Damnation: Série do diretor de A Qualquer Custo é cancelada após 1ª temporada
O canal pago americano USA Network anunciou o cancelamento de “Damnation”, série coproduzida com a Netflix. Com 680 mil telespectadores em média, a série nunca emplacou na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), marcando mínimos 0,18 pontos de audiência. Produzida e dirigida por David Mackenzie, indicado ao Oscar 2017 de Melhor Direção por “A Qualquer Custo”, e escrita por Tony Tost (produtor-roteirista de “Longmire”), a série se passava durante a depressão econômica dos anos 1930. A trama girava em torno do confronto entre um falso pastor (Killian Scott, da série “Ripper Street”) e um fura-greve profissional (Logan Marshall-Green, de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) em meio a uma insurreição de trabalhadores contra um magnata do interior. O elenco também contava com Sarah Jones (séries “Vegas” e “The Path”), Zach McGowan (das séries “Black Sails” e “The 100”), Gabriel Mann (série “Revenge”), Christopher Heyerdahl (série “Van Helsing”), Timothy V. Murphy (série “The Bastard Executioner”), Melinda Page Hamilton (série “Mad Men”) e Joe Adler (série “Grey’s Anatomy”). “Damnation” estreou em novembro nos Estados Unidos e não entusiasmou a crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes e 57 no Metacritic.
Brie Larson usa uniforme “diferente” nas primeiras fotos das filmagens de Capitã Marvel
As filmagens de “Capitã Marvel” começaram em Atlanta, nos Estados Unidos, e os paparazzi foram rápidos para registrar as primeiras fotos de Brie Larson vestida como a heroína. Mas as imagens também revelaram uma surpresa, que deixou os fãs dos quadrinhos espantados. Afinal, que uniforme é aquele? A Capitã Marvel é conhecida por usar uniforme azul e vermelho, com detalhes em amarelo, desde os tempos em que era chamada de Miss Marvel. Mas o uniforme visto nas filmagens é verde e preto, com detalhes prateados. A explicação deve ser simples, já que o uniforme kree usado pelo primeiro Capitão Marvel nos quadrinhos, durante a década de 1960, era esverdeado. Antes de adotar o traje clássico que seria incorporado por Carol Danvers, Mar-Vell também inspirou a heroína a usar uma versão esverdeada de seu uniforme original, numa das versões desta história cheia de reboots (veja abaixo). Segundo rumores ainda não oficializados, o ator Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) vai interpretar Mar-Vell no filme – bem como sua identidade secreta, o cientista Walter Lawson. O primeiro filme de super-heroína da Marvel também voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury, além de Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”). O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). “Capitã Marvel” chega aos cinemas em março de 2019.
Demolidor: Atriz de Os Bórgias viverá a mãe do herói na 3ª temporada
A produção de “Demolidor” contratou a atriz inglesa Joanne Whalley (“Os Bórgias”, “White Princess”) para um papel muito importante na 3ª temporada da série, especialmente se atração seguir a trama dos quadrinhos. Whalley vai viver a freira Maggie. “Nós somos grandes fãs do trabalho de Joanne e muito sortudos de ter alguém do calibre dela se juntando à nossa talentosa família”, disse em comunicado oficial o produtor Jeph Loeb, chefe das produções de TV da Marvel. O novo showrunner da série, Erik Oleson, também comemorou a entrada da atriz no elenco. “Joanne é um talento raro e uma colaboradora maravilhosa. Vê-la dar vida ao papel está nos deixando abismados”. Os fãs dos quadrinhos sabem da importância da personagem, que foi criada por Frank Miller no arco de “A Queda de Murdock”, marco dos quadrinhos da Marvel, publicado em 1986 nos Estados Unidos. Ela surge para cuidar de Murdock após ele ser derrotado pelo Rei do Crime e ficar entre a vida e a morte – quando o vilão descobre sua identidade e destrói todo o que ele tinha conquistado na vida. Ao ajudar sua recuperação, a freira se revela mais do que se poderia imaginar: a mãe do herói. A introdução da personagem na série se dará de forma diferente, já que reflete a última cena de “Os Defensores”, em que Murdock (vivido por Charlie Cox) apareceu sob o cuidado de freiras, após ser dado como morto. Além de Charlie Cox retornar à série como o protagonista, a 3ª temporada também trará de volta Deborah Ann Woll (Karen Page), Elden Henson (Foggy Nelson) e Vincent D’Onofrio (o vilão Rei do Crime). Ainda não há cronograma de produção nem previsão para a estreia da temporada.
Continuação de Mamma Mia! ganha novo trailer legendado repleto de hits do Abba
A Universal divulgou um pôster internacional e o novo trailer legendado da continuação do musical “Mamma Mia!”, repleto de músicas da banda Abba. Chamado de “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”, o filme volta a reunir o elenco do primeiro filme no mesmo cenário idílico – uma ilha grega – , mas acrescenta várias novidades, graças a uma trama paralela de flashback – que revela que Meryl Streep costumava ser Lily James nos anos 1970. A premissa dos flashbacks é a gravidez da personagem de Amanda Seyfried, filha de Streep no musical. Enquanto o primeiro filme mostrou a jovem tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe era seu verdadeiro pai, o novo mostra como sua mãe lidou com a gravidez adolescente, revelando seu envolvimento com os três galãs de seu passado. O roteiro e a direção estão a cargo de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”) e praticamente todo o elenco do filme original retoma seus papéis – incluindo as já citadas Meryl Streep e Amanda Seyfried, mãe e filha da trama, mas também Julia Walters, Christine Baranski, Dominic Cooper, Pierce Bronsan, Stellan Skarsgård e Colin Firth. As novidades incluem as versões jovens dos protagonistas: a citada Lily James (“Cinderela”), Alexa Davies (série “Harlots”), Jeremy Irvine (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”), Josh Dylan (“Aliados”) e Hugh Skinner (também de “Harlots”), além de Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”) e a cantora Cher (“Burlesque”) como “vovó”. A estreia está marcada para 19 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
O Nome da Rosa vai virar minissérie estrelada por John Turturro
O clássico best-seller “O Nome da Rosa”, fenômeno literário dos anos 1980, vai virar minissérie. Segundo a revista Variety, o próprio escritor Umberto Eco supervisionou o roteiro, antes de falecer em 2016. A produção é italiana, mas será falada em inglês, visando o público internacional. O roteiro ficou a cargo do cineasta Andrea Porporati (“Missão Romana”) em parceria com o britânico Nigel Williams (“Elizabeth I”), e os oito episódios serão dirigidos por Giacomo Battiato (“O Jovem Casanova”). O ator americano John Turturro (“Transformers”) viverá o protagonista, o monge franciscano William de Baskerville, e o alemão Damien Hardung (“Transpapa”) será seu aprendiz. Na trama de mistério medieval, os dois investigam uma série de assassinatos macabros num longínquo mosteiro nos alpes italianos, no século 14. O elenco ainda destaca o britânico Rupert Everett (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”) como o inquisidor Bernard Gui, inimigo de Baskerville, enviada pelo papa para investigar os crimes, além dos alemães Sebastian Koch (“Ponte dos Espiões”) e Richard Sammel (série “The Strain”). As gravações começaram nesta semana e devem durar cinco meses, nos históricos estúdios de Cinecittà, em Roma. “O Nome da Rosa” foi publicado em 1980, vendendo 50 milhões de cópias pelo mundo, e já teve uma adaptação para o cinema. Dirigida pelo francês Jean-Jacques Annaud em 1986, a produção foi estrelada por Sean Connery e Christian Slater.
Comercial explica obsessão da Marvel com cenas de carros em Pantera Negra
Da primeira imagem de divulgação à primeira cena completa do filme “Pantera Negra”, a Marvel priorizou sempre a mesma sequência, em que o herói aparece sobre o capô de um carro. Recém-divulgado, o comercial do novo Lexus explica a motivação ($$) por trás desta preferência. “Pantera Negra” não é “Velozes e Furiosos”, apenas faz comercial de carro. Misturando imagens do filme com cenas publicitárias, estreladas pelo ator Chadwick Boseman (o Pantera Negra), o novo comercial do Lexus mostra como as negociações comerciais invadiram descaradamente as tramas cinematográficas, e estão embutidas até na divulgação dos filmes, fixando mensagens subliminares em fanboys impressionáveis.
Tom Cruise revela título oficial e foto do novo Missão Impossível em sua estreia no Instagram
Tom Cruise finalmente estreou no Instagram nesta quinta (25/1) e em poucas horas conquistou mais de 600 mil seguidores com duas postagens reveladoras. Seu primeiro post foi a revelação do nome oficial do sexto filme da franquia “Missão Impossível”, que recebeu o subtítulo de “Fallout”. O segundo foi o close de uma sequência de ação, em que ele aparece pendurado num helicóptero. Confira abaixo. A Paramount divulgou a versão oficial da foto em seguida, que pode ser vista acima, além da tradução nacional do título. O filme será lançado no Brasil como “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Seu colega de elenco, Henry Cavill, não quis ficar para trás e também compartilhou uma imagem de ação, agarrando-se num carro em movimento, contracenando com um cachorro. Na legenda, ele dá boas-vindas a Cruise no Instagram. Mas o que chama atenção na foto é o bigode do ator, que virou um dos mais famosos do cinema, após ter que ser apagado do rosto de Superman durante as refilmagens de “Liga da Justiça”, gerando um dos piores efeitos visuais já vistos numa superprodução de Hollywood. Vale lembrar que Tom Cruise se machucou fazendo uma cena do filme e precisou se afastar das filmagens para se recuperar. Com roteiro e direção de Chrisotopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a continuação da franquia estreia em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Get ready. #MissionImpossible Uma publicação compartilhada por Tom Cruise (@tomcruise) em 25 de Jan, 2018 às 5:00 PST We’ve upped the ante for the sixth #MissionImpossible. I can’t wait for you guys to see more. Uma publicação compartilhada por Tom Cruise (@tomcruise) em 25 de Jan, 2018 às 5:03 PST I see your death defying stunt Mr Cruise and I raise you one trained stunt Akita! Welcome to Instagram my friend! @TomCruise #StuntAkita #MI6 Uma publicação compartilhada por Henry Cavill (@henrycavill) em 25 de Jan, 2018 às 11:07 PST
Festival de Berlim inclui documentário sobre Impeachment de Dilma e novo drama dos diretores de Beira-Mar
Mais dois filmes brasileiros foram selecionados para a mostra Panorama da 68ª edição do Festival de Berlim: “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, e “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. “O Processo” é o primeiro documentário sobre o Impeachment da presidente Dilma Rousseff a vir à tona. Na ocasião, foram rodados cinco filmes com aval do PT, que ofereceu acesso a reuniões fechadas e aos corredores do Congresso durante o enfrentamento contra o chamado “golpe”. Este material compõe a maioria das horas de filmagem da diretora brasiliense. Mas (supostamente) haveria registros também de desabafos e críticas à atuação da própria Dilma e do partido, e situações não reveladas nos noticiários. Com a obra, a diretora dá sequência à sua temática de investigação do sistema legal brasileiro, que inclui os documentários “Justiça” (Grand Prix no Festival Visions du Réel, Suiça 2004) e “Juízo” (Festival de Locarno, Prêmio da Crítica no Dok- Leipzig, 2008). Ela também filmou os corredores da burocracia em “Morro dos Prazeres” (Melhor Direção, Fotografia e Som no Festival de Brasília, 2013). Por sua vez, “Tinta Bruta” é o único trabalho de ficção da seleção brasileira em Berlim. O filme conta a história de Pedro (Shico Menegat), um jovem que tenta sobreviver em meio a um processo criminal, à partida de irmã e única amiga e aos olhares que recebe sempre que sai na rua. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele realiza performances eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz (Bruno Fernandes) de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide confrontá-lo. O trabalho anterior de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, “Beira-Mar” (2015), também teve première mundial na Berlinale – na mostra Forum. Os dois filmes se juntam a “Aeroporto Central”, de Karim Aïnouz, “Ex Pajé”, de Luiz Bolognesi, e “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, anteriormente selecionados. O festival acontece de 15 a 25 de fevereiro, na Alemanha.
Maze Runner chega em mais de mil cinemas contra estreias do Oscar 2018
Lançado em mais de mil telas, “Maze Runner – A Cura Mortal” é a estreia mais ampla desta quinta (25/1). E também uma das mais fracas. As opções são três filmes indicados ao Oscar 2018 e três estreias infantis. Clique em seus títulos para ver os trailers de cada lançamento da semana. O terceiro e último filme da franquia “Maze Runner” conclui a trama iniciada com “Maze Runner: Correr ou Morrer” em 2014, quando adaptações de distopias juvenis eram a última moda em Hollywood. Desde então, a franquia “Divergente” foi abandonada sem final e outras tentativas de emplacar sagas, como “A 5ª Onda”, fracassaram. Os produtores de “Maze Runner”, ao menos, não dividiram o último livro da trilogia em dois longas – como aconteceu com “Jogos Vorazes” e o fatídico “Divergente”. Se o lançamento parece chegar de forma tardia, é porque a produção ficou interrompida por um ano, após um grave acidente sofrido pelo protagonista durante as filmagens. O acidente de Dylan O’Brien aconteceu em 18 de março de 2016, quando filmava uma cena preso no teto de um carro em movimento. Ele acabou arremessado para o alto e atingido por outro automóvel, quebrando vários ossos, foi levado às pressas para um hospital e ficou vários dias internado. Mas o ator já está bem, tanto que veio ao Brasil participar da Comic Con Experience. A conclusão da história é o grande atrativo para os fãs. Mas quem já tinha se decepcionado com o segundo filme não deve contar com uma possibilidade de redenção. O terceiro é o pior lançamento da franquia, com apenas 45% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Como nos anteriores, a direção é de Wes Ball e o elenco inclui todos os sobreviventes de “Maze Runner: Prova de Fogo” (2015), entre eles Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Rosa Salazar, Giancarlo Esposito e Patricia Clarkson. A comédia “Artista do Desastre” teve menos indicações do que o esperado no Oscar 2018. Isto porque, após vencer o Globo de Ouro 2018 e o Critics Choice, o ator James Franco enfrentou denúncias de assédio sexual, que barraram seu nome no prêmio da Academia. Mas a produção concorre com o que tem de melhor: o roteiro da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber (ambos de “A Culpa É das Estrelas”). A história é real e o filme recria os bastidores daquele que é conhecido como o “Cidadão Kane dos filmes ruins”, cultuado por ser ruim de morrer de rir: “The Room”, escrito, dirigido, produzido e estrelado pelo megalomaníaco Tommy Wiseau em 2005. Na trama, Franco vive Wiseau, o pior ator e diretor do mundo, incapaz de decorar um diálogo simples ou falar de forma inteligível, e que mesmo assim resolveu criar uma “obra-prima”. Franco quase repete a mesma façanha, acumulando as funções de estrela, diretor e produtor. O elenco ainda inclui seu irmão Dave Franco (“Vizinhos”), Seth Rogen (“A Entrevista”), Zac Efron (“Vizinhos”), Alison Brie (“O Durão”), Josh Hutcherson (franquia “Jogos Vorazes”), Kate Upton (“Mulheres ao Ataque”), Zoey Deutch (“Tinha que Ser Ele?”), Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Sharon Stone (série “Agent X”), Christopher Mintz-Plasse (“Vizinhos”), além de Lizzy Caplan (“A Entrevista”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”) e Bryan Cranston (série “Breaking Bad”), que interpretam a si mesmos. “The Post – A Guerra Secreta” é o filme que rendeu a 21ª indicação ao Oscar para a atriz Meryl Streep. O longa também concorre a Melhor Filme do ano, mas Steven Spielberg ficou fora da lista de Melhor Direção. O drama também é baseado em fatos reais e narra a revelação do escândalo dos “Papéis do Pentágono”, documentos ultra-secretos de 14 mil páginas do governo dos Estados Unidos sobre o envolvimento americano na Guerra Vietnã. O título original é uma referência ao jornal The Washington Post e a trama gira em torno do dilema sofrido pela dona do jornal, pressionada por seu editor a desafiar o governo federal sobre o direito de publicar os documentos secretos em 1971. Ela poderia ser acusada de traição e perder o Washington Post na justiça. Tom Hanks (“O Resgate do Soldado Ryan”), em seu quinto trabalho com Spielberg, vive o editor do jornal, Ben Bradlee, enquanto Streep, que trabalhou anteriormente com o cineasta em “A.I. – Inteligência Artificial” (2001), tem o papel da proprietária Kay Graham. Curiosamente, é a primeira vez que os dois atores, gigantes de Hollywood, atuam juntos num filme. Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, “Visages, Villages” oferece um contraponto lúdico às produções engajadas que preencheram a categoria neste ano. A obra junta a cineasta veterana da nouvelle vague Agnès Varda (“As Duas Faces da Felecidade”) e o fotógrafo JR numa viagem pelo interior da França, fazendo artes pelo caminho. Foi premiada em inúmeros festivais de prestígio, como Cannes e Toronto, além de ter sido votada em 1º lugar nas listas de final de ano dos críticos de Los Angeles e Nova York. Também foi exibida na Mostra de São Paulo, onde venceu o prêmio do público. “Sem Fôlego” é o primeiro longa infantil de Todd Haynes (“Carol”), que adapta o livro homônimo de Brian Selznick (autor de “A Invenção de Hugo Cabret”) sobre duas crianças surdas, Ben e Rose, cujas histórias são separadas por 50 anos. Rose foge de casa em 1927, rumo a Nova York para conhecer Lillian Mayhew, estrela de cinema que idolatra. Jack também escapa para Nova York, mas em 1977, em busca de seu pai. A edição distingue a diferença de suas épocas aos ilustrar as cenas com imagens em preto e branco para o começo do século 20 e cores para a década de 1970. Até que as vidas de ambos se cruzam de maneira inesperada. O próprio Selznick assina o roteiro da adaptação, que destaca em seu elenco Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”), Michelle Williams (“Manchester à Beira-Mar”) e as crianças Oakes Fegley (“Meu Amigo, o Dragão”) e Millicent Simmonds (estreante). Exibido no Festival de Cannes, o longa foi bastante elogiado, mas não deixou a crítica “sem fôlego” – teve 70% de aprovação, 25% a menos que a média dos indicados ao Oscar. “Peixonauta – O Filme” traz aos cinemas a série infantil brasileira, exibida no Discovery Kids, na TV Cultura, SBT, TV Brasil e até Netflix. A atração já foi exportada para mais de 90 países e em seu novo filme visita São Paulo. Na trama, o agente secreto Peixonauta sai pela primeira vez do Parque das Árvores Felizes para resolver um grande mistério: o desaparecimento de todos os habitantes. A história lida com questões do meio ambiente, como o lixo e a contaminação dos mananciais de água. A direção é de Celia Catunda, Kiko Mistrorigo e Rodrigo Eba. Os dois primeiros também foram responsáveis por “Peixonauta: Agente Secreto da O.S.T.R.A.”, primeiro longa animado da franquia, lançado em 2012. Para completar, a trilha do filme foi musicada por Paulo Tatit (Palavra Cantada), Zezinho Mutarelli e a banda Titãs. Último da lista, “Encolhi a Professora” tem a distinção de ser o pior lançamento da semana. A produção alemã, que chega dublada em português, reflete uma especialidade do diretor Sven Unterwaldt: as paródias com mash-ups de tramas conhecidas. Neste caso, a premissa de “Querida, Encolhi as Crianças” (1989) no contexto da escola mágica da franquia “Harry Potter”. “Detetives do Prédio Azul” se sai melhor, com menos orçamento.
MaddAddam: Vem aí nova série sci-fi baseada nos livros da autora de The Handmaid’s Tale
A Paramount Television e a Anonymous Content anunciaram que vão produzir uma nova série baseada na obra da escritora canadense Margaret Atwood. Autora dos livros que inspiraram a série multipremiada “The Handmaid’s Tale” e a minissérie “Alias Grace”, Atwood está em alta e a bola da vez é sua trilogia “MaddAddam” (publicada no Brasil pela editora Rocco). Assim como “The Handmaid’s Tale”, “MaddAddam” também é uma distopia. Os três livros da série (“Oryx e Crake”, “O Ano do Dilúvio” e “MaddAddam”) se encaixam no que Atwood descreve como “ficção especulativa”, abordando assuntos como catástrofes biológicas, experiências genéticas e regimes totalitários provocados por colapsos ambientais. Na trama, o mundo é apresentado como um lugar pós-apocalíptico e melancólico, habitado por criaturas biologicamente modificadas e tomadas pelo vício. Desastres ambientais e experiências genéticas ajudaram a transformar o planeta num território devastado, e as consequências são narradas pelo último sobrevivente da humanidade, que tem apenas a companhia de crianças criadas num laboratório. Em comunicado, a autora de 78 anos disse estar entusiasmada com a “deslumbrante apresentação visual” que os produtores imaginam para a adaptação. Há três anos, o diretor Darren Aronowsky (“Mãe!”) tentou desenvolver uma adaptação da trilogia para a HBO, mas o projeto não foi adiante pelo custo elevado. Ainda não há cronograma para a nova produção nem canal definido para a exibição da série, embora a Paramount tenha demonstrado interesse em investir mais em seu próprio canal pago nos Estados Unidos, lançado agora em janeiro – no lugar do antigo canal Spike.
Série dos anos 1990 Murphy Brown vai ganhar revival
Uma das séries mais premiadas da rede CBS, vencedora de 17 prêmios Emmy, vai voltar à TV após 20 anos. O canal encomendou o revival de “Murphy Brown” para a criadora da atração, Diane English, e a produção contará com todo o original, inclusive a estrela Candice Bergen, vencedora de cinco prêmios Emmy de Melhor Atriz de Série de Comédia pelo papel-título. A série original foi exibida durante dez anos, de 1988 à 1998, acompanhando os bastidores de um telejornal, que tinha como estrela a jornalista celebridade Murphy Brown, uma ex-alcoólatra que se tornou mais ranzinza após passar por reabilitação. Assumidamente liberal, ela considerava o governo Bush seu maior inimigo, e quando não reclamava de tudo, tentava lidar com a família e problemas financeiros. O revival deverá refletir os dias atuais, com a proliferação das mídias sociais e das notícias falsas (fake news), além do governo de Donald Trump. Segundo o site Deadline, a produção terá 13 episódios, mas ainda não há previsão para a estreia.
Maryl Streep entra na 2ª temporada de Big Little Lies
Confirmada pelo canal pago HBO, a 2ª temporada de “Big Little Lies” ganhou um reforço de peso: a atriz Meryl Streep entrou no elenco da atração. Ela vai interpretar Mary Louise Wright, mãe do personagem Perry Wright (vivido por Alexander Skarsgård). Segundo a revista Variety, Streep vai receber US$ 800 mil (equivalente a R$ 2,5 milhões) por episódio. Essa semana, a atriz quebrou seu próprio recorde ao ser indicada a seu 21º Oscar, por seu papel em “The Post”, de Steven Spielberg. Ela já venceu três vezes o prêmio da Academia. Apesar de mais conhecida por seus papéis no cinema, Meryl Streep já fez alguns trabalhos televisivos, como na minissérie “Angels in America”, que lhe rendeu um Emmy em 2004. Um de seus primeiros trabalhos foi na minissérie “Holocausto”, em 1978. Ela também apareceu nos “Simpsons” e teve papel recorrente em “Terapia Virtual”. A 1ª temporada contou toda a história do livro homônimo de Liane Moriarty, mas a autora ajudou a desenvolver a trama dos próximos episódios, que serão escritas pelo roteirista David Kelley. A expectativa é que a entrada de Streep na série mexa bastante com a pacata cidade de Monterey, onde se passa a história. Preocupada com os netos, a personagem irá atrás de Celeste (Nicole Kidman) atrás de respostas sobre o que houve com o filho. Segundo comunicado da HBO, grande parte do elenco da 1ª temporada deve retornar para o segundo ano, incluindo as atrizes Nicole Kidman e Reese Witherspoon, que além de estrelarem o programa trabalham também como produtoras executivas. Mas o diretor Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”) – que dirigiu todos os sete episódios da 1ª temporada – permanecerá apenas como produtor e os sete novos episódios serão dirigidos pela cineasta inglesa Andrea Arnold (“Docinho da América”). “Big Little Lies” é a série mais premiada da temporada, com oito Emmys, quatro Globos de Ouro e dois SAG Awards. A 2ª temporada, no entanto, só deve estrear em 2019.
Arquivo X: Trailer dos últimos episódios sugere o final da série
A rede Fox divulgou o trailer da midseason de “Arquivo X”. Com 3 minutos de duração, o vídeo traz cenas dos últimos cinco episódios da 11ª temporada, com direito a ataques de monstros, desdobramentos da conspiração central, flashback do passado de Skinner (Mitch Pileggi), participação de Haley Joel Osment (que engordou bastante desde a infância em “O Sexto Sentido”) e um diálogo em que Mulder (David Duchovny) diz para Scully (Gillian Anderson): “Eu sempre imaginei como isso ia acabar”. A atriz Gilian Anderson já disse que a atual 11ª temporada de “Arquivo X” marca sua despedida da série. Produzida como sempre por Chris Carter, a 11ª temporada estreou em 3 de janeiro nos Estados Unidos e se encerra em março, e está sendo exibida com uma semana de atraso no Brasil, pelo canal pago Fox.












