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Etc

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  • Etc,  Série

    Ator da série The Expanse é acusado de assédio

    27 de junho de 2020 /

    O estúdio Alcon Entertainment, responsável pela produção da série sci-fi “The Expanse”, iniciou uma investigação independente sobre o ator canadense Cas Anvar, que nesta semana viu seu nome envolvido em inúmeras acusações de assédio e abuso sexual. A polêmica aumentou nos últimos dias, com mais mulheres se apresentando para compartilhar suas histórias no Twitter, incluindo capturas de tela do que dizem ser mensagens inapropriadas de Anvar. Nenhum dos supostos incidentes de agressão sexual aconteceu no set da série, que foi resgatada pela Amazon após seu cancelamento pelo canal pago Syfy. A maioria dos casos seria relacionado a convenções de fãs. Daniel Abraham, um dos co-autores da série de livros em que a atração é baseada, revelou que depois que descobriu que um membro do elenco havia sido acusado de má conduta sexual, “imediatamente transmitiu essas graves acusações ao estúdio Alcon. A Alcon contratou uma empresa independente para investigar esse assunto e leva essas acusações muito a sério”. O perfil de James SA Corey, pseudônimo usado por Abraham e Ty Franck para assinar os livros, também tuitou as notícias da investigação, agradecendo às mulheres que se manifestaram. As acusações contra Anvar ganharam visibilidade em um tópico do Reddit que agregou todas as reivindicações, e também contou com tuítes e reações de Abraham e Corey, além de membros do elenco da Expanse. Isso inclui Steven Strait, Wes Chatham e Dominique Tipper, cuja declaração foi publicada na conta dos autores. Ao contrário das recentes e refutadas acusações contra o elenco de “Riverdale”, as contas de Twitter das acusadoras não são recém-criadas. Ao contrário, interagem na rede social há anos, possuem fotos e identificações claras. Depois de três temporadas no Syfy, “The Expanse” teve seu quarto ano lançado em dezembro passado pela Amazon. A série foi renovada para uma 5ª temporada na plataforma de streaming.

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  • Etc

    Demi Lovato revela sua música no filme Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars

    26 de junho de 2020 /

    A cantora Demi Lovato divulgou no YouTube sua música do filme “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”, comédia da Netflix que estreou nesta sexta (26/6) em streaming. A faixa se chama “In The Mirror” e é uma balada potente, que valoriza os vocais da cantora. A letra bipolar dá voz a uma pessoa na mira dos flashes, muito adorada, mas também – explorando o clichê melodramático – solitária. “Estou em um foguete para o céu/ Todo mundo me ama/ Estou cercado por pessoas/ Desejando-me o melhor enquanto eu dou partida”, ela canta, na parte up da canção, antes de chegar na parte down, em que expressa sua depressão. “Então por que parece/ Como se eu fosse a garota mais solitária do mundo/ Como se houvesse uma outra metade escura de mim”… “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” vai explorar o exagero das apresentações pomposas da competição, que existe de verdade e foi realizada pela primeira vez na Suíça em 1956. A Eurovision já teve entre seus participantes diversos astros célebres, como a cantora Céline Dion (em 1988), o grupo ABBA (em 1974) e, mais recentemente, até Madonna (em 2019). Os personagens principais da comédia são um dupla de artistas islandeses fictícios, Sigrit e Lars, que se apresentam como Fire Saga. Eles são vividos por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”). Ferrell também produz e assina o roteiro em parceria com Andrew Steele, com quem já trabalhou na minissérie “The Spoils of Babylon” (2014) e na paródia em espanhol “Casa de Mi Padre” (2012). A direção é assinada por David Dobkin, retomando a parceria com os dois protagonistas após “Penetras Bons de Bico” (2005), e o elenco ainda inclui Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”) como o pai de Lars, Dan Stevens (“Legion”) irreconhecível como um cantor “pegador”, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (“Alfa”) e Ólafur Darri Ólafsson (“NOS4A2”). Veja abaixo também um trecho da apresentação da cantora no filme.

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    Suzana Amaral (1932 – 2020)

    25 de junho de 2020 /

    A cineasta Suzana Amaral, diretora do clássico “A Hora da Estrela” (1985), premiado em Berlim, morreu na tarde desta quinta-feira (25/6) em São Paulo. Segundo a família, a causa da morte não foi relacionada à covid-19. “Minha mãe deixa legado em várias áreas, sobretudo no cinema. Suzana veio e trouxe para o cinema brasileiro uma nova linguagem, uma poética que era só dela — com muita influência do cinema alemão. Ela também deixa um legado na sua ética como professora, além de ter sido uma mãe maravilhosa”, disse a filha Flávia ao jornal Folha de S. Paulo. Neste momento delicado para o cinema brasileiro, continua Flávia, “que ela seja uma bandeira para que se salve o cinema nacional, bem como todas as áreas da cultura, que estão tão vilipendiadas nos nossos dias”. Há registros na imprensa do nascimento de Suzana em 1928 e 1932, mas ela dizia em entrevistas que não gostava de falar qual era sua idade. “Ela era muito danada [com relação à idade], até o último momento”, afirmou Flávia. Fica, então, assinalada sua data preferida de nascimento, 1932. Suzana Amaral nasceu em São Paulo e só decidiu virar cineasta depois de ser mãe de nove filhos. Ela entrou na Escola de Comunicação Social e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 1968 e fez sua estreia como diretora no último ano do curso, em 1971, com os curtas “Sua Majestade Piolim” sobre o famoso palhaço Piolim, e “Semana de 22”, um panorama da Semana de Arte Moderna. Foram mais de 35 anos de carreira, mas apenas três longas de ficção. Todos adaptações de obras literárias. O primeiro foi “A Hora da Estrela”, baseado no texto original com mesmo nome de Clarice Lispector. A obra marcou época com a performance da então desconhecida Marcelia Cartaxo, que venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz. Suzana também recebeu dois prêmios paralelos de direção (o OCIC e o C.I.C.A.E. Award) e seguiu colecionando reconhecimentos, no Festival de Havana e de Brasília – onde conquistou tudo: Melhor Filme, Direção, Atriz, Ator (José Dumont), Fotografia, Edição… O longa seguinte só foi lançado 16 anos depois. Baseado na obra homônima de Autran Dourado, “Uma Vida em Segredo” chegou às telas em 2001 lançando outra atriz, Sabrina Greve. Que também foi premiada por sua performance, vencendo o troféu de Melhor Atriz nos festivais de Brasília e Cine Ceará. Suzana ainda levou o troféu de Melhor Filme no festival cearense E, finalmente em 2009, saiu “Hotel Atlântico”, com roteiro adaptado de um romance de João Gilberto Noll, estrelado pelo já conhecido Júlio Andrade. Venceu o prêmio de Melhor Filme do Festival de Lima, no Peru. Ela também dirigiu dezenas de documentários e programas para a TV Cultura, sem esquecer uma minissérie portuguesa, “Procura-se”, em 1993. Em uma entrevista concedida à Fundação Casper Líbero em 2016, a diretora foi questionada porque só tinha feito três longas em toda a carreira. Ela respondeu: “Porque faltou dinheiro. Faltou apoio e grana”. Vítima de um AVC há cerca de um ano, Suzana estava com a saúde fragilizada desde então.

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    Disney coloca princesa Tiana no lugar de A Canção do Sul em seus parques

    25 de junho de 2020 /

    A princesa Tiana, protagonista da animação “A Princesa e o Sapo” (2009), vai ganhar uma nova atração nos Parques da Disney na Califórnia e na Flórida. Em anúncio desta quinta (25/6), a empresa revelou que ela será o novo tema de uma montanha-russa, substituindo a homenagem dos parques ao filme “A Canção do Sul”, de 1946, considerado racista por seu retrato romantizado da escravidão nos Estados Unidos. “A Canção do Sul” já tinha ficado fora do Disney+ (Disney Plus) pelos mesmos motivos. De acordo com o comunicado, a Disney vinha trabalhando para renovar o tema da atração desde o ano passado, destacando na primeira princesa negra do estúdio. Após os assassinatos de George Floyd e Breonna Taylor — duas pessoas negras mortas por policiais negros nos EUA —, a pressão pela retirada de referências à “A Canção do Sul” dos parques se intensificou nas redes sociais. O filme do século passado venceu o Oscar por sua canção “Zip-a-Dee-Doo-Dah”, que se tornou muito popular. Na história, um garoto vai visitar a plantação de sua avó após a Guerra Civil nos EUA. Diversas críticas são feitas ao filme pela forma como retrata as pessoas negras e o próprio período histórico. Na época do lançamento do Disney+ (Disney Plus), Bob Iger, então CEO da Disney, afirmou que o filme “não era apropriado ao mundo de hoje, nem com ressalva ou aviso para o público”.”É difícil, dadas as representações em filmes como esse, divulgá-lo sem, de alguma forma ou outra, ofender as pessoas, por isso decidimos não disponibilizá-lo”, ele explicou no ano passado. Carmen Smith, executiva de desenvolvimento criativo e estratégias inclusivas da Walt Disney Company, afirmou ter ficado incrivelmente orgulhosa de ver o novo passeio ganhar vida: “É importante que nossos convidados possam se ver nas experiências que criamos”. A produtora criativa sênior que liderou o projeto, Charita Carter, também comemorou o resultado: “Como a princesa Tiana, acredito que coragem e amor são os principais ingredientes para aventuras maravilhosas. Estou muito satisfeita por fazer parte de trazer essa experiência divertida aos nossos visitantes”. Tanto Charita Carter quanto Carmen Smith são mulheres negras que lideram setores criativos da Disney.

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    Diretor colombiano de O Abraço da Serpente e Pássaros de Verão é acusado de assédio

    25 de junho de 2020 /

    O renomado diretor colombiano Ciro Guerra foi acusado por oito mulheres de assédio moral e sexual. A denúncia foi publicada pelo Volcánicas, um autointitulado “periódico feminista latino-americano”, que reuniu relato das oito mulheres, sendo que sete delas falam de comportamentos moralmente inadequados do diretor, e uma relata um abuso sexual. Ciro Guerra é o diretor de “O Abraço da Serpente” (2015), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – , além de “Pássaros de Verão” (2018), vencedor do Festival de Havana e de muitos prêmios. Seu próximo filme, “Waiting for the Barbarians”, é estrelado por Johnny Depp e está selecionado para os festivais de Veneza, San Sebastian, Londres e outros. As agressões teriam ocorrido entre 2013 e 2019, três delas em cidades colombianas e três fora do país – incluindo nos bastidores dos festivais de Cannes e Cartagena. De acordo com o periódico, todas as entrevistadas relataram em depoimentos gravados e publicados na íntegra que Guerra tinha conversas impróprias, que terminavam em convites para um apartamento ou quarto de hotel. Lá, fazia uso da força para tocá-las e beijá-las, ainda que elas dissessem não de forma clara contra os avanços do diretor – num padrão semelhante ao das acusações contra o produtor Harvey Weinstein, que inspirou o movimento #MeToo e acabou preso nos EUA. Ele ainda é acusado de usar seu posto de poder, como diretor, para estabelecer relações abusivas com as mulheres e oferecer trabalhos em troca de favores sexuais. As denunciantes tiveram suas identidades preservadas para serem protegidas de retaliação. As oito mulheres trouxeram as denúncias ao público, mas, no momento, dizem que não abrirão um processo penal contra Guerra. O periódico afirma que elas preferem evitar um processo de revitimização e o escárnio público. Entrevistado pelo Volcánica, Guerra negou ter assediado as mulheres sexualmente e moralmente. “Jamais. Já fui ameaçado com esse tipo de acusações. Foi algo que deixei passar e não dei atenção. Mas obviamente quero conhecer as denúncias e saber quem está falando e o quê. (…) É uma acusação grave e não é verdadeira.”

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    Reunião do Fundo Setorial do Audiovisual ignora Fundo Setorial do Audiovisual

    24 de junho de 2020 /

    O comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) realizou nesta quarta (24/6), por videoconferência, sua segunda reunião do ano – a quarta desde a eleição de Jair Bolsonaro e apenas a segunda com membros suficientes. A falta de reuniões, ocasionada pela alta rotatividade da pasta da Cultura, paralisa o fomento do setor desde 2018, caracterizando a política de destruição cultural em vigor. Como esperado, de acordo com o padrão, a protelada reunião do comitê do fundo tratou de vários assuntos, menos do fundo. Participaram do encontro virtual o ministro do Turismo (ao qual a Secretaria Especial de Cultura é vinculada) Marcelo Álvaro Antônio, o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Alex Braga, e o quinto secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, o recém-empossado Mario Frias, além de representantes do setor. Na pauta, entraram temas já tocados pela Ancine, como a suspensão de prazos diante da pandemia (prestação de contas, entrega e exibição de filmes etc.), a suspensão da obrigatoriedade da primeira janela no cinema, um programa de apoio ao pequeno exibidor, a suspensão temporária de dívidas de exibidores junto ao BNDES pelo programa Cinema Perto de Você e a definição de linhas de crédito para o setor. Neste último ponto, foi aprovada a polêmica proposta da Ancine de oferecer linhas de crédito do BNDES, de R$ 250 milhões no total, e do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), de R$ 150 milhões, para o setor audiovisual. As linhas teriam prazo total de oito anos, com 24 meses de carência, e seriam voltadas à folha de pagamento, fornecedores e demais despesas operacionais para a manutenção da atividade fim das empresas. Trata-se de empréstimo bancário, que poderia ser complemento para uma ampla política cultural. Entretanto, parece ser tratado como a única verba vislumbrada pela Ancine – e por extensão o comitê – para o setor. Empréstimo bancário não tem nenhuma relação com a finalidade do fundo. O dinheiro do FSA não é para ser emprestado a juros. Ele já foi cobrado do setor, via taxas, e deve ser reinvestido como fomento. Portanto, a pauta não tocou na superfície, muito menos no que deveria estar no fundo. Em dezembro passado, ficou estabelecido que a reunião seguinte definiria a política de editais para encaminhar um montante de R$ 703,7 milhões do FSA, resultado da cobrança do Condecine e taxas de 2018, aprovado para ser utilizado dentro do Plano Anual de Investimentos (PAI) de 2019 – isto é, dinheiro que deveria ter sido liberado no ano passado mesmo. Mas isto não entrou em discussão na tal reunião seguinte, que aconteceu em fevereiro. Nem no encontro virtual desta quarta. Há poucas semanas, a Ancine deu a entender que esse dinheiro, sob sua responsabilidade, tinha sumido. “Mesmo se consideradas as disponibilidades financeiras para 2019 e 2020, o valor seria insuficiente para a contratação do total de investimentos em projetos anunciados [em 2018], restando ainda um saldo negativo de R$ 3,6 milhões”, disse um comunicado da agência, após sondagem do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o FSA. O déficit inexplicado fez com que produtores selecionados em editais de 2018, que não receberam a verba acordada, entrassem com liminares contra a Ancine para a liberação dos pagamentos. Enfim, segundo relato do roteirista Paulo Cursino, que integra o comitê como representante da sociedade civil, foram apenas duas horas de reunião. Ele disse ao jornal O Globo que uma nova reunião “deve” ser marcada para breve, para tratar do FSA. “Para duas horas de reunião, conseguimos avançar bastante”, ele disse. “Como a pauta era muito extensa, focamos no que era prioridade para o setor neste momento, para apagar o incêndio causado pela pandemia. São definições que vão trazer um alívio geral para produtores e exibidores. Devemos ter uma nova reunião em breve, em que poderemos tratar de outros temas urgentes, como a análise dos números do FSA de 2018 a 2019”, completou. Está prevista, portanto, uma nova reunião do comitê para o fim do mês de julho. Novamente, com a pauta do FSA. O detalhe é que estas reuniões de meados de 2020 são relativas à verbas que deveriam ter fomentado o audiovisual no ano passado. Vale lembrar que a reunião anterior, de fevereiro, aconteceu apenas para discutir um edital de 2018! E porque ele foi alvo de ação na Justiça, após ter sido suspenso pelo governo. Era o famoso edital com produções LGBTQIA+ que Bolsonaro disse ter mandado “pro saco”. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, ele comemorou, numa live, falando que o edital era “um dinheiro jogado fora”. “Não tem cabimento fazer um filme com esse enredo, né?” O dinheiro pode ter sido realmente jogado fora. Não se sabe onde. Nem parece haver muita pressa para se descobrir. O próprio TCU emitiu um parecer técnico nesta quarta, no âmbito do processo que investiga irregularidades no FSA em 2019 e 2020, sugerindo que o valor não utilizado do fundo permaneça com o Tesouro Nacional. Isto é, no buraco negro – literalmente sem fundo. O parecer ignora o pedido de medida cautelar de seis entidades do audiovisual para que fosse suspenso “o retorno ao Tesouro Nacional de valores provenientes dos rendimentos de aplicações financeiras dos recursos do FSA” ou, se já tiverem sido devolvidos “determinar seu retorno ao FSA, com a manutenção de sua destinação legal, isto é, para o fomento de projetos audiovisuais”. Porque esse dinheiro não aparece nunca.

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    Espólio do autor de Sherlock Holmes processa a Netflix

    24 de junho de 2020 /

    Os representantes do espólio do escritor Arthur Conan Doyle estão processando a Netflix por um filme que não se baseia em nenhum livro do autor vitoriano. Trata-se da adaptação do moderno livro “Os Mistérios de Enola Holmes”, escrito pela norte-americana Nancy Springer, que introduz Enola, a irmã de 14 anos de Sherlock Holmes – este sim, concebido por Doyle. O filme traz Millie Bobby Brown no papel de Enola e Henry Cavill como Sherlock. E por conta disso os representantes do espólio entraram com um processo por infração dos direitos autorais e marcas registradas do autor. Curiosamente, os livros de Nancy Springer nunca mereceram ação na Justiça – já foram lançados seis volumes de “mistérios” de Enola Holmes. Boa parte da obra de Doyle, que morreu em 1930, já entrou em domínio público. E seus últimos livros também perderão proteção autoral em breve, o que tem feito o espólio abrir vários processos, antes que não possa mais. O problema é que, em 2014, diversos casos ligados ao espólio de Doyle foram retirados dos tribunais, após sofrerem derrotas consecutivas na Justiça dos Estados Unidos. Mas, em 2015, a Miramax aceitou negociar os direitos por “Sr. Sherlock Holmes”, apesar de o filme versar sobre a velhice do personagem, nunca retratada nos livros. Tendo em vista essa brecha, em sua nova investida os advogados do espólio tentam demonstrar que “traços emocionais do personagem” não são domínio público. “Depois das histórias de domínio público e antes das com direitos autorais, aconteceu a 1ª Guerra Mundial. Nela, Doyle perdeu seu filho e seu irmão. Quando ele volta a Holmes, nas histórias com direitos autorais de 1923 a 1927, já não era suficiente que o personagem fosse só brilhantemente racional e com uma mente analítica. Holmes precisava ser humano. O personagem precisou de um desenvolvimento humano de conexão e empatia”, diz o argumento dos detentores do espólio para cobrar dinheiro da Netflix. Um detalhe do processo chama atenção. O documento cita que o filme estreia no mês de agosto, mas a Netflix ainda não divulgou a data de lançamento. Além de estrelar no papel-título, Millie Bobby Brown também é produtora do filme. Na trama, Enola busca a ajuda de seus irmãos mais velhos, Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock (Henry Cavill), para investigar o desaparecimento de sua mãe (Helena Bonham Carter) em seu aniversário de 16 anos, mas logo percebe que nenhum dos dois está muito interessado no mistério. Assim, ela decide viajar sozinha para Londres, iniciando sua própria carreira de detetive, sempre um passo à frente de Sherlock. “Enola Holmes” marca a estreia em longa-metragem do diretor Harry Bradbeer (das séries “Dickensian” e “Fleabag”). O roteiro é de Jack Thorne (“Extraordinário”).

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    Mais de 300 artistas assinam manifesto para Hollywood abandonar visão policial das pessoas negras

    24 de junho de 2020 /

    Mais de 300 artistas, executivos e ativistas negros assinaram uma carta aberta aos grandes estúdios de Hollywood pedindo que eles quebrem parcerias de longa data com departamentos de polícia pelos EUA, abandonem a visão policial preconceituosa sobre as pessoas negras no cinema e invistam dinheiro em conteúdos antirracistas. Publicada no site da revista Variety, a carta é uma reação aos protestos que se seguiram ao assassinato de George Floyd por policiais brancos, que deram maior visibilidade ao já antigo movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) contra o racismo estrutural – manifestado especialmente na violência da polícia americana contra negros. O manifesto pede à indústria do entretenimento que se afaste da polícia, mude a perspectiva das histórias brancas sobre a aplicação da lei e valorize talentos, histórias, carreiras e salários negros. Também chama atenção da indústria do entretenimento por seu encorajamento à “epidemia de violência policial e cultura de anti-negritude”, através de inúmeros filmes e séries com foco na perspectiva da polícia. “A maneira como Hollywood e a grande mídia contribuíram para a criminalização do povo negro, a deturpação do sistema legal e a glorificação da corrupção e violência policial tiveram consequências terríveis na vida dos negros”, diz o documento. O ator Kendrick Sampson (de “Insecure”), que foi ferido por policiais em uma manifestação recente, e a atriz Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) ajudaram o movimento Black Lives Matter a elaborar o texto, que foi assinado pela maioria dos astros do filme “Pantera Negra”, como Michael B. Jordan, Chadwick Boseman, Angela Bassett e Danai Gurira, além de Octavia Spencer (“A Forma da Água”), Viola Davis (“How to Get Away with Murder”), Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Cynthia Erivo (“Harriet”), Issa Rae (“Insecure”), Billy Porter (“Pose”), Idris Elba (“A Torre Negra”), David Oyelowo (“Selma”), Sterling K. Brown (“This Is Us”) e Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”).

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    Lewis John Carlino (1932 – 2020)

    24 de junho de 2020 /

    O cineasta Lewis John Carlino, que escreveu e dirigiu “O Grande Santini – O Dom da Fúria” (1979), morreu na quarta-feira passada (17/6) aos 88 anos em sua casa, na ilha de Whidbey, no estado de Washington (EUA), com síndrome mielodisplásica, uma doença no sangue. Filho de um alfaiate imigrante siciliano e uma dona de casa, ele nasceu no Queens, em Nova York, no dia de ano novo de 1932, e mudou-se com a família para a Califórnia quando ainda era adolescente. Ele serviu na Força Aérea por quatro anos durante a Guerra da Coréia e, ao retornar, formou-se em teatro na USC (Universidade do Sul da Califórnia). Uma das peças que escreveu na USC tornou-se a primeira apresentação da “CBS Television Workshop”, uma série de antologia de histórias curtas e completas, exibida na TV americana em 1960. Dois outros textos de Carlino chegaram no circuito off-Broadway em 1963, como parte de um programa duplo intitulada “Cages”, estrelado por Shelley Winters e Jack Warden. Vieram outros sucessos fora da Broadway, que lhe renderam o convite para escrever seu primeiro roteiro de cinema em 1966. O sinistro thriller sci-fi “O Segundo Rosto” foi dirigido por John Frankenheimer e selecionado para première mundial na competição do Festival de Cannes. A trama marcou época, influenciando inúmeras produções que se seguiram. Na história, um banqueiro infeliz de meia-idade (John Randolph) se inscrevia no procedimento de uma corporação clandestina para virar uma pessoa nova e bonita (Rock Hudson). O impacto da obra o fez trocar o teatro pelo cinema. Ele escreveu os dramas “Apenas uma Mulher” (1967), de Mark Rydell, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro, e “Sangue de Irmãos” (1968), de Martin Ritt, quando começou a demonstrar fascínio pelo crime – e seus efeitos. O reconhecimento, com uma indicação ao prêmio do WGA (Sindicato dos Roteiristas dos EUA), apontou o caminho. Sua obra criminal mais famosa foi “Assassino a Preço Fixo” (1972), um clássico de ação do diretor Michael Winner, em que Charles Bronson vivia um assassino experiente caçado por seu aprendiz. O filme ganhou remake em 2011, com Jason Statham no papel principal. Ele ainda escreveu o filme de mafioso “Crazy Joe” (1974), produzido na Itália, e o drama “Nunca Te Prometi um Jardim de Rosas” (1977), em que Kathleen Quinlan era internada numa instituição psiquiátrica após uma tentativa de suicídio. Este filme lhe rendeu nova indicação ao troféu do WGA e também ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. A esta altura, Carlino resolveu se lançar como diretor. Ele adaptou o livro de Yukio Mishima no intenso “O Marinheiro que Caiu em Desgraça com o Mar” (1976) para começar a nova carreira. E chamou atenção ao ganhar sua terceira indicação ao troféu do WGA com “O Grande Santini – O Dom da Fúria” (1979), adaptação do romance autobiográfico de Pat Conroy, em que Robert Duvall viveu um militar valentão que ignorava os sentimentos do filho. Foi o ponto alto de sua carreira, um sucesso de público e crítica, considerado um dos dramas mais devastadores já feitos. Apesar disso, Carlino demorou quatro anos para dirigir seu filme seguinte. Um dos motivos foi sua dedicação ao roteiro de “Ressurreição” (1980). Dirigido por Daniel Petrie, o filme trazia Ellen Burstyn como uma mulher dada como morta após um acidente de carro, que retornava à vida com poderes sobrenaturais. A atriz foi indicada ao Oscar pelo papel, após a trama dar muito o que falar – e também se tornar influente. Santini retornou à direção com a comédia sexual “Uma Questão de Classe” em 1983. Foi uma encomenda de estúdio, que ele não escreveu. E acabou com sua carreira. O longa em que Jacqueline Bisset era disputada por Rob Lowe e Andrew McCarthy foi considerado o pior trabalho de sua filmografia. Este fracasso foi o que bastou para que nunca mais trabalhasse como diretor. Para piorar, em seguida ele escreveu “Primeiro Verão de Amor” (1988), romance com Laura Dern, que também implodiu. Foi seu último roteiro inédito. Suas histórias, porém, continuaram a ser recicladas por Hollywood, na produção de um remake televisivo de “Ressurreição” em 1999 e no novo “Assassino a Preço Fixo” de 2011, que ainda ganhou continuação em 2016 – com um nome sugestivo, que juntava dois sucessos do autor – , “Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição”. Ao se mudar para Whidbey Island com a esposa Jilly em 1996, Carlino voltou às suas raízes teatrais e foi fundamental para o lançamento do Centro de Artes da ilha. Ele dirigiu várias produções originais e seu roteiro mais recente, a peça “Visible Grace”, estava em desenvolvimento para estrear no palco local.

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    Quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de JK Rowling em protesto

    24 de junho de 2020 /

    Quatro escritores representados pela agência literária de JK Rowling — autora da franquia “Harry Potter” — decidiram deixar a empresa depois que Rowling começou campanha contra direitos de transexuais. Fox Fisher, Drew Davies e Ugla Stefanía Kristjönudóttir Jónsdóttir disseram que não podiam mais trabalhar com a Blair Partnership, com sede em Londres, porque não estavam convencidos de que a empresa “apoia nossos direitos”. Os três se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+. Um quarto autor também rompeu contrato com a agência, mas preferiu se manter anônimo. Em declaração conjunta, eles contaram que pediram à editora “que reafirmasse seu compromisso com os direitos das pessoas trans”, mas sentiram que a empresa de JK Rowling “era incapaz de se comprometer com qualquer ação que julgávamos apropriada e significativa”. De acordo com o jornal The Guardian, Jónsdóttir – também conhecido como Owl Fisher e co-autor de “Trans Teen Survival Guide” (o guia de sobrevivência do adolescente trans) – sugeriu que a agência literária deveria realizar treinamento com o grupo All About Trans (tudo sobre trans), mas “essa solicitação não foi encarada positivamente pela gerência”. Por isso, eles decidiram deixar a Blair Partnership, alegando que “a liberdade de expressão só pode ser mantida se as desigualdades estruturais que impedem oportunidades iguais para grupos sub-representados forem desafiadas e alteradas”. A Blair Partnership emitiu um comunicado em que fez uma afirmação genérica, dizendo que apoia “os direitos de todos os nossos autores de expressar seus pensamentos” e que “é nosso dever, como agência literária, apoiar a todos nessa liberdade fundamental”. A polêmica com JK Rowling começou quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Até o momento, a Warner, para quem os filmes de “Harry Potter” representam uma mina de ouro, e que atualmente desenvolve um terceiro “Animais Fantásticos” escritos por Rowling, divulgou apenas um comunicado ambíguo, em que reforça sua posição em defesa de “uma cultura diversificada e inclusiva”, ao mesmo tempo em que valoriza seus “contadores de histórias” (Rowling). “Os eventos nas últimas semanas confirmaram nossa determinação como empresa de enfrentar questões sociais difíceis. A posição da Warner Bros. sobre inclusão está bem estabelecida, e promover uma cultura diversificada e inclusiva nunca foi tão importante para nossa empresa e para nosso público em todo o mundo. Valorizamos profundamente o trabalho de nossos contadores de histórias, que se dedicam muito ao compartilhar suas criações com todos nós. Reconhecemos nossa responsabilidade de promover a empatia e advogar a compreensão de todas as comunidades e todas as pessoas, principalmente aquelas com quem trabalhamos e com as quais alcançamos através de nosso conteúdo”, diz o texto que, realmente, não se posiciona a respeito da polêmica. Caso a situação continue evoluindo de forma dramática, o estúdio deverá ser pressionado a sair de cima do muro.

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    Ator Gésio Amadeu está internado com covid-19

    24 de junho de 2020 /

    O ator Gésio Amadeu, o Chico de “Chiquititas” e conhecido por várias novelas da Globo, está internado em um hospital em São Paulo com covid-19. Aos 73 anos, ele é diabético. A informação foi divulgada por colegas da classe artística que compartilharam uma campanha para doação de sangue nas redes sociais. De acordo com o comunicado, ele teria se infectado com coronavírus ao ir a uma consulta médica. Apesar da campanha, o hospital negou que ele precise de transfusão. “Gésio Amadeu está sendo atendido pela Prevent Senior, a pedido da família, desde 8 de junho. Amadeu está internado numa das unidades da rede hospitalar Sancta Maggiore recuperando-se de covid-19. Diferentemente do que foi divulgado, a Prevent Senior não solicitou doações de sangue para o paciente, embora incentive a prática respeitando-se os cuidados necessários durante a pandemia. Mais informações sobre o estado de saúde somente serão repassadas pelos familiares”, diz um comunicado. Gésio já atuou em inúmeras produções para a televisão desde “Beto Rockfeller”, na antiga Tupi, em 1968. Interpretou personagens em novelas como “A Moreninha”, “A viagem”, “Velho Chico”, “Sinhá Moça” e o “Beijo do Vampiro”. Os papeis pelo qual é mais lembrado são de programas infantis: o Tio Barnabé em “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e o cozinheiro Chico, em “Chiquititas”.

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    Ex-galã de Malhação toma posse como Secretário de Cultura

    24 de junho de 2020 /

    O ator Mário Frias, ex-galã de “Malhação”, tomou posse na terça (23/6) como novo secretário especial da Cultura, em um evento fechado no Ministério do Turismo. A notícia foi publicada pelo ministério em suas redes sociais e no site oficial. A nomeação de Mário Frias para substituir a atriz Regina Duarte na Secretaria foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (19/6) em edição extra. O ator é o quinto nome a comandar a Cultura no desgoverno de Jair Bolsonaro. Antes dele e da ex-atriz, passaram pela área Henrique Pires, que saiu acusando o governo de promover censura, Ricardo Braga, que tapou-buraco até a chegada de Roberto Alvim, exonerado após ter feito vídeo parafraseando ideólogo nazista. O Ministério do Turismo não divulgou o discurso de Frias após tomar posse. No site oficial, apenas destacou que “a partir de agora, ele será o responsável pela formulação de políticas, programas, projetos e ações que promovam o setor Cultura no país”. E citou ainda o histórico da carreira do ator em séries, novelas, filmes e apresentação de programas na TV aberta. Frias acompanhou a posse de Regina, mas foi rápido para sugerir seu próprio nome como sucessor da ex-atriz, durante o ápice da campanha #ForaRegina, promovida por terraplanistas das redes sociais. Ele se ofereceu para ocupar o cargo numa entrevista à CNN Brasil, enquanto Regina ainda era Secretária. Na reta final da fritura da ex-atriz e agora ex-secretária, o ex-“Malhação” almoçou por dois dias consecutivos com Bolsonaro no Palácio do Planalto. Sem grande currículo, Mario Frias pode se dar ao luxo de se queimar com a classe artística, ao abraçar a política anti-cultural de Bolsonaro. Quinto secretário de Cultura em menos de um ano e meio, se ele ficar mais tempo na pasta que os cerca de três meses de Regina, se tornará um dos mais resistentes no cargo. Segundo o Ministério do Turismo, também foi dada posse ao novo secretário-adjunto da Cultura, Pedro José Vilar Godoy Horta.

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    Lenda dos vídeos adultos, Ron Jeremy será julgado por crimes sexuais

    23 de junho de 2020 /

    O ator pornô Ron Jeremy, um dos mais famosos da indústria de vídeos adultos dos EUA, foi acusado de estuprar três mulheres e agredir sexualmente uma quarta, informou o Ministério Público de Los Angeles. Com mais de 1,7 mil créditos em filmes pornográficos, Jeremy é considerado uma lenda na indústria, mas já se encontrava afastado das produções adultas há dois anos. Não apenas pela idade avançada – está com 67 anos – , mas por seu envolvimento em denúncias de abuso sexual. A promotoria do condado de Los Angeles o acusa por quatro incidentes separados, o mais antigo de 2014. Três dos casos teriam ocorrido no mesmo bar, situado em West Hollywood, entre os anos de 2017 e 2019. E o de 2014 teria acontecido em uma casa localizada na mesma área. As supostas vítimas tinham entre 25 e 46 anos. Além destes quatro, uma acusação de 2016 não será processada por falta de provas. A promotoria determinou uma fiança milionária (US$ 6,6 milhões) para ele responder o caso em liberdade. Caso não possa pagar, já será preso nesta terça (23/6). No final do julgamento, Jeremy pode receber a pena máxima de prisão perpétua. O ator, cujo nome verdadeiro é Ronald Jeremy Hyatt, começou a fazer filmes adultos nos anos 1970 e apareceu em obras famosas do gênero, como “Delicious” (1981), “Objeto de Desejo” (1983), “Garganta Profunda II” (1987), “John Bobbit – Sem Cortes” (1994) e a versão adulta de “Dracula” (1994). Seu último vídeo para maiores é de 2018. Ele ficou conhecido o suficiente para ganhar vários documentários sobre sua carreira e aparecer em filmes convencionais. A maioria das vezes sua participação se resumia a figurações. Chegou a superar Stan Lee nesse quesito, sendo visto por alguns segundos em filmes cultuados e até em grandes sucessos, como “Pânico na Escola” (2011), com Josh Hutcherson, “Adrenalina 2” (2009), com Jason Statham, “Todo Poderoso” (2003), com Jim Carrey, “Detroit, a Cidade do Rock” (1999), com a banda Kiss, “Studio 54” (1998), com Salma Hayek, “Tromeo & Juliet” (1996), escrito por James Gunn, “Rotação Máxima” (1994), com Charlie Sheen, “Parceiros do Crime” (1993), com Eric Stoltz, e, acredite se quiser, “O Poderoso Chefão III” (1990)!

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