Nova série do cultuado anime Devilman ganha três vídeos japoneses
A Netflix do Japão divulgou o pôster, dois teasers e o primeiro trailer completo de “Devilman Crybaby”, nova encarnação de um anime/mangá clássico e cultuadíssimo. “Devilman” (Debiruman, no original) foi criado por Go Nagai em 1972 e lançado quase simultaneamente em quadrinhos e desenhos animados. O anime até já teve um revival em 1987. Na trama, o protagonista Akira Fudo se funde a um demônio para ganhar poderes sobrenaturais e impedir um ataque de demônios na Terra, mesmo que isso possa custar sua alma. A trama do remake é a mesma. O anime vai acompanhar o protagonista Akira Fudo, que ao saber que demônios pretendem invadir o mundo para dominá-lo, decide se fundir com um demônio. Com isso, Akira se torna Devilman, uma criatura com o poder de um demônio e o coração de um ser humano. O anime tem direção de Masaaki Yuasa (“Ping Pong”) e roteiro de Ichiro Okouchi (“Code Geass: Lelouch of the Rebellion”), e sua estreia em 2018 marcará o aniversário de 50 anos de carreira de Go Nagai, criador do personagem.
Peter Capaldi escreve carta tocante para menino que ficou triste com sua saída de Doctor Who
Os fãs de “Doctor Who” se despediram de Peter Capaldi no final do especial de Natal “Twice Upon a Time”, quando o protagonista se “regenerou” para assumir uma nova aparência – e ganhar uma nova intérprete, Jodie Whittaker (da série “Broadchurch”). Mas enquanto muitos comemoraram a chegada da primeira mulher a viver “Doctor Who”, algumas crianças que se acostumaram a ver Capaldi como o Doutor ficaram tristes com a despedida. Ao saber que um menino de 9 anos havia ficado particularmente chateado, Capaldi decidiu escrever uma carta de despedida de próprio punho para a criança, que foi compartilhada pelo pai do jovem fã no Twitter, agradecendo ao ator, “Um homem tão gentil!”. “Caro David, eu espero que você tenha um Feliz Natal. O Natal é sempre divertido. Bom, nem sempre. Nem todos os segundos. Porque passar pela regeneração não é divertido, e isso geralmente acontece no Natal. Mas quer saber? Apesar de ser meio ruim (como uma gripe muito chata), a regeneração sempre deu certo para o Doctor Who”, escreveu o ator. “O novo Doutor sempre se torna seu favorito, e o que vai embora… Bom, ele não vai embora de verdade, fica por aí no tempo e no espaço, e se você pensar sobre ele, você vai vê-lo e ele vai ver você. O Doctor sempre diz: ‘Tudo termina, e isso é sempre triste. Mas tudo começa de novo, e isso é sempre feliz’. Espero que você tenha um Natal brilhante, um ano novo feliz e uma vida maravilhosa”, completou. É como disse Jodie Whittaker ao assumir o papel: “Oh, brilhante”. #PeterCapaldi is my 9 year old son’s fav #DoctorWho and he was dreading his regeneration. And then he got this letter with some words of comfort from the Doctor himself among his Santa presents. Such a kind man. pic.twitter.com/Dki37Wt6Er — Brian McGilloway (@BrianMcGilloway) 27 de dezembro de 2017
Netflix providencia seus próprios críticos para elogiar Bright: orcs adolescentes
Até filmes ruins ganham bons comerciais. E a Netflix está se tornando expert em encontrar formas diferenciadas para promover seus lançamentos. Diante do massacre sofrido por “Bright”, que chegou até a ser chamado de “pior filme do ano” pela imprensa norte-americana, a plataforma providenciou sua própria crítica da produção, num vídeo gravado por dois orcs adolescentes. Que como típicos orcs adolescentes adoram explosões, rock pesado e elfas bonitas. Eles também vibram com a surra sofrida por Will Smith por chamar orcs de Shrek. “Somos orcs, não ogros”, reparam. E só lamentam que o orc policial não seja o herói principal da história – o que justifica uma nota 9. Para que perder tempo com o que humanos acham de um filme, se os orcs são muito mais divertidos? Acredita a Netflix.
Trailer legendado de terror amaldiçoa quem tira muitos selfies
A Cineart divulgou o trailer legendado de “Selfie para o Inferno” (Selfie from Hell), um terror canadense sobre maldição de celular. A trama é uma variação tecnológica de toda a fábula/lenda urbana que diz que não se deve fazer alguma coisa. No caso, tirar 13 selfies. Quando uma jovem faz isso, algo começa a persegui-la. “Selfie para o Inferno” é o primeiro longa do diretor Erdal Ceylan, que adaptou seu próprio curta homônimo de 2015, premiado em festivais de terror, e tem um elenco formado por atores obscuros e figurantes. Não há previsão de lançamento na América do Norte, mas a estreia no Brasil está marcada para 22 de fevereiro.
Diretor de Moonlight protesta por 120 Batimentos por Minuto ficar fora do Oscar 2018
Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017, não entende porque o drama francês “120 Batimentos por Minuto” ficou fora da lista de pré-selecionados ao Oscar 2018, na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Em uma série de tuítes, ele rasgou elogios ao filme, que definiu como “bastante extraordinário”, e manifestou seu protesto contra a seleção da Academia. Com um título que destaca o ritmo normal de batidas do coração humano, o longa aborda o movimento Act Up Paris, formado por militantes LGBT+, que em 1990 foi às ruas e escolas da capital francesa para conscientizar os jovens sobre a importância da prevenção da Aids, “coisa que o governo não faz”, conforme avisa um dos protagonistas. O movimento também enfrentou a indústria farmacêutica, que criava dificuldades para disponibilizar os remédios do coquetel de tratamento da doença, e o preconceito, fazendo passeatas de demonstração de orgulho gay. O elenco traz vários nomes da nova geração do cinema francês, como Adèle Haenel (“Amor à Primeira Briga”), Arnaud Valois (“Cliente”), Aloïse Sauvage (“Um Instante de Amor”) e Simon Guélat (“Minha Irmã”), além do argentino Nahuel Pérez Biscayart (“Futuro Perfeito”). Dirigido por Robin Campillo (autor-diretor de “Eles Voltaram”, que deu origem à série “Les Revenants”), “120 Batimentos por Minuto” é o mais elogiado do ano na França. Tem impressionantes 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes e acumula diversos prêmios, entre eles o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes 2017. Também venceu os festivais de Chicago e San Sebastián, foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro do ano pelos críticos de Nova York e disputa o troféu desta categoria no Spirit Awards. “120 Batimentos por Minuto” já foi exibido no Brasil durante o Festival do Rio, e tem estreia comercial no país marcada para 4 de janeiro. Leia abaixo a tradução de alguns dos trechos do desabafo tuitado por Jenkins e, em seguida, os tuítes originais. “Então … ‘120 Batimentos por Minuto’ é bastante extraordinário”, ele iniciou. “Entre o fato de ‘Procurando Sugar Man’ ter superado ‘How to Survive a Plague’ [na disputa de Melhor Documentário do Oscar 2013] e este filme nem mesmo entrando na lista dos pré-selecionados, eu realmente não sei o que pensar…” “E, embora seja importante pra caramba, especialmente para os dias atuais, ver um filme baseado em eventos factuais com jovens literalmente lutando por suas vidas, lutando por todas as nossas vidas com honestidade, contra o fanatismo e a política burocrática intolerável (para não mencionar ganância corporativa)… Enquanto tudo isso é super importante e super relevante para pessoas jovens e velhas, ver incorporado em uma obra de arte… apenas a importância simbólica e o poder de um corpo, reconhecendo e mostrando isso em si… ‘120 Batimentos por Minuto’ também é um filme simplesmente e realmente fantástico”. “Obviamente, adorei. E eu só me pergunto como isso não é o filme do momento? É porque nos mostram porra no peito de um moribundo? Nós colocamos na areia em ‘Moonlight’ porque isso se parecia verdadeiro e natural no meio ambiente, mas…” “Mas aqui estamos: os artistas continuam e por isso só posso agradecer a Robin Campillo e a todos por fazerem este maravilhoso filme. Como alguém que teve a mãe diagnosticada com HIV no início dos anos 1990 e ainda está viva, eu sou tendencioso e agradecido pelo Act Up e esse testamento da mudança causada por eles”. So… BPM is pretty damn extraordinary — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 Between SUGARMAN so soundly besting HOW TO SURVIVE A PLAGUE and this not even making the shortlist, I truly don’t know what to make of it all…. — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 And while it is IMPORTANT AS HELL, especially right now, to see a film based on factual events featuring YOUNG PEOPLE literally fighting for their lives, fighting for all our lives honestly, against bigotry and bigoted bureaucratic policy (not to mention corporate greed)… — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 …while all that is super important and SUPER relevant for folks young and old NOW to see embedded within a work of art… just the symbolic importance and POWER of a body recognizing and showcasing THAT in and of itself… — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 …BPM is also just a really terrific damn film. And it’s deceptive because the “beats” are so very big and “dramatic” and yet… there’s so much of what seasoned dimplomats refer to as “soft power” at play. Little gestures of the eye (the characters’ and ours) that flutter by — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 Obviously I loved it. And I just wonder how this not THE film of the moment? Is it because we’re shown cum on a dying man’s chest? We placed it in the sand in Moonlight because that felt true and natural in the environment but… maybe @guylodge has a point ? — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 24, 2017 But here we are: the artists continue on and so I can only thank Robin Campillo and everyone for making this wonderful film. As someone who’s mother was diagnosed HIV+ in the early 90s and IS STILL WITH US, I’m biased and thankful for ACT UP and this moving testament to them ?? — Barry Jenkins (@BarryJenkins) December 25, 2017
Nicolas Cage quer matar os próprios filhos em trailer de terror insano
Imagine “Uma Noite de Crime”, mas com pais caçando os próprios filhos. Esta é a premissa de “Mom and Dead”, um terror de sobrevivência passado nos subúrbios americanos, em que os pais decidem eliminar os pequenos ditadores de suas casas. O trailer revela Nicolas Cage (“Motoqueiro Fantasma”) em nova performance ensandecida, ao lado de Selma Blair (“Hellboy”), abrindo caminho à golpes mortais entre sofás e banheiros trancados, atrás de seus queridinhos. “Mom and Dead” marca o reencontro de Cage com o diretor Brian Taylor, que o comandou em “Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança” (2011). O elenco também inclui Anne Winters (série “Tyrant”) e Zackary Arthur (série “Transparent”) como os filhos. O filme teve première na mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto, onde seu humor negro causou forte impressão e arrancou elogios da crítica (85% de aprovação no Rotten Tomatoes). A estreia comercial está marcada para 19 de janeiro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Diretor de Me Chame pelo Seu Nome diz que sua versão de Suspiria não será um remake
Após conquistar vários prêmios por “Me Chame pelo Seu Nome”, o diretor Luca Guadagnino vai encarar, por incrível que pareça, um remake de terror. Trata-se do clássico “Suspiria” (1977). A produção está em processo de finalização e, segundo Guadagnino, não é exatamente um remake, por não ser fiel à obra de Dario Argento, mas uma evocação do que sentiu quando assistiu ao terror pela primeira vez. Em entrevista ao site IndieWire, o cineasta revelou que se trata de uma homenagem a um dos filmes que mais o impactou na adolescência. “Todo filme que faço é um passo adentro dos meus sonhos de adolescente e ‘Suspiria’ é o mais marcante sonho megalomaníaco adolescente que eu poderia ter. Vi o pôster quando tinha 11 anos e, aos 14, assisti ao filme: me impactou muito. Imediatamente, comecei a sonhar em fazer a minha própria versão da história”, declarou Guadagnino, afirmando ainda que a experiência de ter visto o longa de Argento definiu o que ele gostaria de ser ao virar adulto. “Esta será a minha abordagem: uma homenagem à incrível e poderosa emoção que senti quando vi ‘Suspiria’”. Para defender a realização de um novo “Suspiria”, Guadagnino citou as diferentes versões feitas das obras de William Shakespeare. “Você parou de ver todas as adaptações de “Tristão e Isolda” porque a de Patrice Chéreau foi tão incrível? Não, pois, haverá sempre algo novo que trará um elemento fantástico. Quantos ‘Hamlet’ experimentamos em nossas vidas que foram grandiosos? A arte nem sempre é ser original e, sim, buscar diferentes pontos de vista”, apontou o diretor. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007). O elenco do remake contará com as presenças de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Chloë Grace Moretz (“A 5ª Onda”), Mia Goth (“Ninfomaníaca”) e a própria Jessica Harper. A produção ainda não tem previsão de estreia.
Fernando Birri (1925 – 2017)
Morreu o cineasta, escritor e poeta argentino Fernando Birri. Considerado o pai do novo cinema latino-americano, ele faleceu na quarta-feira (27/12), aos 92 anos, em Roma. Birri fundou a Escola Latino-Americana de Documentários de Santa Fé, na Argentina, e da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Ele rodou um de seus filmes mais famosos na cidade em que nasceu, Santa Fé. No curta “Jogue uma Moeda” (1958), mostrou a situação de miséria em que viviam as crianças de sua província natal. Seu primeiro longa de ficção foi “Los Inundados” (1961), comédia com toques dramáticos sobre uma família pobre forçada a fazer várias viagens de trem durante um período de inundações, a fim de alcançar um refúgio seguro, enquanto burocratas corruptos transforam a vida do povo num inferno. Muito ligado ao Brasil, deu aulas para Maurice Capovilla e Vladimir Herzog na escola de Santa Fé. E também viu o nascimento do Cinema Novo, ao lado dos amigos Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, quando desembarcou no Rio para fugir da ditadura argentina. Birri foi forçado a se exilar após o golpe militar na Argentina, e foi na Itália que filmou sua obra mais experimental, “Org” (1979), que ele descrevia como um pesadelo de três horas de duração. Sua filmografia inclui dois documentários distintos sobre Che Guevara, além de uma colaboração com o escritor Gabriel García Márquez, com quem escreveu o roteiro de “Un Señor Muy Viejo Con unas Alas Enormes” (1988), clássico cinematográfico do realismo fantástico. Seu último filme foi “El Fausto Criollo” (2011), adaptação de um poema de Estanislao del Campo. Em 2015, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner o homenageou por “sua inestimável ajuda ao cinema argentino e latino-americano” e anunciou um projeto de recuperação digital de todas as suas obras.
Alicia Vikander e Eva Green são irmãs em trailer de drama com temática polêmica
A Svensk Filmindustri divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Euphoria”, que traz a atriz sueca Alicia Vikander (“Jason Bourne”) e a francesa Eva Green (série “Penny Dreadful”) como irmãs. A prévia mostra as duas chegando numa comunidade reclusa para realizar algo polêmico. O filme aborda a questão da eutanásia e coloca as duas irmãs em conflito pela decisão de como lidar com o tumor terminal de uma delas. O elenco também inclui os ingleses Charles Dance (série “Game of Thrones”), Charlotte Rampling (“45 Anos”), Adrian Lester (minissérie “London Spy”) e Mark Stanley (também de “Game of Thrones”). “Euphoria” é o terceiro longa da cineasta sueca Lisa Langseth, e todos eles foram estrelados por Vikander. Exibido no Festival de Toronto, o filme estreia em 2 de fevereiro na Suécia e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Fala Sério, Mãe! é o último lançamento amplo do ano nos cinemas
Após faturar R$ 1,5 milhão em pré-estreia, a comédia brasileira “Fala Sério, Mãe!” chega aos cinemas como principal lançamento do fim do ano. Mas, curiosamente, não é o único filme brasileiro com adolescentes a entrar em cartaz nesta quinta (28/12). A programação, mais enxuta que o habitual, também inclui o novo longa de Woody Allen, a primeira luta de Bruce Lee e a juventude de Karl Max, que não empolgaram a maioria dos críticos, além de um documentário premiado. Clique nos títulos das estreias para conferir os trailers de cada filme em cartaz. “Fala Sério, Mãe!” traz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”) como mãe e filha, e surpreende positivamente por não abusar (muito) do tom histérico que marca as outras comédias do roteirista Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”). Desta vez, o humor de esquetes e temas repetitivos busca simpatia, ao ser utilizado para realçar os problemas de relacionamento, mas também o amor típico de uma família, que é o mote da produção. O filme é inspirado no livro de mesmo nome da escritora Thalita Rebouças (autora também de “É Fada!”), que colabora no roteiro assinado por Cursino, Ingrid Guimarães e Dostoiewski Champangnatte. A direção é de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”) e ainda peca por incluir as típicas participações especiais de todo besteirol brasileiro – desta vez, do cantor Fábio Jr. e do comediante Paulo Gustavo, interpretando eles mesmos. “Bye Bye Jaqueline” também é uma comédia centrada numa adolescente, mas o foco são as amizades e os romances dessa fase da vida. O problema é a falta de espontaneidade geral, do roteiro à interpretação, que faz com que tudo soe forçado, além de previsível – a velha história de sempre. Nota-se que é o primeiro longa-metragem de Anderson Simão e da maioria do elenco. O lançamento internacional mais amplo pertence a “Roda Gigante”, o novo longa de Woody Allen, cujo enredo, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), é “um pouco melodramático”. A produção não deixa de ser uma homenagem de Allen ao rei do melodrama clássico, Douglas Sirk (“Imitação da Vida”), já que se passa no período de seus filmes mais conhecidos, a década de 1950. A história gira em torno de Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel do parque de Conney Island (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história – um artifício que reforça se tratar de um filme “à moda antiga”. A crítica norte-americana não embarcou na trip nostálgica e a “Roda Gigante” travou com 29% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “A Origem do Dragão” foi uma decepção maior ainda: 23% de aprovação. Vendida como uma história da juventude do ator e campeão de kung fu Bruce Lee, a obra não passa de um filme B convencional, que menospreza o personagem e o impacto de sua luta contra Wong Jack Man, o mestre de kung fu mais famoso da China, enviado pelo templo shaolin para verificar se Lee estava ensinando artes marciais para brancos nos Estados Unidos. A direção é do cineasta George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e os roteiristas Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele são os mesmos do vindouro “Bohemian Rhapsody” sobre a banda Queen. “O Jovem Karl Marx” é outro desperdício de personagem, numa produção que segue a fórmula básica das cinebiografias mais superficiais, capaz de transformar o homem que considerava religião o ópio do povo numa figura praticamente santa. Ao menos, não deixa de ser cômico ver o jovem de cartola querendo se conectar com as massas proletárias. Passou no Festival de Berlim, Toronto e inúmeros outros. Não venceu nada. E tem média de 40% no Rotten Tomatoes. Completa a programação o documentário francês “A Ópera de Paris”, premiado no Festival de Moscou. Curiosamente, é o segundo filme sobre os bastidores da famosa casa de espetáculos francesa lançado este ano nos cinemas brasileiros, após “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”. Ambos compartilham alguns personagens, entre eles Benjamin Millepied, o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010) e marido da atriz Natalie Portman. E é isto. Só seis lançamentos nesta semana, ainda sob efeito do predomínio de “Star Wars: Os Últimos Jedi” no circuito cinematográfico.
Tatiana Maslany não vai mais estrelar a nova série de Ryan Murphy
O sinal verde para a produção da série “Pose”, desenvolvida por Ryan Murphy, veio com um efeito colateral. A atriz Tatiana Maslany (série “Orphan Black”) não vai mais participar das gravações. Segundo o canal FX, ela deixou a produção porque seu papel, uma professora de dança moderna, foi reescrito para ser vivido por uma mulher afro-americana de 50 anos de idade. Em seu lugar, entrou Charlayne Woodard (de “Law & Order: SVU”). Maslany recentemente finalizou a série “Orphan Black”, que estrelou por cinco temporadas e lhe rendeu um prêmio Emmy de Melhor Atriz. O FX oficializou a encomenda de “Pose” nesta quarta-feira (27/12). Ela será a quarta atração do produtor para o canal pago americano, após “American Horror Story”, “American Crime Story” e “Feud”, e retratará a Nova York dos anos 1980, mostrando o cruzamento entre os vários estratos sociais que formam a metrópole: do mundo luxuoso que deu luz a Donald Trump aos clubes gays da periferia. A 1ª temporada terá oito episódios e contará no seu elenco com Evan Peters (série “American Horror Story”), James Van Der Beek (série “CSI: Cyber”) e Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), além de diversos atores transgêneros – de fato, um número recorde de integrantes transexuais/a> – , dentre os quais apenas MJ Rodriguez (série “Nurse Jackie”), Haile Sahar (série “Mr. Robot”) e Angelica Ross (série “Transparent”) já atuaram na TV anteriormente. Murphy criou a série em parceria com seu colaborador frequente Brad Falchuk (“Glee”, “American Horror Story”, “Scream Queens”) e o roteirista Steven Canals (série “Dead of Summer”). As gravações vão começar em fevereiro em Nova York, mas ainda não há previsão para a estreia.
Imagem “vazada” de Han Solo: Uma História Star Wars não é oficial
Poucas horas após ter “vazado”, a suposta imagem promocional de ”Han Solo: Uma História Star Wars” teve sua veracidade contestada. Em contato com o site Cinema Blend, um representante da Disney afirmou que se trata de uma montagem de fã, muito bem feita por sinal. Ou seja, ”Han Solo: Uma História Star Wars” ainda não ganhou uma imagem oficial de divulgação, além do que foi disponibilizado por seus diretores nas redes sociais – durante as diferentes fases da produção. Mas as novidades não devem demorar. Afinal, a estreia está marcada para maio. E filmes que vão estrear bem mais tarde já tiveram até teaser divulgado – como “Os Incríveis 2”, para citar uma produção da própria Disney.
Revival da série Cidade dos Homens ganha quatro comerciais
As séries brasileiras também tem revival. A Globo divulgou quatro comerciais do resgate de “Cidade dos Homens”. Mas a falta de costume do canal com o gênero fica evidente pela narração, que chama os novos episódios de 2ª temporada. Na verdade, “Cidade dos Homens” já teve quatro temporadas em sua encarnação original, exibidas entre 15 de outubro de 2002 e 16 de dezembro de 2005, e ainda inspirou um filme de mesmo nome em 2007, que mostrava a dupla de protagonistas com 18 anos de idade. A série original foi desenvolvida por Bráulio Mantovani a partir do livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, que também rendeu o famoso filme de 2002. Em muitos sentidos, a obra é uma extensão da trama cinematográfica, usando a mesma linguagem e parte do mesmo elenco. Vale lembrar que Mantovani também foi roteirista do filme “Cidade de Deus” e os diretores Fernando Meirelles e Kátia Lund assinaram três episódios da atração televisiva original. Aquela que seria a 5ª temporada reflete a passagem do tempo, contando o que aconteceu com os personagens desde que a série saiu do ar. Mais de uma década depois, os protagonistas Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha) já são adultos, mas continuam enfrentando problemas sociais, como o desemprego, a violência, a paternidade e o preconceito. Além disso, têm seus próprios filhos, que servirão como ponte para lembranças dos episódios “clássicos”. O revival de “Cidade dos Homens” tem apenas quatro capítulos – muito pouco! – numa coprodução da Globo com a O2 Filmes. Os episódios foram escritos por Marton Olympio (da série “Santo Forte”) e a direção geral é do cineasta Pedro Morelli (“Zoom”). A estreia está marcada para o dia 2 de janeiro. Antes disso, a Globo reexibe a 4ª temporada da produção, condensada num telefilme, que irá ao ar nesta quarta-feira (27/12), a partir das 23h10.












