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Filme

Filme de “Jaspion” será gravado no Brasil

A Sato Company desenvolve longa do herói japonês com roteiro em análise pela Toei

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6 de julho de 2026
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George Clooney receberá Leão de Ouro por carreira em Veneza

Festival italiano homenageará ator, diretor e produtor por sua trajetória no cinema

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6 de julho de 2026
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“Minions & Monstros” lidera bilheteria com pior estreia da franquia

Animação ficou em 1º lugar no feriado de 4 de Julho, mas abriu abaixo de todos os filmes anteriores de “Meu Malvado Favorito”

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5 de julho de 2026
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    Batman enfrenta Jack, o Estripador no primeiro trailer da animação Gotham by Gaslight

    12 de novembro de 2017 /

    A DC Entertainment divulgou o trailer de “Batman: Gotham by Gaslight”, nova adaptação de quadrinhos clássicos da DC Comics. A prévia mostra Batman no século 19, numa Gotham City com ares da Londres vitoriana, para enfrentar o perigoso serial killer Jack, o Estripador. A animação adapta os quadrinhos homônimos de 1989, concebidos por Brian Augustyn e Mike Mignola (o criador de “Hellboy”), que foram lançados no Brasil com o título “Um Conto de Batman: Gotham City 1889”, mas também insere elementos da continuação, “Batman: Mestre do Futuro”, publicada dois anos depois com roteiro do mesmo Augustyn e desenhos do já falecido artista uruguaio Eduardo Barreto. A adaptação de quadrinhos clássicos, especialmente da década de 1980, já é uma tradição das animações da Warner/DC, como visto em “Batman: Ano Um” (2011), “Batman: A Piada Mortal” (2016) e “Jovens Titans: O Contrato de Judas” (2017), entre outras. A direção é de Sam Liu (o mesmo diretor de “Ano Um” e “A Piada Mortal”) e o elenco de vozes destaca Bruce Greenwood (“Star Trek”), retomando o papel de Batman/Bruce Wayne que desempenha na série “Young Justice” (Justiça Jovem), Jennifer Carpenter (séries “Dexter” e “Limitless”) como Selina Kyle/Mulher-Gato e Anthony Head (séries “Buffy” e “Merlin”) como Alfred. O lançamento é previsto para 2018 em streaming e Blu-ray.

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    Jason Momoa pressiona diretor para começar a filmar remake de O Corvo

    12 de novembro de 2017 /

    Jason Momoa (o Aquaman da “Liga da Justiça”) vai enfrentar a maldição de filmar “O Corvo”. Ele confirmou que estrelará o remake do filme de 1994 num post em seu Instagram. Além de divulgar uma nova foto em que aparece ao lado do cineasta Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”), atual responsável pelo longa, ele escreveu, pressionando o diretor: “Tenho esperado por isso há muito tempo. Corin Hardy, vamos fazer isso, irmão”. Amaldiçoada, a franquia lida com negatividade desde a trágica morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de “O Corvo” original em 1994, e o projeto da refilmagem vem batendo o recorde de má sorte. Para se ter ideia, Momoa já é o quinto ator a tentar estrelar o remake desde que ele foi anunciado. A maldição é real, pelo menos para a Sony, que já enterrou mais de US$ 20 milhões com a pré-produção, sem que nem uma cena sequer tenha sido filmada – gastos em desenvolvimento, roteiros não filmados, adiantamentos de contratos, etc. O remake seria originalmente dirigido por Stephen Norrington (“A Liga Extraordinária”) e estrelado por Mark Wahlberg (“Transformers: A Era da Extinção”), os primeiros a desistirem há sete anos. Para o lugar de Wahlberg, foi contratado Bradley Cooper (“Sniper Americano”), que acabou defenestrando o roteiro de Alex Tse (“Watchmen”) na primeira oportunidade. Mas só para desistir mais adiante, junto de mais um diretor, Juan Carlos Fresnadillo (“Extermínio 2″), que foi substituído por seu conterrâneo F. Javier Gutierrez (“3 Dias”). Nesta oportunidade, o ator galês Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) também assumiu o papel principal. A dança de cadeiras continuou com a desistência tanto de Gutierrez quanto de Evans. E agora quem está à frente da produção é Corin Hardy, que tem apenas um longa em seu currículo, o terror “A Maldição da Floresta” (2015). O roteiro que Hardy ia filmar tinha sido escrito por Jesse Wigutow (“Acontece Nas Melhores Famílias”), que também era responsável por escrever a sequência abortada de “Tron: O Legado” (2010). Mas aparentemente ele encomendou outra nova versão para a história, já que agora o roqueiro Nick Cave (!!!) aparece creditado no IMDb como autor do roteiro, ao lado de Cliff Dorfman (“Guerreiro”). Embora mais conhecido como cantor e compositor, Cave já escreveu alguns roteiros de cinema, entre eles “A Proposta” (2005) e “Os Infratores” (2012), ambos dirigidos por John Hillcoat. Segundo o autor de quadrinhos James O’Barr, criador do personagem, o novo “O Corvo” seria uma adaptação mais fiel de sua história original. A trama foi concebida como terapia, após sua namorada morrer num acidente de carro, vítima de um motorista bêbado. Nos quadrinhos, o personagem central e sua namorada são mortos, mas ele volta à vida para se vingar dos assassinos. A refilmagem terá título diferente, “The Crow Reborn”, mas o personagem de Momoa é o mesmo Eric Draven que Brandon Lee morreu interpretando. Momoa terminou recentemente de filmar “Aquaman” e, após terminar a divulgação de “Liga da Justiça”, tem um espaço na agenda para a produção, que ainda não divulgou cronograma de filmagens nem sua previsão de estreia. Por isso, o post abaixo apressando o diretor – “Corin Hardy, vamos fazer isso, irmão”. I’ve been waiting for sooooo long. @corinhardy let’s do this brother aloha j Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies) em Nov 12, 2017 às 7:51 PST

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    Academia entrega primeiros Oscars da temporada sem citar escândalos de Hollywood

    12 de novembro de 2017 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ignorou o elefante na sala durante a entrega dos primeiros Oscars da temporada, durante o Governors Awards, realizado na noite de sábado (11/11) em Los Angeles. Durante a cerimônia, o conselho diretor da Academia homenageou quatro artistas pelas contribuições de suas carreiras sem que nenhum discurso abordasse os escândalos sexuais de Hollywood, nem no roteiro dos responsáveis pelo evento nem nos agradecimentos dos premiados. Os homenageados foram o veterano ator Donald Sutherland, que faz sucesso desde anos 1960 e continua até hoje eletrizando as novas gerações (via franquia “Jogos Vorazes”), a diretora belga Agnes Varda, que iniciou a carreira na nouvelle vague e conquistou o Leão de Ouro por “Os Renegados” (1985), o cineasta Charles Burnett, um dos mais antigos diretores afro-americanos em atividade, que conquistou o Spirit Awards (o “Oscar indie”) por “Não Durma Nervoso” (1990), e o diretor de fotografia Owen Roizman, indicado cinco vezes ao Oscar e responsável por algumas das imagens mais impressionantes do cinema, como as dos clássicos “Conexão Francesa” (1971), “O Exorcista” (1973), “As Esposas de Stepford” (1975), “Três Dias do Condor” (1975), “Rede de Intrigas” (1976) e até o “recente” “A Família Addams” (1991). Além deles, o cineasta mexicano Alejandro G. Iñárritu, que já tem dois Oscars de Melhor Direção na estante por “Birdman” (2014) e “O Regresso” (2015), foi homenageado com mais um troféu por conquistas tecnológicas de seu um documentário em curta-metragem “Carne y Arena”, sobre imigrantes mexicanos numa jornada para os Estados Unidos, todo feito em Realidade Virtual. O trabalho é tido como um dos mais sensacionais do ano. Para se ter noção é o primeiro Oscar para um projeto “visionário” desde o reconhecimento da revolução digital promovida pelo primeiro “Toy Story”, em 1996. Os cinco homenageados também participarão de um segmento da cerimônia do Oscar 2018. A seleção é um belo cartão de visitas do novo presidente da Academia. John Bailey, que é diretor de fotografia, homenageou um ídolo e projetou um Oscar em que há espaço para a demografia dos homens brancos velhos, mas também para mulheres, negros e latinos, além de inovação cinematográfica com temática social. Entretanto, o silêncio sobre o escândalo pode ter falado mais alto.

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    Veja primeiras fotos de ator-mirim de Stranger Things em filme de diretor brasileiro

    12 de novembro de 2017 /

    O diretor Fernando Grostein Andrade (de “Quebrando o Tabu” e “Coração Vagabundo”) iniciou as filmagens de seu novo filme, “Abe”, estrelada pelo ator mirim Noah Schnapp (o Will de “Stranger Things”), e a assessoria da produtora Gullane divulgou as primeiras imagens, que podem ser vistas abaixo. Noah Schnapp interpreta o personagem do título, um garoto de 12 anos que ama cozinhar, mas nunca teve um jantar de família sem brigas. Filho americano de um casamento misto entre uma mãe judia de origem israelense e um pai palestino de origem muçulmana, Abe sonha em unir a família cozinhando um jantar tão bom, mas tão bom, que seja capaz de fazer a família parar de brigar ao menos por uma noite. Ele aprende a cozinhar com Chico Catuaba, chef de cozinha brasileiro, interpretado por Seu Jorge (“Tropa de Elite 2”), que cozinha acarajé nas feiras gastronômicas multiculturais do Brooklyn, em Nova York. O elenco também conta com o americano Mark Margolis (série “Breaking Bad”) e a polonesa Dagmara Dominczyk (“Era Uma Vez em Nova York”), além de participações especiais dos atores brasileiros Gero Camilo (“A Família Dionti”), Ildi Silva (“Uma Loucura de Mulher”) e Victor Mendes (“Os 3”).

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    Atriz de The Big Bang Theory vai participar de Supergirl

    12 de novembro de 2017 /

    A atriz Laurie Metcalf, conhecida por interpretar a mãe religiosa e divertida de Sheldon Cooper na série “The Big Bang Theory”, vai participar de “Supergirl”. Ela dará vida a outra mãe de personagem importante. Metcalf aparecerá no 15º episódio da 3ª temporada de “Supergirl” como a mãe do personagem Winn Schott (Jeremy Jordan). Para quem não lembra, o pai de Winn já foi visto na 1ª temporada da série. Trata-se do vilão Homem Brinquedo, vivido por Henry Czerny, que também foi um pai famoso (e malvado) em “Revenge”. “Supergirl” – assim como “The Big Bang Theory” – é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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    Thor: Ragnarok mantém 1º lugar e já supera bilheterias dos dois filmes anteriores da franquia

    12 de novembro de 2017 /

    “Thor: Ragnarok” enfrentou pais em dose dupla e trens expressos sem sair do lugar: o 1º lugar das bilheterias na América do Norte. O blockbuster da Marvel faturou US$ 56,6M (milhões) na estimativa do site Box Office Mojo, em seu segundo fim de semana em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá. É uma arrecadação incomum para uma produção em sua segunda semana, ainda mais por disputar ingressos com duas grandes estreias no período. O sucesso de “Thor: Ragnarok” é tão estrondoso que já superou, em apenas de dez dias, toda a arrecadação conquistada pelos dois longas anteriores da franquia, “Thor” (2011) e “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), tanto no mercado doméstico quando em seu faturamento mundial. O lançamento já soma US$ 211,5M na América do Norte e US$ 650M em todo o mundo, ultrapassando “Thor: O Mundo Sombrio”, que fez US$ 206M e US$ 644M em 23 semanas. Entre as estreias, “Pai em Dose Dupla 2” foi a que se saiu melhor. Apesar de ter sido destruída pela crítica, com míseros 16% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a curiosidade de ver Mel Gibson numa comédia, como o pai de Mark Wahlberg, lhe rendeu o 2º lugar no ranking com um faturamento considerável de US$ 30M. Mas “Assassinato no Expresso do Oriente” não ficou muito atrás, com US$ 28,2M. A diferença pode ser creditada às 230 salas a menos que receberam esta produção. Apesar do grande elenco – Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, etc – , o “remake” de Kenneth Branagh não conseguiu atingir a consagração da primeira versão da obra de Agatha Christie, encenada em 1974 e premiada pelo Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante, vencido por Ingrid Bergman). Sem empolgar a crítica, conquistou 58% de aprovação e elogios para sua direção de arte. “Pai em Dose Dupla 2” e “Assassinato no Expresso do Oriente” estreiam, respectivamente, em 23 e 30 de novembro no Brasil. A grande sensação da semana, porém, não foi nenhum título do Top 3. De forma inesperada e impressionante, a novidade mais celebrada acabou sendo o filme que fecha o Top 10. “Lady Bird” foi lançado na semana passada em circuito ultra-limitado, apenas em Los Angeles e Nova York, e expandiu suas salas na última sexta (10/11) para atingir um total de 37 cinemas. Mesmo assim, virou um dos dez filmes mais vistos do fim de semana nos Estados Unidos, faturando US$ 1,2M. O valor representa uma arrecadação de US$ 33,7 mil por sala. Para se ter noção, “Thor: Ragnarok” faturou no mesmo tempo US$ 13 mil por sala – mas nem em sua estreia conseguiu tanto (US$ 30 mil). Trata-se de um fenômeno, que transforma “Lady Bird” num dos filmes indies mais bem-sucedidos do ano, além de lhe jogar holofotes na véspera das premiações do cinema americano. O filme marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”). Ela não atua na produção, mas Saoirse Ronan (“Brooklyn”) é basicamente uma transposição das personagens rebeldes e desfocadas que Gerwig transformou em carreira. Vale lembrar que, além de atriz, Gerwig é uma escritora talentosa. Ela escreveu, entre outros, “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), seus filmes mais famosos. E também assina o roteiro de “Lady Bird”, que é uma síntese de suas angústias existenciais, inspirado em sua própria vida. A previsão de estreia no Brasil é, inacreditavelmente, apenas para abril, cinco meses após o lançamento nos EUA e um mês inteiro depois do anúncio dos vencedores do Oscar 2018, que deve contar com sua presença entre os indicados. Trata-se de reincidência. Este descaso sempre costuma acontecer quando um grande estúdio (leia-se Universal) assume a distribuição internacional de uma produção indie. Confira, abaixo, o desempenho dos dez filmes de maior bilheteria do fim de semana na América do Norte. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Thor: Ragnarok Fim de semana: US$ 56,6M Total EUA: US$ 211,5M Total Mundo: US$ 650M 2. Pai em Dose Dupla 2 Fim de semana: US$ 30M Total EUA: US$ 30M Total Mundo: US$ 30M 3. Assassinato no Expresso do Oriente Fim de semana: US$ 28,2M Total EUA: US$ 28,2M Total Mundo: US$ 85,4M 4. Perfeita É a Mãe 2 Fim de semana: US$ 11,5M Total EUA: US$ 39,8M Total Mundo: US$ 46,5M 5. Jogos Mortais: Jigsaw Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA: US$ 34,3M Total Mundo: US$ 79M 6. Tyler Perry’s Boo 2! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 2M Total EUA: US$ 45,9M Total Mundo: US$ 46,6M 7. Tempestade – Planeta em Fúria Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA: US$ 31,6M Total Mundo: US$ 199M 8. Blade Runner 2049 Fim de semana: US$ 1,4M Total EUA: US$ 88M Total Mundo: US$ 243M 9. A Morte Te Dá Parabéns Fim de semana: US$ 1,3M Total EUA: US$ 54,9M Total Mundo: US$ 88,1M 10. Lady Bird Fim de semana: US$ 1,2M Total EUA: US$ 1,7M Total Mundo: US$ 1,7M

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    Corpo e Alma: Vencedor do Festival de Berlim ganha primeiro trailer legendado

    12 de novembro de 2017 /

    A Imovision divulgou o primeiro trailer legendado de “Corpo e Alma”, filme que venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim deste ano e é o candidato da Hungria na disputa por indicação ao Oscar 2018, na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A trama é um romance inusual, com toques de surrealismo, muito erotismo e violência animal. Uma bela mulher com síndrome de Asperger descobre que tem os mesmos sonhos de seu chefe, um homem mais velho e solitário que sofre sintomas de AVC. Ambos se veem como cervos apaixonados em seus sonhos, interagindo numa floresta nevada, e isto faz com que se aproximem, mesmo não tendo nada em comum. A simbologia ainda inclui um detalhe: os dois trabalham num matadouro, e a filmagem explicita a brutalidade do ambiente. “Corpo e Alma” é o sétimo longa da diretora Ildiko Enyedi, a quinta mulher a ganhar o Urso de Ouro, e seu trabalho mais sensual desde que venceu a Câmera de Ouro do Festival de Cannes por “My Twientieth Century” em 1989. Exibido no Festival do Rio em outubro, o filme estreia no circuito comercial dos cinemas brasileiros em 21 de dezembro.

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    Filme africano de diretor brasileiro vence Festival de Cartago e vai buscar vaga no Oscar

    12 de novembro de 2017 /

    A 28ª edição do Festival de Cartago, um dos mais importantes eventos do cinema africano e árabe, premiou no sábado (11/11) em Túnis, na Tunísia, o filme “Comboio de Sal e Açúcar”, dirigido pelo brasileiro Licínio Azevedo. Coprodução de cinco países, inclusive Brasil, o filme é na verdade de 2016 e já tinha rendido a Azevedo o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cairo, no Egito, no ano passado. Além disso, entrou para a história do cinema ao se tornar o primeiro longa selecionado por Moçambique para tentar uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. Licínio Azevedo mora em Moçambique desde 1975 e é um dos fundadores da empresa moçambicana de produção de cinema Ébano Multimédia, principal produtora do filme – e de vários outros longas-metragens e documentários premiados em todo o mundo. “Comboio de Sal e Açúcar” é seu quinto longa de ficção. Entre os anteriores, estão “Desobediência” (2003), premiado no Festival de Biarritz, e “Virgem Margarida” (2012), premiado em Amiens. Descrito como um “western africano”, o filme que venceu o troféu Tanit de Ouro mostra a perigosa viagem de um grupo, a bordo de um trem que tenta trocar sal por açúcar, atravessando zonas rebeldes de Moçambique em 1989, durante a guerra civil que varreu o país africano. Veja abaixo o trailer, repleto de cenas de ação, cuja narrativa envolvente destaca a divisão entre militares e civis no trem (comboio) que batiza a produção. “Comboio de Sal e Açúcar” chegou a ser exibido no Festival do Rio, mas, apesar de falado em português, não tem previsão de lançamento comercial no Brasil.

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    Christian Bale enfrenta índios no trailer do western Hostiles

    12 de novembro de 2017 /

    O western indie “Hostiles”, estrelado por Christian Bale (“A Grande Aposta”), teve seu trailer divulgado. A prévia é tensa, com diálogos sussurrados e muita violência, refletindo a jornada do capitão da cavaleira vivido pelo ator, que enfrenta ataques indígenas enquanto atravessa território hostil. Ambientado em 1892, o filme acompanha uma destacamento militar que tem a missão de escoltar um líder indígena pacifista e sua família de volta para suas terras. Mas o longo percurso, do Novo México até Montana, é interrompido pela violência de tribos Comanches rebeladas, que exterminam a família de Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) e perseguem os soldados ao longo de sua jornada. O filme marca o reencontro de Bale com o diretor Scott Cooper, após trabalharem juntos no thriller “Tudo por Justiça” (2013). O bom elenco também inclui Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Stephen Lang (“O Homem nas Trevas”), Jesse Plemons (série “Fargo”), Timothée Chalamet (“Interestelar”), Adam Beach (“Esquadrão Suicida”), Wes Studi (série “Penny Dreadful”), Paul Anderson (“O Regresso”), Peter Mullan (série “Ozark”) e Rory Cochrane (“Aliança do Crime”). A première aconteceu no Festival de Toronto e a estreia está marcada para 22 de dezembro nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Fotos e comerciais legendados de Maze Runner: A Cura Mortal destacam cenas de ação

    12 de novembro de 2017 /

    A Fox divulgou novas fotos e dois comerciais de “Maze Runner: A Cura Mortal”. Oficialmente legendados, os vídeos não têm diálogos, apenas cenas intensas de ação. Na continuação, Thomas (o personagem de Dylan O’Brien) terá que tomar decisões difíceis: se acreditar nos cientistas que o usaram como cobaia, terá que resolver se é mais importante salvar seus amigos ou a humanidade. A franquia distópica será concluída após longo hiato de três anos, que foi consequência de um grave acidente sofrido pelo protagonista durante as filmagens. O acidente do ator aconteceu em 18 de março de 2016, quando filmava uma cena preso no teto de um carro em movimento. Ele acabou arremessado para o alto e atingido por outro automóvel, quebrando vários ossos. Dylan foi levado às pressas para um hospital da região e ficou vários dias internado. Com o atraso no cronograma original, o longa também ganhou nova data de estreia. Ele será lançado no final de janeiro, , 11 meses após a previsão original. Como nos filmes anteriores, a direção é de Wes Ball e o elenco inclui todos os sobreviventes de “Maze Runner: Prova de Fogo” (2015), entre eles Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Rosa Salazar, Giancarlo Esposito, Aidan Gillen e Patricia Clarkson. A estreia no Brasil está marcada para o dia 25 de janeiro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Trailer final de A Forma da Água estraga o suspense e conta quase todo o filme de Guillermo del Toro

    12 de novembro de 2017 /

    A Fox Searchlight divulgou o pôster e o trailer finais de “A Forma da Água” (The Shape of Water), novo filme do diretor Guillermo Del Toro (“A Colina Escarlate”). Mais sangrento que os anteriores, o vídeo conta praticamente a história inteira, mostrando inclusive como se resolvem cenas de suspense, o que deveria ser considerado uma ofensa grave e render demissão do responsável pelo marketing. Que falta de bom senso! Vencedor do Leão de Ouro no recente Festival de Veneza, o filme se passa em 1963 e acompanha a rotina de trabalho de uma mulher muda e solitária (Sally Hawkins, de “Godzilla”), que faz faxina num laboratório secreto do governo americano, onde uma criatura marinha (Doug Jones, como seu quinto monstro dirigido por Del Toro) é mantida em cativeiro. Logo, um laço se forma entre aquela não tão bela e sua “fera”, que estabelecem uma comunicação que nenhum cientista é capaz de formar. E quando o chefe da experiência (Michael Shannon, de “O Homem de Aço”) decide que a única forma de estudar a criatura é dissecá-la, a mulher resolve arriscar-se e soltá-la. O elenco também inclui Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo”), Michael Stuhlbarg (“A Chegada”) e Richard Jenkins (“Kong: A Ilha da Caveira”). A estreia no circuito comercial brasileiro está marcada para 11 de janeiro, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Comédia A Noite do Jogo ganha trailer divertido com Rachel McAdams e Jason Bateman

    11 de novembro de 2017 /

    Provavelmente, as melhores piadas estão no trailer, mas é bem engraçada a primeira prévia legendada de “A Noite do Jogo” (Game Night), comédia estrelada por Rachel McAdams (“Doutor Estranho”) e Jason Bateman (“A Última Ressaca do Ano”), que também ganhou pôster internacional da Warner. O vídeo introduz a trama, mostrando um grupo de amigos que se reúne semanalmente para uma noite de jogos. A sugestão do personagem de Kyle Chandler (série “Bloodline”) é que a diversão da noite seja desvendar um crime: alguém do grupo seria raptado e os demais deveriam descobrir para onde ele foi levado. Como mostra o trailer, esta é a deixa para criminosos invadirem a casa e sequestrarem o próprio Chandler, que jura que aquilo não é brincadeira. Não demora e eles descobrem que o crime foi mesmo real. Mas, até lá, divertem-se horrores. O elenco também inclui Billy Magnussen (“Ponte dos Espiões”), Lamorne Morris (série “New Girl”), Jesse Plemons (série “Fargo”), Kylie Bunbury (série “Pitch”), Sharon Horgan (série “Catastrophe”) e Joshua Mikel (série “The Walking Dead”). Com direção de John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein (a dupla do reboot de “Férias Frustradas”), “A Noite do Jogo” estreia em 10 de maio no Brasil, dois meses após o lançamento nos Estados Unidos.

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    O Outro Lado da Esperança aborda questão dos refugiados de forma sutil e tocante

    11 de novembro de 2017 /

    O cinema do finlandês Aki Kaurismäki é feito de excluídos e de párias com pouco dinheiro nos bolsos mas muita nobreza no caráter. São solidários, sempre que aparece um personagem com mais dificuldades, cercam o sujeito de calor humano, comida, bebida e boa música (um rock tocado por uma banda finlandesa do underground), porque, no fundo, isso é o mais digno que se pode ter na vida. “O Outro Lado da Esperança”, o novo filme de Kaurismäki, não foge desse mundo marginal cheio de ternura. A diferença é que, desta vez, ele toca numa questão política delicada, o afluxo de refugiados sírios e iraquianos na Europa, e como a invasão dessa imensa multidão pressupõe a chegada de outros sinais de “modernidade” e de outros valores incompreensíveis e inaceitáveis. Não há dúvida sobre a posição moral do cineasta. Quando os personagens principais encontram o refugiado sírio Khaled (Sherwan Haji) morando, como clandestino, ao lado de uma caçamba de lixo, lhe oferecem emprego e falsificam seus documentos para ele não ser expulso do país. Apesar do tema pesado, Kaurismäki tem um dom muito especial para o equilíbrio. Seu filme oscila entre a crônica social, a comédia seca e o drama agridoce. E ele nunca perde a chance de dar um arremate cínico e ferino às cenas. Mais irônico de tudo é a ilusão de Khaled de imaginar que escolheu o refúgio no país certo. Sabe-se que a Finlândia tem uma boa reputação no tratamento dos direitos civis. Mas esse “avanço” funciona nos guias turísticos. Na real, o sistema se afunda em contradições. Khaled se apresenta no guichê da imigração de Helsinque cheio de esperança e se depara com a burocracia do setor. É fotografado e catalogado como se fosse um inseto e isolado por dias num quartinho da alfândega, para depois ser comunicado que seu pedido de asilo foi rejeitado e ele será deportado. Imediatamente após o veredicto, Kaurismäki mostra, numa cena irônica, um agente tentando conformar Khaled, dizendo que recebeu notícias que as coisas melhoraram na Síria, enquanto atrás, na TV, o telejornal exibe um relatório evidenciando as atrocidades que estão acontecendo em Aleppo. O personagem fica impassível diante do contraste, mas a emoção, mesmo nos momentos mais cruciais, sempre é contida. Aliás, essa postura estática, cara de pedra, se estende ao resto do elenco. É uma das marcas de Kaurismäki. As reações são minimamente esboçadas, o que acrescenta uma dimensão extra à mensagem. O refugiado não reclama, seus protetores não discutem, os fascistas, violentos, não explicam. E tudo acontece. O roteiro tem uma estrutura especial: o espectador está assistindo duas histórias separadas. Uma delas diz respeito a Khaled, mas a outra é sobre Walter Wikström (Sakari Kuosmanen, que trabalhou com o diretor em “O Homem Sem Passado”), o comerciante entediado que larga a esposa, o lar, para se aventurar no mundo dos jogos de pôquer, mas termina assentado num novo negócio, um restaurante, o Golden Lit, ao qual não tem a mínima noção de como comandar. As vidas de Wikström e Khaled se cruzam no beco atrás do restaurante e nasce um relacionamento estranho. Tão econômico em seu estilo visual como em seus diálogos, Kaurismäki atesta que num mundo feito de rotina, ou de tentativa de estabelecer uma rotina, existe muita tensão. De fato, ele faz um filme sutil e muito especial, já que, em seu minimalismo, nunca alimenta o público com comentários evidentes ou uma crítica fácil. Ao contrário, ele permite que o espectador imagine e descubra este filme por conta própria. Se um personagem chega a abstração de limpar minuciosamente uma janela que não existe ou se outro deles esmera-se para preparar um sushi, sem ter a menor ideia de como é a receita, o resultado não se fecha apenas na chave cômica, mas é profundamente tocante. Dada a situação atual de tantos refugiados do Oriente Médio e o surgimento do sentimento anti-imigrante e islamofóbico, este também é um filme oportuno por abordar uma questão global crítica. “O Outro Lado da Esperança” venceu o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim, foi eleito o Melhor Filme do Festival de San Sebastian e sua merecida carreira de prêmios prossegue.

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