Joan Didion (1934–2021)
A escritora Joan Didion, uma das maiores expoentes do Novo Jornalismo americano e roteirista do sucesso “Nasce uma Estrela”, morreu nesta quinta-feira (23/12) de Mal de Parkinson em sua casa em Nova York, aos 87 anos. Cronista do caos dos anos 1960, ela se destacou com uma série de artigos na revista Life e no jornal The Saturday Evening Post, que retratavam o cotidiano dos baby boomers. Os textos foram seguidos por livros famosos, como “O Álbum Branco” sobre os hippies, The Doors e a Hollywood dos anos 1970 e, mais recentemente, “O Ano do Pensamento Mágico”, sobre tragédias pessoais, que a estabeleceram como uma das vozes mais críticas da ficção americana. Ela também se dedicou à reportagem política e crônica cultural. Mas foi só após se casar com John Gregory Dunne, jornalista da Time, que se mudou para a Califórnia e se aproximou de Hollywood. Didion virou roteirista em parceria com o marido. Os dois estrearam na ficção de cinema em 1971 com a adaptação de um livro de James Mills, “The Panic in Needle Park”, que virou o filme batizado como “Os Viciados” no Brasil. Considerado um marco da “nova Hollywood”, o drama dirigido por Jerry Schatzberg apresentou ao mundo o talento de Al Pacino, em seu primeiro papel de protagonista. Em seu segundo roteiro, a dupla adaptou um livro de Didion, “Play It as It Lays”, lançado nos cinemas brasileiros como “O Destino que Deus Me Deu” em 1972. A trama dramática acompanhava Tuesday Weld numa viagem sem rumo para esquecer seu casamento fracassado, um aborto e a doença mental da filha. A consagração veio no terceiro trabalho, quando o casal reescreveu a clássica história hollywoodiana de “Nasce uma Estrela” para a era do rock. Estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson, o filme estourou nas bilheterias e venceu um Oscar. O roteiro ainda serviu de base para o remake de 2018, com Lady Gaga e Bradley Cooper, garantindo-lhes créditos na nova produção. Eles também escreveram “Confissões Verdadeiras” (1981), versão de um romance de Dunne, que juntou Robert De Niro e Robert Duvall, e “Íntimo e Pessoal” (1996), trama ambientado em um telejornal, com Robert Redford e Michelle Pfeiffer. Dunne morreu de enfarte em 2003, aos 71 anos. Dois anos depois, a filha adotada pelo casal, Quintana Roo, morreu de pancreatite e choque séptico, com 39. Didion escreveu sobre a morte do marido e a doença da filha em “O Ano do Pensamento Mágico”, que foi adaptado para os palcos em 2007 num monólogo com a atriz Vanessa Redgrave. No mesmo ano, ela foi premiada pelo Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) com o troféu especial Evelyn F. Burkey, que reconhece aqueles que trouxeram “honra e dignidade” à profissão. Sem o parceiro de vida, Didion nunca mais escreveu outro roteiro, mas seus livros continuam a inspirar filmes, como “A Última Coisa que Ele Queria”, adaptado no ano passado pela diretora Dee Rees (“Mudbound”) e lançado pela Netflix com Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) no papel principal. Em 2017, ela também virou documentário, “Joan Didion: The Center Will Not Hold”, produzido e dirigido por seu sobrinho, o ator Griffin Dunne (“Depois de Horas”), também disponibilizado pela Netflix.
Premiação do Critics Choice é adiada devido à variante ômicron
A cerimônia de premiação do Critics Choice Awards 2022 não vai mais acontecer de forma presencial em 9 de janeiro, como estava inicialmente planejado. Os organizadores anunciaram o adiamento nesta quinta (23/12) em resposta à disparada do contágio de covid-19 nos EUA, causada pela variante ômicron. “Após muita consideração e conversas honestas com os nossos parceiros da CW e da TBS [emissoras que transmitiram a premiação nos EUA], chegamos à conclusão que a única decisão prudente e responsável neste ponto é adiar a premiação”, disse o comunicado do evento. Os organizadores não anunciaram uma nova data, mas a premiação ainda deve acontecer de forma presencial. “Estamos em contato com as autoridades de saúde pública e trabalhamos diligentemente para encontrar uma nova data”, explica o texto. O adiamento do Critics Choice foi anunciado um dia após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tomar a mesma medida em relação ao Governors Awards, evento de confraternização que premia homenageados com o Oscar honorário pelas realizações de suas carreiras. O prêmio da Academia deveria acontecer em 15 de janeiro e agora também se encontra sem data prevista. A relação dos filmes indicados ao prêmio da crítica americana é liderada pelo musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, e por “Belfast”, drama semibiográfico de Kenneth Branagh, com 11 nomeações, seguidos por “Duna” e “Ataque dos Cães”, que também empataram com 10 menções cada um. Logo atrás, houve mais um empate, entre “Licorice Pizza” e “O Beco do Pesadelo”, com 8 indicações. Já a lista das categorias televisivas destaca “Succession”, da HBO, na disputa por 8 prêmios. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Critics Choice (@criticschoice)
Ator de “Esqueceram de Mim” é preso por agredir a namorada
O ator Devin Ratray, que viveu o irmão mais velho de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) em “Esqueceram de Mim” e sua sequência, foi preso nesta quinta (23/12) por agressão à ex-namorada. A ocorrência foi registrada no começo do mês em Oklahoma City, onde Devin estava para um evento com fãs do filme clássico, mas ele só se apresentou agora à polícia, depois de um mandado de prisão ser emitido. O ator foi autuado por violência doméstica, incluindo estrangulamento. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela ex-namorada no dia 10 de dezembro, ele ficou violento num bar e depois no quarto de hotel, quando a empurrou, acertou-lhe um soco e pressionou seu pescoço. Revelado pelo site TMZ, o boletim diz ainda que Devin chegou a falar “é assim que você morre” para a ex-namorada durante as agressões. O motivo de tanta raiva foi, segundo o boletim, o fato dela ter dado autógrafos para os fãs de graça. Para evitar passar o Natal atrás das grades, ele pagou uma fiança e vai responder ao processo em liberdade. Ratray recentemente reprisou o papel de Buzz McCallister no filme “Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar” da Disney+.
Sally Ann Howes (1930–2021)
A atriz e cantora britânica Sally Ann Howes, que estrelou o musical “O Calhambeque Mágico” (1968), morreu no domingo passado (19/12) aos 91 anos, “pacificamente enquanto dormia”, segundo informou seu sobrinho no Twitter. Howes nasceu em Londres numa família de atores, e começou sua carreira aos 13 anos com o papel principal no filme “Thursday’s Child” (1943). Sua juventude foi repleta de sucessos do cinema britânico, mas não se prendeu às comédias infantis. Com 15 anos encarou o terror da célebre antologia “Na Solidão da Noite” (1945). Ela também integrou o elenco da versão de “Anna Karenina” estrelada por Vivan Leigh em 1948, antes de viver a Cinderella de um telefilme de 1950. Após se consagrar no cinema, Howes virou estrela do West End e da Broadway, chegando a concorrer ao prêmio Tony de Melhor Atriz em Musical pela montagem de “Brigadoon”, em 1963. Três anos depois, ela estrelou a versão televisiva da peça. O melhor da experiência com música e dança, porém, foi o convite para estrelar seu filme mais conhecido, “O Calhambeque Mágico”, contracenando com Dick Van Dyke. Algumas músicas daquele filme são lembradas até hoje. O sucesso de “O Calhambeque Mágico”, entretanto, não foi explorado em novos filmes. Ela só fez mais um longa na carreira: o terror “O Navio Assassino” em 1980. E abandonou as telas de vez em 1992 com a minissérie “Segredos”. Sempre convidada a participar de programas televisivas e até a se apresentar em eventos oficiais da Casa Branca, Howes passou a se dedicar cada vez mais aos musicais de teatro, excursionando com montagens de “O Rei e Eu” e “A Noviça Rebelde”, antes de lançar seu primeiro show solo, “From This Moment On”, em 1990. Longe das telas, ela continuou excursionando com montagens teatrais até recentemente. Relembre abaixo uma cena de “O Calhambeque Mágico” com uma das canções mais famosas de sua trilha sonora.
Jack Hedley (1930–2021)
O ator inglês Jack Hedley, que estrelou a série “Colditz” e o filme “007 – Somente para Seus Olhos”, morreu em 11 de dezembro aos 92 anos. Sua morte foi confirmada por um obituário do jornal The Times de Londres nesta quinta (22/12), que mencionou uma “doença enfrentada corajosamente”. Com uma carreira de cinco décadas, ele apareceu em quase uma centena de filmes e séries, além de inúmeras peças de teatro. Nascido em Londres como Jack Hawkins, ele mudou seu sobrenome no início da carreira para evitar confusão com um famoso ator britânico de mesmo nome. Sua estreia no cinema aconteceu em 1958 como um passageiro do Titanic, no filme “Somente Deus por Testemunha”. Ele também figurou nos clássicos “Lawrence da Arábia” e “O Mais Longo dos Dias” (ambos de 1962), mas sua carreira só foi decolar um ano depois. Hedley começou a se destacar com o papel-título de “O Cavaleiro Audaz”, uma aventura de capa e espada de 1963, que também trazia Oliver Reed em seu elenco, estabelecendo-se como herói de produções B. Entre os muitos títulos de sucesso que estrelou nos anos seguintes incluem-se o cultuado terror “Pacto com o Diabo” (1964), o drama “Servidão Humana” (1964), o filme de guerra “O Segredo da Ilha de Sangue” (1965) e a comédia “Como Eu Ganhei a Guerra” (1967), em que contracenou com John Lennon. Ele também integrou o elenco da comédia de suspense “O Aniversário” (1968), encabeçado pela veterana Bette Davis, e o musical de sucesso “Adeus, Mr. Chips” (1969), estrelado por Peter O’Toole e a cantora Petula Clark, antes de passar a priorizar a TV. Embora alternasse trabalhos no cinema com aparições em séries britânicas famosas, como “O Santo” e “UFO”, Hedley só começou a integrar elencos fixos a partir da década de 1970, estrelando a série dramática “Kate” (1970-1971) e principalmente “Colditz” (1972-1974), sobre prisioneiros de guerra, em que interpretou um dos oficiais britânicos mais graduados da prisão nazista da trama, durante as duas temporadas da produção. Outro destaque foi o papel principal na minissérie “Who Pays the Ferryman?”, em 1977. A volta ao cinema só se deu em 1981, com “007 – Somente para Seus Olhos”, no qual interpretou o pai de Carole Bouquet, Sir Timothy Havelock, que é assassinado enquanto tenta localizar um navio naufragado para o Serviço Secreto Britânico. Depois disso, fez apenas mais três filmes, incluindo “O Estripador de Nova York” (1982), do mestre do terror italiano Lucio Fulci. Seu último trabalho foi a minissérie bíblica “Paulo de Tarso”, lançada em 2000.
Entrega dos Oscars honorários de 2022 é adiada por surto de covid-19
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta quarta (22/12) o adiamento do Governors Awards, cerimônia tradicional de entrega dos Oscar honorários do ano, que aconteceria em 15 de janeiro. O motivo foi o aumento de casos de covid-19 no país, que sofre um surto da variante ômicron. “Tomamos a difícil decisão de mudar nossos planos para o Governors Awards presencial do dia 15 de janeiro. Devido às incertezas quanto às variantes, e ao impacto que isso pode ter em nossa comunidade, sentimos que esta é a melhor e mais segura decisão a se tomar para os nossos premiados e convidados. Traremos uma nova data em breve, conforme continuamos a priorizar a saúde e bem-estar de todos os envolvidos”, disse a Academia em comunicado. O evento adiado homenagearia os atores Samuel L. Jackson (“Pulp Fiction”), Elaine May (“Trapaceiros”) e Liv Ullmann (“Gritos e Sussurros”) com Oscars Honorários por suas carreiras, além do ator Danny Glover (“Máquina Mortífera”), laureado com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt. Já a divulgação dos indicados ao Oscar continua agendada para 8 de fevereiro, com a premiação presencial da Academia marcada para 27 de março em Los Angeles. A transmissão no Brasil será pelo canal pago TNT e pela plataforma Globoplay.
Diretor de “X-Men” é acusado de abuso sexual por ex-assistente
O diretor Bryan Singer, responsável por vários filmes dos “X-Men” e que foi demitido no meio das filmagens de “Bohemian Rhapsody”, foi acusado na terça (21/12) de abuso sexual por um ex-assistente. Blake Stuerman disse à revista Variety que na época em que os abusos começaram ele tinha 18 anos. Atualmente com 30 anos, ele relatou que conheceu o cineasta de 56 anos em 2009 e só foi perceber que tinha sido vítima de um predador após “receber tratamento específico para abuso e transtorno de estresse pós-traumático”. A partir de então, ele passou a “aceitar o que de fato aconteceu”. “Sou vítima de abuso por parte de um homem muito poderoso, muito rico e muito doente. Sou vítima de Bryan Singer”, ele declarou. Em seu depoimento, ele alegou que logo que conheceu Singer foi incentivado a ingerir bebida alcoólica pelo diretor, ficando embriagado pela primeira vez em sua vida. Disse se recordar que o diretor o convidou para ir até a suíte do hotel. “Você pode imaginar o que aconteceu a seguir”, sugeriu, ressaltando que “não sabia que tinha permissão para dizer não”, além de não possuir maturidade para perceber que o álcool “estava afetando minha capacidade de tomar decisões”. Stuerman disse que passou a manter uma relação pessoal e profissional com o famoso diretor por anos, e que ele era controlador, queria fazer “sexo com frequência” e fazia ameaças ao “balançar meu futuro na minha frente”. “Eu não tinha permissão para namorar. Eu não tinha permissão para fazer sexo com pessoas da minha escolha. Ele me controlava”, contou. Por outro lado, o ex-assistente também declarou que Singer foi um parceiro “generoso” no relacionamento, levando-o para os sets de filmagens, festivais de cinemas, festas e, entre outros, até para um jantar ao lado do cantor Elton John. Ele conta que o relacionamento entre os dois chegou ao fim em 2013, após uma discussão. Na ocasião, ficou depressivo e lutou “para sair da cama todos os dias por quase dois anos”. Esse processo foi acompanhado por seus pais, enquanto ele lidava “com o abuso do álcool e a dependência de medicamentos ansiolíticos”. Bryan Singer negou as acusações feitas por Blake Stuerman, que foram classificadas por seu advogado como “declarações sem nenhum suporte probatório”. Em sua manifestação à Variety, os representantes do diretor ainda apontaram que o ex-assistente “está furioso por não ter recebido os créditos que ele achava que merecia nos filmes de Singer”, além do fato de o diretor ter parado de bancar “o estilo de vida” a que o rapaz ficou acostumado. Esta não é a primeira denúncia de abuso sexual contra Singer, que acumula acusações, embora o primeiro caso midiático tenha implodido por contradições do denunciante. Singer está desempregado desde que foi demitido de “Bohemian Rhapsody” há quatro anos.
Editora de quadrinhos Dark Horse é comprada por empresa sueca de games
O Embracer Group, uma holding sueca de videogames, anunciou a compra da Dark Horse Media, a empresa de quadrinhos e entretenimento fundada em 1986 por Mike Richardson. Com mais de 300 propriedades intelectuais, a Dark Horse lançou diversos quadrinhos que viraram filmes, como “O Máscara”, “O Guardião do Tempo” (Timecop), “Hellboy”, “300” e “Sin City”, e também séries como “The Umbrella Academy”, “Timecop” e “Resident Alien”. A empresa ainda se especializou em publicações na via inversa, com algumas das melhores revistas em quadrinhos e graphic novels baseadas em títulos do cinema e da TV, como “Aliens”, “Predador”, “Buffy: A Caça-Vampiros”, “Avatar, a Lenda de Aang” e “Star Wars”. Na terça (21/12), a Dark Horse anunciou a produção de mais uma obra com relação cinematográfica: “Black Solstice”, criação original de Travon Free e Martin Desmond Roe, vencedores do Oscar 2021 de Melhor Curta por “Dois Estranhos”. Prevista para dezembro de 2022, a publicação gira em torno de um fenômeno que dá superpoderes para todas as pessoas negras dos EUA por 24 horas.
Atrizes de “Sex and the City” comentam acusações de assédio de Chris Noth
As estrelas de “Sex and the City” e seu revival, “And Just Like That”, manifestaram-se na noite de segunda (20/12) sobre as acusações de assédio feitas contra seu ex-colega de elenco Chris Noth. Num texto curto, postado nas redes sociais, Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis “elogiaram” as mulheres que apresentaram as denúncias, ao mesmo tempo em que se disseram “profundamente tristes” ao ouvirem os relatos de mau comportamento do intérprete de Mr. Big. “Estamos profundamente tristes por ouvir as acusações contra Chris Noth”, diz a mensagem. “Apoiamos as mulheres que se apresentaram e compartilharam suas experiências dolorosas. Sabemos que deve ser uma coisa muito difícil de fazer e as elogiamos por isso.” As únicas palavras depois disso são os nomes das atrizes. As denúncias vieram à tona após Chris Noth repetir o papel de Mr. Big em “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City” lançada na sexta passada (10/12) na HBO Max. Segundo o depoimento das duas mulheres ouvidas pela revista The Hollywood Reporter, o revival da série clássica serviu como gatilho para lembrarem tudo de ruim que aconteceu. Elas revelarem abusos do ator, inclusive uma tentativa de estupro, e foram seguidas por outra denúncia publicada no site Daily Beast. Além disso, a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”) corroborou os relatos ao compartilhar sua própria experiência com a má conduta sexual do colega durante o trabalho. Em decorrência das acusações, o ator foi dispensado pela agência de talentos que o representava e foi demitido da série criminal “The Equalizer”. Como Mr. Big morreu nos episódios iniciais de “And Just Like That”, a HBO Max evitou maiores constrangimentos relacionados à presença do ator na atração. Chris Noth negou todas as acusações, chamando os incidentes de “consensuais”. “As acusações feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás são categoricamente falsas”, ele declarou em comunicado. pic.twitter.com/YNLgSY5JWv — Kristin Davis (@KristinDavis) December 21, 2021 pic.twitter.com/WaKVSfYwQX — Cynthia Nixon (@CynthiaNixon) December 21, 2021 Sarah Jessica Parker’s post on her Instastories. pic.twitter.com/44Mo2lvpqZ — Sarah Jessica Parker (@SJP_Daily) December 21, 2021
Arnaldo Jabor está hospitalizado após sofrer AVC
O cineasta Arnaldo Jabor está internado desde quinta-feira (17/12) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A notícia foi confirmada em boletim divulgado na noite desta segunda (20/12), em que a equipe do hospital informou que ele realizou um procedimento para desobstrução de coágulo e encontra-se sedado. “O paciente Arnaldo Jabor foi admitido no Hospital Sírio-Libanês na tarde de quinta-feira, dia 17 de dezembro, com diagnóstico de evento cerebral agudo isquêmico. O paciente foi submetido a um procedimento vascular para desobstrução de coágulo e permanece em acompanhamento clínico ainda sob sedação”, diz o comunicado. O diretor de 81 anos fez vários clássicos do cinema brasileiro. Após a estreia na ficção com “Pindorama” (1970), durante o Cinema Novo, ele causou impacto ao vencer o Urso de Prata no Festival de Berlim com “Toda a Nudez Será Castigada” (1973), adaptação de Nelson Rodrigues. Outros dois filmes de Jabor que tiveram grande sucesso e repercussão foram os românticos “Eu Te Amo” (1981), com Sonia Braga, e “Eu Sei que Vou Te amar” (1986), com Fernanda Torres – este foi até selecionado para a competição do Festival de Cannes. Dedicando-se mais à crônica política nos últimos anos, ele não lança novas produções cinematográficas desde “A Suprema Felicidade”, em 2010.
Comercial anuncia festa de fim de ano de Miley Cyrus com Anitta
A rede americana NBC divulgou o comercial de “Miley’s New Year’s Eve Party”, especial de fim de ano de Miley Cyrus, que contará com shows de vários artistas na passagem do Ano Novo, inclusive Anitta. A festa de Réveillon de Miley será exibida ao vivo de Miami na noite de 31 de dezembro com produção executiva de Lorne Michaels, criador do humorístico “Saturday Night Live”, e também será disponibilizada na plataforma americana Peacock. O evento terá apresentação da cantora e do comediante Pete Davidson (ex-“Saturday Night Live”), e os convidados musicais incluem, além de Anitta, Brandi Carlile, Billie Joe Armstrong (do Green Day), Saweetie, Jack Harlow, 24kGoldn e Kitty Ca$h, com algumas surpresas reservadas para última hora. Será a primeira vez que a NBC encerrará o ano com uma festa de Miley. Até recentemente, o Réveillon da emissora era uma produção do ex-apresentador da MTV Carson Daily. A direção está a cargo de Joe DeMaio, que comandou a edição do MTV Video Music Awards deste ano.
“Homem-Aranha” fatura mais de R$ 100 milhões no Brasil
“Homem-Aranha: Sem volta para Casa” levou 5,1 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 103,7 milhões em bilheteria em seus primeiros cinco dias de exibição no país, desde as sessões de première na noite de quarta passada (15/12), segundo levantamento da Comscore. Para dar dimensão do tamanho deste recorde, antes de “Homem-Aranha” a maior bilheteria de estreia do período da pandemia tinha sido o lançamento de “Eternos”, também da Marvel, vista por 1,4 milhão de pessoas e com arrecadação de R$ 26,6 milhões. Curiosamente, porém, “Homem-Aranha: Sem volta para Casa” não teve o maior público de estreia brasileira de todos os tempos. Mesmo estando em 96% de todos os cinemas do país, ficou atrás de “Vingadores: Ultimato”, que foi visto por 5,5 milhões de espectadores em seu fim de semana inaugural. Só que, graças a inflação, superou a arrecadação anterior, que ficou em R$ 101,3 milhões, estabelecendo um novo recorde de bilheteria de estreia no país. A explicação para a diferença é física. O circuito cinematográfico nacional encolheu e tem atualmente menos salas abertas que há dois anos. Cinemas foram fechados pela pandemia, pela crise econômica, por vetos de Bolsonaro a programas de incentivo para o parque exibidor e pelas dificuldades criadas para a Cultura em geral no atual desgoverno – o secretário da Cultura tuita sem parar contra o aumento de verbas para o segmento em iniciativas do Congresso Nacional, mas não diz uma palavra sequer sobre o orçamento secreto e o fundão de R$ 5,7 bilhões. A segunda maior bilheteria deste fim de semana foi “Encanto”, que atingiu números irrisórios perto de “Homem-Aranha”, com 98,2 mil pessoas e arrecadação de R$ 1,8 milhão. “Casa Gucci” completa o pódio com 15,6 mil espectadores e R$ 448 mil em ingressos vendidos. Veja abaixo o Top 10, segundo apuração da Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 16-19 Dez:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #Encanto 3. #casagucci 4. #eternos 5. #cliffordmovie 6. #ResidentEvil 7. #amorsublimeamor8. #MissãoResgate9 #babachamadodassombras10.#KingRichard — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 20, 2021
Sessão de “Homem-Aranha” vira tumulto em São Paulo por causa de spoiler
Uma sessão do filme “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” terminou em tumulto e correria no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, durante a noite de sábado (18/12). Um casal se irritou com spoilers e utilizou spray de pimenta contra três adolescentes dentro da sala de cinema. Segundo relatos de quem estava presente na sala do cinema, os adolescentes estavam contando cenas importantes do filme em voz alta, até que uma mulher disparou spray de pimenta contra eles. O material acabou atingindo outras pessoas que estavam presentes e gerou princípio de pânico, com correria nos corredores do cinema. O empreendedor Fábio Rocha relatou o incidente em seu perfil no Twitter. “Não pensou, em hipótese alguma, nas outras pessoas da sala, que não tinham nada a ver com a questão do spoiler. Que motivo mais banal e inadmissível. Estava na sala 2 e vi muitas pessoas passarem mal e quase serem pisoteadas”, contou. Do lado de fora das salas de exibição, o jornalista Bruno Faria presenciou a confusão e disse que o casal responsável tentou fugir para não ser identificado. “Uma mulher soltou um spray de pimenta dentro da sala e quando percebeu a besteira saiu correndo com o namorado”, ele tuitou. A tentativa de fuga, no entanto, não deu certo. A dupla foi cercada pelos espectadores nas dependências do cinema e encaminhadas aos seguranças do shopping Higienópolis. “Estava na sessão e vi um casal fazendo isto. Pegamos o casal e levamos até os seguranças do shopping, que vai lá saber se tomaram as devidas providências junto à polícia. Inadmissível a mulher ter dado como motivo o spoiler”, acrescentou Fábio Rocha. A sessão do filme “Homem-Aranha” teve início às 22h10 e a confusão ocorreu logo no começo da exibição. A rede Cinemark, que administra o cinema do shopping, lamentou a atitude do casal e informou que as autoridades foram acionadas para tratar do caso. A empresa também garantiu que as pessoas envolvidas no incidente receberam atendimento e tiveram a opção de receber a devolução do dinheiro dos ingressos. “Ontem, 18 de dezembro, um incidente entre clientes interrompeu a sessão do filme ‘”Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’, das 22:10, no Cinemark Pátio Higienópolis sala 2, em São Paulo. Ao invés de procurar o gerente do complexo de cinemas ou os seguranças do shopping, um casal que assistia ao filme usou spray de pimenta para fazer calar um grupo de jovens que insistia em falar alto durante a sessão. Autoridades foram chamadas para lidar com os dois grupos envolvidos. Os clientes que estavam na sessão foram prontamente atendidos podendo escolher entre ver o filme em outro momento ou ter seu dinheiro de volta”, informou a empresa em comunicado.












