Mark Wahlberg diz se arrepender de ter feito Boogie Nights, que o tornou astro de Hollywood
Antes de “Boogie Nights” (1997), Mark Wahlberg era Marky Mark, um rapper medíocre que tinha um irmão na boy band New Kids on the Block. Depois de “Boogie Nights”, ele virou um ator que Hollywood passou a levar a sério. Mas, uma fortuna e uma carreira depois, ele agora se diz arrependido de ter feito o filme do diretor Paul Thomas Anderson, até hoje considerado o melhor trabalho de sua filmografia. Tudo porque o papel era de um ator pornô, na nascente indústria do cinema adulto dos anos 1970. “Eu sempre espero que Deus seja um fã do cinema e também perdoe, porque eu fiz algumas escolhas ruins no passado”, afirmou o ator, segundo o site Chicago Inc. Questionado de qual filme estaria falando, Wahlberg foi direto: “‘Boogie Nights’ está lá no topo da lista.” Católico fervoroso, Wahlberg mostrou-se arrependido de ter feito o filme num encontro religioso, em uma igreja católica de Chicago. Sua aparição no evento teria como objetivo atrair os jovens para a religião. No início deste ano, o ator já tinha dito à ABC News que quase recusou o papel principal no filme, mas acabou convencido pelo roteiro e pelo envolvimento de Anderson. Ele acrescentou, no entanto, que nunca repetiria o papel. “Tenho quatro filhos, duas filhas, sou casado e tento não deixar que isso afete o que eu faço como artista. Mas, sendo um pai, seria mais difícil tomar essa decisão agora”.
Mais de 200 mulheres acusam o diretor James Toback de assédio, inclusive Julianne Moore
Após a publicação da reportagem em que mais de 30 mulheres acusaram o diretor James Toback de abuso sexual, o repórter responsável pela matéria no jornal Los Angeles Times declarou que outras 193 mulheres o contataram com novas denúncias. Glenn Whipp divulgou o número alarmante pelo Twitter, dizendo que as vítimas se sentiram encorajadas a contatá-lo após o artigo, publicado no último domingo (22/10). Todas as mulheres relatam que Toback as atraía se vangloriando de sua carreira no cinema e dizendo que poderia torná-las estrelas de Hollywood. Em seguida, guiava a conversa para assuntos pessoais e fazia perguntas sobre sexo, convidando-as para um teste privado de interpretação. Ao ver a repercussão do caso, a atriz Julianne Moore lembrou que Toback a abordou na rua com a mesma conversa nos anos 1980. “Vamos fazer um teste, venha ao meu apartamento”, citou a vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice” (2014), usando seu Twitter. “Eu recusei. Um mês depois, ele me viu na rua e fez o convite novamente com as mesmas palavras. Eu disse: ‘Você não se lembra de ter feito isso antes?'”. Toback nega todas as acusações, com a desculpa de que seria “biologicamente impossível” que ele tenha cometido assédio devido a um problema de coração e diabetes. Indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), James Toback trabalha em Hollywood desde os anos 1970. Seu filme mais recente, “The Private Life of a Modern Woman”, tem Sienna Miller como protagonista e estreou no Festival de Veneza este ano. UPDATE: 38 women contacted me for this story. That number has now doubled since it was published. https://t.co/beVGHWGOKM — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 22, 2017 Updating again: Since this story published on Sunday, 193 additional women have contacted me to talk about Toback. https://t.co/beVGHWpdmc — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 23, 2017 @GlennWhipp 1 – #JamesToback approached me in the 80's on Columbus Ave with the same language – wanted me to audition, come to his apt. — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017 @GlennWhipp 2. I refused. One month later he did it again with the EXACT same language. I said don't u remember u did this before? — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017
Steven Seagal é acusado de assédio sexual
O ator Steven Seagal foi acusado de assédio sexual pela jornalista Lisa Guerrero, que contou sua história em uma reportagem da revista Newsweek. A jornalista, que já foi atriz, revelou que em 1996 foi convidada a participar de uma seleção de elenco na casa do ator. Mas ficou com receio e levou uma amiga. Ao chegar ao local, as duas foram recebidas por Seagal apenas de roupão. “Quando li os relatos sobre Harvey Weinstein, eu despertei. É a mesma coisa que o Steven Seagal fez comigo. Depois descobri que ele é famoso por fazer isso”, afirma. Em 1998, a atriz Jenny McCarthy já tinha tornado público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente a Seagal, o que ele negou na época. De acordo com a Newsweek, o programa Inside Edition, em que Guerrero trabalha, está preparando uma reportagem-bomba com inúmeras denúncias de mulheres contra Seagal. McCarthy é uma delas. A reportagem também deve trazer ex-assistentes de Seagal, que o processam desde 2001 – entre elas, Blair Robinson, neta de Ray Charles – por assédio sexual. Vale lembrar que, em 2010, a CNN registrou que o reality show em que ele era policial honorário, “Steven Seagal: Lawman”, foi interrompido após a acusação de abuso de uma funcionária da produção. A ex-modelo Kayden Nguyen disse que foi contratada como assistente de Seagal, mas assim que os dois se instalaram em Nova Orleans ele tentou estuprá-la. Ela também acusou o ator de manter duas jovens russas na produção apenas para atendê-lo sexualmente.
Matt Damon confessa que sabia do assédio de Harvey Weinstein a Gwyneth Paltrow
Matt Damon foi com George Clooney ao programa “Good Morning America” para promover o filme “Suburbicon”, mas acabou tendo que responder sobre as acusações de assédio e estupro de Harvey Weinstein, produtor do longa que o projetou, “Gênio Indomável” (1990), pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Roteiro, além do programa “Project Greenlight” (2001–2015), que ele concebeu com seu amigo Ben Affleck. Assim que as denúncias começaram a aparecer na mídia, o ator afirmara que não tinha noção do que acontecia e que se sentia muito mal pelas mulheres que passaram por tamanha humilhação. Agora, ele confessou que sabia que Weinstein tinha assediado Gwyneth Paltrow, mas achava que ele era apenas “mulherengo” e “babaca”, não um estuprador em série. Damon sabia do caso de Gwyneth, porque ela namorou seu amigo Ben Affleck nos anos 1990, e o assunto veio à tona na época de “O Talentoso Ripley” (1999), uma produção da Miramax, empresa de Weinstein, que Damon e Paltrow estrelaram. “Eu sabia dessa história, mas eu nunca falei com ela sobre isso. Ben me contou, mas eu sabia que eles tinham chegado a um acordo. Ela lidou com isso. Ela era a primeira-dama da Miramax e Weinstein a tratou com muito respeito. Sempre”, afirmou o ator. “Quando as pessoas dizem que todos sabiam, sim, eu sabia que ele era um babaca. Ele tinha orgulho disso”, Damon acrescentou. “Bastava passar cinco minutos com ele para saber que era um valentão, que era intimidante. Essa era a lenda: conseguir sobreviver a uma reunião com Harvey”. “Eu sabia que ele era um mulherengo. Eu não gostaria de ser casado com esse cara, mas isso não é uma questão minha, na verdade. Mas esse nível de predação sexual criminosa é algo que jamais imaginei”, disse o ator, ressaltando que nunca viu Weinstein agir de maneira inapropriada com nenhuma mulher em público. Mais de 50 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E nesta semana o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal.
Produtora The Weinstein Company é investigada pela promotoria de Nova York
A produtora The Weinstein Company (TWC) está sob investigação e foi intimada pela promotoria de Nova York a entregar documentos confidenciais, após o escândalo sexual que envolveu seu fundador Harvey Weinstein. O foco são as reclamações de assédio sexual no ambiente de trabalho. A justiça quer averiguar se a empresa acobertou ou mesmo se facilitou o assédio do magnata contra suas funcionárias. O promotor de Nova York, Eric T. Schneiderman, pediu que a companhia entregasse todos os documentos relacionados a queixas oficiais ou não oficiais contra o executivo. Ele também afirmou que está analisando como a produtora lidou com as denúncias, se houve acordos com vítimas e quais eram os critérios de contratação. O objetivo é verificar se houve violação de leis trabalhistas ou de direitos humanos na forma como a TWC lidou com as denúncias de assédio contra Weinstein. “Nenhum nova-iorquino deveria ser forçado a entrar em um local de trabalho dominado por intimidação sexual, assédio ou medo. Se assédio sexual e discriminação estão entranhados em uma empresa, nós queremos saber”, declarou o promotor em comunicado. Mais de 50 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E nesta semana o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal.
Modelo brasileira revela ter quebrado um copo para usar como arma contra Harvey Weinstein
A modelo brasileira Juliana de Paula se juntou à lista cada vez maior de mulheres que acusam o produtor Harvey Weinstein de abuso sexual. Em depoimento ao jornal Los Angeles Times, Juliana contou que ele a obrigou a beijar outras mulheres em seu apartamento em Nova York – “forçando, tipo empurrando duas cabeças em direção uma da outra” – , e quando ela tentou escapar, ele a teria perseguido pelado. A situação chegou ao ponto dela quebrar um copo de vinho para usar como arma, apontado-o contra ele para poder sair. “Me deixe sair agora ou isto terá sérias consequências”, ela revelou ter dito. “Ele olhou para mim e começou a rir. Eu fiquei chocada, completamente incrédula”. Weinstein já coleciona mais de 50 acusações de assédio sexual e até estupro por parte de atrizes, funcionárias e modelos. Além de Juliana de Paula, as tops Samantha Panagrosso e Zoe Brock também denunciaram o produtor, compartilhando histórias de terror. A australiana Brock diz ter se trancado no banheiro de um hotel para escapar a um ataque. Segundo a reportagem, Weinstein usava os contatos de sua esposa, a estilista Georgina Chapman da grife Marchesa, e seu status de produtor do “Project Runway” para atrair jovens modelos para suas armadilhas sexuais. Uma modelo italiana denunciou o produtor por estupro, que está sendo investigado pela polícia de Los Angeles.
Ewan McGregor e Mary Elizabeth Winstead são flagrados aos beijos após cenas quentes em Fargo
O jornal britânico The Sun divulgou neste domingo (22) um flagra do ator Ewan McGregor, clicado em clima de romance com a atriz Mary Elizabeth Winstead em uma cafeteria em Londres, na Inglaterra. Eles contracenaram recentemente na 3ª temporada da série “Fargo”, onde compartilharam cenas quentes, como um banho de espumas numa banheira. McGregor é casado desde 1995 com a figurinista francesa Eve Mavrakis, com quem tem quatro filhos. Os dois estavam sendo alvos de rumores de separação, após serem clicados sem alianças. No entanto, nenhum deles havia confirmado o divórcio. Já Mary era casada com o roteirista Riley Stearns desde 2010, mas se separou em maio de forma amigável. Os atores não buscaram esconder o relacionamento e foram vistos aos beijos por funcionários, clientes e um paparazzi, que fez as fotos. Ele ainda revelou que após o jantar e muitas carícias, eles saíram do estabelecimento e foram embora na moto de Ewan. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.
Diretor de Guardiões da Galáxia diz que alertava sobre James Toback há 20 anos
O diretor James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) veio a público afirmar que conhecia a reputação de James Toback, acusado neste domingo (22/10) de assédio sexual por quase 40 mulheres. Num post de seu Facebook, o cineasta da Marvel afirmou que, durante 20 anos, alertou outras pessoas sobre o comportamento do cineasta. Gunn contou que conheceu pessoalmente “pelo menos 15 mulheres” assediadas pelo diretor, que foi denunciado pelas vítimas em uma reportagem publicada pelo jornal Los Angeles Times. Uma, inclusive, era de sua família. “É importante dizer que não testemunhei nada disso”, escreveu Gunn. “Mas as histórias são tão estranhamente semelhantes, e as escutei repetidas vezes de algumas das pessoas em quem eu mais confio no mundo, e sei que as chances delas serem falsas … bem, seria simplesmente impossível”. “Quando eu morava em Nova York, na década de 1990, esse cara estava em todos os lugares”, relata Gunn. “Eu pessoalmente conheci pelo menos 15 mulheres, provavelmente mais, que dizem terem sido abordadas por ele em Nova York. Ele basicamente chegava e dizia: ‘Oi, sou James Toback e sou um diretor famoso, e sinto que existe uma conexão entre nós’. Então ele lhes mostra algum artigo sobre ele mesmo ou algum documento para provar que era quem dizia, e então tentava as convidava para ir a outro lugar com ele”. O cineasta revelou sua proximidade com as vítimas. “Ele fez isso com três garotas que eu namorei, duas das minhas melhores amigas e uma mulher da minha família… duas vezes. Sim, ele a abordou duas vezes com a mesma cantada idiota, sem perceber que era a mesma pessoa. Isso sem falar nas muitas outras mulheres com quem conversei em festas ou jantares sobre as interações delas com Toback”, escreveu. Sabendo disso, Gunn então começou a alertar outras pessoas a respeito do colega. “Eu fiz o que podia fazer no meu estado impotente: há 20 anos, venho falando de James Toback sempre que posso quando estou em um grupo de pessoas. Não podia impedi-lo, mas podia alertar as pessoas sobre ele”. Segundo as denúncias do Los Angeles Times, Toback atraía jovens atrizes que sonhavam em trabalhar em Hollywood e começava a usar uma linguagem de conotação sexual sob a desculpa de ser para um papel em um de seus filmes. Em seguida, ele começava a se masturbar na frente delas. Depois de publicar a mensagem no Facebook, Gunn respondeu a alguns comentários. E revelou conhecer outros assediadores. “Sim, conheço mais uns dois. Mas não tenho tanta informação sobre eles como tinha em relação a Toback, então não posso colocar as coisas aqui no Facebook (alguém me lembrou que eu postei sobre o Toback anos atrás, quando eu estava um pouco menos susceptível a processos do que estou agora). Mas me encontre em qualquer lugar e eu vou te dizer quem são”. Veja a íntegra do post original abaixo. When I lived in New York, in the 'nineties, this dude was EVERYWHERE. I have personally met at least FIFTEEN WOMEN,… Publicado por James Gunn em Domingo, 22 de outubro de 2017
Criador da série animada The Loud House é demitido da Nickelodeon após denúncias de assédio
O produtor Chris Savino, criador da série animada “The Loud House”, da Nickelodeon, foi demitido após virar alvo de diversas acusações de assédio sexual. A Nickelodeon anunciou a decisão de suspender Savino na quarta (18/10), apenas para oficializar sua demissão um dia depois. “Chris Savino não trabalha mais com a Nickelodeon”, diz a declaração oficial do canal. “Levamos acusações de má conduta muito a sério, e estamos comprometidos em criar um local de trabalho seguro e profissional, livre de assédio”. Segundo o site Cartoon Brew, primeiro a relatar as denúncias, uma dúzia de mulheres acusou o produtor de assédio sexual, avanços indesejados e comportamento inadequado, além de citar ameaças de retaliação. Assim que o caso veio à tona, Anne Walker Farrell, uma diretora da série animada “Bojack Horseman”, confirmou no Twitter que Savino a perseguiu sexualmente. “The Loud House”, que gira em torno de um garoto e suas 10 irmãs, é a segunda série animada mais assistida da Nickledeon – só perde para “Bob Esponja” – e continuará sendo exibida no canal, com sua 3ª temporada confirmada para 2018.
Lupita Nyong’o revela ter sido assediada por Harvey Weinstein
Mais um dia, mais um relato de assédio contra Harvey Weinstein. Agora foi a vez da vencedora do Oscar Lupita Nyong’o (por “12 Anos de Escravidão”) contar seus encontros com o produtor, alvo de um escândalo em Hollywood. Em um longo relato publicado pelo jornal The New York Times, ela dá detalhes do assédio e diz ter se sentido “doente até o fundo do estômago” depois que acusações de dezenas de mulheres se tornaram públicas. “Senti uma explosão de fúria ao perceber que minha experiência não foi um incidente único, mas sim parte de um padrão de comportamento sinistro”, escreveu. A atriz conta ter conhecido o produtor durante o Festival de Berlim, quando ainda era uma estudante. Pouco depois, ele a teria convidado para assistir a um filme em sua casa, em Westport, Connecticut (EUA). Na ocasião, segundo Lupita, Weinstein pediu para massagear suas costas, e ela achou mais seguro se oferecer para massageá-lo. “Isso me permitiria ter controle físico e saber exatamente onde suas mãos estavam”. “Em pouco tempo, ele disse que queria tirar suas calças. Eu lhe pedi para não fazer isso e disse que me deixaria extremamente desconfortável. Ele se levantou e fui para a porta, dizendo que não estava confortável com isso”. Em outro encontro, em um jantar em Nova York, o produtor teria lhe feito propostas sexuais. “Se eu quisesse ser uma atriz, então eu tinha que estar disposta a fazer esse tipo de coisa”, escreveu ela, revelando o que ele sugeriu. “Ele disse que namorou a famosa atriz X e Y e olha onde isso as levou.” Mesmo depois de vencer o Oscar por “12 Anos de Escravidão” em 2014, Lupita continuou a ser perseguida por Weinstein, de acordo com seu relato, a ponto de recusar convites para participar de produções chefiadas por ele. “Eu tinha arquivado minha experiência com Harvey longe da minha mente, juntando-me à conspiração de silêncio que permitiu que esse predador vagasse por tantos anos”, disse a atriz. “Me senti muito sozinha quando essas coisas aconteceram, e me culpei por muito disso, bem como muitas das outras mulheres que compartilhavam suas histórias”. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Polícia de Los Angeles abre investigação contra Harvey Weinstein por estupro
A Polícia de Los Angeles anunciou na quinta-feira (19/10) ter aberto uma investigação por estupro contra Harvey Weinstein. O departamento de polícia tinha pedido para as atrizes que estão acusando o produtor nas redes sociais formalizarem uma denúncia e isto acabou acontecendo. “A divisão de roubo e homicídio do departamento de Polícia de Los Angeles entrevistou uma potencial vítima de agressão sexual de Harvey Weinstein, que teria ocorrido em 2013. O caso está sendo investigado”, declarou o porta-voz do departamento Drake Madison, sem revelar a identidade da vítima. O jornal Los Angeles Times informou que se trata de uma atriz e modelo italiana, que prestou depoimento por cerca de duas horas na quinta-feira. Ela não quis ter o nome revelado por medo de represálias, mas o jornal revelou que ela tem 38 anos. Em entrevista à publicação, a italiana contou que o abuso aconteceu no hotel Mr. C, em Beverly Hills, após Weinstein participar da 8ª edição do festival Italia Film, Fashion and Art, em fevereiro de 2013. Segundo ela, os dois se conheciam, embora não tivessem qualquer relação – foram apresentados em Roma por um amigo em comum. “Ele começou a fazer perguntas sobre mim, mas logo ficou muito agressivo e começou a me pedir para que ficasse nua. Me puxou pelos cabelos e me obrigou a fazer algo que não queria. Depois me arrastou pelo quarto e me estuprou”, relatou a mulher. Ela é a sexta mulher que acusa Weinstein de estupro nos últimos dias. A polícia de Nova York investiga outros dois possíveis casos, e em Londres são analisadas acusações apresentadas por outras três mulheres. Além da nova acusação ser a primeira em Los Angeles, também é a primeira sobre um suposto estupro cometido nos últimos dez anos, o que deve fazer com que o produtor enfrente um processo criminal. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Mas o pior será enfrentar um processo criminal.
Quentin Tarantino confessa que sabia dos abusos de Harvey Weinstein
Após “um tempo para processar” as acusações de abuso sexual contra Harvey Weinstein, que distribuiu todos os seus filmes desde “Cães de Aluguel” (1992), o cineasta Quentin Tarantino admitiu ao jornal The New York Times que sabia de alguns episódios de assédio envolvendo o produtor e confessou sentir-se envergonhado por não ter feito nada a respeito. “Eu sabia o suficiente para fazer mais do que eu fiz. Existia mais do que apenas rumores ou fofocas normais. Eu não sabia de ouvir falar. Eu sabia que ele tinha feito algumas dessas coisas”, contou Tarantino. “Eu gostaria de ter tomado alguma atitude contra o que ouvi. Se eu tivesse feito o que podia ser feito, não deveria mais trabalhar com ele”. Segundo o cineasta, Mira Sorvino, sua ex-namorada — que foi à público recentemente para acusar Weinstein de assédio —, contou-lhe as atitudes do produtor na época em que aconteceram. Tarantino ouviu ainda uma história semelhante de outra atriz, e sabia o que Weinstein tinha feito com Rose McGowan. Por mais que estivesse ciente do que acontecia, Tarantino disse que não juntou os relatos para perceber que se tratava de um comportamento padrão de Weinstein, e continuou fazendo filmes com ele: “O que eu fiz foi marginalizar os incidentes. Qualquer coisa que eu fale agora vai soar como uma desculpa idiota”. Sobre o caso envolvendo Mira Sorvino, o cineasta disse que diminuiu o peso do incidente por achar que Weinstein tinha um interessa particular na atriz, o que fez ultrapassar os limites. Depois, quando começou a namorar Mira, Tarantino achou que o produtor a deixaria em paz. Mas um segundo relato envolvendo uma atriz não identificada fez finalmente o diretor confrontar o amigo. Segundo ele, Weinstein se desculpou com a atriz após ser cobrado – o que Tarantino considerou um “pedido de desculpas fraco”. Por fim, Tarantino pediu para que Hollywood leve mais a sério histórias como estas, que ele próprio não levou. E fez um chamado para os homens da indústria. “Não façam apenas comunicados de apoio. Reconheçam que há algo de errado no reino da Dinamarca. Façam o melhor para nossas irmãs”. Tarantino era um dos parceiros mais antigos de Weinstein, que começou a distribuir os filmes do diretor a partir de “Cães de Aluguel” (1992), e a produzi-los desde “Pulp Fiction” (1994), um dos primeiros sucessos da Miramax, o estúdio inicial dos irmãos Weinstein. Além disso, “Django Livre” é a maior bilheteria da história da Weinstein Company. Mais que colegas de trabalho, os dois era amigos de verdade, a ponto de Weinstein ter feito uma festa de noivado para Tarantino em setembro – há poucos dias. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Ator de Buffy é preso por agredir a namorada
O ator Nicholas Brendon, que viveu o personagem Xander Harris na série clássica “Buffy: A Caça-Vampiros”, foi preso no último dia 11 após agredir a namorada em um hotel em Palm Springs, na Califórnia. A notícia só surgiu agora nos sites E! e TMZ. Segundo as publicações, o incidente ocorreu no bar do hotel. Quando a mulher levantou para ir ao quarto, Brendon a puxou pelo braço. Ela tentou se levantar novamente, e o ator então a puxou violentamente pelo cabelo. Um funcionário viu a cena e chamou a polícia. Brendon então foi preso por violência doméstica e por violar uma medida protetiva. Ele terá de comparecer perante um juiz no dia 28 de novembro para responder às acusações. Essa não é a primeira vez em que o ator é preso por comportamento violento. Em 2014, ele foi preso por provocar danos à propriedade de um hotel e resistir à prisão. Ele passou pela mesma situação outras duas vezes nos meses seguintes: uma por danificar um quarto de hotel e tentar sair sem pagar a conta, e outra por se embriagar publicamente. Em outubro de 2015, ele se declarou culpado após ser acusado de sufocar sua namorada em um quarto de hotel. No mesmo ano, ele se internou duas vezes em clínicas de reabilitação para tratar depressão, alcoolismo e vício em drogas. Após o final de “Buffy” em 2003, Brendon chegou a coestrelar a série de comédia gourmet “Kitchen Confidencial”, ao lado de Bradley Cooper e John Francis Daley, mas apesar desse bom elenco a produção foi cancelada na 1ª temporada. Ele também apareceu em alguns episódios de “Criminal Minds”, mas sua carreira nunca recuperou a popularidade da época de “Buffy”, concentrando-se basicamente a uma sucessão de terrores baratos, lançados diretamente em vídeo.












