Luca Guadagnino negocia dirigir minissérie baseada em Retorno a Brideshead
A BBC está negociando com Luca Guadagnino para que o cineasta de “Me Chame por Seu Nome” dirija sua segunda minissérie. A rede pública britânica quer que o italiano, recém-saído dos oitos episódios de “We Are Who We Are” na HBO, assuma a frente de uma nova adaptação do clássico romance “Brideshead Revisited”. Segundo o site Deadline, a negociação já se estende por dois anos, mas finalmente o acordo estaria prestes a ser concluído, devido às incertezas do mercado para projetos de cinema durante a pandemia. A produtora Mammoth está a frente do projeto e contatos com o elenco também estão em andamento. O jornal britânico Daily Mail citou alguns nomes envolvidos. São astros de Hollywood, como Ralph Fiennes, Cate Blanchett, Andrew Garfield, Rooney Mara e Joe Alwyn. A Mammoth também negocia parcerias com canais americanos – a HBO é favorita – para materializar o grande orçamento necessário para juntar estes astros e o cineasta renomado na adaptação da obra de Evelyn Waugh. Apesar de já ter sido transformado em minissérie anteriormente, o romance de 1945 só ganhou adaptação da BBC para o cinema. A versão televisiva foi produzida pela ITV em 1981, com Jeremy Irons num desempenho memorável como o protagonista Charles Ryder. A atração de 11 episódios ganhou exibição no Brasil com o título de “Memórias de Brideshead”. Já a versão em longa-metragem foi produzida pela BBC Films em 2008, com Matthew Goode, Ben Whishaw, Hailey Atwell e Emma Thompson, e com o título nacional de “Brideshead: Desejo e Poder”. Por sinal, é interessante reparar que os dois intérpretes de Ryder, Matthew Goode e Jeremy Irons, também compartilharam outro papel na carreira, como Ozymandias/Adrian Veidt em “Watchmen” – respectivamente, no filme de 2009 e na série de 2019. A nova versão traria Andrew Garfield (o Homem-Aranha de “O Espetacular Homem-Aranha”) no papel. “Brideshead Revisited” narra a história de Ryder e sua amizade com uma família aristocrática, os Flytes, que vivem no campo, no palaciano Castelo de Brideshead. Ryder viaja a Brideshead a convite de Sebastian Flyte, seu melhor amigo na Universidade de Oxford, e logo ao chegar se encanta com a irmã do rapaz, Julia Flyte. A relação se torna um triângulo ao longo de uma trama que explora temas de nostalgia aristocrática, catolicismo e homossexualidade. Veja abaixo os trailers das adaptações anteriores, que, apesar de terem o mesmo nome em inglês, chegaram ao Brasil com títulos diferentes até do lançamento literário, disponível nas livrarias brasileiras como “Retorno a Brideshead”.
Warner emite comunicado oficial sobre afastamento de Johnny Depp de Animais Fantásticos 3
Ficou claro que Johnny Depp teria problemas ao perder seu julgamento por difamação em Londres, quando uma sentença judicial deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas ninguém esperava que isso aconteceria tão rápido. Na sexta (6/11), a Warner Bros. afastou o astro de “Animais Fantásticos 3”, afirmando que seu papel como Gellert Grindelwald seria reformulado. Embora a notícia tenha chegado primariamente por meio de uma declaração escrita pelo próprio ator e publicada em seu Instagram, a Warner Bros. emitiu sua própria declaração concisa sobre o assunto. Leia abaixo: “Johnny Depp partirá da franquia ‘Animais Fantásticos’. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. ‘Animais Fantásticos 3’ está atualmente em produção, e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.” A declaração do estúdio e a afirmação do ator de que recebeu o pedido “para renunciar” ao papel de Grindelwald, e que ele respeitou e concordou com as razões, parecem orquestradas para causar a mínima polêmica possível, mas provavelmente a realidade de bastidores tenha sido bem diferente, com a colisão de egos gigantescos e prováveis discussões em tom agitado, diante do fato de que Depp tinha apenas duas escolhas a fazer: demitir-se ou recusar e ser demitido. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. Vale lembrar que tudo isso podia ser evitado, mas Rowling bancou a escalação de Depp mesmo depois de evidências apontarem para violência física contra Amber Heard durante o processo de divórcio do casal. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” Ela concluiu dizendo: “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” A Warner também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”, e o mundo está atento aos boatos de que sua personagem seria cortada ou teria menor participação na sequência do filme do super-herói. Isto representaria o mesmo tipo de “justiça de estúdio” (leia-se machismo) que levou Kristen Stewart a ser eliminada da sequência de “Branca de Neve e o Caçador”, apesar de ser a protagonista do filme original – para quem não lembra, ela foi flagrada em fotos comprometedoras com o diretor daquele filme, que era casado. A briga entre Depp e Heard ainda está longe de acabar. Com a saída de “Animais Fantásticos”, o ator perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu contra a ex-esposa. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, ele enfrentará mais um processo, desta vez na condição de réu, após a atriz contra-atacá-lo com um pedido de US$ 100 milhões na Justiça, por mover uma campanha de difamação que estaria trazendo prejuízos a sua imagem e carreira.
Thriller de vingança de Kevin Costner lidera bilheterias na América do Norte
Não é comum que um estúdio de lançamentos limitados, mesmo um pseudo-indie como o Focus, que na verdade pertence à NBCUniversal, lidere as bilheterias de fim de semana da América do Norte por duas semanas consecutivas. Mas esses não são tempos comuns e foi exatamente o que aconteceu, após a Focus Features conquistar o 1º lugar na semana passada com o terror “Come Play” e novamente assumir o topo neste domingo (8/11) com o thriller de vingança “Deixe-o Partir” (Let Him Go), estrelado por Kevin Costner e Diane Lane (os pais de Superman em “O Homem de Aço”). Espécie de “Rambo: Até o Fim” (2019) mais refinado, “Deixe-o Partir” agradou público e crítica. Atingiu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes e faturou US$ 4,1 milhões em seu fim de semana de estreia, em 2,4 mil salas. O mais interessante é que, segundo pesquisas de mercado, a maior parte de sua bilheteria vem de espectadores mais velhos (66% acima dos 35), uma demografia que têm sido vista como relutante para voltar ao cinema. “Há cinéfilos que querem voltar aos cinemas. Se você não oferecer um filme a eles, se não der às pessoas a oportunidade de ver um filme, você nunca saberá se eles voltarão ou não”, disse a chefe de distribuição da Focus, Lisa Bunnell, ao site Deadline. Apesar desse discurso, não foram somente cinemas convencionais dos EUA que lotaram para ver o longa. O maior faturamento da produção foi registrado no Five Drive-In em Toronto, um cine drive-in canadense, que sozinho rendeu US$ 12,6 mil para a produção. Outra curiosidade da estreia é que, graças ao medo de Hollywood de queimar seus grandes lançamentos durante a pandemia, “Let Him Go” se tornou o primeiro líder de bilheteria protagonizado por Kevin Costner neste século – ou, mais especificamente, desde “Uma Carta de Amor”, em 1999. Ao contrário dos lançamentos indies tradicionais, a Focus, com o dinheiro da NBCUniversal, divulgou maciçamente a produção em comerciais de TV, iniciando sua campanha em 23 de agosto, durante o final da temporada de “Yellowstone”, série estrelada por Costner, e amplificando sua presença nos últimos dias, ocupando o espaço publicitário da CNN em plena apuração das eleições presidenciais – quando o canal registrou recorde de audiência nos EUA. O estúdio fez dobradinha no topo do ranking, já que “Come Play” ficou em 2º lugar, rendendo US$ 1,7 milhão em seu segundo fim de semana, após aumentar em 30 o número de salas de sua exibição – para atingir 2.213 telas, ao todo. Veja abaixo o trailer de “Let Him Go”, que não tem previsão de lançamento no Brasil.
Diretor francês é demitido de filmagem após denúncia de abuso
O diretor francês David Moreau (“A Visão do Mal”) foi acusado de agressão sexual por um membro da equipe de seu novo filme, “King”, que terminou as filmagens em 9 de outubro. A mulher que fez a acusação não teve seu nome divulgado, mas a produtora Didar Domehri (“Elefante Branco”) confirmou os fatos nesta semana para o jornal Le Parisien. Assim que ela soube da acusação, tomou uma medida drástica, raramente vista no meio cinematográfico, demitindo o diretor. A reta final de filmagens foi comandada pelo diretor de fotografia Antoine Sanier. “Busquei ouvir todos para tentar entender a situação. Era importante que todos fossem ouvidos. Para preservar a [paz] na filmagem, decidimos agir rápido, respeitando a presunção de inocência”, disse a produtora ao Le Parisien. Uma investigação preliminar sobre a acusação já foi iniciada pelos promotores de Montpellier, no sul da França, onde a agressão sexual teria acontecido entre os dias 12 e 13 de setembro, durante as horas de folga da produção. A vítima do alegado abuso decidiu abandonar a produção na data em que revelou a agressão, enquanto Moreau foi afastado na semana seguinte. Um membro da equipe de filmagens disse ao Le Parisien que a produtora “reagiu com muita coragem, pois não fez vista grossa ao incidente e ouviu a todos”. E acrescentou: “Há cinco anos, David Moreau não teria sido descartado… ” Moreau ficou conhecido por dirigir filmes de terror, como “A Visão do Mal” (2008), remake do terror asiático “The Eye: A Herança” estrelado por Jessica Alba, e “Eles” (2006). Seus filmes mais recentes vinham buscando um público mais jovem, como a comédia romântica “20 Anos + Jovem” (2013) e a fantasia juvenil “Seuls” (2017). “King” seria seu filme de maior orçamento, uma produção infantil da Pathé de 15 milhões de euros sobre uma menina que resgata um filhote de leão de traficantes de animais e decide levá-lo de volta à África. O elenco inclui Gérard Darmon (“Asterix e Obelix: Missão Cleópatra”), Thibault de Montalembert (“O Rei”) e Eye Haïdara (“Assim é a Vida”). O roteiro foi co-escrito pelo próprio David Moreau, mas ele também foi afastado da pós-produção. Todas essas decisões foram tomadas em consulta com os co-produtores do filme, e em particular com a Pathé. A indústria cinematográfica francesa demorou a abraçar o movimento #MeToo e só começou a levar alegações de abuso a sério há cerca de um ano, após denúncias feitas por Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), uma das atrizes mais respeitadas do país, que acusou o diretor Christophe Ruggia de tê-la assediado sexualmente em sua estreia, “Les Diables”, quando ela tinha 12 anos. Recentemente, todas as filmagens na França são obrigadas a incluir um conselheiro no local para prevenir a má conduta sexual. O Centro Nacional de Cinema (CNC) da França também lançou no mês passado um workshop para produtores que trabalham nas indústrias de cinema, TV e videogame para combater o assédio sexual. No futuro, os produtores precisarão ter concluído o workshop e cumprido outros requisitos, como a nomeação de um conselheiro no set de filmagens, para terem direito aos subsídios do CNC.
Diretor de Rebecca, da Netflix, filmou terror em segredo
O cineasta britânico Ben Wheatley, que acaba de lançar o remake de “Rebecca, a Mulher Inesquecível” na Netflix, filmou um terror em segredo, enquanto dava os toques finais na produção de streaming. Chamado de “In The Earth”, o filme foi rodado sem grandes astros, em locações afastadas e durante o auge da pandemia, com financiamento do estúdio indie Neon, que pretende lançá-lo nos EUA em 2021. O estúdio também divulgou a primeira foto da produção, que pode ser vista acima. A trama se passa durante a busca para a cura de um vírus apocalíptico, e acompanha um cientista e seu guia que se aventuram nas profundezas de uma floresta para um teste de rotina. Durante a noite, sua jornada se torna uma viagem terrível através do coração das trevas, conforme a floresta ganha vida ao redor deles. O elenco inclui Joel Fry (“Yesterday”), Ellora Torchia (“Midsommar”), Hayley Squires (“Eu, Daniel Blake”) e Reece Shearsmith (“No Topo do Poder”).
Pai em Dobro: Veja as fotos do filme de Maisa para a Netflix
A Netflix divulgou as primeiras fotos oficiais de “Pai em Dobro”, primeiro filme estrelado por Maisa Silva na plataforma de streaming. Anteriormente chamado de “Um Pai no Meio do Caminho”, o longa tem roteiro de Thalita Rebouças e traz Maisa como Vicenza, uma jovem criada em uma comunidade hippie em meio a natureza. Segundo a sinopse, a única coisa que não está em harmonia na vida de Vicenza é que ela não sabe quem é seu pai. Assim, ao completar 18 anos, ela aproveita uma viagem da mãe para a Índia e parte à procura dele – e acaba encontrando não um, mas dois pais! “Pai em Dobro” é a terceira história de Rebouças estrelada por Maisa – após “Tudo Por Um PopStar” e “Ela Disse, Ele Disse”. Ainda sem previsão de estreia, a premissa conhecida de Sessão da Tarde tem direção de Chris D’Amato (que já fez uma adaptação de Thalita Rebouças, “É Fada!”) e também inclui no elenco Eduardo Moscovis (“Bom Dia, Verônica”), Marcelo Médici (“Vai que Cola”), Laila Zaid (“Os Penetras 2: Quem Dá Mais?”) e a cantora Fafá de Belém. Este elenco pode ser conferido nas fotos abaixo.
O Jovem Wallander é renovada para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação do drama europeu “O Jovem Wallander” (Young Wallander) para sua 2ª temporada. O detetive criado por Henning Mankell (1948–2015) numa coleção de romances policiais já tinha ganhado uma série sueca (2005-2013) estrelada por Krister Henriksson (“The Fall”) e uma atração britânica (2008–2016) com Kenneth Branagh (“O Assassinato no Expresso do Oriente”) no papel principal, antes da Netflix produzir sua versão. A adaptação de streaming estreou em setembro como o ator sueco Adam Pålsson (“Avenue 5”) como uma versão bem mais jovem do detetive Kurt Wallander. A série não é um prólogo, mas uma releitura moderna do personagem, com Kurt Wallander navegando no ambiente violento da Suécia atual. Na 1ª temporada, ao não conseguir salvar um adolescente de um ataque horrível, Wallander teve que aprender a lidar com sua culpa para solucionar o crime. A 1ª temporada foi escrita por Ben Harris, que assina a maioria dos episódios da recente “Devils”, dirigida por Ole Endresen (“Bulletproof”) e Jens Jonsson (“A Espiã”), e coproduzida por Berna Levin (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) para a produtora sueca Yellow Bird. Os parceiros de Harris em “Devils”, Chris Lunt e Michael A. Walker, vão ajudar a escrever a 2ª temporada, que deve ir ao ar em 2021. Veja abaixo o trailer original da produção.
Estrela de Veep comemora Kamala Harris: “Sra. Vice-Presidente não é mais ficção”
A atriz Julia Louis-Dreyfus comemorou um detalhe específico da vitória da chapa do Partido Democrata na disputa presidencial dos EUA: a eleição de Kamala Harris como vice-presidente, ao lado do presidente Joe Biden. Seis vezes vencedora do Emmy de Melhor Atriz de Série de Comédia por interpretar a vice-presidente fictícia de “Veep” (Vice) do canal pago HBO, Louis-Dreyfus tuitou entusiasmada: “’Senhora Vice-Presidente’ não é mais um personagem fictício”. A vitória do partido fez de Harris a primeira mulher vice-presidente dos EUA. Já a intérprete da vice-presidente da ficção demonstrou seu apoio à candidata desde a Convenção Nacional Democrata realizada no início deste ano, que oficializou a chapa de Biden e Harris. A atriz também organizou uma reunião online de “Veep”, em apoio à campanha Democrata. “Madam Vice President” is no longer a fictional character. @KamalaHarris pic.twitter.com/rg1fErtHGX — Julia Louis-Dreyfus (@OfficialJLD) November 7, 2020
Geoffrey Palmer (1927 – 2020)
O ator britânico Geoffrey Palmer, conhecido pela longa série “As Time Goes By”, exibida de 1992 a 2005 na rede BBC, morreu na quinta-feira (5/11) em sua casa, enquanto dormia, aos 93 anos. Ele começou a carreira como coadjuvante de séries britânicas em 1955, interpretando personagens severos, geralmente figuras de autoridade e representantes de retidão moral, mas só foi ganhar proeminência no Reino Unido a partir dos anos 1970, graças a três produções de comédia bastante populares. Além de “As Time Goes By”, elas incluem “The Fall and Rise of Reginald Perrin” (1976-1979) e “Butterflies” (1978-1983). Esta última chegou a ganhar um especial de reencontro em 2000. Palmer estrelou sua série mais duradoura, “As Time Goes By”, ao lado de Judi Dench, e os dois chegaram a contracenar no cinema durante a auge da produção, em “007 – O Amanhã Nunca Morre” e “Sua Majestade, Mrs. Brown”, filmes que fizeram sucesso em 1997, época da 6ª temporada da atração da BBC. O ator também apareceu em várias outras séries icônicas, como os thrillers de ação “O Santo” e “Os Vingadores” nos anos 1960, além de “Colditz”, “Fawlty Towers” e “Doctor Who” nos 1970. Recentemente, voltou a aparecer em “Doctor Who”, como um novo personagem em 2007, e ainda pôde ser visto em “Ashes to Ashes” e “Rev.”. No cinema, seus papéis notáveis incluem participações em “Um Homem de Sorte” (1973), “O Cônsul Honorário” (1983), “Um Peixe Chamado Wanda” (1988), “As Loucuras do Rei George” (1994), “Anna e o Rei” (1999), “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009), “W.E.: O Romance do Século” (2011) e “As Aventuras de Paddington” (2014). Sua último trabalho foi em “An Unquiet Life”, cinebiografia do escritor Roald Dahl, atualmente em pós-produção.
Star Trek introduz romance do futuro entre personagens trans e não binário
Conhecida por seu pioneirismo em representatividade e inclusão desde os anos 1960, a franquia futurista “Star Trek” materializou seu primeiro casal formado por personagens não-binário e transexual. O episódio desta semana da 3ª temporada de “Star Trek: Discovery”, intitulado “Forget Me Not”, trouxe à tona a história da nova tripulante Adira, vivida por Blu Del Barrio, com a revelação de seu relacionamento com o falecido namorado Gray Tal, vivido por Ian Alexander, que os fãs de “The OA” devem lembrar pelo papel de Buck Vu. O detalhe é que os intérpretes se identificam exatamente como os personagens, como não binário (sem identidade sexual definida) e transexual (com identidade definida após transição sexual). Disponibilizado no Brasil pela Netflix na sexta (6/11), o episódio se focou na busca das memórias perdidas de Adira e levou a nave Discovery ao planeta da raça Trill, considerada uma metáfora para a transexualidade desde que foi introduzida na franquia nos anos 1990 – em episódios de “Star Trek: A Nova Geração” e principalmente “Star Trek: Deep Space Nine”. Numa aventura que também serviu de alegoria para a aceitação dos diferentes, Adira se apresentou como a primeira pessoa humana capaz de carregar o simbionte que até então apenas os Trills eram capazes de compartilhar. Tudo graças a seu amor por Gray, que morreu em seus braços logo após receber o simbionte conhecido como Tal. Mas este não foi o fim de seu romance. Ao recuperar as memórias dos antigos hospedeiros de Tal, numa cerimônia nas grutas de Trill, a rebatizada Adira Tal retorna à Discovery sofrendo um efeito colateral inesperado, que ela esconde dos demais tripulantes: a capacidade de ver, ouvir e interagir com Gray. Em entrevista à revista Variety, o produtor executivo Alex Kurtzman disse que esta história está longe de terminar, e que Del Barrio e Alexander permanecerão na série na 4ª temporada – que recentemente iniciou sua produção em Toronto, no Canadá. “É uma longa história com eles”, garantiu Kurtzman. O produtor acrescentou que a vontade de expandir a representação da identidade de gênero no programa também coincidiu com o desejo dos roteiristas de contar “uma grande história de amor” na 3ª temporada, e as duas ideias se fundiram. “Parecia uma maneira muito interessante de fazer isso”, diz ele. Tanto Del Barrio quanto Alexander são creditados como cocriadores dos personagens. Sem roteiristas trans na equipe, os responsáveis pelas histórias pediram ajuda aos intérpretes para escolher como eles gostariam de ver os personagens retratados, desde a escolha do pronome feminino para Adira, porque Del Barrio disse que foi assim que se identificou antes de se assumir não binária – o que só ocorreu após sua escalação para o papel – até a ausência de detalhes sobre o fato de que Gray passou por uma transição sexual. “Eu acho que absolutamente deveriam haver personagens trans que simplesmente existem, e eles não precisam necessariamente se explicar ou aparecer como trans para o público”, disse Alexander para a Variety.
Porchat vence prêmio por Especial de Natal e afirma: “Se Jesus voltasse, voltaria gay”
O comediante Fabio Porchat recebeu o prêmio de Melhor Roteiro de Comédia da Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) pelo especial de Natal do Porta dos Fundos, “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela Netflix. Ao receber o prêmio (compartilhado com o roteirista Gustavo Martins), Porchat recordou por videochamada a tentativa de censura e o atentado praticado contra a sede do Porta dos Fundos em decorrência do roteiro retratar Jesus como um homem gay. “No Porta dos Fundos, a gente não vê polêmica neste especial. Ser gay não é um problema, não é uma falha, não é uma questão de caráter. Ser gay é uma característica. Então, Jesus ser gay não depõe contra Jesus. Ao contrário”, iniciou ele. Porchat ainda defendeu que, se Jesus voltasse hoje, ele provavelmente seria homossexual. “Tenho certeza que se Jesus voltasse, e tenho certeza que já tentou, ele teria voltado gay, travesti, mulher, preta e teria morrido em três dias, e não em 33 anos”, acrescentou. Ele também lembrou que o Porta dos Fundos fará outro especial de Natal em 2020. “E se tentam nos intimidar falando que a gente não pode falar nada, que a gente não deve tocar neste assunto, fique sabendo que dia 10 de dezembro estreia o especial de Natal do Porta dos Fundos no YouTube chamado ‘Teocracia em Vertigem’. Fiquem atentos porque a gente não se cala. A gente não vai se calar”, enfatizou. O novo especial não será exibido na Netflix, que, ao contrário de Porchat, não demonstrou disposição para enfrentar outra leva de reações conservadoras. Neste ano, a produção será destaque do canal do YouTube do Porta dos Fundos.
Globo vai exibir The Mandalorian na TV aberta
A parceria entre Disney e Globo é maior que o acordo para oferecer um combo de assinaturas dos seus serviços de streaming, Disney+ (Disney Plus) e Globoplay. A emissora brasileira vai exibir na TV aberta “The Mandalorian”, primeira série live-action de “Star Wars” e maior sucesso da Disney+ (Disney Plus), horas antes do lançamento da plataforma americana no país. A informação consta do site do Ministério da Justiça, na lista de informações sobre classificação etária dos próximos programas da TV brasileira. Pelo menos um episódio será exibido no horário de filmes do Tela Quente, na segunda-feira, dia 16 de novembro. O Disney+ (Disney Plus) chega ao Brasil na terça, dia 17. No dia 17, o canal Fox (que agora é da Disney) também fará uma exibição especial da série, apresentando os dois primeiros episódios completos na TV paga. Vencedora de 7 prêmios Emmy no mês passado, incluindo o troféu de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho inovador e revolucionário nesse departamento, a série acompanha um caçador de recompensas solitário, que decide trair seu empregador após receber a encomenda de resgatar um pacote. Ao descobrir que se trata de uma criança, que os fãs do mundo inteiro batizaram de Baby Yoda, o pistoleiro durão resolve protegê-la de ex-integrantes do Império que a cobiçam para seus próprios fins, o que lhe deixa com sua própria cabeça a prêmio. Por sorte, em meio a suas batalhas, ele também faz amigos. Criada pelo cineasta Jon Favreau, diretor de “Homem de Ferro”, “Mogli, o Menino-Lobo” e “O Rei Leão”, a série destaca Pedro Pascal (“Narcos”) como a voz do mandaloriano, que nunca tira seu capacete para revelar sua verdadeira aparência, e também destaca Gina Carano (“Deadpool”) como uma guerreira rebelde foragida e Carl Weathers (“Rocky”) como o chefe dos caçadores de recompensa, entre muitos outros astros. A 2ª temporada já começou a ser exibida nos Estados Unidos, mas só estreia no Brasil com a chegada da Disney+ (Disney Plus), em 17 de novembro. A pré-venda da Disney+ (Disney Plus) já começou, com preços promocionais e também no combo com a Globoplay. Pela oferta, os dois serviços custariam juntos R$ 37,90 por mês. A promoção está disponível pelo site globoplay.com/disneyplus.
Party in the USA, de Miley Cyrus, volta às paradas com vitória de Joe Biden
O hit de Miley Cyrus “Party in the USA”, sucesso de 2009, tornou-se a música mais tocada neste sábado (7/11) nos EUA, após o anúncio da vitória de Joe Biden nas eleições para presidente dos EUA. A música se tornou viral de forma curiosa. Quando a vitória de Biden começou a ser noticiada pela imprensa pela manhã, uma conta com o nome do presidente eleito, que não era oficial e não tinha relação com Joe Biden, escreveu: “Vá comemorar! Ouça ‘Party in the USA’ de Miley Cyrus”. A conta acabou suspensa pelo Twitter, mas em poucos minutos a iniciativa se disseminou. Em duas horas, a Chart Data, que analisa as paradas de sucesso em tempo real, postou no Twitter que “Party in the USA” tinha reaparecido no ranking das músicas mais tocadas do iTunes nos EUA. Desde então, ela voltou a ser ouvida nas rádios e até nas ruas dos EUA. Fãs de Miley Cyrus se impressionaram e começaram a retuitar vídeos que registravam a música ecoando em vários prédios em Nova York, Washington DC e outras cidades. Em seguida, a própria Miley postou uma montagem em que Biden parece tocar a música em seu celular para celebrar a vitória. A cena não aconteceu de verdade, mas este vídeo também viralizou. No post em que comemorou o ressurgimento de sua música, a cantora e atriz ainda compartilhou seu entusiasmo pela vitória de Biden e Kamala Harris. “Esta é uma festa nos EUA!”, ela escreveu. Miley foi apoiadora da chapa Democrata durante as eleições e, em outubro, chegou a apresentar uma live com Harris, no Instagram, onde a então então candidata a vice-presidente ressaltou a importância do voto dos jovens, que podiam fazer a diferença no ambiente político atual. Now THIS is a PARTY IN THE USA! @JoeBiden @KamalaHarris 🇺🇸🎉 pic.twitter.com/zFKL1ncuSa — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) November 7, 2020 HUGE Crowd in D.C singing Party In The USA ❤️💙 pic.twitter.com/F23NIbASnb — Miley Updates (@MileyUpdates) November 7, 2020 ICONIC! PEOPLE ON THE STREETS SINGING PARTY IN THE USA 🇺🇸 pic.twitter.com/gYepR8Scp6 — Miley Updates (@MileyUpdates) November 7, 2020 .@MileyCyrus’ “Party in the USA” blaring outside the White House pic.twitter.com/ksvEc8tluI — Elizabeth Landers (@ElizLanders) November 7, 2020 People in Times Square chant and sing @MileyCyrus' "Party In The USA" to celebrate #JoeBidenKamalaHarris2020 pic.twitter.com/lQGGmLAkie — Pop Tingz (@ThePopTingz) November 7, 2020












