiro, premiado no Festival de Berlim 2017, acompanha Marina, uma jovem transexual que é abalada pela morte do companheiro mais velho. Seu luto se torna ainda mais doído diante dos ataques que sofre da família dele, tanto morais quanto físicos. Filmaço, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação se completa com três filmes de distribuição mais restrita. Drama indie estrelado por Richard Gere, “O Jantar” também foi exibido no Festival de Berlim, onde passou em branco. Com uma dinâmica similar a “Deus da Carnificina” (2011), gira em torno do jantar do título, em que quatro adultos discutem violências praticadas por seus filhos. Teatralizado, marca a segunda parceria consecutiva entre Gere e o cineasta israelense-americano Oren Moverman, após o drama de sem-teto “O Encontro”, de 2014. Sem o menor impacto nas bilheterias americanas, teve cotação medíocre de 52% no “tomatômetro”. Mais pretensioso, o francês “Até Nunca Mais” tenta expressar como o amor resiste à perda de um parceiro, optando por abstrações típicas de “filme de arte”. O diretor Benoît Jacquot é um romântico incurável, mas o resultado de seu novo longa consegue ser inferior às já divisivas obras anteriores de sua carreira – entre elas, “O Diário de Uma Camareira” (2015), “3 Corações” (2014) e “Adeus, Minha Rainha” (2012). Por fim, o australiano “2:22 – Encontro Marcado” procura encontrar sentido em padrões repetitivos e amor transcendente, mas acaba parecendo uma versão romântica do terror “Premonição” (2000) feita para DVD. Com 14% no Rotten Tomatoes, é disparado o pior filme da semana. Clique nos títulos destacados por links para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.
Trailer de Lady Bird, estreia de Greta Gerwig na direção, tem cenas brilhantes
A A24 divulgou o trailer e o pôster do filme “Lady Bird”, que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”). A prévia tem cenas brilhantes, pontuadas por um humor desconsertante, que evoca os filmes estrelados pela própria atriz. Ela não atua na produção, mas Saoirse Ronan (“Brooklyn”) é basicamente uma transposição das personagens rebeldes e desfocadas que Gerwig transformou em carreira. Vale lembrar que, além de atriz, Gerwig é uma escritora talentosa. Ela escreveu, entre outros, “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), seus filmes mais famosos. E também assina o roteiro de “Lady Bird”, que é uma síntese de suas angústias existenciais, inspirado em sua própria vida. O filme acompanha as aventuras de uma jovem do Norte da Califórnia, que é tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”). Mas ela se vê como uma joaninha (ladybird), querendo voar. O elenco também inclui Timothée Chalamet (“Interestelar”), Tracy Letts (série “Homeland”), Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”), Lois Smith (série “True Blood”), Beanie Feldstein (“Vizinhos 2”), Stephen McKinley Henderson (também de “Manchester à Beira-Mar”) e Odeya Rush (“Goosebumps”). O filme terá sua première no Festival de Toronto e chega ao circuito comercial dos EUA em 10 de novembro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Diretor explica porque a tradução brasileira de Star Wars: Os Últimos Jedi está errada
O diretor Rian Johnson já tinha explicado que a tradução correta de “Star Wars: The Last Jedi” era singular. Agora, em entrevista ao site The Hollywood Reporter, ele confirmou quem é “O Último Jedi”, deixando ainda mais vexaminosa a tradução brasileira do título do filme. “Está no texto de abertura de ‘O Despertar da Força'”, explicou Johnson. “Luke Skywalker é o último Jedi. Sempre há espaço para reviravolta nesses filmes – tudo depende de um certo ponto de vista -, mas, entrando em nossa história, ele é o legítimo último Jedi”. De fato, o texto de abertura de “Star Wars: O Despertar da Força” é claro, chamando Luke Skywalker de “O Último Jedi” em seu primeiro parágrafo. “Tradução” de títulos parece não ser mesmo o forte da Disney. Depois de mudar completamente o nome do quinto “Piratas do Caribe” para o Brasil e outros países, o estúdio realmente meteu os pés pelas mãos ao multiplicar jedis em “Star Wars: Os Últimos Jedi”. O título nacional do próximo “Star Wars” está definitivamente errado no Brasil. Mas não dá para colocar a culpa exclusivamente nos tradutores nacionais. A corporação mandou o mesmo memorando para a Espanha, França, Itália e Alemanha, que tascaram o plural em seus cartazes. Só que os responsáveis podiam evitar este vexame se tivessem perguntado ao diretor. Ou conferido a abertura do filme anterior da franquia, que é simplesmente a maior bilheteria da história da Disney. Reveja abaixo a abertura de “Star Wars: O Despertar da Força” e confirme que Luke Skywalker é “O Último Jedi” de uma vez por todas.
Donald Sutherland vai ganhar Oscar honorário da Academia
O veterano ator Donald Sutherland, que faz sucesso desde anos 1960 e continua até hoje eletrizando as novas gerações, via a franquia “Jogos Vorazes”, vai receber um Oscar por sua carreira. Ele foi selecionado junto da diretora belga Agnes Varda, do cineasta Charles Burnett e do diretor de fotografia Owen Roizman para receber prêmios honorários da Academia. A cerimônia, conhecida como Governors Awards, será realizada num jantar de gala em 11 de novembro, em Los Angeles. Os quatro homenageados também participarão de um segmento da cerimônia do Oscar 2018. Sutherland, de 82 anos, possui uma carreira de cinco décadas, mas apesar de participação em inúmeros clássicos – “Os Doze Condenados” (1967), “M.A.S.H” (1970), “Klute, O Passado Condena” (1971), “1900” (1976), “Casanova de Fellini” (1976), “O Clube dos Cafajestes” (1978), “Os Invasores de Corpos” (1978), “Gente Como a Gente” (1980), etc – nunca foi indicado ao Oscar. Os demais também têm carreiras notáveis. Desde que lançou o clássico da nouvelle vague “Cléo das 5 às 7” (1962), Agnes Varda foi premiada em todos os festivais europeus importantes, tendo vencido o Leão de Ouro por “Os Renegados” (1985). Charles Burnett é um dos mais antigos diretores afro-americanos em atividade, somando conquistas em festivais internacionais desde os anos 1970. Apesar de já ter vencido o Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, por “Não Durma Nervoso” (1990), jamais recebeu indicação ao prêmio da Academia. Owen Roizman, por sua vez, foi indicado cinco vezes ao Oscar, mas nunca venceu. Ele é responsável por algumas das imagens mais impressionantes do cinema, como as dos clássicos “Conexão Francesa” (1971), “O Exorcista” (1973), “As Esposas de Stepford” (1975), “Três Dias do Condor” (1975), “Rede de Intrigas” (1976) e até o mais recente “A Família Addams” (1991). A seleção é um belo cartão de visitas do novo presidente da Academia. Ao anunciar os homenageados, John Bailey disse que eles refletem “a amplitude do cinema internacional, independente e mainstream e são tributos a quatro grandes artistas cujos trabalhos incorporam a diversidade de nossa compartilhada humanidade”. Com a seleção, Bailey, que é um diretor de fotografia, homenageou um ídolo e projetou um Oscar em que há espaço para a demografia dos homens brancos velhos, mas também para mulheres e negros cineastas.
Diretor de O Contador filmará Esquadrão Suicida 2
A Warner definiu o diretor de “Esquadrão Suicida 2”. O escolhido para comandar a continuação do filme dos supervilões da DC Comics é Gavin O’Connor, que no ano passado dirigiu “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (o Batman) para a própria Warner. A solução caseira foi acertada após o estúdio cortejar, sem entrar em acordo, com dois diretores de maior projeção: Mel Gibson (“Coração Valente”), que já venceu o Oscar, e o espanhol Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”), especialista em thrillers de ação. Além de dirigir, O’Connor vai reescrever o roteiro de “Esquadrão Suicida 2”, encaminhado por Adam Cozad (“A Lenda de Tarzan”). O primeiro “Esquadrão Suicida” não agradou à crítica, obtendo apenas 25% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas arrecadou US$ 745 milhões mundialmente. O filme foi escrito e dirigido por David Ayer, que foi contratado para assumir “Sereias de Gotham”, um spin-off centrado na Arlequina, personagem de Margot Robbie. Outro spin-off, “Arlequina vs. Coringa”, também está em desenvolvimento, com roteiro e direção da dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Amor a Toda Prova”). Além disso, o estúdio estaria desenvolvendo um filme solo sobre a origem do Coringa, a ser escrito e dirigido por Todd Phillips (da trilogia “Se Beber Não Case”). Nenhum desses projetos tem previsão de estreia, mas, como Margot Robbie estaria em três deles, o estúdio precisará, em breve, organizar seu cronograma e priorizar algum dos lançamentos. Para complicar, O’Connor tem outro projeto na Warner: a continuação de “O Contador”.
Christian Bale surpreende com transformação física para viver vice-presidente dos Estados Unidos
O ator Christian Bale voltou a surpreender o público com uma nova transformação física. Ele apareceu no Festival de Telluride inchado, com muitos quilos acima do peso e as sobrancelhas descoloridas, no processo de incorporação do personagem de seu próximo filme. Bale vai estrelar a cinebiografia de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush entre 2001 e 2009. Intitulado em inglês “Backseat”, o filme irá acompanhar Cheney durante os governos republicanos de Richard Nixon, Gerald Ford e George W. Bush, e como ele administrou a política externa americana depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Para incorporar o papel, o ator perdeu a definição física dos tempos em que vestia a roupa do Batman. Embora seja conhecido por se transformar fisicamente, Bale vinha evitando ganhar peso. Chegou a abandonar o projeto de um filme sobre Enzo Ferrari, após conselhos médicos. No começo do século, quando ainda era jovem, ele apareceu esquelético num par de filmes brilhantes, “O Operário” (2004) e “O Sobrevivente” (2006). Seu papel mais encorpado, até o momento, era o do golpista careca e barrigudo de “Trapaça” (2013) “Backseat” tem roteiro e direção de Adam McKay, que dirigiu Bale no premiado “A Grande Aposta” (2015), e o elenco da produção permite mais dois reencontros: com Steve Carell (também presente em “A Grande Aposta”) e Amy Adams (parceira do ator em “Trapaça”). Por sinal, Bale foi a Telluride para promover o western “Hostiles”, que marca seu reencontro com outro diretor: Scott Cooper. Os dois trabalharam juntos no thriller “Tudo por Justiça” (2013).
Academia pode mudar regras para incluir ou vetar filmes da Netflix e Amazon no Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pela premiação do Oscar, pode mudar suas regras para favorecer ou vetar produções de plataformas de streaming como Netflix e Amazon. A revelação foi feita pelo novo Presidente da instituição, o diretor de fotografia John Bailey, que foi eleito em agosto e comandará a cerimônia do Oscar 2018. “A nossa realidade é que a Netflix e a Amazon se tornaram os estúdios que têm a coragem de fazer os filmes que ninguém mais faz”, disse Bailey, em entrevista contundente ao site IndieWire, durante o Festival de Telluride, no Colorado. “Eles pagam alto para ter grandes cineastas, mas não estão investidos no negócio dos cinemas físicos”. Bailey citou o documentário “Wormwood”, exibido no festival, como exemplo. “Se a Netflix não conseguir um lançamento, mesmo que limitado, nos cinemas, ele não será elegível para o Oscar. Por quê? É um filme extraordinário”, apontou, mesmo diante do fato de a produção ter sido concebida como uma minissérie de quatro capítulos, embora tenha sido projetada como um filme de cerca de quatro horas em Telluride. “Regras mudam todos os anos. Ainda não houve uma conversa profunda sobre isso dentro da Academia. Tudo foi feito com finalidades distintas para resolver situações individuais. Esta é uma das prioridades da nossa lista, algo com o qual nós temos que nos engajar para encontrar uma definição. Como a Academia poderá tomar a frente e lidar com a realidade do streaming?”, ponderou. Para resolver a questão, Bailey convocou o produtor Albert Berger para criar um grupo de profissionais da indústria que terão a missão de definir novas regras para a Academia. “Temos que redefinir o que se qualifica para um Oscar. Como definimos o que a Academia pode considerar elegível? Mais do que isso, o que define e o que pode ser definido como um filme, hoje em dia?”, questionou. Em suma, um filme precisa ser exibido numa sala de cinema para ser considerado filme? Se assim for, deve-se assumir que o ambiente de exibição é mais importante que as próprias imagens exibidas? “Vamos abordar tudo isso”, ele garante, diante dos exemplos. A discussão, de fato, já está atrasada diante da tecnologia atual e avança, via Oscar, na direção oposta da sinalizada pelo Festival de Cannes, que após protestos dos exibidores cinematográficos da França, diante da inclusão de dois filmes da Netflix em sua edição de 2017, mudou as regras para proibir que filmes lançados em streaming disputem a Palma de Ouro a partir do ano que vem. A 90º cerimônia de premiação da Academia americana será realizada no dia 4 de março. O anúncio oficial dos indicados está marcado para 23 de janeiro.
Will Smith posta primeira foto do elenco reunido de Aladdin
Will Smith postou em seu Facebook a primeira foto do elenco reunido de “Aladdin”, a nova fábula com atores reais da Disney. O ator, que interpreta o Gênio da Lâmpada, aparece na imagem com Mena Massoud (Aladdin), Naomi Scott (Princesa Jasmine) e Marwan Kenzari (Jafar) para revelar que as filmagens começaram. É possível ver a construção de sets ao fundo. “Nós acabamos de começar a filmar ‘Aladdin’ e queria introduzir para vocês para nossa nova família”, escreveu Smith. “Aqui vamos nós!”. Veja o post original abaixo. No filme, Smith interpreta o personagem icônico e mágico originalmente vivido pelo falecido Robin Williams no longa animado de 1992. Ele foi o primeiro nome confirmado no elenco da versão “live action”. Já a escolha dos demais foi acompanhada por uma polêmica reportagem do site The Hollywood Reporter, que revelou uma suposta dificuldade do diretor Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) para encontrar atores de descendência árabe ou indiana para os papéis principais. Cerca de 2 mil atores testaram para o papel de Aladdin e nomes como Riz Ahmed (“Rogue One – Um História Star Wars”) e Dev Patel (“Lion”) chegaram a ser cogitados. Mas o diretor queria um ator na faixa dos 20 anos que soubesse cantar e o papel acabou nas mãos do pouco conhecido Mena Massoud (da vindoura série “Jack Ryan”). Já conhecida dos frequentadores de cinema, Naomi Scott, a Jasmine, foi a Ranger Rosa no novo filme dos “Power Rangers”. Por fim, Marwan Kenzari, intérprete do vilão Jafar, apareceu no novo “A Múmia” como Malik, chefe de segurança do Dr. Jekyll. Além destes, foi anunciado que Billy Magnussen se juntou ao elenco como o Príncipe Anders. O personagem não faz parte do desenho clássico da Disney nem da fábula das “Mil e Uma Noites”. O ator loiro já foi o Príncipe de Rapunzel no musical “Caminhos da Floresta” (2014), e chama atenção no meio do elenco formado por atores de pele escura. O Príncipe loiro não será a única diferença em relação à trama da animação. A comediante Nasim Pedrad (série “New Girl”) também terá um papel (não revelado) criado especialmente para o filme. Ainda sem data de estreia oficial, “Aladdin” foi escrito por John August (“Sombras da Noite”, “A Noiva Cadáver”) e teve seu roteiro revisado pelo diretor Guy Ritchie. O lançamento faz parte da leva de refilmagens live action do catálogo de animações da Disney, um filão lucrativo que já rendeu sucessos como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Malévola” (2014), “Cinderella” (2015), “Mogli, o Menino Lobo” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017). We just started shooting Aladdin and I wanted to intro you guys to our new family… Mena Massoud/Aladdin, Naomi Scott/Princess Jasmine, Marwan Kenzari/Jafar, and I’m over here gettin my Genie on. Here we go! Publicado por Will Smith em Quarta-feira, 6 de setembro de 2017












