Presidente da Petrobras causa revolta após chamar filmes premiados de “mais que sofríveis”
Pegou mal, muito mal a declaração do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, numa palestra virtual para o grupo Personalidades em Foco, realizada na noite de quinta (17/9). Desdenhando da parceria histórica entre a estatal e o cinema, que foi encerrada por Bolsonaro, ele disse que a Petrobras não ia mais patrocinar “artistas ricos” nem “filmes de qualidade mais do que sofrível”. Endividada devido à corrupção descoberta pela Operação Lava Jato, a empresa está cortando custos, mas Castello Branco aproveitou para politizar a economia com ataques gratuitos ao Cinema nacional. “Além da busca contínua por redução de custos, resolvemos mudar a composição de nossos patrocínios. A Petrobras patrocinava artistas ricos e filmes de qualidade mais do que sofrível, como ‘Bixa Travesty’, ‘Lasanha Assassina’ e outras coisas mais”, afirmou o presidente da estatal, citando dois filmes premiados. O primeiro título mencionado pelo presidente da Petrobras é um documentário sobre transexuais, que tem como protagonista a cantora Linn da Quebrada, e foi premiado nos festivais de Berlim (Prêmio Teddy), Brasília (júri popular) e no Mix Brasil. O segundo é um curta animado de 2002 que tem o lendário José Mojica Marins, o Zé do Caixão, como dublador. Este filme foi premiado no Festival de Recife, na Mostra de Tiradentes e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema, responsável por selecionar o representante nacional no Oscar. Não só isso. “Bixa Travesty” não foi patrocinado pela Petrobras. Pior ainda, levou calote da Petrobras, ao vencer um prêmio no Festival de Brasília, este sim patrocinado pela estatal. Segundo os diretores Kiko Goifman e Claudia Priscilla, “Bixa Travesty” recebeu verbas do Fundo Setorial do Audiovisual, da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul. Mas, ao ser premiado no Festival de Brasília, deveria receber, de acordo com o regulamento do evento, R$ 200 mil da Petrobras, que seriam usados para sua distribuição nos cinemas. Entretanto, após Bolsonaro assumir a presidência, a estatal comunicou que não iria pagar. Claudia Priscilla contou para o jornal O Globo que as equipes contempladas pela premiação entraram com uma ação judicial coletiva contra a estatal, mas a Petrobras só pagou metade do valor previamente acordado com o Festival. “Não cabe ao presidente da Petrobras citar o filme nessa situação. ‘Bixa Travesty’ não foi produzido com recursos da Petrobras. Além de um insulto, é uma apropriação indevida. Quando a gente ganhou o prêmio popular de Brasília, o filme obviamente já estava pronto”, criticou a cineasta. Seu parceiro na direção do longa foi além, avisando que iria processar Castello Branco. “Estou me sentindo perseguido. Com certeza absoluta, o senhor Castello Branco não viu o filme. Ele pegou pelo título, ‘Bixa Travesty’, para insultar o nosso filme, que mostra a história de uma pessoa que sofreu a vida toda e que tem uma força imensa. Vamos entrar na Justiça”, afirmou Kiko Goifman. “Esses caras não podem achar que podem pegar a metralhadora do ódio deles e apontar para todo lado. Agora faremos questão de levar o filme para o maior número de pessoas possível. Não vamos ficar calados”. Além dos diretores de “Bixa Travesty”, a cantora Linn da Quebrada, que estrela o documentário, os cineastas Cacá Diegues e Fernando Meirelles, a produtora Mariza Leão e o presidente da Academia Brasileira de Cinema também repudiaram a frase do burocrata, em depoimentos a O Globo. “Uma fala como essa não só reflete, mas também constrói os nossos tempos”, disse Linn da Quebrada. “Sobreviver a um país que nos quer mortas diariamente é uma obra de arte. É isso que estamos expondo com essa produção, e por isso ela se torna tão perigosa. Quando ele tira o nosso filme de um campo de possibilidade, parece dizer que vidas como a minha não importam a ponto de serem vistas”, acrescentou. O veterano Cacá Diegues, autor do clássico “Bye Bye Brasil”, que parece título para as realizações do atual desgoverno, avaliou que a declaração faz parte da guerra contra a cultura levada adiante por Bolsonaro. “É impressionante a simples má vontade ou o grave juízo desqualificado de membros desse governo em relação à Cultura e particularmente ao cinema brasileiro. Não estamos lidando com um governo que não se importa com a cultura, mas com um governo que é contra ela. Eles não se importam com o mal que fazem ao Brasil”, criticou. Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema, que premiou o atacado “Lasanha Assassina”, apontou a falta de qualificação do burocrata como crítico de cinema. “Mesmo que ele tenha visto o filme, ele não tinha o direito de falar isso. É a mesma coisa que eu criticar a extração de petróleo dele, sem entender do assunto. Cada macaco no seu galho”. Ou como diz Mariza Leão, direto ao ponto: “O reconhecimento do cinema brasileiro mundo afora, através de festivais renomados e também do público, fala mais alto do que as declarações de alguém que não tem nenhuma capacitação intelectual para afirmar o contrário. Viva o cinema brasileiro e sua pluralidade!” Diante da repercussão, a Petrobras emitiu um comunicado, afirmando que seu presidente “respeita todas as formas de expressão”, mas que, “como defensor da liberdade de escolha, se reserva o direto de ter suas próprias preferências artísticas”. Através da assessoria da estatal, Roberto Castello Branco ainda disse que “não teve a intenção de ofender qualquer obra ou grupo” e que “se desculpa por algum mal-entendido”. Só que tudo foi bem entendido, inclusive a defesa da Petrobras, em comunicado, do direito ao preconceito.
Começa a primeira versão virtual do Festival de Gramado
A primeira versão virtual do Festival de Cinema de Gramado começa nesta quinta (18/9), com exibições que vão até 26 de setembro pelo Canal Brasil e pela plataforma de streaming da emissora, e votação do público por aplicativo. Na primeira noite da mostra competitiva serão exibidos os curtas “4 Bilhões de Infinitos” e “Receita de Caranguejo”, além dos longas “Por que Você Não Chora?”, de Cibele Amaral, e “El Silencio del Cazador”, da Argentina. Além do filme de Cibele Amaral, a programaçaõ reúne mais seis longas nacionais na disputa do Kikito, o troféu competitivo do festival. São eles: “Aos Pedaços”, de Ruy Guerra, “King Kong em Asunción”, de Camilo Cavalcanti, “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, “Todos os Mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, “O Samba é Primo do Jazz”, de Angela Zoé, e “Me Chama que Eu Vou”, de Joana Mariani. Alguns desses filmes tiveram passagem por festivais internacionais antes da pandemia, como “Um Animal Amarelo” e “Aos Pedaços”, exibidos em Roterdã, na Holanda, e “Todos os Mortos”, em Berlim, na Alemanha. Já as produções estrangeiras que disputam o prêmio latino-americano incluem ainda o colombiano “La Frontera”, o paraguaio “Matar a un Muerto”, o uruguaio “El Gran Viaje Al Pais Pequeño”, o chileno “Los Fuertes”, o boliviano “Tu me Manques” e o mexicano “Días de Invierno”. Durante a semana, debates sobre os filmes serão transmitidos pelas redes sociais oficiais do evento. A programação também inclui homenagens à cineasta Laís Bodanzky (Troféu Eduardo Abelin) e os atores Marco Nanini (Trofeu Oscarito, o mais tradicional do evento), Denise Fraga (Troféu Cidade de Gramado) e o uruguaio César Troncoso (Kikito de Cristal). Apenas a cerimônia de encerramento, com a entrega de prêmios, deverá ser presencial, a ser realizada no Palácio dos Festivais, sem plateia e seguindo protocolos de segurança e prevenção contra o coronavírus. Mas até isso será exibido no Canal Brasil. Maiores informações sobre a programação e a votação online podem ser encontradas no site oficial http://www.festivaldegramado.net/.
Evento beneficente viraliza após Jennifer Aniston se “declarar” para Brad Pitt
O encontro virtual entre Jennifer Aniston e Brad Pitt num evento, via videoconferência, para a leitura do roteiro de “Picardias Estudantis”, clássico juvenil dos anos 1980, causou alvoroço entre os shippers do casal. Até um simples “oi” rendeu diversos comentários nas redes sociais. Na leitura, Aniston interpretou Linda, papel que transformou Phoebe Coates na grande musa da década, enquanto Pitt encarnou Brad Hamilton, interpretado por Judge Reinhold no filme original. A coincidência entre os nomes do ator e do personagem acabou dando duplo sentido a muitos diálogos, enlouquecendo os fãs. Uma das frases ditas por Aniston tornou-se o trecho mais reproduzido da videoconferência: “Oi Brad, você sabe como sempre pensei que você era fofo. Você é tão sexy!”. Brad, o Pitt, ficou genuinamente embaraçado neste instante, o que divertiu ainda mais o público – e seus colegas de leitura. Julia Roberts, por exemplo, não conseguiu nem disfarçar como adorou. Num outro paralelo entre as situações do roteiro e da vida real, vale mencionar que o trecho lido por Aniston é um sonho erótico de Brad, o personagem, que não tem relação com a realidade filmada. A cena não passa de imaginação, como a vontade dos fãs em reunir o casal. Pitt e Aniston já foram casados e se divorciaram em 2005, quando o ator se envolveu com Angelina Jolie. Após o novo divórcio, muitos shipparam a volta dos dois, mas Pitt atualmente namora a modelo alemã Nicole Poturalski, de 27 anos. Além deles, também participaram da live mega-estrelada os atores Morgan Freeman, Matthew McConaughey, Ray Liotta, Henry Golding, Dane Cook, Shia LaBeouf, a citada Julia Roberts e Sean Penn, que estrelou o filme original, além do músico John Legend e do apresentador Jimmy Kimmel. O evento foi concebido para arrecadar dinheiro para instituição beneficente Core, criada por Sean Penn e dedicada às vítimas da covid-19. O roteiro escolhido foi o primeiro trabalho cinematográfico do futuro diretor Cameron Crowe (“Quase Famosos”), que como repórter da revista Rolling Stone traçou um perfil da juventude dos anos 1980. A reportagem gerou um livro que ele próprio adaptou para a tela em 1982. Dirigido por Amy Heckerling, “Picardias Estudantis” (Fast Times at Ridgemond High) tornou-se cultuadíssimo por vários motivos, entre eles uma cena famosa de Phoebe Coates ao som de “Moving in Stereo”, da banda The Cars. O filme ainda fez deslanchar a carreira de Sean Penn, que roubou cenas como o estudante chapado Jeff Spicoli em seu segundo longa-metragem. Também foi pioneiro ao inspirar comédias passadas na high school durante a década de 1980. Praticamente inventou a comédia sexual adolescente. E foi o primeiro a usar o shopping center como cenário central, dando destaque ao então novíssimo hábito dos jovens de se encontrarem naquele tipo de estabelecimento. Para completar, a 3ª temporada de “Stranger Things” jamais existiria sem “Picardias Estudantis”. Veja o trecho da declaração de Aniston para Pitt logo abaixo, com contexto e comentários do programa ET, seguido pela íntegra da leitura e um trailer do filme original para entrar no clima.
Justin Bieber lança clipe dramático com atriz da série Star
O cantor Justin Bieber lançou o clipe de “Holy”, que é praticamente um curta cinematográfico. Assinado por Colin Tilley (parceiro do cantor desde 2010), o vídeo de “Holy” traz Bieber como um operário da indústria petrolífera que perde o emprego quando a fábrica fecha e vê seus planos de casar com uma enfermeira, vivida por Ryan Destiny (a Alexandra Crane da série “Star”), naufragarem. Para completar, o casal é despejado por atrasar o aluguel. Sem teto e sem rumo, o clipe não vira uma desgraceira completa porque um bom samaritano em uniforme militar, vivido por Wilmer Valderrama (Nick Torres em “NCIS”), resolve acolher os dois jovens e alimentá-los em sua casa. O clima de depressão econômica, registrado em tom sépia, é bastante dramático, e combina com a melodia da balada triste, inspirada em clássicos da música soul. Mas a música só ganha vida realmente quando Chance the Rapper interrompe a choradeira com versos velozes e furiosos – em que cita até o grande “esquerdista” Lionel Messi. Confira.
Anitta lança clipe da parceria com Cardi B, gravado em Salvador
Anitta lançou o clipe de sua parceria com a rapper americana Cardi B. Gravado no Pelourinho, em Salvador, o vídeo de “Me Gusta” traz as duas entre percussão afro e modelos brasileiras, desfilando nas ruas e numa passarela improvisada, enquanto cantam em inglês e espanhol, acompanhadas pelo porto-riquenho Myke Towers. Quem conhece Cardi B pelos hits “WAP”, “Money” e “I Like It” pode se espantar por sua desenvoltura em espanhol. Mas ela nasceu no caldeirão cultural do Bronx, em Nova York, filha de pais caribenhos. Ela também já se mostrou fã de funk brasileiro, tendo compartilhado vídeos cantando hits do gênero nas redes sociais. Mas a verdade é que Cardi B não veio ao Brasil. Sua participação foi virtual, inserida por efeito especial. Ficou bem convincente. A música tem produção de Rafa Dias e Wallace Carvalho, integrantes do grupo baiano Attooxxa, enquanto o vídeo foi dirigido pelo americano Daniel Russell, que já trabalhou com Cardi B anteriormente – além de Justin Timberlake, SZA, Missy Elliott, Normani e Khalid.
Lady Gaga lança clipe delirante com direção de Tarsem Singh
Lady Gaga voltou à música dançante com o lançamento de “911”. A música segue a tendência atual do revival nu disco (pode chamar de electropop), num resgate do som consagrado na cena house francesa dos anos 1990, que deixou o underground para ter em Dua Lipa um de suas maiores representantes. Melhor que a música é o clipe, literalmente delirante, dirigido por um especialista neste tipo de produção, o cineasta indiano Tarsem Singh, voltando a seus dias de “A Cela” (2000) e “Dublê de Anjo” (2006). Repleto de cenas surreais, com figurino audacioso e muita abstração, o vídeo evoca imagens oníricas, que, ao final, revelam vir de uma intersecção entre o consciente e o inconsciente da cantora. Quando a cantoria termina, Lady Gaga troca os tons melódicos pelos gritos e a câmera revela cenas de um acidente de trânsito. Ela acorda cercada de paramédicos e, aos poucos, encontra os elementos “reais” que inspiraram seu devaneio, entre cartazes de festival de cinema armênio, transeuntes aleatórios, emblemas médicos, luzes piscantes, outdoor com propagandas turísticas – e com direito a publicidade descarada de uma certa marca de equipamentos eletrônicos. Por curiosidade, a exposição das “pistas” segue um padrão de filme de suspense do estilo “whodunit” – como a cena final de “Os Suspeitos” (1995). Música e acompanhamento visual seriam inspirados por um remédio antipsicótico que a cantora toma para não surtar. “911” é o terceiro e melhor single de “Chromatica”, sexto álbum da cantora, lançado em maio passado.
Estreias Online: O Diabo de Cada Dia e mais uma dúzia de filmes para ver no fim de semana
O principal destaque da semana é o lançamento da Netflix “O Diabo de Cada Dia”, suspense extremamente sombrio, que chama atenção pelo elenco grandioso. Além de Tom Holland (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e Robert Pattinson (o vindouro “Batman”) em papéis de destaque, a produção reúne Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”), Mia Wasikowska (“Alice no País das Maravilhas”), Bill Skarsgard (“It: A Coisa”), Jason Clarke (“Exterminador do Futuro: Gênesis”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”) e Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”). E para completar o time de astros, o produtor é Jake Gyllenhaal (também de “Homem-Aranha: Longe de Casa”). O diretor é um capítulo a parte. Nascido e criado em Nova York, Antonio Campos nunca viveu no Brasil, mas o nome denuncia sua origem. Ele é filho do jornalista Lucas Mendes (do programa “Manhattan Connection”) e da produtora indie americana Rose Ganguzza (“Margin Call”, “Versos de um Crime”), e vem se destacando com filmes bem avaliados no circuito de festivais desde sua estreia, “Buy It Now” (2005), premiada no Festival de Cannes. Ele também dirigiu “Depois da Escola” (2008), “Simon Assassino” (2012) e “Christine” (2016), sempre gerando comentários positivos, além de ter assinado episódios da série “The Sinner”. A lista de estreias digitais ainda contempla “Três Verões”, de Sandra Kogut (“Campo Grande”), que reflete o Brasil da Lava Jato e voltou a consagrar a atriz Regina Casé em premiações nacionais e internacionais. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais, lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (se quiser uma opção, há o festival de Krzysztof Kieslowski) nem produções trash, que em outros tempos sairiam diretamente em DVD – como “Jogo Assassino”, pior filme da carreira de Henry Cavill (o Superman) e maior equívoco a ser evitado nas locações online do fim de semana. O Diabo de Cada Dia | EUA | 2020 Adaptação do livro de Donald Ray Pollock (lançado no Brasil com o título “O Mal Nosso de Cada Dia”), o suspense da Netflix materializa uma trama sombria, repleta de pecado, mortes, vingança e um elenco matador. Tom Holland (o Homem-Aranha) vive o personagem central, Arvin Russell, um garoto problemático que percebe que precisa lidar com as pessoas sinistras de sua cidadezinha para tentar salvar quem mais ama. Em sua missão, ele entra em rota de colisão com vários moradores locais, entre eles um pastor com crise de fé, vivido por Robert Pattinson (o Batman). Com 65% no Rotten Tomatoes, o filme foi considerado pesado demais por alguns críticos, mas difícil de ignorar. Disponível na Netflix Três Verões | Brasil | 2019 O filme de Sandra Kogut (“Campo Grande”) retrata o Brasil contemporâneo por meio do olhar de Madá (Regina Casé), caseira de um condomínio de luxo à beira-mar. Sob seu ponto de vista, a trama mostra o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos recentes que abalaram o país, passando-se ao longo de três verões consecutivos (2015, 2016 e 2017) na luxuosa casa de veraneio comprada com dinheiro ilícito. O filme pergunta o que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida destes desmorona, ao mesmo tempo em que registra as mudanças dos últimos anos no Brasil, ilustrada por meio da prisão do patrão (Otávio Müller, de “Segunda Chamada”) por corrupção. Consagrado no exterior, o longa fez sua estreia mundial no Festival de Toronto, no Canadá, foi premiado no Festival de Havana, em Cuba, e rendeu troféus de Melhor Atriz para Regina Casé nos festivais do Rio e de Antalya, na Turquia. Disponível na Google Play, Looke, Now, Vivo Play e YouTube Filmes Volume Morto | Brasil | 2020 Escrito e dirigido por Kauê Telloli (diretor de “Eu Nunca”, mas mais conhecido como ator de “O Negócio”), “Volume Morto” é um suspense de encenação teatral que acabou rendendo polêmica no último Festival de Brasília. A trama se passa numa escola e aborda a história de um menino que não fala nas aulas e, por isso, é apelidado de Volume Morto. Quando seus pais são convocados a conversar com a professora da criança, algumas histórias vêm à tona. A pouca variedade de ambientes e a ausência do personagem central (o menino) contribuem para o tom teatral, que também reflete a falta de recursos – o longa foi rodado em apenas 9 dias – , mas o resultado é bastante profissional. Sua polêmica se deve a um suposto menosprezo do abuso infantil e da violência contra mulheres insinuado em sua trama. O destaque fica por conta do elenco, com Fernanda Vasconcellos (“3%”), Júlia Rabello (“Ninguém Tá Olhando”) e Daniel Infantini (“Toda Forma de Amor”). Disponível na Apple TV/iTunes, Looke e Vivo Play Beleza Eterna | Reino Unido | 2020 Escrita e dirigida pelo ator galês Craig Roberts (“Red Oaks”), a comédia britânica conta, com humor negro, uma história de amor incomum entre uma mulher esquizofrênica (interpretada por Sally Hawkins, indicada ao Oscar por “A Forma da Água”) e um músico fracassado (David Thewlis, de “Mulher-Maravilha”). A estreia nacional acontece duas semanas antes do lançamento nos EUA e no Reino Unido. Disponível na Apple TV/iTunes, Looke, Now e YouTube Filmes A Espiã | Noruega | 2019 Ingrid Bolsø Berdal (de “Westworld”) vive Sonja Wigert, uma diva e estrela do cinema sueco que, durante a 2ª Guerra Mundial, vira agente dupla, espionando tanto para os suecos quanto para os nazistas. A história é real e suas muitas reviravoltas são filmadas com apuro fotográfico, figurino requintado e recriação de época impecável pelo diretor Jens Jonsson (da série “O Jovem Wallander”). Disponível na Apple TV/iTunes, Looke, NOW e Vivo Play Get Duked! | Reino Unido | 2019 A estreia do diretor de clipes Ninian Doff é uma comédia de humor negro em que quatro adolescentes ineptos são perseguidos por psicopatas armados e mascarados nas Highlands escocesas. Com uma trilha repleta de hip-hop, o filme foi premiado pelo público no Festival SXSW do ano passado e tem 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Amazon Prime Video Filhos da Tempestade | África do Sul | 2019 Filme mais premiado da África do Sul no ano passado, acompanha dois pequenos órfãos que se veem sozinhos a caminho dos campos de ouro virgem no século 19, durante uma tempestade brutal. Apesar de estrelado por um casal de crianças, não se trata de um filme infantil e leve, mas uma jornada de sobrevivência e de sacrifício, especialmente da menina mais velha, que pode causar aflições. A trama é baseada no best-seller “The Story of Racheltjie De Beer”, de Brett Michael Innes, que co-escreveu a adaptação com o diretor Matthys Boshoff. Disponível na Apple TV/iTunes e Cinema Virtual Vidas Duplas | França | 2018 A comédia de Olivier Assayas (premiado em Cannes por “Personal Shopper”) reúne um grande elenco, encabeçado por Guillaume Canet (“Rock’n Roll: Por Trás da Fama”) e Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), em debates acalorados sobre vários temas, mas principalmente o mercado editorial, em que trabalham os personagens. Após questionar a comercialização do cinema no premiado “Acima das Nuvens”, o diretor se debruça sobre o futuro dos livros na era da internet. E neste debate, há espaço tanto para Adorno quanto para Taylor Swift, além de muito sexo – todos os personagens têm amantes. Disponível na Apple TV/iTunes, Looke, Now e YouTube Filmes A Livraria | Espanha, Reino Unido | 2017 Apesar de dirigido pela cineasta catalã Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”) e premiado com o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Filme, Direção e Roteiro de 2017, este drama não poderia ser mais inglês. Adaptação do romance de Penelope Fitzgerald, a trama se passa numa pequena cidade litorânea inglesa em 1959, onde vigoram a ignorância, a inveja e a falsa moral. Que é o que a personagem Florence Green (Emily Mortimer) vai sentir na pele, quando resolve encarar o seu grande sonho de montar uma livraria numa casa muito antiga da família, que lhe restou como herança. Com espírito empreendedor, misturado a uma tenacidade e a uma alma sonhadora, ela tem sucesso contra tudo e todas as previsões, o que atrai hostilidade e a sordidez dos que se dizem pessoas de bem. Por sorte, ela também encontra amantes da boa literatura, para quem vira uma espécie de fada madrinha. O tom de fábula é reforçado por sua luta contra a bruxa local: a sra. Gamart (Patricia Clarkson), que personifica a mediocridade da visão de mundo conservadora. Disponível na Apple TV/iTunes, Now, Vivo Play e YouTube Filmes Amuleto | Reino Unido | 2020 Um ex-soldado sem-teto é hospedado por uma freira em uma casa decadente, habitada por uma jovem e sua mãe moribunda. Enquanto se envolve com a jovem, ele não pode ignorar sua suspeita de que algo de estranho ronda a casa. E que a mãe trancada no quarto é mais perigosa do que lhe contaram. O terror britânico marca a estreia da atriz Romola Garai (“Desejo e Reparação”) na direção e traz em seu elenco a veterana Imelda Staunton (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”) e a jovem alemã Carla Juri (“Blade Runner 2049”). Disponível na Apple TV/iTunes, Looke e Google Play Céu em Chamas | China | 2020 Filme de catástrofe chinês dirigido pelo inglês Simon West (“Os Mercenários 2”), “Céu em Chamas” acompanha a erupção de um vulcão numa ilha paradisíaca repleta de turistas. O elenco reúne Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”) e um elenco chinês encabeçado por Wang Xueqi (“Homem de Ferro 3”) e Hannah Quinlivan (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”). Disponível na Apple TV/iTunes, Looke e Vivo Play Blitz | Brasil | 2020 A violência policial é retratada de forma artística – isto é, com abstrações, muita conversa e closes na natureza – no primeiro longa dirigido pelo curtametragista e sonoplasta Rene Brasil. Na trama, um PM é acusado de ter matado um menino durante uma ação policial. Disponível na Looke e Vivo Play O Fio da Meada | Brasil | 2020 O documentário do premiado cineasta Silvio Tendler (“Jango”, “Os Anos JK”) discute as conexões entre a crise ecológica contemporânea, o modelo econômico, as desigualdades sociais e as diversas formas de injustiça ambiental geradas pela exploração das pessoas e do meio ambiente. Disponível na Looke e Vivo Play
Estreias online: Ratched e mais 10 séries para maratonar no fim de semana
A Netflix lança nada menos que oito séries nesta semana, juntando na lista produções que adquiriu de outros canais, mas essa grande variedade de conteúdo chega basicamente sem divulgação. A plataforma só se preocupou em chamar atenção para um par de atrações. A mais badalada é “Ratched”, produção de Ryan Murphy estrelada por Sarah Paulson. Os dois são parceiros em vários projetos e “Ratched” lembra, inclusive, um deles: “American Horror Story”. A trama serve de prólogo para “Um Estranho no Ninho”, originalmente um livro de Ken Kesey publicado em 1962, mas mais lembrado por sua famosa adaptação cinematográfica de 1975, vencedora de cinco Oscars: Melhor Filme, Diretor (Milos Forman), Roteiro Adaptado, Ator (Jack Nicholson) e Atriz Coadjuvante (Louise Fletcher, justamente no papel de Mildred Ratched). O público-alvo da plataforma não deve nem saber do que se trata, mas fica a dica de assinar o serviço rival, Amazon Prime Video, para conhecer – a Netflix não disponibiliza o filme no Brasil. “Ratched” é a terceira série lançada por Murphy na plataforma após assinar um contrato milionário de exclusividade. E mantém o padrão de mediocridade – “The Politician” está com 48% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Hollywood” ficou com 57% e “Ratched” estreou com 61% (mas apenas 43% entre os críticos top). Há séries bem melhores, “escondidas” na própria Netflix e também na Globoplay nesta semana – como a animação adulta “Sem Maturidade para Isso” e a 2ª temporada da trepidante “A Divisão”. A programação de lançamentos pode ser conferida com trailers e maiores informações logo abaixo. Ratched | EUA | 1ª temporada A nova produção de Ryan Murphy (“American Horror Story”) conta a origem de uma personagem do filme “Um Estranho no Ninho” (1971). Com clima de “American Horror Story: Asylum”, a série retrata os terrores de um hospício controlado pela enfermeira psicopata Mildred Ratched, vivida por Sarah Paulson (“Bird Box”), responsável por uma escalada de crimes cometidos impunemente no sistema público de saúde mental ao longo de décadas. No cinema, o papel rendeu um Oscar para Louise Fletcher. Além de Sara Paulson, a atração conta com um grande elenco, que destaca Sharon Stone (“Instinto Selvagem”), Cynthia Nixon (“Sex and the City”), Judy Davis (“Feud”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Sophie Okonedo (“Hotel Ruanda”), Amanda Plummer (“Pulp Fiction”), Rosanna Arquette (“Ray Donovan”), Vincent D’Onofrio (“Demolidor”) e Finn Wittrock (“American Horror Story”). Disponível na Netflix Sem Maturidade para Isso | EUA | 1ª temporada A nova criação de J.G. Quintel, autor de “Apenas um Show” (Regular Show), uma das séries de maior sucesso do Cartoon Network, acompanha um casal que precisa lidar com a difícil experiência de viver como adultos, enquanto passam por mudanças de perspectivas de seus 20 aos 30 anos de idade. Chamada “Close Enough” em inglês, a animação atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Pena que a Netflix não tenha alardeado o lançamento para seus assinantes. É que a produção foi feita originalmente para a HBO Max e apenas distribuída pela Netflix no mercado internacional. Por sinal, a 2ª temporada já foi encomendada. Disponível na Netflix A Divisão | Brasil | 2ª temporada A elogiada série policial que retrata a Divisão Antissequestro do Rio na década de 1990 avança sua trama para mostrar o envolvimento dos policiais com a política, enquanto uma investigadora da corregedoria (Branca Messina) chega para desencavar o passado complicado dos ditos heróis do combate ao crime, vividos por Silvio Guindane (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”). Também lançada como filme, “A Divisão” foi criada e produzida por José Júnior, um dos fundadores da ONG AfroReggae, e tem episódios dirigidos pelo cineasta Vicente Amorim (“Motorrad”) – responsável pela versão cinematográfica do projeto. Disponível na Globoplay Criminal | Reino Unido | 2ª temporada A série policial britânica de Jim Field Smith e George Kay (“Stag”) se passa no cenário restrito de uma sala de interrogatórios e investiga quatro novos suspeitos em seu segundo ano de produção, interpretados por Kit Harington (“Game of Thrones”), Kunal Nayyar (“The Big Bang Theory”), Sharon Horgan (“Catastrophe”) e Sophie Okonedo (“Hotel Ruanda”). Cada um deles é interrogado por policiais céticos, enquanto contam suas versões para os crimes que podem ou não ter cometido. Disponível na Netflix Sem Saída | Nova Zelândia | 3 temporadas Odiou que a Netflix cancelou “The Society” e deixou o mistério da série sem fim? A série neo-zelandesa “Sem Saída” tem praticamente a mesma premissa, ao acompanhar adolescentes que se vêem subitamente sozinhos diante do desaparecimento sem explicações de todos os adultos. Até esta semana inédita no Brasil, “Cul-de-Sac” (o título original) chega com suas três temporadas completas, produzidas entre 2016 e 2018, e com um jovem elenco de “revelações”, que inclui a protagonista Greta Gregory e um certo KJ Apa, antes de pintar o cabelo de vermelho e virar Archie Andrews em “Riverdale”. Vale avisar que a série toma um rumo sci-fi radical ao tentar dar respostas em seu final. Disponível na Globoplay Baby | Itália | 3ª temporada Os primeiros episódios renderam polêmica na Itália, por retratarem sexo de menores. Mas a trama é supostamente “baseada em uma história real”. Na verdade, um escândalo que ocupou muitas páginas da imprensa do país, conhecido como o caso de Baby Squillo. Em 2013, foi revelado que o ex-policial Mauro Floriani, marido de Alessandra Mussolini, a neta do ex-ditador fascista Benito Mussoloni, comandava um esquema de prostituição com garotas entre 14 e 16 anos. Contratadas para entreter clientes importantes durante festas, elas ganhavam milhares de euros para comprar roupas de grifes famosas e celulares de última geração. A série ficcionaliza a história, acompanhando duas garotas que alternam seu cotidiano entre os dias na escola e as noites nas baladas. Até que suas atividades deixam de ser um segredo. Nos últimos episódios, as protagonistas Chiara (Benedetta Porcaroli) e Ludovica (Alice Pagani) tem que arcar com as consequências de suas ações. Disponível na Netflix Nas Montanhas da Coruja | Polônia | Parte 2 A série polonesa (Znaki, no original), originalmente produzido para o canal AXN em 2018, acompanha duas investigações paralelas, que envolvem um crime atual e uma conspiração nazista da 2ª Guerra Mundial. Tudo se passa numa cidadezinha que tem sua tranquilidade interrompida por um assassinato chocante, mas que guarda muitas semelhanças com um caso antigo nunca resolvido. Cabe ao comissário Trela (interpretado por Andrzej Konopka) desvendar os segredos obscuros que a cidade guarda. A segunda parte ainda apresenta um novo mistério, por meio de um casal que desaparece sem deixar pistas na região. Disponível na Netflix A Penúltima Palavra | Alemanha | 1ª temporada A comédia alemã encontra humor em lugares improváveis, como na dor do luto e da perda. Quando seu marido morre repentinamente após 25 anos de casamento, a protagonista da atração (Anke Engelke, de “Deutschland 86”) se vê enterrada em dívidas, mas o funeral triste lhe dá uma ideia inesperada. Para o espanto dos filhos, ela acaba encontrando uma vocação e uma nova forma de pagar as contas, virando oradora de velórios. Uma curiosidade da produção é que a premissa foi concebida por Thorsten Merten (“Donbass”), ator que interpreta um agente funerário na série. Disponível na Netflix Grey’s Anatomy | EUA | 16 temporadas A série médica mais duradoura da TV americana desembarca simultaneamente na Globoplay e na Amazon, “furando” a exclusividade da Netflix, que até a 15ª temporada exibia sozinha a criação de Shonda Rhimes em streaming. Para se ter ideia de como a série é antiga, ela foi lançada seis meses após as estreias de “Lost” e “Desperate Housewives” na rede ABC. Para se diferenciar do grande sucesso da época, “Plantão Médico” (ER), Rhimes retratou seus médicos atraentes lidando com o estresse do trabalho com romances durante os plantões, e assim transformou “Grey’s” numa comédia romântica, repleta de namoros, noivados, casamentos e separações. Com o passar do tempo, os personagens originais evoluíram de residentes iniciantes a donos de hospital e a trama se tornou mais dramática, com diversas mortes. Mas o elenco acabou cansando – a lista de baixas inclui Katherine Heigl, Sandra Oh, Patrick Dempsey, Justin Chambers, Chyler Leigh, Eric Dane e muitos outros. Dos residentes que adentraram no Seattle Grace em 2005, somente Ellen Pompeo, intérprete de Meredith Grey (personagem que batiza a produção), segue na trama, junto do antigo chefe do hospital (James Pickens Jr.) e a principal atendente (Chandra Wilson). Todos os demais personagens entraram em temporadas mais recentes. As duas plataformas vão disponibilizar as 16 temporadas produzidas até o momento, mas enquanto a Amazon lança o lote de uma vez, a Globoplay vai seguir um calendário semanal, começando neste fim de semana com a 1ª e a 16ª temporadas. O mais curioso é que a Netflix não perdeu a atração e também vai lançar a 16ª temporada neste fim de semana. Disponível na Amazon, Globoplay e Netflix Jurassic World: Acampamento Jurássico | EUA | 1ª temporada Você levaria seus filhos para um parque de diversões em que há seguidas tragédias com vítimas fatais e ameaças constantes de segurança? Os pais dos personagens mirins de Jurassic Park/World responderiam “claro que sim” à esta questão. Não importa quantas vezes as criaturas fujam, causem caos, morte e destruição, sempre é possível ver crianças lotando o parque jurássico da franquia. A nova animação não é exceção. Previsivelmente, as crianças que viajam ao parque não demoram a ser perseguidas por dinossauros furiosos, repetindo a premissa de “Jurassic World”. Desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”), a animação conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). Disponível na Netflix Jack Whitehall: Travels with My Father | Reino Unido | 4ª temporada Em uma tentativa de estreitar os laços familiares, o humorista inglês Jack Whitehall roda o mundo com o pai careta, Michael, por lugares inusitados e descolados. O quarto ano da produção acompanha a dupla numa viagem pela Austrália – com uma equipe completa de documentaristas a tiracolo para registrar cada momento constrangedor. Disponível na Netflix
Industry: Série da HBO sobre o mercado financeiro ganha primeiro trailer legendado
A HBO divulgou seis fotos e o primeiro trailer legendado de “Industry”, série sobre os bastidores do mercado financeiro. A prévia tem muita tensão, computadores, pílulas e vômitos, indo da celebração dos grandes negócios à depressão pelo mau desempenho e receio de desemprego. Além disso, o vídeo dá destaque para uma jovem afro-americana idealista (Myha’la Herrold), que acredita que ao seguir carreira nesse setor será julgada apenas por seus méritos e capacidade de atingir bons resultados. Ela é uma das personagens de 20 e poucos anos que tentam se estabelecer nesse mercado, onde fortunas são feitas da noite para o dia, e onde as poucas vagas são disputadas por uma geração obcecada por sucesso. Sob pressão, eles disputam espaço em um dos maiores estabelecimentos financeiros de Londres, num trabalho marcado por uma cultura de sexo, drogas e conflitos de ego. Criada pelos roteiristas Mickey Down e Konrad Kay (“Hoff the Record”), com produção e direção de Lena Dunham (criadora de “Girls”), “Industry” é gravada no Reino Unido e conta com um grande elenco, formado por Myha’la Herrold (“Modern Love”), Marisa Abela (“Cobra”), Harry Lawtey (“Carta ao Rei”), Priyanga Burford (“Avenue 5”), David Jonsson (“Deep State”), Nabhaan Rizwan (“1917”), Conor MacNeill (“A Batalha das Correntes”), Freya Mavor (“The ABC Murders”), Will Tudor (“Humans”) e Ken Leung (“Inumanos”).
Temporada final de The 100 estreia no Brasil
O canal pago Warner exibe nesta quinta (17/9), a partir das 23h55, a estreia da 7ª e última temporada da “The 100”. Repleta de reviravoltas, a derradeira fase da série acompanha os últimos sobreviventes da humanidade em novas lutas contra inimigos em diferentes mundos, e inclui até a descoberta de que a Terra não foi completamente destruída como se imaginava. Enfrentando novos e velhos inimigos, traições e a chegada de aliados inéditos, Clarke (Eliza Taylor) continua a lutar para manter seus amigos vivos, nem que tenha que matar mais alguns deles para isso. Entre as novidades, destacam-se a estreia de Shelby Flannery como Hope, filha adolescente de Dyosa, que se torna uma aliada importante dos protagonistas, e a transformação visual de Echo, papel da canadense-brasileira Tasya Teles na série. O primeiro capítulo da temporada é intitulado “From the Ashes” (das cinzas) e, não por coincidência, a série vai acabar com 100 episódios produzidos ao todo. Nos EUA, a exibição começou em maio, mas com muitas interrupções para a pós-produção ser retomada durante a pandemia. Atualmente, restam apenas dois episódios até o final, previsto para ir ao ar em 30 de setembro. Veja abaixo o trailer americano da temporada.
Rock Horror Film Festival exibe 57 filmes de 21 países
O Rock Horror Film Festival estreia nesta quinta (17/9) sua terceira edição – e a primeira online – com 57 filmes de 21 países. O evento, que acontece até 27 de setembro, foi organizado em 12 sessões diárias de 2 horas, mas também inclui encontros de cinema, mesas redondas e lives (shows) de rock com bandas latinas. A edição chama atenção pela forte presença feminina. São 13 diretoras no comando de várias produções, além de um recorde de protagonistas femininas. Entre as curiosidades da programação estão os longas “Celebrity Crush”, dirigido e estrelado por Oliver Robins, que foi um dos atores mirins de “Poltergeist”, nos anos 1980, e o brasileiro “Possessões” dirigido por Tiago Santiago (o autor da novela “Os Mutantes”), que traz Marcelo Serrado, Fernanda Nobre, Antônio Pitanga e Marcos Pitombo em seu elenco. A lista também inclui vários curtas, como “Mamãe Tem um Demônio”, de Demerson Souza, produção da Universidade Anhembi Morumbi que ilustra este post. Ao contrário de outros festivais digitais, como o gratuito Cinefantasy (para ficar no gênero), as sessões são pagas. E em euro, uma vez que a plataforma de streaming em que o evento está hospedado é espanhola. Elas custam 2,50 euros, com diferentes opções de pagamento. As lives de rock, por outro lado, são gratuitas e ainda contarão com um esquenta antes do shows com entrevistas com os artistas. Maiores informações e links para os filmes e demais eventos do festival podem ser encontrados no site oficial https://www.rockhorrorfilmfestival.com/. Veja abaixo 12 teasers da programação.
Marvel homenageia Chadwick Boseman em seus quadrinhos
A editora Marvel decidiu homenagear Chadwick Boseman, a estrela de “Pantera Negra”, em seus quadrinhos. Para isso, personalizou o cabeçalho das publicações que serão lançados na próxima semana com uma mensagem póstuma: “Descanse no Poder – Chadwick Boseman – 1976-2020”. Além da mensagem, as capas apresentarão dois logotipos do Pantera Negra. Após a morte de Stan Lee, em 2018, a editora fez uma homenagem parecida, que durou o período de um mês. No caso do ator, não foi revelado quanto tempo ela durará. O ator morreu no dia 28 de agosto após uma longa batalha contra um câncer de colón, que ele mantinha em segredo apesar de ter sido diagnosticado em 2016. No mesmo ano, ele fez sua estreia no Universo Marvel, no filme “Capitão América: Guerra Civil”. Diante do sucesso de “Pantera Negra” em 2018, Boseman fazia planos para iniciar a preparação para o segundo filme da franquia, mas após sua morte a Marvel ainda não se manifestou sobre a continuação, que voltaria a ser escrita e dirigida por Ryan Coogler.
Estrela de Orphan Black pode virar a Mulher-Hulk da Marvel
A Marvel estaria prestes a surpreender os fãs ao anunciar a intérprete da Mulher-Hulk em sua nova série da plataforma Disney+ (Disney Plus). Segundo o site The Hollywood Reporter, o estúdio negocia o papel com a canadense Tatiana Maslany, atriz vencedora do Emmy por viver vários clones na cultuada série “Orphan Black” (2013–2017). A série da Mulher-Hulk (She-Hulk, em inglês) vai acompanhar a advogada Jennifer Walters, advogada e prima de Bruce Banner (o Hulk), que nos quadrinhos se transforma numa versão feminina do herói ao receber uma transfusão de sangue de seu parente mais famoso. Ela foi a última personagem importante da Marvel criada por Stan Lee, em 1980, e se tornou membro dos Vingadores como o primo. Mas diferente de Banner, Jennifer prefere ser a Mulher-Hulk em tempo integral, porque mantém sua inteligência durante a transformação. A escolha surpreende porque Maslany é magra e pequena, o oposto da personagem de grande altura e extremamente musculosa dos quadrinhos. Isto significa que a atriz vai aparecer transformada por efeitos visuais, como Mark Ruffalo ao virar o Hulk nos filmes dos Vingadores. Por sinal, Ruffalo já revelou estar negociando aparecer na série. A série está sendo desenvolvida por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”, e contará com direção de Kat Coiro, conhecida por trabalhar em comédias televisivas como “Modern Family”, “Disque Amiga Para Matar” (Dead To Me), “It’s Always Sunny in Philadelphia” e “The Mick”.












