Louie Anderson (1953-2022)
O comediante Louie Anderson, que fez carreira no stand-up e estrelou a série “Baskets”, morreu nesta sexta-feira (21/1) em um hospital de Las Vegas de complicações de câncer. Ele tinha 68 anos. Louie Perry Anderson nasceu em uma família pobre de Minnesota com mais 10 irmãos e culpava o pai, um músico abusivo e fracassado que lutou contra o alcoolismo, pelos problemas da família, inclusive sua tendência de comer para enfrentar a depressão, que lhe rendeu problemas de peso por toda a vida. Ao mesmo tempo, idolatrava a mãe, que serviu de inspiração para seu papel em “Baskets”. Sua família e seu corpo enorme inspiraram suas primeiras piadas. E graças a sua capacidade de autodepreciação, começou a se destacar em competições de stand-up, até ser convidado a aparecer na TV no “The Tonight Show” em 1984. Poucos meses depois, foi escalado no especial “Young Comedians” da HBO – ao lado de Bob Saget e outros novatos da época. E no mesmo ano ainda figurou em seu primeiro filme, “Os Heróis Não Têm Idade”. Não demorou para Anderson deslanchar no cinema, aparecendo em produções famosas como “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) e “Um Príncipe em Nova York” (1988), onde teve uma participação memorável, a convite de Eddie Murphy. Papel que, inclusive, ele reprisou na continuação lançada em 2021. O próprio Murphy contou em março de 2021, no programa “Jimmy Kimmel Live!”, como Anderson entrou em “Um Príncipe em Nova York”. Ele lembrou que a Paramount queria pelo menos um ator branco no elenco. “Todo o elenco era negro – e isso foi nos anos 1980 – então era tipo, ‘Nós temos que ter uma pessoa branca! Tem que haver uma pessoa branca no filme'”, Murphy explicou. “Então pensamos: ‘Quem é o cara branco mais engraçado por aí?’ Era Louie e com ele nós sabíamos que ficaríamos bem. Então, foi assim que Louie entrou no filme.” Ele ganhou sua primeira série em 1994. E foi curiosamente uma animação: “Life with Louie”, onde Anderson dublava sua versão criança e seu pai. A produção durou três temporadas, até 1998, e rendeu os primeiros dois Emmys para o ator. Com o sucesso do desenho, Anderson ganhou seu programa live-action, “The Louie Show”, em que interpretava um psicoterapeuta de Minnesota ao lado de Bryan Cranston (“Breaking Bad”) e Paul Feig (o diretor de “Missão Madrinha de Casamento”). Apesar desse elenco, a atração fracassou, durando apenas seis episódios. O tropeço prejudicou seus projetos televisivos. Ainda assim, ele encabeçou vários especiais de comédia ao longo dos anos e fez muitas participações especiais em séries de sucesso, como “O Toque de um Anjo”, “Ally McBeal”, “Chicago Hope” e “Scrubs”. A consagração televisiva veio tarde em sua trajetória, ao virar a mãe de um palhaço fracassado em 2016. Quando Zack Galifianakis começou a descrever a voz de Christine para os co-criadores de “Baskets”, Louis C.K. e Jonathan Krisel imediatamente pensaram em Anderson para assumir o papel. O ator se emocionou ao perceber que a personagem era igualzinha a sua mãe, que tinha morrido em 1990. Na série, Galifianakis vivia Chip Baskets, um palhaço clássico que se frustra ao tentar carreira em Paris e precisa voltar a viver com a mãe, contentando-se com um emprego de palhaço de rodeio. Anderson venceu o Emmy pela 1ª temporada da série e foi indicado mais duas vezes ao prêmio, ao longo das quatro temporadas da atração, exibida até 2019. Após o fim de “Baskets”, ele ainda apareceu em episódios de “Young Sheldon”, “No Activity”, teve um arco em “Search Party” e se despediu em dois capítulos de “Twenties”, em novembro passado. O ator também publicou livros confessionais, como “Dear Dad: Letters From an Adult Child” (1989), composto por uma coleção de cartas emocionalmente carregadas que escreveu para seu falecido pai, e “Hey Mom: Stories for My Mother, but You Can Read Them Too” (2018), em homenagem a sua mãe, ensinando ainda a sobreviver à família em “The F Word: How to Survive Your Family” (2002).
Sem vacina, atriz Elizangela fica em estado grave com sequelas da covid
A atriz Elizangela, que fez mais de 30 novelas na Globo, foi internada na quinta-feira (20/1), em Guapimirim, na Baixada Fluminense, em estado grave com sequelas respiratórias da Covid. Segundo a prefeitura, ela chegou passando muito mal ao Hospital Municipal José Rabello de Mello e quase teve que ser intubada. Radicalmente contra a vacinação, como deixa claro em suas redes sociais, a atriz de 67 anos não tomou nenhuma dose do imunizante contra a doença. A Prefeitura de Guapimirim informou que ela já tinha ido ao hospital na semana passada após se sentir mal. Na ocasião, foi atendida, medicada e teve alta. Entretanto, retornou à unidade em estado mais grave na quinta. Os médicos conseguiram estabilizá-la no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e testes mais recentes apontaram que ela não tem mais o vírus da covid-19. Ainda é cedo, porém, para determinar a extensão dos danos causados pela infecção. Em dezembro de 2020, antes do início da vacinação no Brasil, Elizangela provocou revolta nas redes sociais ao publicar no Instagram uma imagem que dizia “penetração foçada sem consentimento é estupro” com o desenho de uma seringa. Na legenda, ela escreveu “meu corpo minhas regras”. O Brasil registrou nesta quinta-feira o segundo pior dia desde o início da pandemia de Covid-19 em registros de casos, com 168.060 infecções documentadas. Isso acontece após dois dias consecutivos de recordes de casos. Muitos famosos contraíram covid-19 neste início de ano. A maioria deles foi vacinada e relata sintomas leves ou nenhum sintoma.
Diretor de “Não Olhe para Cima” se diverte com meteorito que caiu em Minas Gerais
O diretor e roteirista Adam McKay, responsável pelo sucesso da Netflix “Não Olhe para Cima”, ficou chocado ao descobrir que o meteorito que caiu recentemente em Minas Gerais foi colocado à venda na internet após ser encontrado e higienizado com detergente. “Brasil, eu vou ter que fazer outro filme”, publicou ele em português no Twitter, se divertindo com a situação. Na sequência, ele ainda perguntou se o brasileiro já havia encontrado algum comprador. Não é a primeira vez que McKay comenta sobre o Brasil em relação a “Não Olhe para Cima”, filme sobre um meteoro que ameaça destruir a Terra. Depois que um ministro do governo Bolsonaro disse que a metáfora do meteoro se referia ao PT, ele rebateu nas redes sociais: “Só para deixar claro, Bolsonaro definitivamente diria para as pessoas não olharem para cima. Sem discussões!”. kkkkkk Brasil, eu vou ter que fazer outro filme https://t.co/9WwBKowPZ1 — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022 Já vendeu? https://t.co/hvKMlTWscL — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022
“Pantera Negra 2” tem filmagens suspensas por contágio de covid-19
As filmagens de “Pantera Negra: Wakanda Forever” foram suspensas mais uma vez. De acordo com o site The Hollywood Reporter, parte da equipe e do elenco, incluindo a atriz Lupita Nyong’o, testaram positivo para covid-19. A produção tinha acabo de ser retomada após dois meses de paralisação devido a uma lesão sofrida pela atriz Letitia Wright. A expectativa é que os trabalhos sejam retomados em uma semana. O contágio no filme da Marvel reflete um elevado número de casos positivos de covid-19 nos sets das produções de Hollywood em 2022, com o avanço da variante ômicron, que tem resultado em seguidas suspensões de produções. Graças à exigência de vacinação pela maioria dos estúdios, os casos não tem sido graves.
Lima Duarte pede para Regina Duarte “não acabar assim”
Lima Duarte publicou um vídeo em seu Instagram que viralizou nas redes sociais. Nele, o ator pede para Regina Duarte parar de fazer bolsonarices. “Capricha para não acabar assim”, ele apontou. A ex-atriz e ex-secretária de Cultura postou recentemente uma montagem em que Jesus parece amparar Jair Bolsonaro durante uma caminhada no hospital em que o presidente ficou internado por exagerar nas longas férias e comer camarão sem mastigar. Ela ainda escreveu que aquilo não era fake news, mas sim a verdade. “Deus, tira a mão daí, meu Pai. Tira a mão daí. Tanta sujeira na mão”, disse Lima Duarte, referindo-se à montagem. “Regina Duarte, minha querida Viúva Porcina, já disse muitas coisas a seu respeito”, continuou. “Trabalhamos 10 anos juntos, foste a paixão de Sinhozinho Malta e vivemos um momento tão glorioso para a televisão, para a interpretação e para as nossas vidas. (Você) não pode acabar assim, Regina. Capricha, capricha para não acabar assim”, concluiu o ator no vídeo. Ao lado do vídeo, ele ainda escreveu: “Trabalhamos por tanto tempo juntos e vivemos momentos tão gloriosos. São dessas lembranças boas que eu quero me recordar de você!” A dupla Lima e Regina Duarte protagonizou um dos casais mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira, como Sinhozinha Malta e Viúva Porcina na novela “Roque Santeiro” (1985), da TV Globo. Isto não impediu o ator de criticar a passagem da ex-colega pelo governo Bolsonaro em entrevista a Pedro Bial. Na ocasião, o ator disse que ela “caiu quando entrou” na gestão federal e lhe dedicou uma fala em defesa da democracia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lima Duarte (@limaduarte)
Tiago Abravanel recebe crítica homofóbica de ex-BBB
Tiago Abravanel já começou a sofrer críticas homofóbicas por participar do “BBB 22”. E de um ex-BBB. Durante o programa “Morning Show”, da Jovem Pan, Adrilles Jorge, que esteve na 15ª edição do reality, disse que o cantor e apresentador “não precisa ser tão gay”. “Vão me chamar de homofóbico, mas dane-se. O Tiago está muito gay. Ele não era tão gay assim. Está afetadinho e desmunhecado. Ele não era assim. É um grande ator, ele era mais discreto. Não sou homofóbico, mas acho que ele está forçando para falar com uma base LGBTQIAP+. Não precisa ser tão gay assim”, disse Jorge. O ator e cantor é casado com Fernando Poli. Não tem como ser mais gay que isso. A Jovem Pan afirmou que não vai comentar as declarações de Adrilles Jorge no programa matinal.
Antonia Fontenelle é condenada a serviço comunitário por calúnia contra Felipe Neto
A atriz Antonia Fontenelle foi condenada a pena de um ano e nove meses de detenção em regime aberto e ao pagamento de indenização no valor de R$ 40 mil por três crimes de difamação, um de injúria e outro de calúnia contra o youtuber Felipe Neto. A decisão é do juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal do TJ-Rio, que substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas de prestação de serviços à comunidade ou à entidade pública. Publicado ontem, o documento relata que a apresentadora cometeu, por três vezes, o crime de difamação contra Felipe Neto ao afirmar sem provas, em vídeo divulgado no dia 24 de julho de 2020, que teria sido “coagida pelo Youtuber em uma reunião, que este teria tentado lhe aplicar um golpe e que ele já teria estragado a vida de muitas pessoas”. Ainda no mesmo vídeo, ela chamou Felipe Neto de sociopata, caracterizando o crime de injúria. Ela também divulgou pelo YouTube que Felipe Neto teria afirmado que “não usa drogas em serviço”, dando a entender que ele é usuário de drogas fora do serviço, caracterizando o crime de calúnia. Em depoimento, durante a instrução processual, a atriz confirmou as falas do vídeo, mas disse que se tratava de uma brincadeira. Esta não é a primeira condenação de Fontenelle por calúnia contra Felipe Neto. Ela já foi multada e acumulou horas de serviços comunitários a cumprir por ofensas pessoais e por associar o YouTuber e seu irmão Lucas Neto ao crime de pedofilia. Apesar disso, ainda é considerada ré primária, pois recorre das condenações iniciais. Ela também deve recorrer da sentença atual, que foi em primeira instância. Só após transitar em julgado em todas as instâncias recursais, um juiz da vara de execuções penais determinará onde a atriz vai cumprir a pena de serviços comunitários e quando deverá pagar a indenização. Mas após a primeira condenação em definitivo, deixa de ser primária e passa a correr o risco de cumprir as sentenças na prisão. Fontenelle enfrenta outros processos de Felipe Neto por calúnia.
Gaspard Ulliel (1984-2022)
O ator francês Gaspard Ulliel, que viveu Yves Saint Laurent e Hannibal Lecter no cinema, morreu nesta quarta (19/1), após um grave acidente de esqui nas encostas da região de Sabóia, na França. Ele colidiu com outro esquiador em um cruzamento entre duas pistas e sofreu um grave trauma cerebral. Tinha 37 anos. Com uma carreira repleta de trabalhos marcantes, Ulliel ainda será visto na série “Cavaleiro da Lua”, da Marvel, que estreia em 30 de março. Trabalhando desde a infância na TV francesa, ele estreou no cinema com o terror de época “Pacto dos Lobos” (2001) e em dois anos virou protagonista, estrelando “Anjo da Guerra” (2003), de André Téchiné. Destacou-se em seguida em “Eterno Amor” (2004), de Jean-Pierre Jeunet, ao lado de Audrey Tautou, num desempenho que lhe rendeu o César (o Oscar francês) de Ator Mais Promissor. E foi assim que chamou atenção de Hollywood, que o escalou em “Hannibal, a Origem do Mal” (2007) como a versão adolescente de Hannibal Lecter, personagem que havia rendido o Oscar a Anthony Hopkins. Ele ainda filmou em inglês “A Sorte do Vinicultor” (2009), da neozelandesa Niki Caro, contracenando com Vera Farmiga, e estrelou a adaptação de Marguerite Duras “Uma Barragem Contra o Pacífico” (2008). Mas o fracasso de “Hannibal, a Origem do Mal” teve impacto negativo em sua ascensão, só sendo superado em 2014 com o lançamento de “Saint Laurent”, a segunda cinebiografia do estilista de moda lançada naquele ano, que deixou a primeira envergonhada. O reconhecimento se deu em sua primeira indicação ao César na categoria de Melhor Ator, prêmio que ele acabou vencendo dois anos depois. A vitória se deu pelo papel de um escritor com doença terminal que reencontra a família para se despedir em “É Apenas o Fim do Mundo” (2016), do canadense Xavier Dolan. Mais recentemente, protagonizou “A Revolução em Paris” (2018), sobre a Revolução Francesa, e “Sibyl” (2019), como o amante ilícito de Adèle Exarchopoulos. O ator deixou finalizada sua participação na série “Cavaleiro da Lua” como o Homem da Meia-Noite, um dos primeiros vilões enfrentados pelo personagem dos quadrinhos. Sua morte repentina chocou a França. Pierre Niney, que estrelou a versão rival de Yves Saint Laurent no cinema, disse estar “de coração partido”. “Gaspard era benevolência e bondade. Beleza e talento”, escreveu no Twitter. O primeiro-ministro, Jean Castex, disse que “Gaspard Ulliel cresceu com o cinema e o cinema cresceu com ele. Eles se amavam perdidamente”. A ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, acrescentou: “Sua sensibilidade e a intensidade de sua atuação fizeram de Gaspard Ulliel um ator excepcional. O cinema perde hoje um talento imenso. Envio minhas condolências a seus entes queridos e meus pensamentos a todos aqueles que choram sua perda”.
Michel Subor (1935–2022)
O ator Michel Subor, que ganhou fama internacional por sua atuação no longa “O Pequeno Soldado” (1963), de Jean-Luc Godard, morreu na segunda-feira (17/1) em um hospital francês após sofrer um acidente de carro. Ele tinha 86 anos. A notícia da morte foi comunicada pela diretora Claire Denis em seu Instagram. Subor e Denis colaboraram quatro vezes nas últimas décadas. “Michel Subor, o grande soldado está morto”, ela escreveu. Nascido Mischa Subotzki em Paris, Subor era filho de imigrantes que fugiram da União Soviética alguns anos antes. Sua carreira começou com pequenos papéis nos anos 1950, até ser escalado como protagonista da comédia sexual “Torneio de Amor” (1961), de Roger Vadim, contracenando com Brigitte Bardot. Ele começou sua relação com Godard um pouco antes, com o papel-título de “O Pequeno Soldado”. Mas o filme enfrentou controvérsia por retratar o uso de tortura pelas forças francesas na Revolução Argelina e ficou proibido de entrar em cartaz por três anos. Embora filmado em 1960, logo após a estreia de Godard, acabou sendo o quarto lançamento do diretor, liberado em 1963. Na trama, Subor interpretava Bruno Forestier, um jovem que deserta do exército francês e se envolve na espionagem da Guerra da Argélia, apesar de não ter convicções políticas sérias. Enquanto o filme estava engavetado, o ator ainda assumiu o papel de narrador do clássico “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois” (1962), de François Truffaut. Depois de sua aventura na nouvelle vague, Subor foi para Hollywood, aparecendo em “Que é que Há, Gatinha?” (1965), escrito e estrelado por Woody Allen, e ainda integrou o elenco de duas superproduções de espionagem dirigidas por grandes mestres: “Topázio” (1969), de Alfred Hitchcock, e “O Dia do Chacal” (1973), de Fred Zinnemann. Voltando-se a produções televisivas nos anos seguintes, ele acabou aceitando o convite de Claire Denis para retomar seu personagem de “O Pequeno Soldado” em “O Bom Trabalho” (1999), sequência não oficial do clássico de Godard, que iniciou uma revitalização em sua carreira. Ele atuou em três outros filmes da diretora: “O Intruso” (2004), “Minha Terra, África” (2009) e “Bastardos” (2013), seu último trabalho de cinema.
Yvette Mimieux (1942-2022)
A atriz Yvette Mimieux faleceu enquanto dormia em sua casa na manhã desta terça (18/1). Ela tinha acabado de completar 80 anos em 10 de janeiro. Apesar do nome afrancesado, a atriz era natural da Califórnia, filha de pai francês e mãe mexicana. Seu nome tampouco era pseudônimo. Ela foi batizada como Yvette Carmen Mimieux. Ela é mais lembrada por seu primeiro papel no cinema, no clássico sci-fi “A Máquina do Tempo” (1960): Weena, uma jovem do futuro, que vivia uma vida idílica sem saber que não passava de gado para mutantes canibais, chamados de morlocks. A versão dirigida por George Pal e estrelada por Rod Taylor como viajante do tempo é até hoje considerada a melhor adaptação da obra do escritor HG Wells. O sucesso do filme a transformou numa das loiras platinas mais conhecidas dos anos 1960. Em dez anos, ela estrelou nada menos que 17 filmes, entre eles um punhado de clássicos, como “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse” (1962), de Vincent Minnelli, “O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm” (1962), em que voltou a trabalhar com George Pal, “Na Voragem das Paixões” (1963), de George Roy Hill, e “Os Mercenários” (1968), de Jack Cardiff, em que repetiu a parceria com Rod Taylor. Em 1970, ela chegou a estrelar a série “The Most Deadly Game”, mas não ficou muito tempo na TV. Dois anos depois, voltou aos cinemas com o thriller “Vôo 502: Em Perigo” (1972). Nesta fase, ainda participou de novas produções de ficção científica, como “O Fator Netuno” (1973) e “O Abismo Negro” (1979), a resposta da Disney a “Star Wars”. Seus últimos trabalhos foram telefilmes, alguns dos quais ela também escreveu, como “Hit Lady” (1972), em que deu vida a uma assassina profissional, e “Obsessão Fatal” (1984), em que tem uma relação obsessiva com seu ídolo de novela. Ao largar a atuação nos anos 1990, ela passou a viajar e atuar no mercado imobiliário. Mimieux foi casada três vezes, incluindo com o famoso diretor Stanley Donen (“Cantando na Chuva”), mas não teve filhos.
Grammy 2022 vai acontecer em abril em Las Vegas
A Academia de Gravação dos Estados Unidos anunciou a nova data do Grammy 2022, após a suspensão da cerimônia marcada originalmente para 31 de janeiro, devido ao crescimento de casos de covid-19 provocados pela variante ômicron. A data escolhida foi 3 de abril. O local da cerimônia também foi alterado: a principal premiação da indústria musical dos EUA deixa Los Angeles para ser sediada em Las Vegas, na MGM Grand Garden Arena. No ano passado, a premiação também foi adiada por causa da pandemia. Mas é a primeira vez que o Emmy acontecerá em Vegas. O motivo da mudança foi operacional. O local onde a cerimônia aconteceria (o Crypto Arena, antigo Staples Center) tem eventos agendados até o fim de maio. A lista de artistas indicados a prêmios destaca a jovem cantora Olivia Rodrigo, que disputa quatro das categorias principais: Melhor Álbum, Música, Gravação e Revelação do ano. O mais indicado no geral, porém, foi o pianista Jon Batiste, autor da trilha do filme “Soul”, que aparece em 11 categorias, seguido por Justin Bieber, Doja Cat e H.E.R., com oito indicações cada um.
Microsoft compra produtora de games Actvision Blizzard
A Microsoft anunciou a compra da produtora de games Actvision Blizzard. O negócio é o maior já realizado nos 46 anos da empresa fundada por Bill Gates, com cifras que giram em torno de US$ 68,7 bilhões. A aquisição traz títulos como “Call of Duty”, “World of Warcraft” e “Candy Crush” para a Microsoft, que controla a plataforma Xbox, e deve acirrar a guerra contra a plataforma PlayStation da Sony. Em um comunicado, Phil Spencer, CEO da Microsoft Gaming, afirmou que por enquanto as duas empresas continuarão atuando de forma independente, mas após a finalização da aquisição todos vão responder diretamente a ele. Além disso, os games da Activision Blizzard farão parte do Xbox Game Pass, plataforma de streaming por assinatura, que permite acesso a centenas de títulos pelo custo de uma mensalidade. No mesmo comunicado, Spencer afirmou que o serviço já conta com 25 milhões de usuários. A aposta da Microsoft é atrair os consumidores dos títulos multiplayer da produtora, que contam com cerca de 400 milhões de usuários em todo o mundo. A Microsoft também amplia seu portfólio de conteúdo para adaptar em outras mídias. “World of Warcraft”, por exemplo, já virou filme em 2016. A aquisição acontece após as ações da produtora se desvalorizarem, após acusações de assédio sexual e discriminação no ambiente de trabalho se tornarem públicas. No ano passado, o estado da Califórnia processou a Activision, após dois anos de investigação, e desde então as ações caíram 27%.
Joss Whedon critica elenco e fãs de “Liga da Justiça”
Depois de meses em silêncio, Joss Whedon finalmente se pronunciou sobre as acusações de abuso moral nos bastidores de “Liga da Justiça”. E sua reação foi atacar o elenco do filme, que, para ele, segue uma agenda de alguém em particular, subentendo uma influência de Zack Snyder nas acusações. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (17/1) pela New York Magazine, o cineasta negou os relatos e ainda acusou fãs de Snyder de comandarem uma campanha difamatória contra ele nas redes sociais. “Não sei quem começou [a suposta campanha difamatória], sei em nome de quem isso foi feito” Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva de tudo o que estava pronto. Mas o resultado dessa intervenção foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas (40% no Rotten Tomatoes). Além disso, as refilmagens geraram acusações de abusos que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Segundo Whedon, as denúncia contra ele feitas por Ray Fisher – que foi o primeiro a relatar o comportamento tóxico do diretor no set – não eram “verdadeiras ou dignas de discussão”. Whedon ainda questionou o caráter e a qualidade do intérprete do Ciborgue, definindo-o como “um mau ator, em todos os sentidos da palavra”. “Estamos falando de uma força malévola”, acrescentou. Sobre a acusação de Gal Gadot, que revelou ter tido a carreira ameaçada por Whedon quando pediu para que uma cena de teor sexista fosse cortada, o cineasta rebateu dizendo que “inglês não é a língua materna” da atriz e que, por isso, ela teria entendido mal sua fala “irritantemente cheia de floreios”. Procurada para repercutir a entrevista, Gadot reforçou que “entendeu perfeitamente” as palavras de Whedon. Sua denúncia ainda coincide com o que foi dito por Charisma Carpenter, da série “Angel”, que ouviu do cineasta que ela “nunca mais trabalharia com ele ou com a 20th Century Fox”. Na entrevista, Whedon reconheceu arrependimento em relação à atriz. “Eu não fui educado”, disse ele. Para dar contexto, a briga aconteceu porque ela engravidou durante as gravações da série. Ele ainda acrescentou: “A maioria das minhas experiências com o Charisma foram encantadoras e deliciosas. Ela às vezes lutava com suas falas, mas ninguém conseguia acertar uma piada com mais força do que ela.” A reportagem ainda acrescentou relatos como o de Cynthia Bergstrom, figurinista de “Buffy: A Caça-Vampiros”, que citou uma discussão em que o diretor apertou seu braço com tanta força que deixou marcas de unha em sua pele. Para Whedon, as acusações são feitas por pessoas que usam “todas as palavras acusatórias da era moderna para me fazer parecer um monstro abusivo”. A carreira de Whedon está em queda livre desde que Fisher comentou pela primeira vez sobre suas experiências no set de “Liga da Justiça” há dois anos. Ele abandonou o filme de Batgirl e deixou a série “The Nevers”, que criou para a HBO, e não tem novos projetos no horizonte. Além disso, a HBO Max lançou uma nova versão de “Liga da Justiça” totalmente dirigida por Zack Snyder, que não inclui nenhuma das cenas refeitas por Whedon, após clamor dos fãs.












