Séries: Natal traz “Motherland – Fort Salem” ao Brasil. Veja outras estreias
O Natal traz um presentão para os fãs de séries: a estreia da “Motherland – Fort Salem” no Brasil. Maratona de fim de ano, a atração chega à plataforma Star+ com duas temporadas completas e já renovada para seu terceiro – e último – ano de produção. Entre as demais novidades, destacam-se ainda a estreia da primeira coprodução internacional da Globo, a volta de “Emily in Paris” e duas novas atrações sul-coreanas com atores de “Round 6” e “Parasita” na Netflix. As 10 sugestões de streaming da semana podem ser conferidas com mais detalhes logo abaixo. MOTHERLAND – FORT SALEM | Star+ Uma das séries mais cultuadas da atualidade, a criação original de Eliot Laurence (que também criou “Claws”) se passa numa realidade alternativa, onde as bruxas de Salem escaparam das fogueiras com uma proposta irrecusável: obter a independência dos EUA em troca do fim de sua perseguição. Séculos depois, elas representam a força armada mais perigosa do país, responsável pela supremacia americana no cenário internacional. A trama gira em torno de três recrutas desse exército sobrenatural, desde seus treinamentos iniciais até situações de combate, primeiro contra bruxas terroristas e depois contra uma conspiração sofisticada, que usa biotecnologia avançada para exterminar as feiticeiras e seu modo de vida. Em meio às lutas, o trio formado pelas carismáticas Taylor Hickson (a Petra de “Deadly Class”), Jessica Sutton (“A Barraca do Beijo”) e a estreante Ashley Nicole Williams também descobrem o amor e algumas verdades, que abalam sua fé em suas líderes. EMILY EM PARIS | Netflix A 2ª temporada encontra Emily (Lily Collins) mais adaptada à França, deixando de lado os clichês que tanto irritaram a imprensa francesa na 1ª temporada, mas não o costume de viver em cartões postais, desta vez incluindo Saint Tropez e Versailles. O clima romântico continua a dar o tom, assim como os figurinos exagerados – que às vezes parecem cosplay da “Gossip Girl” original. Eles popularizam a série entre as blogueiras de moda e evocam um aspecto hedonista que embala fantasias femininas desde “Sex and the City”, matriz estética e espiritual da atração. Nunca é demais lembrar que “Emily in Paris” é uma criação do mesmo Darren Starr que desenvolveu “Sex and the City” – e que não tem culpa nenhuma por “And Just Like That”. PASSAPORTE PARA LIBERDADE | Globoplay Feita em parceria com a Sony, a minissérie da Globo conta a saga de Aracy Moebius de Carvalho (1908-2011), funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo durante a 2ª Guerra Mundial, que teria ajudado famílias judias perseguidas pelo regime nazista a escaparem para o Brasil. Ela trabalhava com o vice-consul brasileiro, o escritor Guimarães Rosa, com quem posteriormente se casou, e, segundo a ficção, aproveitou sua posição na Embaixada para conceder vistos a judeus, salvando cerca de 200 famílias da prisão e da morte na Alemanha nazista. Há controvérsias históricas, como também houve com “A Lista de Schindler” (1993) – que nem por isso deixou de ser um filme potente. O mais estranho, porém, foi a decisão de gravar todas as cenas em inglês para o mercado internacional e exibir no Brasil uma versão dublada em português – em que os movimentos dos lábios não batem com as falas. O elenco destaca Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”) e Rodrigo Lombardi (“Carcereiros”) como Aracy de Carvalho e João Guimarães Rosa. O roteiro é escrito por Mário Teixeira, autor da novela “Liberdade, Liberdade”, e a direção-geral está a cargo de Jayme Monjardim, que filmou “Olga” (2004), sobre Olga Benário Prestes, morta em 1942 justamente em um campo de extermínio nazista. O MAR DA TRANQUILIDADE | Netflix A sci-fi sul-coreana traz Gong Yoo (“Round 6”) e Bae Doona (“Sense8”) como astronautas, que buscam uma alternativa para a sobrevivência da humanidade na Lua, após a Terra se tornar quase inabitável. O problema é que a base do Mar da Tranquilidade, responsável pela descoberta importante e misteriosa, cessou suas comunicações. A missão dos protagonistas é viajar ao local em busca de pistas sobre o que aconteceu e qual foi a descoberta capaz de dar esperanças para o mundo. A série foi desenvolvida por Park Eun-kyo, roteirista do impactante suspense “Mother: A Busca pela Verdade”, dirigido por Bong Joon-ho (“Parasita”) em 2009, e o elenco ainda inclui o ator e cantor Lee Joon (“Vampire Detective”), que é integrante da boy band MBLAQ. NOSSO ETERNO VERÃO | Netflix O K-drama acompanha um casal que teve seu namoro transformado em documentário na escola, apenas para passar por um terrível separação e desejar nunca mais se ver. Dez anos depois, o tal documentário se torna popular e volta a aproximar o casal, que aceita ter seu cotidiano filmado novamente. Os protagonistas românticos são Choi Woo-sik, o jovem astro de “O Parasita”, e Kim Da-Mi, de “A Bruxa: Parte 1” e “Parte 2”. HIERRO | HBO Max O premiado thriller espanhol acompanha uma juíza que, ao assumir um cargo na ilha mais distante do arquipélago das Canárias, depara-se com uma série de assassinatos. A investigação leva ao principal traficante da região, que na 2ª temporada volta a virar alvo da magistrada. O detalhe é que ele também está na mira de um assassino profissional. Os novos episódios, liberados semanalmente, tentam desvendar quem quer vê-lo morto. Criada por Pepe Coira (“Luci”), a série é estrelada por Candela Peña (“Kiki: Os Segredos do Desejo”) e o argentino Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). SEGREDO ENTRE AMIGAS | Globoplay A minissérie australiana acompanha três melhores amigas que enfrentam um dilema, quando o casamento perfeito de uma delas traz um facínora para suas vidas. Os efeitos dessa convivência desencadeiam uma reação mortal que revela um mundo oculto de muitos segredos. Baseada numa peça de Elizabeth Coleman (“Os Segredos de Miss Fisher”), a produção dramática tem como principal destaque o elenco formado por Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Katie McGrath (“Supergirl”) e Georgina Haig (“Once Upon a Time”). MOONSHINE | Paramount+ A comédia canadense de Sheri Elwood (roteirista de “Lucifer”) gira em torno de meio-irmãos em pé de guerra, que disputam o controle do negócio da família: um resort decadente de verão batizado com o título da série. O elenco destaca Jennifer Finnigan (“Salvation”), Anastasia Phillips (“Bomb Girls”), Emma Hunter (“Mister D”), Tom Stevens (“Deadly Class”) e Alexander Nunez (“A Teacher”) como os irmãos em briga. MÃE SÓ TEM DUAS | Netflix A série mexicana tem como premissa a decisão de duas mulheres de formar uma família inusitada após descobrirem que suas bebês foram trocadas na maternidade. Após o final da 1ª temporada, elas resolvem seguir destinos diferentes e os novos episódios refletem as mudanças em suas vidas. A criação é de Carolina Rivera, que antes escreveu “Devious Maids”, “Jane the Virgin”, “Roswell, New Mexico” e “Luis Miguel: A Série”. THE FIRST TEAM | HBO Max Criada por Damon Beesley e Iain Morris, conhecidos pelo hit “The Inbetweeners” (ou “Zoados”), a comédia britânica se foca num trio de jogadores jovens de um time (fictício) de futebol inglês, enquanto enfrentam diversos problemas dentro e fora do campo.
HBO Max desenvolve animação adulta da Legião dos Super-Heróis
A HBO Max está desenvolvendo uma série de animação para adultos baseada nos quadrinhos da Legião dos Super-Heróis. A produção é iniciativa do premiado autor Brian Michael Bendis, criador de Jessica Jones, do universo Marvel Ultimate e dos crossovers “Dinastia M”, “Invasão Secreta” e muitos outros. Bendis anunciou a novidade por meio de um comunicado à imprensa, contando como o projeto surgiu. “A HBO me perguntou o que mais eu gostaria de fazer e se havia alguma propriedade da DC que daria uma série interessante. Posso ter gritado a palavra LEGIÃO mais alto do que gostaria em uma reunião de negócios de adultos. Então, sim, a manchete de hoje é… a HBO Max me colocou para trabalhar em uma série da Legião dos Super-Heróis”, ele contou. O autor revelou que o projeto está “sendo desenvolvido como uma série animada para adultos”. E que, embora estivesse trabalhando nos roteiros há algum tempo, o projeto só passou para a fase oficial recentemente. A trama será baseada nas atuais publicações da Legião, que o próprio Bendis está escrevendo para a DC Comics. “Assim como os quadrinhos atualmente à venda, a série vai voltar a temas clássicos enquanto, ao mesmo tempo, fará o que Legião faz melhor: empurrar todas as ideias de super-heróis em todas as direções. Acho que Legião de Super-heróis está entre as maiores franquias da história dos quadrinhos e estou tão honrado em fazer a curadoria deles quanto tive de fazer do Homem-Aranha”, completou. Bendis também apontou que “a animação leva muuuuuito tempo”, então as atualizações sobre o projeto deverão demorar a acontecer. A plataforma de streaming da Warner Bros. já produz uma série animada sobre um grupo de super-heróis, “Young Justice”, que pode ser considerada adulta. Cultuadíssima, a atração está em sua 4ª temporada. Vale lembrar que a Legião dos Super-Heróis já teve uma série animada antes, mas era infantil e durou apenas duas temporadas, entre 2006 e 2008. Personagens da Legião também foram vistos recentemente na série “Supergirl”. Criada na década de 1950 pelo roteirista Otto Binder e o desenhista Al Plastino, a Legião dos Super-Heróis foi introduzida numa história do Superboy supostamente para uma aparição única. Só que os super-heróis do século 30 acabaram agrando os leitores, que fizeram campanha para novas aventuras, conseguindo até que o grupo ganhasse revista própria. De fato, a paixão dos leitores pela Legião deu origem ao primeiro grande fã-clube conhecido das HQs, originando a cultura dos fandoms, que foi a semente da Comic-Con e da transformação dos quadrinhos nos atuais carros-chefes da indústria cultural.
Samantha Schmutz fica pobre no trailer de “Tô Ryca! 2”
A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer da comédia “Tô Ryca! 2”, continuação do filme de 2016 estrelado por Samantha Schmutz (“Vai que Cola: O Filme”). Só que a sequência deveria se chamar “Tô Pobre”, fase dita pela própria atriz na prévia, diante da nova premissa. A trama utiliza o mesmo artifício que justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de uma hora para outra. Novamente miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que na prévia parecem bem mais engraçados – e honestos – que os clichês de novo rico da trama original. O elenco de apoio volta a contar com Katiuscia Canoro (“E Aí… Comeu?”), Marcelo Mello Jr (“Alemão”) e Anderson Di Rizzi (“O Concurso”), mas sofreu várias baixas de comediantes famosos. Em compensação, incluiu Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. Assim como no primeiro filme, o roteiro é de Fil Braz e a direção ficou a cargo de Pedro Antônio. A estreia está marcada para 3 de fevereiro.
Paramount+ revela filmes e séries mais vistos de 2021
A Paramount+ divulgou uma lista com os 10 títulos mais assistidos em seu serviço no Brasil ao longo de 2021. O destaque, em 1º lugar, foi a sci-fi “Infinito”, que também é um dos filmes de pior avaliação entre a crítica norte-americana em 2021. Apenas 16% dos críticos gostaram da produção, de acordo com a métrica do site Rotten Tomatoes, que qualificou o lançamento como podre. Na trama, Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) vive um homem que sofre alucinações, assombrado diariamente por habilidades que nunca aprendeu e pelas memórias de lugares que nunca visitou. Automedicado e à beira de um colapso mental, ele é resgatado por um grupo secreto cujos membros se autodenominam “Infinitos”, que lhe revelam que suas memórias são reais – mas de várias vidas passadas. Com segredos críticos enterrados em seu passado, ele deve trabalhar com os Infinitos para desbloquear as respostas em suas memórias em uma corrida contra o tempo para salvar a humanidade de um dos seus próprios integrantes, que busca destruir o mundo. O elenco também inclui Chiwetel Ejiofor (“Doutor Estranho”), Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”), Sophie Cookson (“Kingsman: O Círculo Dourado”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Rupert Friend (“Homeland”), Toby Jones (“A Última Coisa que Ele Queria”) e Wallis Day (“Batwoman”). Em compensação pelo filme ruim, a lista destaca em 2º e 3º lugares duas séries de prestígio, “Dexter: New Blood” e “The Handmaid’s Tale”, respectivamente. Veja abaixo a relação completa do Top 10. 1. Infinito 2. Dexter: New Blood 3. The Handmaid’s Tale 4. Rio Shore 5. The Misfits 6. Legado Explosivo 7. Meu Pai 8. Yellowstone 9. iCarly 10. South Park: Post Covid
Severence: Comédia sci-fi da Apple ganha trailer perturbador
A Apple TV+ divulgou o trailer de “Severance”, uma comédia de ambiente de trabalho com um perturbador ingrediente sci-fi, digno de “Black Mirror”. Escrita pelo estreante Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller (“Zoolander”), a série se passa dentro das Indústrias Lumen, uma empresa que pretende levar a vida pessoal e profissional de seus funcionários a um novo nível, graças a um procedimento que permite literalmente separar suas vidas pessoais e profissionais. Uma vez submetidos ao experimento, quando estiverem em casa os funcionários não lembrarão nada do trabalho, e o inverso vale para quando estiverem em seus empregos. O elenco destaca Adam Scott (“Parks and Recreation”), Patricia Arquette (“CSI: Cyber”), John Turturro (“Transformers”), Britt Lower (“Man Seeking Woman”), Tramell Tillman (“Godfather of Harlem”), Jen Tullock (“Quando Você Menos Espera”), Zach Cherry (“Crashing”), Dichen Lachman (“Altered Carbon”) e Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”).
Polêmica rende ataques antissemitas contra Tiago Leifert
O fogo no parquinho deu origem a um incêndio. A troca de textões polêmicos entre Tiago Leifert e Ícaro Silva, após este definir o reality BBB como “entretenimento medíocre”, gerou ataques antissemitas contra Leifert e a comunidade judaica em geral nas redes sociais. A situação se tornou tão séria que rendeu até manifestação da Confederação Israelita do Brasil. “A Conib (Confederação Israelita do Brasil) presta sua total solidariedade e apoio a Tiago Leifert, vítima de ataques racistas por sua origem judaica”, declarou a entidade em comunicado à imprensa. “O racismo é um mal que, deixado impune, causa não só sofrimento às suas vítimas, como provoca injustiças e conflitos”, acrescentou a Conib, informando ainda que tomará “medidas cabíveis” para que os responsáveis pelas ofensas sejam punidos. Um dos comentários que mais repercutiu no Twitter foi de um perfil que escreveu: “Sobre a polêmica com Tiago Leifert: judeu, né?”. Isto foi o estopim para todo o tipo de ofensas contra judeus. O advogado Fernando Lottenberg, que é comissário da OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que algumas das manifestações de violência contra o apresentador infringem a lei 7.716, que define os crimes resultantes de raça, cor, etnia ou religião. Os ataques antissemitas a Tiago Leifert acontecem em meio ao crescimento de grupos neonazistas no Brasil, com o aumento de inquéritos de apologia ao nazismo na Polícia Federal. Há uma semana, grupos neonazistas foram alvos de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio em sete estados do país após denúncias de discriminação nas redes sociais.
Sam Waterston é confirmado no revival de “Law & Order”
Dick Wolf confirmou que o veterano ator Sam Waterston vai voltar à série “Law & Order”, no revival da atração atualmente em produção. Ele retomará o papel do promotor público Jack McCoy, mais de uma década depois de viver o personagem pela última vez. O astro de 81 anos de idade vai se se juntar a outro veterano da atração, Anthony Anderson, que novamente retratará o detetive Kevin Bernard na série de Dick Wolf sobre o sistema de justiça criminal americano. Mas enquanto Anderson interpretou Bernard por pouco mais de 50 episódios, Waterston encarnou McCoy em quase 370 episódios. Em um comunicado anunciando o retorno do ator, o produtor executivo Dick Wolf enalteceu a longa parceria. “Poucos anúncios de elenco me deram tanto prazer. Desde o primeiro dia, Sam teve um encaixe perfeito em Jack McCoy como um personagem que reflete e expande nossa habilidade de entender a lei. Ele é a consciência final do show e espero que imite a carreira do promotor distrital de Nova York, Robert Morgenthau, que seguiu na carreira até os 90 anos”. Vencedora do Emmy de Melhor Série de Drama de 1997, “Law & Order” estava prestes a quebrar o recorde de “Gunsmoke” como o drama mais duradouro da TV quando a NBC decidiu cancelar sua produção em maio de 2010, na 20ª temporada. Desde então, o número mágico das 21 temporadas foi ultrapassado por outra série da mesma franquia, o spin-off “Law & Order: SVU”, que está atualmente em sua 23ª temporada. Depois de mais uma década, o produtor Dick Wolf finalmente vai realizar a 21ª temporada, viabilizando o retorno da série na rede NBC com uma mescla do elenco original e uma nova geração de agentes da lei e da ordem – incluindo Jeffrey Donovan, que estrelou a série “Burn Notice”, e Hugh Dancy, astro de “Hannibal”. “Com Sam e Anthony retornando, isso mostra que a 21ª temporada é meramente uma continuação de onde paramos”, acrescentou Wolf em seu comunicado. Os dois atores ficaram disponíveis graças ao final da produção de suas séries mais recentes, respectivamente “Grace and Frankie” na Netflix e “Black-ish” na rede ABC. As duas atrações vão estrear suas temporadas finais no começo de 2022.
“Eduardo e Mônica” sofre novo adiamento
O filme “Eduardo e Mônica”, baseado na canção homônima da banda Legião Urbana, vai atrasar mais duas semanas, após sofrer novo adiamento. Previsto para estrear em 6 de janeiro, agora chegará aos cinemas brasileiros em 20 de janeiro. O motivo não é a variante ômicron, que está causando a suspensão de vários eventos nos EUA. Com os cinemas tomados por “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, até “Matrix Resurrection” chegou em menos de mil salas nesta semana, e em 6 de janeiro o filme brasileiro ainda teria que disputar espaço com a animação “Sing 2” e o filme de ação “King’s Man – A Origem”. Por outro lado, o adiamento compra outra briga: contra o coronavírus. Diversos países europeus já decretaram a paralisação das exibições cinematográficas por causa do aumento da contaminação alimentado pela ômicron. Mesmo com os sistemas do Ministério da Saúde bagunçados por ataque hacker, vários hospitais brasileiros têm comunicado aumento expressivo de internações por covid-19 e também por uma cepa bastante agressiva de influenza. A volta das restrições de funcionamento do comércio não está descartada. “Eduardo e Mônica” já encontrou cinemas fechados anteriormente. O filme deveria ter estreado nos cinemas brasileiros em abril de 2020. Com o começo da pandemia, foi adiado para 12 de junho, junto do Dia dos Namorados. Mas como os cinemas continuaram fechados, a produção acabou desistindo de remarcar uma nova data. A estreia ficou oficialmente para “em breve” até receber a “data definitiva” que acaba de mudar novamente. No filme, Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música escrita por Renato Russo em 1986. A direção é de René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da Legião Urbana para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante atual inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”).
Chris Noth recebe quarta acusação de agressão sexual
Uma quarta mulher acusou Chris Noth de agressão sexual. A cantora Lisa Gentile denunciou o abuso nesta quinta-feira (23/13), durante uma videoconferência coletiva, dizendo que o intérprete de Mr. Big em “Sex and the City” chegou a ameaçar “arruinar a sua carreira” se ela falasse sobre o caso, que teria acontecido em 2002. Segundo Gentile, Noth insistiu em acompanhá-la até o apartamento dela em Nova York, após conversarem no restaurante que ambos costumavam frequentar. Mas ao chegar lá ele teria perdido a compostura, apalpando seus seios e a forçando a tocá-lo. “Nessa altura ele ficou mais agressivo e colocou as duas mãos nos meus seios e começou a apertar com força por cima da minha camisa”, revelou. “Eu estava tentando fazê-lo parar, então ele forçou as minhas mãos a puxarem a camisa dele para cima, expondo sua barriga, e depois fez mais força para empurrar as minhas mãos em direção ao pénis dele”, acrescentou. “Quando finalmente consegui afastá-lo e sair do alcance dele, gritei que não queria aquilo. Ele ficou extremamente furioso e começou a gritar, chamando-me de provocadora e vadia”, acrescentou a artista. Ela ainda afirma que, no dia seguinte ao suposto incidente, Noth ligou para dizer que se ela “alguma vez contasse a alguém sobre o que aconteceu na noite anterior, que ele arruinaria minha carreira, eu nunca cantaria novamente e ele me colocaria na lista negra”. A advogada de Gentile, Gloria Allred, disse que a sua cliente não podia registar uma queixa porque as alegações datam de “há quase vinte anos” e já prescreveram. Allred disse esperar que uma lei, que vai ser considerada em janeiro em Nova York, abra uma janela para as vítimas de abuso sexual apresentarem queixas mesmo que o prazo de prescrição tenha expirado. Ela pediu para que, diante do caso atual, as atrizes de “Sex and the City” manifestem apoio para aprovar a lei. Na semana passada, a revista The Hollywood Reporter publicou as primeiras alegações contra o ator, agora com 67 anos, com depoimentos de duas mulheres que teriam sido abusadas sexualmente em 2004 e 2015, em Los Angeles. Elas alegaram que a participação de Chris Noth em “And Just Like That”, revival de “Sex and the City” em que o ator retomou o papel de Big, fez despertar memórias dolorosas dos incidentes. Um dia depois, uma terceira mulher disse ao The Daily Beast que Noth a havia agredido sexualmente na cidade de Nova York em 2010, quando ela tinha 18 anos. Chris Noth negou as primeiras acusações, chamando os incidentes de “consensuais”. “As acusações feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás são categoricamente falsas”, ele declarou em comunicado. Além dos casos de agressão, a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”) resolveu compartilhar sua própria experiência com a má conduta sexual do colega durante o trabalho. Diante da repercussão, ele foi dispensado pela agência de talentos que o representava e foi demitido da série criminal “The Equalizer”. Como Mr. Big morreu nos episódios iniciais de “And Just Like That”, a HBO Max evitou maiores constrangimentos relacionados à presença do ator na atração.
Letícia Sabatella anuncia fim de contrato e despedida da Globo
A atriz Letícia Sabatella anunciou nesta quinta (23/12) sua despedida da Globo, após 26 anos dedicados à emissora. O contrato que a mantinha exclusiva da Globo desde 1995 não foi renovado. Para marcar o fim do ciclo, a atriz de 50 anos publicou em seu Instagram um vídeo editado por um fã-clube, que destaca seus principais trabalhos na emissora. “Aos fandons, todo o meu amor, respeito, admiração, minha profunda gratidão! Obrigada por me lembrarem tantas e tantas vezes da minha potência, da nossa potência! Vocês me animam e emocionam com a generosidade, a delicadeza, a sagacidade, o amor!”, declarou ela aos fãs. Ela também agradeceu a Globo pela longa parceria. “Sim, eu tive um privilégio enorme de pertencer a esta história-escola. Sou profundamente grata à TV Globo e a todos os artistas incríveis com quem aprendi tanto! Um ciclo lindamente forte e formador, que está por se encerrar”, acrescentou. Letícia Sabatella pode ser vista atualmente na Globo no papel da imperatriz Teresa Cristina, na novela “Nos Tempos do Imperador”, que apesar de ainda estar no ar teve suas gravações finalizadas em agosto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Sabatella (@leticia_sabatella)
Joan Didion (1934–2021)
A escritora Joan Didion, uma das maiores expoentes do Novo Jornalismo americano e roteirista do sucesso “Nasce uma Estrela”, morreu nesta quinta-feira (23/12) de Mal de Parkinson em sua casa em Nova York, aos 87 anos. Cronista do caos dos anos 1960, ela se destacou com uma série de artigos na revista Life e no jornal The Saturday Evening Post, que retratavam o cotidiano dos baby boomers. Os textos foram seguidos por livros famosos, como “O Álbum Branco” sobre os hippies, The Doors e a Hollywood dos anos 1970 e, mais recentemente, “O Ano do Pensamento Mágico”, sobre tragédias pessoais, que a estabeleceram como uma das vozes mais críticas da ficção americana. Ela também se dedicou à reportagem política e crônica cultural. Mas foi só após se casar com John Gregory Dunne, jornalista da Time, que se mudou para a Califórnia e se aproximou de Hollywood. Didion virou roteirista em parceria com o marido. Os dois estrearam na ficção de cinema em 1971 com a adaptação de um livro de James Mills, “The Panic in Needle Park”, que virou o filme batizado como “Os Viciados” no Brasil. Considerado um marco da “nova Hollywood”, o drama dirigido por Jerry Schatzberg apresentou ao mundo o talento de Al Pacino, em seu primeiro papel de protagonista. Em seu segundo roteiro, a dupla adaptou um livro de Didion, “Play It as It Lays”, lançado nos cinemas brasileiros como “O Destino que Deus Me Deu” em 1972. A trama dramática acompanhava Tuesday Weld numa viagem sem rumo para esquecer seu casamento fracassado, um aborto e a doença mental da filha. A consagração veio no terceiro trabalho, quando o casal reescreveu a clássica história hollywoodiana de “Nasce uma Estrela” para a era do rock. Estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson, o filme estourou nas bilheterias e venceu um Oscar. O roteiro ainda serviu de base para o remake de 2018, com Lady Gaga e Bradley Cooper, garantindo-lhes créditos na nova produção. Eles também escreveram “Confissões Verdadeiras” (1981), versão de um romance de Dunne, que juntou Robert De Niro e Robert Duvall, e “Íntimo e Pessoal” (1996), trama ambientado em um telejornal, com Robert Redford e Michelle Pfeiffer. Dunne morreu de enfarte em 2003, aos 71 anos. Dois anos depois, a filha adotada pelo casal, Quintana Roo, morreu de pancreatite e choque séptico, com 39. Didion escreveu sobre a morte do marido e a doença da filha em “O Ano do Pensamento Mágico”, que foi adaptado para os palcos em 2007 num monólogo com a atriz Vanessa Redgrave. No mesmo ano, ela foi premiada pelo Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) com o troféu especial Evelyn F. Burkey, que reconhece aqueles que trouxeram “honra e dignidade” à profissão. Sem o parceiro de vida, Didion nunca mais escreveu outro roteiro, mas seus livros continuam a inspirar filmes, como “A Última Coisa que Ele Queria”, adaptado no ano passado pela diretora Dee Rees (“Mudbound”) e lançado pela Netflix com Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) no papel principal. Em 2017, ela também virou documentário, “Joan Didion: The Center Will Not Hold”, produzido e dirigido por seu sobrinho, o ator Griffin Dunne (“Depois de Horas”), também disponibilizado pela Netflix.
Novo “Homem-Aranha” vira maior bilheteria de 2021
O sucesso de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua a impressionar. A coprodução da Sony e da Disney virou a maior bilheteria mundial de 2021, ao ultrapassar a arrecadação de “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) na terça (21/12) e “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 773 milhões) na quarta (22/12), chegando nesta quinta (23/12) a um faturamento global de US$ 813,9 milhões A expectativa é que a produção atinja US$ 1 bilhão com as bilheterias de seu segundo fim de semana, tornando-se o primeiro filme a alcançar esta marca desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, lançado em dezembro de 2019. Além dos EUA, os países que estão fazendo diferença nas bilheterias são Reino Unido, México, França, Rússia e… Brasil. O volume poderia ser ainda maior se o lançamento chegasse à China, onde não tem previsão de estreia. Mas o maior obstáculo é outro. A estreia do longa coincidiu com o fechamento de vários cinemas na Europa, que enfrenta picos de contágio de covid-19, graças à variante ômicron. Apesar de todas essas dificuldades, o filme deve superar com facilidade o anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que rendeu US$ 1,1 bilhão mundial. Vale lembrar que este montante também representa a maior arrecadação da História da Sony Pictures. De fato, sem os contratempos sanitários e os repetidos problemas da Marvel com a China, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” poderia até chegar aos US$ 2 bilhões, tendo em vista que seu fim de semana de estreia (US$ 600 milhões) só ficou atrás dos números do recordista “Vingadores: Ultimato”.
Tom Holland continua heroico no novo trailer de “Uncharted”
A Sony divulgou um novo trailer de “Uncharted: Fora do Mapa”, que mantém Tom Holland em evidência. O problema é que, com o ator nos cinemas como Homem-Aranha, ele parece ter o mesmo papel na prévia, que destaca sua habilidade aracnídea para malabarismos “impossíveis” e heroísmo em cenas de vida ou morte. O filme adapta o game homônimo sobre o arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake numa caça a relíquias místicas ao redor do mundo. Só que Holland é muito novo para o papel, por isso a trama conta uma origem do personagem que nunca foi apresentada nos games, com seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que se torna seu mentor. Mark Wahlberg vive o segundo protagonista, após ser cotado para o papel de Drake numa versão anterior do projeto – há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). O último roteiro (o quinto desde 2010) foi escrito pela dupla Art Marcum e Matt Holloway (de “Homem de Ferro” e “MIB: Homens de Preto – Internacional”) em parceria com Rafe Judkins (da série “Agents of SHIELD”), e o diretor que finalmente está tirando o projeto do papel é Ruben Fleischer (de “Venom” e “Zumbilândia”). A estreia está marcada para 17 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo duas versões do trailer, com legendas e dublagem em português.












