Thelma: Terror lésbico de Joachim Trier ganha trailer e pôsters
A Orchard divulgou o pôster e o trailer americanos de “Thelma”, terror norueguês de temática lésbica dirigido pelo dinamarquês Joaquim Trier. A prévia tem ecos de “Carrie, a Estranha” (1976), mostrando como uma menina reprimida (Eili Harboe, de “A Onda”) começa a manifestar poderes psíquicos destrutivos de forma inconsciente, ao sentir atração por uma colega de aula (a cantora Kaya Wilkins, mais conhecida pelo nome artístico de Okay Kaya). O clima é bastante sensual, graças à beleza da fotografia e das jovens, mas também há cenas tensas. Após três dramas sóbrios e realistas, “Começar de Novo” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Mais Forte que Bombas” (2015), a temática de “Thelma” surpreende na filmografia de Trier pelo apelo paranormal. Mas a qualidade permanece, já que o filme, exibido no Festival de Toronto, recebeu muitos elogios e foi selecionado como candidato da Noruega a uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A estreia acontece em 10 de novembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento comercial no Brasil, mas o filme faz parte da programação internacional do Festival do Rio 2017. Veja abaixo também outros pôsteres europeus da produção.
Ron Howard divulga novas fotos dos bastidores do filme de Han Solo
O diretor Ron Howard publicou novas fotos das filmagens do longa sobre Han Solo no Twitter. Numa delas, escreveu que se trata de uma cena de tempos “desesperados e perigosos na galáxia”. Já na segunda, o texto pergunta “Spicey?” E as redes sociais responderam em coro, especulando que se trata de uma referência a Kessel Run, uma rota do hiperespaço usada por contrabandistas para transportar especiarias das minas de spice (nome dado à matéria prima de uma droga em uma galáxia muito muito distante). O nome da rota é baseado no planeta Kessel, lar das minas onde a substância ilegal é extraída. Diz a lenda que Han Solo detém o recorde de velocidade da rota e parece que o público vai poder testemunhar essa façanha, já que o longa, que faz parte do universo de “Star Wars”, foca a juventude do mercenário interpretado por Harrison Ford nos filmes clássicos. O roteiro é de Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e o elenco destaca Alden Ehrenreich (“Ave Cesar”) no papel-título, além de Emilia Clarke (série “Game of Thrones”), Donald Glover (série “Atlanta”), Woody Harrelson (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), Michael Kenneth Williams (série “The Night Of”), Thandie Newton (série “Westworld”) e Joonas Suotamo (“Star Wars: O Despertar da Força”) como Chewbacca. A estreia está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Shooting a scene about desperate and dangerous times in the Galaxy pic.twitter.com/AtNZPOkzFO — Ron Howard (@RealRonHoward) 23 de setembro de 2017 Spicey? pic.twitter.com/dLhop8S60T — Ron Howard (@RealRonHoward) 20 de setembro de 2017
A Batalha dos Sexos entre Emma Stone e Steve Carell ganha trailer legendado
Um dos filmes mais elogiados do Festival de Toronto 2017 ganhou seu primeiro trailer legendado e título oficinal nacional. A Fox divulgou o vídeo de “A Guerra dos Sexos”, uma tradução aproximada do título original e do nome dado à partida de tênis intersexual que quebrou o recorde de audiência da TV americana nos anos 1970, “The Battle of Sexes”. O jogo lendário aconteceu em 1973, entre a jovem tenista Billie Jean King, 2ª melhor jogadora do mundo naquele ano, e o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, ex-campeão de Wimbledon. E o nome do evento não podia ser mais apropriado, pois o que estava realmente em jogo eram duas visões distintas de mundo. De um lado, o machismo que se recusava a admitir a possibilidade da igualdade feminina, e do outro a luta pioneira do feminismo, que ainda precisava provar a capacidade das mulheres para o mundo. Não bastasse a pressão do evento midiático, Billie Jean King ainda escondia sua homossexualidade recém-descoberta das câmeras, enquanto permanecia casada com um homem. Ela se tornou a primeira atleta profissional feminina de destaque a admitir que era homossexual durante o processo de separação, que aconteceu na década seguinte e lhe custou todas as suas finanças. Os papéis principais são interpretados por Emma Stone (“La La Land”) e Steve Carell (“A Grande Aposta”), que voltam a contracenar após o sucesso da comédia “Amor a Toda Prova” (2011). E o elenco de apoio ainda inclui Andrea Riseborough (“Oblivion”), Natalie Morales (série “The Grinder”), Sarah Silverman (série “Masters of Sex”), Bill Pullman (“Independence Day: O Ressurgimento”), Alan Cumming (série “The Good Wife”), Elisabeth Shue (série “CSI”), Eric Christian Olsen (série “NCIS: Los Angeles”) e Fred Armisen (humorístico “Portlandia”). O roteiro é de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e a direção do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (a dupla de “Pequena Miss Sunshine”). O filme estreou neste fim de semana em circuito limitado nos Estados Unidos e só chega ao Brasil daqui a um mês, em 19 de outubro.
Vídeos mostram infância e adolescência do psicopata da motoserra Leatherface
A Millennium Films divulgou um pôster, novo trailer e uma cena do terror “Leatherface”, que conta a origem do psicopata mascarado de “O Massacre da Serra Elétrica” (1974). As prévias mostram a infância e a adolescência do demente e o papel do serife Hal Hartman (vivido por Stephen Dorff, de “Um Lugar Qualquer”) em sua formação, ao afastá-lo de Mama Sawyer (Lili Taylor, da série “Hemlock Grove”). A partir daí, a história tem um salto temporal para acompanhar quatro foragidos de um hospital psiquiátrico, entre eles o jovem que se tornará Leatherface. Durante a fuga, eles raptam uma jovem enfermeira e a arrastam em uma viagem de pesadelo, enquanto são perseguidos por Hartman, um homem da lei igualmente perturbado. O elenco também inclui Jessica Madsen (série “Tina and Bobby”), Sam Strike (novela “EastEnders”), James Bloor (“Lembranças de um Amor Eterno”), Sam Coleman (o jovem Hodor em “Game of Thrones”), Vanessa Grasse (“Roboshark”) e até Finn Jones (o “Punho de Ferro”). O personagem Leatherface foi apresentado em “O Massacre da Serra Elétrica” como membro de uma família de canibais. Apesar de ser um coadjuvante no filme, foi ele quem mais chamou a atenção, ganhando mais importância nas continuações da franquia para se tornar um ícone do cinema de terror. Seu intérprete original, o islandês Gunnar Hansen, morreu em 2015. A direção de “Leatherface” é da dupla Alexandre Bustillo e Julien Maury (“A Invasora”) e a estreia está marcada para 20 de outubro nos Estados Unidos. Não há previsão para o lançamento no Brasil.
Mulher-Maravilha deve participar do filme solo do Flash
A participação de Gal Gadot no filme solo do Flash ainda não foi anunciada pela Warner, mas há cada vez mais evidências neste sentido. Depois que os sites Deadline e Forbes citaram “Flashpoint” entre seus próximos trabalhos, ficou claro que o estúdio vai aproveitar o sucesso do filme “Mulher-Maravilha” para vitaminar mais um lançamento de seu catálogo de super-heróis. O mais interessante, porém, será como a intérprete da Mulher-Maravilha vai aparecer na história. “Flashpoint” irá levar às telas a famosa história em quadrinhos “Ponto de Ignição” (Flashpoint em inglês). Publicada em 2011 pela DC Comics, a trama foi responsável pelo reboot do universo inteiro da editora, que resultou nos “Novos 52”. Por sinal, a história já foi adaptada duas vezes: no longa animado “Liga da Justiça: Ponto de Ignição” (2013), lançado direto em vídeo, e na série “The Flash”, da rede CW. O primeiro episódio da 3ª temporada da atração também se chamou “Flashpoint”, mas a adaptação se deu de forma frustrante, por abandonar rapidamente o conceito e suas implicações. Nos quadrinhos, Barry Allen vai parar em uma realidade paralela, em que sua mãe está viva, a Liga da Justiça nunca existiu, Bruce Wayne morreu – e a persona de Batman foi assumida por seu pai, Thomas – e o Ciborgue tornou-se o principal super-herói do mundo. Mas o detalhe que realmente chama atenção é que a Mulher-Maravilha aparece como supervilã na história. Ela é a rainha das amazonas, uma tirana cruel, que está em guerra declarada contra Atlantis de Aquaman, num conflito que deixou o planeta em ruínas. Na trama, ela até mata Mera, a mulher de Aquaman, entre outras 30 milhões de pessoas, sobreviventes da submersão da Europa pelo rei de Atlântis. E essas são apenas algumas das alterações que Barry tem que encarar e buscar reverter, apesar de se encontrar subitamente sem poderes. O roteiro está sendo escrito neste instante, pois esta não seria a história inicial da produção, que foi inteiramente descartada. A última notícia era que Joby Harold, do péssimo “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, tinha sido contratado para a missão. Estrelado por Ezra Miller (“Temos que Falar sobre o Kevin”), o filme do Flash também está sem diretor, após o estúdio entrar em conflito criativo com suas duas primeiras opções. Autor do primeiro roteiro, Seth Grahame-Smith chegou a negociar para estrear como diretor na produção. Seria um prêmio por ter fracassado em todos os projetos em que se meteu, como roteirista de “Sombras da Noite” (2012) e do infame “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2013) e como autor do livro que rendeu o fiasco “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016). Mas a Warner preferiu arriscar com Rick Famuyima, outra escolha inusual. Mais conhecido por comédias românticas afro-americanas, como “Noivo em Pânico” (1999), “No Embalo do Amor” (2002) e “Nossa União, Muita Confusão” (2010), ele só veio a se destacar entre o público geek com “Um Deslize Perigoso” (2015), que combinou juventude, tráfico e hip-hop em sua fórmula de humor afro-americano. Famuyima escalou a atriz Kiersey Clemons, com quem trabalhou em “Um Deslize Perigoso”, para viver Iris West, contudo, como saiu do projeto, não se sabe se suas opções de elenco serão mantidas. A participação da atriz já teria sido cortada de “Liga da Justiça”. A estreia de “Flashpoint” está marcada apenas para 2020. Mas o público poderá ver como será o Flash de Erza Miller já neste ano, graças à sua participação em “Liga da Justiça”, que estreia em 16 de novembro no Brasil.
Iris West de Kiersey Clemons também teria sido cortada do filme da Liga da Justiça
O Lex Luthor de Jesse Eisenberg não foi o único cortado nas refilmagens da “Liga da Justiça”. O blogue Batman News, que teria assistido a uma sessão-teste do filme da Warner, afirma que a Iris West de Kiersey Clemons também rodou. A atriz filmou sua participação sob a direção de Zack Snyder, quando o filme solo do Flash ainda seria dirigido por Rick Famuyima (“Um Deslize Perigoso”), responsável por escalar a atriz. Como o projeto vai tomar outro rumo, ela pode perder também o papel em “Flashpoint”, como o longa foi batizado. Os cortes foram feitos por Joss Whedon, que assumiu o comando de “Liga da Justiça”, após Snyder precisar se afastar, devido a uma tragédia na família. Por enquanto, não se sabe o quanto Joss Whedon realmente alterou do filme, mas especula-se que foi muito, ao menos um terço da produção, que vai reunir pela primeira vez os principais heróis da DC Comics no cinema: Batman (Ben Affleck), Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Superman (Henry Cavill) “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. cortou completamente a participação de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) do longa. Veja abaixo.
Star Wars: Os Últimos Jedi termina pós-produção
O diretor Rian Johnson (“Looper”) anunciou que “Star Wars: Os Últimos Jedi” terminou oficialmente sua pós-produção. O diretor divulgou a novidade nas redes sociais, junto de uma foto com a equipe comemorando a conclusão dos trabalhos. “Eeeee acabou para a equipe mais trabalhadora de pós-produção na galáxia. Vou sentir falta de ficar sentado em quartos escuros com estes brincalhões”, ele escreveu na legenda. Escrito e dirigido por Johnson, “Star Wars: Os Últimos Jedi” estreia no Brasil com tradução errada em 14 de dezembro, um dia antes do lançamento nos EUA. Aaaand that’s a wrap on the hardest working post production team in the galaxy. Going to miss sitting in dark rooms with these goobers. Uma publicação compartilhada por Rian Johnson (@riancjohnson) em Set 21, 2017 às 7:19 PDT
Novo Exterminador do Futuro vai ignorar completamente a história de Gênesis
Arnold Schwarzenegger participou de um evento com fãs na Inglaterra, onde deu alguns detalhes sobre o novo capítulo da franquia “O Exterminador do Futuro”. Na ocasião, segundo o site The Terminator Fans, ele adiantou que o filme não vai se chamar “O Exterminador do Futuro 6” (“Terá outro nome”) e irá “ignorar ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis'” (2015). Ele também adiantou que Linda Hamilton, que teve seu retorno à franquia confirmado recentemente, já começou a treinar para voltar a viver Sarah Connor. E que Robert Patrick, que viveu o vilão robótico T-1000 em “O Exterminador do Futuro 2” (1991), “não estará envolvido” na nova produção. O astro ainda revelou que o roteiro está sendo escrito pelo próprio James Cameron, que criou a franquia em 1984, e deverá estar “dentro de 14 dias”, visando uma filmagem em março. Além de assinar o roteiro, James Cameron será o produtor, mas a direção estará a cargo de outra pessoa. Informações anteriores adiantaram que Cameron negociava com o diretor Tim Miller (“Deadpool”) para comandar a retomada da franquia. A produção deve chegar aos cinemas em 2019.
Trailer encantador de Pedro Coelho ganha versões legendada e dublada em português
A Sony divulgou o trailer legendado e dublado em português de “Pedro Coelho” (Peter Rabbit), híbrido de animação e live action, que combina os bichinhos falantes da literatura infantil com humanos interpretados por atores de carne e osso. O resultado desta combinação encanta pelo realismo. Baseada no famoso personagem de Beatrix Potter, que no Brasil sempre foi conhecido como Pedro Coelho, a adaptação tem direção de Will Gluck (“Annie”), que também escreveu o roteiro com Rob Lieber (“Alexandre e o Dia Terrivel, Horrível, Espantoso e Horroroso”). E o que chama atenção, além dos efeitos que combinam perfeitamente digital e real, é que a trama foi atualizada para os dias de hoje. As histórias de Potter sobre o coelho antropomórfico, que usa roupas, datam de 1902, época em que Peter desobedecia sua mãe para aprontar no jardim do Sr. McGregor, comendo vários cenouras até ser visto e perseguido, acabando doente ao perder um sapato e o casaco na perseguição. O trailer mostra que a farra agora acontece na casa moderna de McGregor, vivido por Domnhall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”). Rose Byrne (“Vizinhos”) também tem um papel de carne e osso, mas a maioria dos atores famosos da produção fazem apenas vozes. A começar por James Corden (“Caminhos da Floresta”), que dubla Peter, ou melhor Pedro Coelho. O resto do elenco inclui Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) e Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Toda essa gente famosa pode ser ignorada no Brasil por conta da dublagem nacional. Embora já possam ser ouvidos no trailer, os dubladores brasileiros ainda não foram revelados. Será a primeira vez que “Pedro Coelho” ganhará um filme, mas o personagem já teve algumas adaptações para o palco e a televisão. Além de uma série animada britânica dos anos 1990, exibida no Brasil pela TV Cultura, ele pode ser visto atualmente numa série criada por computação gráfica no canal pago Nickelodeon. O filme estreia em 8 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Fotos de set registram filmagens de Martin Scorsese com Robert De Niro e Joe Pesci
Os paparazzi flagraram as filmagens “The Irishman”, novo filme de Martin Scorsese, nas ruas de Yonkers, em Nova York. As imagens registram o diretor ao lado de Joe Pesci e Robert De Niro. Os três não filmavam juntos desde “Cassino” (1995). Além de Pesci e De Niro, o filme também contará com Al Pacino. A trama vai atravessar décadas e os três atores vão interpretar versões mais jovens de si mesmos, em diferentes fases da história, com o auxílio da tecnologia de rejuvenescimento digital. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian (criador da série “The Night Of”), que adaptou o livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses” sobre a vida de Frank “The Irishman” Sheeran (papel de De Niro), o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. Ainda não há previsão para a estreia, que acontecerá pela plataforma de streaming da Netflix.
Imagens e vídeo do set de Hellboy revelam filmagens em catedral gótica inglesa
Surgiram as primeiras imagens das filmagens de “Hellboy”. O ator David Harbour (série “Stranger Things”) foi flagrado por paparazzi com a maquiagem do personagem-título na catedral Wells, cartão postal gótico da cidade de Somerset, na Inglaterra. Também vazou um vídeo dos preparativos das filmagens no interior da catedral. Veja abaixo. O novo longa vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”, sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas, que viveu na era arthuriana e era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu, assustando as outras bruxas, que decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Séculos se passam e, após Hellboy vencer seu líder, as feiticeiras decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” ainda não tem data de estreia prevista. Hellboy 3 filming at Wells Cathedral, getting ready for tonight's shooting pic.twitter.com/rDObsuNpFS — Rafal Soltysik (@rafal_soltysik) September 16, 2017
Mãe! é a obra mais original, ousada e demente da carreira de Darren Aronofsky
David Lynch já disse que filmes não devem ser explicados, mas sentidos. Poucas vezes neste século isto foi tão pertinente em relação a um filme bancado por um grande estúdio. “Mãe!” é capaz de abalar plateias acostumadas a respostas fáceis, roteiros redondos e diversão com começo, meio e fim previsíveis em 90% dos casos. Com a assinatura de um dos diretores mais elogiados da atualidade, Darren Aronofsky (“Cisne Negro”) em um de seus trabalhos mais pessoais, a estrela do momento Jennifer Lawrence (“Passageiros”) como protagonista e o selo de um dos maiores estúdios de cinema de todos os tempos, Paramount, distribuindo o filme não somente em circuitos alternativos, mas tomando de assalto o conforto dos multiplexes. Esqueça os trailers e o receio de ver um novo “O Bebê de Rosemary” (1968), embora a influência do clássico de Roman Polanksi esteja ali de alguma forma. Você pode amar ou odiar, mas tenha certeza de uma coisa: “Mãe!” vai incomodar. No meio de tantos blockbusters, Aronofsky surge com um conto original que se passa 100% dentro de uma casa isolada no meio de um campo verde e florido, onde vive um casal sem nome, interpretados por Jennifer Lawrence e Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”). Ele é um escritor tentando criar seu novo poema, enquanto ela é uma… dona de casa, que faz todo o resto. De uma hora para outra, a rotina vira do avesso com a chegada de dois estranhos interpretados por Ed Harris (série “Westworld”) e Michelle Pfeiffer (“A Família”). Pronto. A fagulha está acesa e dá início a desentendimentos e novas ideias que podem mudar o casamento dos anfitriões para sempre. Apesar do cenário teatral, não espere tampouco um “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” (1966) nem uma DR de duas horas. E não há como explicar o que acontece além disso sem entregar spoilers. Bom, isso é apenas a superfície do filme, porque as intenções de Aronofsky são mais profundas do que deveriam. Podemos enxergar “Mãe!” como uma grande metáfora. Primeiramente, em relação ao papel da mulher, sua situação em um mundo dominado por homens, o machismo imposto a elas, uma realidade em que tudo que o personagem de Javier Bardem faz é mais importante que as conquistas e atitudes da moça interpretada por Jennifer Lawrence – e como a soma de tudo isso destrói seu casamento aos poucos. Mas o “filme metáfora” segue em frente. A crise conjugal é apenas um pretexto para Aronofsky orquestrar um caos cada vez mais crescente e insuportavelmente tenso até a meia hora final mais louca que você verá este ano em um filme. E durante essa viagem, jorram referências ao Gênesis e o Apocalipse, Caim e Abel, Adão e Eva, Deus e o Diabo, a Mãe Natureza (como a mulher, ela é maltratada pelo Homem), as grandes guerras que destruíram e recriaram o mundo, o caos no princípio de tudo com personagens sem nome por não serem batizados. Enfim, digamos que casamento é algo muito complicado. Mas Aronofsky quer abraçar tudo e nada ao mesmo tempo. Tem o objetivo máximo de agarrar o espectador pela jugular e explodir sua cabeça numa sucessão de eventos insanos, como em um pesadelo que faz você acordar gritando e não permite tempo suficiente para reflexões. Apesar dos temas, o diretor é ateu e, talvez, use “Mãe!” como uma espécie de terapia para entender um mundo do qual ele não faz parte. E, da mesma forma que Aronofsky, a personagem de Jennifer Lawrence observa e interage com esse ambiente como se estivesse em um filme de terror, deslocada, assustada, tentando assimilar tanta informação enquanto a vida acelera diante de seus olhos. Com a câmera ora na altura do ombro, ora agindo como sua própria visão, afinal quase tudo que vemos em “Mãe!” é o ponto de vista da protagonista, o diretor espreme a mente, a alma e o corpo de Jennifer Lawrence (e da plateia que se revira na cadeira) até ela explodir de tensão no clímax, assim como faz com a bailarina de Natalie Portman, em “Cisne Negro” (2010), e Mickey Rourke, em “O Lutador” (2008). Desta vez, pelo menos, digamos que podemos vislumbrar uma espécie de redenção brilhando escondida no meio da escuridão. Mas nem mesmo os trabalhos anteriores de Darren Aronofsky prepararam você para essa descida ao inferno. Não há necessariamente um final surpresa estilo M. Night Shyamalan, tampouco lampejos de Stanley Kubrick ou David Lynch, o que atesta a originalidade de Aronofsky. Goste-se ou não, “Mãe!” é uma aposta ousada, especialmente por se tratar de um filme de grande estúdio. Se fosse da Netflix, seria mais um exemplo para lamentar que o cinema não assume riscos como as produções do serviço de streaming. Mas não é. É, mais que qualquer coisa, uma obra para cutucar e extremamente relevante para a nossa época. Pode-se até criticar as escolhas de Aronofsky, seu festival de alegorias (que compõe uma experiência sensorial) e o mix entre estéticas caprichadas e desleixadas em seu filme mais demente, mas não se pode dizer que o cineasta não tem coragem. Se “Mãe!” é um filme genial ou uma completa bobagem, só a revisão temporal dirá. O importante agora é reconhecer o esforço do cineasta em testar seu público com um filme perturbador que justifica a exclamação no título. Se todos os diretores consagrados se dedicassem a oferecer algo digno de seus talentos, fora do comum, teríamos mais esperança em relação ao futuro do cinema. E, por que não, também quanto ao futuro da humanidade.
Feito na América é um dos filmes mais divertidos de Tom Cruise
O que chama a atenção em “Feito na América”, segunda e bem-sucedida parceria de Tom Cruise com o diretor Doug Liman, após “No Limite do Amanhã” (2014), é que há um pouco de espaço, mais uma vez, para que o astro deixe um pouco de lado sua vaidade – que é perfeitamente visível em cada obra sua – e se mostre em situações de derrota ou vexame (como a cena em que aparece sem um dos dentes). Aliás, “Feito na América” também mostra o quanto Cruise é um ótimo ator de comédias – como já tinha demonstrado em “Trovão Tropical” (2008) e “Encontro Explosivo” (2010), embora sejam trabalhos menos memoráveis. Vê-se seu novo filme com um sorriso de orelha a orelha. A opção por um registro cômico e de comédia maluca para contar a história baseada em fatos reais de um piloto de aviões que se torna uma espécie de agente duplo da CIA e do Cartel de Medellín se justifica pelo absurdo da situação, que é tão inacreditável que só podia acontecer na vida real mesmo. Na trama de “Feito na América”, Cruise é Barry Seal, um piloto da TWA que aceita a proposta de um agente da CIA para fazer voos rasantes em países da América Latina e documentar ações de países considerados inimigos dos Estados Unidos. O que Seal não contava era que os chefões do Cartel de Medellín descobririam suas ações facilmente, a ponto de convidá-lo para juntar-se a eles nos negócios. A partir daquele momento, Seal passaria também a contrabandear cocaína para os Estados Unidos. Essa brincadeira perigosa, que acabaria inevitavelmente por envolver sua família, só não chega a ser tão intensa do ponto de vista dramático por causa do tom leve que Liman e Cruise preferem impor à trama, mesmo em situações trágicas, envolvendo carros explodindo e o perigo de perder a vida a qualquer momento pelas mãos dos inimigos. Quanto à escolha do elenco de apoio, é curiosa a opção por nomes pouco famosos. A preferência do astro, que também é produtor, por diminuir o orçamento de seus filmes nos últimos anos e talvez o brilho extra que outro ator ou atriz possa roubar dele mesmo, é vista pela presença em cena de apenas um ator de primeiro time, o irlandês Domhnall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”). A intérprete de sua esposa, Sarah Wright (série “Marry Me”), é pouco conhecida de quem não acompanha suas séries de televisão. Outros dois ótimos nomes conhecidos das seréis aparecem em papéis bem pequenos: a adorável Lola Kirke (série “Mozart in the Jungle”) e o ótimo Jesse Plemons (da 2ª temporada de “Fargo”). Seus papéis são minúsculos, um verdadeiro desperdício de talentos. De todo modo, o que importa mesmo no filme é a ousadia de colocar Cruise fugindo com cocaína por todo o corpo em uma bicicleta para crianças, ou quase morrendo com um trote de Pablo Escobar e cia., ou tentando fazer quase o mesmo que Escobar fazia na época em que não tinha mais onde guardar tanto dinheiro: enterrando, escondendo etc. Há quem vá achar a narração em voice-over do Seal do futuro um pouco didática demais, mas acaba sendo mais um atrativo e mais um elemento de diversão deste belo filme, muito bom de ver em salas IMAX, com sua alternância do granulado de algumas cenas mais próximas (especialmente close-ups) e de intensa nitidez em planos gerais.












